quinta-feira, 31 de julho de 2014

O Divórcio




O divórcio é um princípio de decadência. Entre os velhos romanos... o divorcio triunfa: dissipou-se o respeito que cercava a augusta matrona. Desaparece este ornamento da sociedade romana. A matrona é substituída por mulheres licenciosas que contam os anos, não pelo número dos cônsules, mas pelo número dos seus esposos; que mudam de lar oito vezes em cinco anos; e que vão a enterrar depois de terem passado  pelos braços de vinte e dois maridos

Os dois sexos revitalizam em inconstância e libertinagem. O homem só obedece a sua como quem se desembaraça de uns sapatos que magoam os pés; três rugas na testa, uns dentes com esmalte perdido, uns olhos encovados, uma constipação renitente, qualquer destes motivos era bastante para ele separar-se da companheira da sua vida e mãe de seus filhos. Não se dá mesmo ao trabalho de avisá-la do repúdio, envia-lhe o seu liberto: “Senhora, tome as suas roupas, e parta. Não podemos suportá-la por mais tempo; não cessa de assoar-se. Avie-se, que o tempo corre, e esperamos uma outra com o nariz  em melhor estado...”

Os patrícios permitam entre si. Catão cede sua mulher a Hortênsio; “é costume entre os nobre...” diz um historiador. Já ninguém se casa sem a esperança de divorciar-se; o divórcio é como que um fruto do casamento... Muitas vezes, modifica-se, retoca-se a lei, mas não é possível fazer-se dela coisa diferente de uma lei de adultério. A pudicícia desapareceu com a religião nupcial, e os mesmos homens, as mesmas mulheres que espantavam o mundo com a sua castidade, espantam-no agora com a sua luxúria.



Estas devassas uniões passageiras, tendo todas por móbil o prazer ou o interesse, tornam aborrecido o casamento e aniquilam a vida. A população decresce; e Roma necessita já de soldados válidos para defender-se das invasões dos bárbaros. (Pe. Monsabré, Le mariage chrétien, pg. 116-117).

II – Duas páginas de Paulo Bourget – A srta. Darras, que tão desgraçada fora com o marido, que abandonou, quisera regressar à prática comunhão da sua filha. Procura o padre Euvrard, do Oratório, e, no decorrer da conversa, pensando no que sofrera, revolta-se ainda contra os rigores da Igreja para com o divórcio:
_ Não fale assim, disse-lhe vivamente o oratoriano.
Num gesto institivo, a mão cansada do sacerdote pousara sobre o braço da sua interlocutora, como que a detê-la na blasfêmia.
_ Não pense assim!... Diz a senhora que a lei da Igreja acerca do casamento falta à justiça e à caridade?... Deixa-me fazer-lhe uma comparação, muito vulgar mas também muito clara.

Entra em certo pondo um navio de passageiros, um dos quais quer saltar em terra. Obrigam-no a isso os mais altos interesses morais, e materiais, por exemplo – tornar a ver o pai, moribundo, ou assistir a um processo de que dependa o futuro dos seus. Que sei eu?... Tem-se manifestado casos de peste a bordo, e as autoridades da cidade, receando o contágio, proíbem que desembarque quem quer que seja. Seria justo, seria caritativo, ceder aos rogos do viajante, com risco de contaminar uma cidade de cem mil habitantes? Evidentemente que não. Aqui tem uma circunstância em que a justiça e a caridade exigem o sacrifício do interesse individual ao interesse coletivo. Este princípio domina a sociedade. Entre duas medidas, uma das quais certamente útil à grande maioria e penosa a um determinado indivíduo, e a outra, favorável a esse indivíduo e nociva à grande maioria, a justiça e a caridade querem que predomine a primeira. É o que importa considerar a propósito de qualquer instituição, para termos a medida do seu valor. Ponha a questão assim, neste caso do casamento indissolúvel. Que responde à razão? Que a sociedade se compõe de famílias.

Considera agora as apreciáveis vantagens que o casamento indissolúvel traz às famílias, vantagens de saúde, e de uma séria reflexão antes do compromisso, visto ele ser irrevogável; vantagens de uma coesão mais estreita entre os antepassados, os pais e os filhos, por isso que a descendência comporta menos elementos heterogêneos; vantagens de unidade de espírito dos seus membros e de sequência na tradição. O casamento assim é o agente mais forte desta fixidez dos costumes, fora da qual só há anarquia e febre constante.

Que responde a história, depois da razão? Demonstra que, efetivamente, todas as civilizações superiores tenderam para a monogamia. Ora, o divórcio não é a monogamia, é a poligamia sucessiva. Não quero dar-lhe uma lição de sociologia; mas sabe, não obstante, o que nos diz a estatística? Nos países em que existe o divórcio, o número de criminosos, dos loucos e dos suicidas é proporcionalmente dez vezes mais elevado nos divorciados. De sorte que, por uma pessoa que, como a senhora e algumas outras mais, traz ao divórcio, ou nele conserva todas as delicadezas do seu espírito e do seu coração, a maioria, ou já as tinha corrompidas, ou perdeu-as nele. Regulamentar a sociedade em atenção a uma minoria de prováveis degenerados, é arvorar em norma o que deve lançar-se na conta das depreciações.

Chama a isto um progresso. A ciência dá-lhe o nome de uma regressão... note que nos mantivemos no ponto de vista da observação pura. Quis assim fazer-lhe ver bem de perto a identidade entre a lei da Igreja e a lei da realidade, entre o ensino de experiência e o da Revolução. (Um divórcio, cap. I, pg. 26 – 29).



Hoppenot, Pe. Joseph. Catecismo do Matrimônio

Fonte:

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Oração pela conversão dos Judeus


Deus de bondade, Pai de misericórdia, nós Vos suplicamos, pelo Coração Imaculado de Maria e pela intercessão dos Patriarcas e dos Santos Apóstolos, que lanceis um olhar de compaixão sobre os restos de Israel, a fim de que eles reconheçam nosso único Salvador, Jesus Cristo, e que participem das graças preciosas da Redenção.

Pai, perdoai-os, porque eles não sabem o que fazem. Amém.

(100 dias de indulgência) 


(Fonte: "A conjuração anticristã", Mons. Henri Delassus, Paris – 1910, página 696).


Fonte:
http://acruzadafinal.blogspot.com.br/

É permitido aos pais bater nos filhos?



Parece que não é permitido aos pais bater no filhos:

1. Com efeito, o Apóstolo escreve: “Vós, pois, não exciteis à ira vossos filhos” (Ef 6, 4). Ora, os açoites excitam mais a ira, e são mais graves do que as ameaças. Logo, os pais não devem bater nos filhos.

2. Além disso, o Filósofo declara: “A palavra paterna é só para advertir, não para coagir”. Ora, bater é uma forma de coação. Logo, os pais não devem bater em seus filhos.

3. Ademais, a cada um é permitido corrigir o outro. É uma esmola espiritual, como já se explicou. Se é lícito aos pais bater em seus filhos para os corrigir, de maneira semelhante, todos poderiam bater em qualquer um. O que é evidentemente falso. Logo, também a premissa.

EM SENTIDO CONTRÁRIO, está escrito no livro dos Provérbios: “Quem poupa a vara, odeia seu filho (13, 24). E, mais longe: “Não deixes de corrigir o menino, porque se o fustigas com a vara, ele não morrerá. Tu o fustigarás com a vara e livrarás sua alma do inferno”.

Como a mutilação, as pancadas fazem mal ao corpo, mas de maneira diferente. Enquanto a mutilação priva o corpo de sua integridade, as pancadas causam apenas uma sensação de dor, o que é um dano menor. É interdito causar um dano a outrem, a não ser como castigo para o bem da justiça. Ora, alguém só pune justamente a quem está sob sua jurisdição. Portanto, apenas aquele que tem autoridade poderá bater em um outro. E uma vez que o filho está sujeito ao pai, o pai pode bater no filho, em vista de o corrigir e formar.

Quanto às objeções iniciais, portanto, deve-se dizer que:

1. Sendo apetite de vingança, a cólera é sobretudo provocada quando alguém se considera injustamente lesado, como explica o Filósofo. Se, portanto, se prescreve ao pais que não excitem os filhos à cólera, não lhes é proibido baterem neles para os corrigir, mas somente o fazerem sem moderação.

2. Um poder maior implica uma maior força coercitiva. Sendo a cidade uma comunidade perfeita, o seu príncipe tem o pleno poder coercitivo. Porém, o pai, que está à frente de uma comunidade doméstica, sociedade imperfeita, têm um poder coercitivo imperfeito, impondo penas mais leves, que não causam dano irreparável. Tal é a palmada.

3. A todos é lícito corrigir a quem o queira aceitar, Mas impor uma correção a quem a recusa, cabe somente àquele que tem o encargo do outro. Nesse encargo se inclui o castigar com a palmada.

(Suma Teológica II-II, q.65, a.2)

Fonte:

terça-feira, 29 de julho de 2014

São Padre Pio e a Confissão




 “Um dia, enquanto eu estava ouvindo confissões, um homem veio para o confessionário onde eu estava. Ele era alto, esbelto, vestido com refinamento, era cortês e amável. Começou a confessar seus pecados, que eram de todo tipo: contra Deus, contra os homens e contra a moral. Todos os pecados eram aberrantes! Eu fiquei desorientado com todos os pecados que ele me contou, e respondi: “ eu lhe trago a Palavra de Deus, o exemplo da Igreja e a moral dos Santos". Mas o penitente enigmático se opôs às minhas palavras justificando, com habilidade extrema e cortesia, todo o tipo de pecado. Ele desabafou todas as ações pecadoras e tentou me fazer entender normal, natural e humanamente compreensível todas as ações pecadoras. E isto não só para os pecados que eram horríveis contra Deus, Nossa Senhora e os Santos. Ele foi firme na argumentação dos pecados morais tão sujos e repugnantes. As respostas que me deu, com fineza qualificada e malícia, me surpreenderam. Eu me perguntei: Quem ele é? De que mundo ele vem? E eu tentei olhar bem para ele, ler algo na face dele. Ao mesmo tempo me concentrei em cada palavra dele para dar-lhe o juízo correto que merecia. Mas de repente através de uma luz interna vívida e brilhante eu reconheci claramente que era ele.Com tom definido e imperioso lhe falei: "Diga, Viva Jesus para sempre, Viva Maria eternamente" Assim que pronunciei estes doces e poderosos nomes, o Satanás desapareceu imediatamente dentro de um zigue-zague de fogo deixando um fedor insuportável."

Fonte:

segunda-feira, 28 de julho de 2014

Acerca da oração e da agonia de Jesus no Jardim das Oliveiras

I. Considera o Meu divino Filho, Jesus, no Jardim das Oliveiras. Dirigindo a Seu Pai uma oração muito fervorosa, entra numa agonia mortal. Cai de face contra a terra. De todas as partes do Seu sagrado corpo corre um suor de sangue tão abundante que banha todo o solo em torno dEle. Prodígio estranho e inaudito até então.

