quinta-feira, 31 de maio de 2012

A Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo



“E o sangue que d’Ele escorria era o preço dos nossos pecados”
“o homem das dores e o mais desprezado de todos os homens" (Is 53,3).


Um sacrifício de valor infinito.

"pelo pecado do homem, dirigido contra Deus, a ordem da justiça foi infringida de uma maneira infinita, e Deus foi infinitamente ofendido. Na base dessa conclusão está a idéia que a gravidade da ofensa se orienta no ofendido, ou seja, o peso da ofensa varia de acordo com o objeto da ofensa. Como Deus é infinito, também a ofensa cometida contra ele pelo pecado da humanidade tem um peso infinito. O direito violado precisa ser restabelecido, porque Deus é um Deus da ordem e da justiça, ou melhor, ele é a própria justiça. Como a medida da ofensa é infinita, exige-se também uma reparação infinita. Ora, o ser humano não é capaz de oferecer uma reparação infinita, porque como ser finito, ele sempre só pode oferecer algo que será finito. A sua força destruidora ultrapassa sua capacidade de construir. Por isso haverá sempre uma distância infinita entre todas as reparações tentadas pelo ser humano e o tamanho de sua culpa, ou seja, um abismo que ele nunca será capaz de superar. Qualquer gesto de desagravo só há de provar-lhe a sua incapacidade de fechar o abismo que ele mesmo abriu. Isso significa que a ordem permaneceria destruída para sempre e que o ser humano continuaria eternamente preso ao abismo de sua culpa? (...) Deus mesmo corrige a injustiça; mas ele não recorre simplesmente à decretação de uma anistia (apesar de ter essa possibilidade), porque esta não superaria intrinsecamente o acontecido. Então o Deus infinito se torna ele próprio ser humano, e como ser humano que faz parte dos ofensores, mas que possui também o poder de reparação infinita que é negada ao ser humano comum, ele presta o desagravo exigido. Dessa maneira, a salvação se realiza totalmente pela graça e restabelece, ao mesmo tempo, toda a ordem de direito. (Cf. SANTO ANSELMO. Por que Deus se fez homem ? São Paulo: Novo Século, 1998; Cf. RATZINGER, J., Introdução ao cristianismo, São Paulo, Loyola, 2005, pp. 172-173)


“(...) foi conveniente tanto à misericórdia como à justiça divina ser o homem libertado pela paixão de Cristo. À justiça porque, por sua paixão, Cristo deu satisfação pelo pecado do gênero humano e assim o homem, pela justiça de Cristo, foi libertado. À misericórdia porque, não podendo o homem, com suas forças, dar satisfação pelo pecado de toda natureza humana (...) Deus lhe deu seu Filho para cumprir essa satisfação (...). O que se tornou uma misericórdia mais abundante do que se tivesse perdoado os pecados sem satisfação” (SANTO TOMÁS DE AQUINO, Suma Teológica, IIIa, q. 1, a. 2, rep)


"Se não fosse a morte de nosso Senhor, todos os homens juntos não poderiam expiar uma pequena mentira." (S. João Maria Vianney)

Um sacrifício imaculado.
Um sangue purificador.

O profeta Isaías predissera que nosso Redentor deveria ser condenado à morte e levado ao sacrifício como um inocente cordeiro (Is 53,7). Ele nos amou e nos lavou dos nossos pecados em seu sangue (Ap 1,5).


Uma loucura de amor. Caridade infinita de Deus.

Diz Santo Ambrósio: “Ele se fez na cruz maldito para que fôssemos bem-aventurados no reino de Deus”, (Ep. 47). Cristo deixou-se assassinar para oferecer sua vida aos assassinos.



O que mais inflamava S. Paulo a amar a Jesus era o pensar que ele quis morrer não somente por todos em geral, mas também por ele em particular. “Ele me amou e se entregou a si mesmo por mim” (Gl 2,20).



“Eu sou o bom pastor; o bom pastor dá sua vida por suas ovelhas”

(Jo 10,11).


"Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a sua vida por seus amigos". (Jo 15,13)



"A lei divina impõe a obrigação aos homens de amar a seu próximo como a si mesmo. Jesus, porém, amou os homens mais do que a si mesmo" diz São Cirilo.



"Uma loucura de amor, diz o cardeal Hugo, querer um Deus morrer pelo homem (In 1Cor 1). Quem pôde, alguma vez, levar Deus a morrer condenado numa cruz no meio de dois criminosos, com tanta vergonha para grandeza de Deus? Quem fez isto? Pergunta são Bernardo. E responde: “Foi o amor, que esqueceu sua dignidade”.



São Lourenço Justiniano dizia: “Vimos a própria sabedoria, o Verbo encarnado enlouquecido por excessivo amor pelos homens”. Mas Dionísio Areopagita dizia: “Não, não é uma loucura. O amor de Deus tem como efeito sair fora de si aquele que ama, e se dar inteiramente à pessoa amada”.

São Boaventura dizia que as chagas de Jesus ferem os corações mais duros e aquecem as almas mais frias”. São Paulo tinha razão em chamar de condenado aquele que não ama a Jesus Cristo: “Se alguém não ama o Senhor, seja condenado”. (1Cor 16, 22). Quem não se enamora de Deus, vendo Cristo morto na cruz, não se abrasará jamais. S. Boaventura, não via justo motivo da morte de Jesus, senão o afeto excessivo que tinha pelos homens (Stim. div. am. p. 1 c. 2). (S. AFONSO MARIA DE LIGÓRIO. A prática do amor a Jesus Cristo)


S. Bernardo diz: "Para libertar o escravo, o Pai não poupou a seu Filho e o Filho não se poupou a si mesmo" (SÃO BERNARDO.Sermão sobre a paixão do Senhor).



