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segunda-feira, 29 de maio de 2017

As palavras da Consagração na Missa



“Hic est enim calix sanguinis mei novi et aeterni testamenti: mysterium fidei: qui pro vobis et pro multis effundetur in remissionem peccatorum”



Zelo Zelatus sum (*): Sobre as palavras da Consagração na Missa, ou seja qual seria a forma? Quais as palavras essenciais? E questões sobre o “pro multis”, traduzido na Missa Nova “por todos”. Neste post trataremos das palavras que constituem a “Forma”.
Primeira Consagração, isto é, a do pão: As palavras da Consagração do pão são transcritas literalmente dos Evangelhos sinópticos (São Mateus, São Marcos e São Lucas).São somente as palavras essenciais. São João não fala da instituição da Eucaristia; fala, porém, da promessa da Eucaristia no capítulo VI.
Cotejemos os textos bíblicos:
São Mateus, XXVI, 26“Accipite et comedite: Hoc est corpus meum”. “Tomai e comei: Isto é o meu corpo”.
São Marcos, XIV, 22: “Sumite, hoc est corpus meum”, “Tomai, isto é o meu corpo”.
São Lucas, XXII, 19“Hoc est corpus meum, quod pro vobis datur”, “Isto é o meu corpo, que é dado por vós”. 
São Paulo, 1ª Coríntios, XI, 24“Accipite et manducate: hoc est corpus meum, quod pro vobis tradetur”, “Tomai e comei: isto é o meu corpo, que será entregue por vós”.
Vemos que a Santa Igreja tomou destes autores sagrados para a forma da consagração do pão apenas as palavras essenciais: “Hoc est (enim) corpus meum”. Só acrescentou a partícula“enim”. As palavra de São Paulo: “Accipite et manducate” vêm antes das palavras propriamente da Consagração do pão. As palavras de São Lucas: “quod pro vobis datur”; e as de São Paulo:“quod pro vobis tradetur” simplesmente são omitidas. Apenas devemos observar que foi acrescentada a conjunção “enim” (=pois) que serve para situar a fórmula consecratória dentro do relato da Ceia. Na verdade, como vimos, tal conjunção não se encontra no Evangelho. Mas São Mateus a emprega na consagração do vinho. Foi, certamente, por analogia que ela passou também para a consagração do pão. Mas, desde já, fique claro que esta conjunção não faz parte das palavras essenciais da Consagração. Isto significa que, se não for pronunciada, isto não invalida a Consagração.
Segunda Consagração, isto é, a do vinho: A fórmula da consagração do vinho é uma combinação dos textos bíblicos relativos à Última Ceia e não corresponde literalmente a nenhum deles tomado separadamente. Cotejemos os três Evangelhos:
São Mateus, XXVI, 28: “Hic est enim sanguis meus novi testamenti, qui  pro multis effundetur in remissionem peccatorum”. “Isto é, pois, o meu sangue da nova aliança, que será derramado por muitos, para remissão dos pecados”.
São Marcos, XIV, 24: “Hic est sanguis meus novi testamenti, qui pro multis effundetur”. “Isto é o meu sangue da nova aliança, que será derramado por muitos”. 
São Lucas, XXII, 20: “Hic est calix novum testamentum in sanguine meo, qui pro vobis fundetur”. “Este cálice é a nova aliança em meu sangue, que será derramado por vós”.
Observação: “Pro multis” é traduzido – “por muitos”, “em prol de muitos”, “em benefício de muitos”. “Testamentum” pode ser traduzido por Testamento ou por Aliança, pois, são sinônimos 
