quarta-feira, 1 de abril de 2015

A MENTIRA E A VIOLÊNCIA, DUAS ARMAS A SERVIÇO DA MAÇONARIA

Como Satanás foi “mentiroso desde o princípio[1]“, assim ele foi “homicida“[2]: amentira e a violência são as duas armas que ele emprega em sua guerra contra a Igreja. Ora, na filha não pode faltar a característica do pai. Portanto, assim como a maçonaria emprega perpetuamente a mentira para combater o reino de Deus, assim ela usa incessantemente a violência. 
Escutem essas ênfases selvagens dos sectários.
A indulgência é uma fraqueza perigosa… As demolições são lentas demais. Precisamos de meios mais rápidos à impaciência republicana. Somente a explosão da mina e a atividade devoradora da chama podem expressar a onipotência do povo… Os reis puniam lentamente, porque eles eram fracos e cruéis. A justiça do povo deve ser tão rápida quanto sua vontade[3]“.
“Cidadãos representantes, é do melhor campo de glória, marchando sobre o sangue dos traidores, que com alegria anuncio a vocês que suas ordens são executadas e que a França é vingada. Nem a idade, nem o sexo foram poupados. Aqueles que só tinham sido feridos pelo canhão republicano, foram decepados pela espada da liberdade e a baioneta da igualdade. Saudação e admiração[4]“.
“Devemos estabelecer o maquiavelismo popular. Devemos extirpar da superfície da França tudo o que há de impuro.. Sem dúvida me tratarão por bandido, porém há um meio de se colocar acima da calúnia: é exterminando os caluniadores[5]“.
“Deem-me duzentos napolitanos armados com punhais e usando em seu braço esquerdo um lenço em forma de escudo. Com eles eu percorrerei a França e farei a Revolução[6]“.
Sejamos terríveisnão temendo nos tornar fracos ou cruéisAniquilemos, em nossa ira e de uma única só vez, todos os rebeldes, todos os conspiradores, todos os traidores(ou seja, todos os homens honestos), para nos pouparmos a dor, o longo suplício de puni-los en rois (juridicamente). Exerçamos a justiça ao exemplo da natureza, vinguemos como o povo, acertemos como o raio[7]“.
Faremos da França um cemitério antes de não regenerá-la ao nosso modo (pela destruição da religião católica, da realeza e das instituições tradicionais) [8]“.
“Os destinos da República e os dos tiranos da terra foram pesados nas balanças eternas: os tiranos foram considerados mais leves. Franceses, esqueçamos nossas querelas e marchemos até os tiranos. Amansemo-los, vós pelas armas, e nós por nossas leis. Que os traidores tremam! Que o último dos covardes emissários dos nossos inimigos desapareça[9]“.
“Ousem, esse palavra contém toda a política de nossa revolução[10]“.
“Há uma raça de bandidos que chamamos de reis e príncipes[11]” Guerra mortal a esses bandidos!
A humanidade consiste em exterminar seus inimigos. A generosidade consiste em poupar o sangue dos republicanos[12]“.
Queremos plantar a oriflama da liberdade sobre as pilhas acumuladas dos crânios dos inimigos de nossa santa constituição. Visto que nossos inimigos se obstinam em calcar sob os pés as regras imutáveis da igualdade política, eles irão sofrer as leis da igualdade natural no pó dos túmulos[13]“.
“Para nós que abjuramos todo parentesco, toda dependência, toda ligação que não se concilia com o interesse geral (revolucionário), queremos reconhecer por família e por parentes apenas a República e seus verdadeiros defensores. Todo o resto é desconhecido para nós, ou melhor dizendo, nos é odioso. Todo homem suspeito, fosse ele nosso pai, nosso irmão, se tornaria para nós um inimigo que perseguiríamos e trataríamos como tal. Não tenham piedade de nossos parentes, caso eles sejam suspeitos ou perigosos, pois não teremos piedade dos vossos nem de vós mesmos[14]“.
“Os egoístas, os indolentes, os inimigos da liberdade, inimigos de toda a natureza, não devem contar entre seus filhos. Não são do mesmo caso todos aqueles que se opõem ao bem público, ou mesmo que não concorrem a ele? Fossem eles um milhão, não sacrificaríamos a vigésima quarta parte de nós  mesmos para destruir uma gangrena que poderia infectar o resto do corpo[15]“.
Indo mais longe ainda, Jean-Bon Saint-André sustenta que para estabelecer solidamente a república na França, seria preciso reduzir a população à metade. Guffroy queria que se estrangulasse vinte milhões de cidadãos para que restasse apenas cinco milhões[16].
Mas escutemos os sectários mais recentes:
“Se cem mil cabeças forem um obstáculo, que elas caiam[16]“.
“Para dar aos nossos inimigos, segundo a lei do talião, dente por dente, olho por olho, precisaríamos de cem mil cabeças[17]“.
“É possível que a grande caça revolucionária que se prepara na Europa custe uma taça de milhões de cabeçasMas podemos levar em conta a morte de dois milhões de miseráveis, quando se trata da felicidade de duzentos milhões de homens[18]“.
