sábado, 30 de julho de 2011

Sobre A Paixão de Cristo



1- "Nos amou e por nós se entregou a Deus como oferenda e sacrifício de agradável odor" (Gl 5,2)

2- Como é de se admirar que Tu, conhecendo o homem antes que ele existisse, e sabendo que ele iria cometer o pecado e desprezar teu Ser, assim mesmo o tenhas criado!Ó Amor sem preço, Amor sem preço!

3- Olhaste para o primeiro homem, Adão, e viste sua culpa, fruto da desobediência.Porque desobedeceu, nele foi uma culpa pessoal; uma culpa geral, nos seus descendentes.Pecado que iria opor-se a Cristo e impedir que os homens chegassem à perfeição.Não poderiam atingir a meta, para a qual os havia criado.
Viste também, Pai eterno, os sofrimentos que teu Filho iria suportar, para restituir a humanidade à graça e cumprir teu desígnio em nós.
Pai eterno como foi que criaste o homem?Que admiração eu sinto!Conforme o ensinamento que me deste, compreendo que não houve outra razão, além da chama do teu amor, a fazer-Te dar-nos a existência, apesar das maldades que iríamos cometer contra Ti.Foi o Fogo (do amor) que Te obrigou.Ó Amor inefável!Ao conhecer o pecado, que os homens iriam cometer contra tua infinita bondade, fingiste nada ver e só olhaste a beleza do homem.Enlouquecido de amor por ele, dele Te enamoraste.Por amor o tiraste de Ti, dando-lhe o ser à tua imagem e semelhança.
Verdade eterna! Revelaste que foi o amor que te levou a criar o homem; previste seu pecado contra Ti, mas não levaste em consideração tal coisa.Pelo contrário, desviaste o olhar da ofensa futura e somente olhaste a beleza do homem.Se o teu olhar se tivesse fixado na ofensa, terias olvidado o amor criador do homem.Tal possibilidade não Te ficou oculta, mas Te limitaste ao amor.Tu nada mais és do que uma Chama de amor, ó Enlouquecido pela tua obra!

4- Foi somente por compaixão brotada da fonte do amor que criaste o homem.Como ele Te agradasse muito, logo que perdeu a veste da inocência (original), procuraste revesti-lo da graça, reconduzindo-o ao estado anterior.Mas não lhe tiraste a capacidade de pecar.Deixaste-lhe a liberdade e a lei perversa que combate contra o espírito (Rm 7,23), pois seguindo tal lei, a alma se dispõe a cair no pecado.

5- Mas Tu, sublime médico, colocaste diante de nós o seu Filho, como uma isca em sua humanidade.Então, não pela força da humanidade, mas da Divindade, pescaste o homem e prendeste o demônio.Ao rebaixar-Te, sublimaste o homem; saturando-Te de opróbrios, tornaste o homem feliz; ao padecer a fome, o saturaste de amor, perdendo a vida, o revestiste de graça; suportando a vergonha e ao homem atribuíste o louvor; na obscuridade da natureza humana (de Cristo), iluminaste o homem, com os braços abertos (na Cruz), o abraçaste.Construíste no peito de Jesus uma caverna, onde o homem pudesse refugiar-se dos inimigos e conhecer o teu amor.Nessa caverna revelaste a tua intenção de conceder aos homens mais do que permitia uma realidade finita.Ali o homem achou o lavacro para purificar-se da lepra do pecado.

6- Ó inefável misericórdia, castigaste o seu próprio Filho natural por causa da culpa do filho adotivo.

7- Ó Deus justo e misericordioso, que queres escutar os nossos pedidos e realizar os nossos desejos.

8- Tu és a nossa norma, és a porta por onde é preciso entrar.Como ensinaste, devemos alegrar-nos nas dificuldades e angústias.Para isso nascemos.Por tua vontade, o mundo e nossa carne tão fraca só produzem amargura, para que não nos alegremos, nem confiemos neles.Nossa glória há de ser posta na redenção e nos teus celestes dons.Também o teu Representante tem de alegrar-se no cumprimento da tua vontade e justiça em Cristo Jesus.Por nós Jesus se sangrou, feriu e destruiu seu corpo santíssimo; para lavar nossos pecados, derramou seu sangue; com inefável compaixão nos salvou e entregou ao seu Representante o poder de ligar e desligar nossa alma, realizando tua vontade e seguindo teus passos.

9- A fim de salvar-nos, apaixonado, Ele correu para a terrível morte na cruz.Envergonhe-se o homem orgulhoso ao ver-Te, Deus, altíssimo, humilhado na lama da nossa natureza.

10- Ó Verbo eterno, Filho de Deus!Por que razão levaste a termo a perfeita contrição da culpa, se em Ti não havia, o veneno do pecado?

11- Foi o seu amor para com os homens (Tt 3,4)

12- Mas eis aqui uma prova brilhante de amor de Deus por nós: quando éramos ainda pecadores, Cristo morreu por nós.(Rm 5,8)

13- Sem morrer nem sofrer, ele bem podia salvar-nos, é o que mais se admira.Mas não!Escolheu uma vida de aflições e desprezos e uma morte cruel e vergonhosa.Morreu numa cruz, destinada aos criminosos: "Humilhou-se ainda mais e foi obediente até a morte, e morte de cruz".
Podendo remir-nos sem sofrer, por que desejou escolher a morte de cruz?Para nos mostrar seu amor: "Amou-nos e se entregou por nós".Amou-nos e, porque nos amava, entregou-se nos braços da dor, da vergonha, da morte mais dolorosa que algum homem já suportou na terra.

