segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Fora da Igreja não há salvação!


"Lançai fora a ímpia e funesta opinião de que, em qualquer religião, é possível chegar ao caminho da salvação eterna" (Papa Pio XI)


"E não há salvação em nenhum outro. Porque sob o céu, nenhum outro nome (Cristo) foi dado aos homens, pelo qual nós devamos ser salvos".(Actos, 4,12)

"De novo o Demónio O transportou a um monte muito alto, e Lhe mostrou todos os reinos do mundo e a sua magnificência. E lhe disse: Tudo isto te darei, se prostrado, me adorares. Então Jesus disse-lhe: Vai-te Satanás, porque está escrito: O Senhor teu Deus adorarás, e a Ele só servirás". (São Mateus 4,8-10)

Pelo texto, temos duas conclusões:

1. Todos os reinos do mundo serviam a Satanás.
2. Só é possível adorar a um só Deus.

"A quem haveremos de ir, Senhor? Só vós tendes palavras de vida eterna" (São João,6, 68)

"Ou que o ídolo é alguma coisa? Antes digo que as coisas que os gentios sacrificam, sacrificam-nas aos demónios e não a Deus. E não quero que tenhais sociedade com os demónios; não podeis beber o cálice do Senhor e o cálice dos demónios: não podeis ser participantes da mesa do Senhor e da mesa dos demónios". (I Cor. 10, 19,22)

Ao longo da história da Igreja, houve sempre o dogma de que só há uma Igreja verdadeira,e fora dela não há salvação. Sendo assim, não há liberdade religiosa, de crença, de culto.

Olhemos para estes ensinamentos:

São Cipriano (séc. III): "Não há salvação fora da Igreja".

Credo de Santo Atanásio (séc. IV), oficial da Igreja Católica: "Todo aquele queira se salvar, antes de tudo é preciso que mantenha a fé católica; e aquele que não a guardar íntegra e inviolada, sem dúvida perecerá para sempre (...) está é a fé católica e aquele que não crer fiel e firmemente, não poderá se salvar".

Papa Inocêncio III (1198-1216): "De coração cremos e com a boca confessamos uma só Igreja, que não de hereges, só a Santa, Romana, Católica e Apostólica, fora da qual cremos que ninguém se salva".

IV Concílio de Latrão( 1215), infalível, Cânon I: "...Há apenas uma Igreja universal dos fiéis,fora da qual absolutamente ninguém é salvo...".

Cânon III: "Nós excomungamos e anatematizamos toda heresia erguida contra a santa, ortodoxa e Católica fé sobre a qual nós, acima, explanamos...".

Papa Bonifácio VIII (1294-1303): "Por apego da fé, estamos obrigados a crer e manter que há uma só e Santa Igreja Católica e a mesma apostólica e nós firmemente cremos e simplesmente a confessamos e fora dela não há salvação nem perdão dos pecados (...) Assim o declaramos, o decidimos, definimos e pronunciamos como de toda necessidade de salvação para toda criatura humana".

Concílio de Florença (1438-1445): "Firmemente crê, professa e predica que ninguém que não esteja dentro da Igreja Católica, não somente os pagãos, mas também, judeus, os hereges e os cismáticos, não poderão participar da vida eterna e irão para o fogo eterno que está preparado para o diabo e seus anjos, a não ser que antes de sua morte se unirem a Ela(...)".

O Concílio infalível de Trento (1545-1563) além de condenar e excomungar os protestantes, reiterou tudo o que os Concílios anteriores declararam, e ainda proferiu: "... A nossa fé católica, sem a qual é impossível agradar a Deus..."

Papa Pio IV (1559-1565), um dos papas do Concílio de Trento: "... Esta verdadeira fé católica, fora da qual ninguém pode se salvar..." (Profissão de fé da Bula "Iniunctumnobis" de 1564)


Papa Benedito IV (1740-1758): "Esta fé da Igreja Católica, fora da qual ninguém pode se salvar...".

