sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Jesus nos dá seu Coração para ser nosso coração

Em vosso Coração, oh, Jesus, somos também nós consumados em um, como Vós e vosso Pai sois consumados em um pelo amor e no amor, pelo Espírito Santo e no Espírito Santo. Oh, que abismos de divina ternura!


Mons. de Ségur (*) | Tradução Sensus fidei: Nosso adorável mediador Jesus Cristo, querendo tributar a seu eterno Pai em todos os seus membros místicos, e em cada um deles em particular, as homenagens de uma religião perfeita e verdadeiramente digna d’Ele, une-se interiormente a todos os cristãos, e lhes dá o seu Coração. Sim, dá-nos este grande e inefável Coração, a fim de que por ele e com ele possamos cumprir com todos os deveres que temos para com Deus, e satisfazer todas as nossas obrigações para com a sua divina Majestade.
Cinco são os grandes deveres aos quais estamos obrigados para com Deus:
1º adorá-lo em suas infinitas grandezas;
2º dar-lhe graças pelos benefícios que temos recebido e recebemos continuamente de sua bondade;
3º satisfazer a sua santíssima justiça por nossos inumeráveis pecados e negligências;
4º amá-lo em troca de seu amor incompreensível;
5º enfim, rogar-lhe com humildade e confiança para obter de sua soberana liberalidade tudo o que necessitamos, tanto para a alma como para o corpo.
Mas como cumprir com todos estes deveres de uma maneira digna de Deus? Isto não o podemos nós; pois somente o infinito é digno do infinito e o divino do divino. Embora quando tivéssemos à nossa disposição todos os entendimentos, todos os corações e todas as forças de todos os Anjos e de todos os homens, e os empregássemos em adorar, dar graças e amar ao Senhor, seria isto, todavia, ainda muito pouco, havida consideração para com a sua santidade e bondade infinitas.
Mas, vede aqui um meio, um meio verdadeiramente infinito para completar inteiramente todos estes deveres: este meio é o próprio Coração de Jesus, que se nos dá para que dele usemos como nosso próprio coração, para adorar a Deus tanto quanto é adorável, para amá-lo tanto quanto merece ser amado, e para cumprir com Ele todos os deveres da religião mais perfeita, de uma maneira inteiramente digna de sua Majestade suprema.
Graças eternas vos sejam dadas, oh, meu querido Salvador Jesus! Pelo dom infinitamente precioso de vosso Coração. Ajudai-me a bendizer-Vos os Anjos e a Rainha dos Anjos. Oh! Quão ricos somos! Que tesouros possuímos!
O Coração de Jesus feito nosso coração, faz-nos entrar na participação do amor eterno com que o Pai ama o Filho, e o Filho ama a seu Pai. O Pai nos ama como a Jesus;[1] e, por sua vez, Jesus nos ama com o mesmo amor que o une ao seu divino Pai.[2] E, assim em Vós, em vosso Coração, oh, Jesus, somos também nós consumados em um,[3] como Vós e vosso Pai sois consumados em um pelo amor e no amor, pelo Espírito Santo e no Espírito Santo. Oh, que abismos de divina ternura!
Além de tudo, encontro no Coração de meu Deus o meio de amar perfeitissimamente tudo o que devo amar fora de Deus, mas segundo Deus: desde logo e antes de tudo a Santíssima Virgem, a quem não posso amar dignamente senão com a ajuda do Coração de seu divino Filho; e depois a todos os meus irmãos do céu e da terra. Lemos nos Livros Sarados que os primeiros cristãos não tinham mais que “um só coração e uma só alma”;[4] e este coração único era o Coração de Jesus feito seu coração; era a reunião de seus corações santos, puros, penitentes, caritativos, mansos e humildes no Sagrado Coração de Jesus, que era assim seu único foco de amor e seu celeste lugar de reunião. Para eles era o que é o centro de uma esfera de onde convergem, para não formar mais do que um só ponto, todos os raios que da superfície vão juntar-se ao centro.
Eu também, pobre raio da grande esfera da Igreja, lanço-me até Vós, a Vós me entrego e em Vós quero permanecer sempre, Coração adorável e adorado de meu Deus! Em Vós encontro com que amar superabundantemente tudo o que devo amar, no céu e na terra, no tempo como na eternidade; em Vós estou seguro de amar santamente, de amar perfeitamente, e também de ser amado como devo ser amado, nem mais, nem menos.
Mas, que fazer para assim permanecer praticamente no Coração de Jesus? De que maneira, no que me concerne, meu pobre coração e esse Coração divino não formarão mais do que um só coração? Aplicar-me-ei a duas coisas: primeira, nas circunstâncias diversas de minha vida, de meus deveres, de minhas obras cotidianas, esforçar-me-ei em renunciar a mim mesmo, abneget semetipsum; em renunciar às inclinações não somente culpáveis, senão também baixas e antinaturais de meu próprio coração, que desde o pecado original está instintivamente desviado da verdade e do bem e inclinado ao mal. Segunda, terei grande cuidado de viver em união habitual e interior com Jesus, para deixar que seu Sagrado Coração viva, queira, ame, sofra e se dilate em meu coração, com meu coração, e, por assim dizer, em lugar do meu coração.
Oh, Coração todo amor de meu Salvador! Sejais de hoje até meu último suspiro o verdadeiro coração do meu coração, a alma da minha alma, o espírito do meu espírito, a vida da minha vida; o único motor de todas as minhas potências, de todos os meus pensamentos, palavras e ações.
Oh, Jesus, amor de meu coração! Eu não quero outro livro que o vosso Coração divino.
Notas
[1] Dilexisti eos sicut et me dilexisti. (Joan. XVII, 23.)
[2] Sicut dilexit me Pater, et ego dilexi vos. (Ibid. XV, 9.)
[3] Consummati in unum. {Ibid. XVII, 23.)
[4] Cor unum, et anima una. ( Act. IV, 32.)
(*) Monsenhor de Ségur. El Sagrado Corazon de Jesus. pp. 129-134. Casa Editorial de Manuel Galindo y Bezares. 1888.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Sem tradição não há estado de graça

