domingo, 28 de abril de 2013

A Cruz: nada é tão útil e tão agradável


Mas se, ao contrário, vocês sofrem da forma correta, a cruz se tornará um jugo fácil e leve, visto que o próprio Cristo a carregará convosco. Dará asas a vocês para elevá-los aos céus; se tornará o mastro do seu navio, conduzindo-os direta e facilmente ao porto da salvação. Carregue sua cruz pacientemente, e será uma luz em sua escuridão espiritual, porque aquele que nunca sofreu provas é ignorante. Carregue sua cruz alegremente e você ficará completo com o amor divino; porque somente sofrendo podemos residir no puro amor de Cristo. Rosas são encontradas somente entre os espinhos. É a cruz sozinha que alimenta nosso amor de Deus, como a madeira é o combustível que alimenta o fogo. Lembre do belo dito na "Imitação de Cristo ", "Conforme você faça violência a si mesmo, sofrendo pacientemente, assim você progredirá" no amor divino. 

Não espere qualquer coisa daquelas pessoas sensíveis e preguiçosas que rejeitam a cruz quando ela deles se aproxima, e que são cuidadosos em não procurar por cruzes. O que eles são senão uma terra inculta que não produzirá nada a não ser espinhos porque não foi trazida à tona, trabalhada e modificada por um lavrador experimentado? Elas são como água podre, que é inadequada tanto para lavar quanto para beber. 

Carregue sua cruz alegremente e você encontrará nela uma força toda-poderosa que nenhum de nossos inimigos será capaz de resistir, e você encontrará nela um prazer além de tudo aquilo que você já conheceu. Realmente, irmãos, o verdadeiro paraíso terrestre é encontrado no sofrimento por Cristo. Pergunte a qualquer dos santos, e eles lhe contarão que eles nunca experimentaram um banquete mais delicioso para o espírito do que o experimentar os graves tormentos.

"Deixe todos os tormentos do demônio virem sobre mim," disse Santo Inácio, o Mártir. "Deixe-me sofrer ou morrer," disse Santa Teresa de Avila. "Não morrer sem sofrer," disse Santa Maria Madalena de Pazzi. "Eu posso sofrer e ser desprezada pelo seu propósito," disse o Bendito João da Cruz. E muitos outros têm falado nos mesmos termos, como nós lemos sobre suas vidas.

Meus queridos irmãos e irmãs, tenham fé na palavra de Deus, porque o Espírito Santo nos diz que quando nós sofremos alegremente por Deus, a cruz é a fonte de todo tipo de alegria para toda espécie de pessoas. A alegria que vem da cruz é muito maior que a de um homem pobre que repentinamente herda uma fortuna, ou de um camponês que é levado ao trono; maior do que a alegria de um negociante que se torna milionário; do que a de um líder militar sobre as vitórias que ele obteve; do que a dos prisioneiros libertos de suas correntes. Em resumo, imaginem maior alegria do que a que pode ser experimentada na terra, e entenda então que a felicidade de alguém que tolera seus sofrimentos no caminho da justiça contém, e até sobrepuja, todos elas.

Fonte: Carta aos Amigos da Cruz - São Luiz de Montfort

Fonte:

sábado, 27 de abril de 2013

Os Pecados Contra o Espírito Santo


Todo o que tiver falado contra o Filho do Homem será perdoado. Se, porém, falar contra o Espírito Santo, não alcançará perdão nem neste século nem no século vindouro. (Mt. 12,32)
Quanto pior castigo julgais que merece quem calcar aos pés o Filho de Deus, profanar o sangue da aliança, em que foi santificado, e ultrajar o Espírito Santo, autor da graça! (Hb. 10,29)
O pontificado do Papa São Pio X de 1903 a 1914 – em seu Catecismo Maior, ensinou que são seis os pecados contra o Espírito Santo:
O pecado contra o Espírito Santo consiste na rejeição da graça de Deus; é a recusa da salvação. Implica numa rejeição completa à ação, ao convite e à advertência do Espírito Santo.
1º – Desesperar da salvação: quando a pessoa perde as esperanças na salvação, achando que sua vida já está perdida e que ela se encontra condenada antes mesmo do Juízo. Julga que a misericórdia divina é pequena. Não crê no poder e na justiça de Deus.
2º – Presunção de salvação, ou seja, a pessoa cultiva em sua alma uma idéia de perfeição que implica num sentimento de orgulho. Ela se considera salva, pelo que já fez. Somente Deus sabe se aquilo que fizemos merece o prêmio da salvação ou não. A nossa salvação pode ser perdida, até o último momento da nossa vida, e Deus é o nosso Juiz Eterno. Devemos crer na misericórdia divina, mas não podemos usurpar o atributo divino inalienável do Juízo.
O simples fato de já se considerar eleito é uma atitude que indica a debilidade da virtude da humildade diante de Deus. Devemos ter a convicção moral de que estamos certos em nossas ações, mas não podemos dizer que aos olhos de Deus já estamos definitivamente salvos.
Os calvinistas, por exemplo, afirmam a eleição definitiva do fiel, por decreto eterno e imutável de Deus.
A Igreja Católica ensina que, normalmente, os homens nada sabem sobre o seu destino, exceto se houver uma revelação privada, aceita pelo sagrado magistério. Por essa razão, os homens não podem se considerar salvos antes do Juízo.
3º – Negar a verdade conhecida como tal pelo magistério da Santa Igreja, ou seja , quando a pessoa não aceita as verdades de fé (dogmas de fé), mesmo após exaustiva explicação doutrinária. É o caso dos hereges.
Considera o seu entendimento pessoal superior ao da Igreja e ao ensinamento do Espírito Santo que auxilia o sagrado magistério.
4º - Inveja da graça que Deus dá aos outros. A inveja é um sentimento que consiste em irritar-se porque o outro conseguiu algo de bom. Mesmo que você possua aquilo ou possa ganhar um dia. É o ato de não querer o bem do semelhante. Se eu invejo a graça que Deus dá a alguém, estou dizendo que aquela pessoa não merece tal graça, me tornando assim o juiz do mundo. Estou me voltando contra a vontade divina imposta no governo do mundo. Estou me voltando contra a Lei do Amor ao próximo. Não devemos invejar um bem conquistado por alguém. Se este bem é fruto de trabalho honrado e perseverante, é vontade de Deus que a pessoa desfrute daquela graça.
5º – A obstinação no pecado é a vontade firme de permanecer no erro mesmo após a ação de convencimento do Espírito Santo. É não aceitar a ética cristã. Você cria o seu critério de julgamento ético. Ou simplesmente não adota ética nenhuma e assim se aparta da vontade de Deus e rejeita a Salvação.
6º – A Impenitência final é o resultado de toda uma vida de rejeição a Deus: o indivíduo persiste no erro até o final, recusando arrepender-se e penitenciar-se, recusa a salvação até o fim. Consagra-se ao Adversário de Cristo. Nem mesmo na hora da morte tenta se aproximar do Pai, manifestando humildade e compaixão. Não se abre ao convite do Espírito Santo definitivamente.
Fonte: Catecismo Maior de São Pio X.

