Mostrando postagens com marcador Conselhos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Conselhos. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 18 de novembro de 2019

Amas a Deus? Vê se passas este teste



Amar a Deus de todo o coração é nada amar tanto como Deus, nada amar senão com os olhos em Deus por Deus; é estar habitualmente disposto a fazer e tudo sofrer para agradar a Deus; é não ter no coração inclinação senão para o que conduz a Deus, aversão senão pelo que desvia de Deus.

Amar a Deus com toda a alma é estar pronto a dar a vida por Deus, a tudo perder antes que perder a graça de Deus; é desterrar da alma todas as impressões que possam desagradar a Deus ou impedir a união íntima com Ele.

Amar a Deus com todas as forças é não nos pouparmos a trabalhos nem sofrimentos para buscar a glória de Deus; é consagrar-lhe o nosso tempo, os nossos talentos o nosso corpo, a nossa saúde, o nosso repouso, toda energia da nossa alma e todo o vigor do nosso corpo.

Amar a Deus com todo o nosso espírito é aplicarmo-nos constantemente a conhecer cada vez melhor as infinitas perfeições de Deus, a vontade e o beneplácito de Deus; é não estudar as ciências profanas senão para nos tornarmos mais úteis ao serviço de Deus.

Vejamos, segundo estes dados, qual o grau de ama que já atingimos.

Pe. Bruno Vercruysse, S.J. in 'Meditações práticas para todos os dias do ano'

sábado, 16 de novembro de 2019

Não se pode salvar a si mesmo quem permanece voluntariamente fora da Igreja




Que os recentes acontecimentos que agitam a Igreja não nos façam esquecer a grandeza de nossa vocação!
Fonte: La Porte Latine – Tradução: Dominus Est
Não se pode salvar a si mesmo quem permanece voluntariamente fora da Igreja.
Portanto, é uma grande honra e um grande privilégio que, entre bilhões de homens, tenhamos sido escolhidos, por um amor de predileção de Nosso Senhor Todo-Poderoso, para sermos membros de sua Igreja. A consideração de nossa felicidade deve nos tornar apóstolos perante aqueles que não pertencem à Igreja Católica.
Se somos verdadeiros membros da Igreja, não permaneceremos indiferentes às suas necessidades, seus interesses e sofrimentos. Hoje, mais do que nunca, a Igreja sofre: ela sofre em seu Vigário e é para nós um grande mistério; a Igreja sofre em seus bispos, em seus padres, seus religiosos e freiras; ela sofre em seus fiéis, abandonados e dispersos, como ovelhas sem pastor; ela sofre por causa dos erros, dos escândalos, mas também pelas difamações contra ela. E nós, seus membros, permaneceremos indiferentes? Soframos com nossa Mãe, rezemos, trabalhemos, gastemos nossas forças para servi-la, defendê-la. Esqueçamos nossas pequenas preocupações pessoais e dediquemos nossa vida, nossas obras, nossa oração, nossa imolação silenciosa e oculta aos grandes interesses da Igreja.
Pe. Vincent Robin, FSSPX 

sexta-feira, 20 de setembro de 2019

Frei Junípero e a capacidade de suportar as críticas e a maldicência



Frei Junípero, um dos primeiros discípulos e companheiros de São Francisco de Assis, não conseguia manter-se em silêncio quando era repreendido ou quando alguém lhe fazia uma observação desagradável. Para se corrigir desse defeito fez o propósito de, durante seis meses, não dar réplica nem mesmo às mais pesadas injúrias que eventualmente lhe fossem feitas.

Essa luta contra si mesmo custou-lhe grandes sacrifícios. Certa vez, ao ser insultado de forma brutal, fez um tal esforço para se conter que sentiu subir-lhe aos lábios uma golfada de sangue que vinha do seu peito. Nesse dia, muito aflito, o bom frade entrou numa igreja, prostrou-se diante de um crucifixo e exclamou:

– Vede, meu Senhor, o que suporto por amor a Vós!

Então, cheio de temor e encanto, viu o divino Crucificado despregar do madeiro a mão direita e colocá-la sobre a chaga aberta pela lança do centurião, enquanto que lhe dizia:

E Eu, o que suporto por amor a ti? Profundamente emocionado, Junípero era outro homem ao levantar-se. Ele, que antes não conseguia aturar sem sofrimento qualquer pequena injúria, passou a receber com alegria as mais graves ofensas, como se fossem pedras preciosas para ornar a sua alma.

quinta-feira, 19 de setembro de 2019

O Amor Divino e os seus maravilhosos efeitos, por Tomás de Kempis









Jesus: Grande coisa é o amor! E um bem verdadeiramente inestimável que por si só torna suave o que é difícil e suporta sereno toda a adversidade. Porque leva a carga sem lhe sentir o peso e torna o amargo doce e saboroso. O amor de Jesus é generoso, inspira grandes ações e nos excita sempre à mais alta perfeição. O amor tende sempre para as alturas e não se deixa prender pelas coisas inferiores. O amor deseja ser livre e isento de todo apego mundano, para não ser impedido no seu afeto íntimo nem se embaraçar com algum incômodo. Nada mais doce do que o amor, nada mais forte, nada mais delicioso, nada mais perfeito ou melhor no céu e na terra; porque o amor procede de Deus, e em Deus só pode descansar, acima de todas as criaturas.


Quem ama, voa, corre, vive alegre, é livre e sem embaraço. Dá tudo por tudo e possui tudo em todas as coisas, porque sobre todas as coisas descansa no Sumo Bem, do qual dimanam e procedem todos os bens. Não olha para as dádivas, mas eleva-se acima de todos os bens até Àquele que os concede. O amor muitas vezes não conhece limites, mas seu ardor excede a toda medida. O amor não sente peso, não faz caso das fadigas e quer empreender mais do que pode; não se escusa com a impossibilidade, pois tudo lhe parece lícito e possível. Por isso de tudo é capaz e realiza obras, enquanto o que não ama desfalece e cai.

O amor vigia sempre, e até no sono não dorme. Nenhuma fadiga o cansam nenhuma angústia o aflige, nenhum temor o assusta, mas qual viva chama a ardente labareda irrompe para o alto e passa avante.


Só quem ama compreende o que é amar. Bem alto soa aos ouvidos de Deus o afeto da alma que diz: Meu Deus, meu amor! Vós sois todo meu, e eu todo vosso!

A alma: Dilatai-me o amor, para que possa, no âmago do coração, saborear quão doce é amar, no amor desmanchar-me e nadar. Prenda-me o amor, e eleve-me acima de mim, num transporte de fervor excessivo. Cante eu o cântico do amor, siga-vos ao alto, ó meu Amado, desfaleça minha alma no nosso louvor, no júbilo do amor. Amar-vos quero mais que a mim, e a mim só por amor de vós, e em vós a todos que deveras vos amam, conforme ordena a lei do amor que de vós dimana.

O amor é prontosinceropiedosoalegre amávelfortesofredorfielprudentelongânimeviril e nunca busca a si mesmo. Pois, logo que alguém procura a si mesmo, perde o amor.

