quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Os pecadores ou as almas?


Levanta-se a questão célebre — o que será mais útil e necessário: rezar pela conversão dos pecadores ou pela libertação das almas do purgatório?

A dizer a verdade, penso que não há escolha en­tre as duas obras. Ambas são necessárias e não é possível que quem ame a Nosso Senhor possa ficar indiferente à sorte de tantos miseráveis pecadores arriscados a se perderem eternamente. Que zelo não precisamos ter pela salvação das almas remidas pelo Sangue de Cristo! “Os pecadores estão arriscados a se perderem, e no caminho da eterna condenação, di­zem, e as almas estão já na segurança do céu. Sob este aspecto parece mais necessária realmente a ora­ção pelos pecadores. Todavia, sabemos que a glória de Deus exige a libertação das pobres almas, almas queridas, cuja sorte depende de nós somente. Que será delas sem nós? O pecador abusa da graça, está no tempo de poder lucrar méritos e graças e não aproveita, põe obstáculo aos nossos esforços, não aproveita muita vez o que fazemos por ele. Pela opi­nião de vários autores piedosos e teólogos, e entre outros o rei dos teólogos, Santo Tomás de Aquino com a sua autoridade de maior Doutor da Igreja, afirma que Deus acolhe com mais fervor a oração que Lhe fazemos pelos mortos do que a que Lhe di­rigimos pelos vivos.

Eis a razão porque às vezes não alcançamos gra­ças por nenhum outro meio senão pelo sufrágio das benditas almas do purgatório. Deus que tanto dese­ja a posse no céu das almas queridas, abençoa mil vezes tudo quanto fazemos por elas. Santo Agosti­nho, outro Doutor da Igreja, diz: “Nada há mais agradável ao Senhor que o alívio dos fiéis defuntos”. E o grande orador sacro Bourdaloue o prova com sé­rios argumentos: “Não há um apostolado mais belo, mais meritório. É mais belo e mais meritório ainda que a conversão dos pecadores, dos infiéis e dos pagãos”.

Trabalhar pelas almas do purgatório é ter a doce certeza de que não trabalhamos em vão, porque nada se perde de nossos sufrágios. Os pecadores resistem à graça. As santas almas aproveitam todos os nossos sufrágios. No purgatório, diz o Pe. Faber, não se co­nhece a ingratidão.

Tudo será retribuído magnificamente um dia aos benfeitores.

O mais prático, então, será trabalharmos com grande zelo pela conversão dos pecadores, fazermos um bom apostolado, um generoso sacrifício para le­var almas a Nosso Senhor e oferecermos todos os méritos desta obra divina, desta obra de caridade es­piritual pelas almas do purgatório. Está solucionada a questão, sem inúteis e sutis discussões. — O mais perfeito e o melhor, é trabalhar pela conversão dos pecadores em sufrágio das almas do purgatório. E em nossas orações fazermos a mesma coisa. Unir nosso grito de compaixão pelas almas sofredoras, ao grito de compaixão pelos pecadores.



Uma discussão célebre


São Luiz Bertrão, dominicano, celebrava frequen­temente a Santa Missa pela conversão dos pecado­res, e raramente o fazia pelas almas do purgatório.

Um dos Irmãos da Ordem lhe perguntou porque assim procedia.

— Ora, meu irmão, as almas do purgatório têm já garantida a salvação eterna e os pecadores, coita­dos, estão expostos à eterna condenação do inferno.

— Sim, é verdade, responde o Irmão, mas, há outra consideração a fazer e bem séria. Suponhamos que dois pobres vos pedem esmola. Um, é estropiado e paralítico, absolutamente incapaz de se mover por si, não pode ganhar a vida, é-lhe impossível traba­lhar. O outro, ao invés, é moço, forte, está na misé­ria e implora a vossa caridade. A quem dareis de preferência a vossa esmola?

— Ao que não pode trabalhar... Responde o santo.

— Pois bem, meu caro padre, as almas do pur­gatório estão neste caso. Nada podem fazer por si. Para elas acabou o tempo da penitência e do mérito, da oração e das boas obras. Dependem de nós, da nossa caridade. O pecador, neste mundo, pode tra­balhar para sua salvação, tem os meios e a graça à sua disposição. Não vos parece, meu padre, que as almas do purgatório sejam mais necessitadas que os pecadores, das nossas orações?

São Luiz Bertrão meditou seriamente nas razões do Irmão e dali em diante orava pelos pecadores, sim, mas veio mais em auxílio das pobres almas do pur­gatório.

Realmente, neste mundo o pecador pode traba­lhar pela sua salvação e abusa da graça. É um pobre que necessita de esmola, sim, mas porque não trabalha. As almas são os pobres sem ninguém por elas. Não podem mais lutar nem merecer como nós. Para elas passou o tempo de lucrar. Estão entregues à Divina Justiça.

Todavia, creio que nesta matéria só Deus pode julgar.

A razão de Santo Tomás de Aquino é bem séria: os sufrágios pelos mortos são mais agradáveis a Deus que os que fazemos pelos vivos, porque aqueles se acham em mais premente necessidade e não podem se valer a si mesmos.

Os Santos que tiveram contato com o purgató­rio em revelações particulares, puderam nos dizer o quanto sentiram a necessidade de orar e sofrer e su­fragar por todas as maneiras as pobres almas sofre­doras. Não cometamos o erro de abandonar a oração pelas almas, sob o pretexto de que os pecadores têm mais necessidade e estão arriscados à condenação eterna.


Razões para socorrer as almas do purgatório

Estas razões são múltiplas e já as recordamos aqui em outros lugares. Sugerimos algumas outras. A primeira, o amor de Deus. Se amamos a Deus não havemos de querer vê-lo glorificado e amado cada vez mais pelos seus eleitos? Onde se encontra a per­feição do Amor? No céu. Uma alma salva dá tanta glória a Deus e vai para o seio do Amor eterno! Tudo que fazemos pelo nosso próximo glorifica a Deus.

Nosso Senhor mostrou o valor das obras de ca­ridade quando disse que seria feito a Ele mesmo o que fizermos ao próximo. Que maior obra de cari­dade que socorrer as pobres almas, como já vimos na opinião de São Francisco de Sales? Ora, o que mais glorifica a Deus é a alma na posse da eterna glória. Não é pois uma necessidade para quem ama a Deus desejar ver mais amado no céu por algumas almas salvas do purgatório? Se há muita alegria no céu quando se converte um pecador, há maior alegria ain­da quando um Justo entra na Glória. Eis mais uma razão para trabalharmos pelas almas do purgatório — a glorificação dos eleitos.

E depois a gratidão. Temos o dever de justiça e de gratidão para com os mortos. Havemos de so­corrê-los porque muitos deles são nossos pais, pa­rentes, amigos, súditos, e talvez muitos estejam sofrendo no purgatório por nossa causa, por nosso mau exemplo, por algum escândalo que lhes demos. Só Deus sabe quanta repercussão têm nossas faltas! Não é um dever orar pelos mortos? Cuidemos da con­versão dos pecadores, mas não nos esqueçamos des­te dever de justiça e de caridade. Dever muito mais grave do que estamos pensando.

Não hesitemos — vamos dar nossas preferên­cias ao sufrágio pelas santas almas, embora nunca deixemos de orar, trabalhar e sofrer pelos pobres pecadores. E demais, a devoção às almas é muito proveitosa e santificadora e concorre para nosso pro­veito espiritual, nos santifica e nos torna mais aptos para rogar e trabalhar pelos pecadores.

Tivéssemos sempre o purgatório diante dos olhos e não viveríamos assim, na tibieza, no orgulho, na sensualidade, numa vida espiritual tão relaxada!

Realmente, quem pensa, quem medita seriamen­te na Justiça Divina dos tormentos da expiação além-túmulo, vê, à luz das chamas do purgatório, como é horrendo o pecado, e como é preciso ser puro, santo, e trabalhar nesta vida para obter o mérito das boas obras e se preparar para a eternidade!


Exemplo

Salvo pelas almas do purgatório


Nos arredores de Roma vivia um moço cuja vida de escândalos e de pecados era bem conhecida de todos. Todavia, o infeliz, apesar de tão pecador, con­servava a fé e não deixava a devoção de sufragar quanto podia as almas do purgatório. Mandava cele­brar Missas por elas, rezava e dava esmolas aos po­bres nesta intenção. Era a única prática de piedade em meio de tantos pecados. Naturalmente, este moço com seu temperamento arrebatado e valentão, tinha grande número de inimigos, e andavam estes plane­jando matá-lo em um momento oportuno. Sabiam os inimigos que havia de passar ele pela estrada de Trivoli e preparam-lhe uma emboscada. Ao se aproxi­mar da estrada, numa encruzilhada perigosa, a ca­valo, deu com um pobre moço enforcado numa árvo­re. Era um criminoso condenado à morte, cujo cadá­ver ainda pendia para escarmento dos bandidos. O jovem tinha costume de nunca deixar de rezar pela alma de quantos via mortos. Parou, desceu do cava­lo, ajoelhou-se diante do cadáver e rezou por aquela alma. Uma voz misteriosa se ouviu: desce e corre, porque te perseguem! Assustado, desceu, correndo pela estrada. Os inimigos descarregaram as armas e como viram o cadáver do enforcado caído, julgaram ser o jovem, e fugiram às pressas.

Uma voz se fez ouvir, então, ao jovem: meu amigo, aquela descarga deveria te matar e lançar tua alma pecadora no inferno. A misericórdia de Deus te salvou pela caridade que praticas para com as al­mas do purgatório. Elas te socorreram. Muda de vida enquanto é tempo.


O moço, todo contrito e sinceramente arrependi­do da sua má vida, resolveu deixar o mundo; entrou numa ordem austera, fez penitência e levou vida san­ta até o fim dos seus dias. — (Citado por Rossingnoli, 5.ª maravilha — e J. B. Manni, Sacra Trig. Disc. 12.).

Fonte:

terça-feira, 29 de novembro de 2016

O tempo que a Senhora anunciou em Fátima é agora!

O que poderemos nós dizer de um Papa que vai honrar Lutero em vez de honrar a Virgem Santíssima no próprio dia aniversário do Milagre do Sol, e que afirma a todo um auditório de Luteranos que eles podem ser “eleitos” e “perdoados” sem o auxílio sacramental daquela mesma Igreja de que Lutero foi um inimigo juramentado? 


Christopher A. Ferrara | FatimaNetWork: – 19 de Outubro de 2016 – A Irmã Lúcia de Fátima não estava a exagerar quando, à luz do Terceiro Segredo, falou da “desorientação diabólica” na Igreja. Se tal expressão não descreve os quase quatro anos do atual Pontificado até ao momento presente, então as palavras perderam o seu significado.
Por estas horas, já todo o Mundo Católico sabe que a 13 de Outubro de 2016, aniversário do Milagre do Sol em Fátima, o Papa Francisco não fez caso da Virgem Santíssima e, em vez de a homenagear a Ela, foi homenagear Martinho Lutero numa audiência a Luteranos de uma “peregrinação ecumênica”, no Auditório Paulo VI.
O grupo, de Luteranos idos da Alemanha, era chefiado por falsos clérigos luteranos onde incluía uma mulher, com as suas vestes clericais, parecia pensar que era uma bispa. E parece que Francisco também pensava isso mesmo, porque a saudou calorosamente tal como fez aos outros falsos bispos luteranos, a quem tratou explicitamente por bispos.  Durante o evento, havia no palco, junto de Francisco, uma estátua daquele arqui-herege – mais outro escândalo sem precedentes para se acrescentar aos anais da tumultuosa era pós-conciliar.
Esta audiência aos Luteranos fazia parte da preparação para a espantosa viagem de Francisco à Suécia, em 30 e 31 de Outubro – para “comemorar” a “Reforma” que destruiu a união da Cristandade. Francisco participará num “serviço de oração” ecuménico com alguns dos falsos clérigos luteranos que pretendem presidir às “igrejas luteranas” da Federação do Mundo Luterano.  É evidente que tais entidades são apenas organizações humanas que devem a sua origem a um inimigo maníaco da Igreja e do Papado – que violou os seus votos sacerdotais, que casou com uma freira, que era um bêbedo que acostumava exprimir-se com palavrão, e que foi excomungado depois de ter cuspido uma torrente de erros que o Concílio de Trento infalivelmente anatematizou.
É inconcebível que um Pontífice Romano possa ir honrar, de alguma maneira que seja, a memória e o “legado” ruinoso do maior herege da História da Igreja Católica.  Pior ainda, porém, é a aparente indiferença de Francisco quanto à condição espiritual dos Luteranos, que não têm um sacerdócio válido e, por isso, também não têm os Sacramentos: nem o da Confissão nem o da Sagrada Comunhão.
A este respeito, a audiência de 13 de Outubro, sobre a qual eu escrevi extensamente noutro lugar, é digna de nota por aquilo que Francisco afirmou aos seus ouvintes luteranos sobre a abordagem correta a fazer àquelas pessoas que não pertencem a qualquer religião:
-O que deveremos nós dizer para os convencermos? -Ora ouçam! A última coisa que devemos fazer é dizer-lhes: -O Senhor deveria viver como um Cristão – eleito, perdoado e capaz de crescer em virtude [in cammino, fig.]. Não é lícito convencer outrem da nossa Fé. O proselitismo é o grande veneno contra o avanço do ecumenismo [palmas].
A denúncia do “proselitismo” que Francisco compreende, obviamente, como sendo toda e qualquer tentativa de persuadir outrem das Verdades do Cristianiamo, significaria na prática o abandono da atividade missionária da Igreja, em favor de um “testemunho” vago sob a forma de boas obras.  Se tanto os Apóstolos como os grandes Santos e os corajosos missionários que lhes sucederam, geração após geração, tivessem a visão que Francisco tem da missão da Igreja, a Santa Igreja nunca teria convertido o Mundo e talvez até tivesse morrido em Jerusalém.
Porque, como São Paulo ensina, “[A] Fé vem, portanto, por aquilo que se ouve; e aquilo que se ouve pela pregação da palavra de Cristo (Rom. 10:17).”  De acordo com a doutrina, o Papa São Pio X exigia, por meio do seu “Juramento Contra o Modernismo” – que foi abandonado depois do Concílio Vaticano II – que todos os Clérigos e Teólogos Católicos afirmassem que a Fé é “o verdadeiro assentimento do intelecto à Verdade recebida extrinsecamente, ex auditu [daquilo que se ouve], pela qual nós acreditamos que é Verdade aquilo que foi dito, atestado e revelado pessoalmente por Deus, Nosso Criador e Nosso Senhor, pela autoridade de Deus, que é a Verdade Suprema.”
Consequentemente, é um absurdo exigir que os Católicos reprimam a sua tendência de convencer os outros da Fé.  Mas, mesmo pondo de parte esta fatia de um perfeito disparate, o que se há-de dizer da noção que Francisco tem sobre os de aqueles Luteranos que, sentados diante dele no Auditório, apesar de privados dos Sacramentos da Confissão e da Sagrada Comunhão, estão mesmo assim “eleitos, perdoados e a crescer na Virtude”?  -Mas como é que eles podem ser eleitos, perdoados e crescer em virtude sobrenatural, sem os Sacramentos que Cristo instituiu para a salvação das almas? E, se isso lhes fosse possível, que utilidade teriam os Sacramentos para qualquer um dos fiéis? Os Sacramentos seriam então supérfluos.
Mas veja-se o que o Concílio de Trento declarou infalivelmente:
CÂNONE IV – Se alguém disser que os Sacramentos da Nova Lei não são necessários para a salvação, mas apenas supérfluos; e que, sem eles ou sem o desejo deles, os homens obtêm de Deus, só por meio da Fé, a graça da justificação – embora nem todos eles sejam verdadeiramente necessários para cada indivíduo – que esse seja anátema.
Por um lado, parece que para Francisco os Sacramentos são supérfluos, e que os Luteranos até têm razão com a sua crença herética “uma vez salvo, salvo para sempre” – e só pela Fé.  Por outro lado, parece que Francisco pensa que os Luteranos, de algum modo que não nos é visível, têm os Sacramentos da Confissão e da Sagrada Comunhão, mesmo não tendo um sacerdócio válido para os propiciar.
Quer num caso quer no outro, a conclusão é a mesma: Ao que parece, temos um Papa que pensa que pertencer à Santa Igreja Católica não é de importância fundamental para a salvação das almas, e que os Luteranos se salvam nas suas “Igrejas” que aceitam o divórcio, a contracepção e o aborto em casos “difíceis”, e que praticam, além disso, a “ordenação” de mulheres e o “casamento” de homossexuais.
-O que poderemos nós dizer de um Papa que vai honrar Lutero em vez de honrar a Virgem Santíssima no próprio dia aniversário do Milagre do Sol, e que afirma a todo um auditório de Luteranos que eles podem ser “eleitos” e “perdoados” sem o auxílio sacramental daquela mesma Igreja de que Lutero foi um inimigo juramentado?  -Só podemos dizer que estamos agora a viver a crise que Nossa Senhora anunciou no Terceiro Segredo de Fátima – essa preciosa Mensagem-aviso para o Mundo inteiro, que o grande Milagre do Sol, que a Senhora nos obteve, veio autenticar para além de toda e qualquer dúvida.  – O tempo que a Senhora anunciou é agora!

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

O que é ser tradicional?

Remover a tradição é remover o Senhor do centro da Igreja e de nossas vidas. É colocar o homem no centro, com suas ocorrências


Tarde Vos amei beleza infinita,
tarde Vos amei Beleza sempre antiga e sempre nova.

Santo Agostinho

Ser tradicional é amar a Deus e a Santa Igreja

Pe. Juan Manuel Rodriguez de la Rosa – Adelante la Fe | Tradução Sensus fidei: Queridos irmãos, ser tradicional é amar a Deus, é amar a nossa Santa Madre Igreja; é cumprir o que determina a tradição. Não é tradicional somente o que o diz em palavras, mas aquele que, de coração, segue e cumpre os mandamentos do Senhor. Não é só o que assiste a Santa Missa tradicional, mas o que faz da Missa toda a sua vidaAquele que vive a Missa. Não é tradicional aquele que, depois da Santa Missa ofende o Senhor. É o que se levanta pela manhã e pensa na Missa, e durante todo o dia permanece nela pensando.
Não é tradicional o que se senta na igreja para que o vejam, mas aquele que se recolhe em oração; não é o que ostenta suas qualidades naturais ou situação econômica, mas o que gosta de passar despercebido.
Ser tradicional é não querer pecar, é odiar o pecado, é não querer ofender a Deus, no mínimo que seja. É desejar estar em contínuo estado de graça. É o que distingue o bem do mal. É o que julga com retidão e caridade. É o que quer estar no Calvário, aos pés da Santa Cruz. Aquele que traz o Senhor tatuado em sua alma.
Ser tradicional é ser generoso com a Santa Igreja, o que a considera parte sua e, portanto, contribui para a sua manutenção. O que é generoso financeiramente com ela, porque a considera sua Mãe e contribui com gosto para a sua manutenção, mesmo renunciando coisas justas.

Ser tradicional é ser João

Ser tradicional é ser João, que estava com o Senhor na Santa Ceia e no Calvário. Ser tradicional é ser João. Esta é a definição de tradicional. É João, que cumpria o que lhe ordenava o Senhor. João, modelo de amor para com a Santíssima Virgem: eis a tua mãe.
Ser tradicional é ser como os Apóstolos. Eles eram tradicionais porque seguiram o que ordenou o Senhor, apesar de suas próprias e grandes imperfeições. Todos foram tradicionais porque fizeram o que o Senhor lhes ordenara: Fazei isto em memória de mim. Obedeciam ao Senhor até mesmo quando isso muito lhes custasse. Apenas contemplando os Apóstolos temos tudo o que é necessário para saber o que é ser tradicional.
Eles deixaram tudo para seguir o Mestre. Nós deixamos tudo para assistir à Santa Missa? Quantas vezes vagueamos, desculpamo-nos para não ir. Na Santa Missa o Senhor se oferece, dá-se no Calvário. É na Santa Missa tradicional onde se aprofunda o mistério da Sagrada Paixão e se tem uma maior memória dos santos e dos mártires.

Ser tradicional é beber o cálice do Senhor

Ser tradicional é ser capaz de beber o cálice do Senhor. Isso implica unir-nos a Ele, sofrer por Ele e com Ele. Beber o cálice do Senhor é enfrentar o mundo, como fizeram os Apóstolos, como fez São Paulo, que, mesmo sem ter tocado o Senhor, tinha uma força incrível. Ele lutou contra todas as probabilidades, mesmo não estando aos pés da Cruz tocando os pés do Senhor. Mas via-O porque estava Nele. Nada, nem ninguém o deteve. É o exemplo de luta e tenacidade.

Ser tradicional é ser católico

Grande é a penetração do mundo no seio da Santa Igreja. A falsa abertura da Igreja a levou para uma assimilação da vida do mundo sem que antes fosse purificada. Vive-se na Igreja a moda do mundo, aceita-se o transitório em contraposição ao que é perene e que envolve a tradição. Rejeita-se a palavra tradição como oposta à igreja atual, e por conseguinte, como contrária à transitória. Vê-se a moda do mundo como o que é vivo e presente, e a tradição da Igreja como ultrapassada e imóvel. Mas a tradição está realmente viva, porque é o que nos identifica em nossa fé comum, que não muda, confirma-nos os ensinamentos recebidos como verdadeira salvação para a alma. A transitoriedade do mundo é oposta à preocupação com a alma e sua salvação.
Ser católico é ser tradicional. Sem tradição não há Igreja. A Tradição não é em absoluto uma estrutura antiga, ela é o que Senhor quis que fosse. Tomemos um exemplo com a arte. Os que desprezam a tradição são como aqueles que queriam esvaziar o Museu do Prado de Madri de todas as obras de arte antigas, e preenchê-lo somente com obras de arte contemporânea.
Muitos queriam remover o Tabernáculo e colocar uma imagem de Buda no lugar. Faz-se meditação budista em muitas paróquias e em não menos congregações religiosas. Remover o antigo é retirar o Senhor.

Ensinamento tradicional

Pretende-se fazer crer que o ensinamento tradicional seja algo do passado, que não mais se encaixa no presente. O ensinamento não pode ser alterado. Não se pode mudar os sacramentos. Não se pode mudar a maneira de recebê-los. A Igreja Católica não é uma Igreja a mais, ela é a Igreja fundada por Nosso Senhor Jesus Cristo. Não se pode mudar os sacramentos, não se pode mudar o Santo Sacrifício da Missa para transformá-lo em uma ceia ou uma reunião comemorativa.
Os jovens querem mudar tudo, não ouvem os conselhos dos mais velhos. Mas quando se chega a uma certa idade, percebe-se que os pais estavam certos naqueles sábios conselhos que davam aos seus filhos, frutos da própria experiência, dos próprios erros que não querem ver seus filhos cometerem. A Igreja, ao que parece, está em sua juventude, ele quer mudar tudo. Até que se dê conta de que a tradição é o verdadeiro.

Beleza sempre antiga e sempre nova

Esta é a chave. O Senhor está sempre na moda. Remover a tradição é remover o Senhor do centro da Igreja e de nossas vidas. É colocar o homem no centro, com suas ocorrências. Despreza-se o que foi recebido, confirmado pela tradição e provado no seu valor ao longo dos séculos, e, em seu lugar, acolhe-se com alvoroço a novidade corrente do homem. Olha-se com indiferença para o perene e acolhe-se o duvidoso, simplesmente por isso, por ser novidade.
A tradição da Igreja, sempre antiga e sempre nova.
Ave Maria Puríssima.
Pe. Juan Manuel Rodriguez de la Rosa

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Quem é um católico tradicional?

Aqui estão vinte coisas que muitos de nós, católicos tradicionais, descobrimos e que identificam o que nos tornamos hoje


Traditional Catholic Priest | Tradução Sensus fidei: Como católicos tradicionais, tentando ser fiéis à Fé Católica e para estender a Cristandade, precisamos ter um tempo para refletir sobre qual direção tomar neste muito grave momento na história do mundo, identificando o que realmente devemos fazer.
Para começar, precisamos definir o que somos e qual é a nossa missão nesta curta vida.
Aqui estão vinte coisas que muitos de nós, católicos tradicionais, descobrimos e que identificam o que nos tornamos hoje.
  1. Nós somos simplesmente católicos que descobriram os tesouros enterrados de Deus.
  2. Tudo começou com a descoberta da Missa de Sempre, (também chamada Missa Latina ou Missa Tridentina) quando o Papa Bento promulgou o Summorum Pontificum.
  3. A partir disso, nós descobrimos uma GRANDE diferença entre a Nova Missa (também chamada Missa Novus Ordo), única que a maioria de nós conhece, quando comparada com a Missa em Latim.
  4. Nós descobrimos, para nossa grande surpresa que, pela primeira vez na história, o Missal Católico Romano foi drasticamente alterado por Bugnini e pelo Concílio, com o apoio do Papa Paulo VI e promulgado em 1969.
  5. Descobrimos que a Missa Latina é parte do Rito Romano Católico por séculos e séculos e desenvolveu-se muito lentamente em pequenos incrementos ao longo destes séculos, desde a Última Ceia e do Sacrifício de Jesus na Cruz.
  6. Nós descobrimos que muito da Missa Nova, (Canon # 2, que é exclusivamente utilizado em quase todas as missas católicas), e as novas rubricas foram criadas por Bugnini e pelo Concílio.
  7. Descobrimos que os consultores protestantes no Vaticano II foram muito bem-sucedidos em ajudar a montar, juntos, a Missa Nova e torná-la língua vernácula.
  8. Nós podemos ver claramente a ênfase do Sacrifício de Jesus no Calvário na Missa em Latim.
  9. Nós vemos claramente que a ênfase na Missa Nova é colocada sobre a Última Ceia e “fazei isto em memória”, como o protestante Martinho Lutero desejou que fosse.
  10. Claramente vemos a ênfase protestante sobre a congregação e sobre quem preside a assembleia, contra a ênfase na Missa em Latim sobre o sacerdote, que oferece o Sacrifício in Persona Christi.
  11. Nós experimentamos o homem que se torna o centro na Missa Nova onde as pessoas vêm para se sentir bem, para apreciar o padre que elas gostam, para fazer o que querem, como querem (mulheres sexys vestidas sem modéstia e homens malvestidos em suas bermudas), conversando quando querem, ouvindo a homilia que querem e lendo algum texto quando estão entediados. Ao contrário, na Missa em Latim, tudo é muito tranquilo, a maioria das pessoas se veste bem e respeita Jesus no Tabernáculo, ajoelha-se em oração e as mulheres usam véus.
  12. Notamos que as pessoas chegam cedo à Missa em Latim para rezar e ficar depois em ação de graças. Na Missa Novus Ordo, algumas pessoas chegam tarde e vão embora mais cedo.
  13. Na Missa Novus Ordo nós ouvimos principalmente canções agradáveis ao homem (hip hop music), com coros exibindo-se na frente da igreja. Por outro lado, na Missa em Latim, o coro está escondido, apenas dando apoio à Sagrada Missa Latina com música de órgão, canto gregoriano ou outros antigos hinos sagrados (e muitas das canções são em latim).
  14. Então nós descobrimos que os Novos Ritos dos Sacramentos da Igreja Católica eliminaram grande parte das muito importantes orações dos Ritos, (como exorcismos contra o diabo), e foram substituídos por novas orações e rubricas.
  15. Nós constatamos a enorme diferença contida nas palavras e rubricas dos Sacramentos do pré-Vaticano II e, por essa razão, nossas crianças recebem os sacramentos nos antigos ritos latinos.
  16. Nós experimentamos a pregação aguada na Missa Nova e a pregação espiritual, prática e profunda na Missa em Latim.
  17. Vemos muita conversa falando sobre o amor na Igreja Novus Ordo, mas com muito pouco amor para salvar as almas do diabo, do Purgatório ou do Inferno. Mas o amor dos Católicos Novus Ordo raramente é mostrado para nós, católicos tradicionais, ao invés disso, eles nos odeiam, perseguem-nos e tornam-nos quase impossível termos acesso aos Sacramentos nos antigos Ritos, que o Papa Bento permitiu para todos os católicos desde o Summorum Pontificum, promulgado em 2007.
  18. Temos ouvido muita conversa sobre Ecologia e Justiça Social na Igreja Novus Ordo, mas sem nunca ir à raiz desses problemas, que é o PECADO pessoal.
  19. Vimos que as mudanças na catequese produziram seus frutos em quase todas as nossas famílias tornando-as ateias, agnósticas, protestantes ou não-denominacionais. Nossos familiares não acreditam mais em pecado, ouvem música rock, rap, vestem-se sem modéstia, moram com quem eles querem, têm filhos em todo lugar, abortam e são dependentes de graves vícios, do abuso de drogas, álcool e pornografia. E eles não veem nada de errado com os seus próprios pecados, com sexo homossexual ou com o “casamento” gay.
  20. Nós, católicos tradicionais, acreditamos em 2000 anos de ensinamentos católicos, práticas e tradição. Nós acreditamos que pecado é pecado, como Jesus ensinou. Acreditamos na Bíblia Sagrada como a atual autoridade da Palavra de Deus. Acreditamos que devemos obedecer às leis de Deus, contidas em nossa Fé Católica. Acreditamos no Céu, no Inferno, no Purgatório, no diabo e seus demônios. Acreditamos que um pecado mortal não arrependido e não confessado, fatalmente nos levará a condenação eterna.
Pope Pius X_holy card
Mais ou menos isto é o que nós descobrimos e acreditamos. Muitos de nós acreditam que o Concílio Vaticano II foi um desastre. A Nova Igreja, que as pessoas acreditam ser a melhor coisa que aconteceu na história da Igreja Católica e, por isso, querem implementá-lo mais e mais ou num até mais liberal Concílio Vaticano III.
Diante de tudo isso, nós, católicos tradicionais, acreditamos que as heresias do modernismo, o secularismo e o progressismo, condenados pelo Papa Pio X, têm causado todos os problemas na Igreja Católica e estão muito vivas e ativas hoje, em quase todas as partes dos Sacramentos e da hierarquia da Igreja. A heresia do modernismo foi condenada na Encíclica Pascendi Dominici Gregis pelo Papa Pio X, no dia 8 de setembro de 1907.

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Missa em Latim vs. Missa Nova, do ponto de vista de um Padre

Como sacerdote, desejo voltar a esclarecer quais são as diferenças sobre como Jesus é tratado nas duas missas. Isto será do meu próprio ponto de vista, como um padre que celebrou durante anos a Missa Nova em inglês e espanhol, e agora, oferecendo o Santo Sacrifício da Missa Antiga



























Tradução Sensus fidei: Constantemente ouço pessoas dizerem que não vão à Antiga Missa em Latim, porque eles não entendem latim. (Alguns até acham que a homilia é feita em latim.) Então, por favor, apenas por agora, deixemos de lado o argumento da língua; latim ou vernáculo e avaliemos as orações e as ações que integram as rubricas das duas missas. Olhemos também para quem é o centro do foco e a forma como as pessoas participam, vestem-se e recebem Deus na Sagrada Comunhão nas duas missas.