Qual foi a causa ó Minha filha? A cruel catástrofe da Sua Paixão, que neste momento se Lhe apresentou completa ao Seu espírito; as bofetadas, os desprezos, as injúrias, que os ímpios Lhe deviam fazer sofrer; os açoites, os espinhos, os pregos e a cruz que se Lhe preparava, a lança que devia abrir-Lhe o lado, a traição de Judas, a renegação de Pedro, o abandono dos discípulos e dos apóstolos, o assassino que se Lhe devia preferir, o ódio e o furor que iam desenvolver contra Ele os homens a quem esperava salvar e remir: tudo concorria a assaltá-lO com tanta força, que O teve reduzido a uma agonia mortal.
Deixando a Sua humanidade gozar as consolações que manava para ela da sua união pessoal com a divindade, teria podido impedir para Si todo sofrimento. Mas então a maldade dos homens e a raiva do inferno não mais teriam sobre ela poder algum. Ora, o sacrifício deste Cordeiro sem mancha era necessário para abrandar a justiça de Deus irritado contra o homem pecador. Deixando a Sua humanidade sentir todas dores, esta Vítima divina foi tão aterrada por um acervo de males tão espantoso, que desfaleceu dele. Teria querido distanciar dos Seus lábios um cálice tão amargo. Mas a vontade de Seu Pai e o amor do homem que devia remir, triunfaram nEle toda a repugnância e submeteu-Se dirigindo a Seu Pai estas humildes palavras “Que a Vossa vontade seja feita e não a Minha”. Assim, Aquele que devia pelo tempo adiante conceder aos mártires tão prodigiosas consolações para aliviar seus sofrimentos, obrou prodígios para aumentar os Seus.

Que dizes tu agora, Minha filha, imitas esta resignação, tu que não podes sofrer a menor dor? Confunda-te a tua extrema repugnância em sofrer enquanto tanto o mereces por causa dos teus pecados.

II. Mas esta agonia, ó Minha filha, nada era a par da angústia opressiva em que O lançaram os teus pecados. Neste momento todas as iniqüidades passadas e futuras, que a Sua presciência divina Lhe tornava presentes, pesaram sobre Ele com tanto peso e força que, oprimido sob esse peso, suou um suor de sangue e água, e a Sua alma foi contristada até se sentir morrer. Pensa, ó Minha filha, na confusão que sentirias se te visses de súbito coberta em público das manchas e infâmias de outrem, e compreenderás qual foi a confusão do Meu divino Filho. Ele que conhecia perfeitamente toda a torpeza do pecado, que, como Deus de santidade, como santidade por essência, tinha por eles um horror-infinito, comparecer coberto de pecados em presença dos anjos e do Seu divino Pai! Quem pode conceber o horror e a vergonha que o Seu coração devia sentir!

Mas demais conhecia Ele a maldade infinita do pecado e concebeu dela uma dor proporcionada para compensar a ofensa feita à majestade infinita de Deus.

A dor dos pecados compreendida no momento por Meu divino Filho, excede, pois muito o arrependimento que têm se tido todos os penitentes, e os Seus sofrimentos ultrapassaram dum modo indizível todos os sofrimentos padecidos pelos mártires nos seus suplícios. Calcula agora Minha filha, se podes, o imenso peso de dores, tormentos e angústias que Ele suportou. Oh! que grande parte têm tido as tuas impiedades nesta dolorosa agonia. Enquanto uma compaixão natural leva a aliviar as dores dos que sofrem, tu não te tens aplicado até ao presente senão aumentar as de Jesus por teus contínuos pecados. Sejam-te eles confusão e vergonha, ó Minha filha, e chora a Seus pés tua crueldade.

III. Estes amargos sofrimentos teriam sido mitigados pela previsão da sua utilidade para homens reconhecidos. Mas Ele previa, sabia claramente que o Seu sangue correria sem fruto para uma infinidade de pessoas, que não serviria mais que selar a sua eterna condenação, que a sua maldade transformaria em remédio divino em veneno mortal. Quem pode exprimir, ó Minha filha, quem pode imaginar a dor que este conhecimento Lhe ajuntou a todos os outros sofrimentos?

Ingratidão humana, como tu és monstruosa! Um Deus feito homem, que morre pelos homens Seus inimigos, a fim de conciliá-los com Deus; que paga pelo derramamento do Seu sangue um preço infinito, capaz de remi-los completamente, e que se vê desprezado, calcado aos pés por homens que persistem em serem Seus inimigos para sempre, ah! Eis aí, sobretudo, Minha filha, o que Lhe deu a beber a amargura: eis aí o que Lhe roubou toda a força e vigor, e que o faz cair por terra nessa inexprimível agonia, o que O fez lamentar-se assim: a Minha alma está triste até á morte. Teve necessidade da Sua onipotência para não expirar. Uma mãe que, depois de cruéis dores, dá ao mundo um belo menino cheio de vida anima-se e olvida todos os seus sofrimentos passados com a consolação que lhe faz sentir o nascimento desse filho. Mas que horrível dor, se, depois de ter sofrido tanto, apenas dá á luz uma criança morta!

Esta comparação não pode dar-te uma fraca idéia das angústias experimentadas pelo Meu divino Filho, que previa a morte, não duma alma, mas de milhões delas, que fazem por morrer eternamente. Minha filha, que previu Ele a teu respeito? Tens mitigado os Seus sofrimentos? Tens diminuído as suas penas fazendo-Lhe prever o teu arrependimento e a tua salvação eterna, ou tens-los aumentado sem medida, fazendo-Lhe prever a tua obstinação e condenação eterna?

Afetos. Ó Mãe compassiva, o meu coração comove-se de piedade quando penso acerca dos sofrimentos de meu Redentor agonizante no Jardim das Oliveiras. Mas estorce-se de dor quando medito que os meus pecados foram a causa disso.

Não posso deixar de me voltar para Ele e dizer-Lhe: - Ó meu Salvador agonizante, eis diante de Vós a mais indigna criatura, que até ao presente não tem feito mais que derramar o mais amargo fel no cálice da Vossa dolorosa Paixão. Por minha resistência às Vossas graças, por minhas traições e ingratidões, cujas Vós bem tínheis previsto, quanto não tenho aumentado o peso cruel dos Vossos sofrimentos?

Ó Salvador amorosíssimo, já que tanto tendes feito por uma ingrata que Vos não orava, e aumentava a Vossa cólera fazendo-Vos antever os crimes que devia cometer, escutai agora as súplicas que Vos dirige com um coração traspassado pela dor, e os olhos banhados pelas amargas lágrimas do arrependimento.

Perdoai-me todas as iniqüidades pelos merecimentos da Vossa agonia e desse sangue que derramastes para a minha redenção. Senhor, até ao presente não tenho sido senão muito cega e insensata. Mudarei de vida e de proceder para não mais afligir o Vosso amor, farei penitência dos meus erros passados.

Ó boa e terna Mãe que me assistis e instruis com tanta caridade, juntai às minhas lágrimas a Vossa intercessão e serei seguramente atendida.

(Maria falando ao coração das donzelas pelo Abade A.Bayle, 1917)

Fonte:

sexta-feira, 25 de julho de 2014

Milagres do Escapulário de Nossa Senhora do Carmo.



"Nenhuma devoção foi até hoje confirmada com maior número de autênticos milagres do que o Escapulário do Carmo". SAINT CLAUDE DE LA COMOMBIERE, director espiritual de Santa Margarida Maria.



Primeiro milagre.

Precisamente no mesmo dia em que Nossa Senhora deu o Escapulário a São Simão Stock, foi este chamado à pressa por Lord Peter de Linton: "-Venha depressa, Padre, porque o meu irmão está à morte, em desespero!" São Simão Stock partiu imediatamente para junto do moribundo. Mal chegou, lançou sobre aquele homem o seu grande Escapulário, pedindo a Nossa Mãe Santíssima que não deixasse de cumprir a Sua promessa. Imediatamente o homem se arrependeu, tendo falecido na Graça e no Amor de Deus. Nessa mesma noite o falecido apareceu a seu irmão e disse-lhe: "-Eu fui salvo pela mais poderosa das Rainhas, e o manto daquele homem foi para mim um escudo."

Degolado salvo

Num internato daquela cidade, estudava um rapaz muito querido por seu bom comportamento e sucesso nos estudos. Um dia pediu licença para ir até sua cidade, não longe de Granada. Mas, à hora combinada, não voltou, nem no dia seguinte. Os professores mandaram alguém até a casa dos parentes, para saber o que teria ocorrido, mas ficaram surpresos em saber que ele lá não tinha aparecido.

Apreensivos, deram uma busca em seu quarto e só notaram a ausência da navalha com que costumava se barbear. Uma terrível suspeita levantou-se e imediatamente os mestres comunicaram o fato às autoridades e começaram as buscas para ao menos encontrar o corpo do rapaz. 

Passados três dias de angustia, dois homens faziam o percurso de Granada à cidade em que morava o rapaz, quando sentiram um impulso interior para aproximar-se de um poço artesiano abandono, que ficava um pouco afastado do caminho. Depois de ter sido perfurado 80 metros, fora abandonado. A 30 metros havia uma saliência para servir de descanso a quem descesse. Conservava ainda um cabo, pelo qual se podia descer até quase o fundo. 

Como não se podia ver nada em seu interior, por causa da escuridão, um dos homens jogou dentro uma pedra. No mesmo instante ouviu-se um gemido humano. Atônito, para certificar-se do fato, atirou outra. Aí ouviu-se claramente uma voz que dizia: 

- Não atire mais, pois vai matar-me! 

Impressionados, os dois correram à cidadezinha para dizer. A noticia correu como rastilho de pólvora, pois toda a população estava ansiosa para ter notícias do desaparecido rapaz. Assim, acorreu ao local o povoado todo, com autoridades e o vigário à frente. 

Um indivíduo, atado a uma corda, deslizou para o interior do poço. Ao chegar à saliência aos 30 metros de profundidade, viu um corpo ferido que fazia esforços para não cair. As profundezas. Pediu que descessem um cesto, e nele colocou cuidadosamente o corpo. 

Na superfície, todos viram tratar-se do estudante desaparecido. Apresentava tão profundo talho no lado esquerdo do peito e do pescoço, que a cabeça mal podia manter-se unida ao corpo. TINHA COMPLETAMENTE SECIONADAS A FARINGE E A LARINGE QUE, PARA QUE PUDESSE FALAR, FOI NECESSÁRIO POR-LHE A CABEÇA DE MANEIRA QUE ENCAIXASSE NAS PARTES SECIONADAS. Ninguém compreendia como é que podia manter-se com vida... 

Ao ver o sacerdote, o infeliz abraçou-lhe as pernas e pediu-lhe que o atendesse imediatamente em confissão, declarando publicamente que, num ato de loucura, tinha deslizado pelo cabo do poço, onde quis suicidar-se. Mas quando já estava ferido de morte, veio-lhe o Pensamento do inferno, e pediu perdão e misericórdia a Nossa Senhora; e passou três dias e três noites naquela angustia. 

