sábado, 30 de setembro de 2017

MILAGRES DO SANTO ESCAPULÁRIO




“Nenhuma devoção foi até hoje confirmada com maior número de autênticos milagres do que o Escapulário do Carmo”. Saint Claude de La Colombiere, director espiritual de Santa Margarida Maria.

- Primeiro milagre. -

Precisamente no mesmo dia em que Nossa Senhora deu o Escapulário a São Simão Stock, foi este chamado à pressa por Lord Peter de Linton:

“-Venha depressa, Padre, porque o meu irmão está à morte, em desespero!” São Simão Stock partiu imediatamente para junto do moribundo.

Mal chegou, lançou sobre aquele homem o seu grande Escapulário, pedindo a Nossa Mãe Santíssima que não deixasse de cumprir a Sua promessa. Imediatamente o homem se arrependeu, tendo falecido na Graça e no Amor de Deus.

Nessa mesma noite o falecido apareceu a seu irmão e disse-lhe:

“-Eu fui salvo pela mais poderosa das Rainhas, e o manto daquele homem foi para mim um escudo.”

- Escapulário intacto. -

Santo Afonso Maria de Ligório diz-nos: “Os hereges modernos troçam do uso do Escapulário. Desacreditam-no como coisa absurda.” No entanto sabemos que muitos Papas o aprovaram e recomendaram. É digno de nota que, apenas 25 anos depois da visão do Escapulário, morria o Papa São Gregório X tendo sido sepultado com o Escapulário que usava. Quando o seu túmulo foi aberto passados 600 anos, o Escapulário foi encontrado intacto.

Dois grandes fundadores de Ordens Religiosas – Santo Afonso Maria, dos Redentoristas, e São João Bosco, dos Salesianos – tinham uma devoção muito especial a Nossa Senhora do Carmo e ambos usaram o Seu Escapulário Castanho. Quando morreram, foram ambos sepultados com as suas vestes sacerdotais e os Escapulários. Muitos anos mais tarde as sepulturas foram abertas: tanto os corpos como as sagradas vestes em que tinham sido sepultados não eram mais do que pó! Porém, o Escapulário castanho que cada um usava esta perfeitamente intacto. O Escapulário de Santo Afonso Maria está exposto em Roma, no Mosteiro por ele fundado.

- Salvos da tempestade no mar -

Outra história do Escapulário que merece ser contada sucedeu em 1845. Pelo final do verão desse ano, o barco inglês “Rei do Oceano” viu-se de repente no meio de uma feroz tempestade. O vento e o mar açoitavam o navio sem piedade; e um pastor protestante com a mulher e os filhos, e outros passageiros, conseguiram chegar à coberta onde pediam a Deus misericórdia e perdão pelos seus pecados, pois a todos parecia que iam morrer.

Entre a tripulação havia um jovem irlandês, John McAuliffe. Ao ver a gravidade da situação, abrindo a camisa, o jovem agarrou no seu Escapulário, tirou-o e, fazendo com ele o Sinal da Cruz por sobre as ondas encapeladas, lançou-o ao mar. Nesse preciso momento, o vento acalmou-se. Só uma onda mais varreu o convés: trazia consigo o Escapulário que ficou pousado aos pés do rapaz. Durante todo este tempo, o pastor protestante (Sr. Fisher) não deixou de observar cuidadosamente os movimentos do jovem e, depois, o efeito miraculoso do que ele fizera.

Perguntou ao jovem a que se devia tudo aquilo, e por ele soube da Santíssima Virgem e do Seu Escapulário. Sr. Fisher e a sua família ficaram tão impressionados que se mostraram resolvidos a converter-se à Igreja Católica logo que possível, para assim poderem gozar da mesma proteção do Escapulário de Nossa Senhora.

- Uma casa salva de um incêndio -

Ainda mais perto dos nossos dias, em Maio de 1957, um Sacerdote carmelita na Alemanha publicou uma história extraordinariamente assombrosa de como o Escapulário tinha livrado uma casa de um incêndio. Era uma fila inteira de casas que se tinha incendiado em Westboden, na Alemanha. Ora, numa das casas dessa rua viviam duas piedosas famílias que, ao verem deflagrar o fogo, imediatamente penduraram um Escapulário na porta de entrada. As faúlhas saltavam em redor e voavam sobre aquela casa; mas ela conservou-se intacta.

Em 5 horas, 22 casas foram reduzidas a cinzas – porém, a única construção intacta no meio da destruição geral era a que tinha o Escapulário preso na porta. As centenas de pessoas que vieram ver o lugar que Nossa Senhora tinha salvo são testemunhas oculares do poder do Escapulário e da intercessão da Santíssima Virgem Maria.

- Degolado salvo -

Num internato daquela cidade, estudava um rapaz muito querido por seu bom comportamento e sucesso nos estudos. Um dia pediu licença para ir até sua cidade, não longe de Granada. Mas, à hora combinada, não voltou, nem no dia seguinte. Os professores mandaram alguém até a casa dos parentes, para saber o que teria ocorrido, mas ficaram surpresos em saber que ele lá não tinha aparecido.

Apreensivos, deram uma busca em seu quarto e só notaram a ausência da navalha com que costumava se barbear. Uma terrível suspeita levantou-se e imediatamente os mestres comunicaram o fato às autoridades e começaram as buscas para ao menos encontrar o corpo do rapaz. Passados três dias de angustia, dois homens faziam o percurso de Granada à cidade em que morava o rapaz, quando sentiram um impulso interior para aproximar-se de um poço artesiano abandonado, que ficava um pouco afastado do caminho.

Depois de ter sido perfurado 80 metros, fora abandonado. A 30 metros havia uma saliência para servir de descanso a quem descesse. Conservava ainda um cabo, pelo qual se podia descer até quase o fundo. Como não se podia ver nada em seu interior, por causa da escuridão, um dos homens jogou dentro uma pedra. No mesmo instante ouviu-se um gemido humano. Atônito, para certificar-se do fato, atirou outra. Aí ouviu-se claramente uma voz que dizia:

– Não atire mais, pois vai matar-me!

Impressionados, os dois correram à cidadezinha para dizer. A noticia correu como rastilho de pólvora, pois toda a população estava ansiosa para ter notícias do desaparecido rapaz. Assim, acorreu ao local o povoado todo, com autoridades e o vigário à frente. Um indivíduo, atado a uma corda, deslizou para o interior do poço. Ao chegar à saliência aos 30 metros de profundidade, viu um corpo ferido que fazia esforços para não cair. As profundezas. Pediu que descessem um cesto, e nele colocou cuidadosamente o corpo. Na superfície, todos viram tratar-se do estudante desaparecido. Apresentava tão profundo talho no lado esquerdo do peito e do pescoço, que a cabeça mal podia manter-se unida ao corpo.

Tinha completamente secionadas a faringe e a laringe que , para que pudesse falar, foi necessário por-lhe a cabeça de maneira que encaixasse nas partes secionadas. Ninguém compreendia como é que podia manter-se com vida…

Ao ver o sacerdote, o infeliz abraçou-lhe as pernas e pediu-lhe que o atendesse imediatamente em confissão, declarando publicamente que, num ato de loucura, tinha deslizado pelo cabo do poço, onde quis suicidar-se. Mas quando já estava ferido de morte, veio-lhe o Pensamento do inferno, e pediu perdão e misericórdia a Nossa Senhora; e passou três dias e três noites naquela angustia.
Reconciliado com Deus, após confessar-se com o sacerdote, pouco depois faleceu.