quinta-feira, 25 de abril de 2013

A Saudação "Salve Maria"



Nada mais suave para os ouvidos de Maria do que a voz de seus filhos, dirigindo-lhe a saudação angélica. Esta saudação faz estremecer-lhe o coração, como no dia da Anunciação. O fato seguinte o prova com evidência, e se deu com São Bernardo, um dos mais ilustres servos de Maria.

No meio do século XII, existia nas florestas que separam as Flandres do Brabante uma ermida de religiosos beneditinos, célebre sob o nome de abadia de Afligem. Bernardo, percorrendo a Alemanha para pregar a segunda Cruzada, foi descansar alguns dias no piedoso convento. Uma estátua de Maria estava no fundo do claustro, na grande galeria. Com o divino filho nos braços, Maria parecia olhar com ternura para os religiosos que ali passavam. Bernardo dirigia-lhe a saudação angélica todas as vezes que passava diante dela:

— Ave, Maria! — dizia ele.

Um dia, ajoelhou-se aos pés da imagem, repetindo com efusão sua saudação favorita. No momento em que acabava de dizer “Ave, Maria!”, da imagem Maria respondeu:

— Ave, Bernardo! — Eu te saúdo, ó Bernardo!

É impossível descrever a impressão que estas palavras produziram nos circunstantes, e em particular na alma de Bernardo. Estremeceu, como Santa Isabel no dia da Visitação, quando Maria a saudou: “E donde me vem esta felicidade — exclamou Isabel — que a mãe de meu Senhor se digne visitar-me?” (São Lucas 1, 43). Sem dúvida, a alma de Bernardo, ouvindo a voz de sua Mãe bem amada, derreteu-se de amor como a da esposa dos cânticos: “Minha alma desfez-se em ternura ao som maravilhoso de sua voz”.

Ao retirar-se, o santo abade de Claraval deixou na abadia a parte superior de seu báculo, como penhor de agradecimento. A estátua conservou-se milagrosamente no claustro até o ano de 1580, época em que foi despedaçada, e o convento saqueado pelos protestantes. Dos pedaços recolhidos, fizeram-se duas novas estatuazinhas à imitação da antiga. Uma delas venera-se ainda, na igreja dos beneditinos de Termonde.

(“Maria ensinada à mocidade” - Livraria Francisco Alves, 1915).

Fonte:

O Grande Castigo



O Grande Castigo anterior à Segunda Vinda de Nosso Senhor é algo desconhecido pela maioria dos católicos. Sobre isto, há um artigo revelador do famoso articulista espanhol, Pe. Benjamín Martín Sánchez. Este documento é o ponto de partida:

Algumas considerações a respeito:


1. O Grande Castigo encontra-se na revelação pública. O Pe. Martín assinala algumas passagens da Bíblia. Há dezenas:
Objeçãoos intérpretes geralmente relacionaram estas passagens ao Juízo Final.
Resposta: o ponto é opinável.


