sexta-feira, 28 de setembro de 2018

À VIRGEM MARIA: Amei-te com um amor eterno



Não estavam ainda formados os arcanos que Deus, eterno, infinito, sem limites, na imensidade de sua paz, planejava sobre as obras primas dignas dÊle.

Desde então concebia milhões e milhões de seres que refletissem os seus divinos pensamentos e que, no instante querido, e por Êle estabelecido, ao som da sua voz, surgissem obedientes às suas ordens tomando cada um o lugar que estava para eles assinalado.

Entre estas miríades de criaturas, haveria o homem, aquele homem que queria criar à sua imagem e semelhança.

Mas esta, a mais perfeita criatura que depois dos anjos deveria sair de suas mãos, logo que dotada de liberdade, se desviaria do seu divino plano: cometeria uma culpa e infringindo as suas leis, se afastaria dÊle para sempre. E Deus, em quem já palpitava um coração de pai, como poderia esquivar-se ao amor que sentia por esse homem, embora culpado? Não o ideava, justamente para receber dele um louvor eterno?

Ve-lo-ia pois perdido para sempre, tornado inútil para sua glória, tão estupenda obra criadora?

Oh! Não! Deus já o amava demasiado para não conceber um outro plano de amor, que reabilitando-o, o restituísse, de novo, às suas ternuras paternas; e pensou em dar-lhe um Redentor.

Por este homem culpado sacrificaria a si mesmo, na pessoa de seu único Filho, que mandaria à Terra, fazendo-o assumir uma natureza humana, que unida à divina, fosse em tudo - exceto no pecado - semelhante ao homem. É o homem que cometeu a culpa, e Deus quer que seja resgatado por um outro homem, ou melhor por um Homem Deus; a Ele competiria reunir a criatura ao Criador.

Mas, como se isto ainda fosse pouco, como se Seu amor não estivesse ainda saciado, quis que estas criaturas tivessem também uma Mãe; e pôs ao lado de Jesus uma medianeira: o Verbo humanado o resgataria mediante o próprio sangue e a Mãe o teria ajudado nesta obra redentora, salvando-o mediante a dor e as inefáveis ternuras de um coração materno.

Maria, a humilde Virgem de Nazaré, foi como o complemento dos grandes e eternos ideais de Deus. Ela - como dizem alguns Padres da Igreja - é uma espécie de imagem da Santíssima Trindade; é por assim dizer, um lago tranquilo de águas transparentes, sobre as quais, não obstante a distância, refletem-se de maneira clara e fiel os maravilhosos atributos de Deus e suas celestes sublimidades. Deus a concebeu na beleza mais perfeita, luz mais resplandecente e a enriqueceu com a plenitude da graça, como convinha a uma criatura destinada a ser mãe de Deus; e fez tudo isto, não no tempo, não em momento dado, mas deste toda a eternidade.

Maria, esta criatura tão sublime e excelsa, convida todos os filhos a se concentrarem em torno dele, quer que ouçam sua voz, quer sigam a luz dos seus exemplos, pois quem encontrou Maria encontrou Jesus e encontrando Jesus encontra a graça, a vida da alma e a eterna bem-aventurança. Ela é uma criatura vestida de sol eterno como a viu São João no Apocalipse, mas se é a plenitude da graça, é também uma criatura vestida e coberta de compaixão e de misericórdia por nós pecadores. Possue um coração expressamente criado por Deus para acolher em si todo o oceano das misérias humanas, para dar guarida às fraquezas inerentes à natureza corrupta e apertar entre os braços o pecador que, embora sabendo-a toda pura, toda bondade, toda misericórdia se refugia em seu coração, certo de que ela o ouvirá cheia de compaixão, obtendo-lhe daquele Criança que se assenta ao colo, graça, misericórdia e perdão.

É justamente o atrativo que emana de sua inocência e de sua beleza que atrai a si as almas, muitas das quais mergulhadas na lama do vício e do pecado.

A Mãe de Deus é também Mãe do pecador, a Mãe do Juíz e do filho transviado, reconciliará entre si estes dois filhos, obtendo do fruto de seu seio, para aquele que vê arrependido a seus pés, o ingresso na pátria celeste.

Se é pelo amor que Jesus tem aos homens, que obtemos misericórdia e perdão, é também pelo amor daquela que Ele chama com suave nome de Mãe; se Jesus é caminho, verdade e vida, se ninguém vai ao Pai se não por Ele, também não se chega a Jesus se não por Maria. Somente Jesus nos salvará, é verdade, mas ao seu lado há sempre uma medianeira, a Mãe celeste que começa a obra da nossa salvação afim de consumá-la na de nossa santificação.

Muitas e muitas vezes cairemos feridos na luta contra o inimigo mas a mão acariciadora de Maria, pousando delicadamente sobre as feridas as aliviará e as curará.