14- São Paulo, apaixonado por Jesus Cristo, diz com razão: "A caridade de Cristo nos constrange".E ele se refere não tanto ao que Cristo sofreu, mas ao amor que nos mostrou nos seus sofrimentos.É isto que nos obriga e quase nos força a amá-lo.Sobre isso diz São Francisco de Sales: "Jesus Cristo, verdadeiro Deus, amou-nos até sofrer por nós a morte na cruz.Não é isto como que ter nosso coração debaixo de uma prensa?Como que senti-lo apertar com vigor e espremer amor com uma força que é tanto mais forte quanto mais amável?Por que não abraçamos Jesus Cristo Crucificado para morrer na cruz com ele?Ele quis morrer nela por nosso amor.Eu o abraçarei, deveríamos dizer, e não o abandonarei jamais.Morrerei com ele, abrasar-me-ei nas chamas de seu amor.Um mesmo fogo consumirá este divino Criador e a sua miserável criatura.Cristo se dá todo a mim e eu me entrego todo a ele.Viverei e morrerei sobre seu coração: nem a vida, nem a morte me separarão dele.Ó Amor Eterno, minha alma vos busca e vos acolhe para sempre.Vinde, Espírito Santo, inflamai os nossos corações no vosso amor.Ou amar ou morrer!
Morrer a qualquer outro amor, para viver no amor de Cristo.Salvador dos homens, fazei que cantemos eternamente: viva Jesus, a quem amo.Amo a Jesus que vive nos séculos dos séculos
".
O amor de Jesus Cristo aos homens era tanto que desejava a hora de sua morte para lhes mostrar o afeto que lhes tinha.Por isso, com freqüência, repetia em sua vida: "Devo receber o batismo, e quanto o desejo até que ele se realize".
Eu tenho que ser batizado em meu próprio sangue!Como me sinto desejoso de que chegue depressa a hora de minha Paixão, para que, depressa também, o homem conheça por ela, o amor que lhe tenho.
São João fala daquela noite em que Jesus Cristo começou sua paixão: "Sabendo que chegara sua hora de passar deste mundo para o Pai, tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim".O Redentor chamava aquela hora de "sua hora" porque o tempo de sua morte era o tempo desejado por ele.Queria dar aos homens a última prova de amor, morrendo por eles numa cruz, consumindo de dores.
Quem pôde, alguma vez, levar Deus a morrer condenado numa cruz no meio de dois criminosos, com tanta vergonha para sua grandeza de Deus?Quem fez isto?pergunta São Bernardo.E responde:
-"Foi o amor, que esqueceu sua dignidade".
O amor quando procura fazer-se conhecido, não leva em conta aquilo que mais convém à dignidade da pessoa que ama, mas o que mais conduz a manifestar-se à pessoa amada.Com muita razão exclama São Francisco de Paula, olhando um crucifixo: "Ó caridade, ó caridade, ó caridade".Vendo Jesus na cruz, deveremos, entusiasmados, exclamar: ó amor, ó amor, ó amor!
Se a fé não nos garantisse, quem poderia crer que Deus onipotente, Senhor de tudo, quis amar tanto o homem, parecendo até ficar fora de si, por amor de nós?São Lourenço Justiniano dizia: "vimos a própria sabedoria, o Verbo Eterno enlouquecido por excessivo amor pelos homens".
Tomando nas mãos um crucifixo, Santa Maria Madalena de Pazzi exclamava admirada: "Sim, Jesus, Vós estais louco de amor.Eu o digo e sempre direi, estais louco de amor".
Mas Dionísio Areopagita dizia: "Não, não é uma loucura.O amor de Deus tem como efeito fazer sair fora de si aquele que ama, e se dar inteiramente à pessoa amada".
Oxalá os homens considerassem, olhando Jesus Crucificado, o afeto que ele teve a cada um de nós!São Francisco de Sales dizia: "Ficaríamos abrasados à vista das chamas que se encontram em Nosso Redentor!Que felicidade poder arder naquele fogo em que arde Nosso Deus!Que alegria estarmos unidos a Deus com cadeias de amor".São Boaventura dizia que as chagas de Jesus cristo ferem os corações mais duros e aquecem as almas mais frias.Quantas flechas de amor saem dessas chagas e ferem os corações mais insensíveis!Quantas chamas saem do Coração ardente de Cristo e aquecem os corações mais frios!Quantas cadeias saem do lado ferido e prendem os corações mais endurecidos!.

15- Nos Diz o Senhor: "Mesmo que seu pai e sua mãe te abandonar eu te acolherei" (Sl 26,10)..."Eu não te esqueceria nunca" (Is 49,15).

Sabe porque?
16- "Amo-te com um amor eterno" (Jr 31,3)

17- Por acaso, não merece Deus todo nosso amor?Ele nos amou eternamente.Deus diz ao homem:
-"Olhe, fui eu o primeiro a amar você.Você não estava ainda no mundo.O mundo nem existia, e eu já o amava.Eu amo você desde que sou Deus.Amo você, e desde que amei a mim mesmo, amei também você!

18- Como vos pagarei, ó Cristo, esse vosso amor?É justo que sangue se pague com sangue.Seja eu banhado com esse sangue e cravado nessa cruz.Recebe-me também em teus braços, ó santa cruz.Alarga-te, coroa de espinhos, para que eu coloque em ti minha cabeça.Cravos, deixai as mãos inocentes de meu Senhor e transpassai meu coração de compaixão e amor.Jesus, São Paulo diz que vossa morte foi para que vos apoderásseis dos vivos e dos mortos, não pelos castigos mas pelo amor: "Cristo morreu e ressuscitou para ser o Senhor dos mortos e dos vivos".
Roubador dos corações, a força de vosso amor estraçalhou nossos corações tão duros.Inflamastes todo o mundo no vosso amor.Senhor da sabedoria, inebriai nossos corações com esse vinho, abrasai-os com esse fogo, feri-os com essa flecha de vosso amor.a vossa cruz é arco e flecha que ferem os corações.Saiba todo o mundo que tenho o coração ferido.
Ó grande amor, o que fizestes?Viestes para curar e me feristes?viestes para me ensinar a viver e me tornastes semelhantes a um louco?Ó sábia loucura, não viva mais eu sem vós!Senhor, quando vos vejo na cruz, tudo me convida a amar: o madeiro, a vossa pessoa, as feridas de vosso corpo e principalmente o vosso amor.Tudo me convida a vos amar e a não me esquecer mais de vós".
Para se chegar ao amor perfeito de Cristo é preciso empregar os meios adequados.Eis os meios que nos ensina Santo Tomás:
I)-Recordar-se continuamente dos benefícios divinos, gerais e particulares.
II)-Considerar a infinita bondade de Deus que está sempre nos fazendo o bem.Sempre nos ama e procura ser amado por nós.
III)-Evitar com cuidado tudo o que o desagrada, por mínimo que seja.
IV)-Renunciar a todos os bens sensíveis deste mundo: riquezas, honras e prazeres dos sentidos.

Somente assim poderemos dizer como Santo Afonso Maria de Ligório:

19- "Seduziste-me Senhor, e eu me deixei seduzir.Tu te tornaste forte demais para mim: tu me dominaste" (Jr 20,7).Senhor, já resisti demais.Eis-me aqui...Fazei de mim o que quereis!"

20- E o que Deus quer de nós, senão que o amemo-Lo sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos?(Lc 10,27)

21- O que Deus quer de nós, senão que cheguemos a santidade?Pois ele mesmo disse: "Portanto, sede santos, assim como vosso Pai celeste é santo" (Mt 5,48).

Deixo-vos com um convite que Nosso Senhor fez aos seu discípulos na quinta-feira Santa:

22- "Para que o mundo saiba que amo o Pai: levantai-vos e vamos".
-Mas, para onde?
-Morrer pelos homens, na cruz!

Rezem, Meditem e vão á Santa Missa e que Deus os abençoe!!!


1- Gl 5,2
2- As Orações - Santa Catarina de Sena
3- Ibidem
4- Ibidem
5- Ibidem
6- Ibidem
7- Ibidem
8- Ibidem
9- Ibidem
10- Ibidem
11- Tt 3,4
12- Rm 5,8
13- A Prática do amor a Jesus Cristo - Santo Afonso Maria de Ligório
14- Ibidem
15- Sl 26,10; Is 49,15
16- Jr 31,3
17- A Prática do amor a Jesus Cristo - Santo Afonso Maria de Ligório
18- Ibidem
19- Vida de Santo Afonso Maria de Ligório
20- Lc 10,27; Mc 12,31s
21- Mt 5,48
22- A Prática do amor a Jesus Cristo - Santo Afonso Maria de Ligório


Fonte:

segunda-feira, 25 de julho de 2011

À hora da morte



Meu Jesus, perdoai-nos,
Livrai-nos do fogo do Inferno
e levai as almas todas para o Céu,
principalmente as que mais precisarem
da Vossa Misericórdia.