O amor é circunspectohumilde retonão é frouxo, não é levianonem cuida de coisas vãs; é sóbriocastoconstantequietorecatado em todos os seus sentidos. O amor é submisso e obediente aos superiores, mas aos próprios olhos é vil e desprezível; devoto e agradecido para com Deus, confia e espera sempre nele, ainda quando está desconsolado, porque no amor não se vive sem dor.
Quem não está disposto a sofrer tudo e fazer a vontade do Amado não é digno de ser chamado amante. Àquele que ama cumpre abraçar por seu Amado, de boa vontade, tudo o que for duro e amargo e dele não se apartar por nenhuma contrariedade. [ii]

Bendigo-vos, Pai celestial, Pai de meu Senhor Jesus Cristo, por vos terdes dignado lembrar-vos de mim, pobre criatura. Ó Pai de misericórdia e Deus de toda consolação! (I Cor 1,3), graças vos dou porque, apesar de minha indignidade, me recreais às vezes com vossa consolação. Sede para sempre bendito e glorificado, com vosso Filho unigênito e o Espírito Santo consolador, por todos os séculos. Ah! Senhor Deus, santo amigo de minha alma, tanto que entrais em meu coração, exulta de alegria o meu interior. Vós sois a minha glória e o júbilo de meu coração; vós sois a minha esperança e meu refúgio no dia da tribulação.

Mas, como ainda sou fraco no amor e imperfeito na virtude, necessito ser consolado e confortado por vós; por isso visitai-me mais vezes e instruí-me com santas doutrinas. Livrai-me das más paixões e curai meu coração de todos os afetos desordenados, para que eu, sanado e purificado interiormente, seja apto para amar, forte para sofrer e constante para perseverar. [ii]

___________________________________________________________________
[i]: KEMPIS, Tomás de. Imitação de Cristo. liv. III, cap. V, 3-8)
[ii]: KEMPIS, Tomás de. Imitação de Cristo. liv. III, cap. V, 1-2)

segunda-feira, 5 de agosto de 2019

Prática da paciência




O apóstolo São Tiago disse que a paciência era por excelência a obra perfeita de uma alma. A terra é lugar onde se conquistam merecimentos, e portanto não é lugar de descansomas de trabalho e padecimento: e aquele que não sofre com paciência, sofre menos e salva-se; ao passo que sofre muito mais quem sofrer com impaciência, e pode condenar-se. A paciência deve praticar-se:

 - Nas enfermidades. Estas são a pedra de toque, para discernir o espírito das pessoas. Algumas há que são devotas, e até, ao parecer, fervorosas, enquanto gozam boa saúde: mas se a enfermidade as visita, impacientam-se, queixam-se de todos, entregam-se a tristeza e cometem muitas outras faltas.

 - Na morte dos parentes. Quantos há que pela perda dum parente ficam inconsoláveis, a ponto de deixarem a oração, os Sacramentos e todas as obras de piedade, chegando alguns a queixar-se até do próprio Deus! Que temeridade!

 - Na pobreza, sofrendo com resignação a perda de seus interesses, confiando no Senhor, que não deixará de socorrer a quem a Ele confia.

 - Nos desprezos e perseguições: pois se Jesus, sendo a própria inocência, padeceu tanto por nosso amor; que muito será que nós padeçamos alguma coisa pelo d'Ele. Diz o Apóstolo que, todo aquele que quiser viver neste mundo, unido com Jesus Cristo, a de ser perseguido.

 - Nas angústias de espírito, que são os sofrimentos mais duros e custosos de suportar a uma alma que ama a Deus: são, porém, um meio de que Deus Se serve para provar os Seus escolhidos. Nestas circunstâncias deve haver sumo cuidado em não omitir nenhuma das obras de piedade costumadas, como orações, devoções, visitas, leituras espirituais etc. Pois que, ainda quando tudo pareça perdido, por se fazer com tédio e dificuldade, cumpre-se, com inteiro agrado de Deus, a Sua Santíssima Vontade.

 - Nas tentações. Almas a tão pusilânimes, que, se a tentação for mais demorada, assustam-se e julgam-se abandonadas de Deus. E não obstante Deus nunca permite que sejamos tentados além do que as nossas forças comportam, e a cada tentação vencida correspondem muitas graças de glória. É necessário, sem dúvida, pedir ao Senhor que nos livre das tentações, mas quando elas chegam, não é menos necessário resignar-nos com a vontade de Deus e pedir-Lhe força para resistir e vencer.

(Sagrada Família, por um padre redentorista, 1910)