Ó caridade infinita de Deus: Sabendo Jesus que chegara a sua hora de se ir deste mundo para seu Pai, tendo amado os seus, amou-os até ao fim (Jo 13,1).


Homem das dores.

“Cuspiram-lhe então no rosto e deram-lhe bofetadas” (Mt 26,67).
“Entreguei meu corpo aos que me feriam e minha face aos que a laceravam; não desviei o rosto dos que me injuriavam e me cobriam de escarros” (Is 50,6).

Diz S. Jerônimo que só no dia do juízo final serão conhecidas todas as penas e injúrias que Jesus sofreu naquela noite.

Um cordeiro sem mancha.


Tendo amanhecido, os judeus conduziram Jesus a Pilatos, para que fosse condenado à morte. Pilatos declara-o inocente: “Não encontro nenhuma culpa neste homem” (Lc 23,4). S. Boaventura diz que Pilatos desprezou-o como incapaz, porque não fez milagres; como ignorante, porque não respondeu uma única palavra; como louco, porque se não defendeu. E no entanto ele era a própria Sabedoria de Deus. Pilatos não o reconhecer por causa de sua cegueira.

Flagelado como um criminoso.

Os chicotes não só cobriam de feridas seu corpo inteiro, como também arrancavam pedaços de carne, ficando essas carnes sagradas totalmente rasgadas, podendo-se contar todos os ossos (S.Boaventura. Contens. 1. 10, d. 4, c. 1).

Concordam todos os doutores com S. Boaventura que escolheram para esse serviço os instrumentos mais bárbaros, de maneira que cada golpe abria uma chaga, como diz S. Anselmo, chegando os golpes a milhares, porque, segundo o Padre Crasset, a flagelação foi feita conforme o uso dos romanos e não dos judeus, aos quais era proibido ultrapassar o número de quarenta vergastadas (Dt 25,3).
Os santos concordam em dizer que Jesus foi de tal maneira dilacerado na flagelação, que foram postas a descoberto as suas costelas. O mesmo foi revelado à S. Brígida pela Santíssima Virgem: “Eu, que estava presente, vi seu corpo flagelado até às costas, de modo que eram visíveis suas costelas. E o mais doloroso era que, ao retraírem-se, os chicotes vinham com pedaços de carne”. (Santa Brígida, Lib. I revel., c. 10). Isaías afirmou que sua santíssima carne na paixão não só seria toda dilacerada, mas também toda triturada e despedaçada (Is 53,5).

Desprezado.


“E, tecendo uma coroa de espinhos, puseram-lhe sobre a cabeça”. (Mt 27,27-29).
Os santos da Igreja concordam que este tomento de espinhos foi excessivamente doloroso, porque perfuravam toda a sagrada cabeça do Senhor, parte sensibilíssima, já que da cabeça partem todos os nervos e sensações do corpo. Além disso, foi o tormento mais prolongado da paixão, pois Jesus suportou até à morte esses espinhos, tendo-os enterrados em sua cabeça. Todas as vezes que lhe tocavam nos espinhos ou na cabeça, se renovavam todas as dores. Segundo S. Vicente Ferrer, a coroa foi entrelaçada de vários ramos de espinhos em forma de capacete ou chapéu, de modo que envolvia toda a cabeça e descia até ao meio da testa conforme foi revelado a S. Brígida (Lib. 4 Rev. c. 70). E, como afirma S. Lourenço Justiniano os espinhos eram tão longos que chegaram até a penetrar no cérebro (De triumph. Cti. Ag. c. 14). S. Brígida escreveu que várias torrentes de sangue corriam por sua face, enchendo seus cabelos, seus olhos, e sua barba, não se vendo outra coisa senão sangue (Lib. 4 Rev. c. 70). E S. Boaventura chegou a dizer que não parecia ser mais a bela face do Senhor, mas a face de um homem esfolado. Foram os nossos pecados, nossos maus pensamentos os espinhos cruéis que atravessaram a cabeça de Jesus Cristo.


Os golpeado pelos nossos pecados.


Santa Brígida desejando saber quantos açoites havia recebido Nosso Senhor em sua Paixão, recebeu certo dia o próprio Jesus dizendo-lhe: Recebi em meu corpo 5.480 açoites.

Crucificado pelas nossas iniquidades.



“E depois de chegados ao lugar chamado Calvário, aí o crucificaram” (Lc 23,33).
Diz Tertuliano que a cruz foi o nobre instrumento com que Jesus Cristo se adquiriu tantas almas, porque, morrendo nela, pagou a pena de nossos pecados” e abriu as portas do céu. “A cruz é a escada do céu” dizia São João Maria Vianney), dizia também que “A cruz é a chave que abre a porta do céu”;
“E eu, quando for exaltado da terra, atrairei tudo a mim. Ora, isso ele dizia para indicar de que morte havia de morrer” (Jo 12,32).


Tendo o Senhor chegado com grande dificuldade, mas ainda vivo ao monte, arrancaram-lhe pela terceira vez com violência suas vestes pegadas às chagas de sua carne dilacerada e o estenderam sobre a cruz. O cordeiro divino deita-se sobre esse leito de tormentos, apresenta aos carrascos suas mãos e seus pés para serem pregados e, levantando os olhos ao céu, oferece ao seu eterno Pai o grande sacrifício de sua vida pela salvação dos homens. Cravada uma mão, contraem-se os nervos, sendo por isso necessário que à força e com cordas se puxassem a outra mão e os pés ao lugar dos cravos, como foi revelado a S. Brígida, o que ocasionou a contorção e rompimento com dores horríveis dos nervos e das veias (Liv. 1, c. 10), de tal maneira que se podiam contar todos os ossos, como já predissera Davi: Atravessaram minhas mãos e meus pés e contaram todos os meus ossos (Sl 21,17).