Portanto tenhamos confiança: confiança em Deus que nos amou antes que o mundo existisse, confiança em Jesus que deixou o seu belo céu para encarnar-se, sofrer e morrer por nós: confiança ilimitada na sua e nossa Mãe, porque é ela um manancial inexaurível de bens espirituais, e o canal pelo qual, sobre nós, se derramam todas as graças e todos os dons...

Minha Mãe, minha confiança!

Oh! Se a alguma alma faltar, ainda coragem de chamar Deus com o belo nome de Pai, se ainda titubear em invocar Jesus com o doce nome de Salvador, não hesite mais: olhe para Maria, invoque Maria, chame Maria: Ave-Maria!

Livro: Minha Mãe, Minha Confiança, Vida da Santíssima Virgem


Carmelitas de S. M. Madalena de Pazzi 

quinta-feira, 27 de setembro de 2018

DAS CASAS DE EDUCAÇÃO

«Entre todos os deveres que a autoridade pa­terna impõe a um pai e a uma mãe, nenhum co­nheço mais grave, escreve Mgr. Dupanloup, que o de escolher – os mestres a quem deve ser confiada uma parte desta santa autoridade.»
A mulher do povo, especialmente a que habita nas aldeias, não pode ordinariamente enviar o seu filho senão à escola paroquial; as mais das vezes é difícil mandá-lo a outra freguesia vizinha. Como apreciar devidamente os serviços prestados à Igreja e à sociedade, por religiosos e religiosas, que con­sagram a sua vida a instruir o filho do povo, e a educá-lo no amor, e no temor de Deus? Que mulher cristã não seria feliz, confiando-lhe o seu filho ou filha? E onde poderia ela encontrar uma dedicação mais desinteressada e mais sincera?—«Para ser professor de instrução primária, disse o grande his­toriador Thiers, é necessária uma humildade e uma abnegação, de que um leigo raras vezes é capaz: é preciso o padre, o religioso; o espírito, a dedicação leiga não são suficientes!» Se acontecesse, — o que Deus não permita —, que uma criança não pudesse ir à escola, sem expor a sua fé, e a sua inocência, seria infinitamente melhor que ela não abandonasse o teto da sua choupana. 
As próprias escolas, onde se não ensina a religião, nem as virtudes cristãs, não podem bas­tar à educação da infância. Toda a escola mista de crianças de ambos os sexos oferece perigos que uma mãe deve temer. E é por ventura necessário que o agricultor mande o seu filho para o colégio? Essa criança não deixará daí encontrar a saudade da vida dos campos, e depois de acostumado, vol­tará com ares de gran-senhor. Achamos natural e necessário que o vosso filho aprenda a ler, a escre­ver e a contar, e é isso mesmo que ele aprenderá na escola da sua aldeia; mas que fique cultivador, como seu pai, que é o melhor partido que pode tomar. Também achavamos razoável que as mães de família do campo não mandassem a suas filhas como pensionistas, para estabelecimentos, donde elas voltam, falando francês, usando chapéu, sabendo bordar a ouro, a canotilho e a cabelo, mas despro­vidas dos conhecimentos usuais mais necessários. Longe de nós, todavia, censurar as mães que confiam os filhos a um colégio, dirigido por religiosos ou religiosas, onde essas crianças estão ao abrigo dos perigos do mundo.
Digamos agora uma palavra a propósito da esco­lha de colégio, ou antes escutemos o ilustre prelado cujas palavras nunca nos cançaremos de citar: — «Se as crianças devem encontrar na educação pública maus costumes e impiedade, vale mais mil e mil vezes que fiquem para sempre ignorantes, ou rece­bam uma educação menos perfeita, do que perder a sua fé e ver murchar a sua virtude. Não oferece o mau colégio a horrível certeza duma corrupção ime­diata, profunda, medonha, e o mais das vezes irre­mediável?