terça-feira, 30 de julho de 2019

TEMOS DE ESCOLHER ENTRE UMA ETERNIDADE FELIZ E OUTRA INFELIZ



Ante hominem vita et mors, bonum et malum; quod placuerit ei dabitur illi — «Diante do homem estão a vida e a morte, o bem e o mal; o que lhe agradar, isso lhe será dado» (Ecle. 15, 18).
Sumário. Deus quer certamente que todos os homens se salvem, mas não à força. Por isso Deus põe diante de nós dois caminhos a seguir, deixando a escolha a cada um. Mas, como poderá chegar ao céu quem quiser seguir o caminho do inferno? Avivemos a nossa fé; examinemos atentamente aonde nos leva o caminho trilhado até hoje, e tomemos desde já as providências para nos assegurar a salvação eterna. Deixemos, se for necessário, o mundo: São pequenas todas as cautelas, quando corre risco a eternidade.
*************************
Deus quer certamente que todos os homens se salvem, mas não quer que nos salvemos à força. Deus, diz o Eclesiástico, pôs diante de cada um a vida e a morte; ser-nos-á dado o que escolhermos: Quod placuerit ei dabitur illi. Jeremias diz igualmente que o Senhor pôs diante de nós dois caminhos a seguir, o do céu e o do inferno: Ego do coram vobis viam vitae et viam mortis[1]. — Por isso está escrito: O homem irá para a casa de sua eternidade. Deus diz: ibit, ele irá, para significar que cada qual se dirigirá à morada que escolher; não será levado, mas irá por sua própria vontade. Mas como poderá chegar ao paraíso, o que quer seguir o caminho do inferno?
Coisa estranha! todos os pecadores se querem salvar, e entretanto se condenam por si próprios ao inferno, dizendo sempre: Espero salvar-me. Quem seria tão louco, diz Santo Agostinho, que quisesse tomar veneno na esperança de se curar? Nemo vult aegrotare sub spe salutis. No entanto, quantos cristãos, quantos insensatos se dão à morte pelo pecado, dizendo: Mais tarde pensarei no remédio. Ó funesta ilusão, que tantas almas tem arrastado ao inferno!… Não sejamos tão insensatos; e lembremo-nos de que se trata da eternidade.
Quanto trabalho se não dão os homens para se construírem uma casa cômoda, bem arejada, num sítio salubre, pela lembrança que nela hão de passar toda a vida! Porque, pois, são tão descuidados, quando se trata da casa que lhes será morada eterna? Negotium pro quo contendimus, aeternitas est — «O negócio pelo qual trabalhamos», diz Santo Eucherio, «é a eternidade». Não se trata de uma casa mais ou menos cômoda, mais ou menos arejada: trata-se de habitar, ou num lugar cheio de delícias entre os amigos de Deus, ou no abismo de todos os tormentos entre a chusma infame de tantos celerados, hereges e idólatras. — E isto por quanto tempo? Não por vinte ou quarenta anos, mas por toda a eternidade. É um negócio de alta monta! Não é negócio de somenos; é tudo para nós.
Dizia a Venerável Madre Joana da Santíssima Trindade, religiosa carmelita, que na vida dos santos não existe o amanhã. Este só existe na vida dos pecadores, que sempre dizem: mais tarde, mais tarde, e assim se aproximam da morte. Meu irmão, se Deus nos convida hoje para praticar o bem, pratiquemo-lo hoje. Pode ser que amanhã não haja mais tempo, ou que Deus não nos faça mais ouvir o convite.
Ó céus! exclama Santa Teresa, é a falta de fé a causa de tantos pecados e da condenação de tantos cristãos.
Portanto, reanimemos, sempre a nossa fé, dizendo: Credo vitam aeternam: Creio que depois desta vida há outra que não acaba nunca. Tendo este pensamento sempre presente, tomemos as providências para nos assegurar a salvação eterna. Freqüentemos os sacramentos; façamos meditação todos os dias, e pensemos na eternidade; evitemos também as ocasiões perigosas. Deixemos, se for necessário, o mundo, porque nenhuma cautela será excessiva quando se trata de pôr à salvo o grande negócio da salvação eterna: Nulla nimia securitas, ubi periclitatur aeternitas[2].
É pois verdade, meu Deus, que aqui não há meio termo: ou sempre feliz ou sempre desgraçado; ou num mar de alegrias, ou num oceano de tormentos; ou sempre convosco no paraíso, ou sempre separado e longe de Vós, no inferno. E este inferno, sei com certeza que inúmeras vezes o mereci; mas estou igualmente certo de que perdoais ao que se arrepende, e livrais do inferno o que espera em Vós. Eia, pois, Senhor, perdoai-me, já que me pesa sobre todas as coisas de Vos ter ofendido: livrai-me do inferno, porque Vos amo e confio em vossa infinita misericórdia. — Minha Rainha e minha Mãe, Maria, ajudai-me com as vossas orações; obtende-me antes mil mortes do que a desgraça de me separar do amor de vosso Filho. (*II 65.)
[1] Jer. 21, 8.
[2] São Bernardo.
Meditações: Para todos os Dias e Festas do Ano: Tomo II – Santo Afonso

Fonte:
http://www.catolicosribeiraopreto.com/

terça-feira, 2 de julho de 2019

Santa Eucaristia - Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo




Os Santos e a Eucaristia


Desde que Jesus instituiu a Eucaristia na Santa Ceia, a Igreja nunca cessou de celebrá-la, crendo firmemente na presença do Senhor na Hóstia consagrada pelo sacerdote legitimamente ordenado pela Igreja. Nunca a Igreja duvidou da presença real do Corpo, Sangue, Alma e Divindade do Senhor na Eucaristia. Desde os primeiros séculos os Padres da Igreja ensinaram esta grande verdade recebida dos Apóstolos.

Aqui vou reunir frases dos Santos da Igreja Católica sobre o Sacramento que é, segundo São Bernardo, "o Amor dos amores", e irei atualizar conforme aparecerem mais frases. Sempre que possível, colocarei a referência do lugar (livro, obra, escritos etc., não do blog) de onde se tirou a frase. Se houver algum erro, agradeceria que me informassem. 




Concílio de Trento

  • [Nosso Salvador está presente com a sua humanidade não só à direita do Pai, segundo o modo de existir natural, mas também no Sacramento da Eucaristia] “segundo um modo de existir, que nós, com palavras mal conseguimos exprimir, mas com a inteligência iluminada pela fé podemos reconhecer como possível a Deus, e que devemos aceitar firmissimamente como real”. Decr. De Ss. Euchar., c. 1.
  • “Neste dom da Eucaristia, Cristo quis derramar todas as riquezas do amor que reservava para os homens”.
  • “No sublime sacramento da santa Eucaristia, depois da consagração do pão e do vinho, nosso Senhor Jesus Cristo, verdadeiro Deus e verdadeiro homem, está contido verdadeira, real e substancialmente sob a aparência das coisas sensíveis”. (Decreto Sobre o Sacramento da Eucaristia, Cap. 1: A presença real de nosso Senhor Jesus Cristo no Santíssimo Sacramento da Eucaristia)
  • “Por último, no seu afeto paternal, o Sagrado Sínodo adverte, exorta, pede e roga, 'pelas entranhas da misericórdia de nosso Deus', que todos e cada um dos cristãos acabem já agora por se reunir e concordar neste 'sinal da unidade', neste 'vínculo da caridade', neste símbolo de concórdia; e que, lembrados da grande majestade e do tão alto amor de nosso Senhor Jesus Cristo, que deu a sua dileta alma como preço da nossa salvação e deu a 'sua carne como alimento',  creiam e venerem estes sagrados mistérios de seu Corpo e Sangue com tal constância e firmeza de fé, com tal devoção, piedade e culto, que possam receber frequentemente aquele Pão supersubstancial.  Deveras seja para eles vida verdadeira da alma e saúde perene do espírito, tanto que, 'robustecidos pelo seu vigor', possam da miserável peregrinação da terra passar à pátria celeste, onde sem nenhum véu venham a comer o mesmo 'Pão dos Anjos'  que presentemente comem oculto por sagrados véus”. Decr. De Ss. Euchar., c. 8.
  • “Remédio pelo qual somos livres das falhas cotidianas e preservados dos pecados mortais”.


Didaquê

  • “Quanto à Eucaristia, dai graças deste modo: ...como este pão, agora partido, estava antes disperso pelos montes, mas, ao ser reunido, se tornou um só, do mesmo modo se reúna a tua Igreja, dos confins da terra, no teu reino”


Egídio Colonna

  • Este Sacramento, comparado com os outros é “mais suave para a devoção, mais belo para a inteligência, mais santo pelo que encerra”., Theoremata de Corpore Christi, theor. 50; Venetiae 1521, p. 127.


Imitação de Cristo (Tomás de Kempis)

  • “A Eucaristia é a saúde da alma e do corpo, remédio de toda enfermidade espiritual, cura os vícios, reprime as paixões, vence ou enfraquece as tentações, comunica maior graça, confirma a virtude nascente, confirma a fé, fortalece a esperança, inflama e dilata a caridade.
  • “Ao sacerdote na consagração é dado ao que aos anjos não foi concedido”.
  • “Não há oblação mais digna, nem maior satisfação para expiar os pecados, que oferecer-se a si mesmo a Deus, pura e inteiramente, unido à oblação do Corpo de Cristo, na missa e na comunhão”.