Os médicos da faculdade de Medicina não puderam explicar como pode viver aquele rapaz durante três dias, materialmente degolado, numa profundidade em que o frio de janeiro é terrível, pois está próximo à Serra Nevada. Quando quiseram suturar-lhe o pescoço, sua carne estava tão endurecida pelo frio, que se quebravam as agulhas.

O que a ciência não pode explicar, pôde-o a Fé, pois o jovem suicida trazia consigo o Santo Escapulário do Carmo.

- Conversão -

Conta um sacerdote que um dia, numa pequena cidade perto de Chicago, foi chamado à cabeceira de um homem que havia muitos anos estava afastado dos Sacramentos.

“O homem não queria ver-me, e decerto não quereria falar. Pedi-lhe então que olhasse para o pequeno Escapulário que eu segurava na mão. ‘Era capaz de usar isto, se eu lho pusesse? Não lhe peço mais nada’. O homem aceitou usá-lo, e em menos de uma hora queria confessar-se, ficando em paz com Deus.

- Proteção contra o Demônio -

Compreenderá melhor por que razão as ciladas do Demônio se erguem contra aqueles que divulgam o uso do Escapulário, quando ouvir a história do Venerável Francis Ypes. Um dia caiu-lhe o Escapulário que trazia. Enquanto o colocava de novo, ouviu o Demónio que lhe uivava: “Deita fora esse manto que arrebata do Inferno tantas almas!”

Então, e de imediato, o Venerável Francis Ypes tratou de humilhar o Inimigo, fazendo-o reconhecer aquilo que os diabos mais receiam: o Santíssimo Nome de Jesus, o Santíssimo Nome de Maria e o Santo Escapulário do Carmo.

- Nossa Senhora protege um Missionário -

Certo dia, em 1944, um missionário carmelita da Terra Santa foi chamado a um campo de internamento, para ministrar o Sacramento da Extrema Unção. Ia de camioneta, e o condutor, que era árabe, mandou sair o sacerdote uns seis quilómetros antes de chegar ao campo, porque o caminho estava muito perigoso devido a tanta lama. E era tanta, realmente, que, depois de ter andado três quilômetros, o missionário notou que os pés se lhe iam enterrando cada vez mais no lodo. Tacteando para encontrar terreno firme, acabou por escorregar para um poço de lama.

Sentindo-se afundar – até que iria morrer, sem qualquer socorro e em lugar tão deserto –, lembrou-se de Nossa Senhora e do Seu Escapulário.

Pegou no seu longo Escapulário – que usava por estar vestido de frade –, beijou-o e, erguendo os olhos para a santa montanha do Carmelo (lugar onde nascera a devoção à Mãe de Deus), gritou:

“Nossa Senhora do Carmo! Mãe Santíssima! Ajudai-me! Salvai-me!”.

E logo no momento seguinte se encontrou em terreno firme. Mais tarde, foi o próprio que contou:

“Sei que fui salvo pela Virgem Santíssima por meio do seu Escapulário Castanho. Perdi os sapatos dentro daquele lodo, todo eu estava coberto de lama ¼ mas consegui ainda andar os outros três quilômetros que faltavam, louvando sempre a Nossa Senhora.”

- Um acidente de comboio -

Mas um dos mais extraordinários acontecimentos devidos ao Escapulário aconteceu precisamente aqui, nos Estados Unidos. Nos princípios do século XX, na cidade de Ashtabula, Ohio, um homem foi trucidado por um comboio que o cortou em duas partes. Ora esse homem usava o Escapulário. Pois em vez de morrer de imediato, como seria de esperar, ainda ficou vivo e consciente por mais 45 minutos – o tempo necessário para que um sacerdote pudesse chegar e ministrar-lhe os Últimos Sacramentos.

Estes e outros casos semelhantes mostram bem como a nossa Mãe Santíssima nos toma ao Seu cuidado pessoal na hora da nossa morte. Tão alta e poderosa Mãe – Santa Maria – nunca nos faltará com a promessa do Escapulário: cuidar de nós para que morramos na Graça de Deus e tenhamos a vida eterna.

- Salva a vida de um Sacerdote -

Um outro milagre do Escapulário diz respeito a um Sacerdote francês que partira em peregrinação. Já de caminho para celebrar Missa, lembrou-se de que esquecera o seu Escapulário. Mesmo sabendo que se atrasaria se voltasse atrás para o ir buscar, não hesitou em o fazer, pois não podia sequer imaginar-se a celebrar Missa no altar de Nossa Senhora sem usar o Seu Escapulário.

Mais tarde, quando já celebrava o Santo Sacrifício, um jovem aproximou-se do altar, puxou de uma arma e alvejou o Sacerdote pelas costas. Para espanto de todos, o Padre continuou a rezar as orações da Missa como se nada tivesse acontecido. A princípio, pensou-se que a bala tivesse milagrosamente falhado o alvo. Mas depois, observando com cuidado, verificou-se que a bala tinha ficado retida, encravada no pequeno escapulário castanho que o Sacerdote, tão obstinadamente se recusara a deixar esquecido.

- Livres de queda de avião e queimaduras -

Na Guatemala, um missionário jesuíta conta um caso da proteção do Escapulário de Nossa Senhora. Foi no ano de 1955; em Novembro, caiu um avião que transportava 27 passageiros. Todos morreram menos uma jovem que, ao ver que o avião se despenhava, se agarrou ao seu Escapulário pedindo à Santíssima Virgem que lhe acudisse! Sofreu queimaduras, a roupa ficou-lhe toda queimada, mas o Escapulário nem sequer foi tocado pelas chamas.

Nesse mesmo ano de 1955, um milagre semelhante ocorreu num Estado do Oeste americano. Um rapazinho parou numa bomba de gasolina para encher os pneus da bicicleta e, nesse preciso momento, deu-se uma explosão. A roupa do menino ficou toda queimada, mas não o seu Escapulário Castanho – que ficou intacto, como símbolo da proteção da Virgem Santa Maria.

O rapazinho de então é hoje um homem de idade madura. Ainda tem algumas cicatrizes da explosão, mas continua a recordar de um modo especial a proteção que recebeu da Mãe Santíssima num caso de tão grande perigo.

Vale ressaltar que o escapulário não é um amuleto nem nenhuma garantia automática de salvação ou uma dispensa para não viver as exigências da vida cristã. “Perguntas: e se eu quiser morrer com meus pecados? Eu te respondo, então morrerá em pecado, mas não morrerá com teu escapulário”, advertia São Cláudio de la Colombière."

Fontes:

quarta-feira, 27 de setembro de 2017

UMA AVE MARIA PODE SALVAR SUA ALMA!



"Se os homens soubessem o que é a Eternidade fariam de tudo para mudar de vida!" - Jacinta Marto


Pelo ano de 1604 viviam numa cidade de Flandres dois jovens estudantes, que, desleixando dos estudos, se entregavam a devassidões. Uma noite entre outras foram a certa casa de tolerância. Um deles, chamado Ricardo, depois de algum tempo, retirou-se para casa, e o outro ficou.

Chegando Ricardo a casa, estava para acomodar-se, quando se lembrou que não havia rezado umas Ave-Marias, como era de seu costume fazê-lo em honra da Santíssima Virgem. Acabrunhado pelo sono, sem nenhuma vontade para rezar, fez, contudo, um esforço e rezou as Ave-Marias, embora sem devoção e por entre bocejos de sono.

Deitou-se depois e adormeceu. Mas não tardou a ouvir bater à porta com muita força. E imediatamente, sem ele a abrir, vê diante de si seu companheiro de farras, mas desfigurado e medonho.

Quem és tu? - perguntou aterrorizado.

Tu não me conheces? - respondeu o outro.