* * *

A morte é a separação da alma do corpo e o total abandono das coisas deste mundo.

Todos sabem que um dia devem morrer, mas ninguém sabe onde e como morrerá.

Não sabes se a morte te surpreenderá na tua cama ou no teu trabalho, na estrada ou outro lugar. A ruptura de uma veia, um enfarte, um tumor que talvez já esteja a crescer neste momento no teu organismo, uma queda, um acidente, um terramoto, um raio e outras mil causas de que nem suspeitas agora, podem privar-te da vida. E isto pode acontecer daqui a um ano, daqui a um mês, uma semana, a uma hora e, talvez, apenas terminada esta leitura!

Quantos se deitaram à noite com boa saúde e de manhã foram encontrados mortos! Quantos ainda hoje morrem de improviso! E onde se encontram agora? Se estavam na graça de Deus, felizes deles! São para sempre bem-aventurados. Mas se estavam em pecado mortal, agora são eternamente perdidos!

Diz-me, meu caro jovem, se tivesses de morrer neste instante, que seria da tua alma?

Esperemos que a tua última hora não venha de repente, mas aos poucos, por uma doença terminal e comum. De qualquer modo virá um dia em que, estendido na cama, estarás prestes a passar à eternidade assistido por um sacerdote e cercado por parentes que choram.

Terás a cabeça dolorida, os olhar vago, a língua ressequida, um suor gélido e o coração fraquíssimo. Assim que expirares, o teu corpo será vestido e colocado num caixão. Aí os vermes começarão a comer as tuas carnes, e bem depressa nada de ti restará a não ser poucos ossos descarnados e um pouco de pó.

Meu caro filho, ao ler estas linhas, lembra-te de que elas falam de ti, como de todos os outros homens! Agora, o Demónio, para te induzir a pecar, procura desviar a tua atenção destes pensamentos e fazer-te não sentir culpa, dizendo-te não ser um grande mal aquele prazer, aquela desobediência, aquela omissão da Missano Domingo ou em dia santo, e assim por diante; mas quando chegar o momento da tua morte, será ele mesmo que vai revelar-te a gravidade destes e dos outros pecados, e vai lançá-los diante da tua consciência. Que farás então? Ai de ti se, naquele momento, te encontrares em pecado mortal e na desgraça de Deus!

Não te esqueças, meu jovem amigo, de que daquele momento depende a tua eterna salvação ou eterna condenação.

Duas vezes temos diante de nós uma vela acesa: no Baptismo e na hora da morte. A primeira vez para fazer-nos ver os preceitos da Lei Divina que devemos cumprir, e a segunda para fazer-nos ver se os cumprimos. À luz daquela vela quantas coisas verão! 

À luz daquela vela, verás se amaste a Deus ou se O desprezaste; se honraste o Seu santo Nome ou se O blasfemaste; verás as festas profanas a que assististe, as Missas perdidas, as impurezas cometidas, os escândalos dados, os furtos, os ódios, as soberbas

Oh! meu Deus, verei tudo naquele momento em que se abrirá diante de mim a porta da eternidade!

Grande e terrível momento do qual depende uma eternidade de glória ou de sofrimentos!  Estás a compreender o que te digo? Eu digo que daquele momento depende ir para o Céu ou para o Inferno; ser para sempre feliz ou desesperado; para sempre filho de Deus ou escravo de Satanás; para sempre gozar com os Anjos e os Aantos no céu ou gemer e queimar para sempre com os condenados no inferno!

Por isso, prepara-te para aquele grande momento fazendo já um acto de contrição e, o mais depressa  possível, uma boa e santa confissão.
Decide-te, depois, a viver sempre na graça de Deus, porque 


COMO SE VIVE ASSIM SE MORRE!


Fonte: Verdades Eternas – São João Bosco

sexta-feira, 22 de julho de 2011

O Valor da Santa Missa

Eis um breve relato de algumas visões do padre João Baptista Reus, com relação à maravilhosa realidade sobrenatural da Santa Missa. Falecido em odor de santidade, teve este sacerdote, a graça de ver o que acontece de sobrenatural durante a Santa Missa, a qual, por razão, costumava chamar de "A FESTA NO CÉU".
Ao tempo em que o demônio procura eclipsá-la, vamos adorar mais e mais a Jesus, em reparação a tantas blasfêmias que contra a Eucaristia se cometem. Eis o que era dado ver ao Padre Reus:
"Nossa Senhora convida todo o Paraíso para participar da Santa Missa. Todos os anjos e Santos A seguem em maravilhoso cortejo até o altar. Os Santos formam um semi-círculo ao redor do sacerdote celebrante e o acompanham até o altar. Lá chegando, os anjos se colocam atrás dos Santos.
Outra multidão de anjos cerca a igreja e cobre os fiéis, impedindo a aproximação dos demônios durante a Santa Missa, em honra á Majestade de Nosso Senhor Jesus Cristo.
A Virgem Santíssima está sempre junto do celebrante, do lado do altar onde é servida a água e o vinho, e onde são lavadas as mãos do sacerdote. É a própria Mãe de Jesus quem serve o celebrante e lava suas mãos. Entre Nossa Senhora e o celebrante, é convidado o Santo do dia.
Todas as almas do Purgatório também são convidadas pela Virgem Maria e permanecem durante toda a Santa Missa aos pés do altar, entre o celebrante e os fiéis. Conta o Padre Reus que ele via as almas do Purgatório em verdadeira festa e com grande esperança de libertação. Padre Reus via uma chuva caindo sobre o Purgatório durante toda a Santa Missa.
No momento sublime da Consagração, quando estas almas veem Nosso Senhor Jesus Cristo em Corpo, Sangue, Alma e Divindade, sentem um desejo incontrolável de sair daquelas chamas e se atirarem em Seus braços, mas não conseguem, por não estarem ainda purificadas.
Após a Consagração, acontece a libertação do Purgatório, das almas que já atingiram a purificação. Nossa Senhora estende a mão a cada uma delas e diz: "Minha filha, pode subir ".
Os anjos saúdam as almas libertadas do Purgatório, abraçando-as. É um momento de imensa alegria e beleza. Em seguida, estas almas, resplandecendo com a beleza indescritível, adornadas como noivas, como anjos, são introduzidas triunfalmente no Paraíso, por uma multidão de anjos, ao som de música e cantos celestiais.



São João Maria Vianney, o Cura d’Ars:
“Se conhecêssemos o valor da Santa Missa nos morreríamos de alegria”.


Santo Anselmo:
“Uma só Missa oferecida e ouvida em vida com devoção, para o próprio bem, pode valer mais que mil Missas celebradas na mesma intenção, depois da morte.”


Santo Tomás de Aquino:
“A celebração da Santa Missa tem tanto valor como a morte de Jesus na Cruz”.


São Francisco de Assis:
“O homem deveria tremer, o mundo deveria vibrar, o Céu intero deveria comover-se profundamente quando o Filho de Deus aparece sobre o altar nas mãos do sacerdote”.


Santa Teresa de Jesus:
“Sem a Santa Missa, que seria de nós? Todos aqui embaixo pereceríamos, já que unicamente ela pode deter o braço de Deus. Sem ela, certamente que a Igreja não duraria e o mundo estaria perdido sem remédio”.