Antes, pois, que os pais escolham a casa de educação, onde devem colocar os seus filhos, é pre­ciso que se informem, que consultem, que vejam com seus próprios olhos… Por mais que escolham, nunca um pai e uma mãe escolherão de mais, porque uma escola onde se professe o culto e se ensinem as verdades da religião é uma coisa importante. Nada sobre este ponto pode ser feito ao acaso[1]. Traba­lhar por hábito, por capricho, por sugestão alheia, ou por complacência, tratando-se do mais grave dos assuntos e do mais santo dos deveres, seria uma ação sem desculpa [2].»
Vê-se daqui que se deixa cegar pela ternura a mãe que escolhe sempre o colégio mais vizinho, afim de mais facilmente poder prodigalizar as carícias a seu filho, sem prever os perigos que aí pode correr a sua inocência. E como desculpar os pais, que confiam os filhos a um estabelecimento aliás mui pouco recomendável, unicamente porque os preços aí são mais reduzidos? Sob o pretexto de que seu marido exerce um cargo público, uma mulher cristã julgar-se-ia obrigada a enviar seus filhos, para um destes colégios «onde esses desgraçados, juntos a condiscí­pulos mal criados, não encontram o mais de vezes, para substituir um pai, ou uma mãe, senão indiferentes ou mercenários, olhares duros, corações de gelo, e mãos de ferro[3] — «A  educação religiosa, excla­ma na tribuna francesa M. de Gasparin, não existe realmente nos colégios… Recordo-me com horror do que eu era, ao sair dessa educação nacional, re­cordo-me do que eram todos os meus companheiros com quem eu tinha relações: nem tinhamos os mais débeis princípios da fé e da vida evangélica.» Uma mãe cristã procurará, pois, para seu filho um esta­belecimento, onde possa encontrar, nos mestres, a fé, o zelo, a virtude; e nos alunos o espírito de submis­são e a pureza dos costumes. O pai de S. Francisco de Sales queria mandá-lo para o colégio de Navarra, que efetivamente tinha uma grande fama, onde havia grande quantidade de alunos, mas onde havia pouco zelo em cultivar a piedade. M.me de Boisy, sua mãe, fez porém valer tantas razões para fazer prevalecer o colégio dos Jesuitas, ao colégio de Na­varra, que seu marido, sacrificando corajosamente todas as suas pretensões e as suas vistas de amor próprio, viu-se constrangido a dar o consenti­mento[4].
Se não fosse o zelo vigilante de sua mãe, o jovem Francisco, em vez de vir a ser um santo, teria talvez perdido a inocência e a fé.
M.me Acarie colocou dois dos seus filhos no co­légio de Pontoise, onde não havia senão pobres, esperando, diz o seu biógrafo, que eles aí aprovei­tariam os bons exemplos dos seus condiscípulos, que tinham felizes disposições para a virtude. Na esco­lha duma casa de educação, uma mãe segundo a vontade de Deus não se deixa guiar por uma louca vaidade, mas pelo desejo da salvação de seus filhos.
Notas:
__________
[1] Foi o que compreendeu uma verdadeira mãe que escrevia estas linhas em 3 de julho de 1866:  – «Meu reverendo Padre, desejo que o santo Sacrifício seja oferecido no venerado santuário de La Salette para obter, por intervenção da Santíssima Virgem, conhecer e cumprir a vontade de Deus, na escolha que devo fazer dum estabelecimento, para aí confiar o meu filho. Oh! Recomendai com todo o fervor essa intenção a Nosso Senhor, por intermédio de Sua santa Mãe. Talvez me tenham exagerado o perigo do colégio, para meu filho, mas não me posso tranquilizar sobretudo com os exemplos, que a cada momento vejo diante dos olhos. Pedi, pois eu vo-lo suplico, meu reverendo Padre, para que o meu querido filho conserve o precioso tesouro da sua inocência.»
[2] Mgr. Dupanloup
[3] Mgr. Dupanloup
[4] Vida de São Francisco de Sales
A Mãe segundo a vontade de Deus – Pe. J. Berthier