Isaías 29, 6: “E será isto coisa repentina e inesperada. O Senhor dos Exércitos visitará esta multidão em de trovões e terremotos, e grande estrondo de tufões e tempestades, e de chamas de um fogo devorador”.
Isaías 47, 11: “Cairá sobre ti a desgraça, e não saberás donde nasce: e  cairá sobre ti uma calamidade, que não poderás afastar com vítimas de expiação: virá repentinamente sobre ti uma imprevista miséria.” Jeremias 23, 19-20: “Eis que aquí se levantará o torvelinho da indignação divina, e a tempestade, rompendo a nuvem, descarregará sobre a cabeça dos ímpios… nos últimos dias é que compreendereis seu desígnio”.
Jeremias 30, 23: “Mas eis que aqui o torvelinho do Senhor, o furor que está respirando, a iminente tempestade, tudo descarregará sobre a cabeça dos ímpios. 24 Não apaziguará o Senhor o furor de sua indignação, até que tenha executado e cumprido os desígnios de seu coração: no fim dos tempos entendereis estas coisas”. Zacarias 14, 6: “E naquele dia não haverá luz, senão unicamente frio e gelo. 7 E virá um dia que é conhecido somente do Senhor, que não será nem dia, nem noite; mas ao fim da tarde, aparecerá a luz”. 
A Providência tem reservado um meio imprevisto, que fará de um só golpe o que teria demorado muito tempo seguindo o curso normal das coisas”(Venerável Frei Jacinto Coma).
Repentinamente acabará a Revolução por um milagre que causará o assombro do universo” (Petite Marie des Terreaux).
2Ao Grande Castigo se referem, igualmente, uma grande quantidade de revelações privadas. Desde a “Didaché” e “O Pastor de Hermas” até La Sallete e Akita, uma grande quantidade de profecias nos anunciam um grande castigo por meio do fogo nos últimos tempos. No documento a que corresponde este link:
diz-se que
“As profecias referentes à grande punição que precederá a um extraordinário triunfo da Igreja são inumeráveis. Todas convergem para a Mensagem de Fátima, que é sua confirmação, feita pela própria Virgem Mãe de Deus. 
É possível observar algumas características das mesmas: 
1) Não se contradizem umas com as outras, senão que se completam e se ampliam.
2) El Castigo virá de uma maneira inesperada, quando tudo parecer perdido.
Será terrivelmente exterminador.
4) Ademais de guerras, epidemias, convulsões naturais etc., haverá uma intervenção direta e visível dos demônios e das legiões angélicas.
O triunfo da Causa Católica se produzirá com um grande golpe da Providência e a Revolução cairá "colapsada" instantaneamente.
3. Segundo se depreende da leitura e da análise destas revelações, ao 

Grande Castigo seguirá uma grande restauração da Igreja e do mundo.

Prova por Fátima“... e será concedido ao mundo um tempo de paz". Aqui surge uma dúvida: quanto tempo durará essa restauração ou paz? Sobre a duração, se pode supor razoavelmente que ela será de séculos.

ObjeçãoLa Sallete parece dizer que essa paz durará só 25 anos: "Esta paz entre os homens não será larga; vinte e cinco anos de colheitas abundantes far-lhes-ão esquecer que os pecados dos homens são a causa de todos os castigos que ocorrem na Terra."

Resposta: não diz que a paz durará 25 anos, senão que em algum momento posterior ao início desse período de paz, haverá 25 anos seguidos de boas colheitas que farão esquecer, etc. O que causará a nova decadência? Não o sabemos, mas como nem o “Grande Castigo” nem a “Paz de Maria” tirarão da humanidade os efeitos do pecado original, é normal que haja novas crises.

4. A leitura das diversas profecias permite afirmar que o Grande Castigo consistirá em uma "chuva de fogo" que se produzirá durante "três dias de trevas". Um e outro fenômeno serão de índole milagrosa. A revelação da chuva de fogo e a igualmente reiterada profecia (presente tanto na revelação pública como na privada) dos “Três Dias de Escuridão” se identificam: são o mesmo “Grande Castigo” prévio à Parúsia, que também recebe o nome de “Juízo das Nações”.

5. É mais: este Grande castigo, que produzirá a morte de todos os malvados, dos inimigos de Deus, o extermínio de 2/3 (o ¾) da humanidade seria o meio pelo qual se produziria o Triunfo do Coração Imaculado de Maria. Deve-se notar que tal matança universal seria a maneira mais antiliberal de acabar com o liberalismo.

6. As datas... Este é um terreno muito resvaladiço, mas algo se pode conjecturar. A este respeito, tenha-se em conta que Malachi Martin disse conhecer o conteúdo do Terceiro Segredo de Fátima e assinalou, entre outras coisas, que até 2017 tudo o que fosse referente a esse segredo já se teria cumprido. O estigmatizado Ruffini disse, por sua vez, que o sucessor do Papa Bento XVI consagrará Rússia ao Coração Imaculado:
Há duas datas próximas muito significativas:

•         No ano 2017, a 100 anos de Fátima, poderia sobrevir o Grande Castigo ou outro castigo tremendo por não se ter consagrado a Rússia. Guerra nuclear, mundial o européia? Ler este excelente artigo:

•       Outra data chave é 2029, aos 100 anos exatos do pedido de consagração da Rússia. Interessante: 1959 é o primeiro ano do pontificado do primeiro Papa liberal, João XXIII (eleito em outubro de 1958). Neste ano o Papa anuncia o fatídico Vaticano II. Até 2029 são exatamente 70 anos, mesmo tempo que durou o cativeiro babilônico. A ocupação da Igreja por parte da seita liberal e modernista duraria os mesmos 70 anos.
E o Anticristo? Pode reinar na crise final e definitiva, posterior aos séculos da Paz de Maria; pode reinar logo após a guerra mundial-nuclear (2017?) e antes do Grande Castigo (2029?), etc.

Objeção: São Paulo parece dizer que o Anticristo será morto por Cristo em sua Parúsia: "E então será manifestado aquele iníquo, a quem o Senhor Jesus matará com o sopro de sua boca e destruirá com o resplendor de sua vinda" (2 Tes. 2, 8).

Resposta: a expressão “com o sopro de sua boca” admite diversas interpretações. A frase"com o resplendor de sua vinda" poderia indicar algo prévio à Parúsia. Acaso o mesmo fogo do Grande Castigo poderia ser como um resplendor da futura vinda de Nosso Senhor?