Papa Gregório VII

  • “Creio de coração e confesso de palavra que o pão e o vinho, colocados sobre o altar, se convertem substancialmente, pelo mistério da oração sagrada e das palavras do nosso Redentor, na verdadeira, própria e vivificante Carne e no Sangue de nosso Senhor Jesus Cristo; e que, depois de consagrados, são o verdadeiro Corpo de Cristo, que nascido da Virgem e oferecido pela salvação do mundo, esteve suspendido na Cruz e agora está assentado à direita do Pai; como também o verdadeiro Sangue de Cristo, que saiu do seu peito. Não está Cristo somente como figura e virtude do Sacramento, mas também na propriedade da natureza e na realidade da substância”. Juramento de Berengário. Mansi, Sacr. Concil. nova et ampliss. collectio, XX, 524D.


Papa Inocêncio III 

“Jesus Cristo com sua Paixão nos livrou do poder do pecado, mas com a Eucaristia nos livra do poder de pecar”.


Papa Leão XIII

  • “Na Eucaristia, estão concentradas, com singular riqueza e variedade de milagres, todas as realidades sobrenaturais”.


Papa Pio XII

  • “A fé da Igreja é esta: que um só e o mesmo é o Verbo de Deus e o Filho de Maria, que sofreu na cruz, que está presente na Eucaristia, e que reina no céu”.
  • Sinal eficaz “da presença espiritual de Cristo e da sua íntima união com os féis, membros do Corpo Místico”. Carta Enc. Humani Generis,1950.


Papa São Pio X 

  • “A devoção à Eucaristia é a mais nobre de todas as devoções, porque tem o próprio Deus por objeto; é a mais salutar porque nos dá o próprio autor da graça; é a mais suave, pois suave é o Senhor”.
  • “Se os anjos pudessem sentir inveja, nos invejariam porque podemos comungar”.
  • Sagrada Congregação para o Concílio (hoje Congregação para o Clero)
  • O desejo de Jesus Cristo e da Igreja, de que todos os fiéis se aproximem quotidianamente da sagrada mesa, consiste sobretudo nisto: em que os féis, unindo-se a Deus pelo Sacramento, dele recebam força para dominar a concupiscência, lavar as culpas leves quotidianas, e prevenir as faltas graves a que está sujeita a fragilidade humana”., de 20 de Dez. de 1905, aprovado por S. Pio X; AAS 38,1905. p. 401.


Santa Catarina de Gênova 

  • “O tempo passado diante do Sacrário é o tempo mais bem empregado da minha vida”.


Santa Catarina de Sena 

  • “Deveis fazer a Eucaristia, portanto, com pureza de mente e de corpo, tendo o coração em paz, sem rancor e ódio na alma”.


Santa Margarida Maria Alacoque

  • “Nós não saberíamos dar maior alegria ao nosso inimigo, o demônio, do que afastando-nos de Jesus, o qual lhe tira o poder que ele tem sobre nós”.
  • ”Sinto um tal desejo da Santa Comunhão, que, se fosse necessário caminhar com os pés nus por uma estrada de fogo, a fim de consegui-lo, eu o faria com uma indizível alegria”.


Santa Maria Madalena de Pazzi 

  • “O Senhor nos santificou pelo batismo, e o mesmo nos santifica constantemente pelo Santíssimo Sacramento, para que possamos lhe dar graças pelo Espírito Santo”. (I Colloqui 1, 140).


Santa Teresa Benedita da Cruz (Edith Stein) 

  • “Dos Sacramentos o que mais me encanta é a Eucaristia, pois é o Sacramento da presença de Cristo, o qual na comunhão nos nutre com seu corpo e com seu sangue, e nesta mistura nos tornamos corpo de Cristo”. (Escritos Espirituais)


Santa Teresa de Ávila

  • “Devemos estar na presença de Jesus Sacramentado, como os Santos no céu diante da Essência Divina”.
  • “Não há meio melhor para se chegar à perfeição”.
  • “Não percamos tão grande oportunidade para negociar com Deus. Ele [Jesus] não costuma pagar mal a hospedagem se o recebemos bem”.
  • “Ó, como o Senhor a vai aperfeiçoando de um modo admirável!”


Santa Teresinha de Lisieux

  • “Ah! Como foi doce o primeiro beijo de Jesus à minha alma”. Assim Teresa narra o “belo dia entre os dias”, sua primeira comunhão. O beijo místico de Jesus... Ela continua: “Foi um beijo de amor, sentia-me amada e dizia também amo-vos, dou-me a Vós para sempre”.
  • “Não é para ficar numa âmbula de ouro que Jesus desce do céu cada dia, mas para encontrar um outro céu, o da nossa alma, onde Ele encontra as suas delícias”.
  • “Uma noite vos ouvi dizer que, a partir da primeira comunhão era preciso começar uma vida nova. Resolvi logo que eu não esperaria, começaria ao mesmo tempo que Celina”
  • Nas procissões do Santíssimo Sacramento gostava de jogar flores sob os passos de Jesus e “lançava-as o mais alto que podia e não ficava muito feliz senão quando via minhas rosas desfolhadas tocarem o Ostensório sagrado”.
  • “Quando acabardes de receber o Senhor, tendo a própria pessoa presente, procurai fechar os olhos do corpo e abrir os da alma, e olhai vosso próprio coração”. (Caminho de perfeição, 34,12)
  • “Quando o demônio não pode entrar com o pecado no santuário de uma alma, quer pelo menos que ela fique vazia, sem dono e afastada da comunhão”.