Diz S. Agostinho não haver morte mais cruel que a morte da cruz (Tract. 36 in Jo), pois, como nota S. Tomás (III q. 46, a. 6), os crucificados têm os pés e as mãos transpassados, partes essas que sendo compostas de nervos, músculos e veias, são extremamente sensíveis à dor: e o só peso do corpo pendido faz que a dor seja contínua e se aumente sempre mais até à morte. S. Afonso relata que na crucifixão deram vinte e oito marteladas sobre suas mãos e trinta e seis sobre seus pés.

Bigorna para punir em seu corpo os nossos pecados.

"No sangue de Cristo manifesta-se a hediondez do pecado e quanto ele desagrada a Deus. No sangue manifesta-se a justiça e a misericórdia. Sabemos que se a culpa humana não desagradasse muito a Deus e não fosse de graves consequencias para a nossa salvação, Deus não teria mandado o Verbo, seu Filho Unigênito, como bigorna para punir no seu corpo os nossos pecados" (Santa Catarina de Sena, Carta 76)

Sede de nosso amor.


Aproximando-se Jesus da morte, disse: :”Tenho sede”. Dizei-me, Senhor, de que tendes sede? “Minha sede é a vossa salvação”, lhe faz dizer S. Agostinho (In Ps. 33). Sede de nosso amor. “Deus tem sede de que tenhamos sede dele”, diz S. Gregório Nazianzeno (Tetr. Sent. 34).

Abriu-nos a porta do paraíso.

“Tudo está consumado”. Tudo está completo. Concluída a nossa redenção, satisfeita a divina justiça, abriu para nós o paraíso. “Assim Deus amou o mundo que lhe deu seu Filho unigênito” (Jo 3,16). “Mas Deus, que é rico em misericórdia, pelo excessivo amor com que nos amou, nos vivificou em Cristo quando estávamos mortos pelo pecado” (Ef 2,4).


Participar da cruz de Cristo.


“Muitos acompanham a Jesus até o partir do pão, raros até o beber do cálice de sua paixão… Muitos amam a Jesus, enquanto não lhes sobrevêm adversidades” (Tomás de Kempis, Imitação de Cristo)




“Seguir Jesus Cristo é aproximar dos espinhos” (São Paulo da Cruz)



“Quem não busca a cruz de Cristo não busca a glória de Cristo.” (São João da Cruz)



“Não recuso a cruz, porque, se recuso a cruz, recuso Jesus” (Santa Gema Golgani)




Fonte principal:

A paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo, de Santo Afonso Maria de Ligório.

O que dizem os santos à respeito dos bailes, botecos e baladas?





“Os botecos é a tenda do demônio, a escola onde o inferno prega e ensina a sua doutrina, é o lugar onde se vende as almas, onde se perdem as fortunas, o dinheiro, onde a saúde se perde, onde começam as rixas, as brigas e onde se começam os assassinatos” 

(São João Clímaco)




“Os donos dos botecos roubam o pão das pobres esposas e de seus filhos, dando bebida a esses beberrões, que gastam no domingo aquilo que ganharam durante a semana. O demônio escarra em cima dos donos dos botecos” 

(São João Maria Vianney)



“… os bêbados não possuirão o reino de Deus” (1 Cor 6, 10).


"Antes Morrer do que pecar" 

(São Domingos Sávio)




“Numa palavra, é uma loucura fazer da noite dia e do dia noite, e trocar os exercícios de piedade por vãos prazeres. Todo baile está cheio de vaidade e emulação e a vaidade é uma disposição muito favorável às paixões desregradas e aos amores perigosos e desonestos, que são as consequências ordinárias dessas reuniões” 

(São Francisco de Sales, Filotéia, Parte III, 33)



“Não há um só mandamento na Lei de Deus que o baile não transgrida... O demônio rodeia um baile como um muro cerca um jardim... As pessoas que entram num salão de baile, deixam na porta o seu Anjo da guarda e o demônio o substitui, de sorte que há tantos demônios quantos são os dançarinos” 

(São João Maria Vianney)



“Assim como os caçadores costumam acossar de todos os lados as feras mais difíceis, também encurralemos os transviados, nós de um lado, vós de outro, e em pouco tempo os apanharemos nas redes da salvação... não pouparei a nenhum dos que me são caros! Antes afligir-vos agora e resguardar-vos da condenação futura do que agradar-vos e ser depois castigado convosco” 

(São João Crisóstomo, Sermão contra os espetáculos)

Trigésima-Primeira Rosa - Blanche de Castille, e Alphonsus VIII




      Blanche de Castille, e Alphonsus VIII

      Blanche de Castille, Rainha da França, encontrava-se profundamente aflita, pois já se passavam doze anos de casamento e não tinha filhos. Quando São Domingos foi vê-la, ele aconselhou-a a rezar o Rosário diariamente pedindo a DEUS a graça de se tornar mãe, e ela fielmente seguiu seu conselho. Em 1213, deu à luz o seu primogênito, Felipe, mas a criança morreu na infância.

    O fervor da Rainha não se viu abalado por este desapontamento; ao contrário, ela procurou o auxílio de Nossa Senhora mais do que antes. Ela distribui rosários para todos os membros da corte e por muitas cidades do seu reino, pedindo-lhes que juntassem a ela na súplica a DEUS pela benção e que desta vez fosse completa. Assim, em 1215 nasceu São Luís, o príncipe que se tornaria a glória da França e o modelo de todos os reis cristãos.