P. Miguel de Maria
Março de 2013.

Retirado do site: http://www.nossasenhoradasalegrias.com.br/

terça-feira, 23 de abril de 2013

AS SETE EXCELÊNCIAS DA BATINA


Por Padre Jaime Tovar Patrón
.
1ª RECORDAÇÃO CONSTANTE DO SACERDOTE
.
Certamente que, uma vez recebida a ordem sacerdotal, não se esquece facilmente. Porém um lembrete nunca faz mal: algo visível, um símbolo constante, um despertador sem ruído, um sinal ou bandeira. O que vai à paisana é um entre muitos, o que vai de batina, não. É um sacerdote e ele é o primeiro persuadido. Não pode permanecer neutro, o traje o denuncia. Ou se faz um mártir ou um traidor, se chega a tal ocasião. O que não pode é ficar no anonimato, como um qualquer. E logo quando tanto se fala de compromisso! Não há compromisso quando exteriormente nada diz do que se é. Quando se despreza o uniforme, se despreza a categoria ou classe que este representa.
.
2ª PRESENÇA DO SOBRENATURAL NO MUNDO
.
Não resta dúvida de que os símbolos nos rodeiam por todas as partes: sinais, bandeiras, insígnias, uniformes… Um dos que mais influencia é o uniforme. Um policial, um guardião, é necessário que atue, detenha, dê multas, etc. Sua simples presença influi nos demais: conforta, dá segurança, irrita ou deixa nervoso, segundo sejam as intenções e conduta dos cidadãos. Uma batina sempre suscita algo nos que nos rodeiam. Desperta o sentido do sobrenatural. Não faz falta pregar, nem sequer abrir os lábios. Ao que está de bem com Deus dá ânimo, ao que tem a consciência pesada avisa, ao que vive longe de Deus produz arrependimento. As relações da alma com Deus não são exclusivas do templo. Muita, muitíssima gente não pisa na Igreja. Para estas pessoas, que melhor maneira de lhes levar a mensagem de Cristo do que deixar-lhes ver um sacerdote consagrado vestindo sua batina? Os fiéis tem lamentado a dessacralização e seus devastadores efeitos. Os modernistas clamam contra o suposto triunfalismo, tiram os hábitos, rechaçam a coroa pontifícia, as tradições de sempre e depois se queixam de seminários vazios; de falta de vocações. Apagam o fogo e se queixam de frio. Não há dúvidas: o “desbatinamento” ou “desembatinação” leva à dessacralização.
.
3ª É DE GRANDE UTILIDADE PARA OS FIÉIS
.
O sacerdote o é não só quando está no templo administrando os sacramentos, mas nas vinte e quatro horas do dia. O sacerdócio não é uma profissão, com um horário marcado; é uma vida, uma entrega total e sem reservas a Deus. O povo de Deus tem direito a que o auxilie o sacerdote. Isto se facilita se podem reconhecer o sacerdote entre as demais pessoas, se este leva um sinal externo. Aquele que deseja trabalhar como sacerdote de Cristo deve poder ser identificado como tal para o benefício dos fiéis e melhor desempenho de sua missão.
.
4ª SERVE PARA PRESERVAR DE MUITOS PERIGOS
.
A quantas coisas se atreveriam os clérigos e religiosos se não fosse pelo hábito! Esta advertência, que era somente teórica quando a escrevia o exemplar religioso Pe. Eduardo F. Regatillo, S.I., é hoje uma terrível realidade. Primeiro, foram coisas de pouca monta: entrar em bares, lugares de recreio, diversão, conviver com os seculares, porém pouco a pouco se tem ido cada vez a mais. Os modernistas querem nos fazer crer que a batina é um obstáculo para que a mensagem de Cristo entre no mundo. Porém, suprimindo-a, desapareceram as credenciais e a mesma mensagem. De tal modo, que já muitos pensam que o primeiro que se deve salvar é o mesmo sacerdote que se despojou da batina supostamente para salvar os outros. Deve-se reconhecer que a batina fortalece a vocação e diminui as ocasiões de pecar para aquele que a veste e para os que o rodeiam. Dos milhares que abandonaram o sacerdócio depois do Concílio Vaticano II, praticamente nenhum abandonou a batina no dia anterior ao de ir embora: tinham-no feito muito antes.
.
5ª AJUDA DESINTERESSADA AOS DEMAIS
.
O povo cristão vê no sacerdote o homem de Deus, que não busca seu bem particular se não o de seus paroquianos. O povo escancara as portas do coração para escutar o padre que é o mesmo para o pobre e para o poderoso. As portas das repartições, dos departamentos, dos escritórios, por mais altas que sejam, se abrem diante das batinas e dos hábitos religiosos. Quem nega a uma monja o pão que pede para seus pobres ou idosos? Tudo isto está tradicionalmente ligado a alguns hábitos. Este prestígio da batina se tem acumulado à base de tempo, de sacrifícios, de abnegação. E agora, se desprendem dela como se se tratasse de um estorvo?
.
6ª IMPÕE A MODERAÇÃO NO VESTIR
.
A Igreja preservou sempre seus sacerdotes do vício de aparentar mais do que se é e da ostentação dando-lhes um hábito singelo em que não cabem os luxos. A batina é de uma peça (desde o pescoço até os pés), de uma cor (preta) e de uma forma (saco). Os arminhos e ornamentos ricos se deixam para o templo, pois essas distinções não adornam a pessoa se não o ministro de Deus para que dê realce às cerimônias sagradas da Igreja. Porém, vestindo-se à paisana, a vaidade persegue o sacerdote como a qualquer mortal: as marcas, qualidades do pano, dos tecidos, cores, etc. Já não está todo coberto e justificado pelo humilde hábito religioso. Ao se colocar no nível do mundo, este o sacudirá, à mercê de seus gostos e caprichos. Haverá de ir com a moda e sua voz já não se deixará ouvir como a do que clamava no deserto coberto pela veste do profeta vestido com pêlos de camelo.
.
7ª EXEMPLO DE OBEDIÊNCIA AO ESPÍRITO E LEGISLAÇÃO DA IGREJA
.
Como alguém que tem parte no Santo Sacerdócio de Cristo, o sacerdote deve ser exemplo da humildade, da obediência e da abnegação do Salvador. A batina o ajuda a praticar a pobreza, a humildade no vestiário, a obediência à disciplina da Igreja e o desprezo das coisas do mundo. Vestindo a batina, dificilmente se esquecerá o sacerdote de seu importante papel e sua missão sagrada ou confundirá seu traje e sua vida com a do mundo.
.
O autor: Padre Jaime Tovar Patrón, coronel capelão, ocupou importantes responsabilidades no Vicariato Castrense. Oriundo de Extremadura, Espanha, foi grande orador sacro. Autor do livro Los curas de la Cruzada, autêntica enciclopédia dos heróicos sacerdote que desenvolveram seu trabalho pastoral entre os combatentes da gloriosa Cruzada de 1936. É, ademais, uma história do sacerdócio castrense. Faleceu em janeiro de 2004.
.
—–
Fonte: São Pio V