Desprezar a tradição é alterar a Palavra de Deus, é subestimar os meios de salvação do homem dados por Deus à Sua Igreja, para substituí-los por outros na medida e ao gosto do homem. Algo conhecido apenas na heresia


Tradução Sensus fidei: Queridos irmãos, a vida da graça é sempre uma surpresa para a qual se deve estar preparado. A alma não sabe quando o Senhor poderá visitá-la com verdadeiros regalos de amor divino. O Senhor quer que a alma esteja limpa, completamente limpa, na graça de Deus, esperando por Sua visita.
Apenas diante de uma alma em graça, diante de uma alma que verdadeiramente se esforça para estar limpa de todo pecado, o Senhor a visita e a embeleza com Sua presença; alma e corpo sentirão o gozo e a alegria sobrenatural do Senhor. Pensar que uma alma em pecado, que persevera no pecado, que em nada se empenha para dele sair, pode ser agradável a Deus, é desconhecer o mais elementar da essência divina. É não ter a menor experiência de Deus, é absolutamente desconhecer quem é Deus, é não ter experiência do amor de Deus.
O Senhor se compraz na alma que busca uma vida de santidade, que não poupa esforços em se purificar totalmente para tornar-se agradável a Ele. O Senhor a recompensa com dádivas divinas.
Devemos meditar sobre a criação do mundo, reler o livro do Gênesis e meditar sobre o estado de Graça com que Deus criou o homem, pensar como toda a criação é santa e boa. Assim, nos quer o Senhor, limpos e puros, santos e imaculados. A Palavra de Deus está viva, e esses capítulos iniciais da Sagrada Escritura continuam nos falando sobre como Deus quer que continue sendo o mundo que Ele criou. A obra redentora pretende que o homem recobre a sua inicial santidade, a sua integridade, a sua unidade e o seu diálogo com Deus. O homem que quer seguir o Senhor, que quer agradá-lo, unir-se a Ele e segui-lo, deve sempre buscar esses fins que perdeu com o pecado de nossos primeiros Pais. Aqui está o esforço, o trabalho, a tarefa do homem.
O homem precisa recuperar o estado de graça inicial da criação. A Encarnação do Verbo de Deus tem a missão de fornecer ao homem o conhecimento e os meios necessários para alcançá-la. Vã seria toda a obra redentora de Deus se o homem não aspirasse a santidade perfeita.
Devemos desejá-lo ardentemente e nos esforçarmos sinceramente, e Ele fará o resto por nós. Nunca estaremos suficientemente limpos, mas, Aquele, que vê o nosso coração, nos acolherá com alegria depois de nosso esforço sincero na confissão dos nossos pecados. Cumprir os mandamentos da Lei de Deus, da Santa Mãe Igreja, frequentar os Santos Sacramentos, eis o caminho da santidade.
Se a esposa servisse o esposo em estado de graça de Deus, e o esposo, também em estado de graça, se preocupasse com a esposa, nunca haveria separação entre eles. Sempre viveriam na vontade de Deus, sabendo renunciar a si mesmos um pelo outro e ambos por Deus. Mas, além disso, não faríamos as coisas rapidamente e mal; em tudo nos aplicaríamos para não nos enganarmos, etc., como também em não ofendermos a Deus.
O Senhor nos quer limpos e puros como anjos. Quando vemos algo sujo e nos desagrada, o mesmo se aplica para a alma. O Senhor vê os amores imundos e não gosta, porque são desagradáveis a Ele.
Às almas que não se confessam, o Senhor lhes fala asperamente, Ele não quer que tenhamos pecados. O Senhor não graceja com essas coisas, em outras palavras, se a alma não quer ouvir o que o Senhor lhe diz para se emendar, Ele o dirá de outra maneira, ou seja, com avisos corporais. O Senhor nos repreende, não quer a morte do pecador, mas que ele se salve. Ele nos admoesta como bom pai, mas Pai Celestial, por isso muitas vezes não entendemos o Seu proceder; mas é sempre para o bem da alma. Às vezes os avisos de Deus são muito duros, mas necessários.
TRADIÇÃO, eis aqui a chave para a nossa santidade. Para estar na graça de Deus, devemos seguir a tradição de nossa Mãe Igreja. Ou seja, os Mandamentos, os Santos Sacramentos, o Santo Sacrifício da Missa… Os meios santos que a tradição, o Magistério da Igreja, nos dispõe a nosso serviço. E esses meios são SEGUROS para a salvação, e não há outros. São os meios que Deus nos dá através da Sua Santa Igreja. São os meios divinos de salvação.
Se o homem os segue fielmente se salvará.
Desprezar a tradição é alterar a Palavra de Deus, é subestimar os meios de salvação do homem dados por Deus à Sua Igreja, para substituí-los por outros na medida e ao gosto do homem. Algo conhecido apenas na heresia. Só a heresia teve a ousadia de alterar a Palavra de Deus para acomodá-la à fraqueza da carne, à sua própria concupiscência.
Fiel à tradição, a alma conhece os meios de santificação para se esforçar na busca da integridade perdida em razão do pecado original. A alma sabe que são os meios divinos que a Santa Igreja coloca em suas mãos para a sua salvação. E sabe que são seguros e únicos.
Ave Maria Puríssima.
Pe. Juan Manuel Rodriguez de la Rosa.