terça-feira, 25 de setembro de 2018

O Combate ao Amor Próprio


Excertos do Livro
Dom Lorenzo Scúpoli
(Clique acima, no título em azul, para obter a resenha do livro e baixá-lo)
Capítulo XXV
QUINTO AUXÍLIO À VONTADE HUMANA

O ódio a nós mesmos é também um modo de auxiliar a nossa vontade. É necessário que tenhamos este ódio, pois, sem ele, não mais nos há de socorrer o Amor Divino, autor de todo o bem.
Para adquirir este ódio, primeiramente peçamo-lo a Deus. Em seguida, meditemos sobre os danos que o amor próprio fez e ainda hoje faz aos homens. ­­­
Não houve pecado, nem no céu, nem na terra, que não proviesse do amor próprio.
Este amor tem tanta malícia que, se pudesse entrar no céu, logo a Jerusalém celeste se transformaria em uma Babilônia. Considera então, que mal este vício não faz num peito humano, durante sua vida terrena.­
Se tirarmos do mundo o amor próprio o inferno se fechará. ­
E quem haverá, tão inimigo de si mesmo, que, meditando sobre o ser, as qualidades e os efeitos do amor próprio, não se indigne contra este vício, e o odeie?­

Capítulo XXVI
COMO SE CONHECE O AMOR PRÓPRIO

Para que saibas quão grande é o amor próprio que te tens, examina tua alma. Perceberás então, as paixões com que mais se ocupa a tua vontade. (Pois não encontrarás nunca a tua vontade sem paixões). ­
Se ela ama ou deseja, ou está alegre ou triste, considera então, se a coisa amada ou desejada é virtude, e se teu amor está conforme aos preceitos divinos: ou se te alegras ou te entristeces com coisas que a Vontade Divina quer que te entristeçam ou alegrem; ou então, se a causa de todos estes sentimentos é o mundo e o apego às criaturas, por lidarmos com as coisas do mundo desnecessariamente, e não quanto era suficiente, nem como Deus quer.­­­
Se assim acontece, claro é que o amor próprio reina na tua vontade e é o seu motor em tudo.
Mas se vemos que a vontade se ocupa de coisas que dizem respeito às virtudes e que são da Vontade Divina, então devemos considerar ainda um ponto: se é a vontade de Deus que move nossa vontade ou se são nossas complacências e caprichos, que o fazem. ­­
Porque acontece muitas vezes que alguém, movido por não sei que capricho ou complacência, se dê a obras boas, como, por exemplo, às orações, jejuns, comunhões e outras obras santas. ­
Podemos nos examinar neste ponto, de duas maneiras:
A primeira será reparar se nos damos, nas diversas ocasiões que se apresentam, a todas as boas obras, indiferentemente.
 A segunda maneira será considerar se nos alegramos se tudo corre como queremos e nos inquietamos e lamentamos se sobrevém algum impedimento. ­­­­
Se virmos que é Deus o motivo de nossos atos, ainda devemos examinar qual o fim com que os fazemos. Se este for somente o agrado divino, tudo está bem.
Mas nunca poderemos garantir que tudo fazemos para agradar a Deus. O amor próprio é muito sutil e se insinua até nos atos de virtude. ­
Quando se manifesta esta fera do amor próprio, devemos persegui-la, com ódio, não somente nas coisas grandes, mas também nas pequeninas, até matá-la. ­­
Sempre se deve suspeitar das coisas ocultas. Por isso humilha-te bate ao teu peito, após uma obra boa, pedindo a Deus que te guarde do amor próprio e caso o tenhas, te perdoe.
Será bom que te dirijas ao Senhor de manhã e faças mentalmente o propósito de não ofendê-Lo mais, especialmente­ naquele dia, mas de fazer sempre a Sua vontade e com o fim de lhe agradar.
Pedirás por isso, muitas vezes, a Deus, que te socorra sempre e te proteja, afim que conheças e faças somente o que Lhe agrada e da maneira que Lhe agrada.

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Retirado do livro: O Combate Espiritual e o Caminho do Paraíso - Ven. Servo de Deus Lourenço Scúpoli - Edição de 1939
Obs.: A edição do livro disponível para download é mais recente.

segunda-feira, 24 de setembro de 2018

Catecismo Ilustrado - Parte 46 - 7º Mandamento de Deus: Não furtar (continuação)

Catecismo Ilustrado - Parte 46

Os Mandamentos

7º Mandamento de Deus (continuação): Não furtar

1. Este mandamento ordena também a restituição da coisa furtada ou retida injustamente.

2. Está obrigado à restituição: 1º quem furtou ou roubou; 2º o que manda ou persuade o furto; 3º o que consente no furto; 4º o que participa dele; 5º o que devendo impedir o furto, não só o não impede, mas o permite; 6º o que presta auxílio em defesa dos ladrões.

3. Este mandamento impõe também a obrigação de indenizar os danos feitos ou causados por culpa própria.

4. A coisa furtada ou achada de restituir-se ao seu dono, fazendo toda a diligência para descobri-lo. Se não se descobrir, convém consultar um doutor confessor.

5. Se a coisa furtada ou achada já não existir, deve restituir-se o justo valor da mesma coisa. Se não se pode restituir todo o valor, deve restituir-se aquela parte que se pode. No caso de não poder restituir nada, deve-se ter ao menos o desejo de restituir logo que possa.

6. Não se perdoa o pecado sem se restituir o alheio mal adquirido, de modo que é impossível que se salvem aqueles que, podendo, não querem restituir.

7. Os empregados não devem enganar os seus patrões, mesmo nas coisas pequenas. Diz com efeito Jesus: “Portanto, Eu vos digo: Fazei amigos com as riquezas da iniquidade, para que, quando vierdes a precisar, vos recebam nos tabernáculos eternos. Quem é fiel no pouco também é fiel no muito; e quem é injusto no pouco é também injusto no muito. Se, pois, não fostes fiéis nas riquezas iníquas, quem vos confiara as verdadeiras? E se não fostes fiéis no alheio, quem vos dará o que é vosso? Nenhum servo pode servir a dois senhores, porque, ou odiará um e amará o outro, ou se afeiçoará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e ao dinheiro”. (Lucas XVI, 10)

8. Exemplo de restituição. “Tendo entrado em Jericó, atravessava a cidade. Eis que um homem chamado Zaqueu, que era chefe dos publicanos e rico, procurava ver quem era Jesus, mas não podia por causa da multidão, porque era pequeno de estatura. Correndo adiante, subiu a um sicômoro para O ver, porque havia de passar por ali. Quando chegou Jesus àquele lugar, levantou os olhos e disse-lhe: “Zaqueu, desce depressa, porque convém que Eu fique hoje em tua casa”. Ele desceu a toda a pressa, e recebeu-O alegremente. Vendo isto, todos murmuravam, dizendo: “Foi hospedar-Se em casa de um homem pecador. Entretanto, Zaqueu, de pé diante do Senhor, disse-Lhe: “Eis, Senhor, que dou aos pobres metade dos meus bens e, naquilo em que tiver defraudado alguém, restituir-lhe-ei o quádruplo”. Jesus disse-lhe: “Hoje entrou a salvação nesta casa, porque este também é filho de Abraão”.” (Lucas, XIX, 1-10)

9. Os que herdam bens injustamente adquiridos têm também obrigação de os restituir, porque não é permitido reter injustamente o bem alheio.

