sexta-feira, 31 de março de 2017

Sermão] O sofrimento: segredo da vida cristã

A recusa do sofrimento vai gerando a revolta, que gera o afastamento de Deus, que leva à perda da fé


Sermão para o 1º Domingo da Paixão
13.03.2016
Em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo. Amém.
Ave Maria…
Nós entramos nesse domingo no Tempo da Paixão, que são essas duas últimas semanas da Quaresma. A Igreja quer colocar diante de nós a paixão de Nosso Senhor Jesus, para que nos concentremos realmente naquilo que é o centro da obra da redenção. Na paixão e morte de Cristo, vemos todos os seus sofrimentos, vemos Nosso Senhor suando sangue em sua agonia, batido, flagelado, coroado de espinhos, zombado, carregando a cruz, pregado na cruz, abandonado por quase todos os discípulos. Mas sabemos que o principal motivo de seus sofrimentos são os pecados. Em particular, os nossos pecados, os pecados daqueles que confessam que Cristo é homem e Deus, que fazem profissão de segui-lo, mas o ofendem. Nosso Senhor sofreu pelos nossos pecados para nos salvar. Sendo completamente inocente, Ele quis sofrer para nos salvar. Quis sofrer para reparar à Santíssima Trindade pelos nossos pecados e para nos demonstrar toda a sua caridade infinita para conosco, a fim de que pudéssemos responder com semelhante caridade. Nosso Senhor sofreu mais do que qualquer homem e mais do que todos os homens juntos. Nós mal podemos começar a imaginar a profundidade e a intensidade dos sofrimentos de Nosso Senhor, sobretudo os sofrimentos de sua alma, ao contemplar o desprezo com que tantas vezes respondemos ao seu amor. O seu sofrimento ao ver que respondemos ao seu amor com nossos pecados, ofendendo-O. Nosso Senhor, sendo Deus e homem, sendo a própria santidade, sem mancha alguma, sofreu imensamente.
E nós não queremos sofrer. Nós, sendo pecadores, queremos nos assemelhar a Cristo sem passar pelo sofrimento. Queremos chegar à glória celeste, à vida bem-aventurada no céu sem passar pelo sofrimento ou querendo escolher o sofrimento que queremos aceitar. No fundo, queremos ser santos à nossa maneira. Quero ser santo como eu quero. Isso não é possível. É Deus quem nos mostra como Ele quer que sejamos santos. Nosso Senhor Jesus Cristo nos disse: aquele que quiser vir após mim, renuncie-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me. Devemos renunciar a nós mesmos, à nossa vontade própria para sermos santos, claro, sempre na Igreja Católica, sempre com a fé e cumprindo os mandamentos.
Alguns querem ser santos como idealizaram: sofrendo as tribulações que são honrosas, que trazem reconhecimento. Isso não é amar a cruz, mas a honra e o reconhecimento. Outros estariam dispostos a suportar o mal, desde que não fossem incomodados em seus desígnios ou desde que não atingissem tal ponto. Diante do mal, diz São Francisco de Sales, devemos opor os remédios que forem possíveis e conformes à vontade de Deus. Feito isto, devemos esperar com inteira resignação o que Deus achar melhor. Se lhe agrada que os remédios afastem o mal, devemos agradecer-lhe com humildade. Mas se lhe agrada que a provação perdure, devemos bendizê-lo e louvá-lo com paciência. Nossa cruz nunca é maior que as nossas forças sustentadas pela graça divina.
O caminho para atingir a santidade vai sendo traçado por Deus ao longo de nossa vida. Jamais seremos santos como queremos, ou segundo o modo que nos agrada ser santos. Para sermos santos, é preciso que renunciemos a nós mesmos, e tomemos a nossa cruz e sigamos a Cristo.
A terra é um lugar de merecimentos, e por isso é, também, um lugar de sofrimentos. O Céu é nossa pátria, lá Deus nos preparou o repouso numa eterna felicidade. Passamos pouco tempo neste mundo, mas neste pouco tempo temos muitas dores a sofrer. “O homem nascido de mulher vive pouco tempo e é cheio de muitas misérias”. (Jó 14,1).  É preciso sofrer e todos têm de sofrer; seja justo ou pecador, cada um deve carregar sua Cruz. Quem a carrega com paciência se salva; quem a carrega com impaciência se perde. As mesmas misérias, diz Santo Agostinho, levam alguns para o Céu, e outros para o inferno. Com a prova do sofrimento se distingue a palha do trigo na Igreja de Deus: quem se humilha nos sofrimentos e se submete à vontade de Deus é trigo destinado ao Céu; quem é soberbo e fica impaciente, a ponto de voltar as costas para Deus, é palha que é destinada ao inferno.
