quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

6º Dia da Novena de Natal

Factus sum sicut homo sine adjutorio, inter mortuos liber.
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Tornei-me como um homem sem socorro, abandonado entre os mortos (Salm. 87,5).
Considera os sofrimentos de Jesus Cristo no seio de sua Mãe, onde esteve como numa prisão, durante nove meses. É verdade que as outras crianças se acham no mesmo estado, mas não lhe sentem os incômodos, porque os não conhecem. Jesus, ao contrário, tinha pleno conhecimento deles, pois desde o primeiro instante de sua vida, teve o perfeito uso da razão: Possuía os sentidos e não podia servir-se deles; tinha olhos e não podia ver; tinha língua e não podia falar; tinha mão e não podia estendê-las; tinha pés e não podia andar, de sorte que durante nove meses teve de ficar no seio de Maria como um morto encerrado num sepulcro: Como um homem sem socorro, abandonado entre os mortos. Era livre, porque voluntariamente se fizera prisioneiro de amor naquele cárcere; mas o amor o privava da liberdade e lá o conservava tão estreitamente preso, que não podia mover-se: ele era livre, porém, entre os mortos. Ó paciência do Salvador! exclama S. Ambrósio ao considerar os sofrimentos de Jesus no seio de Maria.
O seio de Maria foi, pois, para o nosso Redentor uma prisão voluntária, porque era uma prisão de amor; não foi, todavia, uma prisão de injustiça: Jesus era inocente, mas se oferecera para pagar as nossa dívidas e expiar as nossas iniquidades. É pois com razão que a divina justiça o conservou assim encerrado, começando a exigir por esta primeira pena a satisfação que lhe era devida.
Eis a que se reduz o Filho de Deus por amor dos homens: priva-se de sua liberdade e se coloca em cadeias para livrar-nos das cadeias do inferno. E nós poderíamos sem injustiça não corresponder com gratidão e amor à bondade daquele que, sem estar a isso obrigado, mas por puro afeto para conosco, se fez nossa caução e nosso libertador, que se ofereceu para pa­gar nossas dívidas e de fato as pagou com sua vida divina, e se carregou das penas devidas aos nossos crimes? Não te es­queças, diz o Sábio, do benefício que te tez o que ficou por teu fiador, porque ele expôs á sua vida por ti.
Reza-se o Terço

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