Reconciliado com Deus, após confessar-se com o sacerdote, pouco depois faleceu. 

Os médicos da faculdade de Medicina não puderam explicar como pode viver aquele rapaz durante três dias, materialmente degolado, numa profundidade em que o frio de janeiro é terrível, pois está próximo à Serra Nevada. Quando quiseram suturar-lhe o pescoço, sua carne estava tão endurecida pelo frio, que se quebravam as agulhas. 

O QUE A CIÊNCIA NÃO PODE EXPLICAR, PÔDE-O A FÉ, POIS O JOVEM SUICIDA TRAZIA CONSIGO O SANTO ESCAPULÁRIO DO CARMO.


Conversão

Conta um sacerdote que um dia, numa pequena cidade perto de Chicago, foi chamado à cabeceira de um homem que havia muitos anos estava afastado dos Sacramentos. "O homem não queria ver-me, e decerto não quereria falar. Pedi-lhe então que olhasse para o pequeno Escapulário que eu segurava na mão. ‘Era capaz de usar isto, se eu lho pusesse? Não lhe peço mais nada’.  O homem aceitou usá-lo, e em menos de uma hora queria confessar-se, ficando em paz com Deus.

Escapulário intacto. 

Santo Afonso Maria de Ligório diz-nos: "Os hereges modernos troçam do uso do Escapulário. Desacreditam-no como coisa absurda." No entanto sabemos que muitos Papas o aprovaram e recomendaram. É digno de nota que, apenas 25 anos depois da visão do Escapulário, morria o Papa São Gregório X tendo sido sepultado com o Escapulário que usava. Quando o seu túmulo foi aberto passados 600 anos, o Escapulário foi encontrado intacto.

Dois grandes fundadores de Ordens Religiosas – Santo Afonso Maria, dos Redentoristas, e São João Bosco, dos Salesianos – tinham uma devoção muito especial a Nossa Senhora do Carmo e ambos usaram o Seu Escapulário Castanho. Quando morreram, foram ambos sepultados com as suas vestes sacerdotais e os Escapulários. Muitos anos mais tarde as sepulturas foram abertas: tanto os corpos como as sagradas vestes em que tinham sido sepultados não eram mais do que pó! PORÉM, O ESCAPULÁRIO CASTANHO QUE CADA UM USAVA ESTAVA PERFEITAMENTE INTACTO. O Escapulário de Santo Afonso Maria está exposto em Roma, no Mosteiro por ele fundado.

Proteção contra o Demónio

Compreenderá melhor por que razão as ciladas do Demónio se erguem contra aqueles que divulgam o uso do Escapulário, quando ouvir a história do Venerável Francis Ypes. Um dia caiu-lhe o Escapulário que trazia. Enquanto o colocava de novo, ouviu o Demónio que lhe uivava: "Deita fora esse manto que arrebata do Inferno tantas almas!" Então, e de imediato, o Venerável Francis Ypes tratou de humilhar o Inimigo, fazendo-o reconhecer aquilo que os diabos mais receiam: o Santíssimo Nome de Jesus, o Santíssimo Nome de Maria e o Santo Escapulário do Carmo.

Nossa Senhora protege um Missionário

Certo dia, em 1944, um missionário carmelita da Terra Santa foi chamado a um campo de internamento, para ministrar o Sacramento da Extrema Unção. Ia de camioneta, e o condutor, que era árabe, mandou sair o sacerdote uns seis quilómetros antes de chegar ao campo, porque o caminho estava muito perigoso devido a tanta lama. E era tanta, realmente, que, depois de ter andado três quilómetros, o missionário notou que os pés se lhe iam enterrando cada vez mais no lodo. Tacteando para encontrar terreno firme, acabou por escorregar para um poço de lama. Sentindo-se afundar – até que iria morrer, sem qualquer socorro e em lugar tão deserto –, lembrou-se de Nossa Senhora e do Seu Escapulário. Pegou no seu longo Escapulário – que usava por estar vestido de frade –, beijou-o e, erguendo os olhos para a santa montanha do Carmelo (lugar onde nascera a devoção à Mãe de Deus), gritou: "Nossa Senhora do Carmo! Mãe Santíssima! Ajudai-me! Salvai-me!" E logo no momento seguinte se encontrou em terreno firme. Mais tarde, foi o próprio que contou: "Sei que fui salvo pela Virgem Santíssima por meio do seu Escapulário Castanho. Perdi os sapatos dentro daquele lodo, todo eu estava coberto de lama ¼ mas consegui ainda andar os outros três quilómetros que faltavam, louvando sempre a Nossa Senhora."

Salvos da tempestade no mar

Outra história do Escapulário que merece ser contada sucedeu em 1845. Pelo final do verão desse ano, o barco inglês "Rei do Oceano" viu-se de repente no meio de uma feroz tempestade. O vento e o mar açoitavam o navio sem piedade; e um pastor protestante com a mulher e os filhos, e outros passageiros, conseguiram chegar à coberta onde pediam a Deus misericórdia e perdão pelos seus pecados, pois a todos parecia que iam morrer. Entre a tripulação havia um jovem irlandês, John McAuliffe. Ao ver a gravidade da situação, abrindo a camisa, o jovem agarrou no seu Escapulário, tirou-o e, fazendo com ele o Sinal da Cruz por sobre as ondas encapeladas, lançou-o ao mar. Nesse preciso momento, o vento acalmou-se. Só uma onda mais varreu o convés: trazia consigo o Escapulário que ficou pousado aos pés do rapaz. Durante todo este tempo, o pastor protestante (Sr. Fisher) não deixou de observar cuidadosamente os movimentos do jovem e, depois, o efeito miraculoso do que ele fizera. Perguntou ao jovem a que se devia tudo aquilo, e por ele soube da Santíssima Virgem e do Seu Escapulário. Sr. Fisher e a sua família ficaram tão impressionados que se mostraram resolvidos a converter-se à Igreja Católica logo que possível, para assim poderem gozar da mesma protecção do Escapulário de Nossa Senhora.

Uma casa salva de um incêndio

Ainda mais perto dos nossos dias, em Maio de 1957, um Sacerdote carmelita na Alemanha publicou uma história extraordinariamente assombrosa de como o Escapulário tinha livrado uma casa de um incêndio. Era uma fila inteira de casas que se tinha incendiado em Westboden, na Alemanha. Ora, numa das casas dessa rua viviam duas piedosas famílias que, ao verem deflagrar o fogo, imediatamente penduraram um Escapulário na porta de entrada. As faúlhas saltavam em redor e voavam sobre aquela casa; mas ela conservou-se intacta. Em 5 horas, 22 casas foram reduzidas a cinzas – porém, a única construção intacta no meio da destruição geral era a que tinha o Escapulário preso na porta. As centenas de pessoas que vieram ver o lugar que Nossa Senhora tinha salvo são testemunhas oculares do poder do Escapulário e da intercessão da Santíssima Virgem Maria.

Um acidente de comboio

Mas um dos mais extraordinários acontecimentos devidos ao Escapulário aconteceu precisamente aqui, nos Estados Unidos. Nos princípios do século XX, na cidade de Ashtabula, Ohio, um homem foi trucidado por um comboio que o cortou em duas partes. Ora esse homem usava o Escapulário. Pois em vez de morrer de imediato, como seria de esperar, ainda ficou vivo e CONSCIENTE por mais 45 minutos – o tempo necessário para que um sacerdote pudesse chegar e ministrar-lhe os Últimos Sacramentos. Estes e outros casos semelhantes mostram bem como a nossa Mãe Santíssima nos toma ao Seu cuidado pessoal na hora da nossa morte. Tão alta e poderosa Mãe – Santa Maria – nunca nos faltará com a promessa do Escapulário: cuidar de nós para que morramos na Graça de Deus e tenhamos a vida eterna.

Salva a vida de um Sacerdote

Um outro milagre do Escapulário diz respeito a um Sacerdote francês que partira em peregrinação. Já de caminho para celebrar Missa, lembrou-se de que esquecera o seu Escapulário. Mesmo sabendo que se atrasaria se voltasse atrás para o ir buscar, não hesitou em o fazer, pois não podia sequer imaginar-se a celebrar Missa no altar de Nossa Senhora sem usar o Seu Escapulário. Mais tarde, quando já celebrava o Santo Sacrifício, um jovem aproximou-se do altar, puxou de uma arma e alvejou o Sacerdote pelas costas. Para espanto de todos, o Padre continuou a rezar as orações da Missa como se nada tivesse acontecido. A princípio, pensou-se que a bala tivesse milagrosamente falhado o alvo. Mas depois, observando com cuidado, verificou-se que a bala TINHA FICADO RETIDA, ENCRAVADA NO PEQUENO ESCAPULÁRIO CASTANHO que o Sacerdote, tão obstinadamente se recusara a deixar esquecido.

Um chamamento ao fervor

Um oficial da Força Aérea, no Texas, escrevia estas palavras em Outubro de 1952: "Há uns seis meses, pouco tempo depois de começar a usar o Escapulário, experimentei uma mudança notável na minha vida: quase de seguida comecei a ir à Missa todos os dias e, daí a pouco tempo, a receber sempre a Sagrada Comunhão. Vivi a Quaresma com um fervor que até então nunca tinha sentido. Assim fui iniciado na prática da meditação, e dei por mim a realizar pequenas tentativas no caminho da perfeição. Tenho tentado sempre viver próximo de Deus, e sei que o devo ao Escapulário de Nossa Senhora."

A necessidade de usar o Escapulário

Durante a Guerra Civil de Espanha, na segunda metade dos anos 30, sete comunistas foram condenados à morte devido aos sues crimes. Um Padre carmelita prontificou-se a prepará-los para a morte – mas eles recusaram. Como um último recurso de aproximação, o Sacerdote trouxe-lhes cigarros, alguma comida e vinho, e garantiu-lhes que não lhes iria falar de religião. Não demorou muito para que todos se tornassem simpáticos, de modo que o Padre perguntou, então, se podia pedir-lhes um pequeno favor: "-Dão-me licença de lhes colocar, a cada um, um Escapulário?" Seis concordaram, mas o outro recusou. Dali a pouco, os que tinham consentido em usar o Escapulário confessaram-se. O sétimo continuou a recusar; no entanto, para lhes ser agradável pôs um Escapulário, mas logo disse que não faria mais nada. Ao amanhecer, quando se aproximou o momento da execução, o sétimo condenado reafirmou não querer pedir a presença de um Padre: apesar de trazer o Escapulário, continuava decidido a morrer como inimigo de Deus. Chegara o fim: dada a ordem de comando, o pelotão de fuzilamento executou o seu mortífero dever, e sete cadáveres tombaram, jazendo no pó. Misteriosamente, apareceu um Escapulário afastado dos cadáveres cerca de uns 50 passos: daqueles homens, seis morreram COM o Escapulário de Nossa Senhora; e o sétimo SEM o Escapulário.

