sábado, 9 de agosto de 2014

Imposição de mãos por leigos


A benção do padre difere por ser um ato sacerdotal, com autoridade. Autoridade que nenhum leigo tem. Pode-se rezar por alguém, mas não precisa impor as mãos, por que este é um ato exclusivo do sacerdote.




A imposição de mãos é válida pelo sacerdote, por que o sacerdote tem as mãos abençoadas, ungidas, e sua oração tem maior validade do que qualquer leigo, impor as mãos significa que o sacerdote está acima daquele leigo e que sua oração tem maior validade diante de Deus. Santo Afonso de Ligório¹ diz que o sacerdócio é grandioso e está na hierarquia até acima dos anjos, por isso o sacerdote pode impor as mãos. 

O Leigo não deve impor as mãos, sua oração é válida tanto quanto o de qualquer outro leigo, não está acima de ninguém, deve apenas rezar, interceder, suas mãos não são ungidas, nem abençoadas. Assim diz oPapa Pio XII²:

"Somente aos apóstolos e àqueles que, depois deles, receberam dos seus sucessores a imposição das mãos, é conferido o poder sacerdotal em virtude do qual, como representam diante do povo que lhes foi confiado a pessoa de Jesus Cristo, assim representam o povo diante de Deus. Esse sacerdócio não vem transmitido nem por herança, nem por descendência carnal, nem resulta da emanação da comunidade cristã ou de delegação popular. Antes de representar o povo, perante Deus, o sacerdote representa o divino Redentor, e porque Jesus Cristo é a cabeça daquele corpo do qual os cristãos são membros, ele representa Deus junto do povo. O poder que lhe foi conferido não tem, pois, nada de humano em sua natureza; é sobrenatural e vem de Deus: "assim como o Pai me enviou, assim eu vos envio:..' "

(Carta encíclica 'Mediator Dei', Papa Pio XII).

Ou seja, a imposição de mãos do sacerdote também representa a sucessão dos apóstolos. Portanto não há nenhum motivo lógico para um leigo impor as mãos a outro leigo. 

Existe algum documento em que permita o leigo impor as mãos? NÃO, esta é uma prática protestante pentecostal. Pois para eles, o pastor é igual a todos, eles não creem na hierarquia da Santa Igreja, nem mesmo no valor grandioso do sacerdócio. Seus pastores são considerados iguais a todos, e de fato são, pois não são sacerdotes legítimos, por isso estas seitas permitem a imposição de mãos por qualquer fiel de suas "igrejas". Esta prática surgiu no meio pentecostal protestante, e nunca existiu de fato no meio Católico autêntico. Nosso lema é a frase que abre o Catecismo de Trento:
"Repetimus nostra! Non usurpamos aliena! - Repetimos o que é nosso (da Fé católica)! Não copiamos o que é dos hereges!"

O que significa este gesto de impor as mãos, no Catolicismo?


A imposição das mãos é um dos sinais litúrgicos mais antigos que remonta, na memória, à própria prática de Jesus. Através da imposição das mãos, Jesus curava os doentes (Marcos 6, 5 e 7, 32) e, a partir do seu exemplo, os discípulos fizeram o mesmo (Atos 9, 12 - 17). Entretanto o sentido deste gesto não pode se limitar ao âmbito taumaturgo. Já no Antigo Testamento, mas sobretudo no Novo, o gesto de impor às mãos expressava o momento da consagração e a preparação para um ministério (Atos 6, 6). Na tradição da Igreja, foi este próprio gesto a prevalecer, tornando-se um dos momentos essenciais na ordenação de presbíteros e bispos. Por isso, o gesto de impor as mãos foi circunscrito à prática do sacerdócio ministerial.

Este artigo é apenas uma parte da refutação de tantos erros presentes no movimento carismático, se você quer acompanhar desde o começo, recomendamos o seguinte link: Estudo sobre as críticas do movimento carismático.

Fontes:
[1] A Selva - Santo Afonso Maria de Ligório.
[2] Carta Encíclica Mediator Dei - Papa Pio XII.

Fonte:

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