quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Nosso Senhor quer a Modéstia

Por Apostolado Maria Santíssima e Modéstia
O Pe. Thomas de Saint Laurent, no Livro da Confiança, nos diz que o Verbo Encarnado, Nosso Senhor Jesus Cristo, “possui um poder sem limites”. Diz ainda que Ele “aparece no Evangelho como o supremo Senhor da terra, dos demônios e da vida sobrenatural; tudo está submetido ao seu domínio soberano”.
Pois, esse mesmo Soberano nos diz no Evangelho: “Eu, porém, vos digo: todo aquele que lançar um olhar de cobiça para uma mulher, já adulterou com ela em seu coração” (Mt, 5, 28). E quando perguntado por um jovem: “Mestre, que devo fazer de bom para ter a vida eterna?” Respondeu-lhe: “Se queres entrar na vida, observa os mandamentos.”
E o jovem tornou a perguntar: “Quais?” E, entre outros, Nosso Senhor disse: “Não cometerás adultério…” Portanto, a pessoa que adulterou pelo olhar não terá a vida eterna! É a conclusão óbvia.
Em geral, os livros de catecismo para crianças, como por exemplo os do Pe. Álvaro Negromonte, dizem que o modo pelo qual as mulheres podem evitar ser ocasião de pecado para um homem, é através da guarda do pudor, “que é uma muralha que protege a castidade”… Os homens, por sua vez, devem mortificar o olhar.
Ou seja, a prática da modéstia é fundamental para que as mulheres coloquem uma muralha diante de si, evitando assim que inúmeros homens caiam em pecado de adultério. As roupas sugestivas atraem o olhar do homem, e, se se tratar de um homem que – infelizmente – não guarda o olhar, o adultério facilmente estará consumado!
Ora, não nos iludamos: se Nosso Senhor disse que este olhar já é um adultério e que o adultério priva-nos da vida eterna, quem duvidará que o Soberano Supremo se importa com a modéstia?
Negar que Nosso Senhor se importa com a modéstia seria como dizer que Ele não se respeita a si mesmo: pois, se no Evangelho Ele diz com todas as letras que o adultério leva ao inferno, como poderia ser que fizesse pouco caso com a modo como as mulheres se vestem!?

São Pio de Pietrelcina enquanto exemplo da seriedade de Deus

A Santa Igreja, sempre que eleva algum dos seus membros aos altares, tornando-o santo, está nos propondo um exemplo de imitação de Deus Nosso Senhor. Isto quer dizer que todo santo canonizado reflete de algum modo uma perfeição de Deus.
Vejamos então como São Pio de Pietrelcina refletia a Deus Nosso Senhor no assunto da modéstia. Ele escreveu numa carta, para uma de suas filhas espirituais:
As mulheres que procuram as vaidades do vestuário nunca poderão vestir a vida de Jesus Cristo, perdem cada um dos ornamentos da alma, logo que esse ídolo entra em seus corações. Cuidado com qualquer vaidade em suas roupas, porque o Senhor permite a queda dessas almas por causa dessa vaidade.”
Padre Pio levava este ideal ao pé da letra, chegando a se recusar de modo enérgico a atender a confissão de mulheres com trajes indevidos. Em uma ocasião chegou a dizer: “serre seus braços … porque você sofre menos do que aqueles que sofrem no Purgatório … a carne descoberta vai queimar!”
E, seguindo as recomendações da Sagrada Congregação do Concílio, negava também a comunhão.
Um dos motivos pelo qual o santo agia assim era que algumas mulheres iam à confissão e comunhão trajando calças compridas, segundo relata uma de suas filhas espirituais. Ele ainda dizia: “Eu quero que todos vocês, meus queridos filhos espirituais, combatam com o exemplo, e sem respeito humano uma santa batalha contra a moda indecente. Deus estará com vocês e irá salvá-los!”
Então, parece-nos que São Pio de Pietrelcina não se importava com a modéstia? Pelo contrário! E com que seriedade ele lidava com este assunto: não havia desculpas, exceções ou meias-palavras.
Agora, consideremos: se este homem – que, comparado a Deus, não é senão uma simples criatura – se punha tão sério quando falava da modéstia, imaginemos como Nosso Senhor tratará? Com que rigor não olhará para nossas escolhas, com que tristeza não verá nossa relutância, nosso desleixo, e – o que é horrível! – nosso desprezo pelo seu santo zelo com a pureza de suas criaturas.
Tendo isto em mente, tomemos a séria resolução de obedecer as regras que a Santa Igreja estabeleceu para a modéstia, para que assim demonstremos a Nosso Senhor não só o amor que Lhe temos, mas também o respeito e o senso de dever.


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