domingo, 21 de abril de 2013

Catecismo Colorido

Ave Maria Purissíma!

          Nossa Senhora Rainha da Paz, primeira padroeira da nossa Congregação, proteja-nos a todos e nos guarde.

   Santa Teresinha do Menino Jesus segunda padroeira derrame uma chuva de rosas sobre sua vidas.

   São São Luís Maria Grignion de Montfort terceiro padroeiro, de a graça da santa escravidão verdadeira.


   Avisar quando der sua esmola para:  escravasdemaria@hotmail.com


O Catecismos ilustrado pre-laçamento:

1.º- Catecismo para crianças: tamanho médio, todo ilustrado/colorido, no papel couchê Formato: 21 x 15cm nº de pág: 40 pag's  R$ 8,00

 livro reeditado da edição de 1953, analisado e aprovado a reedição por Dom Tomás de Aquino - Prior do Mosteiro da Santa Cruz de Nova Friburgo.


background image


Compra de um catecismo R$8,00.
10 catecismo desconto de R$7,50.

20 catecismo desconto de R$7,00.

30 catecismo desconto deR$6,50 .

40 catecismo desconto deR$6,00 .

Acima de 40 catecismo desconto deR$5,50 .




Banco Bradesco Agência 73 Dígito 6 (dependendo do banco não precisa)
Conta Corrente 106071-6
Ass e Com Domina Nostra Regina Pacis
CNPJ 002983690001-22
ou
Banco: Brasil 001
Agência: 3321 Dígito: 9 
Conta corrente: 47088-0.
 Antônia    
Campo Grande-Mato Grosso do Sul
escravasdemaria@hotmail.com


ACESSE;



.

A Importância do Rosário em Família




Caros Amigos e Benfeitores,

  
Para o mês de Maria, e para o dia de Santa Mônica, em particular, vou deixar que uma mãe (e avó) escreva esta carta para vocês. É um artigo intitulado "Reflexões sobre o Rosário em Família". Aqueles de vocês que já a leram na edição de outubro-novembro do ano passado na Catholic Mothers Exchange, certamente não se importarão de que seja levada a um público mais amplo:

"O Rosário será uma arma poderosa contra o inferno, destruirá o vício, diminuirá o pecado, e derrubará as heresias." Essa é uma das 15 promessas feitas a São Domingos e ao Beato Alan pela Mãe de Deus, Nossa Senhora do Rosário.

Por quase 20 anos nós temos rezado o rosário em família com filhos e, agora, netos. Essa prática maravilhosa não faz parte da minha herança (eu me converti aos 30). Portanto, era uma prática realizada sem convicções promovidas pela experiência frutífera ou observação, mas apenas por obediência ao pedido de Nossa Senhora de Fátima para que as famílias orassem juntas diariamente o Santo Rosário.

Durante esses 20 anos, a observável imagem de 15 minutos da família em oração tem sido quase sempre muito diferente do tradicional, lindo e calmo retrato da família reunida para o rosário. Você sabe de qual imagem estou falando: o pai de terno e gravata, ajoelhando-se em pé em frente à estátua de Nossa Senhora, a imagem do Sagrado Coração de Jesus na prateleira sobre a lareira, toda a família se juntando a ele com reverência, cada um igualmente bem-vestido e de pé - exceto a avó ou a mãe, que é retratada na cadeira de balanço com o bebê calmamente sentado em seu colo.

O contraste entre o nosso momento para o rosário em família e esta imagem serena usada me faz pensar: "O que eu fiz de errado? Onde eu falhei?" Nosso momento de oração do rosário ao longo dos anos foi mais ou menos assim:

A mãe chama: "hora do Rosário. Hora do rosário." O de oito anos de idade rapidamente corre para a porta ao lado. Ele diz que logo vai estar de volta. A família se reúne e impaciente espera.

O adolescente diz: "Eu sempre rezo o rosário. Hoje eu não posso porque eu tenho que sair."
 
A mãe, com um exercício monumental de autocontrole, diz, "A saída deve esperar! Nossa Mãe do Céu nos pediu para rezar o nosso rosário em conjunto." O de oito anos de idade retorna e começa o rosário.

Então, em diferentes graus em cada dia, as interrupções seguintes sem exceção ocorrem:
 
A campainha toca. O visitante é convidado a se juntar a nós ou é rapidamente despachado. O bebê cospe, ou pior, e tem de ser cuidado. O de dois anos de idade tem um acesso de raiva e tem que levar umas palmadas. O telefone toca. É ligação de longa distância. Os de oito e dez anos de idade discutem sobre seu posicionamento na sala e empurram um ao outro para frente e para trás, cada qual reivindicando que o outro usurpou seu lugar, até que eles são separados. O de 15 anos de idade, que está morrendo de vontade de jogar beisebol, seguido de um rápido jogo de basquete, é vencido por uma fraqueza inexplicável que exige que ele se espreguice no sofá ou fique deitado. Isto exige que eu o cutuque e o ameace silenciosamente até que ele supere essa doença misteriosa.