Santo Afonso de Ligório

  • “A comunhão diária não pode estar junto com o desejo de aparecer, com a vaidade no vestir, com o apego aos prazeres da gula, as comodidades, as conversas maldosas. Exige oração, mortificação, recolhimento”.
  • “A Eucaristia não é só garantia do amor de Jesus Cristo, mas é também garantia do paraíso que Ele nos quer dar…”.
  • “Assim, o sacerdote que celebra uma missa rende a Deus uma honra infinitamente maior, sacrificando-lhe Jesus Cristo, do que se todos os homens, morrendo por ele, lhe fizessem o sacrifício das suas vidas. Mais ainda, por uma só missa, dá o sacerdote a Deus maior glória, do que lhe têm dado e hão de dar todos os anjos e santos do Paraíso, incluindo também a Virgem santíssima; porque não lhe podem dar um culto infinito, como o faz um sacerdote celebrando no altar”.
  • “Causa admiração e escândalo uma pessoa que comunga com frequência e depois se ressente com qualquer palavra de desprezo”.
  • “Depois de morrer consumido de dores sobre um madeiro destinado aos maiores criminosos, Vos colocastes sob as aparências do pão, para Vos fazerdes nosso alimento e assim, unir-vos todo a cada um de nós. Dizei-me: que mais podíeis inventar para Vos fazer amar?”.
  • “Embora oculto aos olhos mortais, reconheço-Vos, com a luz da santa fé, na Hóstia consagrada, pelo soberano do Céu e da Terra e Salvador do mundo”.
  • “Ficai certos de que todos os instantes da vossa vida, o tempo que passardes diante do divino sacramento será o que vos dará mais força durante a vida, mais consolação na hora da morte e durante a eternidade”.
  • “Jesus na Eucaristia é o médico e o remédio”.
  • “Meu Jesus! Que invenção amorosa foi esta do Santíssimo Sacramento, de virdes esconder-Vos debaixo das aparências do pão para fazer-Vos assim amar e encontrar por quem vos deseja!”.
  • “Muitas pessoas deixam de procurar a comunhão para não se sentirem obrigadas a viver com maior recolhimento e maior desapego das coisas terrenas”.
  • “O próprio Deus não pode fazer que haja uma ação mais santa nem maior do que a celebração de uma Santa Missa”.
  • “Quando Jesus toma posse da alma pela comunhão, traz consigo riquíssimo tesouro de graças”.
  • “Sem a Missa, a terra já teria sido aniquilada, há muito tempo, por causa dos pecados dos homens”.
  • “Uma alma não pode fazer nada que agrada a Deus mais do que comungar em estado de graça”.
  • “Verbo eterno, não vos bastou tomar a nossa natureza e morrer por nós na Cruz, quisestes ainda dar-nos este sacramento para serdes nosso companheiro, nosso alimento e penhor da glória celeste”.
  • “Vós, Jesus, partindo deste mundo, o que nos deixastes em memória de vosso amor? Não uma veste, um anel, mas o vosso corpo, o vosso sangue, a vossa alma, a vossa divindade, vós mesmo, todo, sem reservas”.


Santo Agostinho (354 - 430)

  • “A Eucaristia é o pão de cada dia que se toma como remédio para a nossa fraqueza de cada dia”.
  • “A mesma carne, com que andou (o Senhor) na terra, essa mesma nos deu a comer para nossa salvação; ninguém come aquela Carne sem primeiro a adorar…; não só não pecamos adorando-a, mas pecaríamos se a não adorássemos”.
  • “A virtude própria deste alimento divino é uma força de união que nos une ao Corpo do Salvador e nos faz seus membros a fim de que nos transformemos naquilo que recebemos”.
  • “Na Eucaristia, Maria perpetua e estende a sua maternidade”.
  • “Não somos nós que transformamos Jesus Cristo em nós, como fazemos com os outros alimentos que tomamos, mas é Jesus Cristo que nos transforma nele”.
  • “O pão de cada dia, que se torna como o remédio para a nossa fraqueza de cada dia”.
  • “Ó reverenda dignidade do sacerdote, em cujas mãos o Filho de Deus se encarna como no Seio da Virgem”.  
  • “Os filósofos, escreve o Santo, falam livremente, sem medo de ferir os ouvidos das pessoas religiosas em coisas muito difíceis de entender. Nós, porém, devemos falar segundo uma regra determinada, para evitar que a liberdade de linguagem venha a causar maneiras de pensar ímpias, mesmo quanto ao sentido das palavras”. De civit. Dei, X, 23; PL 41. 300.
  • “Quem quer viver, tem onde viva e donde viva: aproxime-se, creia, incorpore-se na Igreja, para ser vivificado. Não renuncie à união com os outros membros, não seja membro podre a merecer ser cortado, não passe pela vergonha de ser membro aleijado: seja membro belo, perfeito e são; conserve-se ligado ao corpo, viva para Deus e de Deus; trabalhe agora na terra, para depois reinar no céu”, In Ioann. tract., 26,13; PL 35,1613.
  • “Sede o que vedes e recebei o que sois”. (cf. Discursos, 272).
  • “Sendo Deus onipotente, não pôde dar mais; sendo sapientíssimo, não soube dar mais; e sendo riquíssimo, não teve mais o que dar”.
  • “Tu ouves: O Corpo de Cristo! E respondes: Amém! Sê membro do Corpo do Cristo, para que seja verdadeiro o que dizes”.


Santo Ambrósio (374 – 397) 

  • “A Palavra de Cristo, que pôde fazer do nada o que não existia, não poderia mudar coisas existentes no que elas ainda não eram? Porque não é menos dar às coisas a sua natureza original do que mudá-la. (...) Sempre que O recebemos, anunciamos a morte do Senhor. Se nós anunciamos a morte do Senhor, anunciamos a remissão dos pecados. Se, de cada vez que o seu sangue é derramado, é derramado para remissão dos pecados, eu devo recebê-lo sempre, para que sempre Ele perdoe os meus pecados. Eu que peco sempre, devo ter sempre um remédio”.
  • “Aquilo que nós realizamos (na Eucaristia) é o mesmo corpo nascido da virgem. Trata-se da verdadeira carne de Cristo que foi crucificada, que foi sepultada. É de fato, o sacramento de sua carne”.
  • “Estejamos bem convencidos de que a Eucaristia não é o que a natureza formou, mas o que a bênção consagrou, e que a força da benção ultrapassa a da natureza, porque pela bênção a própria natureza é mudada”.  
  • “Eu que sempre peco, preciso sempre do remédio ao meu alcance”.
  • “Persuadamo-nos que já não temos o que a natureza formou, mas o que a bênção consagrou; e que a força da bênção é maior que a força da natureza, porque a bênção, muda até a natureza”. E querendo confirmar a verdade do Mistério, exemplifica com muitos milagres contados na Sagrada Escritura, como Jesus que nasce da Virgem Maria, e depois, passando a falar da obra da criação, assim conclui: “A palavra de Cristo, que pode fazer do nada aquilo que não existia, não poderá mudar as coisas que existem naquilo que não eram? Criar coisas não é menos que mudá-las”


Santo Antônio de Pádua

  • “No altar, sob as aparências de pão e de vinho, está presente o próprio Jesus, vivo e glorioso, revestido daquela carne humana com que outrora Ele se ofereceu e ainda hoje continua se oferecendo todos os dias como vítima ao divino Pai”. “Aprende, ó homem, a amar a Jesus. Ele é a sabedoria, Ele é a prudência, Ele é a força, nele está a inteligência de tudo, Ele é a vida, Ele é o sustento, o pão dos anjos, a refeição dos justos, Ele é a luz dos olhos, nele está a Nossa paz”.
  • A mula. Havia um homem de nome Bonillo, que era Cátaro (herege) há mais de 30 anos. Como herege, rejeitava os sacramentos da Igreja, especialmente o sacramento da Eucaristia.  Santo Antônio pregava sobre o Santíssimo Sacramento em Toulouse, sul da França, ano 1227. No meio da pregação um senhor se levantou e o desafiou, contradizendo que a presença de Cristo na Hóstia Consagrada era uma mentira. Ele disse: - O Senhor pode discursar durante horas, mas a verdade é que os fatos reais estão contra seus argumentos. É impossível que Cristo esteja presente na Hóstia Consagrada. Santo Antônio lhe respondeu: - Que problema há no corpo de Cristo estar velado pelas aparências do pão e do Vinho. Conforme suas Próprias palavras. E senhor incrédulo o desafia: - Não, não há problema. Contudo se Cristo está presente nesta Hóstia, sua presença deveria ser sentida por todas as criaturas viventes. Então pegarei minha mula, e na próxima missa estaremos aqui diante da Hóstia e se a mula a respeitar, acreditarei no senhor e na sua fé. Santo Antônio, após ouvir uma inspiração divina, resolve concordar com o desafio. Passou-se três dias, e uma multidão se aglomerou na praça, muitos pela missa e outros tantos para conferir o resultado do desafio do homem infiel. Enquanto Santo Antônio caminhava com o Santíssimo Sacramento e todos os católicos se colocavam de joelhos rezando. O senhor infiel chega conduzindo sua mula, a qual maliciosamente foi privada de alimento durante os últimos dias. Faminto, o animal estava tão violento que nem o próprio dono obedecia. Contudo, ao se aproximar do Santíssimo, a mula se acalmou, e diante de todos ali presentes, milagrosamente a mula se ajoelhou perante a Hóstia Consagrada ostentada por Santo Antônio. O Milagre gerou gritos e admiração por todos, os católicos entoaram cânticos emocionados. Muitos hereges que ali estavam por curiosidade se converteram ao catolicismo, assim como o senhor dono da mula que reconheceu imediatamente a presença de Cristo, se ajoelhou também se convertendo ao catolicismo após ter pedido perdão por ter sido tão incrédulo.