10. Os administradores e empregados que administram mal os bens do seu patrão, pecam contra o 7º mandamento e têm obrigação de indenizar o prejuízo ou dano que causaram.

11. Evitaremos toda a injustiça respeitando as coisas alheias, como queremos que sejam respeitados os nossos bens.

Explicação da gravura

12. Na parte superior, o Anjo Rafael reclama a Gabelo uma quantia que Tobias outrora lhe emprestara. Gabelo apressou-se a pagar a dívida ao Anjo.

13. Na parte inferior, à direita, vemos um homem poderoso que, querendo expoliar um mais fraco, ameaçou-o de suscitar-lhe demandas injustas e ruinosas, se não consentir nas suas exigências.

14. Na parte inferior esquerda, vê-se um gerente infiel que esbanjou os bens do seu dono.
Índice das sessenta e oito gravuras

Sumário

1.- Introdução

O Símbolo dos Apóstolos


2.- A Santíssima Trindade
3.- A Criação
4.- Incarnação - Transfiguração
5.- Incarnação - Anunciação
6.- A Natividade
7.- A Redenção
8.- A descida aos Infernos
9.- A Ressurreição
10.- A Ascensão
11.- Jesus Cristo à direita de Deus Pai
12.- Juízo Final
13.- Pentecostes
14.- A Igreja
15.- A Comunicação dos Santos
16.- A Remissão dos pecados
17.- A Ressurreição da carne
18.- O Paraíso
19.- O Inferno

Os Sacramentos

20.- A Graça
21.- O Baptismo
22.- A Eucaristia
23.- A Confirmação
24.- A Penitência
25.- A Extrema-Unção
26.- A Ordem
27.- O Matrimônio

Os Mandamentos


28.- Os mandamentos da lei de Deus


29.- 1º Mandamento de Deus: Adorar a um só Deus e amá-Lo sobre todas as coisas


30.- 1º Mandamento (continuação): Adorar a um só Deus e amá-Lo sobre todas as coisas


31.- 2º Mandamento de Deus: Não invocar o Santo Nome de Deus em vão


32.- 2º Mandamento de Deus (continuação): Não invocar o Santo Nome de Deus em vão


33.- 2º Mandamento de Deus (continuação): Não invocar o Santo Nome de Deus em vão


34.- 3º Mandamento de Deus: Santificar os Domingos e Festas de preceito


35.- 3º Mandamento de Deus (continuação): Santificar os Domingos e as Festas de preceito

36.- 4º Mandamento de Deus: Honrar pai e mãe


37- 4º Mandamento de Deus: Honrar pai e mãe


38.- 4º Mandamento de Deus: Honrar pai e mãe

39.- 4º Mandamento de Deus: Honrar pai e mãe

40.- 5º Mandamento de Deus: Não Matar

41.- 5º Mandamento de Deus: Não Matar

42.- 5º Mandamento de Deus: Não Matar

43.- 6º Mandamento de Deus: Guardar a Castidade

44.- 7º Mandamento de Deus: Não furtar

45.- 7º Mandamento de Deus: Não furtar (continuação)

sexta-feira, 21 de setembro de 2018

Renega-te a ti próprio, toma a tua cruz e segue Jesus


A muitos parece dura esta palavra : «Renega-te a ti próprio, toma a tua cruz e segue Jesus.» 

Por que temes levar a cruz, pela qual se vai ao Reino? Na cruz está a salvação; na cruz, a vida; na cruz, a protecção dos inimigos; na cruz se derrama toda a suavidade do alto; na cruz, a força do espírito; na cruz, a alegria da alma; na cruz, a suprema virtude; na cruz, a perfeição da santidade. Não há salvação da alma nem esperança da vida eterna senão na cruz. Pega, pois, na tua cruz e segue-O: caminharás para a vida eterna. Se morreres com Ele, também com Ele viverás (cf Rom 6,8). E, se fores seu companheiro no sofrimento, também o serás na glória.

Eis que tudo consiste na cruz; não há outro caminho para a vida e para a verdadeira paz interior. Anda por onde quiseres, procura o que desejares, não encontrarás mais elevado caminho no alto, nem mais seguro cá em baixo, do que o caminho da santa cruz.

Dispõe e ordena tudo segundo o que queres e vês; não encontrarás nada onde não haja que sofrer, voluntária ou necessariamente, e assim sempre encontrarás a cruz. Ou sofrerás dores no corpo, ou encontrarás tribulações na alma. Umas vezes serás abandonado por Deus, outras serás afligido pelo próximo e, pior ainda, muitas vezes pesar-te-ás a ti mesmo; e não poderás ser libertado ou aliviado com qualquer remédio ou consolação. Deus quer que aprendas a suportar o sofrimento sem consolações, que te submetas a Ele totalmente e te tornes mais humilde pela tribulação. 

E é necessário que tenhas paciência, se queres possuir a paz interior e merecer a coroa imortal.

in Imitação de Cristo, Livro II, capítulo 12

quarta-feira, 19 de setembro de 2018

A maior felicidade que o homem pode experimentar

"(...) Aqueles que amam a Deus, vivem sempre satisfeitos, porque todo o seu prazer é cumprir a divina vontade, mesmo nas coisas que lhe são desagradáveis, tanto que as inquietações se mudam em deleites pelo pensamento de que, aceitando-as voluntariamente, agradam a seu amado Senhor.

"Tudo quanto acontecer ao homem justo, o não entristecerá" (Provérbios, XII, 21). E, com efeito, que maior felicidade pode o homem esperimentar, do que o cumprimento de seus desejos?

Então, quando se deseja o que Deus quer, tem cada um tudo quanto deseja, pois que (exceto o pecado) tudo quanto suceder no mundo é pela vontade de Deus.

As almas resignadas, diz Salviano, quando se sentem humilhadas, confessam a sua humilhação; quando são pobres, sofrem voluntariamente a sua pobreza; em uma palavra, resignam-se a tudo quanto lhes acontece, e por isso são sempre felizes durante a vida.

Se chega o calor, o frio, ou a chuva, aquele que se conforma à vontade do Senhor diz: "Eu desejo que haja calor, e frio, ou chuva, porque esta é a vontade de Deus."

Se a pobreza, a perseguição ou doença o afligem, ou a mesma morte, ele dirá: "eu desejo ser pobre, perseguido ou doente, porque esta é a vontade de Deus." 

É esta a gloriosa liberdade que os filhos de Deus gozam, a qual vale mais do que todos os reinos e principados deste mundo: Esta é a sólida paz que os Santos desfrutam, que excede a toda a compreensão. E todos os prazeres sensuais, festas, banquetes, honras e mundanas gratificações são vaidade e caducidade, e, enquanto que fascinam e entretem por alguns momentos, afligem o espírito,onde só pode haver a verdadeira felicidade.

Aqui exclama Salomão, depois de ter esgotado o gozo das delícias do mundo: "Mas isto é também vaidade e vexação de espírito".

O louco, diz o Espírito Santo, muda como a lua, mas o homem justo continua em seu juízo, assim como o sol. 

O insensato, isto é, o pecador, muda como a lua, hoje está no crescente, amanhã no minguante, hoje está alegre, amanhã triste, hoje meigo, amanhã furioso; e por que? Porque a sua felicidade depende da prosperidade e adversidade que ele pode encontrar, e então muda conforme as circunstâncias.

Mas o homem justo é como o sol, sempre igual na sua serenidade, sejam os sucessos quais forem; porque a sua felicidade está na conformidade com a vontade divina, e por esta conformidade goza uma inalterável paz.


"Paz na terra aos homens de boa vontade", disse o Anjo aos pastores (S. Lucas, II, 14) E quem são estes homens de boa vontade? São aqueles que estão unidos à divina vontade, a qual é sempre soberanamente boa e perfeita.




Excerto do livro "Tratado da Conformidade com a Vontade de Deus",
de Santo Afonso Maria de Ligório.