Eu me lembro até mesmo de uma festa de família, quando todos os 60 (ou quase) convidados corajosamente se reuniram (tem que se ter uma certa dose de coragem para chamar o adolescente no jogo para rezar) na quente sala da frente para rezar o rosário: as janelas estavam abertas, os bebês estavam quietos, e assim o diabo enviou o cão no quintal para sentar do lado de fora da janela e uivar de vez em quando pelos 20 minutos seguintes!

Oh, ajude-nos, Mãe querida. Isso é rezar o santo rosário, meditando sobre os mistérios da vida de Nosso Senhor, como a senhora pediu? Parece que isso é o melhor que podemos fazer. Sinto muito.

Essa tem sido a imagem diária do momento do rosário. No entanto, agora eu posso ver a imagem com uma visão cumulativa de longo prazo. Os filhos crescendo, se casando, e tendo sua própria família. Eles mantiveram a Fé verdadeira, tradicional, através deste tempo tumultuado de erros na Igreja. Um deles escolheu a vida religiosa. Os bebês são agora adolescentes e eles ainda estão rezando o rosário. Seus rostos ainda brilham com a beleza da pureza e inocência, mesmo com um jeito um pouco rebelde, às vezes.

Deo gratias! Obrigada, Senhor, pela graça da Fé. ‘Obrigada, Mãe querida, pelo Santo Rosário. Um dia de cada vez, e os frutos não são observáveis. Devemos simplesmente seguir em frente e perseverar através de todas as distrações e interrupções da vida.’ Do ponto de vista desta avó, eu vejo muitas famílias que estão sendo bem sucedidas na prática da verdadeira Fé. Quase sem exceção, eu acho que elas rezam o rosário. E o inverso é verdadeiro. Pode se observar que uma família após a outra, ao longo dos anos e gerações, foram escorregando para mais longe dos ensinamentos tradicionais da Igreja, e abandonaram ou nunca rezaram o rosário em família.

Famílias jovens, não se preocupem com o caos familiar normal no momento da oração. Assim é a vida, e é inevitável. Apenas façam o melhor que puderem e, ao passo que as crianças crescem, continuem a tê-las com vocês na hora do rosário. Não afrouxem. Afinal, o pedido para rezar o rosário em família não vem da gente. Ele vem da nossa Mãe do Céu, e Deus abençoa a nossa intenção. O rosário em família é a necessidade da família. O vicio, o pecado e as heresias desenfreadas no mundo não podem ser combatidos em um nível intelectual somente. Precisamos da ajuda sobrenatural, e temos a promessa de que iremos recebê-la pela recitação diária do rosário. Esta é a defesa que precisamos na batalha contra os nossos adversários, os principados e potestades, e é prometido a nós através da simples recitação do rosário de Nossa Senhora. Apesar das campainhas, dissensões, cães, e distrações, vamos nos unir e permanecer unidos sob a proteção de Nossa Senhora como um exército de famílias rezando o Santo Rosário. Nossa Senhora do Rosário, rogai por nós!”

Final do artigo. Ele, explicitamente, advoga de modo eloquente pelo rosário em casa, mas implicitamente também nos lembra de uma grande verdade: a santidade deve ser trabalhada diariamente, ao ponto, pode-se dizer, que se a santidade não for trabalhada diariamente, não é de verdade.

Em outras palavras, uma vida agradável a Deus é plantada, é regada, e cresce nas ocorrências cotidianas ordinárias dessa vida, e não nas ocorrências extraordinárias. Eu quero pensar que essas orações extras, que a devoção extra, que a sensação pretensiosa extra em meu peito me faz um santo, mas isso não é verdade – como seria simples se fosse! Ao contrário, o Senhor Deus certamente registra o cumprimento do mandamento que eu empregar para proveito Dele por uma hora ou então cada manhã de domingo, mas Ele também está registrando sexta à noite ou segunda de manhã, quando eu acho que Ele não está tão preocupado, e de fato a minha pontuação em seus livros é a média ao longo das 168 horas de minha semana, ou sobre as 8.760 horas do meu ano. Por isso, a santidade de apenas algumas dessas horas é uma santidade de pontuação baixa.
 
Mas nossas vidas comuns compõem o grande número de horas de nossa vida. Por isso é melhor que a santidade esteja nas horas normais de nossas vidas, ou não vai ser de verdade. Tentações resistidas, dia após dia, paciência praticada, hora a hora, preferir os interesses de Deus, semana após semana, Deus amado, minuto a minuto – é aí onde a santidade está.

É lógico. Como Deus poderia ter nos dado tão pouco tempo na terra para merecer o nosso lugar no Céu (70 anos passam rápido, jovens, acreditem em mim), se o Céu não fosse merecido pelas atividades corriqueiras em que passamos grande parte do tempo? Tenhamos o cuidado de dar a Deus os momentos extraordinários não mais que os momentos comuns, mas em lugar de momentos comuns como um domingo passado em forma extra piedosa para compensar, em vez de corrigir, nosso desprezo a Deus de segunda a sábado. Ou como o impecável cômodo onde guardamos toda a nossa melhor mobília, mas onde quase nunca ficamos - a vida real se passa na cozinha -, a santidade não é a perfeição sob uma camada leve de pó. A santidade é na cozinha, por assim dizer, ou é nada.
 