Papa Gregório XVI (1831-1846), Mirari Vos: "Outra causa que tem acarretado muitos dos males que afligem a Igreja é o indiferentismo, ou seja, aquela perversa teoria espalhada por toda a parte, graças aos enganos dos ímpios e que ensina poder-se conseguir a vida eterna em qualquer religião, contanto que se amolde à norma do recto e honesto. Podeis com facilidade, patentear à vossa grei esse erro tão execrável, dizendo o Apóstolo que há um só Deus, uma só fé e um só baptismo (Ef. 4,5): entendam, portanto os que pensam poder-se ir de todas as partes ao Porto da Salvação que, segundo a sentença do Salvador,eles estão contra Cristo, já que não estão com Cristo (Luc. 11,23) e os que não colhem com Cristo dispersam miseravelmente, pelo que perecerão infalivelmente os que não tiverem a fé católica e não a guardarem íntegra e sem mancha (Simb. Sancti Athanasii).

(...) Desta fonte lodosa do indiferentismo promana aquela sentença absurda e errónea, digo melhor disparate, que afirma e que defende a liberdade de consciência. Esse erro corrupto que abre alas, escudado na imoderada liberdade de opiniões que, para confusão das coisas sagradas e civis, se estende por toda parte, chegando a imprudência de alguém asseverar que dela resulta grande proveito para a causa da religião. Que morte pior há para a alma do que a liberdade do erro?, dizia Santo Agostinho (Ep. 166)".

Erros condenados, pelo Papa Pio IX (1846-1878), no Syllabus:

15a "É livre a qualquer um abraçar o professar aquela religião que ele, guiado pela luz da razão, julgar verdadeira".

16a "No culto de qualquer religião podem os homens achar o caminho da salvação e alcançar a mesma eterna salvação".

17a "Pelo menos deve-se esperar bem da salvação eterna daqueles todos que não vivem na verdadeira Igreja de Cristo".

18a "O protestantismo não é senão outra forma da verdadeira religião cristã na qual se pode agradar a Deus do mesmo modo que na Igreja Católica".

Outro texto de Pio IX: "(...) não temem fomentar a opinião desastrosa para a Igreja Católica e a salvação das almas, denominada por Nosso Predecessor, de feliz memória, de‘loucura’ (Mirari Vos) de que a ‘liberdade de consciência e de cultos é direito próprio e inalienável do indivíduo que há de proclamar-se nas leis e estabelecer-se em todas as sociedades constituídas; (...) Portanto, todas e cada uma das opiniões e perversas doutrinas explicitamente especificadas neste documento, por Nossa autoridade apostólica, reprovamos, proscrevemos e condenamos; queremos e mandamos que os filhos da Igreja as tenham, todas, por reprovadas, proscritas e totalmente condenadas". (Quanta Cura)

Papa Leão XIII (1878-1903), encíclica Libertas Praestantissimum: "(...) oferecer ao homem liberdade (de culto)de que falamos, é dar-lhe o poder de desvirtuar ou abandonar impunemente o mais santo dos deveres, afastando-se do bem imutável, a fim de se voltar para o mal. Isto, já o dissemos, não é liberdade, é uma escravidão da alma na objecção do pecado."

Papa Pio XI (1922-1939), Mortalium Animus: " Os esforços [do falso ecumenismo] não tem nenhum direito à aprovação dos católicos porque eles se apoiam sobre esta opinião errónea que todas as religiões são mais louváveis naquilo que elas revelam, e traduzem todas igualmente, se bem que de uma maneira diferente, o sentimento natural e inato que nos leva para Deus e nos inclina ao respeito diante de seu poder(...) Os infelizes infestados por esses erros sustentam que a verdade dogmática não é absoluta, mas relativa, e deve pois, se adaptar às várias exigências dos tempos e lugares às diversas necessidades das almas".

(...) "Os artesãos dessas empresas não cessam de citar ao infinito a Palavra de Cristo: ‘Que todos sejam um. Haverá um só rebanho e um só pastor’( Jo XVII,21; X,16), e eles repetem esses texto como um desejo e um voto de Cristo que ainda não teria sido realizado. Eles pensam que a unidade da fé e de governo, característica da verdadeira e única Igreja de Cristo, quase nunca existiu no passado e que não existe hoje... Eles afirmam que todas ( as igrejas) gozam dos mesmos direitos; que a Igreja só foi Una e Única, no máximo da época apostólica até os primeiros Concílios Ecuménicos(...). Tal é a situação. É claro, portanto, que a Sé Apostólica não pode por nenhum preço tomar parte em seus congressos, e que não é permitido, por nenhum preço, aos católicos aderir a semelhantes empreendimentos ou contribuir para eles; se eles o fizerem dariam autoridade a uma falsa religião cristã completamente estranha à única Igreja de Cristo"