Livres de queda de avião e queimaduras

Na Guatemala, um missionário jesuíta conta um caso da protecção do Escapulário de Nossa Senhora. Foi no ano de 1955; em Novembro, caiu um avião que transportava 27 passageiros. Todos morreram menos uma jovem que, ao ver que o avião se despenhava, se agarrou ao seu Escapulário pedindo à Santíssima Virgem que lhe acudisse! Sofreu queimaduras, a roupa ficou-lhe reduzida a cinzas, mas o Escapulário nem sequer foi tocado pelas chamas.
Nesse mesmo ano de 1955, um milagre semelhante ocorreu num Estado do Oeste americano. Um rapazinho da 3ª classe parou numa bomba de gasolina para encher os pneus da bicicleta e, nesse preciso momento, deu-se uma explosão. A roupa do menino ficou toda queimada, mas não o seu Escapulário Castanho – que ficou intacto, como símbolo da protecção da Virgem Santa Maria. O rapazinho de então é hoje um homem de idade madura. Ainda tem algumas cicatrizes da explosão, mas continua a recordar de um modo especial a protecção que recebeu da Mãe Santíssima num caso de tão grande perigo.


Fonte: Fragmentos do livro "Nihil Obstat – Reverendo Padre Lawrence A. Deery"

Fonte:

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Os Benefícios de uma boa confissão



"Não vim chamar os justos, mas os pecadores" (Mateus 9,13).

"Os homens receberam de Deus um poder que não foi dado aos Anjos nem aos Arcanjos. Nunca foi dito aos espíritos celestes, ‘O que ligardes e desligardes na terra será ligado e desligado no céu’. Os príncipes deste mundo só podem ligar e desligar o corpo. O poder do sacerdote vai mais além; alcança a alma, e exerce-se não só em batizar, mas ainda mais em perdoar os pecados. Não coremos, pois, ao confessar as nossas faltas. Quem se envergonhar de revelar os seus pecados a um homem, e não os confessar, será envergonhado no Dia do Juízo na presença de todo o Universo." (S. João Crisóstomo, Tratado sobre os Sacerdotes, Liv. 3.)



* * *


BENEFÍCIOS DE UMA BOA CONFISSÃO




 Há inúmeros bons livros sobre o tema, e indicarei alguns, no final, assim como alguns links, para aprofundar o estudo, mas hoje vamos falar do BENEFÍCIO DE UMA BOA CONFISSÃO. 

Primeiro, contudo, vamos às necessárias conceituações:

1. O QUE É PECADO? 


O pecado é uma transgressão à lei de Deus (I João 3,4) e uma rebelião contra Deus (Deuteronômio 9,7; Josué 1,18). O pecado é uma inclinação para o mal; é uma falta contra a razão, a verdade, a consciência reta. É uma falta ao amor verdadeiro, para com Deus e para com o próximo, por causa de um apego perverso a certos bens. Ele fere a natureza do homem. Cometer um pecado é praticar uma determinada atitude sabendo que está errada e tendo a liberdade em fazê-la, sem nenhuma coação. É uma escolha pessoal. 

a. Pecado original. Pecado original é aquele com que todos nós nascemos, herdado de nossos primeiros pais, Adão e Eva. Chama-se “original” porque fica na origem da existência humana (Gn 3,1-24). Os principais efeitos do pecado original são (1) nos fazer nascer sem a Graça Santificante, privados do direito ao Céu e (2) ser a causa de nossas más inclinações. É Dogma de Fé e é apagado pelo Batismo, mas suas consequências persistem.

b. Pecado mortal. Pecado mortal é dizer, fazer, pensar ou desejar algo contra a lei de Deus, ou a lei humana, em matéria grave, com plena advertência e pleno consentimento. Este pecado se chama mortal porque mata a alma de quem o comete, tirando-lhe a vida sobrenatural.  


Os principais efeitos do pecado mortal são (1) nos fazer ofender a Deus gravemente, (2) nos fazer perder a Graça Santificante, a vida sobrenatural, os méritos adquiridos e o direito ao Céu; (3) desfigura e contamina a nossa alma e (4) nos faz escravos do Demônio e do pecado, e merecedores do Inferno. O perdão do pecado mortal só se alcança através do Sacramento da Confissão. Caso não haja arrependimento, este pecado acarreta a morte eterna.

Condições necessárias para um pecado ser mortal:  

1. Matéria séria;  
2. Reflexão suficiente;  
3. Pleno consentimento da vontade.

c. Pecado venial. Pecado venial é dizer, fazer, pensar ou desejar algo contra a lei de Deus, ou lei humana, em matéria grave, sem plena advertência ou sem pleno consentimento. Chama-se venial porque, por causa dele, não merecemos a pena eterna nem perdemos a graça de Deus.  


Os principais efeitos do pecado venial são (1) nos fazer ofender a Deus, que é nosso Criador e nosso Pai; (2) diminui em nós o fervor da caridade e nos dispõe ao pecado mortal; (3) nos faz merecedores da pena temporal do Purgatório. O pecado venial é perdoado ouvindo-se a Missa, ao comungar, ao dizer o Confiteor (vide no Anexo), ao receber a Bênção Episcopal; pela água benta, pelo pão bento, ao rezar o Pai Nosso, ao ouvir sermão, e, por fim, ao golpear o peito pedindo perdão a Deus. Ao pedir perdão a Deus damos a entender que, para conseguir por estas coisas o perdão dos pecados veniais, temos de ter alguma dor sobrenatural dos pecados cometidos.

d. Pecados capitais. São as más tendências da nossa natureza. Chamam-se capitais, porque são cabeças e princípios, como fontes e raízes de outros vícios que deles nascem. Podem ser mortais ou veniais. São eles: soberba (orgulho), avareza, luxúria, ira, gula, inveja e preguiça:

  • A soberba é um apetite desordenado de ser preferido a outros.
  • A avareza é um apetite desordenado de possuir os bens da Terra.
  • A luxúria é um apetite desordenado de deleites sujos e carnais.
  • A ira é um apetite desordenado de vingança.
  • A gula é um apetite desordenado de comer e de beber.
  • A inveja é um pesar pelo bem alheio.
  • A acídia ou Preguiça é um decaimento do ânimo no bem obrar.

Os pecados capitais podem ser combatidos com a prática da virtude contrária:  

  • contra a soberba, humildade;  
  • contra a avareza, generosidade;  
  • contra a luxúria, castidade;  
  • contra a ira, paciência;  
  • contra a gula, temperança;  
  • contra a inveja, caridade;  
  • contra a preguiça, diligência.

e. Vícios. São as más inclinações da natureza humana, como consequência de repetição dos pecados, mesmo veniais.


Embora o pecado seja um ato PESSOAL, temos a responsabilidade nos pecados cometidos por outros quando neles operamos:

  • participando neles, direta e voluntariamente;
  • mandando, aconselhando, louvando ou aprovando esses pecados;
  • não revelando ou não os impedindo, quando a isso somos obrigados;
  • protegendo os que fazem mal.


2. O QUE É A CONFISSÃO? 

Confissão ou Penitência é o sacramento instituído para nos perdoar os pecados cometidos depois do Batismo. Pela confissão, o homem sinceramente arrependido, e com o firme propósito de não mais pecar, confessa seus pecados a um padre, esperando obter a absolvição.  


O Sacramento da Penitência, (1) apaga os pecados cometidos depois do Batismo; (2) perdoa-nos a pena eterna merecida pelo pecado mortal e uma parte, ao menos, da pena temporal; (3) restitui-nos a Graça Santificante, ou a aumenta, se não a havíamos perdido; (4) concede-nos graças especiais para evitarmos o pecado e praticarmos a virtude.  

Estamos obrigados a confessar os pecados mortais não confessados, e é bom e proveitoso confessar também os pecados veniais. Àquele que, depois da última confissão, tem apenas pecados veniais, lhe será conveniente, para assegurar a dor e o propósito, confessar também algum pecado mortal já confessado.

Para receber dignamente o Sacramento da Penitência, são necessárias cinco coisas: “exame de consciência”, “contrição de coração”, “propósito de emenda”, “confissão dos pecados” e “cumprir a penitência”.

a) Exame de consciência é fazer os esforços necessários para lembrar-se, um a um, dos pecados não confessados, percorrendo os Mandamentos de Deus e da Igreja, os lugares por onde andou e ocupações que teve, depois de haver pedido a Deus luz para conhecer suas culpas.

b) A contrição de coração pode ser de duas maneiras: uma “perfeita” e outra “menos perfeita”, que se chama “atrição”. 

Contrição perfeita é uma dor ou pesar de haver ofendido a Deus por se Ele quem é – isto é, por ser infinitamente bom e digno de ser amado – com propósito de confessar-se, emendar-se e cumprir a penitência.

Atrição é uma dor ou pesar por haver ofendido a Deus, seja pela feiura do pecado, seja por temor do Inferno, ou por haver perdido a glória etc., com propósito de confessar-se, emendar-se e cumprir a penitência.
Destas dores é melhor a da perfeita contrição, porque aquela nasce do amor filial e esta, do temor; e porque, pela dor de contrição perfeita, antes que um se confesse, seus pecados mortais lhes são perdoados e se põe em graça de Deus, mas pela atrição apenas não se conseguem estes efeitos. Para alguém confessar-se bem basta a atrição; mas melhor e mais segura é a contrição perfeita, e aquele que se confessa deve procurar ter esta última. Há de se ter a dor antes que o Confessor absolva ao penitente. A dor dos pecados deve ser interna, sobrenatural e universal.

c) Propósito é uma firme resolução de nunca mais ofender a Deus gravemente. Deve ser interno, firme, universal e eficaz.

d) Confissão dos pecados é manifestar verbalmente, sem engano nem mentira, todos os pecados mortais ao Confessor, com intenção de cumprir a penitência. É chamada de confissão de boca.   

Confissão de boca é uma acusação dos pecados, do seu número e das circunstâncias que mudam a sua espécie, sem deixar de declarar nenhum pecado mortal, feita a um sacerdote aprovado, com o fim de receber a absolvição.  
Faz mal a confissão aquele que cala culpavelmente algum pecado mortal, ou confessa algum pecado grave que não tenha cometido, ou faz a confissão sem dor, ou sem propósito, ou sem ânimo de cumprir a penitência. Aquele que faz mal a confissão comete um grande sacrilégio, e fica com a obrigação de voltar a confessar-se dos pecados que confessou, dos que calou e, além disso, do pecado de sacrilégio que cometeu.

Aquele que, depois de ter confessado, se recordar de algum pecado grave que esqueceu sem culpa pode comungar, mas deve confessá-lo na próxima confissão. 

  • Pecado esquecido na confissão, fica perdoado se eu fiz bem o exame de consciência.
  • Pecado escondido na confissão não fica perdoado e eu não posso comungar: tenho de fazer outra confissão.
Podem crer não haver tido dor nem propósito verdadeiro em suas confissões os que não se afastam das ocasiões de pecado, e os que, depois de uma ou outra confissão, caem sempre nos mesmos pecados, sem haver feito esforço para emendar-se.