Em certa ocasião, Santa Teresa se sentia inundada da bondade de Deus. Então fez essa pergunta a Nosso Senhor: “Senhor meu, como poderei agradecer?” Nosso Senhor respondeu: “Assista uma Missa”.


Santo Afonso de Ligório
“O próprio Deus não pode fazer uma ação mais sagrada e maior que a celebração da uma Santa Missa”.


Padre Pio de Pieltrecina
“Seria mais fácil que o mundo sobreviva sem o sol do que sem a Santa Missa”.


Padre Pio de Pieltrecina
A Missa é infinita como Jesus… pergunte a um Anjo o que é a Missa e Ele responderá: “em verdade entendo o que é e porque se oferece, mas não posso entender quanto valor tem”. “Um Anjo, mil Anjos, todo o Céu, sabe isto e pensa assim”.


São Lorenzo Justino
“Nunca língua humana pode enumerar os favores que se correlacionam ao Sacrifício da Missa. O pecador se reconcilia com Deus; o homem justo se faz ainda mais reto; os pecados são perdoados; os vícios 



- Na hora da morte, as Missas que houveres assistido serão a tua maior consolação.
- Toda Missa implora o teu perdão junto da justiça Divina.


- Em toda Missa podes diminuir a pena temporal devida aos teus pecados e diminuí-las mais ou menos consoante a teu fervor.
- Assistindo com devoção à Missa, prestas a maior das honra à Santa Humanidade de Jesus Cristo.
- Ele se compadece de muitas das tuas negligências e omissões.
- Perdoa-te os pecados veniais não confessados, dos quais porém te arrependestes.
- Diminui o império de Satanás sobre ti.
- Sufraga as almas do Purgatório da melhor maneira possível.
- Uma só Missa a que houveres assistido em vida, ser-te-á mais salutar que muitas a que outros assistirão por ti depois da tua morte, pois pela Missa participas da Paixão, Morte e Ressurreição de Cristo.
- A Missa preserva-te de muitos perigos e desgraças que te abateriam.
- Na Missa recebes a benção do sacerdote, a qual Nosso Senhor confirma no Céu. És abençoado em seus negócios e interesses pessoais.
- Toda Missa alcança-te um grau maior no Céu e diminui o teu Purgatório."


Para ver outras postagens interessantes sobre a Santa Missa

quarta-feira, 20 de julho de 2011

O apelo de Nossa Senhora à reza diária do Terço

VIRGEM MARIA

Qual terá sido o motivo por que Nossa Senhora nos mandou rezar o Terço todos os dias, e não mandou ir todos os dias assistir e tomar parte na Santa Missa?

Responde a Irmã Lúcia, Vidente de Fátima:

"Trata-se de uma pergunta que me tem sido feita muitas vezes, e à qual gostava de dar resposta agora. Certeza absoluta do porquê não a tenho, porque Nossa Senhora não o explicou e a mim também não me ocorreu de Lho perguntar. Digo, por isso, simplesmente o que me parece e me é dado compreender a este respeito. Na verdade, a interpretação do sentido da Mensagem deixo-a inteiramente livre à Santa Igreja, porque é a Ela que pertence e compete; por isso, humildemente e de boa vontade me submeto a tudo o que Ela disser e quiser corrigir, emendar ou declarar.

A respeito da pergunta acima feita, penso que Deus é Pai; e como Pai acomoda-se às necessidades e possibilidades dos Seus filhos. Ora, se Deus, por meio de Nossa Senhora, nos tivesse pedido para irmos todos os dias participar e comungar na Santa Missa, por certo haveria muitos a dizerem, com justo motivo, que não lhes era possível. Uns, por causa da distância que os separa da igreja mais próxima onde se celebra a Eucaristia; outros, porque não lho permitem as suas ocupações, os seus deveres de estado, o emprego, o seu estado de saúde, etc. Ao contrário, a oração do Terço é acessível a todos, pobres e ricos, sábios e ignorantes, grandes e pequenos.

Todas as pessoas de boa vontade podem e devem, diariamente, rezar o seu Terço. E para quê? Para nos pormos em contacto com Deus, agradecer os Seus benefícios e pedir-Lhe as graças de que temos necessidade. É a oração que nos leva ao encontro familiar com Deus, como o filho que vai ter com o seu pai para lhe agradecer os benefícios recebidos, tratar com ele os seus assuntos particulares, receber a sua orientação, a sua ajuda, o seu apoio e a sua bênção.

Dado que todos temos necessidade de orar, Deus pede-nos, digamos como medida diária, uma oração que está ao nosso alcance: a oração do Terço, que tanto se pode fazer em comum como em particular, tanto na igreja diante do Santíssimo como no lar em família ou a sós, tanto pelo caminho quando de viagem como num tranquilo passeio pelos campos. A mãe de família pode rezar enquanto embala o berço do filho pequenino ou trata do arranjo de casa. O nosso dia tem vinte e quatro horas... não será muito se reservarmos um quarto de hora para a vida espiritual, para a nossa relação íntima e familiar com Deus!

Por outro lado, eu creio que, depois da oração litúrgica do Santo Sacrifício da Missa, a oração do Santo Rosário ou o Terço, pela origem e sublimidade das orações que o compõem e pelos mistérios da Redenção que recordamos e meditamos em cada dezena, é a oração mais agradável que podemos oferecer a Deus e de maior proveito para as nossas almas. Se assim não fosse, Nossa Senhora não o teria recomendado com tanta insistência.

Ao dizer Rosário ou Terço, não quero significar que Deus necessite que contemos as vezes que Lhe dirigimos as nossas súplicas, os nossos louvores ou agradecimentos. Certamente Deus não precisa que os contemos: n'Ele tudo está presente! Mas nós precisamos de os contar, para termos a consciência viva e certa dos nossos actos e sabermos com clareza se temos ou não cumprido o que nos propusemos oferecer a Deus cada dia, para preservarmos e aumentar o nosso trato de directa convivência com Deus, e, por esse meio, conservarmos e aumentarmos em nós a fé, a esperança e a caridade.

Direi ainda que, mesmo aquelas pessoas que têm possibilidade de tomar parte diariamente na Santa Missa, não devem, por isso, descuidar-se de rezar diariamente o seu Terço. Bem entendido que o tempo apropriado para a oração do Terço não é aquele em que toma parte na Santa Missa. Para estas pessoas, a oração do Terço pode considerar-se uma preparação para melhor participarem da Eucaristia, ou então como uma acção de graças pelo dia afora.

Não sei bem, mas do pouco conhecimento que tenho do trato directo com as pessoas em geral, vejo que é muito limitado o número das almas verdadeiramente contemplativas que mantêm e conservam um trato de íntima familiaridade com Deus que as prepare dignamente para a recepção de Cristo, na Eucaristia. Assim, também para estas, se torna necessária a oração vocal, o mais possível meditada, ponderada e reflectida, como o deve ser o Terço.