terça-feira, 27 de dezembro de 2016

A confissão e a satisfação

As penas que sofremos por causa de nossos pecados nos tornam mais conformes a Nosso Senhor Jesus Cristo, que sofreu por nossos pecados; se temos alguma parte em Seus sofrimentos a teremos também em Sua glória


Necessidade de satisfação

Queridos irmãos, por satisfação geralmente se entende a reparação do dano da injúria feita a alguém. Como todo pecado é uma injúria a Deus e, como também se ofende ao próximo, deve-se uma reparação a um e outro. Assim, a satisfação sacramental é a reparação da injúria que fizemos a Deus com nossos pecados, e do dano causado ao próximo com nossas injustiças.
A Igreja sempre impôs penitência aos pecadores reconciliados através da absolvição. Nos primeiros séculos eram penitências longas e rigorosas; pretendiam ser proporcionais com a ofensa cometida a Deus rebelando-se contra Ele.
A satisfação, chamada penitência, é uma parte, não essencial, porque a confissão pode ser válida sem ela, por exemplo, um penitente em perigo de morte que nem possa cumpri-la; mas, sim, é parte integrante do Santo Sacramento da Penitência. De modo que se o penitente ao se confessar não tivesse a intenção de fazê-la, a confissão seria nula e sacrílega.
O Concílio de Trento nos oferece as razões pelas quais Deus, ao perdoar os pecados, obriga-nos e impõe-nos uma pena temporal, quando diz: não há dúvida de que essas penas satisfatórias têm uma força maravilhosa para retrair os penitentes de ofender a Deus; elas lhe servem como freios para contê-los, e a ensiná-los a ter mais em conta consigo no futuro. Também servem de remédio aos maus vestígios que os pecados deixaram na alma, e curar os hábitos viciosos que foram contraídos por uma vida desregrada, fazendo praticar as virtudes contrárias.
As obras de penitência bem praticadas são meios muito poderosos para deter os castigos que a Justiça Divina tem preparados para nos enviar, e, além disso, as penas que sofremos por causa de nossos pecados nos tornam mais conformes a Nosso Senhor Jesus Cristo, que sofreu por nossos pecados; se temos alguma parte em Seus sofrimentos a teremos também em Sua glória.

Obras de penitência

As obras de penitência mais comuns são: a oração, o jejum, a esmola, e todas aquelas que se referem a cada um das três. Na oração através da leitura de coisas santas, a meditação, a Santa Missa. No jejum se compreendem as mortificações do corpo, o trabalho, a privação de gostos. Na esmola subentende-se todas as obras espirituais e corporais de misericórdia exercidas para com o próximo.
Com estes três tipos de obras submetemos a Deus todos os bens que possuímos: os espirituais, os físicos e os econômicos. Os bens do espírito através da oração que submete a alma a Deus; os do corpo pelo jejum e outras mortificações; os econômicos pela esmola.
Quase todos os nossos pecados consistem no abuso que fazemos destes três bens; porque o abuso dos bens espirituais produz o orgulho, os do corpo a luxúria corpo, e os das riquezas a avareza. Nós mesmos reparamos tais abusos por estas três ações. A oração humilha o espírito, o jejum refreia o corpo, e a esmola faz um bom uso dos bens temporais.

Satisfação com respeito ao próximo

Deve-se satisfazer a Deus e ao próximo. Um não é menos essencial do que o outro, e isto é o que Jesus queria-nos dar a compreender com estas palavras: Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus.
Se tivemos ódio contra alguém, devemos sinceramente nos reconciliar com ele. Se nós ferimos sua reputação, estamos obrigados a restabelecê-la o quanto pudermos. Devemos tentar fazer sempre tudo ao nosso alcance para reparar os danos ao próximo. Se não há em nós essa resolução, não obteremos o perdão de Deus. A necessidade destas reparações está fundamentada tanto na Lei de Deus como na Lei natural: não faças aos outros o que não queres que façam a ti.

Condições da penitência por parte do confessor

A penitência depende do confessor que a impõe e do penitente que a cumpre. A penitência deve ter três condições: deve ser aplicada com justiça, com caridade e com prudência. Com justiça, pois deve-se olhar a ofensa a Deus para que a penitência seja proporcional; com caridade, que olha para a salvação da alma do penitente; e com prudência para que a penitência seja apropriada e adequada.
Estas três condições correspondem às três qualidades do confessor na confissão: de Juiz, de Pai e de Médico. O confessor deve agir como justo juiz, como pai caridoso, e como médico prudente.
É muito conveniente o que diz sobre os confessores o Concílio de Trento:
Os ministros de Nosso Senhor devem, conforme o Espírito Santo e a prudência os inspirem, impor penitências saudável e convenientes, tendo em vista a qualidade dos pecados, e as circunstâncias dos penitentes; por temor de que se usem de conveniência com os pecados e de uma demasiada indulgência prescrevendo obras ligeiras por faltas ou crimes enormes, fazem-se participantes dos pecados alheios.
Tenham muito cuidado para que a penitência imposta, não seja somente para os penitentes um meio de conservar-se na graça e curar a sua fraqueza, mas também para punir os pecados passados.

Aceitação da penitência.

São três as condições do Sacramento da Penitência: a contrição, a confissão e a satisfação. A satisfação é ação do penitente quando a aceita. A aceitação da penitência deve ser humilde, submetendo-se o penitente ao julgamento do confessor; voluntária, reconhecendo que é merecedor de tal penitência, e sincera, disposto a cumpri-la.
A penitência deve-se cumprir, portanto, de boa vontade, com devoção e em segredo. Deve-se cumprir a penitência como algo prescrito pelo próprio Deus.
Ave Maria Puríssima.
Pe. Juan Manuel Rodriguez de la Rosa.

domingo, 18 de dezembro de 2016

O que diz o demônio sobre receber a comunhão na mão


O padre Gabriele Amorth foi o exorcista oficial da Santa Sé por décadas, até seu falecimento em setembro deste ano. Pe. Amorth disse no ano de 2013 que teria realizado cerca de 160 mil exorcismos.
E alguns de seus exorcismos ficaram conhecidos através do livro “Confissões do inferno ao exorcista Pe. Gabriele Amorth”.
E queremos compartilhar uma conversa durante um exorcismo em 1975 que fala sobre a comunhão na mão.
Pe. Gabriele Amorth – Diz só a verdade em Nome do Preciosíssimo SANGUE, da Santa Cruz, da Imaculada Conceição…
Demonio (A) – Nós trabalhamos durante muito tempo, lá em baixo (aponta para baixo) até conseguirmos que a Comunhão na mão fosse posta em prática. A Comunhão na mão é muito boa para nós, no inferno; acreditai!
Pe. G.A. – Nós te ordenamos, em Nome (…) que digas somente o que o Céu te ordena! Diz só a verdade, a verdade total. Tu não tens o direito de mentir. Sai desse corpo! Vai-te!
Demônio – ELA (Virgem Maria) (aponta p/ cima) quer que eu diga…
Pe. G.A. – Diz a verdade, em Nome (…).
Demônio – ELA quer que eu diga… que se ELA, a grande SENHORA, ainda vivesse, receberia a Comunhão na boca, e de joelhos, e haveria de se inclinar profundamente assim (mostra como procederia a Santíssima Virgem).
Pe. G.A. – Em Nome da Santíssima Virgem (…) diz a verdade!
Demônio – Tenho que dizer que não se deve receber a Comunhão na mão. O próprio Papa dá a Comunhão na boca. Não é da sua vontade que se dê a Comunhão na mão. Isso vem dos seus Cardeais.
Pe. G.A.– Em Nome (…) diz a verdade!
Demônio – Deles passou aos Bispos, e depois os Bispos pensaram que era matéria de obediência, que deviam obedecer aos Cardeais. Daí, a idéia passou aos Sacerdotes e também eles pensaram que tinham de se submeter, porque a obediência se escreve com maiúsculas.
Pe. G.A. – Diz a verdade. Tu não tens o direito de mentir em Nome (…).
Demônio – Não se é obrigado a obedecer aos maus. É ao Papa, a JESUS CRISTO e à Santíssima Virgem que é preciso obedecer. A comunhão na mão não é de modo algum querida por DEUS.
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quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

O Apocalipse agora? Outro importante sinal aparece nos céus


Em 20 de novembro de 2016 terá início um evento astronômico que durará nove meses e meio e culminará em uma surpreendente coincidência com a visão do Apocalipse 12. Este evento astronômico, em todos os seus detalhes, é único na história da humanidade.

Nota do autor: Neste artigo pretendo expor uma série de fatos e observações sem chegar a uma conclusão definitiva. No entanto, estes fatos e observações são de tal natureza que se prestam a ser mal interpretados quando observados e identificados. Quero deixar claro que neste artigo não pretendo vaticinar nada. Limito-me a fazer alguns comentários sobre alguns fenômenos que estão por vir, tanto por parte do céu e como dos homens, que podem ser interessantes para quem estiver ciente deles.
Em 23 de setembro de 2017 a constelação de Virgem com o sol ascendendo logo atrás (a mulher vestida de sol). Isto acontecerá durante o centésimo aniversário das aparições da “Mulher vestida de sol”, Nossa Senhora de Fátima em 1917. O que significa isto?