Mas como te mudaste tanto? Tu pareces um demônio.

Ai, pobre de mim! - exclamou aquele infeliz, - que, ao sair daquela casa infame, veio um demônio e me sufocou. O meu corpo ficou no meio da rua, e a minha alma está no inferno.

Sabes, pois, acrescentou, que o mesmo castigo te tocava também a ti. Mas a bem-aventurada Virgem, pelo teu pequeno obséquio das Ave-Marias, te livrou dele.

Ditoso de ti, se tu souberes aproveitar deste aviso, que a Mãe de Deus te manda por mim. Depois destas palavras, o condenado entreabriu a capa e mostrou as chamas e as serpentes que o atormentavam e desapareceu.

Então Ricardo, chorando copiosamente, com o rosto em terra, deu graças a Maria, sua libertadora. Enquanto pensava como mudar de vida, ouviu tocar Matinas no convento dos franciscanos.

Logo pensou: É aí que Deus me quer para fazer penitência. E foi pedir aos frades que o recebessem. Cientes de sua má vida, não queriam eles aceitá-lo. Contou-lhes então entre lágrimas o que havia acontecido.

Dois religiosos foram à rua indicada, achando efetivamente o cadáver do companheiro, sufocado e negro como um carvão.

Depois disso foi Ricardo admitido e levou uma vida penitente e exemplar. Mais tarde foi como missionário pregar nas índias e em seguida no Japão, onde teve finalmente a graça de morrer mártir, queimado vivo por amor de Jesus Cristo.

Esta história, entretanto, não deve servir para autorizar a temeridade dos que vivem em pecado, confiados de que Maria os haja de livrar do inferno, ainda que sejam maus católicos.

Rematada loucura fora, certamente, lançar-se para dentro de um poço, na esperança de ver-se livre da morte, porque Maria em caso semelhante já preservou a outros. Muito maior loucura seria, entretanto, arriscar-se alguém a morrer no pecado, presumindo que a Santíssima Virgem o preservará do inferno.

Quanto maior não será então ele, para impedir que se perca quem nesta vida a ela recorre com intenção de emendar-se e é fiel em a servir!

Digamos-lhe, pois, com S. Germano: Ó nossa Mãe, que será de nós que somos pecadores, mas nos queremos emendar e recorremos a vós, que sois a vida dos cristãos? Ouvimos S. Anselmo garantir, ó Senhora, que não se perderá eternamente todo aquele por quem orais uma só vez. Rogai por nós, então, e seremos salvos do inferno.

Quem ousará dizer-me, escreve Ricardo de S. Vítor, que Deus não me será propício no dia do juízo, se estiverdes ao meu lado, ó Mãe de Misericórdia? - O Beato Henrique Suso protestava que às mãos de Maria havia confiado sua alma.

Se o juiz tivesse de condená-lo, queria que passasse a sentença pelas mãos misericordiosas da Virgem porque, como esperava, nesse caso ficaria suspensa a execução.

O mesmo digo e espero para mim, ó minha Santíssima Rainha. Por isso quero repetir continuamente com S. Boaventura: Em vós, Senhora, pus toda a minha esperança, por isso seguramente espero não me ver perdido, mas salvo no céu para louvar-vos e amar-vos para sempre.

Tirado do livro Glórias de Maria - Santo Afonso Maria de Ligório

terça-feira, 26 de setembro de 2017

Lembremo-nos sempre do amor de Cristo


Das Obras de Santa Teresa de Jesus, virgem
(Opusc. De librovitae, cap.22,6-7.14)
(Séc.XVI)

Com tão bom amigo presente, com tão esforçado chefe, tudo se pode sofrer. Serve de ajuda e dá reforço; a ninguém falta. É amigo verdadeiro. Sempre tenho visto claramente que, para contentarmos a Deus e para que nos faça ele mercês, quer que seja por intermédio desta humanidade sacratíssima, na qual declarou Sua Majestade ter posto suas complacências.

É o que muitíssimas vezes e muito bem tenho visto por experiência, e também mo disse o Senhor. Tenho compreendido claramente que por esta porta havemos de entrar, se quisermos que nos mostre grandes segredos a soberana Majestade. De modo que não se queira outro caminho, ainda que se esteja no cume da contemplação. Por aqui se vai seguro. É por meio deste Senhor nosso que nos vêm todos os bens. Ele ensinará o caminho: contemplemos sua vida, porque não há modelo melhor.

O que mais queremos, do que ter a nosso lado tão bom amigo, que não nos deixará nos trabalhos e nas tribulações, como fazem os amigos deste mundo? Bem-aventurado quem o amar de verdade e sempre o trouxer junto de si. Olhemos o glorioso São Paulo de cujos lábios, por assim dizer, não saía senão o nome de Jesus, tão bem gravado o tinha no coração. Desde que entendi isto, tenho considerado atentamente alguns santos, grandes contemplativos, tais como São Francisco, Santo Antônio de Pádua, São Bernardo, Santa Catarina de Sena. Com liberdade havemos de andar neste caminho, entregues às mãos de Deus. Se Sua Majestade quiser elevar-nos à categoria de seus íntimos e confidentes dos seus segredos, vamos de boa vontade.

Quando pensarmos em Cristo, sempre nos lembremos do amor com que nos concedeu tantas graças e da grande ternura que nos testemunhou em nos dar tal penhor do muito que nos ama, pois amor pede amor. Procuremos sempre ir considerando estas verdades e estimulando-nos a amar. Porque, uma vez que nos conceda o Senhor a graça de que este amor nos seja impresso no coração, tudo nos será mais fácil: faremos grandes coisas muito depressa e com pouco trabalho.

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Catecismo Ilustrado - Parte 23- A Eucaristia


Catecismo Ilustrado - Parte 23

Os Sacramentos

A Eucaristia

1. A Eucaristia é o sacramento em que, depois da consagração do pão e do vinho, está presente real e substancialmente, debaixo das espécies de um e do outro, o corpo, os sangue, a alma e a divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo.

2. A palavra “Eucaristia” quer dizer ação de graças, porque, com este sacramento, damos graças a Deus por todos os benefícios que d’Ele temos recebido.

3. A Eucaristia foi instituída por Nosso Senhor Jesus Cristo na última ceia que celebrou com os seus discípulos, na véspera da sua paixão.

4. Para instituí-la, tomou nas suas mãos o pão, abençoou-o, partiu-o, e apresentou-o aos seus discípulos dizendo: “Tomai e comei; isto é o Meu corpo.” Tomou depois o cálice de vinho, abençoou-o, e apresentou aos seus discípulos dizendo: “Bebei, isto é o Meu sangue.”

5. Por essas palavras Jesus Cristo realizou aquilo que disse, converteu o pão no seu corpo, e o vinho no seu sangue, conversão que se chama transubstanciação, quer dizer, conversão de uma substância em outra substância.

6. Nosso Senhor acrescentou depois estas palavras: “Fazei isto em memória de mim” – para dar aos Apóstolos, aos Bispos e sacerdotes o poder de converterem, como ele, o pão em Seu corpo, e o vinho em Seu sangue.

7. O pão converte-se no corpo e o vinho no sangue de Jesus Cristo, em virtude das palavras da consagração que o sacerdote profere sobre a hóstia e o vinho do cálice, de modo que, feita a consagração, já não há pão nem vinho, porque toda a substância do pão e do vinho se converteu no corpo e sangue de Jesus Cristo, sem que fique do pão e do vinho mais do que os acidentes, que chamamos espécies sacramentais.