Com essa sábia percepção de que a santidade está nas coisas comuns, em geral, o artigo também sabiamente sugere que a vontade de Deus vem através da rotina diária da mãe em particular. Se uma garota recebe uma educação moderna, é muito provável que ela venha a ser instruída a desprezar os trabalhos materiais domésticos - "vegetal na pia da cozinha" -, e ela vai aprender que, em vez de dar a seus filhos o tempo necessário, ela pode dar-lhes "tempo de qualidade". Mas as mães precisam encorajar exatamente aqui onde elas são atacadas: na monotonia, nas tarefas repetitivas, nos deveres materiais diários.
 
"Matéria" e "material" são palavras derivadas do latim "mater", que significa "mãe". "Material" é apenas uma letra diferente de "maternal". Pegue o que é "material" fora de "maternal" e sobra muito pouco - uma única letra! Por desígnio de Deus, a maternidade humana não se estende por apenas nove meses, mas por nove ou dezenove anos, e consiste em atender diariamente as necessidades das crianças durante esse tempo, com base em suas necessidades materiais. Que nenhuma mãe transforme em escória o material, e que ninguém despreze as mães por serem materiais. Seu amor pode ser o seu maior dom, mas seu cuidado material contínuo é o ganhador e a expressão desse amor, sem o qual pode murchar.

E que ninguém despreze a repetitividade dos deveres de casa. Por que as mães foram tão veneradas? Devido ao seu desprendimento genuíno. Como isso foi provado? Como um verdadeiro amor de Deus, pela sua ordinariedade e firmeza durante muitos anos. Na medida em que ano após ano ela deu seu amor e cuidado, não "tempo de qualidade", mas todo o tempo necessário, ela é amada como ninguém é amado na vida de uma pessoa.

É por isso que o lar que ela produziu é a verdadeira resposta para todos os tipos de males sociais para as quais não há resposta substituta. Considere esta citação do pecador arrependido, A. S., que fez uma mártir de 12 anos de idade, Maria Goretti, quando ela se recusou a pecar com ele:

"O difícil problema da pureza é em grande parte um problema de assistência, proteção, e compreensão. A santidade do amor materno purifica e preenche um vazio no coração jovem, e satisfaz um anseio de nossa natureza que, se não cumprido, se transforma facilmente em luxúria... Pureza em ambientes como o que eu vivia não é fácil para um menino. Eu contraí maus hábitos. Isso começou a me levar para baixo. Se apenas eu tivesse a minha mãe...".

Padres, sociólogos, reformadores, políticos, psicólogos, todos eles tentaram construir substitutos nos tempos modernos para o lar destruído e a família desintegrada, mas nenhuma dessas substituições é totalmente satisfatória. Mãe das mães, rogai por nós. Nossa Senhora do Santo Rosário, reconstrua nossos lares.


Com todos os bons votos e bênçãos,

Atenciosamente em Nosso Senhor,


Bispo Richard Williamson

Fonte:

Muitas almas tem medo de Deus


Confiança

Muitas almas tem medo de Deus



Poucos cristãos, mesmo entre os fervorosos, possuem essa confiança que exclui toda ansiedade e toda hesitação. Várias são as causas dessa deficiência. O Evangelho narra que a pesca miraculosa aterrou São Pedro. Com a impetuosidade habitual, ele mediu de relance a distancia infinita que separava da sua própria pequenez a grandeza do Mestre. Tremeu de terror sagrado, e prosternando-se a face contra a terra: Afastai-Vos de mim, Senhor, exclamou, que sou um pecador!

Certas almas têm, como o Apóstolo, esse terror. Elas sentem tão vivamente a própria indigência e as próprias misérias, que mal ousam aproximar-se da Divina Santidade. Parece-lhes que um Deus assim puro deveria sentir repulsão ao inclinar-Se para elas. Triste impressão, que lhes dá à vida interior uma atitude contrafeita, e, por vezes, a paralisa completamente.

Como se enganam essas almas!

Logo aproximou-Se Jesus do Apóstolo assustado: não temas! disse-lhe, e fez o homem levantar-se...

Vós também, cristãos, que do seu amor tantas provas recebestes, nada temais! Nosso Senhor receia acima de tudo que tenhais medo dEle. Vossas imperfeições, vossas fraquezas, vossa faltas, mesmo graves, vossas reincidências tão freqüentes, nada O desanimará, contando que desejeis sinceramente converter-vos. Quanto mais miseráveis sois, Ele tem compaixão de vossa miséria, mais deseja cumprir, mais junto a vós, sua missão de Salvador...

Não foi sobretudo para os pecadores que Ele veio à terra?


(Livro da Confiança, Padre Thomas de Saint-Laurent)

Fonte:

Aprendendo o Catecismo: Dos Sacramentos em geral


OS SACRAMENTOS EM GERAL



Para nos transmitir a graça, para nos fazer andar no caminho da salvação, Jesus instituiu sete cerimônias sagradas, que a Igreja chama de Sacramentos. São elas:

1 – Batismo
2 – Crisma ou Confirmação
3 – Eucaristia
4 – Confissão ou Penitência
5 – Extrema Unção
6 – Ordem
7 – Matrimônio 

 

Sacramento é um sinal sensível, instituído por Nosso Senhor Jesus Cristo para nos dar a graça santificante e as graças de cada Sacramento, e realizado durante uma cerimônia da Igreja Católica.
 
sinal sensível – é o que pode ser percebido, é o que nós podemos ver, ouvir, cheirar, segurar, perceber o gosto. Todos os Sacramentos têm uma parte sensível porque podemos vê-los e ouvi-los. Por exemplo, quando vemos a água derramada na cabeça da criança, na Igreja, sabemos que se trata de um Batismo. Chamamos o sacramento de sinal porque esta parte visível indica que se realizou uma parte invisível:
 
graça santificante e graça do Sacramento – é o que, no Sacramento, não pode ser percebido pelos sentidos. É a sua parte invisível, espiritual, é a parte mais importante. É a presença de Deus na nossa alma: sua presença santificante e sua ajuda especial ligada a cada Sacramento. Não se pode ver que uma alma fica limpa do pecado original, mas nós sabemos que aquele sinal sensível que nós vemos (a água e as palavras do Batismo) mostra que a alma ficou limpa do pecado original (graça do Batismo).
Na Crisma, a unção do óleo (sensível) representa a força da Fé, seu aperfeiçoamento (a graça invisível), mas é essa unção que realiza esse fortalecimento da Fé.
 