Como sacerdote, desejo voltar a esclarecer quais são as diferenças sobre como Jesus é tratado nas duas missas. Isto será do meu próprio ponto de vista, como um padre que celebrou durante anos a Missa Nova em inglês e espanhol, e agora, nos últimos 7 anos, oferecendo o Santo Sacrifício da Missa Antiga.
A maioria dos católicos julgam as duas missas de sua própria perspectiva subjetiva e preferências. Eles não são sacerdotes. Eles não estão oferecendo as duas missas e não fazem ideia de como é a experiência do sacerdote que oferece o sacrifício da Santa Missa.
Do meu ponto de vista sobre o altar, a diferença entre a Missa antiga e a Missa Nova é como o dia e a noite. Bispo Sample, de Portland Oregon, definiu muito bem quando, na Conferência Sacra Liturgia em Roma, disse que deseja que todos os seus sacerdotes aprendam e ofereçam a Missa Antiga em Latim por causa do efeito que ela exerce sobre eles mesmos, levando-os a compreender o seu papel como sacerdotes. Ele disse que oferecer a Santa Missa Antiga em Latim fez com que ele mudasse completamente, e agora, ele finalmente entende o aspecto sacrifical do seu sacerdócio.
Eu sei, para o católico comum que teve muito pouca ou nenhuma experiência com a Missa Antiga em latim, a Missa Nova está muito bem porque é a que todos eles já conhecem ou se sentem confortáveis e “em casa”. Em todo o mundo, a Missa Nova é tudo o que qualquer católico pode querer. Isso é tudo o que conhecem e é todo o critério que têm para julgar.
Os neo-Católicos ortodoxos que não são católicos tradicionais, estão constantemente reclamando sobre os graves abusos litúrgicos praticados por padres que não seguem as rubricas essenciais encontradas no Novo Missal Romano. Como quando, por exemplo, o celebrante muda as palavras da consagração, não diz o Credo da Missa dominical, não faz genuflexões quando necessário, dá a comunhão para todos, incluindo os não católicos, que aparecem em funerais ou casamentos, e todos os demais graves abusos que experimentam na Missa Nova.
Mas, em essência, e na maior parte, estão satisfeitos com a Missa Nova. Alguns Neo-Católicos preferem a Nova Missa em latim ou talvez digam “ad orientem”.

Aqui está uma lista de observações que fiz, oferecendo ambas, a Missa antiga e a Missa Nova.
Todo o foco de toda a Santa Missa Antiga Latina está em:
  • adorar a Deus,
  • estar no Calvário, no verdadeiro sacrifício incruento de Jesus sendo atualizado na Cruz,
  • o sacerdote pedindo a Jesus para interceder a Deus Seu Pai para a remissão dos nossos pecados,
  • humildemente rezando para que neste Sacrifício possamos receber a salvação e as graças.
No Sacrifício da Missa Antiga Latina, é óbvio que;
  • Deus Pai está agindo através de Jesus Seu Filho.
  • Jesus está agindo por meio do sacerdote, in Persona Christi.
  • Há uma hierarquia na Missa em latim, bispo, sacerdote, religioso, coroinhas, fiéis, como a que é encontrada no Reino de Deus e na Igreja Católica.
  • O sacerdote tem o papel especial na oração a Deus.
  • O sacerdote reza em segredo e em voz baixa a parte sagrada do Canon e as palavras da consagração.
  • As pessoas acompanham Maria e o Apóstolo São João na contemplação ao pé da Cruz, enquanto Jesus está oferecendo sua vida em sacrifício ao Pai para a nossa salvação.
  • As pessoas estão diante do santo sacrifício de Jesus na Cruz por elas.
  • As pessoas, humilde e passivamente, recebem as graças de Deus através da oração interior.
  • As pessoas humildemente recebem Jesus de joelhos na Santa Comunhão e na língua.
  • As pessoas rezam e absorvem os efeitos do Divino Mistério da Santa Missa em silêncio.
  • O Coro está no alto [ou atrás] acompanhando as pessoas em canções sagradas.
  • O coro canta anonimamente para a glória de Deus e não para exibir-se para a multidão.
  • O Coro canta a capella ou é acompanhado por música de órgão.
  • O canto gregoriano é cantado para elevar as almas das pessoas a Deus.


Respeito, adoração e proteção dada a Jesus no Santíssimo Sacramento.
  • Há apenas uma maneira de oferecer a Santa Missa Antiga em Latim e as rubricas devem ser obedecidas.
  • Há muito mais genuflexões, reverências e persignações a Deus por parte do sacerdote.
  • Ninguém, exceto o sacerdote, pode tocar o Santo Cálice e a patena, porque eles são consagrados para serem usados apenas para conter o Corpo e o Sangue de Deus.
  • Uma vez que o sacerdote disse as palavras da consagração, ele nunca separa os polegares e os indicadores para que, se por acaso, houver pequenos fragmentos do Corpo de Jesus, eles não cairão no Altar ou no chão.
  • O sacerdote sorve o Preciosíssimo Sangue de Jesus apenas de um lado do Cálice, de modo que quando for purificá-lo, terá a certeza de que purifica exatamente onde o sangue fluiu.
  • Ao receber o Corpo de Cristo, o sacerdote coloca a patena sob o queixo, abrigando todas as partículas que possam cair sobre o Altar.
  • Ele raspa o corporal com a patena para ter certeza se em qualquer momento alguma partícula do Corpo de Cristo tenha ficado sobre o corporal, e poder colocá-la no cálice para ser consumida com o Sangue de Cristo.
  • Toda vez, após a consagração, quando o sacerdote descobre o cálice, ele coloca os dedos sobre o mesmo, de modo que nunca possa cair e derramar o Precioso Sangue de Jesus.
  • O Corpo de Cristo é dado somente com a assistência do coroinha segurando a patena para que nenhuma migalha caia no chão.
  • Ninguém jamais toca Deus na Sagrada Comunhão, além do sacerdote.
  • Todas as pessoas são obrigadas a ajoelhar e receber Jesus na língua.
  • Depois da Sagrada Comunhão, o sacerdote purifica o Cálice duas vezes, uma com vinho e novamente com vinho e água para ter certeza de que recebe cada gota do Precioso Sangue de Jesus purificado.
  • O sacerdote purifica os polegares e indicadores com água e vinho no cálice para obter qualquer partícula minúscula de hóstia de dentro do cálice, consumindo-a.
  • As pessoas se ajoelham em adoração e ação de graças depois da comunhão.
  • As pessoas rezam e não conversam dentro da igreja.
  • As mulheres cobrem suas cabeças com véus.
  • As pessoas se vestem com trajes de domingo, com muito respeito e modéstia.