Para alguém se estimular a formar dor e propósito verdadeiros é conveniente, antes de chegar-se a confessar, pedir ao Senhor que o socorra com Seus auxílios, meditar por um momento nos benefícios que o Senhor lhe tem feito, ou em Sua paixão e morte, ou em sua bondade, e, uma ou mais vezes, dizer o “ato de contrição”.

e) Cumprir a penitência é satisfazer a Deus pela pena temporal devida pelos pecados cumprindo a penitência imposta.  


Deve-se cumprir a penitência o quanto antes, pois aquele que não a cumpre ou demora muito tempo em cumpri-la pode pecar gravemente, se a penitência é grave. Podemos satisfazer a Deus com toda espécie de boas ações feitas em graça de Deus, e também com as indulgências, que são graças pelas quais se concede a remissão da pena temporal que se há de pagar pelos pecados nesta vida ou na outra. Ganham-se as indulgências fazendo, em estado de graça, o que se ordena a este fim.

Sendo o pecado mortal o maior mal que pode sobrevir ao homem, não deve alguém expor sua salvação permanecendo em pecado, pois não sabe quando há de morrer, mas deve procurar ter verdadeira dor de perfeita contrição de seus pecados, com propósito de emendar-se e de confessar-se.


3. POR QUE CONFESSAR A UM PADRE

Foi Nosso Senhor Jesus Cristo, Deus verdadeiro, que instituiu o Sacramento da Reconciliação pela confissão dos pecados: “Então, soprou sobre eles e falou: ‘Recebei o Espírito Santo. Aqueles a quem perdoardes os pecados serão perdoados, e àqueles a quem os retiverdes serão retidos’...” (Jo. 20,22; Lc. 24,36), confiando esta tarefa aos Apóstolos e seus sucessores, os padres.

A autoridade que Jesus deu aos Apóstolos para perdoar pecados era a mesma que Lhe foi dada pelo Pai para perdoar pecados na terra, não como Filho de Deus, mas como o Filho do Homem (Mateus 9,6). Jesus perdoou pecados enquanto estava no mundo, mesmo os Fariseus desprezando Sua autoridade; de fato, até então os Judeus acreditavam que somente Deus podia perdoar pecados. 


Nós, os Católicos, acreditamos que nenhum padre, como homem e indivíduo, por mais pio ou estudado que seja, tem o poder de, separado de Deus, perdoar pecados. No entanto, no confessionário, depois de realizada a preparação para Sacramento, ao recitar a fórmula da absolvição, o Sacerdote perdoa os pecados do penitente como se estivesse se confessando na presença de Cristo. Assim, o perdão vem de Deus, não do padre, que está atuando na condição de ”Persona Christi”, enquanto sucessor dos Apóstolos.

Do mesmo modo que nos outros sacramentos, na confissão também Deus se serve dos homens para comunicar a Sua graça. O perdão não é apenas uma questão entre Deus e o pecador, pois afasta o pecador da comunhão dos Santos. Para ser aceito novamente, o sacerdote, representante e ministro de Deus e da Igreja, recebe a sua conversão e concede a absolvição dos pecados. Não há sacramento nenhum recebido diretamente de Deus. Todos se recebem por meio da Igreja. Não há, portanto, a confissão diretamente com Deus.


4. UM CONFESSOR ESTÁVEL  


Há pessoas que procuram o confessor que "tem menos gente à espera diante do confessionário". A pessoa prudente, que realmente deseja tirar a maior vantagem da Confissão, escolhe um confessor estável, a quem sempre procura e se dá a conhecer: "Virei regularmente confessar-me com o senhor, Padre". E, se tiver qualquer problema que deseja tratar com o sacerdote, acrescenta: "Queria ouvir os seus conselhos a respeito de minha vocação", ou: "Ando com dificuldade a respeito da fé", ou ainda: "Espero que V. Revma. me ajude a vencer tal e tal tentação".  

Quando uma pessoa tiver declarado o seu desejo de ajuda, conselho e direção, o confessor sentir-se-á com a maior vontade de fazer tudo o que tiver ao seu alcance. Age muitíssimo bem o penitente que tenha contraído um hábito de pecar, ou que tenta decidir a sua vocação, ou que sofre de dificuldades na fé, ou que se vê em frente de dificuldades no lar ou no lugar de trabalho, ou que seriamente deseja sua própria santificação quando escolhe um confessor estável. Em breve o confessor saberá como tratar com esta pessoa, como um médico sabe tratar um paciente que recorre sempre a ele. O católico com um confessor estável, ao qual ele se explica e do qual pede e aceita conselhos, está bem encaminhado na estrada para a felicidade, o sucesso e o céu.


5. DOS BENEFÍCIOS DE UMA BOA CONFISSÃO
 

Você tem o direito de esperar o seguinte da Confissão: 

  • Perdão dos pecados. Este é o objetivo essencial da Confissão, mas somente um dos objetivos.
  • Ajuda para vencer as dificuldades quaisquer que sejam. O confessor é um sábio guia e diretor. Ele espera seja-lhe permitido ajudá-lo com sua experiência profissional e com sua sabedoria
  • Ajuda para planejar e levar adiante uma vida cheia e útil.
O sacerdote não está interessado unicamente em perdoar pecadores; ele deseja ajudar as pessoas boas a se tornarem melhores, e as melhores a se tornarem santas. Ele gosta de ajudar a mocidade em achar o trabalho de vida conveniente, e está feliz quando pode contribuir para que gente mais velha possa fazer mais perfeitamente a obra que Deus lhes deu para fazer. Ele é um mentor, um conselheiro experimentado. Ele gosta de ser chamado para ajudar. 
* Lembre-se, no entanto, que o confessionário não é lugar para fofocas, contar pecados alheios, desabafar frustrações etc. Seja objetivo e, dentro do possível, rápido, para não atrasar a Santa Missa!

BENEFÍCIOS CORPORAIS:


A Bíblia mostra que perdão e cura estão intimamente relacionadas. Sl 103:3 e Is 33:24. O dr. James Pennebaker , da Escola de MedicinaJohns Hopkins diz, em The Journal of Abnormal Psichology, que há benefícios para a saúde quando nossos segredos mais penosos são compartilhados com os outros e que o ato de confiar em alguém protege o corpo contra tensões internas prejudiciais que são o castigo por levarmos um fardo emocional, como, por exemplo, um remorso reprimido. Os fatos foram também confirmados por pesquisas recentes da Universidade de Harvard. O jornal Lexington Herald-Leader (EUA) publicou, em 23/09/84, um artigo afirmando que a confissão, sem levar em conta o que possa fazer para a alma, faz bem para o corpo. Estudos mostram de modo convincente que as pessoas que confiam a outras seus sentimentos e segredos perturbados ou algum evento traumático, em lugar de suportarem sozinhas os problemas, são menos vulneráveis às moléstias. (A Cura das Memórias - David A Seamands, pág.48)

* * *




Dito isso, vamos à preparação para uma boa confissão:

ANTES DO EXAME: é salutar começar com uma oração. Peçamos primeiro ao Espírito Santo que nos ilumine, rezando o Vinde Espírito Santo
 (vide no Anexo). 

Em seguida: Meu Deus, dai-me a luz para conhecer os pecados que cometi, as suas causas e os meios de os evitar... (vide no Anexo).  

Depois, façamos um exame de consciência sério, com serenidade, sobre a nossa vida, os mandamentos da Lei de Deus e da Santa Igreja, os pecados capitais e os nossos deveres de estado.  


EXAME DE CONSCIÊNCIA: para fazer uma confissão íntegra, é útil anotar em um papel à parte os pecados a serem confessados.

Não se pretende dar um questionário completo sobre os pecados, mas traçamos apenas linhas gerais que guiarão normalmente uma pessoa a um rápido e fácil conhecimento de seus pecados. (No Anexo, há um formulário que será útil a este propósito.)

Se houver qualquer coisa que está fora destas linhas gerais, ou se houver qualquer problema que alguém não entende, o recurso mais simples consiste em expor o caso ao confessor: "Há ainda uma coisa que não está clara". Mas, geralmente, esta simples série de perguntas e sugestões deveria trazer à luz da memória do penitente tudo quanto poderia ser matéria para a Confissão. 

1. Qual tem sido o meu maior pecado desde a última Confissão? Tornou-se este pecado um hábito para mim? É uma coisa que acontece frequentemente em minha vida? Tal pecado estará, geralmente, fundamentado numa real fraqueza de caráter. É o pecado que mais perigosamente se interpõe entre mim e minha salvação.

2. Qual tem sido a minha atitude para com Deus? Creio n'Ele e trato de amá-lo e de confiar n'Ele? Assisti fielmente à Santa Missa? Honrei a Deus com minhas orações e meus serviços? Tenho um sincero respeito para com seus mandamentos? Sou leal à Igreja Católica e às suas leis? Tenho observado os dias de jejum e abstinência prescritos?

3. Qual tem sido a minha conduta pessoal? Tenho sido limpo e decente? Tenho me precavido contra pecados em pensamentos e desejos? Aceitei como verdade as coisas que Deus revelou e a Igreja ensinou? Tenho me mostrado orgulhoso no trato com outros e tenho me gabado de dons pessoais? Tenho sido temperado no uso de comida e bebida;

4. Qual tem sido a minha conduta para com outros? Tenho sido honesto nos meus negócios com eles e respeitado seus direitos e propriedades? Mostrei-me cuidadoso quanto a seu bom nome e reputação? Levei, por meu pecado, outros a pecar? Fiz, por palavras ou ações, com que outros tomassem parte em pecados? Tenho brigado com outros, abusado deles ou os prejudicado fisicamente?

5. Tenho cumprido o meu dever? Cada um de nós tem em seu estado de vida ou profissão deveres para com outros; deveres de pais, de filhos de homens de determinada profissão, de comerciante, de patrão, de empregado. Isto significa que somos devedores de trabalho honesto, bondade, procedimento justo, caridade para com outros que dependem de nós quanto à sua felicidade ou serviços. Como agi sob tal ponto de vista?

   

DEPOIS DO EXAME: Por mais completa que seja a Confissão, por mais exata a relação dos pecados, se falta o arrependimento, melhor fora se a Confissão não fosse feita.

Daí a necessidade de expressar perante Deus a nossa mágoa, o nosso arrependimento profundo por causa dos pecados do passado e a necessidade da determinação de não cometê-los de novo. É provável que, durante a Confissão, o padre diga: "Faça um bom ato de contrição". Se o arrependimento for formulado nesta ocasião, é o quanto basta. Quem, porém, deseja estar certo de uma boa Confissão, faz o ato de contrição ANTES de entrar no confessionário. Diz a Deus, com toda a sinceridade, que está arrependido de seus pecados. Manifesta ao bom e generoso Deus sua vergonha e mágoa por causa do seu passado (Vide orações no Anexo).

* * *


A CONFISSÃO



Estando diante do confessor, nos ajoelhamos e sem esperar que ele fale — embora geralmente possamos ouvi-lo dando-nos a benção inicial — dizemos:

A. "Padre, dai-me a vossa benção, porque pequei."

B. "Há ... (número de dias, semanas, meses) desde a minha última Confissão". 

Esta indicação é de grande valor para o sacerdote, pois lhe possibilita julgar se os pecados que confessamos são hábitos. Por exemplo: três pensamentos impuros, voluntariamente entretidos durante um dia ou uma semana, seriam um hábito; três durante um ano não seriam um hábito.

Se a nossa última Confissão ou uma das anteriores NÃO foi boa (por causa de falta de arrependimento, por termos calado propositalmente um pecado mortal, por não termos tido a intenção de pôr em ordem o passado, ou por qualquer outra razão séria), a forma usada será diferente. Diremos: "As minhas duas (indicar o número correto) últimas confissões" ou "Minhas confissões durante o ano passado (ou ... anos passados)" ou "as minhas confissões desde a minha primeira Comunhão não foram bem feitas, porque (diga a razão) calei um pecado grave na Confissão... não estava arrependido... não tinha vontade de romper com o pecado". Em tal caso, o sacerdote provavelmente interromperá logo o penitente a fim de ajudá-lo.

C. "Desde então me acuso dos seguintes pecados:"

O penitente diz então a espécie ou as espécies dos pecados mortais que cometeu, acrescentando quantas vezes os cometeu. Espécie e número devem ser mencionados somente quando se trata de pecados mortais.

D. Depois de ter confessado todos os pecados mortais e os pecados veniais que quis dizer, o penitente diz esta ou semelhante formula:
"Destes pecados e de todos os que talvez tenha cometido e dos quais não me posso lembrar agora, peço humildemente perdão a Deus e a vossa absolvição, especialmente destes pecados de minha vida passada".
Então menciona alguns pecados do passado: 
  • Para aumentar o arrependimento.
  • Para apresentar aqueles pecados outra vez à misericórdia divina, caso se devesse ainda alguma pena do Purgatório por causa deles.
  • Para precaver-se contra a sua repetição no futuro.

O penitente agora escuta atentamente, enquanto o sacerdote lhe dá os conselhos necessários, faz qualquer pergunta que julgue importante para tornar completa a Confissão e indica a penitência.

O católico instruído sabe que o padre não está pesquisando curiosamente, quando faz perguntas. É simplesmente o melhor modo de ajudar o penitente a fazer a Confissão tão perfeita quanto possível e de socorrê-lo nas suas lutas futuras contra o pecado.

E. Enquanto o sacerdote esta dando a absolvição, o penitente diz mais uma vez a Deus que esta arrependido, usando uma fórmula costumada (ato de contrição, vide no Anexo) ou falando simplesmente assim como lhe vem do coração.


DEPOIS DA CONFISSÃO 

A penitência é uma parte essencial da Confissão. Por isto, o homem prudente reza-a logo. Deixar de cumprir deliberadamente a penitência imposta por um pecado mortal é por sua vez pecado mortal. Esquecer a penitência não torna inválida a Confissão, mas pelo fato de as orações impostas como penitência fazerem parte de todo o Sacramento da Penitência, elas têm um valor especial para remover as penas do Purgatório merecidas pelos pecados.

Quando a absolvição for dada, o penitente brevemente agradece a Deus pela graça da Confissão, renova a promessa de levar vida melhor e volta às suas ocupações regulares.

CONCLUSÃO


Que modo melhor, mais bondoso, mais eficiente de ajudar ao pecador poderia Deus ter designado do que o sacramento da Confissão?

Por isto, o católico bem instruído considera privilégio ir frequentemente confessar-se. Ele o considera um precioso e seguro modo de voltar a Deus depois do pecado, um meio de aliviar uma consciência perturbada e de obter o conselho experimentado e a direção de um confessor treinado; uma preparação para sua Confissão final, que ele fará como uma das partes dos últimos sacramentos antes de morrer.

 

APÊNDICE


1. FÓRMULA INICIAL DA CONFISSÃO (sugestão):

Abençoai-me, Padre, porque pequei. Confessei-me há, mais ou menos, um mês atrás e, por graça de Deus recebi a absolvição, cumpri a penitência e fui à Comunhão. Acuso-me dos seguintes pecados:

(elencar os pecados)

Acuso-me destes pecados e de todos os que não me lembro neste momento, dos da minha vida passada, mas sobretudo de (se houver da vida passada)...

Peço perdão a Deus e a vós, Padre, a penitência e a absolvição.


2. ORAÇÕES 


Escolha as que preferir. 
  

PARA ANTES DO EXAME DE CONSCIÊNCIA/CONFISSÃO:

1. Vinde Espírito Santo, enchei os nossos corações e acendei neles o fogo de Vosso amor. Enviai, Senhor, o Vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da Terra.
Oremos: Ó Deus, que iluminastes os corações dos Vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, concedei-nos que pelo mesmo Espírito apreciemos tudo o que é reto e nos alegremos com a sua consolação. Amém.

2. Senhor, iluminai-me para me ver a mim próprio tal como Vós me vedes, e dai-me a graça de me arrepender verdadeira e efetivamente dos meus pecados. O Virgem Santíssima, ajudai-me a fazer uma boa confissão.

3. Meu Senhor e meu Deus, dá-me luz para conhecer os meus pecados, e graça para deles me arrepender. Minha Mãe Imaculada, São José, meu pai e senhor, meu Anjo da Guarda, intercedei por mim. Amém. 

4. Meu Deus, por causa dos meus pecados crucifiquei de novo o Vosso Divino Filho e escarneci dEle. Por isto sou merecedor da Vossa cólera e expus-me ao fogo do Inferno. E como fui ingrato para conVosco, meu Pai do Céu, que me criastes do nada, me redimistes pelo preciosíssimo sangue do Vosso Filho e me santificastes pelos Vossos santos Sacramentos e pelo Espírito Santo! Mas Vós poupastes-me pela Vossa misericórdia, para que eu pudesse fazer esta confissão. Recebei-me, pois, como Vosso filho pródigo e dai-me a graça de uma boa confissão, para que possa recomeçar a amar-Vos de todo o meu coração e de toda a minha alma, e para que possa, a partir de agora, cumprir os Vossos Mandamentos e sofrer com paciência os castigos temporais que possam cair sobre mim. Espero, pela Vossa bondade e poder, obter a vida eterna no Paraíso. Por Jesus Cristo, Nosso Senhor. Amém.

5. A SÃO JOSÉ: Santíssimo e inocentíssimo José, vós sempre guardastes a vossa alma de qualquer pecado que pudesse manchá-la e ofender a Deus; não fiz eu assim, que muitas vezes ofendi Sua Divina Majestade e quebrei Sua santa lei. Perdi meu Deus, pobre de mim! Como aparecerei em Sua presença tão cheio de pecados? Eu não ouso, Santo meu de minha alma, senão acompanhado de vós. Socorrei-me, vinde em meu auxílio para que eu me aproxime de seu Filho, peça perdão de meus pecados e obtenha misericórdia. Dai-me conhecer os meus pecados, e a graça e a inteligência para detestá-los e confessá-los com fé, como se confessasse diretamente com Deus. Ó gloriosíssimo, peço-vos pelo amor que tendes à Santíssima Virgem e ao bom Jesus que ofendi. Pelo Sangue de Jesus, escutai-me São José.


PARA DEPOIS DA CONFISSÃO:

   1. Confiteor Deo omnipotenti, beatæ Mariæ semper Virgini, beato Michæli Archangelo, beato Ioanni Baptistæ, sanctis Apostolis Petro et Paulo, et omnibus Sanctis, quia peccavi nimis cogitatione, verbo et opere: mea culpa, mea culpa, mea maxima culpa. Ideo precor beatam Mariam semper Virginem, beatum Michælem Archangelum, beatum Ioannem Baptistam, sanctos Apostolos Petrum et Paulum, et omnes Sanctos, orare pro me ad Dominum Deum nostrum. Amém.

    
2. Ato de Contrição: Meu Deus, porque sois infinitamente bom e Vos amo de todo o meu coração, pesa-me de Vos ter ofendido, e com o auxílio da Vossa divina graça, proponho firmemente emendar-me e nunca mais Vos tornar a ofender. Peço e espero o perdão das minhas culpas pela Vossa infinita misericórdia. Amém.

    
3. Ato de contrição: Meu Jesus crucificado, por minha culpa, estou muito arrependido de ter pecado, pois ofendi a vós que sois tão bom, e mereci ser castigado neste mundo e no outro. Mas perdoai-me, Senhor, não quero mais pecar. Amém.

    
4. Resumo do ato de contrição que usava o Ven. Marcos de Aviano, religioso capuchinho, morto em odor de santidade:

    Eu, ruim e indigna criatura, me lanço a vossos pés, Deus meu, e, com o coração contrito e aflito, reconheço e confesso diante de Vós, Redentor de minha alma, que, desde o instante em que nasci até agora, tenho cometido inumeráveis negligências e pecados.

    Tenho-Vos ofendido, Deus meu! Pequei, Senhor! Porém, detesto os meus pecados e me arrependo do íntimo do coração. Por isso, prometo solenemente não mais pecar. Porém, se Vós, em vossa altíssima sabedoria, preveis que posso novamente ofender-Vos e cair outra vez no vosso desagrado, de todo o coração Vos peço que me leveis agora desta vida, em vossa graça. Oxalá a minha dor fosse tão grande que o propósito de não mais Vos ofender permanecesse sempre imutável! Porque Vos devo infinito agradecimento pela vossa divina bondade e porque mereceis que Vos ame sobre todas as coisas, arrependo-me de meus pecados, não tanto para livrar-me dos tormentos eternos que por eles mereci, nem para gozar das delicias do Céu, que tão inconsideradamente desprezei, como porque vos desagradam a Vós, Deus meu, que, por vossa bondade e infinitas perfeições, sois digno de infinito amor. Oxalá todas as criaturas vos mostrem sem interrupção, amor, reverência e agradecimento. Amém.

   
5. Ato de amor perfeito e contrição perfeita, atribuído a São Francisco Xavier:

    Não me move meu Deus, para querer-te,
    O Céu que me tens prometido,
    Nem me move o inferno, tão temido,
    Para deixar por isso de ofender-te.
    Tu me moves, Deus meu, move-me o ver-te
    Cravado em uma cruz, escarnecido;
    Move-me o ver teu Corpo tão ferido,
    Movem-me tuas afrontas e tua morte;
    Move-me, enfim, teu amor e de tal maneira
    Que, ainda que não houvesse Céu, te amaria,
    E, ainda que não houvesse inferno, te temeria.
    Nada tens que dar-me porque te quero;
    Porque, se não esperasse o que espero,
    Te queria o mesmo que te quero.

   
6. Ó meu Jesus, como sois bom! Podeis ter me deixado à morte enquanto estava no pecado, e que seria de mim? Graças, meu Senhor e meu Deus! Dai-me agora uma vontade firme de nunca mais tornar a vos ofender e de pôr em prática os conselhos que me deu o confessor. Virgem Santíssima, minha Mãe, alcançai-me a graça para não ofender mais ao vosso divino Filho e de perseverar no seu amor até a morte. Amém. (Reza o ato de contrição).

    
7. A SÃO JOSÉ: Venho agora, meu querido pai, cheio de satisfação e júbilo agradecer-vos o benefício que por vossa intercessão alcancei nesta confissão. Confio que Deus perdoou-me. Foi um benefício incalculável pelo que vos dou graças, meu glorioso santo. Protegei-me para que doravante não cometa mais nenhuma falta. Dai-me força para quebrar os maus costumes, firmeza para afastar-me das ocasiões de pecado e eficácia em meus propósitos. Não me abandoneis sem vossa proteção. Creio que esta confissão é o princípio da nova vida. Amém.

    
8. Oração da alma penitente - Pe. Baudrand
   Jesus, que podeis fazer mais do que ouso pedir-vos, concedei-me a graça de atrair para mim a vossa misericórdia por uma humilde e sincera penitência, de ganhar vosso juízo favorável por uma rápida conversão e de me conceder uma eternidade feliz pelo bom emprego do tempo. Que nenhum dos meus dias não seja preenchido por vossa glória e pela minha salvação, nenhum que eu não veja como o último de minha vida. Sejam eles preenchidos tão perfeitamente pela religião, pela caridade, pela humildade e por todas as virtudes cristãs, que não haja nenhum que não seja um degrau para chegar a esse dia sem noite e sem fim, a esses anos eternos que devem neste mundo ocupar e abrasar o meu coração e torná-lo um dia inteiramente feliz em vosso seio adorável. Fiat, fiat.

   
9. Eis me aqui, Senhor, confundido e penetrado de dor à vista de minhas faltas. Detesto-as, em Vossa presença, com grande pesar de ter ofendido um Deus tão bom, e digno de ser amado. Castigai-me, se quiserdes; sim, que sou ingrato. Como levei tão longe a minha malícia e iniquidade, até ofender um Deus que se deu à morte por mim! Peço-vos humildemente perdão de minhas faltas, e rogo-Vos me concedais a graça de fazer desde hoje até à morte uma sincera penitência.

    
10. Meu Senhor Jesus, Tu cujo amor por mim foi suficientemente grande para Te fazer descer do céu para me salvar, querido Senhor, mostra-me o meu pecado, mostra-me a minha indignidade, ensina-me a arrepender-me sinceramente, perdoa-me na Tua misericórdia. Peço-Te, meu querido Salvador, que tomes posse da minha pessoa. Só o Teu perdão o pode fazer; não posso salvar-me sozinho; não sou capaz de recuperar o que perdi. Sem Ti, não posso voltar-me para Ti, nem agradar-Te. Se apenas contar com as minhas forças, irei de mal a pior, vou fraquejar completamente, vou endurecer por negligência. Farei de mim o centro de mim próprio, em vez de o fazer de Ti. Adorarei qualquer ídolo moldado por mim, em vez de Te adorar a Ti, o único verdadeiro Deus, o meu Criador, se não mo impedires com a Tua graça. Oh meu querido Senhor, escuta-me! Já vivi o suficiente neste estado: a pairar, indeciso e medíocre; quero ser o Teu fiel servidor, não quero pecar mais. Sê misericordioso para comigo, faz com que me seja possível, pela Tua graça, tornar-me naquilo que sei que devia ser. (John Henry Newman).

    
11. Oração de ação de graças (do ofício de Ação de Graças).
    Senhor Jesus Cristo nosso Deus, vida e força de todos aqueles que colocam sua fé Nele e Cuja bondade e amor por nós são infinitos! Nós, Teus indignos servos com temor nos prostramos diante de Tua magnitude, e Te trazemos nossos agradecimentos por Tua piedosa bondade a nós revelada. Nós Te louvamos, Te adoramos, Te glorificamos, Te veneramos e humildemente de novo Te damos graças. Com humildade pedimos a Tua incontável misericórdia: Como outrora Tu aceitaste nossas súplicas e as atendeste, assim também no futuro, permita que possamos permanecer no Teu amor, no amor ao próximo e em todas as boas ações. Permita também que sempre possamos Te agradecer e Te louvar junto com Teu Pai, Santo e Onipotente e o Espírito Santo, Amém.

    
12. Oração de Agradecimento
    Ó bondade, ó misericórdia infinita do meu Deus! Graças Vos rendo por me haverdes perdoado os meus pecados, e de novo os detesto de todo o meu coração. Concedei-me a graça, meu Salvador, pela virtude do Sacramento da Penitência que acabo de receber, de não recair nestes pecados, e de levar de hoje em diante uma vida toda nova, sempre assistido pela vossa graça e perseverando no vosso amor até a hora da minha morte. Amém.

    1 Pai Nosso, 10 Ave Marias e 1 Glória ao Pai
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3. AUXILIO PARA EXAMINAR E ANOTAR OS PECADOS:

O que segue não é um “catálogo” completo dos pecados. É apenas um auxílio. Cada um analisa a sua própria consciência, como também as circunstâncias dos atos cometidos. Deve-se evitar a escrupulosidade, que poderia se tornar um tormento insuportável para o penitente. Da mesma forma não se deve ser superficial, mas na calma, com sinceridade e seriedade, olhar o verdadeiro estado espiritual da nossa vida.

O exame de consciência pode ser feito em referência aos Mandamentos de Deus e da Igreja, como também, analisando os três relacionamentos básicos: com Deus (e com a Igreja), com o próximo e consigo mesmo.

A. EXAME DE CONSCIÊNCIA PARA ADULTOS:

a. PECADOS EM RELAÇÃO AOS DEVERES PARA COM DEUS.

• O Senhor disse: “Amarás o Senhor teu Deus de todo o coração” (Dt 6,5).
• Não amar a Deus sobre todas as coisas.
• Preocupar-se demais com as coisas terrenas.
• Usar o nome de Deus sem respeito. Blasfemar contra Deus.
• Não participar da Missa ou das Celebrações aos domingos e Dias de Guarda.
• Não participar da Missa piedosa, atenciosa e ativamente.
• Receber indignamente qualquer um dos Sacramentos.
• Não rezar todos os dias. Rezar de qualquer jeito, com pressa, sem pensar.
• Não aprofundar a fé através da catequese, da participação dos cursos, retiros, seminários, do estudo da Bíblia e Catecismo.
• Ler livros contra a religião.
• Ter vergonha de ser cristão-católico.
• Não ter confiança em Deus e na sua misericórdia.
• Duvidar de verdades reveladas por Deus e ensinadas pela Igreja.
• Jurar falso ou sem necessidade.
• Não cumprir votos e promessas feitas a Deus. Ser supersticioso.
• Consultar espíritos, feiticeiros, benzedores, pais de santos, cartomantes, etc.
• Abandonar a Igreja para se tornar indiferente ou adepto de uma seita.
• Falar mal de Deus, de Nossa Senhora, dos santos, da Igreja ou de seus ministros.
• Trabalhar sem necessidade aos domingos e dias santos ou mandar os outros trabalharem.
• Não se confessar ao menos uma vez ao ano.
• Ocultar por qualquer motivo algum pecado durante a confissão.
• Não jejuar nos dias e nos tempos de penitência.
• Não guardar jejum eucarístico, uma hora antes da Comunhão.
• Não ajudar a Igreja nas suas despesas e necessidades.
• Não participar dos eventos, das obras de apostolado e de caridade promovidos pela Igreja.
• Não pagar o dízimo de acordo com a posição econômica.
• Vestir-se indecentemente (roupa curta, transparente, imprópria em geral), principalmente nas celebrações da Igreja.
• Portar-se indevidamente na Igreja (conversar, distrair-se voluntariamente, não prestar atenção...).
• Não se comportar como cristão na vida pública e particular.

b. PECADOS EM RELAÇÃO AO PRÓXIMO. 

• O Senhor disse: “Amai-vos uns aos outros, como eu vos amei” (J 13,34).
• Não amar o próximo verdadeiramente.
• Utilizá-lo para o proveito próprio, fazendo-lhe o que não se deseja para si mesmo.
• Escandalizar o próximo com palavras ou ações.
• Julgar e falar mal dos outros (até mesmo a verdade).
• Falar mal das pessoas ou das instituições, baseando-se apenas nos boatos ou suspeitas.
• Revelar, sem motivo justo, graves defeitos alheios.
• Caluniar.
• Atribuir ao próximo defeitos que não eram verdadeiros.
• Não reparar os prejuízos que isso causou.
• Ter ódio.
• Afastar-se do próximo por qualquer desentendimento, inimizade ou injúria.
• Não querer perdoar.
• Não aceitar o perdão.
• Deixar-se levar pela ira, magoando ou humilhando os outros.
• Não procurar a reparação dos danos.
• Fazer distinção entre as pessoas.
• Ter inveja.
• Ter ciúmes.
• Não querer que os outros estejam bem.
• Desejar mal aos outros.
• Maltratar alguém com palavras ou ações.
• Brigar.
• Xingar.
• Vingar-se.
• Rogar praga.
• Desprezar.
• Zombar, principalmente os pobres, velhos, deficientes ou de outra raça.
• Não contribuir para o bem da família pela paciência, tolerância, solidariedade.
• Não obedecer e não respeitar os pais, superiores, autoridades constituídas.
• Ter vergonha dos pais.
• Não ajudar os pais quando velhos, doentes, necessitados.
• Não criar e não cuidar devidamente da educação religiosa dos filhos.
• Desleixar a obrigação de ajudar aos filhos cumprirem os seus deveres religiosos.
• Ser autoritário e não buscar o diálogo com os filhos.
• Dar mau exemplo aos filhos ou subordinados, não cumprindo os seus deveres religiosos, familiares, sociais ou profissionais.
• Opor-se à vocação do filho (ou a dos outros).
• Não ser fiel ao marido (à esposa) em desejos e relacionamentos com os outros.
• Não cumprir os deveres conjugais de marido (de esposa).
• Desperdiçar o dinheiro no jogo, na bebida etc.
• Dar mais atenção aos amigos do que à própria família.
• Não socorrer os necessitados e pobres. Explorar o outro.
• Não pagar o salário justo ao empregado. Ser egoísta.
• Prejudicar o outro usando de peso e medidas falsas, enganando nas mercadorias e nos negócios.
• Roubar.
• Furtar ou ser cúmplice.
• Reter a propriedade alheia contra a vontade do dono. Aceitar ou comprar as coisas roubadas.
• Não pagar impostos. Estragar as coisas dos outros.
• Ficar com coisas emprestadas.
• Não ser honesto e responsável no emprego.
• Deixar de pagar as dívidas. Ser desleal.
• Violar segredos.
• Mentir.
• Levantar calúnia e não reparar os danos.
• Deixar de advertir o próximo de algum perigo material ou espiritual, ou de corrigi-lo, como exige a caridade cristã.
• Prestar falso testemunho.
• Ser orgulhoso.
• Não impedir ou levar outros ao pecado.
• Matar.
• Ferir ou espancar alguém.
• Praticar o aborto, aconselhar ou ajudar na sua realização.
• Provocar o acidente ou um mal qualquer pela imprudência ou negligência.
• Não respeitar as leis do trânsito.
• Não respeitar os direitos dos outros.
• Usar o cargo ou autoridade para o interesse pessoal ou para dominar os outros.
• Abusar da confiança dos superiores.
• Prejudicar os superiores, subordinados ou colegas, causando-lhes um dano.
• Tolerar abusos ou injustiças que tinha obrigação de impedir.
• Deixar que pela preguiça acontecessem prejuízos no trabalho.
• Calar diante da injustiça e da falsidade.
• Recusar a dar testemunho de inocência do próximo.
• Trabalhar exageradamente, sem ter tempo para Deus, família e lazer.
• Não dedicar o tempo para o estudo, trabalho, oração, lazer. Não respeitar a intimidade e a privacidade dos outros (vida familiar, correspondência, mídia, telefone).
• Perturbar os outros pelo som alto, vida noturna barulhenta, etc.