terça-feira, 18 de setembro de 2018

VANTAGENS DAS TENTAÇÕES

Resultado de imagem para bem e malFidelis Deus est, qui non patietur vos tentari supra id quod potestis; sed faciet etiam cum tentatione proventum— “Deus é fiel, e não permitirá sejais tentados mais do que podem as vossas forças; antes fará que tireis proveito da tentação” (I Cor. 10, 13).
Sumário. É, sobretudo, por três motivos que o Senhor permite que as suas mais queridas almas sejam mais freqüente e fortemente tentadas: para as conservar na humildade, para as desapegar da terra e para as enriquecer de merecimentos. Cada tentação vencida é uma pedra preciosa engastada em nossa coroa celestial. Nem por isso devemos desejar as tentações; mas quando o demônio nos assalta, sem que lhe tenhamos dado ocasião, entreguemo-nos a Deus e não temamos; pois, se Ele nos lança ao combate, dar-nos-á também com a tentação a força para resistir.
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I. Para as almas que amam a Jesus Cristo não há trabalho maior que as tentações; porquanto todos os outros males as levam a unir-se mais a Deus, aceitando-os com resignação, ao passo que as tentações as levam a separar-se dele. — Saibamos, porém, que muito embora todas as tentações que induzem ao mal não venham nunca de Deus, mas do demônio ou de nossas más inclinações, todavia permite às vezes o Senhor, que as suas mais queridas almas sejam mais tentadas.
E permite-o por vários motivos. Primeiramente, afim de que pelas tentações conheçam mais claramente a sua fraqueza. Quando uma alma se acha favorecida de consolações divinas, julga-se apta para sustentar qualquer assalto e para executar qualquer empresa. Mas quando se sente fortemente tentada e se vê à borda do precipício, então é que conhece melhor a sua miséria e a sua impotência para resistir, se Deus a não socorresse.
Mais: as tentações desprendem a alma do mundo e fazem-na desejar a morte, para se ver livre de tantos perigos de ofender a Deus. Assim aconteceu a São Paulo, que, sendo assaltado por uma tentação sensual, afim de que se não vangloriasse de suas revelações, exclamou: Infelix ego homo! Quis me liberabit de corpore mortis huius? (1) — “Infeliz homem que sou! Quem me livrará do corpo desta morte?
Finalmente, Deus permite que sejamos tentados para mais nos enriquecer de merecimentos. A água estagnada corrompe-se facilmente. Assim a alma, estando quieta sem combate, acha-se em perigo de se perder por alguma vã complacência em seus merecimentos. — Quando é, porém, agitada pelas tentações, recorre a Deus e à divina Mãe; renova a sua resolução de antes morrer do que pecar; humilha-se e lança-se nos braços da misericórdia divina; numa palavra, é então que pratica as virtudes mais agradáveis ao Coração de Deus e adorna mais a sua própria coroa. Cada vez que vencemos uma tentação, ganhamos uma nova coroa, diz São Bernardo: Quoties vincimus, toties coronamur.
II. Por serem as tentações vantajosas, não se conclua que devamos desejar tentações. Antes devemos pedir a Deus que nos livre delas, especialmente daquelas nas quais vê que seríamos vencidos. É isto o que significa esta petição do Pai Nosso: Et ne nos inducas in tentationem — “Não nos deixeis cair em tentação”. Mas quando Deus permite que nos assaltem, é mister que, sem nos inquietarmos, confiemos em Jesus Cristo e lhe peçamos socorro, e Ele de certo não deixará de nos dar força para resistirmos. Diz Santo Agostinho: Entrega-te a Deus e não temas; pois se Ele te expõe ao combate, por certo não te deixará só, para que caias.
Não nos assustemos, pois, por vermos que um mau pensamento, uma sugestão do mal, não se afasta de nosso espírito e continua a atormentar-nos; basta que os detestemos e procuremos desviá-los. Santa Joanna Francisca de Chantal foi por mais de quarenta anos atormentada de mil tentações; apesar disso fez-se santa. Numa palavra, persuadamo-nos do que diz o Apóstolo: Deus é fiel e não permitirá sejais tentados mais do que podem as vossas forças; antes fará que tireis proveito da tentação, para que possais resistir.
Ó Jesus meu Redentor, espero pelos méritos de vosso sangue que já me tereis perdoado as ofensas que Vos tenho feito; espero ir dar-Vos graças para sempre no paraíso. Vejo que pelo passado desgraçadamente caí e tornei a cair, não tanto pela força das tentações, mas porque me descuidei de Vos pedir a santa perseverança. Esta perseverança Vos peço agora: Ne permittas me separari a te – “Não permitais que me separe de Vós.” — Assim o proponho e prometo. Mas de que me servirá esta minha promessa se me não derdes a graça de recorrer a Vós? Ah! Pelos merecimentos de vossa Paixão, concedei-me a graça de sempre me recomendar a Vós em todas as minhas necessidades. — Maria, minha Rainha e minha Mãe, pelo muito que me amais a Jesus Cristo, rogo-vos que me alcanceis a graça de sempre recorrer a vosso Filho e a vós por toda a minha vida. (*I 838.)
  1. Rom. 7, 24.
Meditações: Para todos os Dias e Festas do Ano: Tomo III – Santo Afonso

Fonte
http://catolicosribeiraopreto.com

segunda-feira, 17 de setembro de 2018

Você não tem o costume de rezar o terço? Nessa matéria você irá entender a importância desse hábito

Nossa Senhora recomendou rezar o terço todos os dias, independente de você ser atendido ou não
Nossa Senhora recomendou rezar o terço todos os dias, independente de você ser atendido ou não
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Em todas as aparições de Fátima, Nossa Senhora repetiu:
“Rezai o Rosário todos os dias” 
.Com os dias atuais, correrias do dia-a-dia, trabalho, cuidar de casa, estudos, o tempo de se parar e estar em oração para muitos é precário, não é verdade?

Bom dificilmente temos tempo para certas atividades, mas não rezar nunca irá se encaixar nessa questão.

Um terço, um Pai Nosso, uma Ave Maria, são orações que no cotidiano começam a fazer a diferença em nossas vidas, e não se é necessário estar em casa, ou na Igreja para rezar.

O seu corpo, é a casa do Espírito Santo, onde você estiver, Ele sempre estará com você.

