quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

CARNAVAL - imagens e reflexões.

As imagens são sempre instrutivas, porque às vezes temos dificuldade em compreender plenamente as coisas.

Hoje encontrei esta imagem do Carnaval em Roma, no ano de 1858 e me lembrei de ter lido algo do Santo Cura d'Ars sobre o Carnaval e as danças. Bom, sabemos que São João Vianney nasceu em Dardilly, Ródano, na França, aos 8 de maio de 1786 e repousou em Deus na cidade de Ars-sur-Formans, aos 4 de agosto de 1859, portanto, essa reprodução é contemporânea ao santo francês.

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Podemos observar que as roupas da época eram modestíssimas, sobretudo se comparadas às da atualidade, mesmo no dia a dia, que dirá então as que se usam (ou não usam) no Carnaval, na "balada", nas formaturas e em quase todos os eventos mundanos, como nos casamentos nas igrejas católicas!

Não vou postar aqui fotos com exemplos atuais de imodéstia e indecência, porque é totalmente desnecessário. E aqui fica uma dica caridosa e gratuita aos blogueiros católicos que querem publicar textos sobre o mal que é o Carnaval para as almas e acabam por ilustrá-los com imagens que deveriam passar longe dos olhos cristãos.

Sê puro, nos exortam os Santos, inclusive no olhar!!! 

A moda em si não é um mal, e há por trás dela toda uma estrutura que envolve a economia tanto dos grandes centros que a industrializam quanto dos pequenos vilarejos que produzem determinado tipo de fibra ou corante. 

É de se convir que, as coisas mudam; se não moramos mais nas cavernas e não precisamos mais nos cobrir com peles, é aceitável que também as vestimentas mudem e "se atualizem", por assim dizer. Afinal, se fôssemos levar tudo a ferro e fogo - como pretendem os jansenistas de plantão, querendo padronizar as pessoas em seus pensamentos, palavras e ações - deveríamos todos nos vestir como Jesus e Maria... Daí, então, que até o Santo Cura d'Ars estaria errado!!! 

Vê-se, pois, que o bom senso é a palavra chave em tudo. Até na moda. Uma boa católica não precisa se vestir como se estivesse ainda em 1940!!! Ou antes... Não é proibido, mas fica parecendo que sua compreensão de modéstia é eminentemente exterior. Se assemelharia àqueles padres que, nem cá nem lá, rezam a Missa em latim porque "a acham bonita" ou "a preferem"... Uma mera teatralidade. 

A modéstia começa no interior. E não brota do nada, ou por imposição (obediência) cega, mas da oração e da leitura piedosa dos bons livros dos Santos sobre a modéstia. Do convencimento, enfim, interior de que assim agrada mais a Deus.

A precipitação em tornar-se modesta da noite para o dia pode fazer com que se cometam algum equívocos - e acabamos nos parecendo mais protestantes que as protestantes - ou que fique apenas algo superficial, o que não deixa de ser frívolo! E daí vemos um arrastar de saias para cá e para lá sem grandes qualidades e virtudes interiores, com as previsíveis consequências, com os previsíveis danos para a alma. E o primeiro e facilmente perceptível efeito é uma imensa falta de caridade para com as moças e senhoras que vêm às Missas pela primeira vez e acabam sendo alvo de olhares cheios de desprezo e chegando até mesmo a serem escorraçadas da igreja!!! Não seria mais cristão se alguém, educada e docemente, as avisasse, ou - melhor ainda - lhes fornecesse um pano para se cobrirem?! 

Enfim, o assunto é o CARNAVAL e as demais festas mundanas, às quais os católicos não vão, mas acabam por ser envolvidos porque, nesses dias vergonhosos para a Humanidade, são obrigados a ver o que não desejariam só por saírem à rua para algum compromisso ou obrigação. Sem falar na Internet. Ou a televisão, para quem ainda assiste.

Falta pouco para mais um Carnaval (março), mais uma festa de adoração ao Demônio, com o sacrifício de milhares, quiçá milhões de almas, que perdem a pureza e a castidade, que se embebedam e/ou se drogam, que dançam freneticamente, que se despem das roupas e das virtudes. E as consequências imediatas? Acidentes de trânsito, nos quais as pessoas acabam morrendo sem ter tempo de se reconciliarem com Deus. Mas sobretudo sexo (consentido ou não), gravidez "indesejada" e consequentes aborto... 

E o que mais causa escândalo, como se isso tudo não bastasse, é que entre os foliões há (pseudo)católicos. Católicos com todo tipo de adjetivo: modernistas, progressistas, carismáticos, só de domingo, não praticantes... que seja! Mas ostentam o nome de CATÓLICOS e seus atos atingem a Igreja em cheio!!! 

Na quarta-feira de Cinzas (5 de março), estarão lá a receber as cinzas e o perdão por "crimes premeditados", porque pecar pensando em se confessar depois... é um pecado premeditado!!! 

Eu me pergunto o que diria São João Vianney se presenciasse as mundanidades de nossos tempos!!! Lutou bravamente por 25 anos para acabar com as danças em sua pequena Ars... Obteve êxito e, hoje, está tudo pior, muito pior! 