O Verbo Eterno desceu à terra para nos ensinar, com Seu exemplo, a carregar com paciência as cruzes que Deus nos manda. “Cristo sofreu por vós, deixando-vos um exemplo, a fim de que sigais os Seus passos”. (1 Pd 2,21). Jesus Cristo quis sofrer para nos encorajar no sofrimento. Qual foi a vida de Jesus Cristo? Foi uma vida de humilhações e sofrimentos: “Desprezado, último dos homens, homem das dores!” (Is 53,3). Sim, a vida de Jesus Cristo foi toda cheia de trabalhos e dores.
Como Deus tratou seu Filho predileto, do mesmo modo trata a todos aqueles que Ele ama e recebe como filhos. Santa Teresa diz que sentiu na sua alma como se Deus lhe falasse: “Fica sabendo que as pessoas mais queridas de Meu Pai são as que são mais afligidas com os maiores sofrimentos.” Por esta razão, quando ela se via nos sofrimentos, dizia que não os trocaria por todos os tesouros do mundo.
Conta-se que, depois de sua morte, ela apareceu a uma de suas companheiras e lhe revelou que recebera um grande prêmio no Céu. Tinha recebido este prêmio, não tanto por suas boas obras, como pelos sofrimentos suportados em sua vida, de boa vontade e por amor a Deus. E se desejasse por algum motivo voltar à terra, seria unicamente para poder ainda sofrer mais alguma coisa por Deus.
São Vicente de Paulo afirmava que se deve considerar como grande desgraça nesta vida o não ter nada a sofrer; e acrescentava que uma congregação Religiosa ou uma pessoa que não sofre e a quem todos aplaudem, está próxima de uma queda. Quando São Francisco de Assis passava um dia sem nada sofrer por Deus, temia que Deus tivesse se esquecido dele.
E São João Crisóstomo escreve: Quando o Senhor concede a alguém a graça de sofrer, faz-lhe um bem maior do que se lhe desse o poder de ressuscitar os mortos. Isto por que o homem que faz milagres se torna devedor a Deus, mas no sofrimento Deus se torna devedor ao homem. Quem padece alguma coisa por Deus, se não tivesse outra graça senão a de poder sofrer por amor a Deus, já deveria considerar-se muito recompensado. Por isso, dizia ele, São Paulo apreciava mais a graça de ser preso por Jesus Cristo do que a de ser arrebatado ao terceiro Céu.
“A Paciência produz uma obra perfeita.” (Tg 1,4). Isso quer dizer que não existe coisa mais agradável a Deus do que sofrer com paciência e paz todas as cruzes por Ele enviadas. É próprio do amor, fazer a pessoa que ama semelhante à pessoa amada. Dizia São Francisco de Sales: “Todas as chagas do redentor são outras tantas palavras que nos ensinam como devemos sofrer por Ele. Esta é a sabedoria dos santos, sofrer constantemente por Jesus; assim ficaremos logo santos.” Quem ama o Salvador deseja ser como Ele, pobre, sofredor e desprezado.
São João viu todos os santos vestidos de branco, segurando palmas nas mãos. (Ap 7,9). A palma é o símbolo do martírio; mas nem todos os santos foram martirizados. Por que então todos seguram palmas? Responde São Gregório que todos os Santos foram mártires ou pela espada ou pela paciência. E acrescenta: “Nós podemos ser mártires sem a espada, se guardamos a paciência.”
O mérito de uma pessoa que ama Jesus Cristo consiste em amar e sofrer. Eis o que Deus fez Santa Teresa entender: “Pensa, minha filha, que o mérito consiste nos prazeres? Não, o mérito consiste em sofrer e amar. Veja minha vida cheia de dores. Acredite, minha filha, aquele que é mais amado por meu Pai recebe dEle cruzes maiores; ao sofrimento corresponde o amor. Veja estas minhas chagas, as suas dores nunca chegarão a tanto. Pensar que Meu Pai admite alguém na sua amizade sem o sofrimento é um absurdo”… Mas acrescenta Santa Teresa: Deus não manda nenhum sofrimento sem pagá-lo imediatamente com algum favor. Com o sofrimento, Deus manda as graças para podermos suportá-lo com paciência e mérito. Devemos ser fiéis a essas graças.
São três as principais graças que Jesus faz às pessoas amadas por Ele: a primeira, não pecar; a segunda, que é maior, o fazer boas obras; a terceira, que é a maior de todas, sofrer por seu amor. Dizia Santa Teresa que quando alguém faz algum bem a Deus, o Senhor lhe paga com alguma Cruz. Eis por que os santos agradeciam a Deus ao receberem os sofrimentos.
São Luiz, Rei de França, falando da escravidão que sofreu, diz: “Eu me alegro e fico muito agradecido a Deus mais pela paciência que me concedeu na minha prisão do que se tivesse conquistado a terra inteira”. Santa Isabel, rainha da Hungria, tendo perdido seu esposo, foi expulsa do lugar onde morava com seu filho. Sem abrigo e abandonada por todos, dirigiu-se a um convento dos franciscanos e mandou cantar um hino de ação de graças a Deus pelo favor que Ele lhe concedia ao fazê-la sofrer por Seu amor.
Dizia São José Calazans: “Para ganhar o Céu, todo sofrimento é pouco.” E São Paulo: “Os sofrimentos do tempo presente não têm proporção com a glória futura.” Devemos, então, abraçar as nossas cruzes, sabendo que os sofrimentos desta vida curta nos farão conquistar uma felicidade eterna. “As nossas tribulações do momento são leves e nos preparam um peso de glória eterna.” (2 Cor 4,17).
Santo Agapito, mocinho de poucos anos, quando foi ameaçado de morte, respondeu: “Que maior felicidade posso eu ter, do que a de perder a minha cabeça para vê-la depois coroada no Céu?” São Francisco costumava sempre dizer: “O bem que espero é tão grande que todo sofrimento é uma satisfação para mim.” Para obter o paraíso é preciso lutar e sofrer. “Se sofremos com Cristo, com Ele reinaremos.”
Não pode haver prêmio sem merecimento, nem merecimento sem paciência. “Não recebe a coroa, senão aquele que lutou segundo as regras do jogo.” (2 Tm 2,12; 2,5). Terá maior coroa quem combate com maior paciência.
Coisa admirável! Quando se trata dos bens temporais desta terra os mundanos procuram conquistar o máximo de coisas possíveis. Quando se trata dos bens eternos dizem que basta um cantinho no Paraíso. Esse não foi o comportamento dos santos. Nesta vida, os santos contentaram-se com qualquer coisa e se desapegaram dos bens terrenos. Tratando-se dos bens eternos eles procuraram ganhar o mais possível. Agora eu lhes pergunto quem age com mais sabedoria e prudência? Os santos, claro.
Falando desta vida, é certo que quem padece com mais paciência vive com maior paz. Dizia São Felipe Neri que neste mundo não há Purgatório: ou é Paraíso ou é um Inferno. Os que suportam com paciência os sofrimentos desta vida estão como que no Paraíso. Quem assim não suporta os sofrimentos dessa vida com paciência, faz da própria vida um Inferno! Sim, porque como escreve Santa Teresa: quem abraça as cruzes que Deus lhe manda não as sente ou as carrega com suavidade e doçura, mesmo quando as cruzes são grandes.
São Francisco de Sales, achando-se uma vez cercado de sofrimentos, disse: “De algum tempo para cá as grandes tribulações e oposições que sinto me trazem uma paz tão grande e me predizem a união próxima e estável de minha alma com Deus; sinceramente falando, é a única ambição e o único desejo de meu coração.” Na verdade, não há paz para aqueles que levam uma vida errada, mas só para quem vive unido com Deus e com sua santa vontade.
Um missionário religioso, nas Índias, assistia uma vez à execução de um condenado. Este, antes de morrer, chamou-o e lhe disse: “Sabe Padre, eu fui de sua congregação Religiosa. Enquanto observava o regulamento de vida, eu era muito feliz. Mas desde que comecei a relaxar, achei tudo difícil e passei a me aborrecer com tudo. Abandonei a vida religiosa para me entregar aos vícios; eles finalmente me trouxeram a este fim desgraçado que agora o senhor está vendo. Digo-lhe isto para que o meu exemplo possa servir a outros.” A recusa do sofrimento vai gerando a revolta, que gera o afastamento de Deus, que leva à perda da fé.
Dizia o Padre Luís da Ponte: “Considere como amargas as coisas doces desta vida e como doces as amargas; assim terá sempre paz.” Isso é verdade, por que os prazeres ainda que agradáveis à natureza, deixam sempre o amargor do remorso da consciência devido ao apego desordenado que, no mais das vezes, colocamos neles. Mas as amarguras desta vida, aceitas das mãos de Deus com resignação, tornam-se suaves e queridas às pessoas que amam o Senhor.
Essas palavras acima, sobre o sofrimento, São de Santo Afonso, que cita inúmeros santos. E ele poderia citar todos, pois todos os santos disseram ou viveram a mesma coisa. Parece loucura e, de fato, é loucura para o mundo. Mas é a sabedoria do cristão. Não pode haver caminho para o céu e para a santidade que não passe pelas cruzes e sofrimentos. O sofrimento bem suportado por Deus é o segredo da vida. É a chave da vida cristã.
Em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo. Amém.

quinta-feira, 30 de março de 2017

[Sermão] Não ter medo de conhecer, amar e servir a Nosso Senhor Jesus Cristo

Os fariseus compreenderam que o Messias era homem e Deus, compreenderam que Jesus era o Messias, que Ele era o Filho de Deus feito homem. Mas não queriam se submeter a Cristo. Se reconhecessem abertamente que Cristo era o Messias e Deus encarnado, teriam que mudar de vida, teriam que abandonar os seus pecados


Sermão para 17º Domingo depois de Pentecostes
O Evangelho de hoje começa nos mostrando a sabedoria de Nosso Senhor Jesus Cristo e termina pela afirmação clara de sua divindade. A cena narrada no Evangelho de hoje ocorre na última semana de vida de Cristo, entre o Domingo de Ramos e a Quinta-Feira Santa. Nesses dias, os inimigos do Salvador procuravam, de todas as formas, que ele caísse em suas armadilhas, plantadas por perguntas mais ou menos complicadas. No Evangelho desse Domingo, temos um escriba da seita dos fariseus que faz uma pergunta tentando-O. Pouco antes, no Evangelho, está dito que Nosso Senhor havia reduzido os saduceus ao silêncio. Os saduceus eram uma outra seita que havia na época, negando a ressurreição da carne e a imortalidade da alma, por exemplo. Os inimigos de Jesus, de um lado e de outro, faziam-lhe perguntas difíceis para ver se Ele errava, pois se errasse, não seria o Messias. Ou para ver se Ele alterava algum preceito divino, fazendo-se, consequentemente, Deus, o que seria motivo para condená-lO.
Hoje, o escriba pergunta a Nosso Senhor qual o maior dos mandamentos. A resposta que Jesus Cristo dá ao fariseu nos parece bastante simples. Todavia, na época de Nosso Senhor, os fariseus tinham inventado, por conta própria, inúmeros preceitos e havia grande discussão para saber qual deles era o mais importante. Ora, Jesus Cristo coloca as coisas no seu devido lugar, lembrando que o maior preceito é o de amar a Deus. E não de amá-lo de qualquer jeito, mas de amá-lo com todo o coração, com toda a alma e com todo o espírito. Isto é, devemos amar a Deus com todas as potências ou faculdades de nossa alma. Tudo o que fazemos deve ser inspirado, em última instância, pelo amor a Deus. Amor a Deus que não é um sentimento, como Nosso Senhor deixa claro em outro momento. Amor a Deus que se manifesta, diz Ele, na guarda, na observância dos mandamentos. É evidente que esse é o máximo e primeiro mandamento. Todavia, aqueles homens estavam cegos. Cegos pela vontade própria, cegos pelo orgulho, cegos porque seguiam cegos e falsos profetas. Cegos porque seguiam as próprias paixões.
O segundo mandamento, diz o Salvador, é semelhante ao primeiro: amar ao próximo como a si mesmo. Esse segundo mandamento é semelhante ao primeiro porque o verdadeiro amor ao próximo decorre do amor a Deus. O amor ao próximo e o amor a Deus não podem existir separadamente. Quem ama a Deus, amará ao seu próximo. E só ama ao próximo ordenadamente quem o ama por amor a Deus. E amar ao próximo como a si mesmo porque devemos amar a nós mesmos também por amor a Deus, isto é, para agradar a Deus, para alcançar o céu.
Desses dois mandamentos dependem todos os outros mandamentos da lei de Deus. Assim se representam tradicionalmente os mandamentos: na primeira tábua, temos os três mandamentos que se referem diretamente a Deus e, na segunda tábua, temos os sete mandamentos que se referem ao próximo.
Nosso Senhor respondeu perfeitamente à pergunta do fariseu. Todavia, o Salvador sabia que a pergunta vinha da falta de fé dos fariseus nEle. Não acreditavam que Ele fosse o Messias, não acreditavam que Ele fosse Deus. E tinham a ideia de um Messias meramente político. Como muitos hoje colocam praticamente toda a esperança na política, num homem, ou numa forma de governo. Nosso Senhor irá remediar isso. Tendo respondido à pergunta do fariseu, faz Ele mesmo duas perguntas: “que vos parece do Cristo? De quem é Ele filho?” Os fariseus respondem: “Ele é filho de Davi.” Responderam bem. De fato, as Sagradas Escrituras deixam muito claro que o Messias é filho de Davi. Nosso Senhor cita, então, o Salmo 109, escrito por Davi e inspirado por Deus, como inspirada é toda a Sagrada Escritura, como toda a Bíblia. Nesse Salmo, Davi chama o Messias de seu Senhor, dizendo: “disse o Senhor ao meu Senhor, senta-te à minha direita.” Ora, como Davi chama o Messias de Senhor, sendo que o Messias é seu filho? E como o chama de Senhor igualando-o ao Senhor Deus? Se Davi o chama de Senhor como pode o Messias ser seu filho? A resposta é muito clara: o Messias não é somente filho de Davi. O Messias é também filho de Deus. Por isso, Davi o chama de Senhor. Os fariseus compreenderam isso muito bem com a pergunta de Cristo. Compreenderam que o Messias era homem e Deus, compreenderam que Jesus era o Messias, que Ele era o Filho de Deus feito homem. Mas diante das perguntas de Cristo, não responderam, calaram. Não responderam porque não queriam se submeter a Cristo. Se reconhecessem abertamente que Cristo era o Messias e Deus encarnado, teriam que mudar de vida, teriam que abandonar os seus pecados. Desse dia em diante, não lhe perguntaram mais nada. Simplesmente procuraram, por intrigas políticas e religiosas, matá-lo. Tendo a possibilidade de conhecer a verdade e de segui-la, preferiram persegui-la, para continuar em seus pecados, para continuar em seus pensamentos e ideias tortas. Preferiram continuar cegos. Assim acontece com muitos. Não querem reconhecer Nosso Senhor Jesus Cristo, não querem se aprofundar no conhecimento da religião, para não se verem obrigados a mudar de vida, para não se verem obrigados a abandonar os próprios pecados, para não se verem obrigados a abandonar os próprios caprichos, para não se verem obrigados a ter de combater o mundo. Preferem ficar cegos. E na cegueira perseguem Jesus com seus pecados ou chegam até a combatê-lo frontalmente.
Não tenhamos medo, caros católicos, de reconhecer Nosso Senhor Jesus cristo, o Messias, o Salvador, homem e Deus. Não tenhamos medo de praticar os seus mandamentos os seus preceitos. Não tenhamos medo de amá-lo inteiramente, com todo o nosso coração, com toda a nossa alma, com todo o nosso espírito.
Em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo. Amém.

quarta-feira, 29 de março de 2017

Missa em Latim, Exorcismo em Latim, Sacramentos em Latim Esmagam Satanás

Lembre-se de que satanás odeia o latim e os sagrados antigos Ritos, Sacramentos e orações em latim da Igreja Católica. Então você pode ver que foi precisamente quando o latim foi removido (1965-1969) que todo o inferno rebentou e se lançou sobre o mundo



Tradução: Sensus Fidei – Os antigos Missais Católicos mostram que o Cânon da Missa Latina tem sido basicamente o mesmo desde o Papa Gregório Magno (560-604). O Papa Pio V (1504-1572) apenas modificou ligeiramente este antigo Missal Gregoriano, juntamente com algumas das rubricas. Ele não modificou o próprio Cânon Romano. Em seguida, ele promulgou esta antiga Missa Latina Romana em todos os lugares (exceto onde ainda estava em uso outro rito com uso superior a 200 anos ou mais). Isso não incluiu localidades onde os Ritos Bizantinos estavam em uso. Mas, lembre-se, a maioria dos católicos são católicos do Rito Romano.