O grande sinal no céu

Se o Senhor nos desse um sinal, seríamos capazes de reconhecê-lo? E se Ele como já bem fez em outras ocasiões, pusesse-nos um grande sinal no céu, um presságio de grandes e terríveis acontecimentos, será que notaríamos? Estaremos tão ocupados como muitos que nos precederam, que não nos preocupamos em olhar para o alto? Se o Senhor nos enviasse esse sinal hoje mesmo, nós o veríamos? E se chegássemos a vê-lo, importaríamos com ele ou o rejeitaríamos como uma tola superstição?
E se eu lhes dissesse que se aproxima um portentoso evento astronômico em termos de precisão, contexto e momento assemelha-se ao sinal descrito no Apocalipse? Você levantaria o olhar?
“Apareceu em seguida um grande sinal no céu: uma Mulher revestida do sol, a lua debaixo dos seus pés e na cabeça uma coroa de doze estrelas. Estava grávida e gritava de dores, sentindo as angústias de dar à luz. Depois apareceu outro sinal no céu: um grande Dragão vermelho, com sete cabeças e dez chifres, e nas cabeças sete coroas. Varria com sua cauda uma terça parte das estrelas do céu, e as atirou à terra. Esse Dragão deteve-se diante da Mulher que estava para dar à luz, a fim de que, quando ela desse à luz, lhe devorasse o filho. Ela deu à luz um Filho, um menino, aquele que deve reger todas as nações pagãs com cetro de ferro. Mas seu Filho foi arrebatado para junto de Deus e do seu trono”.