Que tempos insanos nos vivemos! Até quando, meu Senhor? Até quando?


Ars era o lugar predileto dos jovens dançarinos das vizinhanças. Tudo era pretexto para um baile. Para acabar com eles, o Santo Cura d’Ars levou 25 anos de combate renhido.

Explicava que não basta evitar o pecado, mas deve-se fugir também das ocasiões. Por isso, abrangia no mesmo anátema o pecado e a ocasião de pecado. Atacava assim ao mesmo tempo a dança e a paixão impura por ela alimentada: “Não há um só mandamento da Lei de Deus que o baile não transgrida. [...] Meu Deus, poderão ter olhos tão cegos a ponto de crerem que não há mal na dança, quando ela é a corda com que o demônio arrasta mais almas para o inferno? O demônio rodeia um baile como um muro cerca um jardim. As pessoas que entram num salão de baile deixam na porta o seu Anjo da Guarda, e o demônio o substitui, de sorte que há tantos demônios quantos são os que dançam”.

O Santo era inexorável não só com quem dançasse, mas também com os que fossem somente “assistir” ao baile, pois a sensualidade também entra pelos olhos. Negava-lhes também a absolvição, a menos que prometessem nunca mais fazê-lo. Ao reformar a igreja, erigiu um altar em honra de São João Batista, e em seu arco mandou esculpir a frase: Sua cabeça foi o preço de uma dança!... É de ressaltar-se que os bailes da época, em comparação com os de hoje, sobretudo do pula-pula frenético e imoral do carnaval e as novas danças modernas, eram como que inocentes. Mas era o começo que desfechou nos bailes atuais.

A vitória do Pe. Vianney neste campo foi total. Os bailes desapareceram de Ars. E não só os bailes, mas até alguns divertimentos inofensivos que ele julgava indignos de bons católicos.

Junto a eles combateu também as modas que julgava indecentes na época (e que, perto do quase nudismo atual, poderiam ser consideradas recatadas!). Às moças, dizia, “com seus atrativos rebuscados e indecentes, logo darão a entender que são um instrumento de que se serve o inferno para perder as almas. Só no tribunal de Deus saber-se-á o número de pecados de que foram causa”. Na igreja, jamais tolerou decotes ou braços nus

Fonte:
http://farfalline.blogspot.com.br/ 

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Penitência, Penitência, Penitência!

Beata Jacinta e Beato Francisco com Irmã Lúcia de Fátima
Beata Jacinta e Beato Francisco com Irmã Lúcia de Fátima
Vimos ao lado esquerdo de Nossa Senhora um pouco mais alto um Anjo com uma espada de fôgo em a mão esquerda; ao centilar, despedia chamas que parecia iam encendiar o mundo; mas apagavam-se com o contacto do brilho que da mão direita expedia Nossa Senhora ao seu encontro: O Anjo apontando com a mão direita para a terra, com voz forte disse: PenitênciaPenitênciaPenitência! E vimos n’uma luz emensa que é Deus: “algo semelhante a como se vêem as pessoas n’um espelho quando lhe passam por diante” um Bispo vestido de Branco “tivemos o pressentimento de que era o Santo Padre”. Varios outros Bispos, Sacerdotes, religiosos e religiosas subir uma escabrosa montanha, no cimo da qual estava uma grande Cruz de troncos toscos como se fôra de sobreiro com a casca; o Santo Padre, antes de chegar aí, atravessou uma grande cidade meia em ruínas, e meio trémulo com andar vacilante, acabrunhado de dôr e pena, ia orando pelas almas dos cadáveres que encontrava pelo caminho; chegado ao cimo do monte, prostrado de juelhos aos pés da grande Cruz foi morto por um grupo de soldados que lhe dispararam varios tiros e setas, e assim mesmo foram morrendo uns trás outros os Bispos Sacerdotes, religiosos e religiosas e varias pessoas seculares, cavalheiros e senhoras de varias classes e posições. Sob os dois braços da Cruz estavam dois Anjos cada um com um regador de cristal em a mão, n’êles recolhiam o sangue dos Martires e com êle regavam as almas que se aproximavam de Deus.

Fonte:

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Devoções a Maria: Regulamento para uma pessoa se santificar no mundo

XV – Fazer, em uma hora fixa, como por exemplo, às nove horas, a oração da noite e o exame de consciência; dizer os Atos cristãos e as Ladainhas da Santíssima Virgem depois de ler alguma coisa acerca do que deve meditar no dia seguinte;

XVI – Depois de ter rezado as três Ave Marias, como de manhã, despir-se com modéstia; estando na cama cobrir-se sempre com decência e conservar-se nela com modéstia; ocupar o espírito na meditação do dia seguinte, no pensamento da morte ou em qualquer outro santo pensamento, e fazer ou dizer as orações jaculatórias que puder, até que venha o sono.

XVII – Escolher um bom confessor, em quem tenha confiança; abrir-lhe bem o coração e deixar-se guiar pelos seus conselhos, e nunca o deixar sem grave motivo;

XVIII – Confessar-se uma vez por semana e comungar tantas vezes quantas o seu diretor permitir;

XIX – Nutrir no seu coração uma devoção constante e terna para com Maria Santíssima. Repetir a Ave Maria quando o relógio der horas, ao entrar em casa e ao sair, acrescentando: "Jesus Maria e José, eu vos amo; não permitais que eu vos ofenda". Jejuar nos sábados e na véspera das sete festas de Maria Santíssima. Fazer uma novena com preparação para cada uma delas, bem como as do Natal, Pentecostes e Santo Patrono. Trazer os escapulários ou algumas medalhas piedosas e inspirar aos outros a devoção à Maria Santíssima.

XX – Ouvir sermão todas as vezes que puder. Entrar em uma congregação, para se ocupar do que interessa a alma. Fazer com o mesmo fim um dia de retiro espiritual, todos os meses. E todos os anos exercícios espirituais por espaço de quatro ou cinco dias

Extraído e adaptado das obras de Santo Afonso Maria de Ligório


segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Uma conversão instantânea pelo Santo Rosário

aospesdavirgemmaria
Conta o Padre Bóvio que uma mulher perdida, chamada Helena, foi um dia à Igreja e aí ouviu casualmente um sermão sobre o Rosário. Saindo para fora, trocou-se um Rosário; mas trazia-o escondido, para que não fosse visto. Começou logo a rezá-lo. E ainda que o recitava sem devoção, a Santíssima Virgem lhe infundiu tantas consolações e doçura em rezar, que depois não podia deixar de o fazer. Ao mesmo tempo nela inspirou o Senhor um profundo nojo da má vida que levava. Helena não podia encontrar mais repouso e viu-se como que impelida a ir confessar-se. Realmente confessou-se com tanta contrição, que fez pasmar o confessor. Feita a confissão, prostou-se aos pés de um altar da Mãe de Deus para dar graças à sua advogada. Enquanto aí recitava o Santo Rosário, falou-lhe da imagem a divina Mãe: Helena, basta quanto tens ofendido a Deus e a mim; de hoje em diante muda de vida, que eu te farei participante das minhas graças. Confusa, respondeu-lhe a pobre pecadora: Ah! Virgem Santíssima, é verdade que eu tenho levado uma vida de vícios; mas vós, que tudo podeis, ajudai-me; consagro-me inteiramente a vós e quero passar o resto de minha vida fazendo penitência por meus pecados. -Helena distribuiu todos os seus bens pelos pobres e principiou a fazer rigorosa penitência. Atormentavam-na terríveis tentações; mas bastava encomendar-se à Mãe de Deus para ficar vitoriosa. Chegou a receber muitas graças sobrenaturais, visões, revelações, e profecias. Finalmente quando foi de sua morte, da qual tinha sido avisada, veio a Santíssima Virgem com seu Filho visitá-la. E morrendo, foi vista a alma desta pecadora em forma de belíssima pombinha voar para o céu.

Oração

 Aqui está, ó Mãe de meu Deus, ó minha única esperança, aqui está a vossos pés um miserável pecador que implora a vossa compaixão. A Igreja toda e todos os fiéis vos proclamam o refúgio dos pecadores. Sois, portanto, o meu refúgio, a vós compete salvar-me. Bem sabeis quanto vosso Filho quer a nossa salvação. Sabeis quanto ele sofreu para salvar-me. Ó minha Mãe, apresento-vos os sofrimentos de Jesus: o frio que padeceu no presépio, os passos que deu na viagem ao Egito, suas fadigas, seus suores, o sangue que derramou, as dores que o fizeram expirar aos vossos olhos na Cruz. Mostrai quanto amais o vosso Filho, já que por seu amor é que imploro vosso auxílio. Estendei a mão a um desgraçado que, do fundo do abismo, vos implora a compaixão. Se eu fora santo, não vos pedira misericórdia; por ser, entretanto, pecador é que a vós recorro. Mãe de misericórdia. Não ignoro que vosso Coração compassivo sente consolo em socorrer os miseráveis, quando por sua obstinação não impedem vossos favores. Consolai, pois, hoje o vosso piedoso coração e consolai-me também; pois tendes ocasião de salvar-me, que sou um pobre merecedor do inferno, hoje que podeis valer-me porque não quero ser obstinado. Entrego-me em vossas mãos; dizei-me o que devo fazer, e obtende-me força para executá-lo. Eis-me resolvido a fazer tudo para receber a divina graça. Refugio-me sob vosso manto. Jesus quer que eu a vós recorra, a fim de que, para glória vossa e dEle, não só o seu sangue, mas também os vossos rogos, me ajudem a salvar-me. Ele me manda para vós, para que me socorrais.
 
Ó Maria, eis-me aqui, a vós recorro e em vós confio. Pedis por tantos outros, dizei também por mim uma palavra. Dizei a Deus que quereis a minha salvação, e Deus certamente me salvará. Dizei-lhe que sou vosso, e outra coisa não vos peço.
 
Livro Glórias de Maria – Santo Afonso de Ligório

sábado, 8 de fevereiro de 2014

Oração a Maria Santíssima para Guardar a Santa Pureza.



Oração a Maria Santíssima para Guardar a Santa Pureza

Coração Puríssimo de Maria, por vosso amor e com vosso auxilio, estou resolvido a não consentir, neste dia, em nenhum pensamento impuro. Ajudai-me, Senhora, a afastá-los logo.