- O sacramento realiza aquilo que ele significa. Esta é a mais impressionante característica dos sacramentos. Eles são cerimônias eficazes, eles conferem a graça pela força própria que eles têm. Não é um sinal que dependa da nossa convicção, da nossa fé, como acontece com a água benta e os demais sacramentais. É um sinal que realiza, que faz aquilo que ele exprime. Se o rito do batismo é sinal da alma limpa do pecado original, nós sabemos com certeza de fé que, de fato, a alma batizada foi limpa do pecado original. Que a alma crismada tornou-se Soldado de Cristo, que a alma que morreu recebendo a extrema-unção foi para o juízo final preparada pela Igreja, que os nossos pecados foram verdadeiramente perdoados. E assim para todos os sacramentos.
Assim, todos os Sacramentos, com uma cerimônia percebida pelos sentidos, significam uma graça invisível, dada por Deus.

Mas de onde vem esse poder dos Sacramentos, de dar a graça? Eles têm essa força porque foi Jesus Cristo quem os instituiu. Jesus realizou cada um deles pela primeira vez e deu aos Apóstolos o poder de continuar a realizá-los.
Devemos respeitar os Sacramentos, a graça e o poder de Jesus Cristo que está neles, e recebê-los sempre dignamente. Na Missa, na Comunhão, na Confissão e em todas as cerimônias na Igreja, devemos ficar sérios, compenetrados, sem brincadeiras. Dentro da Igreja, andar devagar, mãos postas, em sinal de oração, bem vestidos por respeito às coisas sagradas que vivemos naqueles momentos. Peçamos ao Espírito Santo o dom de Piedade, para receber sempre dignamente os Sacramentos.

“O rei da França, Carlos Magno, desejava a dignidade e os direitos de Imperador e pediu-os ao Papa. Numa grande Igreja de Roma, o Papa pôs uma coroa de ouro na cabeça de Carlos Magno. Assim o Papa dava a Carlos Magno os direitos e a dignidade de Imperador. A imposição da coroa podia se ver. A dignidade e os direitos de Imperador não se podiam ver. A imposição da coroa designava a colação da dignidade de Imperador. Mas, por esta coroação, o Papa não só representava a dignidade Imperial, mas também dava verdadeiramente aquela dignidade. Na cabeça, Carlos Magno recebeu a coroa visível. Na alma, recebeu a dignidade invisível.
A coroação era um sinal sensível que dava a dignidade imperial invisível.”

A parte sensível dos Sacramentos se divide em duas: a matéria e a forma.
Cada Sacramento tem uma matéria: é aquilo que vemos, a matéria usada pelo ministro.
Cada Sacramento tem uma forma: é a frase dita pelo ministro na realização do Sacramento.
 
A parte invisível dos Sacramentos é a graça sacramental.
Vamos estudar, para cada Sacramento, a matéria, a forma e a graça sacramental.
Matéria, Forma e Graça Sacramental dos 7 Sacramentos

BATISMO:   
Matéria – água
Forma – “Eu te batizo em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.”
Graça – Apaga o pecado original – nos torna filhos de Deus – é o nascimento espiritual.
 
CRISMA:

Matéria – o óleo sagrado chamado Santo Crisma.
Forma – “Eu te marco com o Sinal da Cruz e te Confirmo com o Crisma da Salvação, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.”
Graça – Nos confirma na Fé, nos torna Soldados de Cristo – é o crescimento espiritual.
  
EUCARISTIA:

Matéria - O pão e o vinho consagrados na Santa Missa.
Forma - "Isto é o meu Corpo" - para a consagração do pão; "Este é o cálice do meu sangue, do sangue da nova e eterna aliança, mistério da Fé, que será derramado para vós e para muitos para o perdão dos pecados" -, para a consagração do vinho.
Graça - É a presença do próprio Jesus Cristo na nossa alma, com seu Corpo, Sangue, Alma e Divindade - é o alimento espiritual.
 
CONFISSÃO:

Matéria - Os pecados confessados diante do Padre.
Forma - "Eu  te absolvo dos teus pecados em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém."
Graça - O perdão dos pecados - devolve a graça santificante - é o remédio espiritual.
  
EXTREMA UNÇÃO:

Matéria - O óleo sagrado chamado Óleo dos Enfermos.
Forma - "Por esta santa unção, que o Senhor te perdoe todos os pecados que fizeste pela... (a unção é feita nos olhos, boca, ouvido, nariz, mãos e pés)."
Graça - Prepara nossa alma para ir para o Céu - apaga os pecados veniais, as imperfeições e até pecados mortais - reanima o corpo doente.
 
ORDEM:

Matéria - A imposição das mãos pelo Bispo.
Forma - A oração consecratória na ordenação sacerdotal.
Graça - Dá ao Padre o poder de celebrar a Missa e outros Sacramentos.
 
MATRIMÔNIO:

Matéria - O contrato entre os noivos.
Forma - A aceitação pública do contrato - o "sim". Graça - Capacidade de ter e educar os filhos, viverem juntos em harmonia, e buscando a vida eterna.

 (Catecismo de São Pio X)

Fonte: