sexta-feira, 26 de maio de 2017

O Manuscrito do Purgatório (Le Manuscrit de Purgatoire) versões para leitura on-line e/ou download




A autenticidade’ do ”Manuscrito do Purgatório” não pode ser posta em dúvida. Teve testemunhas certas de pleno acordo e os fatos foram bem examinados. É propriedade da ‘Direction de L’ Associaction de Notre-Dame de La Bonne-mort’, Sainte Marie Tinchebray (Orne) — France, com o Imprimátur do Vigário-Geral de Roma, Monsenhor Joseph Palica — Arcebispo Philipens

Sensus fidei: Disponibilizamos ao final do presente artigo um pequeno livro intitulado: “Le Manuscrit de Purgatoire”. Foi traduzido da edição francesa por Mons. Ascânio Brandão e publicado pelas Edições Paulinas em 1953 com Imprimatur de Dom Paulo, Bispo Auxiliar de S. Paulo através da Pia Sociedade de São Paulo. No Brasil, foi publicado também sob o título de “O Manuscrito do Purgatório”.
Este livro tem sido muito difundido em todo o mundo desde o seu aparecimento. É propriedade da ‘Direction de L’ Associaction de Notre-Dame de La Bonne-mort’, Sainte Marie Tinchebray (Orne) — France, com o Imprimátur do Vigário-Geral de Roma, Monsenhor Joseph Palica — Arcebispo Philipens — e narra as aparições feitas a uma religiosa da Ordem de Santo Agostinho, Irmã Maria da Cruz, durante os anos de 1873 a 1890. Esta religiosa deixou um manuscrito em que, por ordem do seu diretor espiritual, foi anotando tudo o que a alma lhe ia dizendo.
A autenticidade’ do ”Manuscrito do Purgatório” não pode ser posta em dúvida. Teve testemunhas certas de pleno acordo e os fatos foram bem examinados. Uma religiosa do convento de V, Irmã M. d. C., falecida em 11 de maio de 1917, ouviu junto dela, de repente, em novembro de 1873, uns gemidos muito prolongados.
Assustada, exclamou:
— “Quem é que me faz assim tanto medo? …
Que não apareça, mas me diga quem é!…” Nenhuma resposta. E os gemidos se aproximavam cada vez mais. A Irmã multiplicava orações, viassacras, comunhões, rosários, e os gemidos não cessavam, e cada vez mais misteriosos. Finalmente, no dia 15 de fevereiro de 1874, uma voz muito conhecida se fez ouvir:
“Não tenhais medo! Eu. sou a Irmã M. G” (uma religiosa falecida em X, com 36 anos de idade, no dia 22 de fevereiro de 1871, vítima da sua dedicação).
E a alma que sofria deu a conhecer à sua antiga companheira, cujos conselhos havia desprezado outrora, que ela havia de multiplicar as visitas para santificá-la, e que, assim santificada, aliviaria a antiga companheira no purgatório.
A Irmã M. d. C. pediu à visitante que desaparecesse e não voltasse mais. Porém, foi em vão. Disse-lhe — em resposta — que deveria suportar quanto tempo Deus quisesse aquilo de que tinha tanto medo.
E foi assim que, durante vários anos, se estabeleceram comunicações entre a alma de Irmã M. G. e Irmã M. d. C. que foram escritas minuciosamente, em precioso manuscrito, de 1874 a 1890.
Eis, pois, a origem do “Manuscrito do Purgatório”.