A Missa Nova está focada em Deus, mas, ao mesmo tempo, muito focada nas pessoas.
  • Em vez de o foco do Celebrante estar in Persona Christi, seu foco está em representar e presidir em nome da congregação.
  • O Celebrante posiciona-se de frente para o povo, e não para Deus.
  • Em todas as realidades, o celebrante é o centro do “show”. Muitas vezes ele vai fazer piadas.
  • Há muito pouco nas palavras da Missa Nova referentes à dimensão sacrificial da missa.
  • A Missa Nova é centrada muito mais em “Recordar a Última Ceia”.
  • Não há altar para o sacrifício sacerdotal, apenas uma mesa de madeira.
  • O presidente sempre reza em voz alta para que as pessoas possam ouvi-lo.
  • O foco está sobre as pessoas sendo muito ativo em respostas, abraços, ficar de pé, sentados, ajoelhados, cantando e andando em procissão para receber a Sagrada Comunhão.
  • Há muitas pessoas envolvidas na Missa Nova, como Leitores(as) e ministros(as) extraordinários(as) da Eucaristia.
  • Muitas pessoas transitando ao redor do Santuário, como a banda de rock ou outros membros do coral.
  • Todo tipo de música e canto são permitidos.
  • O coro e os músicos tocam voltados para as pessoas.
  • As músicas tocadas e cantada tem por objetivo fazer com que as pessoas se sintam felizes, bem, quentes e animadas.
  • Bater palmas é algo incentivado ao felicitar pessoas ou enquanto cantam-se canções.
  • Crianças e outras pessoas são frequentemente convidadas para se posicionarem em torno do altar e rezar com o presidente.
  • Todo mundo adora isso porque o foco está sobre as crianças bonitas e as pessoas.
  • O celebrante senta-se na cadeira do presidente voltado para o povo, não para Deus.
  • Tudo é muito exterior e não contemplativo.
  • Há muito pouco silêncio.
  • Ajoelha-se muito pouco em adoração a Deus.
  • O Novo Missal Romano tem várias opções “pastorais” em como celebrar a missa.
  • Muitas mulheres vêm à missa vestidas em roupas sensuais, decotes, calças apertadas e shorts.
  • Homens vêm trajados com bermudas.
  • Leitores(as) e ministros(as) extraordinários(as), por vezes, sobem no altar com roupas sensuais ou impróprias.
  • Antes e depois da missa, pessoas e padres conversam e se socializam em voz alta na igreja.

Na Missa Nova,
  • A maioria das pessoas recebem a Sagrada Comunhão.
  • Recebem-na em pé.
  • Recebem Jesus na mão.
  • Todos devem permanecer em pé até que todos tenham subido juntos em procissão para receber a Sagrada Comunhão.
  • Há muito pouco tempo permitido, após a Sagrada Comunhão, para meditar e agradecer a Deus por Ele ter vindo em suas almas.
  • As pessoas costumam sentar-se e não se ajoelham depois de receber a Sagrada Comunhão.
  • As Grandes Hóstias são utilizadas para mostrar que todos nós somos um só corpo, e quando elas são partidas, partículas grandes são atiradas em todo o corporal, no altar e no chão. Aconteceu comigo.
  • Muito raramente as patenas são utilizadas para abrigar o corpo de Cristo ou as migalhas que caem.
  • Os pisos de igrejas católicas estão cheios de partículas do Corpo de Cristo que caem pelo chão, das mãos das pessoas que o recebem na mão e são pisoteadas por todos os presentes.
  • Todos tomam do cálice dado pelo ministro para receberem o Sangue de Cristo.
  • Muitas vezes o Precioso Sangue de Cristo é derramado sobre as pessoas ou no chão.
  • Somente os sacerdotes devem purificar os vasos sagrados na missa, mas muitas vezes eles são deixados para que os outros os purifiquem.
  • A purificação do cálice é feita apenas com água.
  • É impossível para o sacerdote purificar onde tantas pessoas receberam do cálice, várias vezes sorvido, quando administrado o Preciosíssimo Sangue pelos(as) ministros(as) extraordinários(as).

A última pergunta (e a resposta deve fazer com que todos que leiam este artigo queiram ir apenas para a Santa Missa Antiga em latim) é: nós realmente acreditamos que Deus/Jesus está no Santíssimo Sacramento do Altar? Se assim é, Deus merece toda adoração, respeito e proteção.


Como um padre que diz que a Missa Nova e a Antiga Missa em Latim, a Missa Latina tem, de longe, mais rubricas integradas para proteger o Corpo e Sangue de Jesus de ser profanado de qualquer maneira. A Missa Antiga em Latim tem claramente o forte componente sacrifical, próprio da Santa Missa e do sacerdócio. A Missa Antiga não tem a ênfase protestante na Última Ceia e “fazer isto em memória de mim”, como Lutero defendeu. A Missa Antiga também tem orações e gestos que auxiliam mais facilmente a adoração que Jesus merece de todos nós, Suas criaturas. E, por causa disto, a Missa Antiga em latim agrada muito mais a Deus do que a Missa Nova.