Santo Efrém, o Sírio (306 - 444) 

  • “Glória ao remédio da vida”.


Santo Hipólito

  • “O Corpo de Cristo é para se comer e não para se desprezar”


Santo Inácio de Antioquia

“A Eucaristia é o remédio da imortalidade, o antídoto contra a morte”.


Santo Inácio Mártir, bispo de Antioquia (ca. 35 d.C. - de 98 a 107 d.C. em Roma). Discípulo de São João Apóstolo, também conheceu São Paulo e foi sucessor de São Pedro na igreja em Antioquia fundada pelo próprio Apóstolo. Santo Inácio foi detido pelas autoridades e transportado para Roma, onde foi condenado à morte no Coliseu, e foi martirizado por leões. As relíquias estão na Basílica de São Clemente, em Roma. Memória 1 de fevereiro. 

  • “Procurai ter uma só Eucaristia: porque uma só é a Carne de nosso Senhor Jesus Cristo, e um só é o cálice na unidade do seu Sangue, um o altar e um o Bispo...”. Santo Inácio, Epist. ad Philad. (Epístola aos Filadélfos), 4; PG 5,700.
  • Professamos “que a Eucaristia é a Carne do nosso Salvador Jesus Cristo, a qual sofreu pelos nossos pecados e foi ressuscitada pelo Pai na sua benignidade”. Epist. ad Smyrn. (Epístola aos Esmirniotas), 7,1; PG 5, 713.


Santo Irineu (sec. II)

  • “A Eucaristia consiste de duas realidades, a terrena e a celeste. Pois o pão que é tirado da terra, não é mais pão comum, uma vez que ele recebeu a invocação de Deus e não se corrompe. Portanto, também nossos corpos, quando recebem a Eucaristia, não são mais passíveis de corrupção, mas possuem a esperança da Ressurreição para a eternidade”.  


Santo Tomás de Aquino

  • “A comunhão destrói a tentação do demônio”.
  • “A Eucaristia é sacramento do amor, significa amor, produz amor”.
  • “Como que a perfeição da vida espiritual e o fim de todos os Sacramentos”. Summa Theol. III, q. 73, a. 3 c.
  • “Enganam-se em ti a vista, o tato e o gosto. Com segurança só no ouvido cremos: creio tudo o que disse o Filho de Deus. Nada é mais verdadeiro do que esta palavra de verdade”.
  • “Eucaristia, sacramento de amor, prova de amor”.
  • “Não é coisa que se possa descobrir com os sentidos, mas só com a fé, baseada na autoridade de Deus”. Summa Theol. III, q. 75, a. I.
  • “Nec aliquis habet gratiam ante susceptionem huius sacramenti nisi ex aliquali voto ipsius”. (Summ. Theol., III, q.79, a.1., ad1) (cf. Ecclesia de Eucharistia, 62: “E ninguém tem uma certa graça, antes de receber este sacramento, exceto do desejo dela”.
  • “Ó Dulcíssimo Jesus, o teu Sacratíssimo Corpo e Sangue seja doçura e suavidade para minha alma; salvação e santidade em cada tentação; alegria e paz em cada tribulação; luz e força em cada palavra e ação;segura ajuda no momento da morte. Amém!”
  • “Por meio deste sacramento, o homem é estimulado a fazer atos de amor e por eles se apagam os pecados veniais. Somos preservados dos pecados mortais, porque a comunhão confere o aumento da graça que nos preserva das culpas graves”.
  • “Recebo-Te, ó Preço da minha redenção; recebo-Te, ó Viático da minha peregrinação, pelo teu amor estudei, fiz vigílias, trabalhei. Foi sobre Ti que preguei e ensinei, nunca disse nada contra Ti; e se o tivesse dito, tê-lo-ia dito apenas por ignorância e não quereria ser obstinado em sustentá-lo. Mas se me exprimi mal a propósito deste Sacramento, como também dos outros, deixo tudo à correção da Santa Igreja Romana, na obediência à Qual agora deixo esta vida”.


São Bernardino de Sena

  • “O dar-se Jesus Cristo a nós como alimento foi o último grau de amor. Deu-se a nós para unir-se totalmente conosco como se une o alimento diário com quem o toma”.


São Bernardo

  • “A comunhão reprime as nossas paixões: ira e sensualidade principalmente. Quando Jesus está presente corporalmente em nós, ao redor de nós, montam guarda de amor os anjos”.
  • “Eucaristia, amor dos amores”.
  • “Quando Jesus está presente corporalmente em nós, ao redor de nós, montam guarda de amor os anjos”.


São Boaventura

  • “Ainda que friamente aproxime-se confiando na misericórdia de Deus”.
  • “Estar Cristo no Sacramento como num sinal, nenhuma dificuldade tem; estar no Sacramento verdadeiramente, como no céu, tem a maior das dificuldades: é pois sumamente meritório acreditá-lo”. In IV Sent., X, P. I, a. un., q. I; Opera Omnia, N, 217.


São Cipriano

  • “Por fim, os mesmos Sacrifícios do Senhor põem em evidência a unanimidade dos cristãos, cimentada em caridade firme e indivisível. Pois, quando o Senhor chama seu Corpo ao pão, composto de muitos grãos juntos, indica o nosso povo reunido, por Ele sustentado; e quando chama seu Sangue ao vinho, espremido de muitos cachos e bagos, reduzidos à unidade, indica de maneira semelhante o nosso rebanho, composto de uma multidão reduzida à unidade”. Epist. ad Magnum, 6; PL 3,1189.


São Cirilo

  • “Não ponhas em dúvida se é ou não verdade, mas aceita com fé as palavras do Salvador; sendo Ele a Verdade, não mente”.  


São Cirilo de Alexandria (370 - 444) 

  • “Ao comungarmos o corpo de Cristo nos transformamos em “Cristóforos”, portadores de Cristo”.
  • “Nem se altera Cristo, nem se muda o seu santo Corpo; perseveram sempre nele a força e o poder de bênção, e a graça constante que vivifica”. (rejeita como loucura a opinião dos que afirmavam que, para nos santificarmos, nada serve a Eucaristia no caso de haver apenas algum resto conservado do dia anterior) Epist. ad Calosyrium: PG 76,1075.
  • Cristo “afirmou de maneira categórica 'isto é o meu Corpo e isto é o meu Sangue' não vás tu julgar que as realidades visíveis são figura, mas fiques sabendo que Deus Onipotente transforma, de modo misterioso, algumas das coisas oferecidas, no Corpo e no Sangue de Cristo; quando destes participamos, recebemos a força vivificante e santificadora de Cristo”. (comentário ao Evangelho de São Mateus: In Matth., 26, 27; PG 72, 451)


São Cirilo de Jerusalém (315 - 386) 

  • “Assim instruído e acreditando com a maior certeza que aquilo que parece pão não é pão, apesar do sabor que tem, mas sim o Corpo de Cristo; e que o que parece vinho não é vinho, apesar de assim parecer ao gosto, mas sim o Sangue de Cristo... tu fortalece o teu coração, comendo aquele pão como coisa espiritual, e alegra a face da tua alma”. Catech., 22,9 (myst. 4); PG 33,1103.  (ao concluir o discurso acerca dos Mistérios da fé)
  • “Depois de terminado o sacrifício espiritual, rito incruento, pedimos a Deus, sobre esta hóstia de propiciação, pela paz universal da Igreja, pela justa ordem do mundo, pelos imperadores, pelos nossos soldados e pelos aliados, pelos doentes, pelos aflitos, e todos nós rogamos por todos, em geral, quantos precisam de ajuda; oferecemos esta vítima... e depois recomendamos também os santos padres e bispos, e em conjunto todos os nossos defuntos, convencidos como estamos que esta será a maior ajuda para as almas, por quem se oferece a oração, enquanto está presente a Vítima santa que infunde o maior respeito”
  • “Do mesmo modo também nós, oferecendo orações a Deus pelos defuntos, mesmo pecadores, não lhe tecemos uma coroa, mas oferecemos-lhe Cristo imolado pelos nossos pecados, procurando conciliar a clemência de Deus em nosso favor e em favor deles”. Catech. 23 (mist. 5), 8,18; PG 33,1116.


São Felipe Neri

  • “Eucaristia, eis o meu amor, dai-me o meu amor”.
  • “A devoção ao Santíssimo Sacramento e a devoção à Santíssima Virgem são, não o melhor, mas o único meio para se conservar a pureza. Somente a comunhão é capaz de conservar um coração puro aos 20 anos. Não pode haver castidade sem a Eucaristia”.


São Francisco de Assis

  • Por amor da Eucaristia, Francisco reparava as igrejas também materialmente, varria os seus adros, adornava os seus altares e cuidava dos vasos sagrados e dos Sacrários. Ele lamentava-se: “Muitos abandonam o Corpo e Sangue do Senhor em lugares menos próprios e recebem-nO indignamente. E todas estas profanações não nos movem à piedade, quando é certo que o mesmo piedoso Senhor Se entrega em nossas mãos?”
  • Ele queria amar e honrar os Sacerdotes como a seus senhores e fazia isto porque, explicava ele: “Não vejo neste mundo coisa alguma do Altíssimo Filho de Deus, senão o Santíssimo Corpo e Sangue que eles recebem e só eles administram aos outros”.
  • Francisco ardia de amor em todas as fibras do seu ser para com o Sacramento do Corpo do Senhor e comungava com tal devoção que tornava devotos os que o viam. Queria que os seus irmãos participassem todos os dias na Eucaristia porque, dizia ele, “ninguém se pode salvar sem receber o santíssimo Corpo e Sangue do Senhor”.
  • “E por isso a todos vós, irmãos, imploro no Senhor, beijando-vos os pés e com quanta caridade eu posso, que presteis toda a reverência e toda a honra que puderdes, ao santíssimo Corpo e Sangue de nosso Senhor” Carta à Ordem.
  • Um dia, teve a ideia de enviar os irmãos pelo mundo com píxides preciosas, com a missão de colocarem o mais dignamente possível esse divino penhor da nossa redenção onde vissem que o conservavam com pouca reverência e decoro.
  • Grandemente preocupado com a ignorância e o pecado de alguns,[39] escreveu aos sacerdotes que entretanto a ele se juntaram: “celebrem o verdadeiro sacrifício do Corpo e Sangue de nosso Senhor Jesus Cristo, com santa e pura intenção, e não por qualquer motivo terreno, nem […] para agradar aos homens. Ó miséria grande, ó miseranda fraqueza, terde-lo vós assim presente, e ocupardes-vos de qualquer outra coisa do mundo!”
  • “O pão nosso de cada dia, o teu dileto Filho nosso Senhor Jesus Cristo, nos dá hoje, para memória, e inteligência e reverência do amor que nos teve, e de quanto por nós disse, fez e suportou”.
  • “Que todo o homem se espante, que o mundo inteiro trema, que o céu exulte quando, sobre o altar, nas mãos do Sacerdote, está Cristo, o Filho de Deus vivo! Oh! Humildade sublime, oh! Sublime humilde, que o Senhor de todo o universo, Se humilde a ponto de Se esconder, para nossa salvação, nas aparências de um bocado de pão”
  • Queria também que se demonstrasse um grande respeito pelo Sacerdote e pelas suas mãos, porque a elas foi conferido o divino poder de consagrar este Sacramento. Dizia ele: “Se me acontecesse encontrar ao mesmo tempo um Santo vindo do céu e um Sacerdote pobrezinho, saudaria primeiro o Sacerdote e correria a beijar-lhe as mãos, dizendo ao Santo: ‘Um momento, por favor, porque as mãos do Padre tocam Jesus e possuem um poder sobre-humano’”.


Franciscanos

  • Desde há muitos anos, existe a tradição, nalguns Conventos Franciscanos, de rezar todo o versículo 5 do Testamento (que a seguir transcrevemos), cada vez que se entra na capela da comunidade ou numa outra igreja: “Adoramos-te, santíssimo Senhor Jesus Cristo, aqui e em todas as tuas igrejas que estão por todo o mundo, e te louvamos, porque pela tua santa cruz remiste o mundo”.


São Francisco de Sales

  • “Duas espécies de pessoas devem comungar com frequência: os perfeitos, para se conservarem na perfeição, e os imperfeitos, para chegarem à perfeição”.
  • “Só por amor se deve receber Jesus Cristo na comunhão já que só por amor Ele se dá a nós”.


São Gregório de Nissa

  • “Nosso corpo unido ao corpo de Cristo, adquire um princípio de imortalidade, porque se une ao Imortal”.


São Gregório Nazianzeno 

  • “Este pão do céu requer que se tenha fome. Ele quer ser desejado”.  
  • “O Santíssimo Sacramento é fogo que nos inflama de modo que, retirando-nos do altar, espargimos tais chamas de amor que nos tornam terríveis ao inferno”.


São João Bosco

  • “Não omitais nunca a visita a cada dia ao Santíssimo Sacramento, ainda que seja muito breve, mas contanto que seja constante”.
  • “Quereis que o Senhor vos dê muitas graças? Visitai-o muitas vezes. Quereis que Ele vos dê poucas graças? Visitai-o poucas vezes. Quereis que o demônio vos assalte? Visitai raramente a Jesus Sacramentado. Quereis que o demônio fuja de vós? Visitai a Jesus muitas vezes. Quereis vencer ao demônio? Refugiai-vos sempre aos pés de Jesus. Quereis ser vencidos? Deixai de visitar Jesus…”

São João Crisóstomo (344 -407)

  • “Com efeito, o que é o pão? É o corpo de Cristo. E em que se transformam aqueles que o recebem? No corpo de Cristo; não muitos corpos, mas um só corpo. De fato, tal como o pão é um só apesar de constituído por muitos grãos, e estes, embora não se vejam, todavia estão no pão, de tal modo que a sua diferença desapareceu devido à sua perfeita e recíproca fusão, assim também nós estamos unidos reciprocamente entre nós e, todos juntos, com Cristo”.
  • “Inclinemo-nos sempre diante de Deus sem o contradizermos, embora o que Ele diz possa parecer contrário à nossa razão e à nossa inteligência; sobre a nossa razão e a nossa inteligência, prevaleça a sua palavra. Assim nos comportemos também diante do Mistério (Eucarístico), não considerando só o que nos pode vir dos nossos sentidos, mas conservando-nos fiéis às suas palavras. Uma palavra sua não pode enganar”. In Matth. hom. 8, 4; PG 58, 473
  • “Jesus Cristo quer de tal modo unir-se conosco, pelo amor ardente que nos tem, que nos tornemos uma só coisa com Ele na Eucaristia”.
  • “Jesus deu-se todo não reservando nada para si”.  
  • “Não comungar seria o maior desprezo a Jesus que se sente “doente de amor”. (Ct 2,4-5)”.
  • “Quem faz que as coisas oferecidas se tornem o Corpo e o Sangue de Cristo não é o homem, é Cristo que foi crucificado por nós. Como representante, pronuncia o sacerdote as palavras rituais; a eficácia e a graça vêm de Deus. Diz 'isto é o meu Corpo:' esta palavra transforma as coisas oferecidas”. De prodit. Iudae, homil.1,6; PG 49, 380; cf In Matth., homil. 82,5; PG 58, 744.
  • “Quero acrescentar uma coisa verdadeiramente estupenda, mas não vos espanteis nem vos perturbeis. Que coisa é? A oblação é a mesma, seja quem for o oferente, chame-se ele Pedro ou Paulo; é a mesma que Jesus Cristo confiou aos discípulos e agora realizam os sacerdotes: esta última não é menor que a primeira, porque não são os homens que a tornam santa, mas Aquele que a santificou. Como as palavras pronunciadas por Deus são exatamente as mesmas que agora diz o sacerdote, assim a oblação é também a mesma”. In Epist. 2. ad Tim., hom. 2,4; PG 62,612.


São João da Cruz 

  • “Aquela eterna fonte está escondida. Neste pão vivo para dar-nos vida, mesmo de noite. De lá está chamando as criaturas, Que nela se saciam às escuras, mesmo de noite. Aquela viva fonte que desejo, Neste pão de vida já a vejo, mesmo de noite”.
  • “Meus são os Céus e minha é a Terra, meus são os homens, e os justos são meus; e meus os pecadores. Os Anjos são meus, e a Mãe de Deus, todas as coisas são minhas. O próprio Deus é meu e para mim, pois Cristo é meu e tudo para mim”.  


São João Maria Vianney

  • “Cada hóstia consagrada é feita para se consumir de amor em um coração humano”.
  • “O alimento da alma é o corpo e o sangue de Deus!…Oh! formoso alimento! A alma não se pode alimentar senão de Deus. Só Deus pode bastar-lhe. Só Deus pode saciá-la. Fora de Deus não há nada que possa saciar-lhe a fome”.


São Lourenço Justiniano

  • “Ó Deus, que tanto nos amais, com este sacramento quisestes fazer com que o nosso coração se tornasse um só com o vosso, inseparavelmente unido”.


São Paulo Apóstolo

  • “Aproximemo-nos com confiança do trono da graça a fim de conseguir misericórdia e alcançar a graça de de uma ajuda oportuna”. (Hebreus 4:16)
  • “Provai e vede como o Senhor é bom”. (Sl 33,9) (cf. Cartas, II, 71, 6)
  • “Remédio de imortalidade e antídoto contra a morte, alimento de vida eterna em Jesus Cristo”. (cf. Carta aos Efésios 20,2)


Beato Pedro Julião Eymard

  • “A Sagrada Comunhão é a derradeira graça de amor, e nela Jesus Cristo se une espiritual e realmente ao fiel, a fim de nele produzir a perfeição de sua Vida e de sua Santidade”.
  • “Jesus está em cada hóstia consagrada e, se esta for partida, ficará Ele todo inteiro sob cada partícula. Em vez de dividi-lO, a fração da hóstia O multiplica”.
  • A um religioso que lhe perguntara um último pensamento como lembrança: “Nada mais tenho a dizer-vos. Vós tendes a Eucaristia. Que quereis ainda mais?”


São Tarcísio

  • O jovenzinho Tarcísio tinha-se oferecido generosa e corajosamente para levar às escondidas a Eucaristia aos cristãos presos por causa fé, durante as perseguições. Informa-nos o Para Dâmaso I: “Tarcísio levava os Mistérios de Cristo (termo que na Antiguidade indicava as Hóstias consagradas), quando uma mão criminosa tentou profaná-l'Os; Tarcísio, porém, preferiu deixar-se massacrar em vez de entregar o Corpo do Senhor àqueles malvados”. Com efeito, foi espancado até à morte com paus e pedras e, quando os assassinos viraram o seu corpo, deram-se conta que as Hóstias tinham desaparecido prodigiosamente das suas mãos.


São Vicente Ferrer

  • “Há mais proveito na Eucaristia que em uma semana de jejum a pão e água.


Teodoro de Mopsuéstia

  • “O Senhor não disse: Isto é o símbolo do meu Corpo e isto é o símbolo do meu Sangue, mas, Isto é o meu Corpo e o meu Sangue, ensinando-nos a não considerar a natureza visível que os sentidos atingem, mas a (crer) que ela pela ação da graça se mudou em carne e sangue”. In Matth. Comm., c. 26; PG 66, 714. (in Mysteriium Fidei de Paulo VI)


Bela leitura: Flores da Eucaristia (366 posts): http://www.saopiov.org/search/label/Flores%20da%20Eucaristia