Vejamos o que tem a dizer o maior papa do século, São Pio X (1903-1914), ele tem a autoridade dos papas e a virtude dos santos. Talvez seja a melhor pessoa, neste século, para falar sobre isso. Ele fez o chamado Catecismo Maior, em 1905. O primeiro Catecismo foi ordenado pelo Concílio de Trento, e foi publicado pelo Papa S. Pio V, em 1566, e é um resumo de toda doutrina principal que a Igreja sempre ensinou, colocada de forma fácil, para que todos possam compreender e obedecer.


"Catecismo da Doutrina Cristã", voz infalível do ensinamento dos Papas e dos Concílios:

149- Que é a Igreja Católica?

A Igreja Católica é a sociedade ou reunião de todas as pessoas baptizadas que, vivendo na terra, professam a mesma fé e a mesma lei de Cristo, participam dos mesmos sacramentos, e obedecem aos legítimos Pastores, principalmente ao Romano Pontífice.

153- Então não pertencem à Igreja de Jesus Cristo as sociedades de pessoas baptizadas que não reconhecem o Romano Pontífice por seu chefe?

Todos os que não reconhecem o Romano Pontífice por seu chefe, não pertencem à Igreja de Jesus Cristo.

156- Não poderia haver mais de uma Igreja?

Não pode haver mais de uma Igreja, porque, assim com há um só Deus, uma só fé e um só Baptismo, assim também não há nem pode haver senão uma só Igreja verdadeira.

168- Pode alguém salvar-se fora da Igreja Católica, Apostólica, Romana?

Não. Fora da Igreja Católica, Apostólica, Romana, ninguém pode salvar-se, como ninguém pôde salvar-se do dilúvio fora da arca de Noé, que era figura desta Igreja.

Cremos ter provado que, pela Igreja Católica: só há uma Igreja verdadeira, fora da qual não há salvação;

Além disso, havendo um só Deus, consequentemente, só pode haver uma Igreja verdadeira.

Essas proposições valem para sempre.

Fonte:

Papa São Pio X - A pedra no sapato dos modernistas


«Os erros modernos serão destruídos pelo Santo Rosário»
02 .06.1835 — 20.08.1914




"Para mais a fundo conhecermos o modernismo e o mais apropriado remédio acharmos para tão grande mal, cumpre agora indagar algum tanto das causas donde se originou e porque se tem desenvolvido. Não há duvidar que a causa próxima e imediata é a aberração do entendimento.  


CAUSAS DO MODERNISMO

As remotas, reconhecemo-las duas: o amor de novidades e o orgulho. O amor de novidades basta por si só para explicar toda a sorte de erros. (…) E efectivamente, o orgulho faz os modernistas confiar tanto em si que se julgam e dão a si mesmos como regra dos outros. Por orgulho loucamente se gloriam de ser os únicos que possuem o saber, e dizem desvanecidos e inchados: ‘Nós cá não somos como os outros homens.’ E, de facto, para o não ser, abraçam e devaneiam toda a sorte de novidades, até das mais absurdas. Por orgulho repelem toda a submissão, e afirmam que a autoridade deve aliar-se com a liberdade.

(…) Seja portanto o vosso primeiro dever resistir a esses homens soberbos, ocupá-los nos trabalhos mais humildes e obscuros e postos na ínfima plana, para que tenham menor campo a prejudicar.

(…) Passando das causas morais às que se relacionam com a inteligência, surge sempre a ignorância. Todos os modernistas que pretendem ser ou parecer doutores na Igreja, exaltando em voz clamorosa a moderna filosofia e desdenhando a Escolástica, abraçaram a primeira, iludidos pelo seu falso brilho, porque, ao ignorarem completamente a segunda, careceram dos meios convenientes para reconhecerem a confusão das ideias e refutar os sofismas.


COMO ACTUAM OS MODERNISTAS

(...) Para conduzirem os espíritos ao erro, usam de dois meios: removem primeiro os obstáculos, e em seguida procuram com máxima cautela os ardis que lhes poderão servir, e põem-nos em prática, incessante e pacientemente.

Dentre os obstáculos, três principalmente se opõem aos seus esforços:

- O método escolástico de raciocinar;
- A autoridade dos Padres com a Tradição;
O Magistério eclesiástico.

Tudo isto é para eles objecto de uma luta encarniçada. Por isso, continuamente escarnecem e desprezam a filosofia e a teologia escolástica. 

(…) Quanto mais alguém mostra ousadia em destruir as coisas antigas, em rejeitar as tradições e o magistério eclesiástico, tanto mais encarecem a sua sabedoria; não só elogiam pública e encarecidamente, mas veneram como mártir quem quer por acaso for condenado pela Igreja.

(…) Procuram conseguir cátedras nos seminários e nas Universidades, para tornarem-se insensivelmente cadeiras de pestilência.


ONDE ESTÃO E QUEM SÃO OS MODERNISTAS

Vemo-los entre os leigos; vemo-los entre os sacerdotes; e, quem o diria? Vemo-los até no seio das famílias religiosas. Tratam a Escritura à maneira dos modernistas. Escrevendo sobre a história, divulgam cuidadosamente e com disfarçado prazer tudo o que pode desdourar e obscurecer a Igreja .

Guiados por um certo apriorismo, procuram sempre desfazer as piedosas tradições populares. Mostram desdenhar das sagradas relíquias, respeitáveis pela sua antiguidade. 

Enfim, vivem preocupados em fazer o mundo falar das suas pessoas; e sabem que isto não será possível, se disserem as mesmas coisas que sempre se disseram ao longos dos tempos.


 EXORTAÇÃO FINAL DO PAPA SÃO PIO X

Julgamos oportuno escrever-vos estas coisas, Veneráveis Irmãos, a bem da salvação de todos os fiéis.

Pedimos de coração a plenitude das luzes celestiais, afim de que, nesta época de tão grande perigo para as almas, devido aos erros que de toda parte se infiltram, descortineis o que deveis fazer e o executeis com todo o ardor e fortaleza.

Que vos assista com seu poder Jesus Cristo, autor e consumidor da fé; que vos assista com o seu socorro a Virgem Imaculada, destruidora de todas as heresias.”



 ORAÇÃO

Senhor, que, para defender a fé católica e instaurar todas as coisas em Cristo, enchestes de sabedoria divina e de fortaleza apostólica o papa São Pio X, concedei que, seguindo os seus ensinamentos e exemplos, alcancemos a recompensa eterna.
Por Cristo, Nosso Senhor.
Ámen.

Fonte: http://saudedalma.blogspot.com.br

A arte de estragar as crianças



Há dois grandes meios: o mau exemplo e os mimos.

O mau exemplo. Todos os homens se imitam entre si. As crianças mais do que ninguém estão expostas a macaquear os grandes, e, antes de quaisquer outros, os da sua imediata convivência, sobretudo os pais, que lhes aparecem como seres privilegiados em que nada há de condenável.

A mãe é arrebicada? A filha será vaidosa. Falará, agirá, adornar-se-á, não por ideal de beleza conforme com a sua condição, com a sua posição, mas para que dela se tenha uma opinião levantada, há-de passar adiante de todas as suas companheiras, das amigas, pelo corte ou pela singularidade dos seus vestidos, ligará uma importância considerável, exagerada, a ínfimos pormenores do trajar, despertará crises de terrível ciúme quando se julgar desbancada.

O pai é orgulhoso? Procura acaso encarecer as suas qualidades, rebaixar as dos outros, ou não as querer reconhecer? O rapaz há-de ser presunçoso, desdenhoso, gabarola, pretensioso, arrogante, obstinado, dará mostras de incompreensão com relação aos outros.

Os pais são faladores, questionadores, picantes nas suas palavras? Os filhos hão-de ser intemperados em palavras, bulhentos, ciumentos.

Os pais são fingidos? Os filhos arriscam-se a tornarem-se mentirosos. Há indiscrições nas conversas, julgando-se a torto e a direito as ações alheias? Os filhos, já inclinados a julgarem de tudo do alto da sua grandeza, farão apreciações indiscretas, injustas, inoportunas.

Os pais manifestam gosto pelas comodidades, pela riqueza, ambição até de adquirirem por todos os meios? Os filhos arriscam-se a fazerem-se egoístas, apegados ao bem-estar, e se a ocasião se proporcionar, a serem fraudadores.

2º- Mimos. – Certos pais são demasiados duros, não animam. Outros – é o maior número – são bonacheirões, lisonjeiam os filhos, condescendem com todos os seus caprichos.

Amimar os filhos não é querer-lhes bem, não é amá-los por eles mesmos. É antes umretorno dos pais sobre si mesmos. Buscam-se a si nos filhos. Assim não poderão dar firmeza à educação, nem castigar quando for necessário, nem prevenir extravagâncias, nem fazerem-se obedecer. Deixarão de censurar qualquer fantasia.
Mas se não somos bondosos, a criança foge-nos; nas horas difíceis deixará de desabafar, ficaremos privados das suas confidências. Se, pelo contrário, multiplicarmos as nossas atenções, será sempre franca e teremos mãe nela.

Não se trata de faltar à bondade, trata-se de não ser fraco. Se dois criteriosos firmes, longe de perderdes a confiança dos vossos filhos, mais confiança terão eles ainda, porque sois prudentemente fortes. Se eles vêem que nas provas de afeição que lhes dais não vos buscais a vós mesmos, mas unicamente o bem deles, compreenderão que nas vossas atitudes de severidade não há vestígios de capricho, mas só o interesse deles. É precisamente isso que os educa, esse contato com uma alma forte e desprendida.

(Cristo no lar, meditações para pessoas casadas, por Raúl Plus, S.J, tradução de Pe. José Oliveira Dias, S.J. ; 2ª Edição, Livraria Apostolado da Imprensa, 1947, com imprimatur)

domingo, 26 de agosto de 2012

Grandeza do Sacerdote: Respeito que lhe é devido



S. João Maria Vianney, o Cura D'Ars
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Que coisa é o sacerdote? Um homem que ocupa o lugar de Deus, um homem que está revestido de todos os poderes de Deus. "Ide, diz Nosso Senhor ao sacerdote. Como meu Pai me enviou, eu vos envio... Todo poder me foi dado no céu e na terra. Ide, pois, instruí todas as nações... Quem vos escuta a mim escuta; quem vos despreza, a mim despreza."

Quando o sacerdote perdoa os pecados, não diz: "Deus vos perdoe". Diz: "Eu vos absolvo".

S. Bernardo assegura-nos que tudo nos veio por Maria; pode-se dizer também que tudo nos veio pelo sacerdote: sim, todas as venturas, todas as graças, todos os dons celestes.

Se nós não tivéssemos o sacramento da ordem, não teríamos Nosso Senhor. Quem foi que O pôs naquele tabernáculo? Foi o sacerdote. Quem foi que recebeu a vossa alma à entrada da vida? O sacerdote. Quem é que a alimenta para lhe dar a força de fazer a sua peregrinação? O sacerdote. Quem a preparará para comparecer perante Deus, lavando essa alma pela última vez no sangue de Jesus Cristo? O sacerdote, sempre o sacerdote. E se essa alma vier a morrer, quem a ressuscitará? Quem lhe restituirá a calma e a paz? Ainda o sacerdote. Não podeis recordar um só benefício de Deus, sem encontrardes, ao lado dessa recordação, a imagem do sacerdote.

Ide confessar-vos à SS. Virgem ou a um anjo: eles porventura vos absolverão? Não. Dar-vos-ão o corpo e o sangue de Nosso Senhor? Não. A SS. Virgem não pode fazer descer seu divino Filho à hóstia. Tivésseis duzentos anjos lá, que eles vos não poderiam absolver. Um sacerdote, por mais simples que seja, pode-o; pode dizer-vos: "Ide em paz; eu vos perdôo".

Oh! como o sacerdote é alguma coisa de grande!

Os outros benefícios de Deus de nada nos serviriam se não fosse o sacerdote. De que vos serviria uma casa cheia de ouro, se não tivésseis ninguém para vos abrir a porta? Sem o sacerdote, a morte e a paixão de Nosso Senhor de nada serviriam.

Depois de Deus, o sacerdote é tudo!... Deixai uma paróquia vinte anos sem padre, acabarão ali por adorar os animais.