Ave Maria...

Coração Puríssimo de Maria, por vosso amor e com vosso auxilio, estou resolvido a não proferir, neste dia, palavra alguma indecente. Purificai, Senhora, a minha língua.

Ave Maria...

Coração Puríssimo de Maria, poe vosso amor e com vosso auxílio, estou resolvido a guardar, neste dia, especial modéstia em todas as minhas ações. Ó Senhora minha! Ó minha Mãe! Impetrai-me a graça de sempre e em tudo dar gosto ao vosso Puríssimo Coração.

Ave Maria...

Meu Jesus,

Fazei-me PURO. Puro nos olhos, nos pensamentos e nas ações.
Fazei-me HUMILDE, que eu sempre desconfie de mim mesmo e não me exponha ao perigo do pecado.
Fazei-me PENITENTE, dai-me amor ao sofrimento; tanto sofrestes por mim, eu quero sofrer por Vós.
Meu Jesus, fazei-me GENEROSO, para que eu nada Vos recuse e toda a minha vida seja Vossa.
Fazei-me ZELOSO pela Glória de Deus e pela Salvação das almas.
Meu Jesus, fazei-me OBEDIENTE aos meus pais e superiores.

Amém.

Fonte:

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Avisos salutares para a tua vida

Ofereçamos a DEUS sacrifícios de louvor!



Sacrifiquemo-nos por ELE que viveu aqui, neste vale de lágrimas, rodeado somente de opróbrios e sofrimentos... Para que sejamos salvos.
Queridos, rezemos muito; rezemos o Rosário diariamente, façamos comunhões reparadoras ao Imaculado Coração de Maria, como Ela pediu insistentemente em Fátima.


«DEUS já está muito ofendido, não ofendam mais a Nosso Senhor!»(Ir. Lúcia dos Santos)


Purifiquemos também os nossos costumes!

A integridade nos COSTUMES, sobriedade nas ATITUDES, austeridade na MORTIFICAÇÃO, constância na ORAÇÃO e tenacidade no DESPRENDIMENTO.



Façamos uma boa e útil reflexão sobre o longo tempo que DEUS nos permitiu estamos vivendo ainda, e não O desapontemos. E se não possui tal desejo, rezes sempre: "Deus meu, ainda sou tão carnal e apegado as coisas da terra, por isso, quero odiar a doutrina mundana e amar Vossa santa doutrina; auxiliai-me no combate!"



E que acabem os discursos embebidos de amor-próprio, vaidade e luxúria [que diz ser] sobre a modéstia!


A verdadeira modéstia é o desprezo de si mesmo e a FUGA DE SER APRECIADO PELO MUNDO, buscando se vestir e comportar de acordo com o que VOCÊ é: mulher ou homem.
Nem desleixo e nem vulgaridade: aí está a virtude da modéstia.



E com Tomás de Kempis suspiremos: «Oh! Quão humilde e baixo conceito devo formar de mim próprio! E quão pouca conta devo ter o bem que possa haver em mim! Quão profunda deve ser a minha submissão a Vossos insondáveis juízos, Senhor, se outra coisa não sou quenada e puro nada! Onde se refugiará, pois, a minhasoberba? Onde a presunção de alguma virtude? Sumiu-se toda a vanglória na profundeza dos Vosso juízos. Que é toda carne em vossa presença? Porventura gloriar-se-á o barro contra quem o formou?»  (Imitação de Cristo. liv. III, cap. 14, 3-4)




Achas palavras que escrevo belas? Cuida-te. Herodes também apreciava as palavras de São João Batista, mas no fim das contas atendeu aos desejos sensuais da filha de Salomé: a cabeça decapitada de João numa bandeja. (Cf. Mateus, 14,1-12)


O bom Deus feito-Homem, Jesus Cristo, nos adverte: 

 «Rejeitai, pois, toda impureza e todo vestígio de malícia e recebei com mansidão a palavra em vós semeada, que pode salvar as vossas almas. Sede cumpridores da palavra e não apenas ouvintes; isto equivaleria a vos enganardes a vós mesmos.
Aquele que escuta a palavra sem a realizar assemelha-se a alguém que contempla num espelho a fisionomia que a natureza lhe deu: contempla-se e, mal sai dali, esquece-se de como era.
Mas aquele que procura meditar com atenção a lei perfeita da liberdade [1] e nela persevera - não como ouvinte que facilmente se esquece, mas como cumpridor fiel do preceito -, este será feliz no seu proceder.
Se alguém pensa ser piedoso, mas não refreia a sua língua e engana o seu coração, então é vã a sua religião.» (Tiago, 1,21-25)

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Nota:

(1): A lei da liberdade de espírito a que Jesus se refere deve ser explicada e bem compreendida, pois o homem dado às coisas exteriores e mal mortificado tem a inteligência obscurecida, o que ocasiona mil desordens, como Tomás de Kempis explica: 
«Não há verdadeira liberdade nem perfeita alegria, sem o temor de Deus e Boa consciência. Ditoso aquele que pode apartar de si todo estorvo das distrações e recolher-se com santa compunção. Ditoso aquele que rejeita tudo que lhe possa manchar ou agravar a consciência. Peleja varonilmente: um costume com outro se vence. [..]»
(Imitação de Cristo. liv. I, cap. 21, 2)



E aqui colocamos uma oração dita pelo mesmo Tomás de Kempis, para alcançar a liberdade de espírito:
«A alma: Senhor, é próprio do varão perfeito: nunca perder de vista as coisas celestiais, e passar pelos mil cuidados, como que sem cuidado, não por indolência, mas por um privilégio duma alma livre, que não se apega, com desordenado afeto, a criatura alguma. 
Peço-vos, ó meu benigníssimo Deus! Preservai-me dos cuidados desta vida, para que não me embarace demasiadamente neles; das muitas necessidades do corpo, para que não me escravize a sensualidade; e de todas as perturbações da alma, para que não me desalente sob o peso das angústias. Não falo das coisas que a vaidade humana busca tão empenhadamente, mas das misérias que, pela maldição comum de todos os mortais, penosamente oprimem a alma de vosso servo, e a impedem de elevar-se à liberdade perfeita de espírito, sempre que o quiser. 
Ó meu Deus, doçura inefável! Convertei-me em amargura toda consolação carnal, que me aparta do amor das coisas eternas e me fascina pelo encanto de um prazer momentâneo. Não me vença, Deus meu, não me vença a carne e o sangue; não me seduza o mundo, com sua glória passageira; não me faça cair o demônio, com sua astúcia. Dai-me força para resistir, paciência para sofrer, constância para perseverar. Dai-me, em lugar de todas as consolações do mundo, a suavíssima unção do vosso espírito e, em lugar do amor terrestre, infundi-me o amor de Vosso nome! 
O comer, o beber, o vestir e outras coisas necessárias ao corpo são um peso para a alma fervorosa. Concedei-me usar com moderação de tais lenitivos, sem me prender a eles com demasiado afeto. Não é lícito rejeitar tudo, pois devemos sustentar a natureza; mas buscar as coisas supérfluas e o que mais delicia, proíbe-o vossa santa lei, porque de outro modo a carne se rebelará contra o espírito. Entre estes dois extremos, Senhor, peço-vos que me dirijas e governes na vossa mão, para que não pratique algum excesso.»
(Imitação de Cristo. liv. III, cap. 26, 1-4)

Fonte:

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

O Cacique, o Padre e a Missa

“Eu te bendigo, Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste estas coisas aos sábios e entendidos e as revelaste aos pequenos”. (Mat. 11, 25)

A história relatada abaixo é verídica, e põe em xeque alguns questionamentos acerca da Missa de Paulo VI e da Missa de São Pio V. Deus, em sua sabedoria infinita, muitas vezes prefere se ocupar dos humildes e ignorantes para mostrar seu poder, sua santidade e sua justiça. Agradeçamos a Deus por esta graça que Ele concede: da conversão de uns pela boca de outros que jamais teriam a condição de saberem de algumas coisas por si mesmos, pois como Jesus mesmo disse: “Todas as coisas me foram dadas por meu Pai e ninguém conhece o Filho, senão o Pai, e ninguém conhece o Pai, senão o Filho e aquele a quem o Filho quiser revelá-lo” (Mat. 11, 27).
Introibo ad altare Dei

Havia um Padre, ordenado há cerca de 3 meses na Congregação Missionária dos Xaverianos, que foi designado para trabalhar como missionário na Amazônia brasileira, onde há tribos que ficam muito tempo sem Missa, às vezes até três anos sem nem mesmo ver um Padre; só Deus sabe mesmo de quanto em quanto tempo essas tribos indígenas têm Missa.

Este Padre recém-ordenado foi rezar a Missa Nova em uma tribo no meio da selva que havia sido evangelizada pelos Missionários Montfortinos franceses, há muito tempo atrás. Depois que o Padre rezou a Missa Nova dele, todo contente, um velho Cacique da tribo veio até ele e disse-lhe: 

- “Não tem mistério nenhum nisso que você acabou de fazer”. 

E o Padre disse: 

- “Como não tem mistério? Isso aqui é Missa! Como você pode dizer que não tem mistério?”

- “Isso não é a Missa”, respondeu o Cacique.

- “E qual que é a Missa?”, indagou o Padre.

- “É aquela que o Padre diz: Introibo ad altare Dei”, falou o Cacique.

Esse Padre nunca tinha ouvido falar dessa Missa onde se dizia “introibo ad altare Dei”. No entanto, essa era a Missa da qual esses índios ficaram privados durante tanto tempo e na qual aquele velho Cacique havia sido acólito e coroinha do missionário, já falecido, que evangelizou aquela tribo há tantos anos atrás.

O Padre, ao retornar à sua casa, foi falar sobre a Missa com seu Superior, que lhe disse: 

- “Esses índios ignorantes não sabem nada, por que é que você está indo atrás deles? Eles não conhecem nada”. 

Porém, o Padre foi à biblioteca e encontrou uma foto do seu Superior rezando a Missa de São Pio V, usando uma casula e na posição versus Deum. Então ele começou a querer saber sobre isso e acabou entrando numa crise espiritual. Perdeu tudo o que tinha (carro, celular, rádio, etc.) e ficou 6 meses sem conseguir rezar a Missa Nova, aliás, nenhuma Missa, porque ele não conhecia mais a Missa. 