“Se a humanidade deve progredir, de acordo com a lei do Grão Mestre, é preciso que os velhos edificadores (a Igreja, a sociedade civil, a família, a propriedade individual), desabem, ainda que todas as potências do mundo se esforcem para salvá-los da ruína. É pela violência que eles serão então abatidos.  Se essa destruição é culpável aos olhos da lei humana, ela não o é menos conforme à lei eterna (à lei da natureza ou à lei maçônica), única que tem força para a humanidade[19]“.
A mancha antiga da escravidão universal só pode ser apagada pelo veneno, o ferro e o fogo… Filho da luz e da liberdade, arma-te com este punhal. Obedeça cegamente teus chefes, e creia não ter feito nada para a humanidade, conquanto o homem não tiver reconquistado sua sublime dignidade, não reconhecendo mais outro Deus, outro pontífice, outro rei, outro mestre além dele mesmo[20]“.
É raro que os sectários explicarem tão claramente o que eles entendem pela recuperação da sublime dignidade do homem. 
Aqueles que não admitem nossas máximas ou que se opõem à execução de nossos projetos são perversosContra esses inimigos do gênero humano, temos todo os direitos e todos os deveres. Sim, tudo é permitido para aniquilá-los: a violência e a astúcia, o ferro e o fogo, o veneno e o punhal. O fim santifica os meios. Os direitos do homem, mais antigos e mais sagrados que todos os costumes, todos os contratos e todas as sanções pragmáticas, devem ser violentamente restabelecidos[21]“.
Logo teremos recorrido às violentas e terríveis explosões que se encarregarão de executar o sistema social atual existente, abatendo, se necessário pelo machado e o fuzil, tudo o que está de pé na ordem civil e religiosa[22]“.
Se a burguesia resistirteremos de matar a burguesia[23]“.
“Todo aquele que pede a paz entre os povos, deve querer a guerra contra toda tirania[24]“.
“Há apenas dois partidos: o partido dos tiranos e o partido daqueles que são escravos. De um lado vemos o capital, e do outro, o trabalho. Temos contra nós todas as frações da classe que possui, temos por nós a porção do povo que compreende seus interesses. De pé para o dia do combate! Marchemos à novas vitórias! Avante![25]“.
“É certo apenas que na maioria dos países do continente, a violência será o manete necessário de nossa revoluçãoCedo ou tarde, precisaremos recorrer à força para estabelecer o regime do trabalho[26]“.
Tomamos essas citações de sectários ou de diversos institutos. Elas são gritos sanguinários dignos de feras selvagens ao invés de seres humanos. Todas revelam para nós a massa prodigiosa de ódio e de vingança que se agita nas profundezas da maçonaria. Se, como punição pela apostasia das sociedades modernas, Deus permitir que um dia a lava desses vulcões subterrâneos se espalhem, teremos o espetáculo que Pio IX parece anunciar aos soberanos e aos povos da Europa: “A justiça de Deus sobre os maus será a justiça do fogo. A Europa queimará. E o inferno será assim realizado sobre a terra: esse será o império do fogo“. 
D.P. Benoît. La Cité antichrétienne au XX siècle. Paris, Societé Générale de Librairie Catholique, Tomo II.
__________ 
[1] Jo VIII, 44.
[2] Ibid. 
[3] Carta de Fouché à Convenção, durante execuções em Lyon.
[4] Carta assinada por Brutus Bonaparte, cidadão sem-culote. Napoleão I não renegou essa carta. Ele somente deu a entender, segundo o testemunho de Michaud, que ela poderia ter sido escrita por seu irmão Lucien.
[5] Discurso de Leclerc, deputado do comitê de Lyon, aos jacobinos de Paris, 12 de maio de 1793.
[6] Marat.
[7] Carta de Fouché a Collot d’Herbois.
[8] Carrier.
[9] Robespierre, Relatório feito à Convenção em nome do comitê de saúde pública, 15 primário ano II.
[10] Saint-Just, Relatório feito à Convenção em nome dos comitês de saúde pública e de segurança geral, 8 ventosa ano II.
[11] Carta da Convenção ao povo francês, 16 prairal ano II.
[12] Barrère, Relatório sobre os crimes da Inglaterra, 7 prairal ano II. 
[13] Carta à Assembleia Legislativa pelos cidadãos livres da cidade de Dôle, 1790.
[14] Circular da Comissão administrativa do Jura, 12 de outubro de 1793.
[15] Discurso de Baudot aos jacobinos de Strasbourg.
[16] Ver Taine, la Révolution, tomo II, p. 69-70, e tome III, p. 393-394.
[17] O cordonnier Pellering, no congresso de Liège.
[18] O Ami du peuple de Liège, 20 de março de 1876.
[19] A Gazette Alemã, 1859.
[20] Discurso de Heimburger, em 1845, na loja de Sonderhausen. 
[21] Strune, um dos chefes dos socialistas alemães.
[22] Fochte, citado por P. Deschamps.
[23] Manifesto do conselho central da Internacional, 13 de julho de 1871.
[24] O tipógrafo Brimée.
[25] O Vorbote, 1867.
[26] Discurso de Karl Marx em Amsterdam – 1873

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