Visão que São Gregório teve ao oferecer a Missa Latina


Desde então, pequenas mudanças foram feitas, como os novos dias de festas dos santos, mas o Missal Tridentino ou Missal de São Pio V estava em uso por toda a Igreja do Rito Romano por 400 anos.
Mas então, em 1965, este Missal Tridentino foi traduzido para o vernáculo, e já não era obrigatório ser oferecido apenas em latim. O Novus Ordo, do Papa Paulo VI, fora promulgado e começou a ser oferecido em todo o mundo do Rito Romano em dezembro de 1969. A Missa Tridentina Latina foi, então, reprimida na Igreja (exceto em alguns lugares e para sacerdotes idosos que não queriam oferecer a nova Missa ou não poderiam aprendê-la).
No momento exato em que o latim estava sendo removido dos Sacramentos da Igreja Católica, todo o inferno se precipitou sobre o mundo. Muitos atribuem a ruptura da sociedade e a queda da fé católica à revolução “drogas, sexo e rock n’ roll” do final dos anos sessenta. Afirmo que foi satanás, e seus amigos (demônios), que trouxeram a revolução.
Lembre-se de que satanás odeia o latim e os sagrados antigos Ritos, Sacramentos e orações em latim da Igreja Católica. Então você pode ver que foi precisamente quando o latim foi removido (1965-1969) que todo o inferno rebentou e se lançou sobre o mundo.
Muitos se perguntam por que o diabo odeia o latim e por que ele é usado em Exorcismos e tem poder sobre o maligno. A resposta é que o latim eclesiástico é uma linguagem sagrada reservada apenas para o serviço divino da Igreja de Deus, na oração e nos Sacramentos. (Há um latim clássico romano de Cícero que também é estudado hoje, mas é significativamente diferente do latim sagrado eclesiástico).
Nossa linguagem profana é o inglês. É uma linguagem usada para xingar, praguejar, fofocar, trapacear, mentir, enganar, para corromper as almas, juntamente com todas as outras maneiras comuns que são usadas para se comunicar.
Por outro lado, o latim eclesiástico é usado somente para coisas sagradas, e é uma língua morta que não muda, tendo sido reservada durante séculos apenas para a oração (especialmente a Missa Latina). Por esta razão, satanás odeia o latim.
É tão triste quando os católicos dizem que odeiam a Santa Missa em latim. Eles literalmente dizem que não gostam, ou, em alguns casos, dizem que odeiam a Santa Missa Tradicional, só porque ela está em latim. Eles também dizem que não querem ir porque não conseguem entender o que está sendo dito. Eu lhes digo, por favor, Deus lhe dá tudo durante toda a semana, 24-7, você não pode simplesmente oferecer a Deus uma hora em oração sagrada, do jeito que Ele gosta? Por que odiar o que o diabo odeia? Por que não amar o que Deus ama?
A prova de que Deus ama a Missa em latim não está no fato de que foi aquela que a Sua Igreja ofereceu dessa maneira, na Igreja do Rito Romano, durante os últimos 1800 anos? A única outra resposta é que Deus e Sua Igreja se enganaram durante todos esses anos e, finalmente, 1800 anos mais tarde, fomos entender isso. Que absurdo.
Minha teoria é a de que quando os papas removeram o latim da Igreja Católica Romana e suprimiram a Missa Tridentina, foi o que permitiu que o inferno inteiro eclodisse na terra. Precisamos voltar à Missa Latina e outros ritos latinos e orações para lutar contra satanás.
Falo sobre o Rito Romano ou Igreja Católica Romana porque o latim é a nossa língua sagrada. Outros ritos usam outras linguagens sagradas como o grego, russo e aramaico. A maioria desses ritos não tiveram suas Divinas Liturgias alteradas desde o Vaticano II e ainda estão basicamente em sua forma antiga.
Façamos nossa parte para expulsarmos o inferno deste mundo, trazendo de volta a Missa Latina, todos os Ritos Latinos dos Sacramentos e os Exorcismos. Somos tão abençoados por sermos católicos tradicionais e dispormos dessas armas nucleares para combater satanás.

Quem ama a Jesus Cristo só a Ele ambiciona




"A caridade não é ambiciosa".
 Quem ama a Deus, não anda à busca de afeição das pessoas. Seu único desejo é estar bem com Deus, o único objeto de seu amor. Escreve Santo Hilário que as honrarias deste mundo são negócios do demônio. É isso mesmo, porque ele negocia para o inferno quando introduz na alma os desejos de estima. Perdendo a humildade, qualquer pessoa se coloca em risco de abraçar todos os males. Deus, ao dar suas graças, abre sua mão aos humildes e a fecha aos orgulhosos: Deus resiste aos orgulhosos, isto é, nem sequer escuta suas orações.
 Entre  os atos de orgulho, certamente um é este: ambicionar a afeição dos homens e tornar-se vaidoso com as honras recebidas deles.

 Muito espantoso foi o exemplo de Frei Justino. Ele tinha adquirido um grande grau de conhecimento de Deus, mas possivelmente ou certamente alimentava dentro de si o desejo de ser estimado pelo mundo. Eis o que lhe aconteceu. Um dia, o Papa Eugênio IV mandou chamá-lo. Pela fama que tinha de sua santidade, recebeu-o com muitas honras, abraçando-o e fazendo com que se assentasse junto dele. Depois deste fato. Frei Justino encheu-se de vaidade, de tal forma que São João Capistrano lhe disse: 'Frei Justino, você foi lá como um anjo e voltou como um demônio'. Deu fato, crescendo dia a dia em seu orgulho, pretendendo ser tratado como julgava merecer, chegou até a matar um frade com um punhal. Depois perdeu a fé e morreu, apóstata, numa prisão. 

 Por isso, quando ouvimos ou lemos que caíram certos cedros do Líbano, um Salomão, um Tertuliano, um Osio, é sinal que eles não se deram totalmente a Deus. É sinal que interiormente alimentavam em si sentimentos de orgulho e por isso caíram.

 Tremamos de medo, portanto, quando sentirmos aparecer em nós qualquer desejo de aparecer e de ser estimado pelo mundo. Quando as pessoas nos homenagearem, cuidado para não nos comprazermos nessas honras. Elas poderão ser a causa de nossa ruína.

 Vida oculta


 Cuidemo-nos especialmente de andar buscando pequenas honras. Dizia Santa Teresa: 'Onde há pequenos pontos de honra, não haverá espírito interior'. 

 Muitas pessoas dizem ter vida espiritual, mas idólatras da estima própria. Mostram exteriormente certas virtudes, mas ambicionam ser louvadas por tudo o que fazem e quando não há ninguém que as louve, louvam-se a si mesmas. Procuram, enfim, parecer melhores do que os outros e, se por acaso alguém as machuca em algum ponto de honra, perdem a paz, deixam de comungar, abandonam todas as suas devoções. Não ficam sossegadas enquanto não lhes parecer que readquiririam a fama perdida. 

 Aqueles que amam a Deus de verdade não fazem assim. Fogem de falar em seu próprio louvor, não se comprazem nas palavras elogiosas que lhe dizem. Longe de tudo isso, eles se entristecem com tais elogios e se alegram quando são desprezados pelas pessoas. 