O Padre voltou para sua terra, a Colômbia, onde encontrou o Pe. Rafael Navas, que naquela época pertencia à FSSPX (Fraternidade Sacerdotal São Pio X), e foi quem lhe explicou qual era o problema do Concílio Vaticano II e da Missa Nova. Pe. Navas conseguiu que ele fosse para La Reja, na Argentina, no seminário São Pio X. Lá, esse Padre ficou 4 ou 5 anos, onde aprendeu a rezar a Missa de São Pio V. (Atualmente, Pe. Rafael Navas é o superior do IBP do Chile e de toda a América Latina)

Voltando para a Colômbia, este Padre não foi aceito por bispo algum e se tornou padre vago. Por causa disso, ele não tinha onde dormir, nem onde comer, mas ele tinha a Missa do “introibo ad altare Dei”, e por isso não desanimou. Durante aproximadamente 8 anos ele ficou nessa situação: morava com pessoas que queriam a Missa Gregoriana, rezava a Missa na casa delas, suas coisas ficavam guardadas na rodoviária, com chave alugada, num armário e por muitas vezes ele não tinha o que comer.

Quando o IBP (Instituto Bom Pastor) foi fundado, o Pe. Navas, que já estava lá incardinado, chamou esse Padre para que ele também se incardinasse no IBP. Este Padre, convertido pelo índio, é o Pe. José Luiz Pinzón, atual Superior do IBP em Bogotá, na Colômbia.

Vejam que ele teve a graça da conversão pelas palavras saídas da boca de um índio que nada sabia sobre fenomenologia e nem sobre filosofia escolástica para saber a diferença entre elas. O que é o sensus fidei! Deus dá a graça, mesmo a um índio no meio da selva. Às vezes, um índio que está no meio da selva consegue entender melhor um problema do que a gente aqui, na “civilização”. Notem como a sabedoria de Deus foi proferida pela boca de um índio: “a Missa é aquela que o Padre diz introibo ad altare Dei, não é isso aí que você fez”.

Como dizia São Pio de Pietrelcina: “É mais fácil o mundo ficar sem o sol do que ficar sem a Missa”. O mundo está de pé porque a Missa Gregoriana nunca deixou de ser rezada. Mesmo quando Paulo VI “proibiu-a”, houve padres idosos, em comunhão com Roma, para os quais Paulo VI deu a dispensa para rezá-la e, além disso, em outros locais continuou-se também rezando a Missa Gregoriana, como em Campos e na FSSPX. Portanto, a Missa de São Gregório Magno nunca foi interrompida, desde Nosso Senhor até hoje, e assim ela irá até o final dos tempos.

História relatada pelo Subdiácono Rafael Scolaro, do Instituto Bom Pastor, no dia 21 de Julho de 2010, em aula/palestra para o Grupo São Pio V de Curitiba.

Pedido de Contribuição para a Escolinha São Bento e Santa Escolástica em Nova Friburgo - RJ



Salve Maria!

Caríssimos (as)
Pax.

Venho através deste e.mail informar que a escola São Bento e Santa Escolástica começou, graças a Deus, mais um ano letivo em Nova Friburgo.

Contudo, quem a patrocina é o próprio Mosteiro da Santa Cruz, que como já sabemos deixou de receber a ajuda que lhe era destinado uma vez que , graças a Deus, mantem-se
como guia da verdadeira fé católica no mundo.

Sendo assim, além de manter-se, o mesmo subsidia as irmãs no que se refere à escola. Conversando com Irmã Maria Teresa, a diretora da escola, chegamos a conclusão que 
se a escola conseguisse alguns 'padrinhos' que auxiliassem todo mês com alguma quantia, seria muito bom para a escola.

RELEMBRO QUE OS ALUNOS NÃO PAGAM MENSALIDADE pois são de baixa renda.
Cada aluno custa por mês R$ 400,00.

Se você puder contribuir, com um pouco que seja deste valor, TODO MÊS , já ajudaria muito!

Assim estamos contribuindo para a formação de  uma nova geração verdadeiramente católica.

Conta para depósito:

Bco.Itaú

CC: 47957-8
Ag. 0222                                              
CNPJ: 30.171.417/0001-88

Contatos:

(22). 2540-2022  - Irmã Maria Tereza
(22). 2540-1136 - Irmão Agostinho OSB., ir.agostinhoosb@gmail.com

Agradeço a disponibilidade de todos, como sempre.

Em Jesus, Maria e José.

Fonte:

sábado, 1 de fevereiro de 2014

Vida de Santa Maria Goretti - Exemplo de Pureza

Um Belo exemplo de pureza, de uma linda santinha que morreu com apenas 11 anos! Me apaixonei por sua história, espero que você também goste e nos sirva de exemplo.

Vida de Santa Maria Goretti - Biografia



Nasceu em 1890, em Coriolano, Itália. Sua breve existência foi iluminada pela amizade com Jesus e por um terno amor a Nossa Senhora.