Esses acidentes ou espécies sacramentais são tudo aquilo que aparece aos nossos sentidos no pão e no vinho consagrado, isto é a figura, a cor, o cheiro e o sabor dum e outro. Os acidentes existem milagrosamente.

8. Debaixo das espécies do pão não está só o corpo de Jesus Cristo; está também o sangue, a alma e divindade, como debaixo das espécies do vinho está também o corpo, a alma e a divindade, por concomitância, isto é, acompanhamento, porque as coisas inseparáveis vão sempre acompanhadas. Na Hóstia, o Senhor está oculto debaixo das espécies do pão e no cálice debaixo das espécies do vinho. Quanto à Hóstia, as palavras falam só no corpo, mas como está vivo, não pode estar o corpo sem o sangue, a alma e a divindade; quanto ao cálice, as palavras só falam no sangue, mas como o Senhor está vivo, não pode estar o sangue sem o corpo, alma e divindade, a qual é inseparável tanto da alma como do corpo.

9. Consagra-se o sangue separadamente do corpo para significar a separação do sangue do corpo de Jesus Cristo na Cruz.

10. Jesus Cristo não deixa o Céu para fazer-se presente na Eucaristia, mas está presente ao mesmo tempo no Céu à direita do Pai e no altar, milagre que se chama Presença real.

11. Jesus Cristo está presente em todas e em cada uma das hóstias consagradas. Não se divide o corpo do Senhor quando se divide a hóstia, mas somente as espécies do pão, e Jesus Cristo fica inteiro em todas e cada uma das partes da Hóstia.

12. Jesus Cristo ocultou-Se debaixo das espécies do pão e vinho para nos manifestar que Ele é o sustento e o conforto espiritual da nossa alma.

13. Devemos adorar a Eucaristia com o mesmo culto da latria (adoração) que é devido ao verdadeiro Deus.

14. Recebemos o sacramento da Eucaristia na sagrada comunhão, que nos une intimamente a Jesus Cristo; conserva e aumenta as forças da alma; preserva-nos das tentações e quedas espirituais; livra-nos das culpas veniais e quotidianas; reprime a rebeldia da carne; ministra-nos uma grande virtude para adquirir a eterna glória.

15. Sendo a Eucaristia um sacramento dos vivos, para recebê-la é necessário o estado de Graça. Receber a Eucaristia em estado de pecado mortal é cometer um pecado horrível chamado sacrilégio. Foi o pecado de Judas o traidor.

Explicação da gravura


16. A gravura representa a instituição da Eucaristia, e a comunhão dos fiéis cristãos. 

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

INDIFERENTES À MISSA NOVA?



Dois ritos diferentes coexistindo para a celebração da Missa. Realmente devemos considerá-los como duas expressões de uma mesma coisa? Certamente isso não é uma questão de gosto: é a fé católica que está em jogo. Lembremo-nos de como devemos julgar a missa reformada de 1969.
Fonte: FSSPX/Distrito da América do Sul – Tradução: Dominus Est 
Muitos problemas seriam resolvidos se fossemos ao menos indiferentes à Nova Missa. De Roma não nos pedem outra coisa. De tantos católicos perplexos com a reforma litúrgica do Concílio Vaticano II, muitos acreditaram que o mal do novo rito viria apenas da maneira de celebrá-lo e os peregrinam pelas paróquias buscando padres, sempre escassos, que celebrem com piedade e não deem a comunhão nas mãos. Outros, melhor informados, sabem que a diferença não está nos modos do sacerdote, senão no próprio rito e reivindicam a Missa tradicional argumentando, com alguma hipocrisia, o enriquecimento que implica a pluralidade de ritos: o novo é bom, mas o antigo também, melhor então ficar com os dois!
Embora não haja tolos em Roma, eles deixaram correr essa desculpa para os grupos tradicionais que se amparam na Comissão “Ecclesia Dei”. Além disso permitiram para os Padres tradicionalistas da diocese de Campos, no Brasil, que ficassem com seu rito tradicional mesmo dizendo que a Nova Missa é “menos boa”. Mas em Roma perturba nossa Fraternidade porque não só não se diz que é boa, mas que a combate como perversa, perturbando a perplexidade que depois de quarenta anos de Concílio tantos católicos não deixam de sofrer. Se, ao menos, fôssemos indiferentes – que os outros rezem como queiram – Roma nos deixaria em paz. 
Podemos ser indiferentes à Nova Missa?
Na véspera de sua Paixão, havendo chegado a hora de oferecer seu sacrifício redentor a seu Pai, Nosso Senhor fez uma aliança com Sua Igreja: Hæc quotiescumque feceritis, em mei memoriam facietis (Lembre-se de que morri por vossos pecados, que me lembrarei de vós na presença do Pai). E, sendo Deus, nos deixou o imenso mistério da Missa, pelo qual seu Sacrifício permanece sempre vivo, sempre novo, permitindo-nos assistir como ladrões arrependidos: Memento Domine, famulorum famularumque tuarum (Lembra-te Senhor de nós agora que estais em seu Reino).
A memória viva da Paixão que se renova pela dupla consagração graças aos poderes do Sacerdócio, a união misteriosa com a Vítima Divina que se realiza pela comunhão é a única maneira que tem o coração duro do homem para retornar ao amor de Deus, porque nada chama tanto ao amor como conhecer-se muito amado, e a Paixão de Nosso Senhor foi a maior demonstração de amor: ninguém ama mais do que aquele que dá a vida por seu amigo. É por isso que a obra da Redenção que Cristo realizada na Cruz não se faz eficaz para nós senão graças ao Sacrifício da Missa.
Agora, assim como não pode haver indiferença perante a Cruz de Cristo, tampouco pode haver perante o rito que renova seu Sacrifício. Quem não está comigo está contra mim, disse Nosso Senhor, e esta lei foi imposta pela Paixão. Posso passar direto por um vendedor se penso não necessitar do que ele oferece; mas não posso passar direto por um homem ferido porque ele precisa de mim. Não é um pecado patente a indiferença ante a Jesus dos Milagres, pois posso dizer com São Pedro: afaste-se de mim, pois sou pecador; mas é uma traição horrível dizer: não conheço aquele homem, ante Jesus Crucificado. É a Cruz de Nosso Senhor que nos obriga a tomar partido, não me é permitido deixar de lado Aquele que morre pelos meus pecados!
O novo rito criado sob Paulo VI para substituir o bimilenar rito romano da Santa Missa, suprimiu o escândalo da Cruz: evacuatum est scandalum crucis! A intenção imediata que guiou a reforma da missa foi o ecumenismo: criar um rito suficientemente ambíguo para ser aceito pelos protestantes mais “próximos” ao catolicismo; mas a intenção final foi suprimir a espiritualidade dolorosa da Cruz, porque sua negatividade supostamente repele o homem moderno.
É surpreendente, mas se nossa religião remove o escândalo da Cruz, cessa a perseguição e os judeus são os primeiros a aceitar o diálogo ecumênico. São Paulo apontava esse mistério aos Gálatas, tentados a judaizar, acreditando que fosse necessário circuncidar-se:
“Se eu ainda prego a circuncisão, por que ainda sou perseguido, se já acabou o escândalo da cruz!? “
Como mostra o livrinho sobre o problema da reforma litúrgica, da Fraternidade Sacerdotal São Pio X, a teologia subjacente à missa de Paulo VI obscurece a Paixão de Nosso Senhor para permanecer apenas com as alegrias da Ressurreição: supera o Mistério da Cruz com a nova estratégia do Mistério Pascal. Se volta a repetir o que aconteceu quando Jesus anunciou pela primeira vez sua paixão:
“Pedro, tomando-Lhe a parte, se pôs a interpelá-lo dizendo: Não queira Deus, Senhor, que isso aconteça!” (Mt 16, 22)
Visto com olhos muito humanos, com Cristo ressuscitado a Igreja pode entrar no mercado deste mundo, que morre em todos os lugares, com um produto de luxo: a esperança da ressurreição; mas com o Crucificado, todos os sermões devem começar como o primeiro de São Pedro, reprovando perigosamente aos poderosos deste mundo: “Vós o matastes” (Atos 2:23 ). Mas, qual foi a reação de Nosso Senhor ante a mudança de estratégia de mudança que lhe proporia seu Vigário?
Afasta-te de mim, Satanás, porque não tens senso para as coisas de Deus, mas para as dos homens”.
Em todos esses anos de resistência às transformações litúrgicas, dentre a fila dos perplexos emergiram muitos paladinos – bem ou mal intencionados, só Deus sabe – que, fazendo uso da boa teologia, defenderam que a reforma não é tão ruim quando a pintamos. Nós até vimos publicada uma piedosa explicação da Missa Nova em que se mostra a história dos ritos como se nada tivesse acontecido entre Paulo VI e São Gregório Magno.
Por que, então, esperneamos tanto! O que aconteceu foi que ficaram perplexos justamente os católicos que não conheciam muito bem as correntes subterrâneas da teologia modernista que, apesar de condenadas e perseguidas pelos papas antes do Concílio, foram ganhando terreno até instalarem-se no Vaticano, graças ao apoio de João XXIII e Paulo VI.
O pensamento que guiou as reformas, na sua raiz e na sua coerência interna, é verdadeiramente satânico, e infelizmente, não exageramos! É verdade que os materiais com os quais o novo rito foi construído vêm, em sua maior parte, da demolição do antigo; e, por isso, ante um olhar superficial – muito superficial! – parecem semelhantes: ato penitencial, leituras, repetição das palavras de Cristo, comunhão, benção final, tudo em castelhano português e de forma confusa, mas, de qualquer maneira, acaso é tão diferente?
Sim, é totalmente diferente. Se tantos católicos que batizamos com o insultante, mas merecido título de “linha média”, vissem claramente como é e o porquê do rito da Nova Missa, certamente deixariam a indiferença sob a qual esconderam para juntarem-se ao clamor para que os altares das igrejas voltem a ser Calvários.
O livrinho sobre a Reforma que mencionamos, mostra compendiosamente qual é a teologia que anima a Nova Missa. O primeiro (satanico) princípio é que Deus, sendo imutável, não recebe danos pelos nossos pecados, de modo que não importa o quanto pecamos, não deixamos de ser filhos amados, e basta que nos arrependamos para que tudo seja esquecido, sem exigir de nós reparação ou satisfação alguma por danos e prejuízos.
É muito interessante. Imagine um banqueiro com capital infinito: basta que peçamos perdão e fiquemos com a coisa roubada, porque em suas contas nunca aparece a subtração. Este pequeno sofisma imediatamente remove a necessidade da Cruz – e também da própria Encarnação – porque o Verbo se fez homem e morreu por nós para reparar nossos pecados. O rito tradicional está profundamente marcado pela dívida da justiça que temos com Deus, é uma liturgia de “publicanos” sempre necessitados da redenção:
Ó Deus, tenha misericórdia de mim, porque sou pecador! “(Lc 18, 13).
O novo rito, por outro lado, removeu todas as expressões com finalidade propiciatória, considerando que os fiéis, depois de pedir o perdão inicial, já estão santificados, podendo fazer sua a oração do fariseu: “Ó Deus, dou-Lhe graças porque não sou como os demais homens!”  Ele que olha para o novo rito com medo de vê-lo mal, pode facilmente negar essa intenção, porque a liturgia não prega sua doutrina em linguagem científica senão encarnada em gestos e imagens. Mas vá para os livros dos teólogos que a fizeram e poderá comprovar com quantas advertências dirigiram essas mudanças.
Como a paixão e a morte de Cristo perdem o sentido se o pecado não exige reparação, se foi escondido sob o conceito de Páscoa ou “passagem”, ou seja, a morte não seria mais do que a passagem para a Ressurreição. A consequência litúrgica é que a Missa não é mais um rito sacrificial que renova o Calvário, mas um duplo banquete que antecipa o gozo  dos ressuscitados.
Às vezes nos custa aceitar que até haja sacerdotes que não reconheçam a enorme diferença que há entre o antigo rito sacrificial e o novo banquete. O rito tradicional tem uma parte preparatória ou ante-missa, que termina no Credo, e há três partes integrais: o oferecimento ou ofertório, a imolação pela dupla consagração e a comunhão com a Vítima Divina.
“Não é muito diferente o tratamento que Jesus Cristo sofreu em sua Via crucis com o que agora sofre com a comunhão na mão”
O novo rito, no entanto, desenvolve algo absolutamente diferente: consiste em duas partes paralelas, a liturgia ou a “mesa” da Palavra e a mesa da Eucaristia, da qual a primeira não é a menos importante. Isto já é uma novidade absoluta, como uma simples preparação pode substituir em importância o que era propriamente a Missa?
E as três partes da liturgia da Eucaristia já não são as de um sacrifício, mas uma refeição: apresentação dos alimentos, ação de graças e a refeição propriamente dita. O que tem de semelhante com o Santo Sacrifício da Missa? São somente os materiais de demolição. As “palavras da consagração” não são mais consideradas como tais, mas agora são apenas uma recordação dos gestos e palavras de Cristo, por cuja “memória” se faria objetivamente presente o Kyrios, o Senhor da glória com seus mistérios. É muito difícil para aqueles que foram formados na doutrina clássica entender essa nova linguagem – sabemos por experiência – e lhes custa acreditar que se pense o rito de forma tão diferente. É assim entre nós discutimos se remover o Mysterium Fidei da fórmula da consagração ou o tom narrativo invalida ou não a transubstanciação, mas para o novo rito esta discussão não tem sentido, porque para ele a presença de Cristo é efetivada por outro mecanismo: o poder evocativo do memorial. É difícil acreditar? Por exemplo: em Roma pôde ser considerada válida uma anáfora, a de Addai e Mari, sem as palavras da consagração. Evidentemente, sob o nome de Missa nova ou antiga estão sendo entendidas coisas muito, mas muito diferentes.
A nova teologia, que não é mais que um novo disfarce do camaleônico modernismo condenado por São Pio X, toma como instrumento o pensamento moderno, anti-realista e anti-metafísico, para reinterpretar a Revelação ao gosto do “homem de hoje”, uma criatura mitológica inventada pelos meios de comunicação. Assim, eles pretendem substituir a profunda teologia sacramental, levada tão alto por São Tomás e canonizada em muitos dos seus pontos pelo magistério da Igreja, com o confuso simbolismo dos pensadores modernos, que esvazia da realidade todos os mistérios e os deixa flutuando em uma esfera imaginária de puros conceitos. Para ela, não há apenas sete sinais sacramentais, mas tudo é “símbolo”: Cristo é sacramento, a Igreja é sacramento, a Escritura, a realidade, tudo o que percebemos se transforma em puro sinal de um mistério indefinível.
A realidade da transubstanciação, da união hipostática, do caráter sacerdotal, da graça santificante, tudo desaparece diante dessa maneira de pensar. E este é o pensamento que anima a Nova Missa. Cristo está presente na assembleia dos fiéis, na Sagrada Escritura, no ministro que presidente, no Pão Eucarístico, mas todas essas presenças se confundem em uma mesma, que resulta tão confusa e indefinível, que se desvanece: se Cristo está tanto no meio, no livro, no Padre, na Hóstia, se está em toda parte, não está em nenhuma! E os fiéis o encontram tanto nas igrejas como na rua.
A alma da Nova Missa é uma alma perversa. Os católicos que se esforçam em ver nela apenas os materiais de demolição, tentando reconstruir em sua cabeça a figura do rito tradicional, podem não percebê-la e atenuar os danos causados ​​por sua presença. Certamente não se trata de uma substância vivente e é necessário dar vida para uma certa compreensão do que seus ritos significam. Mas as formas sensíveis têm sua força e o homem não pode resistir por muito tempo a elas. Assim como não se pode frequentar as discotecas sem a erosão da honestidade, tampouco pode frequentar um rito modernista sem o desgaste da fé.
Isso é assim pelo menos para o mais comum dos mortais. E estamos olhando para um único lado da moeda, porque devemos ter em mente que os ritos tradicionais são “sacramentais”, isto é, são formas sensíveis com uma alma sagrada, que transmitem graças atuais quando recebidas com fé. Qualquer fiel católico pode unir-se à Missa ainda que à distância, mas se a Igreja mandou, sob pecado, que a cada domingo se assistida, é justamente pela eficácia santificadora de seus ritos, que predispõem a alma a unir-se mais eficazmente ao Santo Sacrifício. Por ter suprimido o rito tradicional, a fé dos católicos definha; por ter instalado um ritual modernista se propaga eficazmente – se torna mais um gesto do que um silogismo – um espírito carismático profundamente contrário ao catolicismo autêntico.
Não podemos ser indiferentes à Nova Missa, não podemos permitir que a Cruz de Cristo seja suprimida como se ninguém tivesse matado Nosso Senhor. Ratzinger disse que o “homem de hoje” não é capaz de compreender o sacrifício e deve-se falar em outra linguagem. É completamente falso. Um simples filme sobre a Paixão atraiu pessoas que já não vão mais à igreja, porque a única coisa que pode nos comover é o Sangue de Nosso Senhor.
Quando pensamos em tantos cristãos que estão de banquete perante o Calvário, parecemos sentir a queixa de Nosso Senhor:
Tornei-me um estranho para meus irmãos, um desconhecido para os filhos de minha mãe. Falam de mim os que se assentam às portas da cidade, escarnecem-me os que bebem vinho” (Salmo 68).
Sim, eles não sabem o que estão fazendo. Tampouco sabia a população manupilada pelos judeus na sexta-feira santa, mas não é muito diferente o tratamento que Jesus Cristo sofreu em sua Via Crucis daquele que agora sofre com a comunhão na mão. Católicos, assistir ao drama da paixão sem reação é pecado!
Não se pode assistir calado a uma Missa que pretende ignorar o Crucificado, que canta alegremente perante sua dor, que coloca as mãos não consagradas em tudo o que há de mais sagrado: sacerdote, altar, missal, sacrário e até o corpo divino…. tudo e por todos é manuseado. Quantos males cometeu o inimigo nos nossos altares! Mas não cessaremos de lutar até a abominação desoladora cessar nos lugares sagrados. 
Pe. Álvaro Calderón
 Tirado
Tirado da revista “Iesus Christus” nº 97, correspondente ao bimestre de janeiro / fevereiro de 2005.

