segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Não irei dormir em pecado

Quando fez a sua primeira comunhão, tomou um menino a resolução de nunca ir dormir em pecado mortal na consciência.
O seu propósito era: “Se tivesse a desgraça de cair em falta grave, irei confessar-me no mesmo dia e não irei para a cama antes de me haver conciliado com Deus”.
Alguns meses mais tarde teve a fraqueza de cometer um tal pecado. Era sábado, fazia mau tempo e a igreja era distante. Ele dizia:
- Amanhã, quando fôr à missa, procurarei o confessor e me confessarei.
Lembra-se, porém, de sua promessa e uma voz interior lhe diz:
- Faze o que prometeste, vai te confessar…Contudo, não se resolvia ir e, nessa luta, ajoelhou-se e implorou o auxílio de Nossa Senhora, rezando uma Ave-Maria para que lhe fizesse conhecer a vontade de Deus. Apenas terminara a sua oração, sentiu-se mais vivamente impelido a ir confessar-se imediatamente. Levanta-se, corre à igreja e confessa-se.
De volta encontra-se com sua madrinha, que lhe pergunta de onde vem.
- Acabo de confessar-me, diz com rosto alegre e feliz: cometi um pecado e não quis ir dormir sem alcançar o perdão; agora, sim, tendo recuperado a graça de Deus, posso dormir tranquilo…
Sua mãe tinha o costume de deixá-lo dormir um pouco mais aos domingos; por isso não foi despertá-lo cedo. Às sete horas bate à porta, chama-o pelo nome… Não responde. Passa um quarto de hora e o menino não aparece.
Chama-o de novo, mas sem resultado algum.
Inquieta, abre a porta, abeira-se da cama onde o filho jaz imóvel; pega-lhe, está fria; fixa-o um instante, dá um grito e desmaia… O menino estava morto!
E se não tivesse ido confessar-se?
Tesouro de Exemplos – Pe. Francisco Alves
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