Após ter sido ferida mortalmente em uma tentativa de violência sexual, teve uma visão profunda do sentido da vida e da eternidade e perdoou seu agressor: “Eu o perdôo, por amor a Jesus, e o quero no Paraíso”. Isso deixa transparecer uma intensa vida de fé, esperança e amor como resposta à obra do Espírito, que fez dela uma obra-prima.

Faleceu em 1902, aos 11 anos, na cidade de Netuno, Itália. Em 1950, foi declarada santa por Pio XII. Por ter conseguido preservar sua virgindade até a morte, ela é considerada um modelo de pureza e doçura entre os adolescentes e jovens de hoje.

Perda do Pai


Ficou órfã de Pai aos nove anos, vítima de injustiças grandes e pequenas. Muitas vezes era incompreendida pela própria mãe, a qual ela amava do fundo de sua alma. Qual a sua reação? Confiança imensa no Pai: “Sobreviveremos, sobreviveremos…Deus vai nos ajudar”. (p.29)

Bons exemplos de Santa Maria Goretti


Estava sempre muito pronta para servir e amar a todos. Testemunha sua mãe: “Fazia as compras e fazia isso muito bem…Também cozinhava, e cozinhava bem”. (p.26)

Ela sempre ela quem ia para a horta, porque não se recusava. Servia-se sempre por último, após ter dado a porção de cada um. Quando sua mãe observava que ela comia pouco (e, naquele tempo, a fome era grande!), dizia: “Mamãe, come a senhora, pois precisa para trabalhar.”… (p.26)

Não escolhia a quem amar: amava a todos aqueles que Deus lhe havia posto no caminho. Sua mãe permanecia longo tempo em conversa com ela: combinavam o que devia fazer no dia seguinte. Mamãe Assunta muitas vezes ficava nervosa e tensa, e era capaz de recriminá-la e de maltratá-la…E Mariazinha acabava levando uma bronca imerecida. Ela, porém, “não ficava amuada comigo”, relembra a mãe. (p.27)

Mariazinha enfeitava, com flores do campo, o quadro de Nossa Senhora. Todas as noites rezava o terço com a família. Nos últimos tempos, o terço havia se tornado indispensável para ela Trazia-o sempre enrolado em torno do braço. Ia com prazer ao santuário de Nossa Senhora das Graças, em Nettuno, embora tivesse que enfrentar quatro horas de caminhada. E no final de sua vida, já no hospital, faz este pedido afetuoso: “Levem-me para perto do quadro de Nossa Senhora”. (p.31)

Sua mãe confirma: “Todas as noites ela rezava um terço a mais, em sufrágio da alma de seu pai”. (p.32)

Sua mãe conta: “Nos últimos tempos, eu encontrava tudo pronto: ela preparava o almoço, voltava a lavar roupa, sem que ninguém a obrigasse. E fazia mil serviços necessários numa casa com tantas crianças: passava roupa, remendava, esfregava o chão com escovão, arrumava as camas, limpava os quartos, cuidava dos irmãozinhos”. Encontrava sempre mil pequenas ocasiões para servir. (p.50)

A piedosa menina teve a felicidade de receber..cinco vezes, em seu coração, o Deus do amor e da pureza: a primeira, em 6 de junho de 1901; a segunda, um pouco depois, no santuário de Nossa Senhora das Graças, protetora de Nettuno; a terceira, na Páscoa de 1902; a quarta, na igreja de Campomorto, e a quinta, na hora da morte” – como se lê nas Atas do processo informativo, folha 144, relatório de dom Signori, 28 de setembro de 1903. (p.53)

Mariazinha demonstrava uma maturidade humana extraordinária em seus relacionamentos. Foi uma filha respeitosa e confidente. À noite, remendava as velhas roupas da mãe. E esta afirma: “Ela me contava os acontecimentos do dia…Sempre, sempre, Maria me obedeceu. Tinha um caráter aberto, se abria comigo…Era muito afetuosa com o pai e comigo. Era corajosa e procurava inclusive encorajar-me quando me via angustiada”.

Ela também demonstrava ter uma grande capacidade de discernimento. Sabia ler os sinais de Deus na sua história e na de sua família, dispondo-se imediatamente a fazer a vontade de Deus. Assim, soube reagir à morte do pai com estas palavras, que foram as primeiras a serem registradas: “Mamãe, não fique preocupada…eu fico no seu lugar, tomando conta da casa”. De fato, ela “dirigia a casa” e “cuidava dos irmãozinhos”. (p.65)

Sofrimento e morte de Maria Goretti


Um dos seus sofrimentos foi o de não poder comunicar à mãe as tentações de Alexandre: “Querida mamãe, eu tinha vergonha e não sabia como dizer isso. Além disso, Alexandre jurou que me mataria… E acabou me matando do mesmo jeito”. (p.94)

Mamãe Assunta admitiu: “Se minha filha tivesse cedido à tentação e ainda estivesse viva, eu sentiria uma dor muito maior do que tê-la visto morrer a fim de permanecer fiel ao Senhor”. (p.34)

No nome de Jesus, feito obediente até a morte, todo joelho se dobra e todo mal é destruído. “Não faças isso, você vai para o inferno” – gritava para Alexandre. (p.52)

E, nos lábios, a doce invocação: “Jesus, Jesus…Deus, Deus, estou morrendo”. (p.52)

Mamãe Assunta afirma: “Quando vi que minha filha estava já no fim, beijei-a e ela também me beijou. Dei-lhe também para beijar o crucifixo e a medalha de Nossa Senhora, que eu trazia no pescoço”. (p.80)

Prisão e Conversão do agressor


Lá fora, a multidão, …prorrompe uma explosão de incontida indignação…a muito custo a policia consegue impedir o linchamento. Torna-se necessário aguardar a chegada da policia montada…Durante o interrogatório judicial, pergunta o magistrado:

-Alexandre, foi você que matou Maria Goretti?