A Estrela de Belém

Antes de começar, é importante deixar claro o contexto. É parte inegável e incontestável de nossa fé que há 2 mil anos atrás se valeu de um evento astronômico para se comunicar com o homem: a Estrela de Belém. Muitas pessoas, ao imaginar a Estrela de Belém, se é que imaginam, pensam em uma enorme maciça que brilhou sobre Belém, não óbvia para todos que fez que os magos empreendessem uma longa viagem para conhecer o rei prometido.
Sabemos que esta versão é incorreta porque quando os Magos chegaram a Jerusalém, apenas 8 quilômetros de Belém, tiveram que explicar o que viram e por que eles interpretaram daquela forma. O rei Herodes, sua corte e o resto de Jerusalém, em grande parte ignoravam sobre a Estrela de Belém. As pessoas daquela cidade, como nós, estavam ocupadas trabalhando para suas famílias e em suas vidas diárias. Embora estivesse sobre suas cabeças aquele grande sinal que anunciava o nascimento do Salvador, o próprio Filho de Deus, ninguém o notou e nem se importou.
Para entender o contexto do sinal do Apocalipse 12, é útil examinar mais a fundo a Estrela de Belém. Que foi a Estrela de Belém e por que vieram os Magos quando ninguém mais a avistara? Muito simples: porque prestavam atenção.
Há uma hipótese convincente que sustenta que a Estrela de Belém foi uma série de ocorrências astronômicas normais que deram lugar a conjunções muito excepcionais que anunciavam simbolicamente o nascimento de um rei. É importante ressaltar que isso não tem nada a ver com a astrologia. A astrologia se define em qualquer enciclopédia como:
“A arte de adivinhação, que tenta prever acontecimentos terrestres e humanos por observação e interpretação de estrelas fixas, o sol, a lua e os planetas. Seus partidários acreditam que a compreensão da influência dos planetas e das estrelas sobre os assuntos da terra podem prever o destino dos indivíduos, sociedades e nações e exercer influência sobre eles”.
A Igreja Católica condena sem rodeios a astrologia, assim como todas as formas de adivinhação. Mas os sinais como a Estrela de Belém não são adivinhações do destino baseadas nas estrelas, mas um símbolo astronômico regular se se tem em conta que algumas vezes o Senhor do universo se serve de sua criação para comunicar-se com o homem. A Bíblia está cheia de casos que o confirmam. O Salmo 19 diz:
“Narram os céus a glória de Deus, e o firmamento anuncia a obra de suas mãos. O dia ao outro transmite essa mensagem, e uma noite à outra a repete. Não é uma língua nem são palavras, cujo sentido não se perceba, porque por toda a terra se espalha o seu ruído, e até os confins do mundo a sua voz (Sl 18-19 1-5).
São Paulo cita este salmo na epístola aos Romanos, quando afirma que os judeus estavam cientes da vinda do Messias.
“A fé provém da pregação e a pregação se exerce em razão da palavra de Cristo. Pergunto, agora: Acaso não ouviram? Claro que sim! Por toda a terra correu a sua voz, e até os confins do mundo foram as suas palavras (Sl 18,5).
São Paulo deixou claro que os judeus sabiam sobre o Messias porque os céus lhes haviam dito. Paulo, obviamente, não endossava a astrologia; apenas indicava que Deus pode se servir dos céus para anunciar seus planos, e de fato o faz. Pode-se dizer muito mais sobre a diferença entre a astrologia e a compreensão dos sinais nos céus, mas de momento nos limitaremos a mostrar que buscar no céu a confirmação e o anúncio dos planos de Deus é legítimo dentro de um contexto ou aplicação apropriados.
Então, que foi a Estrela de Belém? Como disse, há uma convincente hipótese que a Estrela de Belém foi uma série de ocorrências astrológicas com um simbolismo eloquente. Pode-se encontrar mais informação (em inglês) em BethlehemStar.net, mas tentarei resumir.
Entre os anos 3 e 2 a. C. ocorreu uma tríplice conjunção entre Júpiter (o planeta rei, em movimento retrógrado) e Regulus (a estrela rainha). Provavelmente, os Magos interpretaram esta tríplice conjunção como um enorme anúncio luminoso no céu, que cintilava dizendo: REI-REI-REI. Tudo começou com o Ano Novo judaico e na constelação de Leão (o leão, símbolo da tribo de Judá). Portanto, representava claramente o rei dos judeus, da tribo de Judá. O sinal era muito claro para os que estavam familiarizados com o Messias. Além disso, justamente atrás de Leão ascendia a constelação de Virgem, com o sol atrás e a lua a seus pés.
Após esta incrível conjunção tripla, Júpiter começou a avançar pelo céu para o oeste, até alinhar-se em conjunção com Vênus, planeta associado com a maternidade. A conjunção do rei e dos planetas com a mãe dos planetas foi tão próxima que formava o objeto mais brilhante do firmamento. Jamais se vira algo assim.
Toda esta simbologia do rei de Judá e da Virgem foi suficiente para mobilizar os Magos até Jerusalém, mas pode-se entender que o cidadão comum de Jerusalém não notara.
Júpiter continuou avançando para o oeste até que se deteve. Quando o fez (como visto de Jerusalém), deteve-se ao sul, sobre o povoado de Belém, em 25 de dezembro do ano 2 a.C. Isso é claramente comprovado através de um moderno programa astronômico que mostra o céu em qualquer momento da história e de qualquer perspectiva. Com esta tecnologia, podemos não somente estudar os céus do passado, mas também os do futuro.
No contexto que acabo de descrever, voltemos nosso olhar para os céus do futuro, que mais uma vez mostram sinais muito simbólicos.
Repassemos os primeiros versículos de Apocalipse 12.
“Apareceu em seguida um grande sinal no céu: uma Mulher revestida do sol, a lua debaixo dos seus pés e na cabeça uma coroa de doze estrelas. Estava grávida e gritava de dores, sentindo as angústias de dar à luz”.
O autor do Apocalipse indica claramente que esta visão é um sinal no céu. O que veremos no céu em um futuro próximo?
Em 20 de novembro de 2016 terá início um evento astronômico que durará nove meses e meio e culminará em uma surpreendente coincidência com a visão do Apocalipse 12. Embora eu não seja astrônomo, minhas pesquisas indicam que este evento astronômico, em todos os seus detalhes, é único na história da humanidade.
No dia 20 de novembro de 2016, Júpiter (o planeta rei) entrará no corpo (ventre) da constelação de Virgem (a Virgem). Júpiter, em movimento retrógrado, passará os 9 meses e meio seguintes dentro de Virgem. Este período coincide com um período normal de gestação de um bebê.
Depois destes nove meses e meio, Júpiter sairá do ventre de Virgem. Junto com a saída de Júpiter (nascimento), em 23 de setembro de 2017, veremos a constelação de Virgem com o sol ascendendo por trás (a mulher vestida de sol). Aos pés da Virgem, vemos a lua. E sobre sua cabeça encontraremos uma coroa de doze estrelas, formada pelas nove habituais constelação de Leão, somadas aos planetas Mercúrio, Vênus e Marte.
É uma série verdadeiramente surpreendente de eventos, e tem um grau impressionante de coincidência com a visão de Apocalipse 12.
Qual é o significado de tudo isso, se é que há algum? A resposta é óbvia: não sabemos. Agora, não estamos longe de um possível contexto.
Acontece que esses eventos ocorrerão durante o centenário da aparição da “mulher vestida de sol”, Nossa Senhora de Fátima em 1917. O auge destas ocorrências astronômicas ocorrerá tão somente a 3 semanas antes que se cumpram os cem anos do grande milagre de Fátima, onde o sol “dançou” (outro sinal celeste), que foi testemunhado por milhares de pessoas.
Quase um século transcorreu desde então, e durante este tempo, temos visto cumprir-se as advertências de Nossa Senhora com grande precisão. As pessoas não pararam de ofender a Deus, temos visto guerras terríveis, nações devastadas, os erros da Rússia espalhados pelo mundo inteiro e, de fato, mesmo dentro da Igreja. E ainda esperamos que se cumpram suas promessas, o triunfo de seu Imaculado Coração e um período de paz para o mundo inteiro.
O que não é tão bem conhecido é que na história de Fátima há indicações sobre a importância que pode ter um período de cem anos. Em agosto de 1931, Irmã Lúcia hospedou-se com uma amiga em Rianjo (La Coruña, Espanha). Nosso Senhor lhe apareceu ali para queixar-se porque os pedidos de sua Mãe não tinham sido atendidos, e disse:
“Participa meus ministros que, dado seguirem o exemplo do Rei de França, retardando a execução de meu pedido, também eles hão de segui-lo em desgraça. Nunca é tarde demais para recorrer a Jesus e a Maria”.
E, em seguida, em outro texto, Irmã Lúcia citou Nosso Senhor dizendo:
“Não quiseram atender meu pedido… Como o rei da França, eles se arrependerão, e o farão, mas será tarde. A Rússia terá espalhado os seus erros pelo mundo, promovendo guerras e perseguições à Igreja. O Santo Padre terá muito que sofrer”.
As menções ao rei da França são interessantes em relação ao que estamos expondo, já que se referem explicitamente as petições que o Sagrado Coração fez ao rei da França em 17 de junho de 1689 por meio de Santa Margarida Maria Alacoque. Luís XIV e seus sucessores não responderam ao pedido de Nosso Senhor em consagrar a França ao Sagrado Coração de Jesus. Como resultado, em 17 de junho de 1789, exatamente cem anos depois do dia do pedido, a Assembleia Nacional da Revolução Francesa assumiu o governo da França e despojou o monarca de seu poder. Mais tarde, o rei perdeu sua cabeça na revolução.
Não é possível saber em que medida tem o valor de referência a este período de cem anos, ou se o cronômetro começou a correr e quando, mas é interessante e relevante no contexto do que dizemos.
E, claro, muitos já conhecem a visão do Papa Leão XIII na qual disse ter ouvido que fora concedido a Satanás cem anos para tentar destruir a Igreja. Imediatamente depois desta visão, Leão XIII compôs a oração a São Miguel Arcanjo na qual roga-se para que nos defenda na batalha e seja nossa defesa contra a perversidade e as maldades do demônio. Depois adicionou as orações leoninas ao final da missa, mas foram suprimidas pelo Concílio Vaticano II.
Enquanto vivemos em tempos de turbulência dentro da Igreja, em que se descartam e subestimam os fundamentos da fé e as próprias palavras e mandamentos de Nosso Senhor, é impossível não recordar a visão do papa Leão XIII.
A propósito da crise atual, nesta era de falsa misericórdia devo enfatizar que a data a partir da qual começará o evento astronômico, em 20 de novembro de 2016, é a mesma que finaliza o Ano da Misericórdia decretado pelo papa Francisco. E isso não é nada menos do que o mesmo dia da festa de Cristo Rei.
Em conclusão, volto a insistir que não sou dono da verdade quanto ao significado do evento astronômico descrito, se é que há algum. Além disso, eu não tenho a pretensão de saber o futuro nem acontecimentos futuros relacionados com o cumprimento das promessas de Fátima. Escrevi isso porque me encontro em uma situação parecida com a dos Magos de 2 mil anos atrás. Levanto os olhos para o céu e digo: “Senhor, tens toda a minha atenção”.
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[Tradução ao espanhol de Marilina Manteiga. Artigo Original]


quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Livro da Modéstia 2 edição ficou pronto.







2.O livro Seleta de Textos sobre a Modéstia
Resumo:O livro Seleta de Textos sobre a Modéstia um livro para edificação da alma e exelente guia para guardar a pureza.
 São Paulo dirigiu a seus discípulos (I Cor 4, 9): “Somos o espetáculo dos anjos e dos homens”. “A vossa modéstia seja conhecida de todos os homens” (Filip 4, 5).Pessoas devotas são observadas pelos anjos e pelos homens, e, por isso, sua modéstia deve ser notória a todos, do contrário, deverão dar rigorosas contas a Deus no dia do Juízo. Observando a modéstia, edificamos sumamente os outros e os estimulamos à prática da virtude.
Formato: 20 x 15 cm
nº de pág: 148 pag's 
Preço 1 livro R$ 10,00 + 4.,00 frete=14,00
 Promocional: 4 livros por R$ 45,00 com o frete*.
PREFÁCIO

Santo Agostinho divide o gênero humano em dois grupos que ele designa sob o nome de duas cidades: a cidade terrestre, que procede do amor de si mesmo levado até o desprezo de Deus, e a cidade celeste, que procede do amor de Deus levado até o desprezo de si mesmo.

Estas duas cidades se encontram representadas na Sagrada Escritura por diversos personagens como Caim e Abel, Esaú e Jacó e, acima de tudo, por Adão e Nosso Senhor, o qual veio nos restituir o que o primeiro pôs a perder, fundando a verdadeira cidade celeste que é a Santa Igreja cujos membros são animados deste amor de Deus levado até o desprezo si mesmo.

Porém, na presente obra, são duas outras figuras que, de modo especial, nos vêm à mente: Eva e Maria. As duas foram visitadas por um anjo. Eva, para a nossa perdição, Maria, para a nossa salvação. Todas as almas devem fazer a sua escolha entre Maria e Eva, ou melhor, devem escolher Maria Santíssima como Mãe e Mestra, sob pena de incorrer na mesma desgraça que Eva.

