quinta-feira, 10 de julho de 2014

10 de Julho: Os Santos Sete Irmãos, Mártires

10 de Julho

Os Santos Sete Irmãos, Mártires

(filhos de Santa Felicidade)
+165 
Em Roma, os santos mártires Félix e Filipe, no cemitério de Priscila; Vital, Marcial e Alexandre, no cemitério dos Jordanos; Silano no cemitério de Máximo e Januário no cemitério de Pretextato. Na sua memória conjunta se alegra a Igreja Romana que, no mesmo dia, glorifica o triunfo de todos eles e se sente protegida com a intercessão de tantos exemplos de santidade.


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Os Sete Irmãos, filhos de Santa Felicidade, viveram nos tempos do imperador Antonino e foram presos e mortos todos juntos no ano 165, em Roma. Não se encontram informações muito precisas a respeito, entretanto o fato foi registrado nas "Atas".  

Este não teria sido o único caso de uma mãe que recebeu a pena capital juntamente com os filhos. Há, por exemplo, o caso dos "sete irmãos Macabeus", de que fala a Sagrada Escritura, no capítulo sete do segundo livro dos Macabeus.

Sobre Felicidade consta ainda que o próprio Papa São Gregório Magno teria encontrado uma gravura mural que representava esta mãe, rodeada por sete jovens, numa das catacumbas de Roma.

A tradição conta que Felicidade era uma rica viúva que foi acusada de ser cristã pelos sacerdotes pagãos junto ao Imperador Antonino. Ficou encarregado do julgamento o Prefeito de Roma, Públio. O interrogatório começou somente com Felicidade, todavia não obteve resultado algum. No dia seguinte, mandou conduzir a mãe e os sete filhos para adorarem os deuses pagãos, mas Felicidade exortou os filhos a que não fraquejassem na Fé. O juiz, então, condenou mãe e filhos à morte. Os filhos sofreram o martírio quatro meses antes da mãe. 


Através das "Atas" é possível saber todos os seus nomes e a forma de martírio de cada um. Nela, eles estão citados como "os sete irmãos mártires": Januário, Félix, Filipe, Silvano, Alexandre, Vidal e Marcial

Januário, após ser açoitado com varas e ter padecido no cárcere, foi morto com flagelos de chumbo. Félix e Filipe foram espancados e mortos a golpes de pau. Silvano foi jogado num precipício. Alexandre, Vidal e Marcial foram decapitados.

Apesar de saberem que sofreriam muito antes de morrer, todos mantiveram a firmeza na Fé e não renegaram o Cristo. 


A última a morrer, por decapitação, foi Felicidade, que sofreu muitas torturas até a execução no dia 23 de novembro. 


A respeito da heróica matrona, assim escreveu S. Pedro Crisólogo: "No meio dos cadáveres mutilados e sangrentos daquelas ofertas queridas, passava mais alegre do que antigamente ao lado dos seus berços, porque via com os olhos da fé uma palma em cada ferida, em cada suplício uma recompensa e sobre cada vítima uma coroa".

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