-Fui eu, sim senhor.

-Por quê?

-Porque ela se recusou a satisfazer meus instintos.

É condenado a trinta anos de prisão. Vai cumprir a pena na cidade de Noto, na Sicília. Nos primeiros anos não muda coisa alguma: sempre o mesmo cinismo, o mesmo desprezo.

Maria Goretti dissera antes de morrer: Quero vê-lo perto de mim no céu. Um dia D. Baldini, bispo do lugar, vai visitá-lo. Alexandre recebe o prelado com ar de menosprezo. O Bispo senta-se ao seu lado:

-Como vai Alexandre?

-Muito mal.

-Sabe, Alexandre, eu vou tratar de tirá-lo daqui. Quero pô-lo em liberdade. O preso desanuvia a fronte:

-Deus o ouça. Sr. Bispo.

-Pois é. Enquanto isso, trago-lhe alguns livros e algumas revistas. Este aqui é a vida de Maria Goretti.

Trêmulo de emoção, abre o livrinho. Quer ver o que diz do assassino. Principia a ler por curiosidade e acaba lendo-o com arrependimento. A virtude daquela menina brilha agora intensamente para o seu coração. Sente quão hediondo fora seu crime. Alexandre chora: miserável que sou. Monstro. Eu sou um monstro!

Uma noite tem um sonho, que ele mesmo descreve: “Parecia-me estar num jardim cheio de lírios. De repente, vi aparecer Marieta; toda vestida de branco, colhia flores. Passava-as para as minhas mãos, dizendo: “Toma”. Eu as recebia e beijava com grande devoção, e elas se transformavam em chamas cintilantes. Pensei: Tenho esperança de salvar-me, pois tenho uma santa no Paraíso que reza por mim.”

Dias depois, Alexandre escreve ao Sr. Bispo: “Detesto e abomino um homicídio tão bárbaro, que hoje amargurado lamento, por saber que tirei a vida a uma pobre inocente, que até o ultimo instante quis conservar a sua honra, preferindo a morrer tão cedo, a render-se aos meus vis desejos, e cuja resistência me levou a dar um passo tão horrível, quão lamentável. Publicamente detesto minha vil ação e peço perdão a Deus, à infeliz e desolada família da vitima, pelo enorme pecado que cometi; e espero que também possa obter o perdão, a paz, e até as bênçãos da nobre extinta…”

Decorrem trinta e cinco anos do crime. Vésperas de natal de 1937. Dia de rigoroso inverno. Em Corinaldo, as famílias dos lavradores encontram-se nos estábulos, aquecendo-os ao calor dos animais. Lá fora, um homem de 55 anos vai se arrastando vagarosamente. Malvestido. Meio curvo. Chega a casa de D.Assunta. Bate.

-Quem é?

-Alexandre Serenelli.

A velhinha de 70 anos, o cabelo branco, o rosto enrugado aparece.

-D.Assunta, perdoe. Pode perdoar-me?

-Como não perdoar? Perdoou o Senhor. Perdoou-lhe minha filha. Como não hei de perdoar eu?

No dia seguinte, D. Assunta e Alexandre Serenelli, lado a lado, recebem Nosso Senhor na mesa eucarística.

Alexandre recolhe-se ao convento dos Padres Capuchinhos de Ascoli Piceno. É religioso da Ordem Terceira de São Francisco. (Santa Mariga Goretti, Edições Loyola, p.67-69)

O Corpo Incorrupto da Virgem e Mártir aos 11 anos




Acima, o esqueleto coberto da santa, Maria Goretti, que encontra-se em uma Igreja em Nettuno, Itália, próximo à sua casa. A cabeça é uma reprodução em cera.




Eis na foto acima (centro) Assunta Goretti Mãe de Santa Maria Goretti, que assiste as cerimônias de canonização da janela do Palácio Apostólico. As duas irmãs e os dois irmãos de Santa Maria também estavam presentes. 



A CENA DO MARTÍRIO foi na cozinha ao topo dessas escadas, na época que Goretti morava em Ferriere de Conca, próximo a Anzio. Embora os camponeses ainda usem a cozinha, uma ordem religiosa planeja transformá-la em uma capela memorial.


Fontes:
[1] Dino de Carolis. Santa Maria Goretti. Uma santidade no dia-a-dia. Ed. Paulinas.2005.
[2] Fidelis dalcin barbosa. Santa Maria Goretti.Edições Loyola.
[3] Imagens, no link: (em Inglês):  Fish Eaters - Fórum Católico.

Fonte: