segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Pajem salvo pela Missa


O rapaz partiu imediatamente; mas, ao passar por uma igreja e ouvindo tocar para a Missa, resolveu ouvi-la antes de ir adiante.

Tinha Santa Isabel de Portugal um pajem muito virtuoso e piedoso a quem encarregava de distribuir suas esmolas. Outro pajem, que ambicionava aquele cargo, por ser muito, invejoso, acusou-o junto ao rei de um grande crime, de um pecado muito feio. Acreditou o rei nas mentiras do pajem perverso e resolveu matar o pajenzinho da santa rainha.
Ordenou a um homem, que tinha um forno de cal, que lançasse ao fogo o primeiro criado que chegasse para informar-se se haviam cumprido as ordens do rei.
Em seguida mandou ao pajenzinho que fosse levar o recado ao dono do forno. O rapaz partiu imediatamente; mas, ao passar por uma igreja e ouvindo tocar para a Missa, resolveu ouvi-la antes de ir adiante.
Enquanto a ouvia, o rei, impaciente de saber se tinha morrido, mandou o pajem caluniador que fosse perguntar ao homem do forno se havia executado a ordem do rei. Correu tão depressa que chegou primeiro ao forno e, dando o recado, o homem imediatamente o lançou ao fogo.
Já estava ardendo, quando, pouco depois, chegou o pajenzinho da rainha, que assistira à Missa toda, e perguntou se haviam cumprido a ordem do rei.
Tendo recebido uma resposta afirmativa, correu ao palácio para comunicá-la ao rei.
Este, ao ver o rapaz, ficou estupefato, e adivinhou as secretas disposições da Providência Divina, que permitira o castigo do culpado e a salvação do inocente.
Um menino chamado Renato, a quem o pai contou este caso, ficou tão impressionado que não somente quis ouvir muitas Missas, mas ainda fazer-se padre para poder celebrar para outros o Santo Sacrifício.
(*) Do livro Tesouro de Exemplos.

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