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Pequeno manual do católico

A Missa e outras obrigações

O SANTO SACRIFÍCIO DA MISSA


1) O que é a Missa?
A Missa é o sacrifício da Cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo que se realiza sobre o altar.

2) Como pode ser a Missa o sacrifício de Jesus se este morreu na Cruz há dois mil anos?
Pelo rito da Santa Missa, o mesmo sacrifício realizado há dois mil anos torna-se presente novamente, de um modo novo, um modo sacramental, ritual, incruento, ou seja, sem derramamento do Sangue, mas verdadeiro e eficaz.

3) Porque dizemos que a Missa é o mesmo sacrifício, presente de modo sacramental?
Por que nela aquele mesmo sacrifício de Jesus se apresenta diante de nós através de sinais sensíveis que realizam a graça sacramental. Estes sinais, no caso da Missa são as espécies consagradas, o pão e o vinho, que, na consagração, se transformam no Corpo e Sangue de Jesus pelas palavras que o sacerdote pronuncia.

4) A Missa é, então, um Sacramento?
Sim, a Missa é a cerimônia na qual se realiza o Sacramento da Eucaristia, que é a presença real de Jesus na hóstia consagrada.

5) Essa presença de Jesus na hóstia consagrada é um símbolo de Jesus?
Não podemos dizer que seja apenas um símbolo. Jesus está realmente presente com todo seu ser. Toda a natureza humana e toda a natureza divina estão presentes na Sagrada Hóstia. Toda a substância do pão e do vinho se transformaram milagrosamente no Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Cristo.

6) A Igreja Católica dá um nome especial a esta transformação?
Sim, a Igreja definiu o termo de “transubstanciação” como sendo o único capaz de exprimir o milagre que se opera na transformação do pão e do vinho no Corpo e Sangue de Jesus.

7) Porque dizemos que a Missa é um sacrifício eficaz?
Por que, pela presença real de Jesus, nós recebemos não apenas a graça sacramental da Eucaristia, mas o próprio Autor da graça, Jesus Cristo, nosso Deus, a Quem adoramos de joelhos. A presença real de Jesus é a maior graça que uma alma pode receber nesta vida.

8) De que modo podemos receber Jesus na Eucaristia?
Pela Santa Comunhão. Sendo um sinal sensível do sacrifício de Cristo, quando comungamos, recebemos Jesus como alimento de nossas almas. Ele vem ao nosso coração de um modo muito real e eficaz.

9) Como podemos nos preparar para receber Jesus no coração?
Antes de tudo, uma boa confissão, um arrependimento sincero dos nossos pecados. Devemos também viver sempre na presença de Deus, consagrando nosso dia a Ele, desde o levantar, e agradecendo sempre as graças recebidas ao deitar. Na Santa Missa, estando atento ao que acontece no altar, de preferência seguindo o texto da Missa no missal.

10) Existe algum momento da Missa que seja mais importante do que outros?
O mais importante momento da Missa é a Consagração. Assim que foram ditas as palavras da "forma sacramental", o padre eleva a hóstia e o cálice para serem vistos pelos fiéis. Todos devem estar de joelhos, compenetrados, silenciosos e em adoração.

11) Existe algum outro momento em que devemos estar de joelhos obrigatoriamente?

Sim. Quando o Sacrário está aberto, quando a comunhão é distribuída aos fiéis, quando o padre dá a bênção final.

LEIA MAIS SOBRE O SANTO SACRIFÍCIO DA MISSA - http://www.capela.org.br/Missa/origens.htm.


O TEMPLO DE DEUS

A igreja é a casa de Deus. Lugar de oração, lugar de silêncio. Nela, nada de profano deve entrar. Toda a vida de uma igreja gira em torno das coisas de Deus, principalmente do seu culto, do seu louvor, do seu sacrifício.

12) Qual é a parte principal de uma igreja?
É o altar. Ele é o centro e a razão de ser da igreja. Todo altar é de pedra, pois é sobre a pedra que se realiza um sacrifício. No Antigo Testamento vemos diversos exemplos de sacrifícios oferecidos sobre altares de pedra. Noé, quando sai da arca; Abraão quando vai sacrificar Isaac; Jacó quando acorda do sonho etc.

A Igreja mantém este costume. Mas o sacrifício oferecido já não é apenas figurativo do verdadeiro sacrifício, como no Antigo Testamento, mas o próprio sacrifício por excelência, o único agradável a Deus, o sacrifício de seu Filho.