Quando se quer destruir a religião, começa-se por atacar o padre, porque onde quer que não haja mais padre, não há mais sacrifício, não há mais religião.

S. João Maria Vianney, Pensamentos Escolhidos de Cura D'Ars

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

É admissível que uma esposa e mãe católica tenha um emprego fora de casa?

Fonte: Maria Rosa

Por Pe. Peter Scott
Traduzido por : Andrea Patricia


Não pode ser aceito como algo normal e aprovado pela Igreja que um esposa e mãe seja livre para ter um emprego fora de casa, enquanto seus filhos ainda são dependentes de seus cuidados.
O trabalho das mães fora de casa por um salário é chamado pelo Papa Pio XI “emancipação econômica” em sua encíclica sobre 1930 o matrimônio cristão, Casti Connubii:
“Essa, no entanto, não é a verdadeira emancipação das mulheres, nem a liberdade racional e exaltada, que pertence a nobre tarefa de uma mulher e esposa Cristã; pelo contrário, é o rebaixamento do caráter feminino e da dignidade da maternidade, e de fato da família inteira, resultando que o marido sofre a perda de sua esposa, os filhos de sua mãe, e a casa e toda a família de uma guardiã sempre atenta. Mais do que isso, essa falsa liberdade e igualdade natural com o marido acontece em detrimento da própria mulher, pois se a mulher desce do seu trono verdadeiramente real para o qual ela foi elevada dentro das paredes da casa por meio do Evangelho, ela logo será reduzida ao estado antigo da escravidão (se não na aparência, certamente, na realidade) e tornar-se-á como entre os pagãos um mero instrumento do homem”. (§ 75)
O final da mesma encíclica do Papa é ainda mais explícito. Ele fala sobre os males e as injustiças que desencorajam os casais, e compara o mal de mães que tenham de trabalhar com o de não ser capaz de encontrar um lar adequado.
“Se as famílias, particularmente aquelas em que há muitas crianças, não têm habitações adequadas, se o marido não consegue encontrar emprego e meios de subsistência, se as necessidades da vida não podem ser adquiridas exceto por preços exorbitantes, se até mesmo a mãe da família para o grande mal da casa, é obrigada a sair e ganhar dinheiro por seu próprio trabalho… é patente a todos que as pessoas casadas podem perder o ânimo”. (§ 120)
Claramente, não podemos julgar a situação particular das mães que experimentam a necessidade de trabalhar fora de casa. Pode haver muitas razões que poderiam fazer disso um mal necessário, tais como a doença e o desemprego do marido, ou um marido que não recebem um salário justo, suficiente para sustentar a família. Também pode haver razões psicológicas e profissionais pelas quais uma esposa e mãe possa ser obrigada a permanecer na força de trabalho fora de casa. No entanto, a Igreja ensina claramente que este é um mal. Não podemos fingir que é uma coisa boa, ou que é indiferente, ou que não vai fazer nenhum mal aos seus filhos e familiares. Além disso, nenhuma mulher pode ser liberada de casa dessa forma, sem alterar sua própria consciência do que é ser uma esposa e mãe católica.
Por conseguinte, isso só pode ser tolerado como um mal inevitável e necessário, e desde que seja apenas considerado um arranjo temporário, de curto prazo, e onde um esforço máximo é feita pela mãe e pelo marido para minimizar os efeitos negativos. No entanto, seria muito errado afirmar que isso é uma coisa boa, ou aprovada e autorizada pela Igreja. É na melhor das hipóteses um mal inevitável e necessário, pelo qual se deveria se desculpar, e nunca se gabar.

Original :

Padre Peter Scott é da FSSPX.

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

A educação religiosa do filho começa nos joelhos dobrados da mãe



A educação não pode ser eficaz sem a instrução religiosa, a qual deve começar nos joelhos da mãe.



Ó mães cristãs, ensinai a vossos filhos a amar a Deus, o Pai nosso bondossímo que está no céu ... que nos criou ... , que nos conserva em vida, que incessantemente nos dá novos benefícios.


Infundi, em seus coraçõezinhos o santo temor de Deus, que sempre está presente, porque está em toda parte, que tudo vê, tudo ouve e a todos recompensa ou castiga.