 Dizia S. Francisco de Assis: 'Sou aquilo que sou diante de Deus'. Que valor ser estimado pelas pessoas deste mundo, se diante de Deus somos nada? Ao contrário, o que importam os desprezos do mundo, se somos agradáveis e queridos aos olhos de Deus? Escreveu S. Agostinho: 'O elogio do adulador não cura a má consciência; nem as injúrias de quem ofende ferem a consciência boa'. Dessa forma, quem nos louva não nos livra do castigo de nossas más ações e quem nos condena não nos tira o merecimento de nossas boas ações. Dizia S. Teresa: 'Que nos importa sermos julgados como culpados pelas pessoas, tidos por ordinários, se diante de Deus somos grandes e inocentes?'. Os santos desejavam viver desconhecidos e desconsiderados por todos. Escreve São Francisco de Sales: 'Que mal as pessoas nos fazem quando tem uma fraca opinião de nós, se nós mesmos a devemos ter? Talvez saibamos que somos maus e pretendemos que os outros nos tenham por bons?'. 

Vida Simples


 Como é segura a vida escondida para aqueles que querem amar de todo o coração a Jesus Cristo! Jesus mesmo nos deu o exemplo disso, vivendo desconhecido e desprezado durante trinta anos numa oficina. Por isso os santos, fugindo à estima dos homens, foram viver nos desertos e nas grutas. Dizia S. Vicente de Paulo: 'O gosto de aparecer, de ser elogiado, o desejo de que seja louvado o comportamento, de que se diga que somos bem sucedidos e que fazemos maravilhas, é um mal. Fazendo-nos esquecer de Deus, prejudica nossas ações mais santas e torna-se para nós o vício mais pernicioso ao progresso da vida espiritual. 

 Aquele, portanto, que quer crescer no amor a Jesus Cristo, precisa fazer morrer em si mesmo o amor à própria estima.

  - Como se faz morrer a própria estima?

 Diz-nos Santa Maria Madalena de Pazzi: 

 - 'A Vida da própria estima é a boa reputação na qual os outros nos têm. Portanto, a morte da própria estima consiste em nos escondermos para não sermos conhecidos de ninguém. Enquanto não chegarmos a morrer desse modo, não seremos verdadeiros servos de Deus.'

 Portanto, para nos fazemos agradáveis aos olhos de Deus, é preciso afastar de nós o desejo de aparecer e de agradar aos outros homens. Principalmente refrear o desejo de dominar os outros. Santa Teresa preferia que o seu mosteiro, com todas as religiosas, fosse devorado pelo fogo, antes que entrasse lá essa maldita ambição. Se, por acaso, uma das suas religiosas pretendesse ser superiora, queria que fosse expulsa do convento ou, no mínimo, encarcerada para sempre. Santa Maria Madalena de Pazzi dizia: 'A honra de uma pessoa desejosa da vida espiritual está em ser colocada depois de todos os outros e em ter horror de ser preferida aos outros. A ambição de uma pessoa que ama a Deus deve ser a de superar a todos na humildade: 'nada fazendo por competição ou vanglória, mas com humildade.

 Resumindo, quem ama a Deus não deve ter outra ambição senão Deus.


S. Afonso de Ligório, livro: A Prática do Amor a Jesus Cristo. 

Fonte:

terça-feira, 28 de março de 2017

O SONHO DAS CONSCIÊNCIAS - ALMAS ACORRENTADAS



Em sonho, apareceu a Dom Bosco encontrar-se na estrada que dos Becchi conduzia a um campo de sua propriedade, perto de Capriglio.
No caminho encontrou um desconhecido que o acompanhou, sem todavia revelar seu nome. Passando ao lado de figueiras e depois perto de vinhedos, o desconhecido convidou instantemente Dom Bosco a provar de algum fruto, mas este se recusou.
Chegados finalmente ao campo para onde Dom Bosco se dirigia, o indivíduo que o acompanhava dirigiu-lhe uma estranha pergunta:
_ quer ver seus meninos tais quais são no momento presente? Como serão no futuro? Quer contá-los?
Oh, sim!
_ venha, então.

LENTE MISTERIOSA

"Então- Dom Bosco- tirou , não sei de onde, uma grande máquina, que eu não saberia descrever,  e a fincou no chão. Dentro  dela, havia  uma roda, grande também.
- que   significa essa roda?- perguntei.
Respondeu:

A eternidade nas mãos de Deus!- e, segurando a manivela e dê uma volta.
Fiz o  que me mandou; acrescentou:
Olhe agora lá dentro.
Observei  a máquina e vi que havia nela uma lente enorme, de aproximadamente metro e meio de diâmetro. Encontrava-se no meio da máquina, fixa na roda. Olhei logo  através da lente. Que espetáculo! Vi todos os jovens do  oratório.
"como é isto possível  ?" dizia comigo mesmo. "até  hoje, não via ninguém por estas bandas, e  agora  estou  vendo todos os meus filhos! Mas eles não  estão em Turim?"
Olhei por cima  e aos lados da máquina, porém, a não ser pela lente, não via ninguém. Levantei o rosto para mostrar minha admiração àquele amigo, mas, depois de alguns instantes, ele me ordenou dar uma outra volta na manivela: via então que se afetara uma estranha e singular separação entre os jovens. Os bons estavam separados dos maus. Os primeiros estavam radiosos de alegria . o segundos, que felizmente  não eram muitos, inspiravam compaixão. Reconheci-os todos, mas como eram diferentes do que deles pensavam deles os companheiros !...
Uns tinham a língua furada; outros, os olhos revirados de modo a causar dó; outros sofriam de dores de cabeças por causa de úlceras repugnantes; outros tinham coração roído de vermes...mas olhava para eles, mas crescia minha aflição. Repetia:
Mas será possível que estes sejam os meus filhos? Não compreendendo o que possam significar essas estranhas doenças .
A estas palavras, aquele que me tinha conduzido à roda me disse:
escute : a  língua significa as más conversas; os olhos vesgos são aqueles que interpretam e apreciam totalmente as graças de Deus, preferindo a terra ao  céu; a cabeça doente é o descuido dos seus conselhos,  a satisfação dos  próprios caprichos; os vermes são as paixões desregradas que roem o coração ; há também os surdos que não querem ouvir as palavras , para não Ter que pô-las em prática.