Há muitas e belas orações que bem podem servir de preparação para receber Cristo na Eucaristia e para manter o nosso trato familiar de íntima união com Deus. Mas não me parece que encontremos alguma mais que se possa indicar e que melhor sirva para todos em geral, como a oração do Terço ou Rosário. Por exemplo, a oração da Liturgia das Horas é maravilhosa, mas não creio que possa ser acessível a todos, nem que alguns dos Salmos recitados possam ser bem compreendidos por todos em geral. É que requer uma certa instrução e preparação que a muitos não se pode pedir.

Talvez por todos estes motivos e outros que nós não conhecemos, Deus, que é Pai e compreende melhor do que nós as necessidades dos Seus filhos, quis pedir a reza diária do Terço condescendendo até ao nível simples e comum de todos nós para nos facilitar o caminho do acesso a Ele.

Enfim, tendo presente o que nos tem dito, sobre a oração do Rosário ou Terço, o Magistério da Igreja ao longo dos anos - alguma coisa vos recordarei mais adiante -, e o que Deus, por meio da Sua Mensagem, tanto nos recomenda, podemos pensar que aquela é a fórmula de oração vocal que a todos, em geral, mais nos convém, e da qual devemos ter sumo apreço e na qual devemos pôr o melhor empenho para nunca a deixar. Porque melhor do que ninguém, sabem Deus e Nossa Senhora aquilo que mais nos convém e de que temos mais necessidade. E será um meio poderoso para nos ajudar a conservar a fé, a esperança e a caridade.

Mesmo para as pessoas que não sabem ou não são capazes de recolher o espírito a meditar, o simples acto de tomar as contas na mão para rezar é já um lembrar-se de Deus, e o mencionar em cada dezena um mistério da vida de Cristo é já recordá-los, e esta recordação deixará acesa nas almas a terna luz da fé que sustenta a mecha que ainda fumega, não permitindo assim que se extinga de todo.

Pelo contrário, os que abandonam a oração do Terço e não tomam diariamente parte no Santo Sacrifício da Missa, nada têm que os sustente, acabando por se perderem no materialismo da vida terrena.

Assim, o Rosário ou Terço é a oração que Deus, por meio da Sua Igreja e de Nossa Senhora, nos tem recomendado com maior insistência para todos em geral, como caminho e porta de salvação: «Rezem o Terço todos os dias» (Nossa Senhora, 13 de Maio de 1917)."

Fonte: Blogue A Grande Guerra

domingo, 17 de julho de 2011

Sobre a Tibieza

"A alma caída em tibieza não pensa em se corrigir de suas faltas: e estas se multiplicando a tornam de tal sorte insensível aos remorsos, que um dia chega onde se acha perdida, sem que sequer o tenha percebido!" (Santo Afonso Maria de Ligório - A Verdadeira Esposa de Jesus Cristo)

Diz o Senhor dos Exércitos:
"Oxalá fosses frio ou quente!Mas, como és morno, nem frio nem quente, vou vomitar-te" (Ap 3,15-16)

Isto é: "Seria mais vantajoso para ti, se fosses privado inteiramente da minha graça; porque terias mais esperança de sarar. Permanecendo pelo contrário, na tua tibieza, estás mais exposto à condenação, porque desse estado cairás mais facilmente em pecado mortal, com pouca esperança de te levantares" (Santo Afonso Maria de Ligório - A Verdadeira Esposa de Jesus Cristo)

"Toma-se facilmente uma bebida, quando está fria ou quente; mas não, quando está tépida, porque causa náuseas. É por isso que a alma tíbia está exposta a ser vomitada da boca de Deus, ou a ser privada da sua graça e abandonada; o que é bem expresso pelo vômito, porque tem-se horror de tomar de novo o que uma vez se vomitou.Mas, eu pergunto, como é que Deus começa a vomitar uma alma? - Cessa de dar-lhe as luzes vivas da fé, as consolações espirituais, os santos desejos, e deixa de lhe fazer ouvir pelos apelos cheios de amor de que a tinha favorecido até então. Dai, ela se põe a descuidar da oração, das comunhões, visitas e preces, ou então faz tudo isso com grande enfado, desgosto e distração, ou faz tudo como forçada, com o espírito dissipado e agitado, e sem devoção. Eis de que maneira Deus começa a vomitá-la. E assim não achando senão peso e repugnância na oração e nos outros exercícios de piedade, sem nenhum alívio, a infeliz acaba por abandonar todos, e se deixa cair em faltas graves" (Santo Afonso Maria de Ligório - A Verdadeira Esposa de Jesus Cristo).

Dizia Santo Afonso Maria de Ligório que "Sta. Jacinta de Mariscotti vivia com muita tibieza no convento de S.Bernardino de Viterbo, quando o Padre Bianchetti, religioso franciscano, ai veio na qualidade de confessor extraordinário. Apresentando-se para se confessar o padre lhe disse em tom severo: "És religiosa? Pois bem! Sabe que o paraíso não é para as religiosas vãs e orgulhosas". Ao que respondeu: "Pois terei eu deixado o mundo para ir ao inferno?" "Sim, replicou o Padre, o inferno é a morada destinada às que te são iguais. É para lá que vão todas as religiosas que no convento vivem como seculares".Esta sentença fez refletir a pobre irmã, que entrou em si, confessou-se, chorando amargamente a vida passada, e se pôs desde logo a marchar com passo firme no caminho da perfeição" (Santo Afonso Maria de Ligório - A Verdadeira Esposa de Jesus Cristo).

Santo Afonso Maria de Ligório nos ensina que há duas espécies de tibieza; uma inevitável e outra evitável

"A tibieza inevitável é aquela da qual nem os santos são livres.Ela abrange todas as faltas cometidas sem plena deliberação, mas só pela nossa fragilidade humana: as distrações na oração, as pertubações interiores, as palavras inúteis, a vã curiosidade, o desejo de se mostrar, o gosto no comer e no beber, os movimentos de sensualidade não controlados prontamente, e tantos outros.Essas faltas, devemos evitá-las quanto pudermos mas devido à fraqueza de nossa natureza humana, corrompida pelo pecado, é impossível evitá-las todas.Devemos, sim nos arrepender quando fazemos estes pecados, pois desgostam a Deus, mas não devemos nos perturbar por causa delas.Escreve São Francisco de Sales: 'Todos os pensamentos que nos trazem inquietação não são de Deus, príncipe da paz, mas nascem sempre ou do demônio ou do amor próprio ou da estima de nós mesmos'.Portanto as faltas irrefletidas, feitas sem querer, também sem querer se apagam.Basta para isso um ato de arrependimento ou um ato de amor.

A tibieza, que impede a nossa santificação é aquela que chamamos de Evitável: cometer pecados veniais refletidos.Todos esses pecados cometidos de olhos abertos, bem que podemos evitá-los em nossa vida, com a graça de Deus.Por isso dizia Santa Teresa D'Avila: 'Que Deus nos livre dos pecados deliberados, por pequeno que seja!'.Assim, por exemplo as mentiras voluntárias, as pequenas murmurações, as imprecações, os ressentimentos, o caçoar do próximo, as palavras picantes, a vaidade, as antipatias nutridas no coração, a afeição desordenada a pessoas de outro sexo.Santa Teresa D'Avila dizia que esses pecados são como vermes que não se deixam conhecer enquanto não roerem as virtudes em nós...Com as coisas pequenas o demônio vai abrindo buracos onde entram as coisas grandes.Por isso devemos recear cometer tais pecados deliberados.por causa deles, Deus diminui as luzes mais claras no coração, seu socorro mais forte, e nos tira o consolo espiritual da alma.Por isso é que uma pessoa faz contrariada e com muito custo os atos de piedade.Depois começa a deixar a oração, a comunhão, as visitas a Jesus Sacramentado, as devoções; finalmente deixará tudo como já tem acontecido muitas vezes a tantas pessoas infelizes" (Santo Afonso Maria de Ligório - A Prática do amor a Jesus Cristo)

Contra tudo isso, nos ensina o mesmo santo que existem cinco meios para deixar a tibieza:

Primeiro, o desejo de perfeição; segundo, a decisão de alcançá-la; terceiro, a meditação; quarto, a comunhão freqüente e quinto, a oração.

Que possamos abraçar os cinco meios ensinados por Santo Afonso Maria de Ligório, e fugir da tibieza que tanto impede a nossa perfeição, que tanto impede o vôo de nossas almas para Deus!

"Como a ave que, atravessando o ar em seu vôo, não deixa após si o traço de sua passagem, mas, ferindo o ar com suas penas, fende-o com a impetuosa força do bater de suas asas (Sb 5,11).Nossa alma escapou como um pássaro, dos laços do caçador. Rompeu-se a armadilha, e nos achamos livres.(Sl 123,7)"


Fonte:

sexta-feira, 15 de julho de 2011

As 5 vias da penitência por São João Crisóstomo



São João Crisóstomo ensina-nos:
"Queres que cite as vias da penitência? São muitas, é certo; variadas e diferentes; mas todas levam ao céu:


PRIMEIRA VIA DA PENITÊNCIA: a reprovação dos pecados Sê tu o primeiro a dizer os teus pecados para seres justificado. O Profeta tão bem dizia: ‘Confessei contra mim mesmo a minha injustiça ao Senhor, e Ele perdoou a impiedade do meu coração’. Reprova também tu aquilo em que pecaste; basta isto ao Senhor para desculpar-te. Quem reprova aquilo em que pecou, custará mais a recair. Estimula o acusador interno, a tua consciência, para que não venhas a ter acusador lá adiante no tribunal do Senhor. Esta primeira, é ótima via de penitência.


SEGUNDA VIA DA PENITÊNCIA: o perdão das faltas do próximo Não guardemos lembrança das injúrias recebidas dos inimigos, dominemos a cólera, perdoemos as faltas dos companheiros. Esta segunda via não é nada inferior à primeira. Com esta via, aquilo que se cometeu contra o Senhor será perdoado. Eis outra expiação dos pecados. ‘Se perdoardes aos vossos devedores, também vos perdoará o vosso Pai celeste’.

TERCEIRA VIA DA PENITÊNCIA: a oração Nesta via, a oração deve ser muito ardente e bem feita; uma oração que brote do mais fundo do coração.




QUARTA VIA DA PENITÊNCIA: a esmola A esmola possui muita e poderosa força no caminho para a conversão e transformação do coração. Leva à prática da caridade e ao desprendimento dos bens e de si mesmo.

QUINTA VIA DA PENITÊNCIA: a humildade Ser modesto no agir e humilde, não menos que tudo o mais, destrói os
pecados. Testemunha disto é o publicano que não podia dizer a seu favor nada feito com retidão, mas em vez disso ofereceu a humildade e depôs pesada carga de pecados.

Estão indicadas assim, as cinco vias da penitência. Não sejas preguiçoso, meu irmão, mas caminha todos os dias por elas. São fáceis e portanto, não podes nem sequer objetar a pobreza, pois ainda que pela indigência leves vida dura, renunciar à ira e mostrar humildade está em teu poder, bem como rezar assiduamente, condenar os teus pecados e perdoar os dos outros. Em parte alguma a pobreza é impedimento. O que digo aqui, naquela via de penitência que consiste em dar dinheiro (falo de esmola) ou em observar os mandamentos, será obstáculo à pobreza? A viúva que deu dois tostões já respondeu. Tendo, pois, aprendido o meio de curar as nossas chagas, usemos deste remédio. E com isso, recuperada a saúde, vamos com confiança à mesa sagrada e corramos gloriosos ao encontro de Cristo, Rei da glória; e alcançaremos os eternos bens, por graça, misericórdia e benignidade de nosso Senhor Jesus Cristo."
 
 
Fonte:

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Vícios capitais e o Pecado

Logo no início do estudo sobre as virtudes, vimos que podemos adquirir na nossa alma uma força habitual, enraizada e má, chamada vício. Esses vícios empurram a alma a praticar atos contrários às virtudes, ou seja, atos pecaminosos, pelos quais ofendemos gravemente a Deus nosso Senhor. 
No estudo de cada virtude em particular vimos também os vícios contrários às virtudes, ou seja, os pecados que cometemos contrariando as virtudes. 
Há, porém, na alma, alguns vícios enraizados não porque cometemos pecados e fomos adquirindo esses vícios, mas que são cicatrizes do pecado original. Vamos explicar um pouco o que isso significa. 
Sabemos que o Sacramento do Batismo apaga o pecado original. Isso é uma verdade de Fé, na qual acreditamos com todas as forças da nossa alma. Porém, mesmo tendo sua alma limpa do pecado original, o homem vive nesta vida sempre inclinado para fazer o mal. É necessário sempre lutar contra as tendências más da alma, sua inclinação a faltar à Lei de Deus, a procurar satisfazer suas paixões, seu conforto, a  esconder dos outros os atos maus que fazemos, etc. 
Essa inclinação má que encontramos dentro de nós explica-se pelo fato de que nossa sensibilidade não aceita mais se submeter à razão; nossa vontade não tem mais forças para impor a verdade e o bem. Com isso, estamos sempre procurando satisfazer a sensibilidade. A vida de virtudes e dos dons do Espírito Santo nos salva desta revolta, pela força que adquirimos na luta contra as paixões desregradas.

Ora, essa inclinação para fazer o mal se realiza na nossa alma através dos chamados vícios capitais. E a luta para vencê-los é feita pela prática das virtudes opostas a esses vícios ou pecados. 
Chamam-se capitais porque são como que a cabeça, a fonte de todos os pecados. Dessas inclinações originam-se todos os atos maus que cometemos. Ao estudá-los, aprenderemos a vigiar nossas almas no sentido de fugir desses vícios e assim evitarmos muitos pecados.
Os vícios ou pecados capitais são sete:

Soberba
Avareza
Luxúria
Inveja
Gula
Ira
Preguiça (e tibieza) 

A Soberba
A Soberba também é chamada de orgulho e consiste numa estima excessiva de si mesmo.

·         não agradece a Deus as qualidades que possui e fica procurando elogios.
·         acha que possui qualidades que na verdade não possui.
·         procura sempre rebaixar as qualidades dos outros. 
A Soberba produz ainda:
·         ambição - desejos imoderados de possuir bens e glória.
·         presunção - confiança exagerada em si mesmo.
·         vã glória - procura de elogios e admiração.
·         hipocrisia - atos que mascaram a maldade do coração
·         obstinação - não aceitar os conselhos e insistir sempre no mal.
·         desprezo - olhar os outros como inferiores. 
A Soberba é um vício que leva a alma a uma cegueira total sobre si mesma e sobre o próximo. A alma soberba não pode amar a Deus e ao próximo na verdadeira Caridade. 
Devemos pedir em nossas orações que sejamos sempre humildes, reconhecendo que recebemos de Deus tudo o que possuímos e tudo o que somos. Sigamos o exemplo de Jesus Cristo, manso e humilde de coração. 
A Avareza 
Se a soberba consiste numa estima excessiva de si mesmo, a Avareza é a estima excessiva das riquezas e dos bens materiais. A alma dá tanta importância ao dinheiro que passa a viver só em torno disso, esquecendo-se de Deus e do próximo. O avaro está tão apegado às coisas que possui que prefere morrer do que perde-las. Só pensa em comprar, em ter, em mostrar aos outros tudo o que possui. 
A avareza produz:
·         injustiça para com o próximo: roubos, trapaças etc.
·         traição: como Judas, que vendeu Jesus por trinta moedas.
·         dureza do coração diante da pobreza: nunca dá esmolas nem quer ajudar os pobre
·         preocupações constantes: medo de perder tudo.
·         esquecimento de Deus e da salvação eterna 
Para vencer a avareza devemos considerar que tudo é palha diante da vida da graça, verdadeira riqueza da alma. Contemplemos a simplicidade de coração de Nosso Senhor Jesus Cristo, seu amor pela pobreza e pelos mais humildes e toda sua vida voltada para fazer a vontade do Pai.
A Luxúria 
Deus ordenou aos homens que se multiplicassem sobre a terra. Para isso, Ele instituiu a família, união de um homem e de uma mulher, que se unirão pelo ato conjugal para terem os filhos que Deus quer que eles tenham. Foi para proteger a instituição familiar que esse ato e tudo o que se relaciona com ele, ficou reservado ao matrimônio. 
A luxúria é o vício que leva os homens a realizarem o ato sexual fora do casamento ou contrariando as normas naturais estabelecidas por Deus para ele. Esse vício provoca pecados contra o sexto e o nono mandamentos: atos, pensamentos, desejos, más companhias, filmes, revistas, e o adultério, que é a traição do juramento matrimonial. 
A luxúria provoca também: 
·         cegueira espiritual: a alma fica desnorteada e a vergonha a leva a fugir de Deus.
·         precipitação: nervosismo nas coisas do dia a dia, perda da concentração nos estudos.
·         inconstância: um dia bem, outro dia má, a alma balança ao sabor das paixões.
·         amor próprio: amor desordenado das coisas do corpo
·         imodéstia e despudor: roupas e as atitudes do corpo indecentes e provocadoras. 
Para se afastar completamente da luxúria e de todos os pecados que dela nascem, devemos perseverar na oração, receber com freqüência os sacramentos, evitar a ociosidade, praticar a temperança e a castidade, e fugir de todas as ocasiões de pecado: má companhia, diversões mundanas e pecaminosas etc. 
A Inveja 
A inveja é um vício pelo qual nós olhamos tudo que há de bem no nosso próximo como sendo mau, porque diminui nossa grandeza e nossa  glória. Ou seja, não gostamos de ver alguém ser elogiado e nós não, não suportamos que tal pessoa tenha um objeto que nós não temos. No fundo,  queremos ser sempre os mais notados e festejados. Vemos assim que a inveja nasce da soberba, que é aquela cegueira sobre nós mesmos. Pela inveja procuramos sempre atrapalhar o outro e nos alegramos quando o vemos atribulado. 
Como a inveja nos leva a desprezar o próximo, ela é a origem de muitos pecados graves contra a virtude da Caridade, a qual nos leva a nos alegrar pelo bem que vemos no outro.
A inveja provoca:
·         ódio - foi o ódio nascido da inveja que levou Caim a matar Abel
·         murmúrio - a alma passa seu tempo a pensar mal dos outros.
·         detração - ela já não pensa só contra seu próximo, mas tenta quebrar a reputação do outro. 
A inveja se vence pela prática de duas virtudes: a humildade, que combate a origem  da  inveja que é a soberba; e a caridade fraterna, que  combate as conseqüências da inveja. 
A Gula 
A gula é um apetite desordenado pela comida ou pela bebida. Esta desordem pode existir na alma de cinco modos.
·         procurando desordenadamente comidas caras e diferentes (tipo)
·         comendo em excesso (quantidade)
·         demasiada atenção na preparação (qualidade)
·         comendo ou bebendo de modo voraz e sem educação (modo)
·         se preocupando demais com a hora da comida (precipitação) 
Devemos combater o vício da gula por ser algo de muito animal e baixo. Mesmo que o pecado que ele provoca seja, às vezes, pecado venial. Mas a gula pode nos levar a cometer também pecados mortais, quando comemos ou bebemos a ponto de perder o controle de si, de passar mal, etc. 
A gula provoca ainda:
·         embriaguez
·         dissipação e dificuldade de se concentrar
·         dificuldade para estudar.
·         fuga da vida de oração
Pela virtude da Temperança procuremos moderar a nossa gula, considerando o quanto são mesquinhos e baixos os bens que ela nos traz. 
A  Ira 
A ira é um estado de descontrole da paixão ou um desejo imoderado de vingança. O descontrole da paixão é a raiva, que chega a modificar nosso semblante; a vingança imoderada consiste em vingar-se quando não nos cabe vingar ou vingar-se de alguém que não nos fez nada que merecesse vingança. 
A ira provoca ainda:
·    indignação - é nossa irritação contra alguém que achamos injustamente que está irritado conosco
·         maus pensamentos e juízos temerários
·         gritos e agitação
·         blasfêmias
·         acusações injustas
·         rixas e brigas 
Lembremos do exemplo de Jesus Cristo, manso e humilde de coração, e peçamos a Ele que faça o nosso coração semelhante ao seu. Diz ainda as Sagradas Escrituras: na vossa paciência, possuireis as  vossas almas. 
A preguiça e a tibieza 
Este vício pode ser considerado de dois modos: 
a) em geral: é a inclinação a procurar o repouso e o conforto do corpo: chama-se preguiça
 
b) em particular: é o tédio pelas coisas espirituais, pela oração e por tudo que nos aproxima de Deus : chama-se tibieza
 
No Antigo Testamento vemos como o povo hebreu sentiu saudades da escravidão do Egito e reclamou contra Moisés e contra Deus por terem fugido. E isso, apesar de todas as demonstrações de amor que Deus dava constantemente a eles: a travessia do Mar Vermelho, o maná, as perdizes, a água tirada da rocha, as curas milagrosas pela serpente de bronze etc. Esta atitude do povo hebreu mostra bem o que é a tibieza, e como nos prejudicamos quando nos afastamos do  caminho da oração e do amor de Deus. 
Como a tibieza opõe-se à Caridade, ela provoca um pecado mortal, pelo qual ofendemos a Deus, agimos contra o primeiro mandamento e recusamos os meios que Deus pôs a  nosso dispor para alcançarmos a salvação. 
A tibieza leva a alma aos seguintes  pecados: 
·         desespero da salvação
·     pusilanimidade - é a atitude medrosa, fraca, envergonhada, diante das coisas de Deus e da Igreja, tanto no nosso coração quanto nas manifestações exteriores da nossa Fé.
·         fraqueza no cumprimento dos Mandamentos
·         rancor e raiva contra os que nos chamam a atenção para que voltemos a rezar.
·         ódio das coisas espirituais que impedem a alma de se soltar no pecado
·         atenção voltada para as coisas ilícitas, interesse por elas, desejo de as praticar. 
Este vício é dos mais difíceis de se extirpar. O peso da alma é grande e a leva a cometer muitos pecados. É preciso fugir dele com todas as forças, pois cada dia ele cresce e se cria novas raízes na alma. Nunca deixar de rezar um pouco, mesmo que isso custe muito para a alma. Procurar com muita freqüência o confessionário e pedir ao padre ajuda para sair da escuridão. Confiar em Nossa Senhora e pedir a ela que devolva as forças da alma. 
Estes são, então, os vícios capitais. Sabendo o que eles representam para a alma, procuraremos trabalhar pela prática das virtudes no sentido de diminuir sua ação. Isto porque deles brotam como de uma fonte muitos pecados.   
Resta-nos agora estudar um pouco o que é um pecado e as diversas espécies de pecado.
 
O pecado 
Podemos chamar um ato mau de pecado, ato pecaminoso, ou vício. Na verdade, vício significa um  estado, uma inclinação ao mal, uma tendência a agir contra Deus e contra a lei. Já a palavra pecado significa um ato mau, ou seja, algo de concreto, existente de fato, com conseqüências maiores ou menores, de acordo com a gravidade do ato. Por isso podemos dizer que dos vícios (das tendências más) nascem muitos pecados. Uma vez a tendência ao mau presente na nossa alma (vício), se não lutarmos contra ela, agiremos mau neste caso e naquele outro (pecado). 
Não é possível existir na nossa alma, ao mesmo tempo, as virtudes e pecados mortais. Um anula o outro. Sabemos que viver na virtude quer dizer possuir no coração a maior de todas as  virtudes, que é a Caridade, junto à qual todas as outras virtudes vêm se abrigar. Quando cometemos um pecado mortal, estamos realizando um ato que contraria a Caridade, o amor de Deus. Apagamos do nosso coração esta virtude que nos trazia a presença de Deus tal como Ele existe no Céu. É evidente que, ao perder a Caridade, nenhuma outra virtude permanece na alma, pois sem a Caridade não há virtude alguma. 
Assim, com um único ato de pecado, perdemos a Caridade, a Prudência, a Justiça, a Temperança etc. e todas as demais  virtudes e dons do Espírito Santo. Que tragédia! Nada subsiste na alma daquela luz de Deus. Nosso batismo é jogado fora e preferimos viver como aqueles que não conhecem a Deus. A comunhão no Corpo e no Sangue de nosso Redentor passa a ser uma mentira e profanação, ou então abandonamos de vez a santa Comunhão. Quanto prejuízo por causa de quê? de alguma coisa muito grande, muito importante? Não! por causa de um prazer passageiro, que logo se transforma em enjôo; por causa de um minuto de fraqueza onde temos a evidência de toda a fraqueza da alma. 
Esta é a realidade do pecado mortal. A situação da alma é tão grave (se ela morre com um único  pecado mortal ela vai para o inferno) que Deus instituiu o sacramento da Confissão para devolver a alegria e a liberdade aos que se tornaram escravos do pecado. Nunca deixemos de nos confessar com freqüência, para que tenhamos força de resistir às tentações do maligno. 
Quando pecamos
Existem dois critérios para saber quando um ato é pecaminoso: a lei da consciência e a lei eterna. 
A nossa razão possui, dentro dela mesma, uma série de critérios que nos mostram quando um ato é bom e quando ele é mau. Estes critérios recebem o nome de Lei natural. Todos os homens nascem com a Lei natural no coração. Esta lei natural será embelezada, aprimorada, desenvolvida, pela reta educação, pelo catecismo verdadeiro, pela vida de família que recebemos dos nossos pais e mestres. Com isso, formamos nossa consciência para que ela possa sempre agir segundo a reta razão, segundo a consciência reta. Esta é a lei da consciência que nos leva a reagir prontamente sempre que vemos algo de errado, mesmo se não sabemos muito bem em quê consiste o erro. É essa mesma lei da consciência que nós consultamos quando fazemos nosso exame de consciência, antes da confissão: o  que foi que eu fiz de errado, quais são os meus pecados? 
Mas essa lei natural, da consciência, não basta como critério do certo e do errado. É preciso que possamos comparar nossa razão e a educação que recebemos com um modelo, e que este  modelo nos dê total confiança, que possamos saber com certeza que não pode haver erro.
Mas será que nossos pais, nossos mestres, nossos padres, são tão bons que possamos confiar cegamente neles? É claro que devemos confiar muito neles, mas só Deus pode nos dar uma confiança total. 
Por isso, a regra máxima do ato humano é a Lei Eterna, a Lei de Deus, não como ela se encontra na nossa consciência, mas como ela existe no próprio Deus. 
A nossa consciência só poderá ser critério de bem e de mal na medida em que ela corresponder à Lei Divina. Se ela contrariar a Lei de Deus, evidentemente nossa consciência estará errada e o ato será mau. 
Vemos então que todo pecado é um ato desordenado, ou seja, que contraria uma ordem, uma regra, uma lei. Vemos também como as regras que aprendemos em casa, no catecismo, na escola (na boa escola), não foram inventadas pelos homens só para nos aborrecer: elas vêm de Deus, por isso elas são santas, sagradas e devem ser respeitadas sempre. Quando confiamos em nossos pais, em nossos mestres ou nos padres, é porque sabemos que  eles nos ensinam o que vem de Deus, para o nosso bem e para o bem de todos. 
Divisões do pecado 
Podemos dividir os atos pecaminosos de diversas maneiras:
Espirituais - pecados cometidos interiormente, no pensamento, por um sentimento ou um desejo.

Carnais -  pecados cometidos com a participação do corpo, como os que são provocados pela gula ou pela luxúria.
Contra Deus - são os mais graves porque são feitos diretamente contra Deus. (blasfêmia, heresia, etc.)

Contra si mesmo -  quando ferimos a regra da consciência certa. Fazemos algo que nós mesmos reprovamos.

Contra o próximo - como vivemos em sociedade, muitas vezes ofendemos ao próximo no nosso relacionamento com as outras pessoas.
Por pensamento
por palavras
por atos
Essas divisões são apenas alguns detalhes de como devemos considerar os pecados, analisando nossos atos e nos arrependendo do que é mau. No fundo, o que conta é que tenhamos uma vontade firme de nunca ofender a Deus, de amá-Lo com tanto fervor que nunca aceitemos a morte da alma, como também não desejamos a morte do corpo. Todos os dias devemos pedir ao nosso bom Anjo da Guarda que nos proteja e nos aconselhe, para que na hora da tentação, daquele combate terrível que se passa no nosso coração, que saibamos reagir e vencer, com Nosso Senhor e sua Mãe Santíssima. 
Todos os dias devemos repetir com São Domingos Sávio: Antes a  morte que o pecado.

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