c. PECADOS EM RELAÇÃO A SI MESMO

• O Senhor disse: “Sede perfeitos como vosso Pai celeste é perfeito” (Mt 5,48).
• Viver ignorando a Deus e os seus mandamentos.
• Não se esforçar para progredir na vida espiritual por meio da oração, da leitura da Palavra de Deus, da participação dos sacramentos e da mortificação.
• Não se esforçar pela própria santificação.
• Não praticar a abstinência e o jejum conforme manda a Igreja.
• Não usar devidamente o tempo e os dons recebidos de Deus.
• Prejudicar a saúde por excesso de comida e bebida; pelo fumo, álcool, drogas.
• Arriscar a vida sem necessidade.
• Desejar ou tentar suicidar-se. Fazer chantagem.
• Ser avarento, acumulando para si mesmo.
• Ser preguiçoso, vaidoso, sensual.
• Ter pensamentos e desejos impuros voluntariamente.
• Praticar atos contra a castidade (carícias, relações sexuais fora ou antes do casamento, masturbação, homossexualismo).
• Entreter-se com os olhares impuros ou aceitar sensações impuras.
• Seduzir as pessoas a pecarem contra a castidade.
• Usar os produtos anticoncepcionais.
• Tomar os “remédios” para evitar os filhos.
• Aconselhar os outros a tomá-los. Praticar danças eróticas.
• Ler livros e olhar revistas pornográficas. Assistir filmes pornográficos e imorais.
• Escandalizar no modo de se vestir e brincar.
• Ser malicioso.
• Dar apoio aos programas de ação social e à política imoral ou anticristã.
• Dizer palavrões.
• Ser ocioso e não cumprir as suas obrigações.
• Ser irresponsável.
• Não evitar as ocasiões do pecado.
• Subornar e receber o suborno.
• Ser omisso em procurar evitar, na medida do possível, as injustiças, subornos, escândalos, roubos, fraudes e outros abusos que prejudicam a convivência social.
• Sempre impor a própria vontade sem respeitar a liberdade e direito alheios.
• Não aceitar com paciência as dores e contrariedades da vida.
• Agir contra a própria consciência por temor ou hipocrisia.

DEUS AMA O PECADOR. Esta é uma verdade fundamental do Evangelho. “Eis aqui uma prova brilhante do amor de Deus por nós: quando éramos ainda pecadores, Cristo morreu por nós” (Rom 5,8). A parábola sobre cem ovelhas (Mt 18,11-14) e a do “filho pródigo” (Lc 15,11-32) devem nos encorajar a lançar-nos no braços de Deus. Sem Ele não há vida e não é possível ser feliz afastando se da fonte de felicidade.





B. EXAME DE CONSCIÊNCIA PARA AS CRIANÇAS
 

O MEU COMPORTAMENTO COM DEUS

- Rezo todos os dias, devagar e com atenção, as orações da manhã e da noite?
- Lembro-me de Deus durante o dia?
- Tenho o mau hábito de falar dEle com pouco respeito?
- Participo da Santa Missa todos os domingos e dias de guarda sem preguiça?
- Escuto com atenção a Palavra de Deus?
- Acompanho bem as orações?
- Chego cedo à Missa e assisto de boa vontade, não atrapalhando os outros?
- Tenho o desejo de conhecer melhor Nosso Senhor?
- Quero fazer sempre o que Ele diz e comportar-me como Ele quer?
- Na igreja, comporto-me com respeito?
- Lembro-me de que a igreja é a casa de Deus, não corro, não converso durante a missa, não passo pelo altar sem cumprimentar Jesus no sacrário com uma genuflexão bem feita?
- Vou à igreja bem vestido, com uma roupa própria e descente?
- Amo Nossa Senhora e converso todas as noites com Ela?
- Rezo a Ave-Maria, pensando que Ela é a Mãe de Jesus e me ama como a um filho?
- Falo todas as manhãs com o Anjo da Guarda para que me acompanhe e me proteja durante todo o dia?
- Quando recebo uma boa notícia, agradeço ao Senhor todas as coisas boas que Ele me deu? Sei que não fui eu que fiz tudo e lembro que é um presente do meu Pai-Deus?
- Faço exame de consciência todas as noites antes de dormir?
O MEU COMPORTAMENTO COM A FAMILIA E COM O PRÓXIMO
- Sou respeitoso e carinhoso com o meu pai e a minha mãe?
- Sei agradecer o carinho que os meus pais têm por mim?
- Respondo com má educação ou os deixo tristes com o meu comportamento?
- Obedeço rapidamente aos meus pais, sem reclamar?
- Sei que aquilo que me dizem é para o meu bem?
- Falo sempre a verdade, mesmo que tenha que passar vergonha?
- Gosto de ajudar em casa?
- Falo sempre a verdade aos meus pais?
- Trato com respeito os meus avós e as pessoas mais velhas?
- Sou egoísta com as minhas coisas? Sei emprestá-las sempre e dividi-las com os meus irmãos e amigos?
- Sou respeitoso e carinhoso com o meus irmãos, familiares, amigos e desconhecidos?
- Na escola, comporto-me bem com todos?
- Assisto bem às aulas, sem conversar enquanto o professor está ensinando ou sem perder o tempo ou atrapalhar meus colegas?
- Dedico ao estudo o tempo suficiente? E sem preguiça?
- Brigo com os meus companheiros?
- Evito as brigas quando sou provocado?
- Nas brincadeiras, não me importo em vencer ou perder, sou leal e respeito as regras do jogo?
- Sei perder sem ficar com raiva?
- Sei ser amigo dos meus companheiros e ajuda-los nas necessidades?
- Faço brincadeiras de mau-gosto com eles?
- Sei perdoar os colegas quando me fazem um pequeno desaforo?
- Tenho inveja das coisas que eles fazem ou que eles têm?
- Sou sincero em minhas amizades?
- Falo sempre a verdade, mesmo que me custe?
- Invento coisas?
- Minto?
- Faço fofocas?
- Digo que fiz coisas certas, quando na verdade fiz tudo errado e mal feito?
- Sou mal-educado com os meus pais, professores, parentes, amigos ou estranhos?
O MEU COMPORTAMENTO COMIGO MESMO 
- Peguei coisas que não são minhas sem pedir?
- Roubei alguma coisa, até mesmo de pouco valor?
- Uso mal as minhas coisas, as desperdiço ou as estrago?
- Deixo de pegar para mim algumas coisas de que gosto, para oferecê-las a Jesus e dá-las aos pobres?
- Faço logo as coisas que devo fazer?
- Tenho má vontade e preguiça?
- Escolho as coisas mais fáceis e deixo as mais difíceis para a última hora?
- Faço todos os dias os meus deveres da escola?
- Sigo sempre as orientações dos professores?
- Deixo as coisas pela metade, faço tudo até o fim?
- Sou desordenado?
- Deixo as coisas que uso jogadas de qualquer jeito?
- Sei ter e seguir um horário?
- Sou pontual nos meus compromissos?
- Falto à aula por preguiça?
- Sou guloso e caprichoso demais?
- Estou sempre reclamando?
- Sei contentar-me com o que me dão?
- Me deixei levar pela curiosidade ruim?
- Olhei revistas e fotografias indecentes, ou programas (filmes etc.) de televisão que não prestam?
- Joguei jogos (brincadeiras, vídeo-games etc.) que não prestam?
- Sei ter respeito por mim mesmo e pelo meu corpo?
- Evito gestos ou atos contrários à santa pureza?
- Cuido da higiene e da modéstia?
- Uso uma linguagem grosseira?
- Falo palavrões?
- Ofendo os outros?

4. AUXÍLIOS ULTERIORES PARA UMA BOA CONFISSÃO.

a. São boas leituras ou manuais piedosos de como preparar esse sacramento que nos foi dado para nosso bem.  

  1. A Confissão
  2. A Contrição Perfeita – uma Chave para o Céu
  3. A Penitência ou Confissão (FSSPX)
  4. A Santa Confissão - Livreto Antigo (oito páginas)
  5. Breve Preparação para a Confissão
  6. Como Devemos Confessar
  7. Confessai-vos Bem – Pe. Luis Chiavarino
  8. Confessar-Se Com O Auxílio De São José
  9. Confissão Breve
  10. Eu me Confesso
  11. Exame de Consciência dum Cristão Medíocre - Jacques Debout
  12. Exame de Consciência I (com pecados)
  13. Exame de Consciência I (só os Pecados) formulário de ajuda
  14. Exame de Consciência para Adultos
  15. Exame de Consciência para Confissão
  16. Exame de Consciência para Crianças
  17. Modo prático de fazer o Exame de Consciência
  18. O Conhecimento De Si Próprio
  19. O funestíssimo porque tantas confissões mal feitas
  20. O pequeno número dos que são salvos - São Leonardo de Porto Maurício
  21. O Sacramento da Confissão (capela.org)
  22. O Sacramento da Confissão. Confessai-vos bem !!!
  23. O Sacramento da Penitência
  24. O Sacramento da Penitência II
  25. Os Sete Pecados Capitais Segundo São Gregório Magno E São Tomás De Aquino.
  26. Para confessar bem (folder)
  27. Pequeno Catecismo da Penitência
  28. Preparação à Confissão (completo)
  29. Preparação à Confissão (folder)
  30. Reflexões Para Confissões
  31. Sentenças e avisos úteis para a direção da alma no caminho da perfeição cristã
  32. Sermões de São João Maria Vianney o Cura D’Ars
  33. Sobre a Confissão (folder)
  34. Tu e a confissão

Fonte:

http://farfalline.blogspot.com.br/