    Afonso VIII, Rei de Aragão e Castela, estava levando uma vida desordenada e assim tinha sido punido por DEUS de várias formas, uma das quais se viu derrotado numa batalha e foi obrigado a se refugiar numa cidade que pertencia a um de seus aliados.

    São Domingos se encontrava nesta cidade no dia de Natal e pregava o Santo Rosário, como sempre havia feito, mostrando as maravilhosas graças que se podia obter através dele. Ele mencionou, entre outras coisas, que aqueles que rezassem o Rosário devotamente venceriam seus inimigos e teriam de volta tudo o que perderam na batalha.

    O Rei ouviu atentamente e mandou chamar São Domingos e perguntou-lhe se tudo o que ele havia pregado sobre o Rosário era verdade.  São Domingos lhe assegurou que nada podia ser mais verdadeiro, e que se ele praticasse esta devoção e unir-se à Confraria, ele veria por si mesmo. O Rei resolveu firmemente a rezar o Rosário todo o dia e perseverou por um ano. Exatamente no próximo Natal, Nossa Senhora apareceu-lhe ao fim de seu Rosário e disse: “Alphonsus, tu me servistes por um ano, rezando o meu Rosário devotamente a cada dia, então vim a fim de recompensá-lo: Eu consegui de meu FILHO o perdão de teus pecados. E vou lhe dar este Rosário; usa-o, e eu te prometo que nenhum dos seus inimigos será capaz de te ferir novamente.”

   Nossa Senhora desapareceu, deixando o Rei imensamente feliz e encorajado. Ele foi imediatamente à procura da Rainha para contar-lhe sobre a dádiva de Nossa Senhora e a promessa feita por Ela. Ele pôs o Rosário perto de seus olhos (ela tinha se tornado cega há algum tempo) e sua visão foi instantaneamente restaurada.

      Algum tempo depois, o Rei reuniu algumas tropas com a ajuda de seus aliados e iniciou o ataque a seus inimigos. Ele os forçou a se retirarem do território que lhes pertencia e a reparar os danos causados, pondo-os em retirada. De fato, se tornou com tanta sorte nas guerras, que soldados viam de todas as partes a fim de lutar com ele porque parecia que sempre que ele ia à luta a vitória era certa.

       Isto não é de se surpreender, porque ele nunca foi à batalha sem primeiro rezar o Rosário devotamente de joelhos. Ele fez com que todos os membros de sua corte, se ingressassem na Confraria do Sacratíssimo Rosário e, também, viu que seus oficiais e servos eram devotos do Rosário.

35º Capitulo - Extraído do Livro "O Segredo do Rosário" São Luiz M. Grignion de Montfort  

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Sangrenta Flagelação


 JESUS AÇOITADO

1- Considera como Pilatos vendo que os judeus não desistiam de pedir a morte de Jesus, O mandou açoitar, pensando o injusto juiz, que desta arte se dariam por satisfeitos os seus inimigos, e assim poderia livra-lO da morte; tornou-se, porém excessivamente doloroso para o Salvador este recurso; porquanto, conhecendo os judeus que Pilatos, depois daquele suplício, queria pô-lO em liberdade, peitaram os verdugos para O açoitarem até Lhe tirarem a vida naquele tormento.

Entra alma minha, no Pretório de Pilatos, convertido em teatro das dores e ignominias do Redentor, e vê como Jesus Se despi a Si próprio, e Se abraça à coluna, segundo as revelações de Santa Brígida, dando assim aos homens uma prova evidente do Seu amor e da generosidade com que Se entregava aos tormentos.

Contempla aquele inocente Cordeiro, com a cabeça pendida, o rosto coberto de pejo, esperando o princípio daquele cruel martírio; e eis que aqueles bárbaros dão começo ao tormento; uns dão começo ao tormento; uns O açoitam pelas espáduas, outros pelo peito, estes dos lados, não Lhe poupam nem a Sua sagrada cabeça, nem o rosto formoso; espadana já o sangue; estão ensangüentados os açoites, a mãos dos verdugos, a coluna e o chão; não fica são parte alguma do Seu corpo adorável; que as chagas unem-se umas às outras, e aquelas carnes sacrossantas ficam todas despedaçadas.

E como tens tu podido, alma minha, ofender um Deus açoitado por teu amor?
E Vós, ó Meu Jesus, como pudestes consentir em sofrer tanto por um ingrato?

Ó chagas preciosíssimas do meu Jesus, sois Vós a minha esperança!
Ó meu Jesus, sois Vós o único amor de minha alma.

- Segundo a revelação que teve Santa Maria Madalena de Pazzi, chegaram a sessenta os verdugos, que se iam substituindo uns aos outros. Os instrumentos escolhidos para esta flagelação foram os mais cruéis, de modo que cada golpe produzia a sua chaga, e os golpes contaram-se por muitos milhares, ficando em alguns pontos os ossos descarnados, segundo revelações, feitas a Santa Brígida.

Em tão lastimável estado ficou o Senhor, que Pilatos julgou, poder excitar a compaixão os seus próprios inimigos, quando lh'O apresentou dizendo: Ecce homo. E o profeta Isaías predisse com bem exatidão o estado lastimoso a que devia ser reduzido o Salvador neste passo, dizendo, como Suas carnes haviam de ser despedaçadas, e o Seu corpo bendito de ficar como o dum leproso, todo coberto de chagas.

Dou-Vos graças, ó meu Deus e meu Jesus, por tanto amor, e detesto os meus criminosos prazeres, que tanto Vos custaram. Fazei que me lembre frequentemente do Vosso amor para comigo, para Vos amar e nunca mais Vos tornar a ofender. Eu mereceria um inferno especial, se depois de conhecer o Vosso amor, de ser tantas vezes perdoado, Vos tornasse a ofender, e de novo me condenasse! Não: não o permitais, ó meu amado Jesus. Que eu Vos ame com todas as véras do meu coração e quero amar-Vos sempre.

3 - Considera que foi para satisfazer pelas nossas culpas, especialmente pelas da impureza, que o Salvador quis padecer tamanhos tormentos em Seu corpo inocente, como claramente o anunciou o profeta, dizendo:

"Foi ferido por causa das nossas iniquidades."

E, crendo, nesta verdade, podes tu, alma minha, pertencer ao número desses ingratos que vêem com indiferença um Deus açoitado por seu amor? Pondera bem esta dor, e mais ainda o amor com que o vosso doce Jesus, sofreu tanto por ti. Se houvera recebido um só golpe, devera bastar para te abrasares no seu amor, considerando, e exclamando: "Haver um Deus recebido semelhante afronta por meu amor!" Quanto mais tendo Ele sofrido tratos tão cruéis em Seu Corpo sacrossanto?

Oh! meu Jesus e meu Senhor! Fomos nós que ofendemos a Divina Majestade, e sois Vós que quereis sofrer o castigo dos nossos pecados! seja para sempre bendita a Vossa misericórdia e bondade! Que seria de mim, se Vós não houvésseis satisfeito esta dívida? Eu bem sei que, pecando, deitei ao desprezo o Vosso amor; agora, porém, só desejo amor-Vos e ser de Vós amado.

Vós declarastes, Senhor, amar os que Vos amam; pois eu vos amo com toda a minha alma de todo o meu coração; tornai-me menos indigno do Vosso amor. Ligai-me indissoluvelmente com esse amor, e não permitais que eu me separe outra  vez de Vós. Eu me entrego nas Vossas mãos; castigai-me como quiserdes, contanto que não me priveis do Vosso amor. Maria, minha esperança, rogai a Jesus por mim.

(Sagrada Família, por um padre redentorista, 1910)


terça-feira, 29 de maio de 2012

Consagração à Nossa Senhora


"Ser vosso devoto, ó Virgem Santíssima, 
é uma arma de salvação que Deus dá, 
àqueles que quer salvar"
(S. João Damasceno)


Em Fátima propriamente não se pediu mais que a consagração da Rússia como um meio eficaz da sua conversão e da paz do mundo. Mas evidentemente que essa consagração deverá ser precedida de uma prática extensa e intensamente vivida de outras consagrações, pessoais e sociais. E mais: a consagração da Rússia não chegará provavelmente senão como um fruto dessa consagração da Igreja em todas as ordens. 

O fundamente desta consagração é simplesmente o domínio ou realeza que Ela tem sobre nós. Nós nos consagramos ao Coração de Maria para reconhecer a posição de Maria na obra da salvação como Medianeira de todas as graças, para achar refúgio nEla pelo seu amor maternal, prometer viver como filhos seus fiéis e querer expiar e reparar os pecados pelos quais se ofende o seu Coração Imaculado e Doloroso. Pio XII concretizava o seu sentido na mensagem de rádio da Coroação da Virgem de Fátima no dia 13 de maio de 1946: “Vós, coroando a imagem de Nossa Senhora, assinastes, com o atestado de fé na sua realeza, o de uma submissão à sua autoridade, de uma correspondência filial e constante ao seu amor. Fizestes mais ainda: alistaste-vos Cruzados para a conquista ou reconquista do seu Reino, que é o Reino de Deus. Quer dizer: obrigastes-vos a trabalhar para que Ela seja amada, venerada, servida à volta de vós, na família, na sociedade do mundo”. 

Pela consagração nos entregamos a Deus, por meio da Virgem Maria, e concretamente, por meio do Coração Imaculado e Doloroso de Maria. Esta doação, para ser perfeita, deve ser total, das nossas pessoas e nossas coisas, e para sempre. São Luis Maria Grignion de Montfort diz no seu ato de consagração: “Eu Vos escolho hoje, ó Maria, na presença de todos os bem-aventurados do Céu, por minha Mãe e Rainha; eu Vos entrego e consagro em toda submissão e amor o meu corpo e minha alma, minha liberdade, minha inteligência, memória e vontade, todas as minhas faculdades e sentidos, e todos os meus bens exteriores e até mesmo o valor das minhas boas ações passadas, presentes e futuras; eu me uno a Vós 24para Vos obedecer em tudo e deixar-me conduzir como uma criança; Vós podeis, pois, dispor de mim e de tudo o que me pertence segundo o vosso agrado, para a maior glória de Deus, no tempo da minha vida terrestre e por toda a eternidade. Amém”. 

Não esqueçamos que o Coração de Maria é o Coração de uma Mãe, “É o Coração da melhor das Mães – dizia Irmã Lúcia – sempre vigiando atento pela última das suas filhas. Como esta certeza me alenta e conforta!” É o Coração de uma Virgem que nos manterá puros. É o Coração de uma Rainha que nos acolherá a todos debaixo do seu manto. É finalmente o Coração de uma mártir que nos dará a fortaleza para enfrentar a vida de hoje e avançar na virtude.

Entendida assim, a consagração a Maria é uma entrega confiante e definitiva de si mesmo à sua maternal proteção; uma súplica para que nos alcance da Divina Misericórdia graças especiais para a nossa própria santificação e que nos guie para que alcancemos o nosso fim último, a eterna bem-aventurança do Céu.

“Quero o que Vós quereis, lanço-me no vosso Coração abrasado de amor, divino modelo no qual devo formar-me e nele me escondo e me perco para rogar, obrar e sofrer sempre por Vós e convosco para a maior glória do vosso Divino Filho Jesus”
 (São Luis Maria Grignion de Montfort)


domingo, 27 de maio de 2012

Não ofendam mais a Nosso Senhor


Meu Deus, eu creio, adoro, espero e amo-Vos




O Coração de Maria e o espírito de reparação

Para um mundo que está perdendo o sentido do pecado, as mensagens de Fátima começam exigindo uma conversão do coração. O Anjo ensina as crianças a rezar com um sentido de reparação 
“pelos que não crêem, não adoram, não esperam e não amam”. Ensina-lhes a oferecer orações e sacrifícios “pela conversão dos pecadores”. E lhes convida a gestos de penitência: ajoelhar-se, prostrar-se em terra, inclinar a cabeça até o chão. 

A Virgem Maria, além de estabelecer a devoção ao seu Coração Imaculado, cujo fruto espontâneo é o amor, pediu com insistência a reparação pelos ultrajes cometidos contra o seu Coração Imaculado: “Quereis vos oferecer a Deus para fazer sacrifícios e aceitar voluntariamente todos os sofrimentos que Ele quiser vos enviar, em reparação de tantos pecados com que a divina Majestade é ofendida, para obter a conversão dos pecadores e em desagravo das blasfêmias e ultrajes feitos ao Imaculado Coração de Maria?” Seu ensinamento doutrinal é simples e direto, dirigido contra o pecado: “Vistes o inferno, para onde vão as almas dos pobres pecadores”. As suas últimas palavras são: 
“Não ofendam mais a Nosso Senhor, que já está muito ofendido”.

A forma de mortificação que os viventes praticaram continuamente compreende uma gama imensa de pequenas e grandes mortificações. Especialmente depois da visão do inferno estão sempre pendentes de qualquer ocasião de sacrifício para aproveitá-la: privavam-se da comida dando-a aos pobres ou às ovelhas, passavam de joelhos longos tempos com a cabeça tocando o chão rogando pelos pecadores, deixavam de beber quando era o mais intenso do verão, apesar do sol ardente e da nuvem de pó que o rebanho levantava; se aplicavam urtigas, dormiam sobre o chão, se privavam de toda classe de guloseimas, suportavam as contradições e os maus tratos com resignação e conformidade... Seu desejo de sacrifício lhes inspirou levar a cintura cingida com uma corda grossa e áspera de junco todo o dia e noite, até que Nossa Senhora teve que lhes dizer na aparição de 13 de setembro: “Deus está contente dos vossos sacrifícios, mas não quer que durmais com a corda posta. Levai-a só durante o dia”. Lúcia se mostra especialmente impressionada pela tristeza da Santíssima Virgem em outubro: “Nesta aparição as palavras da Virgem que mais profundamente ficaram gravadas no coração foram aquelas com que Nossa Senhora a Mãe do Céu pedia que não ofendessem mais a Deus Nosso Senhor, que já estava demasiado ofendido. Que amoroso lamento e que suplica tão terna contêm! Quem dera ressoasse por todo o mundo e que todos os filhos da Mãe do Céu escutassem a sua voz!”. O mesmo acontece com Francisco, em quem causaram profunda impressão as palavras do Anjo na sua terceira aparição: “Consolai o vosso Deus”. “Enquanto a Jacinta parecia preocupada com o único pensamento de converter os pecadores e de preservar as almas do inferno. Ele Francisco] tratava somente de pensar em consolar a Nosso Senhor e a Virgem, que lhe pareciam estar tão tristes.

Como mortificação cristã fundamental, Fátima pôs de relevo a importância que tem a prática do dever cotidiano bem cumprido: “Deus se vai deixando aplacar. Mas se queixa amargamente e dolorosamente do número limitadíssimo das almas em graça dispostas a renunciar-se no que delas exige a observância da sua lei. Porque esta é a penitência que Deus pede agora: “o sacrifício que cada pessoa tem que se impor a si mesma para levar uma vida de justiça na observância da sua Lei. E, desta maneira, que se dê a conhecer com claridade este caminho às almas, porque muitas, julgando o sentido da palavra “penitência” por grandes austeridades e não sentindo força nem generosidade para elas, se desanimam e repousam numa vida de tibieza e de pecado”.

Para acompanhar com a oração a prática dos sacrifícios, a Virgem lhes ensina a que poderíamos chamar a “jaculatória reparadora de Fátima”: “Sacrificai-vos pelos pecadores e dizei muitas vezes e em especial sempre que fizerdes algum sacrifício: 
Ó Jesus, é por vosso amor, pela conversão dos pecadores e em reparação pelos pecados cometidos contra o Imaculado Coração de Maria





http://escravasdemaria.blogspot.com.br

Novena ao Imaculado Coração de Maria


"Deus quer estabelecer no mundo
a devoção ao meu Imaculado Coração"





E você, já se consagrou ao Imaculado Coração de Maria?

Consagração individual 

Preparação:

• Reze a novena, que terminará no mesmo dia da consagração.
• Procure confessar-se nesses dias.
• Assista à Missa e comungue no mesmo dia da consagração.

É muito importante renovar o propósito de cumprir os desejos da Virgem Maria:

• Rezar o Terço diariamente. 

• Praticar os primeiros sábados. 
1)Confissão reparadora ao Imaculado Coração de Maria;
2)Comunhão reparadora ao Imaculado Coração de Maria;
3)O Terço;
4)Meditação durante 15 minutos de um só mistério, de vários ou de todos.
• Reparar pelas blasfêmias contra o Coração de Maria.
• Procurar consolá-la pela nossa fidelidade a Maria.
• Entronizar a imagem do Coração de Maria na família.
• Renovar cada dia a consagração mariana com alguma fórmula breve, como por exemplo: “Ó Maria, minha Mãe! Ao vosso Imaculado Coração me consagro inteiramente, com tudo o que sou e possuo. Protegei-me agora e sempre como vosso filho. Amém”.

Novena ao Coração Imaculado de Maria 

Pelo sinal + da Santa Cruz, livre-nos, Deus, + Nosso Senhor, dos nossos + inimigos. Em nome do Pai e do Filho + e do Espírito Santo. Amém.

Oração preparatória 

Meu Senhor Jesus Cristo, Deus e homem verdadeiro, meu Criador e Redentor, que por amor aos homens tomastes a natureza humana, escolhendo por Mãe a Puríssima, Imaculada e sempre Virgem Maria, e dispondo o seu Coração com todo gênero de perfeições, para que do seu sangue precioso se formasse essa Humanidade santíssima em que padecestes a mais afrontosa das mortes para fazer-nos viver da vossa graça e assim livrar-nos da servidão do demônio e do pecado: eu vos amo, meu Deus, com todas as minhas forças, sobre todas as coisas, por esta bondade que a nós mostrastes, e me pesa por ter-vos ofendido. Espero que, pelos méritos do vosso preciosíssimo Sangue e do Coração sacratíssimo da vossa Mãe, me concedereis a graça que necessito para bem fazer esta novena, a fim de amar-vos e vos ser fiel até o fim. Amem.

Primeiro dia 
A Grandeza do Coração de Maria

Ó, Coração de Maria, cuja grandeza o universo admira! Fazei-nos igualmente grandes de coração e alcançai-nos virtude, Mãe querida, para esquecer todo tipo de injúrias, e ser tudo para todos, a fim de ganhá-los para Jesus Cristo.

Depois se reza uma dezena do Terço.

Segundo dia 
A Amabilidade do Coração de Maria

Ó Maria, ó nossa Mãe! Vós tendes um Coração digno de amor, porque dominastes com toda perfeição as paixões: alcançainos fortaleza para sobrepor-nos a elas, e para lembrar e guardar sempre a lei da caridade, com a qual seremos também imagem da vossa doçura.

Depois se reza uma dezena do Terço.


Terceiro dia 
A Compaixão do Coração de Maria

Mãe cheia de compaixão, fazei-nos compassivos! O vosso Coração não pode ver a dor e a miséria sem comover-se; acendei o nosso coração na mais ardente caridade, que nos mova a remediar as necessidades espirituais e temporais, tanto próprias e como as do nosso próximo.

Depois se reza uma dezena do Terço.

Quarto dia 
O Fervor do Coração de Maria

Amabilíssima Mãe! Vós obrastes sempre com o maior fervor; e vós conheceis a minha frouxidão, preguiça e apatia, com as quais não posso agradar a Deus, a quem a tibieza produz náuseas. Eu acudo, minha Mãe, a Vós, para que me tireis da tão miserável estado. Assim como comunicastes o vosso fervor a Santa Isabel e a São João Batista, concedei-me a mesma graça.

Depois se reza uma dezena do Terço.

Quinto dia 
A Pureza do Coração de Maria

Minha Santíssima Mãe! Vós, incomparavelmente mais que nenhuma outra criatura, fostes limpa de coração; Vós resplandeceis mais em pureza que todos os justos e anjos; Vós, pela beleza do vosso Coração, agradastes o Altíssimo e o atraístes ao vosso seio. Alcançai-nos, Senhora, essa pureza de coração; rogai por nós para que saibamos vencer as nossas más inclinações e viver no candor com que fostes adornada a fim de que possamos ver a Deus e morar com Ele eternamente.

Depois se reza uma dezena do Terço.

Sexto dia 
A Mansidão do Coração de Maria

Virgem soberana, Rainha e Mãe cheia de mansidão! O vosso Coração mansíssimo repreende o nosso tão imortificado: queremos vos imitar; desde hoje nos propomos reprimir os movimentos da ira e praticar a mansidão. Alcançai-nos, Senhora, a graça que para isso necessitamos.

Depois se reza uma dezena do Terço.


Sétimo dia 
A Humildade do Coração de Maria

Ó Virgem humilíssima! Vós sois Senhora, e vos chamais escrava; Vós sois eleita para o lugar mais distinguido, e buscais o último; Vós conheceis o mérito da humildade, e por isso a enraizais profundamente: alcançai-me esses sentimentos de humildade dos que Vós estais animada; fazei que vos imite nesta humildade de coração de que me dais tão brilhante exemplo.

Depois se reza uma dezena do Terço.
Oitavo dia 
A Fortaleza do Coração de Maria

Minha Mãe! Vós conheceis a minha covardia e debilidade, que por desgraça me acompanharam quase sempre: pela admirável fortaleza que tanto vos distinguiu, rogo-vos que infundais no meu coração a fortaleza necessária para confessar a fé, para guardar a santa Lei de Deus e para prescindir de todo respeito humano na prática das virtudes.

Depois se reza uma dezena do Terço.

Nono dia 
A Paciência do Coração de Maria

Mãe sempre paciente! Pela multidão e veemência das vossas dores, vos suplicamos que nos alcanceis a paciência e a resignação que necessitamos para sofrer com mérito as amarguras e penalidades que nos afligem. Senhora, a paciência nos é necessária. Vós nos destes o exemplo mais admirável dela: intercedei por nós para que saibamos vos imitar.