Oh! inspirai-lhes um grande horror ao pecado, que ofende a Deus, atrai os castigos e merece o inferno.


O coração dos pequenos, como cera mole, receberá impressões salutares, que dificilmente se apagarão. A medida que crescem, continuai a subministrar-lhes uma educação religiosa mais sólida e completa. Habituai-os em tempo à oração, à freqüentar a Igreja, a prática dos Sacramentos. Enviai-os ao Catecismo*, às prédicas e instruções sobre religião. Ensinai-lhes a rezar e exigi que rezem bem: isto é, devagar, recolhidos, devotos, com todo o respeito que se deve a Deus, e ao lugar santo que é a Igreja.


Observai bem: quando e como vossos filhos perdem o amor à Igreja, à oração e aos Sacramentos?

Quando começam a rezar mal, a perder o respeito ao lugar santo, e a aproxirmar-se dos Sacramentos da Confissão e da Comunhão com indiferença e sem respeito. Vós também rezai cada dia com eles, para que o Bom Deus vo-los conserve sempre bons. Os filhos são vossas jóias as mais preciosas.


Trecho do livro “Casai-vos bem” - Pe.Luís Chiavarino - pág 114-115

Créditos ao excelente blog 


Santa Teresinha fala sobre sua Primeira Comunhão


Raiou, enfim, o "mais belo de todos os dias". Quão inefáveis não são as recordações que na alma me deixaram as mínimas circunstâncias dessa data do Céu!... A alegre alvorada, os respeitosos e afetuosos ósculos das mestras e das colegas maiores... O salão nobre, repleto de tufos cor de neve, com os quais cada criança se via adornada por sua vez... Acima de tudo, a entrada na Capela e a entoação matinal do lindo cântico: "O Santo Altar, que de Anjos sois rodeado!"

Não quero, contudo, descer a pormenores. Coisas há que perdem a fragrância, quando expostas ao ar. Existem pensamentos da alma que não se podem traduzir em linguagem terrena, sem perderem o sentido autêntico e celestial. São como a "pedrinha branca que se dará ao vencedor, sobre a qual está escrito um nome, que ninguém CONHECE, senão QUEM a recebe. (Ap 2,17). Ah! como foi afetuoso o primeiro ósculo de Jesus à minha alma!...

Foi um ósculo de amor. Sentia-me amada, e de minha parte dizia: "Amo-vos, entrego-me a Vós para sempre". Não houve pedidos, nem porfias, nem sacrifícios. Desde muito, Jesus e a pobre Teresinha se tinham olhado e compreendido. Naquele dia, porém, já não era um olhar, era uma fusão. Já não eram dois, Teresa desvanecera, como a gota de água que se dilui no bojo do oceano. Ficava só Jesus, era Ele o Senhor, o Rei. Teresa pedira-lhe tirasse sua liberdade, pois sua liberdade lhe fazia medo. Sentia-se tão fraca, tão frágil, que desejava permanecer para sempre unida à Força Divina!... Sua alegria era grande demais, era profunda demais, para que a pudesse represar. Não tardou em debulhar-se em deliciosas lágrimas, com grande espanto das colegas que, mais tarde, diziam entre si: "Por que será que chorou? Sentiria algo que a acabrunhasse?... Não será, antes, por não ver junto a si a própria mãe ou a irmã, que é carmelita, a quem tanto ama?" - Não compreendiam que, ao descer a um coração toda a alegria do Céu, não a pode suportar um coração banido, sem derramar lágrimas... Oh! não! A ausência de Mamãe não me contristava no dia de minha Primeira Comunhão. Não estava o Céu dentro de mim, e nele não tinha Mamãe desde muito tomado lugar? Desta forma, quando recebi a visita de Jesus, recebi também a de minha querida Mãe, que me abençoava e se regozijava com minha felicidade...

Não chorava, outrossim, a ausência de Paulina. Sem dúvida alguma, ficaria contente, se a visse ao meu lado, mas desde muito meu sacrifício estava aceito. Nessa data, meu coração se encheu só de alegria. Uni-me a ela, que irrevogavelmente se dava Àquele que tão amorosamente se dava a mim!...


Sta Teresinha de Lisieux, História de Uma Alma
Créditos ao blog: anjosdeadoracao.blogspot.com.br