13) Qual a primeira coisa que devemos fazer ao entrar numa igreja?
Molhando os dedos na água benta, fazemos o Sinal da Cruz. Caminhamos até o lugar em que vamos rezar, fazemos a genuflexão e nos ajoelhamos para rezar.

14) O que é uma genuflexão?
É um ato de adoração pelo qual dobramos nosso joelho direito até tocar o solo e voltamos à posição normal. (não é o ajoelhar-se, pura e simplesmente, permanecendo com o joelho no chão, mas um ato contínuo: ajoelha e levanta. Diante de um Bispo, dobramos o joelho esquerdo.)

15) Em que momento devemos fazer a genuflexão?
Quando entramos na igreja, antes de sair da igreja e cada vez que passamos na frente do Sacrário.

16) Existe algum outro tipo de genuflexão?
Sim. Devemos genuflectir com os dois joelhos sempre que o Sacrário estiver aberto, ou quando um padre estiver elevando a Hóstia na consagração de uma Missa e entrarmos nessa hora na igreja, ou ainda se o padre estiver distribuindo a comunhão. Também devemos fazer esta genuflexão com os dois joelhos quando o Santíssimo Sacramento estiver exposto na Custódia, para nossa adoração.

17) Como se faz esta genuflexão com os dois joelhos?
Devemos nos por de joelhos completamente, fazer uma leve inclinação com a cabeça e nos levantarmos em seguida.

18) Além da água benta, da genuflexão e da oração, o que mais se pede quando se entra numa igreja?
Devemos estar vestidos corretamente, não com bermudas ou shorts nem de chinelos, mas bem calçados; não com camisetas de alça, mas com camisas de mangas (ao menos até o cotovelo). Os homens e rapazes devem evitar as blusas com desenhos espalhafatosos, de esportes e coisas parecidas. As mulheres não podem entrar numa igreja com os ombros descobertos, sem mangas ou de minissaias.

LEIA MAIS SOBRE O QUE VESTIR NA MISSA: http://farfalline.blogspot.com.br/p/blog-page_18.html.

19) É obrigatório para as mulheres o uso do véu?
Desde São Paulo até bem pouco tempo sempre foi pedido às mulheres que cobrissem a cabeça dentro da igreja. Esse é o costume que mantemos em nossas igrejas. Não somente porque está assim na Bíblia, mas também porque isso favorece o recolhimento e a oração.

LEIA MAIS SOBRE O USO DO VÉU: http://farfalline.blogspot.com/2011/11/do-uso-do-veu-pela-mulher.html.

20) Porque as mulheres devem vir à igreja de saias?
Porque as calças compridas dão a elas um ar menos feminino, diminuindo a distinção entre os sexos e favorecendo uma atitude menos recatada. Também por isso a saia deve ser abaixo do joelho. Estes são os critérios para as vestimentas em nossas capelas e isso tem mantido um ambiente muito bom, próprio para a oração.

21) Como podemos saber que a Sagrada Hóstia está presente no Sacrário?
O principal sinal da presença do Santíssimo é o véu que cobre o Sacrário. Este véu se chama “conopeu” e costuma ter a cor dos paramentos do dia. Além do conopeu, deve sempre haver uma lamparina acesa perto do Sacrário.

22) Se o Sacrário estiver vazio, devemos fazer a genuflexão?
Não. Diante do Sacrário vazio fazemos apenas uma profunda inclinação ao altar e ao Crucifixo. Neste caso a lamparina deve estar apagada e o conopeu levantado ou ausente.

  
 
A MISSA VAI COMEÇAR

23) Em que momento devemos entrar na igreja para o início da Missa?
Devemos chegar sempre alguns minutos antes para nos recolhermos na oração, preparar o missal e, sendo necessário, nos confessarmos para poder comungar.

24) É permitido chegar atrasado na Missa?
Não é permitido chegar atrasado porque seria uma falta de respeito para com Deus, além de evidente prejuízo espiritual para as almas.

25) Existe alguma ordem formal da Igreja sobre isso?
Sim, um dos Mandamentos da Igreja diz: assistir missa completa todos os domingos.

26) E se acontecer algum imprevisto no meio do caminho?
A Igreja tolera pequenos atrasos não culposos. Por isso, ela considera que, chegando na missa dominical (ou festa de preceito) até o Evangelho, pode-se ainda comungar.  É preciso, no entanto, evitar sempre o atraso. O prejuízo é muito grande quando se perde as leituras e o sermão da Missa.

27) Qual o melhor lugar para se assistir à missa?
Em princípio qualquer banco da igreja deveria servir para a boa assistência. Na prática, constata-se que as pessoas que ficam no fundo têm a tendência a se dispersar, se distrair, conversar, fazer sinais aos vizinhos, chamando a atenção para coisas que distraem do essencial. Evidentemente estes costumes são prejudiciais para as almas e podem chegar a ser pecado.

28) Qual o melhor modo de se assistir à Missa?
Usando o missal Latim-Português podemos acompanhar as belíssimas orações que a Igreja reza durante o Santo Sacrifício. Com o missal, também podemos acompanhar melhor os gestos e ritos que são explicados passo a passo.

29) Existe um modo de se entender melhor as diversas orações que compõem uma missa?
Uma divisão lógica dos textos pode ajudar a se localizar:
Devemos antes de tudo distinguir entre

  • Ordinário da Missa: são as orações fixas que se rezam em todas as missas
  • Próprio da Missa: são as orações daquele dia em particular.

No Próprio de toda missa existem:

  • 3 antífonas: Introito, Ofertório e Comunhão – As antífonas são pequenos textos que introduzem um salmo. Na missa, os salmos que seguem estas 3 antífonas ficam reduzidos a um versículo, como podemos ver no missal.
  • 3 orações: Coleta, Secreta e Pós-comunhão – A Coleta é a oração sobre os fiéis, nossas necessidades espirituais. A Secreta é a oração sobre as secretas, termo antigo que designava o pão e vinho separados no Ofertório para serem consagrados. A pós-comunhão é a oração de ação de graças pelo alimento sacramental que acabamos de receber.
  • 2 leituras: Epístola e Evangelho. Entre as duas curtas meditações que variam de acordo com a época do Ano Litúrgico: Gradual, Aleluia, Trato.

30) Existe ainda outras divisões que possam ajudar a assistir à Missa?
Sim. Considerando a Missa de modo cronológico, podemos distinguir três partes.

31) Como se chama a primeira parte da Missa?
Chama-se Missa dos Catecúmenos. Assim chamada porque, sendo formada pela parte penitencial e de instrução, era assistida também pelas pessoas que se preparavam para o batismo (os catecúmenos). Estes deviam deixar a igreja após o Credo. Os Santos Mistérios só podiam ser assistidos pelos batizados. Já não se tem este costume, mas o nome permanece. Também se chama a esta parte de Ante-missa.

32) Quais as orações da Missa dos Catecúmenos?

  • Orações ao pé do altar, com o Salmo Judica me (42) e o Confiteor.
  • Intróito, Coleta e a parte da Instrução: epístola, evangelho, sermão e o Credo, que é a profissão de Fé católica.

33) Qual a segunda parte da Missa?
É a Missa dos Fiéis. Na antiguidade, todos os que, já sendo batizados e tendo podido confessar-se, estavam aptos para assistir o Santo Sacrifício e comungar.

34) Quais as orações ou partes da Missa dos Fiéis?

  • Ofertório, com o oferecimento do pão e do vinho que serão consagrados
  • Prefácio, longo canto que exprime o mistério da missa do dia.
  • Cânon, parte central da Missa. São as mais belas orações que o padre reza em silêncio e que têm seu ápice na Consagração.
  • Pai Nosso, rezado apenas pelo celebrante porque este ocupa o lugar de Cristo, que o rezou sozinho para ensinar aos Apóstolos.
  • Comunhão
  • Orações finais.

35) Qual a posição que devemos adotar ao longo da missa? 

De joelhos:

  • orações ao pé do altar até antes do Kyrie (nas missas de roxo ou preto até o fim da Coleta)
  • do final do Sanctus até antes do Pai Nosso
  • do (final do) Agnus Dei, durante toda a comunhão, até que o padre venha rezar a antífona da comunhão
  • na bênção final

De pé:

  • - no Kyrie;
  • - no Glória;
  • - no Evangelho;
  • - no Orate Fratres até o fim do Sanctus;
  • - no Pai-Nosso até o fim do Agnus Dei;
  • - na antífona da comunhão até o fim do Ite Missa Est;
  • - no último Evangelho.

Sentado:

  • durante a Epístola até que o padre entoe o Evangelho;
  • durante o ofertório até que o padre entoe o Orate Fratres;
  • é permitido, mas não recomendado, sentar-se após o Sacrário ser fechado, depois da comunhão (nunca se sentar durante a distribuição da comunhão ou com o Sacrário aberto).

Seria uma falta não estar de joelhos: (salvo doença)

  • na consagração;
  • a partir do Ecce Agnus Dei, quando o padre mostra a Hóstia, até que o Sacrário seja fechado;
  • na bênção final.

36) O que se deve fazer após a comunhão?
Quando nos levantamos da mesa de comunhão, carregamos Jesus no coração. Toda nossa atenção deve estar voltada ao Hóspede Divino que vem nos visitar com tanto amor e misericórdia. Uma atitude compenetrada, o olhar voltado para baixo, silêncio na alma e no corpo. Chegando ao nosso lugar, ficamos de joelhos, procuramos fechar os olhos e rezar em silêncio, saboreando este encontro sublime com Nosso Salvador. Podemos também, para ajudar a concentração, rezar as orações tradicionais de “ação de graças”, como se encontram no próprio missal ou nos livros de oração.

37) Quando o padre sai da igreja, no final da Missa, devemos sair também?
Quanto vale um só instante com Jesus presente em nós? Vale a pena prolongar nossas orações e nosso silêncio, principalmente se considerarmos que durante a semana são raros os momentos de silêncio e oração. Fiquemos alguns instantes com Jesus em ação de graças, após a Santa Missa. O padre também volta à igreja para rezar sua ação de graças. Procuremos não impedi-lo, com nossas necessidades, de fazer sua ação de graças.

  
 
O USO DO MISSAL

38) Como podemos nos localizar melhor quando seguimos a missa no missal?

  • Ordinário da Missa fica no meio do missal. Ponha um marcador reservado para o Ordinário. É a parte fixa que se reza em todas as Missas.
  • Temporal: Toda a parte que precede o Ordinário é chamado de Temporal (Missas próprias para o tempo): engloba todas as Missas dos domingos ao longo do ano, além de algumas outras Missas que podem cair em dia de semana, mas que estão inseridas nos mistérios da vida de Jesus Cristo: Natal, Epifania  e outras. Ponha um marcador reservado também para esta parte
  • Santoral: Logo depois do Ordinário vem o Santoral. Missas dos Santos. Dividido em duas partes:
  1. Comum dos Santos – são Missas indicadas para diversos santos: comum dos confessores, ou comum dos mártires etc. No dia do santo está indicada a página quando se deve usar a Missa do comum. Ponha um marcador para o Comum dos santos.
  2. Próprio dos Santos – são as Missas indicadas no dia mesmo do santo. Junto com a Missa vem uma breve notícia histórica sobre a vida do santo. Vale a pena abrir todos os dias o missal para acompanhar os santos de cada dia. Ponha um marcador para o próprio dos santos.
  • Missas votivas – São missas que rememoram algum mistério fora de época, para quando não houver nenhuma Missa indicada naquele dia.
  • Missa dos defuntos – todas as orações que devemos fazer nos enterros e nas doenças graves para pedir a Deus pelos nossos parentes e amigos.
  • Manual de orações – muitas orações, ladainhas, consagrações, hinos, cânticos se encontram ainda no fim do missal. Não deixe de conhecer profundamente todas elas.

   
OUTRAS OBRIGAÇÕES DOS FIÉIS

39) Além da assistência à Santa Missa, o que mais é pedido aos fiéis?
A Santa Igreja, em sua sabedoria e para o bem de nossas almas, maior glória de Deus e para nossa salvação, pede ainda outras obrigações, que devemos procurar realizar com espírito de obediência e amor por Deus Nosso Senhor. São os chamados “Mandamentos da Igreja”.

40) Quais são esses Mandamentos?
São cinco:
- Assistir a missa inteira aos domingos e dias Santos de Guarda
- Confessar-se uma vez por ano pelo menos
- Comungar por ocasião da Páscoa
- Fazer jejum e abstinência nos dias prescritos
- Dar o dízimo segundo o costume

41) Porque a Igreja nos obriga a confessar e comungar na Páscoa?
Sendo a mais importante festa do Ano Litúrgico, centro dos mistérios da vida de Nosso Senhor, a Igreja considera que todos os católicos devem realizar este mínimo de amor por Jesus Sacramentado. Não significa que esta comunhão seja suficiente. O ideal seria que comungássemos todos os domingos. Mas a obrigação da comunhão pascal nos impele a fazer um bom exame de consciência. Quantas pessoas receberam a graça da conversão devido à confissão para a comunhão pascal.

42) Quais os dias Santos de Guarda?
Na Igreja Universal (Católica) são dias santos de Guarda:
- Oitava de Natal (1º de janeiro)
- Epifania (6 de janeiro)
- São José (19 de março)
- Ascensão de Nosso Senhor
- Corpus Christi
- São Pedro e São Paulo (29 de junho)
- Assunção de N. Senhora (15 de agosto)
- Todos os Santos (1º de novembro)
- N. Sra da Conceição (8 de dezembro)

Em cada País a legislação muda quanto aos dias feriados. Todos os católicos devem fazer um esforço para ir à Santa Missa nos dias santos de Guarda quando não for feriado.

43) Quais os dias de jejum obrigatório?
Atualmente, apenas na Quarta-feira de Cinzas e na Sexta-feira Santa. Mas o espírito da Quaresma nos move a jejuar com maior frequência, mesmo não sendo de obrigação.

44) Ainda é de rigor a abstinência de carne nas sextas-feiras?
Sim. Toda sexta-feira do ano devemos nos abster de comer carne (podemos comer peixe), em honra e em memória das dores da Paixão de Cristo.

LEIA MAIS SOBRE O JEJUM E A ABSTINÊNCIA - http://farfalline.blogspot.com.br/p/blog-page_22.html.

45) Porque existe a obrigação do dízimo?

Os padres não recebem salários, mas se dedicam em tempo integral às almas. Vivem atentos a todas as necessidades espirituais, e muitas vezes, às necessidades materiais dos seus fiéis. Nada mais justo que as famílias prevejam a subsistência do seu padre.

46) Como se paga o dízimo em nossas Capelas?
Cada família costuma deixar no início do mês uma quantia para este fim. Ela varia de acordo com as possibilidades de cada. Mas todos devem estar atentos para não faltar, de modo a cumprir esta grave obrigação que a Igreja nos impõe em nome da Caridade, e que não deixa de reverter-se para o bem dos próprios fiéis.

Fonte: Permanência - http://www.capela.org.br/Missa/manual.htm.