VALOR DESTE MANUSCRITO

Da confidente da falecida
Este valor se deduz da pessoa da própria Irmã M. d. C., confidente da falecida. Todos os que a conheceram — sem uma nota discordante — atestam que ela nunca deixou de praticar todas as virtudes cristãs até ao heroísmo, muitas vezes. Era ótima religiosa. Como diretora de um pensionato, exerceu ela uma grande influência sobrenatural sobre as alunas, e todas a chamavam de verdadeira santa.
Todas as testemunhas atestam unanimemente que era dotada de um juízo muito reto, era muito equilibrada e de muito bom senso. Além do mais, nunca desejou vias extraordinárias, ao contrário, procurou até se convencer de que era duvidoso o que era obrigada a ouvir, e alegava ser coisa diabólica, declarando que não queria sair da via comum: ser como as demais e passar desapercebida.
Enfim, com isto, ela aproveitou muito na vida espiritual e todos testemunham quanto se santificou com estas visitas do purgatório.
Testemunhos de autoridades
Em primeiro lugar declaramos que a Irmã M. d. C. tinha um diretor espiritual, o Rev. P. Prevol, dos padres de Pontigny, e que mais tarde foi superior geral da Congregação. Este sacerdote esteve a par de todos os acontecimentos.
O Rev. Cônego Dubosq, ex-superior do seminário Maior de Beyeux, autor de várias obras e promotor da fé no processo de canonização de Santa Teresa do Menino Jesus.
O Rev. Cônego Contier, censor oficial dos livros da diocese de Beyeux e autor de muitas obras, entre elas a “Explication du Pontificar”, “Reglement de vie sacerdotal e”, etc., um grande mestre da espiritualidade, cujo nome é mister fique no anonimato e que mereceu este elogio de Pio X: “Homem esclarecido pela sua ciência e experiência.”
Depois de maduro exame destes relatos, estes mestres não hesitaram em declarar que o manuscrito nada continha contra os ensinamentos da fé e estava de perfeito acordo com os princípios da vida espiritual, e podia edificar muito às almas.
Além disso, notaram que a Irmã M. d. C. não possuía imaginação viva e perigosa para se iludir facilmente. Ela considerava estas aparições um verdadeiro castigo, e nelas não se comprazia; pedia até a Nosso Senhor que a libertasse destas visitas que a importunavam.
Todos se impressionam bem com:
1 — A grande lição de caridade cristã que contém. A Irmã falecida tinha feito sofrer muito a Irmã M. d. C. e a ela justamente veio pedir socorro depois de morta, para se livrar do purgatório.
2 — Quanto mais vivas eram as luzes adquiridas pela Irmã M. d. C. tanto mais se purificava a Irmã falecida e progredia na santificação da Irmã M. d. C.
Finalmente, os teólogos que foram consultados deram o seu parecer de que o manuscrito tinha o selo de uma perfeita autenticidade e por conseguinte
tinha pleno valor, quer quanto à autenticidade, quer quanto à sua origem.
Confira um pequeno trecho do livro e, em seguida, a disponibilização das versões para leitura on-line e/ou download.
— Conheceis as coisas da terra?
Resposta: — Eu não as conheço senão enquanto Deus o quer, e meu conhecimento é muito restrito. Conheço alguma coisa da Comunidade e é só. Não sei o que se passa na alma das outras pessoas, à exceção do vosso, e isto porque Deus o permitiu, para vossa perfeição. O que vos digo algumas vezes de pessoas particulares, e ainda vos direi, Deus mo fez conhecer no momento, mas fora disto não sei mais de coisa alguma. Certas almas têm conheci­mentos mais e mais extensos do que eu. Tudo isto ó propor­cionado ao mérito.
Quanto aos graus do purgatório, eu vos posso falar deles, pois eu passei por lá. No Grande Purgatório há di­ferentes graus. No mais profundo e baixo, no que mais se sofre, e que é um inferno momentâneo, lá estão os pecadores que cometeram enormes crimes durante a vida, e que a morte os surpreendeu neste estado sem que tives­sem tempo de se penitenciarem. Salvaram-se por mila­gre, muitas vezes pelas orações dos parentes e de pessoas piedosas. Algumas vezes nem puderam se confes­sar, e o mundo os julgou condenados, mas o bom Deus, cuja misericórdia é infinita, lhes deu no momento da morte a contrição necessária para se salvarem, tendo em vista algumas ações boas que praticaram na vida. Para estas almas o purgatório é terrível! É um inferno, exce­to isto, que no inferno se amaldiçoa a Deus, enquanto que no purgatório O bendizem e agradecem por terem sido salvos. Logo em seguida, vêm as almas que, sem terem cometido grandes crimes, foram indiferentes para com Deus. Não cumpriam o dever pascal, e convertidas na hora da morte, nem puderam às vezes comungar, e no pur­gatório se encontram em penitência da sua longa indi­ferença. Sofrem penas inauditas, abandonadas, sem ora­ções, e se fazem orações por ela não as podem aproveitar.
Depois enfim há ainda o purgatório das religiosas e dos religiosos tíbios, que se esqueceram dos seus deve­res. Indiferentes para com Jesus, padres, que não exer­ceram seu ministério com a reverência devido à Majesta­de Divina e não fizeram as almas que lhe foram confia­das amar bem a Deus.
Eu estou neste grau. No segundo purgatório se en­contram as almas que morrem culpadas de pecados ve­niais não expiados antes da morte, ou então, em pecados mortais perdoados, mas dos quais não satisfizeram intei­ramente à Justiça Divina. Há também no purgatório di­ferentes graus, segundo os méritos das pessoas.
Assim, o purgatório das pessoas consagradas e que receberam maiores graças, é mais longo e mais penoso do que o das pessoas do mundo.
Finalmente, o purgatório do desejo, que se chama o Átrio ou Vestíbulo do céu. Poucas pessoas o evitam. Para o evitar é mister ter desejado ardentemente o céu, e ten­do em vista Deus, a presença e a visão de Deus. E é ra­ro isto, porque muitas pessoas, mesmo muito piedosas, têm medo de Deus e não desejam bastante o céu com ardor. Este purgatório tem seu martírio bem doloroso como os outros. Estar privado da visita do bom Jesus, que sofrimento!
(“O Manuscrito do Purgatório”, pp. 45-47. Mons. Ascânio Brandão. Ed. Paulinas).

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