Depois se reza uma dezena do Terço.

Oração final

Ó, Coração dulcíssimo de Maria, de quem recebi continuamente tantas graças, tantos benefícios e favores! Eu vos venero e vos dou graças, e com ternura de filho vos estreito contra o meu pobre coração. Permiti-me, minha Mãe, que com toda a confiança o entregue a vós; santificai-o com a vossa benção e trocai-o em um belo jardim onde possa recrear-se o vosso Santíssimo Filho. Amém.

Saudações a Nossa Senhora 

1. Saúdo-vos, Coração santíssimo de Maria, com o coro dos Serafins, e vos suplico que me alcanceis um coração verdadeiramente grande para amar e servir a Deus e para fazer o bem a todos os homens. Ave Maria.

2. Saúdo-vos, puríssimo Coração de Maria, com os Querubins e vos rogo que me alcanceis uma caridade cheia de amabilidade. Ave Maria.

3. Saúdo-vos, perfeitíssimo Coração de Maria, com o coro dos Tronos, confiando que me obtereis a graça de ser compassivo de coração. Ave Maria.

4. Saúdo-vos, Coração amantíssimo de Maria, com o coro das Dominações, suplicando que me concedais o verdadeiro fervor. Ave Maria.

5. Saúdo-vos, Coração retíssimo de Maria, com o coro das Virtudes, esperando que me concedereis a pureza de coração. Ave Maria.

6. Saúdo-vos, Coração fidelíssimo de Maria, com o coro das Potestades, e vos rogo que me alcanceis a mansidão. Ave Maria.

7. Saúdo-vos, Coração clementíssimo de Maria, com o coro dos Principados, esperando que me ajudareis a ser humilde de coração.Ave Maria.

8. Saúdo-vos, Coração piedosíssimo de Maria, com o coro dos Arcanjos, confiando que me alcançareis fortaleza para cumprir sempre a santa Lei de Deus. Ave Maria.

9. Saúdo-vos, Coração prudentíssimo de Maria, com o coro dos Anjos, suplicando que me alcanceis a paciência e a resignação nos trabalhos e sofrimentos. Ave Maria.

Ato de Consagração 

Amabilíssima e admirabilíssima Virgem Maria, Mãe do meu Salvador Jesus Cristo e minha Mãe, prostrado aos vossos pés, unindo-me humildemente a todos os atos de devoção e amor de todos os corações que vos amam no Céu e na terra, Vos saúdo, Mãe queridíssima, Vos venero e Vos elejo hoje por minha Soberana e Rainha do meu coração, guia da minha vida, minha Protetora, minha Advogada e meu Refúgio em todas as minhas necessidades espirituais e corporais.

Eu Vos ofereço e consagro a minha alma, o meu coração, meu corpo e tudo o que me pertence. Desejo também que todos os meus pensamentos, palavras, ações, todos os alentos de respiração e batidas do meu coração sejam, no presente e no futuro, outros tantos atos de louvor da Santíssima Trindade por todos os privilégios e graças incomparáveis que Vos concedeu.

Ó Virgem amabilíssima! Entrego confiante em vossas mãos maternais todos os meus desejos e propósitos, e não quero nunca aspirar a algo mais além do que seja conforme com a Vontade do vosso Divino Filho e com a vossa.

Aceitai-me, Vos rogo, queridíssima Mãe, entre os vossos filhos prediletos e no número dos vossos servos escolhidos, privilegiados de poder colaborar na preparação do triunfo do vosso Coração Imaculado. Considerai-me e tratai-me inteiramente como vossa propriedade.

Disponde de mim e conduzi-me sempre e em todo lugar, não segundo as minhas próprias inclinações e desejos, mas segundo o vosso beneplácito.

Eu, por minha parte, tomo hoje o firme propósito de observar fielmente os mandamentos do vosso Divino Filho Jesus, de seguir as vossas maternais exortações, ó Rainha do Santo Rosário, de vos amar ternamente de vos consolar. Quero também, enquanto me for possível, pelas minhas orações e sacrifícios levar muitas almas a fazer o mesmo.

Sobretudo, quero venerar com especial devoção o vosso Puríssimo Coração, ardente de caridade, e com a vossa poderosa assistência, ó Mediadora de todas as graças, tratar de imitar tanto como eu puder as sublimes virtudes que vos adornaram aqui na terra.

Ó, Rainha do meu coração, que pelo misterioso obrar do Espírito Santo na vossa alma santíssima fostes transformada num verdadeiro Espelho de Justiça de Jesus, vosso Divino Filho; gravai no meu coração, vos imploro, uma imagem perfeita das virtudes do vosso, a fim de que o meu coração seja um retrato vivo do vosso Imaculado.

Ó, Virgem gloriosa, vosso Puríssimo Coração esteve durante a sua existência aqui na terra estreitamente unido ao Divino Coração do vosso Filho, compartindo plenamente os seus nobilíssimos sentimentos e o seu espírito de sacrifício; e agora, elevado à bem-aventurança do Céu, está perenemente unido a Ele de modo inigualável, na mais sublime felicidade. Por isso vos rogo, ó Mãe de Deus, uni o meu pobre coração de tal maneira ao do meu Jesus que não abrigue outros sentimentos e desejos senão os vossos, e que não faça nunca senão o que for mais agradável ao seu Sacratíssimo Coração e ao vosso Dulcíssimo Coração Imaculado, ó Mãe benigníssima. Amém. Jesus Cristo.





Fonte:

http://escravasdemaria.blogspot.com.br