Você já sabia disso?
Você não tem o costume de fazer diariamente, comece a por em prática, seja no ônibus, na rua, no carro, no almoço, em qualquer momento, torne isso hábitos diários e você irá ver que a Graça de Deus e a de Nossa Senhora, vão estar presentes em sua vida.

Não acredita? Veja o que Nossa Senhora de Fátima prometeu a quem rezasse todos os dias:
Estas são as promessas feitas por Maria a todos nós:

1. A todos os que rezarem meu Rosário com devoção, prometo minha proteção especial e grandíssimas graças.
2. Aquele que perseverar na oração de meu Rosário receberá uma graça insigne.
3. O Rosário será uma defesa poderosíssima contra o inferno; destruirá os vícios, libertará do pecado, dissipará as heresias.
4. O Rosário fará florescerem as virtudes e as boas obras, e obterá para as almas a mais abundante misericórdia divina;
Fará que nos corações o amor ao mundo seja substituído pelo amor a Deus, elevando-os ao desejo dos bens celestes e eternos.
Quantas almas se santificarão com esse meio!
5. Quem se confia a mim por meio do Rosário não perecerá.
6. Quem rezar meu Rosário com devoção, meditando seus mistérios, não será oprimido pela desgraça.
Pecador, se converterá; justo, crescerá em graças e se tornará digno da vida eterna.
7. Os verdadeiros devotos de meu Rosário não morrerão sem os Sacramentos da Igreja.
8. Aqueles que rezam meu Rosário encontrarão durante sua vida e em sua morte a luz de Deus e a plenitude de suas graças, e participarão dos méritos dos bem-aventurados.
9. Libertarei muito prontamente do purgatório as almas devotadas a meu Rosário.
10. Os verdadeiros filhos de meu Rosário gozarão de uma grande glória no céu.
11. O que pedirem por meio de meu Rosário, obterão.
12. Aqueles que defenderem meu Rosário serão socorridos por mim em todas as suas necessidades.
13. Obtive de meu Filho que todos os membros da Irmandade do Rosário tenham por irmãos, durante a vida e na hora da morte, os santos do céu.
14. Aqueles que rezarem fielmente meu Rosário serão todos meus filhos amantíssimos, irmãos e irmãs de Jesus Cristo.
15. A devoção a meu Rosário é um grande sinal de predestinação.

sábado, 15 de setembro de 2018

SURPREENDENTE! Nossa Senhora prometeu e cumpriu! Padre Pio foi a prova de sua misericórdia. Você não pode perder esse incrível relato.


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 Nossa Senhora, nas aparições aos três Pastorinhos, pediu para rezarmos o Terço diariamente nas aparições de Fátima, para alcançarmos as graças que Nosso Senhor tem para nós.ara nós

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A imagem de Nossa Senhora chegou à Itália para percorrer algumas localidades, e Pe. Pio não poderia estar presente devido uma enfermidade;
Estava com uma doença: pleurisia, e sempre pedirá a Nossa Senhora que lhe concedesse a graça da Cura.
De repente, a programação da peregrinação mudou e a imagem da Virgem foi para San Giovanni Rotondo.
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Padre Pio no encontro com a Imagem de Nossa Senhora
Por suas orações, a Virgem, fez que sua imagem fosse de encontro ao Santo.
Após pedir muito Padre Pio, não poderia perder a oportunidade de estar diante a Imagem de Nossa Senhora, mesmo com sua doença, cansaço, causado por ela, fez um enorme esforço para que não viesse a perder esta chance.
Devemos ter esse mesmo fervor que o santo de Pietrelcina, e não permitir que nada atrapalhe nosso momento de comunhão.
Quando a imagem da Virgem de Fátima estava á rumo de sua peregrinação, o helicóptero que a levava deu três voltas sobre o convento, nem mesmo o piloto soube explicar porque aconteceu.
Naquele momento, Padre Pio lamentou:
“Ó minha Mãe, quando vieste à Itália, encontraste-me com esta doença. Vieste para me visitar aqui em San Giovanni e encontraste-me ainda sofrendo com ela. Agora estais de partida e eu não fiquei livre da minha doença!”
Foi quando se deu a cura do santo. Padre Pio sentiu subitamente um arrepio, seguindo da sensação de calor e bem-estar, ao que o capuchinho exclamou:
“Estou curado! Nossa Senhora me curou!”
As orações deste grande Santo são frutos de uma profunda intimidade com Deus, como podemos perceber em suas palavras:
Assim que me ponho a rezar, logo sinto o coração como que invadido por uma chama de amor; essa chama não tem nada a ver com qualquer chama deste baixo mundo. É uma chama delicada e muito doce, que consome e não causa sofrimento algum. Ela é tão doce e tão deliciosa, que o espírito prova sua complacência e permanece saciado, mas sem perder o desejo – oh Deus! –, algo que me parece maravilhoso e que talvez jamais consiga compreender, a não ser na pátria celeste.
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