JOVENS ACORRENTADOS

Fez-me depois um sinal e eu, dando uma terceira volta na roda, apliquei a vista na lente do aparelho. Havia quatro jovens presos com fortes correntes. Observei-os atentamente e reconheci - os   todos. Pedi explicação ao desconhecido, que me disse:
é fácil compreender: são aqueles que não ouvem seus conselhos e não mudam de vida; estão em perigo de perder-se.
Mandou-me dar outra volta. Obedeci  e pus-me  novamente a observar. Via-se outros sete jovens, reservados , com ar desconfiado, trazendo na boca um  cadeado fechava os lábios.
Três deles tapavam as orelhas com  a mão admirado e entristecido, perguntei o motivo do cadeado  que fechava os lábios daqueles tais. Ele me respondeu:
Então não entende? Estes são os que calam.
Mas calam o quê?
Compreendi então o que significava: calam na confissão; mesmo se interrogados pelo confessor não respondem ou respondem com evasivas.
O amigo continuo:Está vendo aqueles três que , além do cadeado na boca, tapam com as mãos os ouvidos? Como é deplorável sua condição ? são os que não somente calam na confissão, mas também não querem de nenhum modo ouvir os conselhos, as ordens do confessor. São os que ouviram suas palavras , mas não a escutaram, não lhe deram importância poderiam abaixar as mãos , mas não o querem fazer. Os outros quatros escutaram suas exortações e suas recomendações , mas não souberam aproveitar-se delas.
Que devem fazer para se verem livres daquele cadeado?
Ejiciatur superbia e cordibus eorum.( expulse-se de seus corações a soberba )
Hei de avisar a todos eles. Mas para aqueles que tapam os ouvidos com a mão há pouca esperança.

O APERTO FATAL

O personagem me fez dar mas uma volta na roda. Olhei e vi mas três jovens numa situação desesperadora. Cada um deles tinha um pavoroso macaco sobre os ombros. Observei atentamente tinham chifres. Simbolizam os jovem que mesmo dos exercícios ainda não são amigos de nosso senhor. O pecado e as paixões os escravizam.
Com o coração opresso por uma indizível comoção , com lagrimas nos olhos, voltei - me para o amigo e lhe disse:
como é possível ? estão em semelhante estado esses pobres jovens com os quais despendi tantas palavras, cerquei de cuidados, tanto na confissão como fora dela?
Perguntei o que eles deviam fazer para sacudir dos ombros aquele monstro horroroso.
Disse-me ele:
Labor, sudor, fervor.
Compreendi materialmente as palavras- respondi- mas é preciso que me dê a explicação
Trabalho na assiduidade das obras : suor na penitência; fervor nas orações fervorosas e perseverante.
Entretanto eu olhava e me afligia pensando: " como é isso? Será possível?! Mesmo depois dos exercícios espirituais?!... aqueles ali...depois de tudo o que fiz por eles, depois de tanto trabalho...depois  de Tantos conselhos ...e tantas promessas !...Ter avisados tantas vezes...não  esperava mesmo esta decepção”. Não conseguia tranqüilizar-me.

CEM POR UM

consola-se , porém- replicou aquele homem , ao ver o meu abatimento; fez-me dar outra volta na roda e acrescentou:
veja como Deus é generoso! Olha quantas almas lhe quer entregar! Está vendo aquela multidão de jovens?
Voltei a olhar pela lente e vi uma multidão que jamais conhecera na minha vida.
sim estou vendo- respondi - mas não os conheço.
Pois bem aqueles são os que nosso senhor lhe vai dar, em compensação pelos que não correspondem aos seus cuidados. Fiquei sabendo que para cada um destes últimos ele vai lhe dar  cem.
Ah! Pobre de mim! - exclamei- a casa já está cheia. Onde porei estes novos jovens?
Não se aflija aquele que lhes envia sabe muito bem onde os irá  colocar. Ele mesmo encontrará os lugares.
Se é assim , estou contentíssimo - respondi- consolado.

Observando ainda por muito tempo e cheio de complacência todos aqueles jovens , retive a fisionomia de muitos. Saberia reconhecê-los, se por acaso  os encontrasse ."

SONHOS DE DOM BOSCO

Fonte:

segunda-feira, 27 de março de 2017

QUANDO É QUE SOU DEVOTO DE NOSSA SENHORA?