“Os tempos modernos, escrevia o Pe. Maximiliano Kolbe, são dominados por Satanás e o serão ainda mais no futuro. O combate contra o inferno não pode ser conduzido por homens, mesmo pelos mais sábios. Só a Imaculada recebeu de Deus a promessa da vitória sobre o demônio. Ela procura almas que lhe serão totalmente consagradas para se tornarem, entre suas mãos, os instrumentos que vencerão Satanás e estenderão o Reino de Deus sobre o mundo inteiro.”

A edição do presente livro é para auxiliar a todos aqueles que têm responsabilidades na formação de seu próximo e que desejam tomar parte na grande cruzada que se apresenta diante de nós, cruzada de reconstrução de todo um mundo a partir de seus fundamentos, segundo a bela expressão de Pio XII. Nesta reconstrução, a modéstia tem o papel de gata borralheira, juntamente com a humildade. Ela não visa a altura de suas irmãs Fé, Esperança e Caridade. Não tem a direção da vida moral como a Prudência, nem a importância da Justiça, nem o brilho da Força. Ela é uma virtude anexa da menor das virtudes morais, que é a Temperança. Sua função é a de introduzir a medida da razão nos movimentos externos do corpo, ou seja, nas palavras, nos gestos e na vestimenta. Ser virtuoso é viver segundo a nossa natureza racional iluminada pela Fé. Que este livro possa fazer chegar a luz que vem da cátedra de São Pedro até os detalhes que são objeto desta virtude. Assim como o sol que, entrando pela janela, ilumina os quatro cantos de um quarto, assim o Sol da Justiça, Nosso Senhor, através de seus Pontífices, bispos, doutores, santos e sacerdotes, ilumina o objeto desta virtude que regra o que há de menos considerável na vida da alma e que, no entanto, condiciona todo o resto, pois, na vida moral, tudo está interligado. “Jerusalém, diz o salmo, está edificada como uma cidade cujas partes estão em perfeita e mútua união”.

            É um ato de humildade observar as regras da modéstia que os séculos de Fé nos legaram. O mundo moderno se ri dessas regras e rindo delas, sem o saber, na maioria dos casos, se ri do próprio Deus, para sua perda e confusão.
            Mas é necessário dizer uma palavra de como utilizar este livro. Todos os textos aqui apresentados têm igual autoridade? Não. Há uma hierarquia entre eles. Em primeiro lugar temos as alocuções pontifícias, os documentos das congregações romanas, os doutores da Igreja e os santos devidamente canonizados, aos quais podemos acrescentar aqueles que, como o Padre Pio, gozam de uma fama universal e merecida de santidade. Em seguida vêm os bispos e os concílios regionais. Por fim os teólogos e os sacerdotes, mas sempre mantendo o critério da Tradição: o que sempre foi crido e ensinado por todos e em toda parte.

            Neste conjunto de ensinamentos há normas gerais, a respeito das quais todos estão de pleno acordo. Há, porém, alguns pontos, sobre os quais não há completa unanimidade. Nós procuramos apresentar aqui o que nos parece mais tradicional e conforme ao que deixam supor os Soberanos Pontífices, assinalando com notas o que nos parece controvertido. Se, por acaso, houver algo que vá de encontro à doutrina da Igreja, por defeito ou por excesso, nós o repudiamos desde já e o corrigiremos numa próxima edição, se este defeito nos for assinalado.

            Esta coletânea é obra conjunta das Irmãs Escravas de Maria Rainha da Paz e do Mosteiro da Santa Cruz que fez o trabalho de revisão e das notas. Que ela seja útil a todos os que, corajosamente, desejam seguir o conselho do Apóstolo: “Não vos conformeis com este século, mas reformai-vos com o renovamento do vosso espírito, para que reconheçais qual é a vontade de Deus, boa, agradável e perfeita.” (Rom XII, 2)
            Confiamos esta obra a Nossa Senhora que em Fátima nos revelou o seu Imaculado Coração e instruiu a pequena Jacinta que, profeticamente, anunciou: “Virão modas que ofenderão muito a Deus e perderão muitíssimas almas.”
            Igualmente em Quito, no Equador, Nossa Senhora revelou a uma religiosa concepcionista, a serva de Deus Madre Mariana de Jesus, pelos anos de 1634, o que estamos vivendo hoje: “Nesses tempos, diz Nossa Senhora, a atmosfera estará saturada pelo espírito de impureza que, como um mar imundo, correrá pelas ruas, praças e lugares públicos, com uma liberdade assombrosa.” Quem incitará os homens a isto será sempre Satanás, “mas, continua Nossa Senhora, eu farei frente a ele e esmagarei sua cabeça, pondo-a debaixo de meus pés.”
            Que esta obra possa concorrer para esse triunfo de Nossa Senhora, arrancando almas às garras do demônio e as auxiliando a obter a eterna bem-aventurança. Assim seja.

ir. Tomás de Aquino OSB.
Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dia Santo Rosário

Pedidos :

lojinhadoconvento@gmail.com
Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dia Santo Rosário


http://lojinhadoconvento.blogspot.com.br/2012/03/publicacao-do-livro-da-modestia.html