quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Inculcar nas crianças a modéstia nos trajes – UM DEVER DA MÃE!

rp_b96fd-521869_portrait-of-a-mother-and-a-daughter.jpg“Guarda-te cuidadosamente das vaidades e afetações, das curiosidades e das modas levianas. Observa as regras da simplicidade e modéstia, que são indubitavelmente o mais precioso ornamento da beleza e a melhor escusa da fealdade.” (São Francisco de Sales)
Nos vestidos há a aparência, a qualidade, a utilidade, a comodidade e a verdadeira estética ou elegância. Deve a dona de casa estudar esses vários pontos de vista e lhes dar o valor competente.
Solidez e duração, facilidade de lavagem e de reforma – eis aí outros critérios a serem ouvidos. Higiene e elegância – note-se essas duas normas toda leitora razoável e prudente. Há ainda, para a cristã sobretudo a moral que deve ser respeitada. A maior inimiga da moral é a moda, quase sempre. A moda, a terrível tirana das mulheres, outra coisa não é do que um reclame luminoso para chamar fregueses e dinheiro às casas do gênero.
Um estofo diferente, um corte novo, uma forma bizarra para o chapéu, uma cor inesperada para o cinto, etc., e está pronto o reclame comercial. E tudo para desassossego das cabeças femininas, desequilíbrio dos bolsos dos maridos…
Como inculcar nas filhas a modéstia nos trajes quando cultivas o nu artístico ao te vestires?
Vestidos das crianças
Importantíssimo capítulo recorda este título. Há muito crime cometido contra o pudor das crianças. Muitas mães exploram “a inocência” dos seus pequenos. (Esta inocência hoje em dia, parece que vai morrendo depressa). Fazem-no com enorme prejuízo e dano sempre. Por mais encanto que sinta a mãezinha ante as carnes macias e rosadas dos filhinhos, não deve, contudo, descuidar da defesa natural da modéstia, que são os vestidos.
… Peito, bracinhos e perninhas estão à mostra, parece, até, que nem sequer fica velado aquilo, que pequena peça do vestuário se esforça por esconder e os descuidos da criança não defendem de vistas dos companheiros, dos grandes. Sem nada desconfiar, seu filhinho ou filhinha, leitora, não estabelece nenhuma diferença moral no uso das várias partes do seu corpinho. Trata-as com a mesma ingênua desenvoltura. Vai-se assim formando o hábito de considerar como irreais as exigências da pureza.
Em crescendo, veremos a criança desfazer-se de certos cuidados e alargar os limites da liberdade. A experiência diária vive mostrando como o costume de viver com pouca roupa acaba por se tornar tão natural.
Não diz tanta moça, se a censuram por causa dos decotes: Mas que mal há nisso? A pobrezinha sempre se viu com pouco vestido, desde que se conhece como gente. Para mudar-lhe a imodéstia, seria necessário reeducá-la.
Compreendo, leitora, certas dificuldades no caso. Os vestidos custam dinheiro, as crianças crescem depressa, tornando imodesto um vestido que ontem era modesto. Dizes que não podes gastar tanto, etc. Mas, se tiveres uma consciência bem prevenida, acharás sempre um jeitinho de atalhar o mal.
Em todo caso capricha para que as leis da Igreja sejam observadas no templo, quando teus filhos vão à comunhão e às cerimônias religiosas. Lembra-te que a precocidade sexual dos pequenos é um fato, nestes dias de tanta infiltração imoral, pelo cinema (TV), pelas conversas e pelas revistas e quadros…
“Os olhos das mães não são feitos como os das outras pessoas. Descobrem à distância e na sombra, podem ler até nos corações… Oxalá a experiência não desmentisse tal afirmação! para que isso não aconteça, é preciso que a vigilância se estenda sobre tudo que possa fazer correr algum perigo às crianças…”
As três chamas do lar – Pe. Geraldo Pires de Souza
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