É, sem dúvida, imensa a felicidade daqueles que são verdadeiros devotos da Mãe de Deus. Pois viverão
sempre felizes. Receberão todas as graças e bênçãos celestiais. E depois da morte terão o lindo Céu como recompensa.
Vejamos o que faz o devoto de Maria.
1) Antes de tudo ele procura conhecer bem a vida e as virtudes de sua Mãe. Há de ler livros que falam do poder, da grandeza e da bondade dela.  Não é possível que haja quem não conheça de perto e a fundo o extraordinário prodígio que é a Mãe de Jesus.
2) O devoto da Virgem Imaculada recorre muitas vezes a ela. Conversa familiarmente com sua Mãe como o bom filho faz com sua mãe terrena. Confia a ela suas mágoas, seus aborrecimentos, suas dúvidas e receios, na certeza sempre de que ela se interessa por ele e o ajude. Nossa Senhora gosta  de que confiemos cegamente nela e que lhe peçamos muitas graças.
3) O devoto de Maria gosta  de visitá-la nas igrejas e Santuários. Aprecia suas imagens. Faz romarias aos lugares onde atende com mais facilidade e às vezes maravilhosamente.
4) Aquele que ama a Maria, conhece as principais festas marianas, e se prepara bem para elas com orações especiais, mortificações e novenas.
5) O devoto da Virgem traz com devoção ao menos uma medalha com sua efíge; inscreve-se em confrarias marianas. Procura receber o escapulário de Nossa Senhora do Carmo e traze-lo com todo fervor.
6) O devoto da Imaculada agradece não ter sido abandonado, apesar de muitas ingratidões. Agradece os numerosos benefícios obtidos por ela. (Todas as graças, que temos recebido, passaram pelas mãos maternais de Maria).
7) Gostará de rezar o terço, oração predileta da Rainha do Santo Rosário. Cantará com prazer cânticos marianos e apreciará tudo o que se refere à Mãe Celestial.
8) Quem ama, de fato, a Maria entregar-se-á totalmente a ela com uma consagração irrevogável. Fará tudo para agradar-lhe. Alegrar-se-á por sabe-la tão grande, tão poderosa, tão bela e tão feliz. Dirá muitas vezes: “Maria, sou vosso e vosso quero ser sempre!”
9) O devoto de Maria procurará evitar tudo o que a possa ofender e o que possa ofender seu filho Jesus.
10) Por fim, e isto é o essencial, o devoto da Virgem procurará imita-la. Procurará copiar suas virtudes; ser semelhante a ela à medida de suas forças.
Quanto mais agradáveis formos a Maria, tanto mais alegraremos o coração de Nosso Senhor.
Considere-se o verdadeiro devoto da Mãe de Deus muito feliz, depois terá todos os auxílios necessários e abundantes neste mundo e a glória celestial no outro.
Como Maria Santíssima é boa! – Frei Cancio Berri C. F. M

sábado, 25 de março de 2017

O MUNDO INTEIRO ESPERA A RESPOSTA DE MARIA




Ouviste, ó Virgem, a voz do Anjo: Conceberás e darás à luz um filho. Ouviste-o dizer que não será por obra de varão, mas por obra do Espírito Santo. O Anjo aguarda a resposta: é tempo de ele voltar para Deus que o enviou. Também nós, miseravelmente oprimidos por uma sentença de condenação, também nós, Senhora, esperamos a tua palavra de misericórdia.

Em tuas mãos está o preço da nossa salvação. Se consentes, seremos imediatamente libertados. Todos fomos criados pelo Verbo eterno de Deus, mas agora vemo-nos condenados à morte: a tua breve resposta pode renovar-nos e restituir-nos à vida. 


Isto te suplica, ó piedosa Virgem, o pobre Adão, desterrado do paraíso com toda a sua mísera posteridade; isto te suplicam Abraão e David. Imploram-te todos os santos Patriarcas, teus antepassados, também eles retidos na região das sombras da morte. Todo o mundo, prostrado a teus pés, espera a tua resposta: da tua palavra depende a consolação dos infelizes, a redenção dos cativos, a liberdade dos condenados, a salvação de todos os filhos de Adão, de toda a tua linhagem.

Dá, depressa, ó Virgem, a tua resposta. Responde sem demora ao Anjo, ou, para melhor dizer, ao Senhor por meio do Anjo. Pronuncia uma palavra e recebe a Palavra. Profere a tua palavra humana e concebe a divina. Diz uma palavra transitória e acolhe a Palavra eterna.

Porque demoras? Porque receias? Crê, consente e recebe. Encha-se de coragem a tua humildade e de confiança a tua modéstia. Não convém de modo algum, neste momento, que a tua simplicidade virginal esqueça a prudência. Virgem prudente, não temas neste caso a presunção, porque, embora seja louvável aliar a modéstia ao silêncio, mais necessário é, agora aliar a piedade à palavra.

Abre, ó Virgem santa, o coração à fé, os lábios ao consentimento, as entranhas ao Criador. Eis que o desejado de todas as nações está à tua porta e chama. Se te demoras e Ele passa adiante, terás então de recomeçar dolorosamente a procurar o amado da tua alma. Levanta-te, corre, abre. Levanta-te pela fé, corre pela devoção, abre pelo consentimento.

«Eis a serva do Senhor, disse a Virgem, faça-se em mim segundo a tua palavra».

São Bernardoabade e doutor da Igreja, séc. XII.
(Das Homilias em louvor da Virgem Mãe, Hom. 4,8-9: Opera omnia, Edit. Cisterc. 4 [1966], 53-54).

Fonte:

Sim! Fiat!


 A mais bela palavra que disse Nossa Senhora foi o "Fiat", o sim da anunciação. E, dessa palavra, nos veio a redenção, com Jesus e Jesus crucificado. Ah como é poderoso o sim! Como ele opera maravilhas! O anjo manifesta a vontade do altíssimo e Nossa Senhora, sem hesitar, responde: - Eis a Escrava do Senhor, faça-se em mim segundo a vossa palavra. E toda vida de Maria foi um sim, um "fiat", um ato de abandono perfeito, total a vontade do Pai Celeste. Anuncia-lhe Simeão a espada da dor responde, humilde: -"Fiat", "Sim". Vem o pretório, a cruz, o calvário.,"sim" sempre "sim". Depois a dolorosa saudade, a paz, a acensão, as amarguras do exílio... E Nossa Senhora sempre diz "fiat", "fiat", sempre sim  oh meu Deus! Não há mais perfeito modelo de abandono. Se o abandono é a expressão mais alta do amor, é o auge da perfeição possível nesse mundo. O que não era o abandono de Nossa Senhora sendo ela a rainha dos serafins ?

 Não há duvidas, a mais bela palavra de Nossa Senhora foi o "sim", o "fiat" da anunciação, sem esse fiat o que seria de nos ? Nossa perfeição também virá também do "sim", do "fiat", que soubermos dizer a Nosso Senhor a cada passo da nossa vida, e principalmente, no sofrimento.

Breviário da Confiança 


Fonte:
http://paramaiorgloriadedeus.blogspot.com.br