São Paulo na sua 1ª Epístola aos Coríntios XI, 23-25 diz: “Porque eu recebi do Senhor o que também vos ensinei a vós, que o Senhor Jesus, na noite em que foi entregue, tomou o pão e, dando graças, o partiu e disse: Tomai e comei; isto é o meu corpo, que será entregue por vós; fazei isto em memória de mim. Igualmente também, depois de ter ceado, tomou o cálice, dizendo: Este cálice é o novo testamento no meu sangue; fazei isto em memória de mim todas as vezes que o beberdes”.
Vemos que, no que se refere às palavras essenciais da consagração do vinho, São Paulo coincide com o texto de São Lucas quase que literalmente:
Hic calix novum testamentum est in meo sanguine” “Este cálice é a nova aliança em meu sangue”. São Paulo, como podemos notar, não traz as palavras referidas por São Lucas: “qui pro vobis fundetur”, “que será derramado por vós”.  
Isto posto, comparemos agora a fórmula litúrgica (é claro, da Santa Missa de Sempre):
“Hic est enim calix sanguinis mei novi et aeterni testamenti: mysterium fidei: qui pro vobis et pro multis effundetur in remissionem peccatorum”.
Em Português: “Este é, pois, o cálice do meu sangue, da nova e eterna aliança: mistério de fé: que será derramado em prol de vós e em prol de muitos em remissão dos pecados”. 
Vê-se claramente que a Santa Madre Igreja preferiu o texto de São Lucas e São Paulo, combinando-o com o de São Mateus e São Marcos. Além disso, fez dois acréscimos:
a) O adjetivo eterno“cálice do meu sangue, do novo e eterno Testamento”;
b) A expressão mistério da fé.
Agora limito-me a observar que estes dois acréscimos não alteram a forma do sacramento.  Foi intencionalmente que a Igreja preferiu o texto de São Lucas e São Paulo. De fato, é só nestes dois autores sagrados que aparece a palavra cálice, e ela tem uma significação técnica, pois Nosso Senhor Jesus Cristo, duas vezes pelo menos, a empregou para indicar o Sacrifício da Cruz:
“Podeis beber o cálice que eu hei de beber?” (São Marcos, X, 38).
“Pai, se for possível, passe de mim este cálice” (São Mateus, XXVI, 39).
O Catecismo Romano também assim explica: “Quando, pois, se diz: ‘Este é o Cálice do Meu Sangue’ – cumpre entender: ‘Este é o Meu Sangue, que se contém neste cálice’. Como aqui se consagra sangue, para ser bebida, é oportuno e acertado fazer-se menção do cálice. Sangue como tal não lembraria bastante a ideia de bebida, se não estivesse colocado num recipiente”.
Por último, observemos que a Igreja ainda acrescentou ao “em benefício de vós”, de São Lucas, o “Em benefício de muitos” de São Mateus e São Marcos.
CONCLUINDO, podemos agora reproduzir a fórmula da Consagração do vinho, destacando o que pertence a cada autor sagrado. Vou dar em latim, visto como a tradução de todas as partes já está acima:
Hic est enim (São Mateus) calix (São Lucas e São Paulo) sanguinis mei (São Mateus e São Marcos)novi (São Mateus e São Marcos) et aeterni (a Igreja) testamenti (São Mateus e São Marcos): mysterium fidei (a Igreja): qui pro vobis ( São Lucas ) et pro multis (São Mateus e São Marcos) effundetur (São Mateus e São Marcos) in remissionem peccatorum” (São Mateus).

segunda-feira, 15 de maio de 2017

Na Santa Missa Tradicional o Céu nos protege

A muralha inatacável e inexpugnável da Santa Missa Tradicional nos protege da heresia, da perversão da fé católica, das imundas águas do mundo que infectam e sujam por onde passam, deixando seu rastro de sensualidade e pecado, um mundo rendido a seus instintos carnais e sexuais


Tradução Sensus fidei: A Igreja nascente teve que enfrentar o paganismo reinante. O choque era inevitável, o cristianismo vinha do céu, o paganismo da terra. Se bem que o paganismo tenha sido vencido, não foi assim destruído. Com o espírito do maligno soube introduzir-se no interior da Igreja com o rosto da heresia. A heresia significava algo novo estranho à realidade da Igreja, a divisão.
O cristão aceita todo o depósito da fé, o herege escolhe o que lhe convém, o que lhe é mais cômodo. A heresia nada mais é do que apenas fazer uma religião confortável ou menos desconfortável. A heresia divide a universalidade da catolicidade, do universal passa ao particular.
A reforma protestante levou a romper a universalidade da Igreja católica, cujo centro era, e é, Roma, para parcelar territórios sujeitando a religião ao príncipe, o espiritual ao temporal.
A liturgia católica que expressa a fé da Igreja, e em particular o Santo Sacrifício da Missa, que faz presente o Mysterium fidei, o mais sagrado da fé católica, a luz fulgurante que ilumina a Igreja e o mundo, manteve sua unidade e sua universalidade. A liturgia resistiu à divisão, a particularização, pois ela representava a realidade da universalidade da Igreja, de sua unidade de fé, de dogmas, sacramentos.
A reforma protestante propiciou uma total fragmentação da liturgia, fruto do fracionamento na fé. A liturgia católica manteve com firmeza a unidade e universalidade, e como muralha inexpugnável, transmitiu de geração em geração a verdade da fé católica.
A Santa Missa Tradicional é a muralha inexpugnável e inatacável que conserva intacta a fé, a Palavra de Deus viva, que constantemente nos fala e o autor da Palavra. A Igreja não cedeu em seu esforço por manter a Santa Missa livre de qualquer abuso, infecção herética, banalização, fazendo que tudo que a cercava fosse a máxima expressão da realidade que contém, da sagrada realidade que contém: o Calvário, a Sagrada paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Esta é a razão de que tudo na Santa Missa Tradicional seja detalhista, pulcro, cuidadoso, medido, controlado, previsto, limpo, bonito; e ao contrário, não há lugar para a improvisação, para o vultar, para o original, o corrente, o grosseiro, o feio, o vulgar, o irreverente, o ofensivo, o sensual.
A muralha inatacável e inexpugnável da Santa Missa Tradicional nos protege da heresia, da perversão da fé católica, das imundas águas do mundo que infectam e sujam por onde passam, deixando seu rastro de sensualidade e pecado, um mundo rendido a seus instintos carnais e sexuais. A Santa Missa Tradicional nos protege das imundícies do mundo, mas sobretudo protege o Bendito Corpo e o Preciosíssimo Sangue de Nosso Redentor, do flagelo da heresia que nunca irá parar de tentar, em vão, derrubar essa muralha construída e sustentada por Deus Pai Todo-poderoso.
O Céu nos protege em cada Santa Missa Tradicional. O Padre Eterno, o Cordeiro de Deus, o Divino Espírito, a Imaculada Conceição, e a Corte celestial, estão aguardando o início, e presenciam com glória celestial o desenvolvimento do Sacrifício do Agnus Dei.
As graças deste Santo Sacrifício são tão inexplicáveis, como inimagináveis, mas tão reais que a alma se rende atônita com os seus frutos; de fato, rende-se ferida de tal forma que é uma ferida que não se fecha e que necessita, para curar-se, da próxima Santa Missa, mas, na próxima Santa Missa, torna-se ainda maior. E a alma compreende que sua vida já é a própria Santa Missa Tradicional.
A Santa Missa Tradicional é o futuro da Igreja, porque é a Verdade da igreja, porque é a Luz que não se apaga, iluminando o caminho de nossa fé para a Pátria celestial. É o Sacrifício do Cordeiro de Deus, sempre novo e atual, sempre ressaltando e assinalando aquilo que tem que se desvencilhar por ser pagão e herético.
A Santa Missa Tradicional irrita e exaspera dentro e fora da Igreja católica, simplesmente porque é medicina para o doente. É tão forte o brilho da Verdade que leva em si que deslumbra os que não querem reconhecer a Verdade. A Verdade sempre permanecerá iluminando, o cego só pode permanecer em sua cegueira, jamais apagar a Luz que o cega.
Padre Juan Manuel Rodríguez de la Rosa

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

10 coisas simples que padres e católicos leigos tradicionais podem fazer para ajudar a Deus e a Igreja


Para todos vocês maravilhosos sacerdotes tradicionais, aqui estão 10 coisas que, de nossa parte, podemos fazer para ajudar a Deus, a Sua Santa Igreja Católica e o mundo:




1) Oferecermos o Santo Sacrifício da Missa Tradicional com grande fé e devoção.
2) Pregarmos a verdade em nossas homilias mesmo quando somos perseguidos por isso.
3) Estarmos sempre disponíveis para a Santa Confissão. E quando ouvirmos confissão, gastemos tempo ajudando as pessoas a reconhecer a gravidade de seus pecados, (especialmente os seus pecados sexuais), conscientizá-las de como os trajes imodestos ofendem a Deus, a necessidade dos Sacramentos, da oração e que é fundamental colocar Deus em primeiro lugar em suas vidas.
4) Rezar o Breviário Latino.
5) Rezar o Santo Rosário, (todas as 15 dezenas).
6) Criar um blog.
7) Mostrar amor e preocupação para com todos os que entram em contato conosco durante o dia todo.
8) Viver o que nós acreditamos e pregarmos isso.
9) Deixar Deus ser o foco do nosso sacerdócio, (comecemos tirando a nós mesmos do caminho) para que Ele possa fazer a maior parte do trabalho.
10) Com humildade, façamos a nossa parte e, em seguida, deixemos a outra parte para Deus e os outros.
Cada um de nós deve fazer apenas o que Deus pede de nós. Para alguns de nós isso pode ser uma tarefa enorme. Para outros, pode ser apenas rezar para a Igreja e a conversão dos pecadores em uma cama de convalescença.

Aqui está uma lista de 10 coisas que você, como leigo, pode fazer.

1) Dê-se ao trabalho, faça o sacrifício e vá para a Santa Missa Tradicional.
2) Certifique-se de que você está vivendo uma vida de santidade, longe do pecado mortal. (Não há nenhuma desculpa para o pecado.)
3) Preocupe-se profundamente se com a sua própria alma eterna e tente salvar outras almas do inferno.
4) Reze diante do Santíssimo Sacramento a cada semana. (Melhor ainda se puder fazer isso todos os dias.)
5) Reze os 15 mistérios do Santo Rosário todos os dias pedindo a Maria a derrota de satanás e de todas as outras pessoas más que estão destruindo a Igreja Católica. Reze pela conversão dos pecadores.
6) De forma disciplinada, tire um tempo para realmente aprender/conhecer a sua fé católica tradicional.
7) Ensine as pessoas o Catecismo Católico tradicional. Temos um leigo tradicional fantástico que ensina catecismo para jovens e adultos. Ele exerce um efeito incrível em cada um dos seus alunos.
8) Fale a verdade católica com amor, mas também sem medo, mesmo quando os outros olhem para você de cima abaixo e o persigam.
9) Vista-se modesta e formalmente, mostrando sua verdadeira identidade católica tradicional. Você vai se surpreender com o respeito que receberá por vestir-se adequadamente.
10) Utilize a mídia, blogs, revistas, tudo o que puder para compartilhar sua fé católica tradicional. Mesmo que o seu blog salve apenas uma alma, valerá a pena todos os seus sacrifícios e o tempo que você empregar nele. Uma alma eterna vale mais do que toda a criação.


Assim, ditas todas essas coisas, façamos a nossa parte e deixemos o resto para que Deus faça a Sua parte. E, então, sigamos adiante, serenos, com fé e confiança em Deus todo poderoso que completará a Sua obra, a Seu tempo e à Sua maneira. Lembre-se, “nossa ajuda é feita em nome do Senhor, que fez o céu e a terra”.
Tradução Sensus fidei

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Missa em Latim vs. Missa Nova, do ponto de vista de um Padre

Como sacerdote, desejo voltar a esclarecer quais são as diferenças sobre como Jesus é tratado nas duas missas. Isto será do meu próprio ponto de vista, como um padre que celebrou durante anos a Missa Nova em inglês e espanhol, e agora, oferecendo o Santo Sacrifício da Missa Antiga



























Tradução Sensus fidei: Constantemente ouço pessoas dizerem que não vão à Antiga Missa em Latim, porque eles não entendem latim. (Alguns até acham que a homilia é feita em latim.) Então, por favor, apenas por agora, deixemos de lado o argumento da língua; latim ou vernáculo e avaliemos as orações e as ações que integram as rubricas das duas missas. Olhemos também para quem é o centro do foco e a forma como as pessoas participam, vestem-se e recebem Deus na Sagrada Comunhão nas duas missas.

Como sacerdote, desejo voltar a esclarecer quais são as diferenças sobre como Jesus é tratado nas duas missas. Isto será do meu próprio ponto de vista, como um padre que celebrou durante anos a Missa Nova em inglês e espanhol, e agora, nos últimos 7 anos, oferecendo o Santo Sacrifício da Missa Antiga.
A maioria dos católicos julgam as duas missas de sua própria perspectiva subjetiva e preferências. Eles não são sacerdotes. Eles não estão oferecendo as duas missas e não fazem ideia de como é a experiência do sacerdote que oferece o sacrifício da Santa Missa.
Do meu ponto de vista sobre o altar, a diferença entre a Missa antiga e a Missa Nova é como o dia e a noite. Bispo Sample, de Portland Oregon, definiu muito bem quando, na Conferência Sacra Liturgia em Roma, disse que deseja que todos os seus sacerdotes aprendam e ofereçam a Missa Antiga em Latim por causa do efeito que ela exerce sobre eles mesmos, levando-os a compreender o seu papel como sacerdotes. Ele disse que oferecer a Santa Missa Antiga em Latim fez com que ele mudasse completamente, e agora, ele finalmente entende o aspecto sacrifical do seu sacerdócio.
Eu sei, para o católico comum que teve muito pouca ou nenhuma experiência com a Missa Antiga em latim, a Missa Nova está muito bem porque é a que todos eles já conhecem ou se sentem confortáveis e “em casa”. Em todo o mundo, a Missa Nova é tudo o que qualquer católico pode querer. Isso é tudo o que conhecem e é todo o critério que têm para julgar.
Os neo-Católicos ortodoxos que não são católicos tradicionais, estão constantemente reclamando sobre os graves abusos litúrgicos praticados por padres que não seguem as rubricas essenciais encontradas no Novo Missal Romano. Como quando, por exemplo, o celebrante muda as palavras da consagração, não diz o Credo da Missa dominical, não faz genuflexões quando necessário, dá a comunhão para todos, incluindo os não católicos, que aparecem em funerais ou casamentos, e todos os demais graves abusos que experimentam na Missa Nova.
Mas, em essência, e na maior parte, estão satisfeitos com a Missa Nova. Alguns Neo-Católicos preferem a Nova Missa em latim ou talvez digam “ad orientem”.

Aqui está uma lista de observações que fiz, oferecendo ambas, a Missa antiga e a Missa Nova.
Todo o foco de toda a Santa Missa Antiga Latina está em:
  • adorar a Deus,
  • estar no Calvário, no verdadeiro sacrifício incruento de Jesus sendo atualizado na Cruz,
  • o sacerdote pedindo a Jesus para interceder a Deus Seu Pai para a remissão dos nossos pecados,
  • humildemente rezando para que neste Sacrifício possamos receber a salvação e as graças.
No Sacrifício da Missa Antiga Latina, é óbvio que;
  • Deus Pai está agindo através de Jesus Seu Filho.
  • Jesus está agindo por meio do sacerdote, in Persona Christi.
  • Há uma hierarquia na Missa em latim, bispo, sacerdote, religioso, coroinhas, fiéis, como a que é encontrada no Reino de Deus e na Igreja Católica.
  • O sacerdote tem o papel especial na oração a Deus.
  • O sacerdote reza em segredo e em voz baixa a parte sagrada do Canon e as palavras da consagração.
  • As pessoas acompanham Maria e o Apóstolo São João na contemplação ao pé da Cruz, enquanto Jesus está oferecendo sua vida em sacrifício ao Pai para a nossa salvação.
  • As pessoas estão diante do santo sacrifício de Jesus na Cruz por elas.
  • As pessoas, humilde e passivamente, recebem as graças de Deus através da oração interior.
  • As pessoas humildemente recebem Jesus de joelhos na Santa Comunhão e na língua.
  • As pessoas rezam e absorvem os efeitos do Divino Mistério da Santa Missa em silêncio.
  • O Coro está no alto [ou atrás] acompanhando as pessoas em canções sagradas.
  • O coro canta anonimamente para a glória de Deus e não para exibir-se para a multidão.
  • O Coro canta a capella ou é acompanhado por música de órgão.
  • O canto gregoriano é cantado para elevar as almas das pessoas a Deus.


Respeito, adoração e proteção dada a Jesus no Santíssimo Sacramento.
  • Há apenas uma maneira de oferecer a Santa Missa Antiga em Latim e as rubricas devem ser obedecidas.
  • Há muito mais genuflexões, reverências e persignações a Deus por parte do sacerdote.
  • Ninguém, exceto o sacerdote, pode tocar o Santo Cálice e a patena, porque eles são consagrados para serem usados apenas para conter o Corpo e o Sangue de Deus.
  • Uma vez que o sacerdote disse as palavras da consagração, ele nunca separa os polegares e os indicadores para que, se por acaso, houver pequenos fragmentos do Corpo de Jesus, eles não cairão no Altar ou no chão.
  • O sacerdote sorve o Preciosíssimo Sangue de Jesus apenas de um lado do Cálice, de modo que quando for purificá-lo, terá a certeza de que purifica exatamente onde o sangue fluiu.
  • Ao receber o Corpo de Cristo, o sacerdote coloca a patena sob o queixo, abrigando todas as partículas que possam cair sobre o Altar.
  • Ele raspa o corporal com a patena para ter certeza se em qualquer momento alguma partícula do Corpo de Cristo tenha ficado sobre o corporal, e poder colocá-la no cálice para ser consumida com o Sangue de Cristo.
  • Toda vez, após a consagração, quando o sacerdote descobre o cálice, ele coloca os dedos sobre o mesmo, de modo que nunca possa cair e derramar o Precioso Sangue de Jesus.
  • O Corpo de Cristo é dado somente com a assistência do coroinha segurando a patena para que nenhuma migalha caia no chão.
  • Ninguém jamais toca Deus na Sagrada Comunhão, além do sacerdote.
  • Todas as pessoas são obrigadas a ajoelhar e receber Jesus na língua.
  • Depois da Sagrada Comunhão, o sacerdote purifica o Cálice duas vezes, uma com vinho e novamente com vinho e água para ter certeza de que recebe cada gota do Precioso Sangue de Jesus purificado.
  • O sacerdote purifica os polegares e indicadores com água e vinho no cálice para obter qualquer partícula minúscula de hóstia de dentro do cálice, consumindo-a.
  • As pessoas se ajoelham em adoração e ação de graças depois da comunhão.
  • As pessoas rezam e não conversam dentro da igreja.
  • As mulheres cobrem suas cabeças com véus.
  • As pessoas se vestem com trajes de domingo, com muito respeito e modéstia.

A Missa Nova está focada em Deus, mas, ao mesmo tempo, muito focada nas pessoas.
  • Em vez de o foco do Celebrante estar in Persona Christi, seu foco está em representar e presidir em nome da congregação.
  • O Celebrante posiciona-se de frente para o povo, e não para Deus.
  • Em todas as realidades, o celebrante é o centro do “show”. Muitas vezes ele vai fazer piadas.
  • Há muito pouco nas palavras da Missa Nova referentes à dimensão sacrificial da missa.
  • A Missa Nova é centrada muito mais em “Recordar a Última Ceia”.
  • Não há altar para o sacrifício sacerdotal, apenas uma mesa de madeira.
  • O presidente sempre reza em voz alta para que as pessoas possam ouvi-lo.
  • O foco está sobre as pessoas sendo muito ativo em respostas, abraços, ficar de pé, sentados, ajoelhados, cantando e andando em procissão para receber a Sagrada Comunhão.
  • Há muitas pessoas envolvidas na Missa Nova, como Leitores(as) e ministros(as) extraordinários(as) da Eucaristia.
  • Muitas pessoas transitando ao redor do Santuário, como a banda de rock ou outros membros do coral.
  • Todo tipo de música e canto são permitidos.
  • O coro e os músicos tocam voltados para as pessoas.
  • As músicas tocadas e cantada tem por objetivo fazer com que as pessoas se sintam felizes, bem, quentes e animadas.
  • Bater palmas é algo incentivado ao felicitar pessoas ou enquanto cantam-se canções.
  • Crianças e outras pessoas são frequentemente convidadas para se posicionarem em torno do altar e rezar com o presidente.
  • Todo mundo adora isso porque o foco está sobre as crianças bonitas e as pessoas.
  • O celebrante senta-se na cadeira do presidente voltado para o povo, não para Deus.
  • Tudo é muito exterior e não contemplativo.
  • Há muito pouco silêncio.
  • Ajoelha-se muito pouco em adoração a Deus.
  • O Novo Missal Romano tem várias opções “pastorais” em como celebrar a missa.
  • Muitas mulheres vêm à missa vestidas em roupas sensuais, decotes, calças apertadas e shorts.
  • Homens vêm trajados com bermudas.
  • Leitores(as) e ministros(as) extraordinários(as), por vezes, sobem no altar com roupas sensuais ou impróprias.
  • Antes e depois da missa, pessoas e padres conversam e se socializam em voz alta na igreja.

Na Missa Nova,
  • A maioria das pessoas recebem a Sagrada Comunhão.
  • Recebem-na em pé.
  • Recebem Jesus na mão.
  • Todos devem permanecer em pé até que todos tenham subido juntos em procissão para receber a Sagrada Comunhão.
  • Há muito pouco tempo permitido, após a Sagrada Comunhão, para meditar e agradecer a Deus por Ele ter vindo em suas almas.
  • As pessoas costumam sentar-se e não se ajoelham depois de receber a Sagrada Comunhão.
  • As Grandes Hóstias são utilizadas para mostrar que todos nós somos um só corpo, e quando elas são partidas, partículas grandes são atiradas em todo o corporal, no altar e no chão. Aconteceu comigo.
  • Muito raramente as patenas são utilizadas para abrigar o corpo de Cristo ou as migalhas que caem.
  • Os pisos de igrejas católicas estão cheios de partículas do Corpo de Cristo que caem pelo chão, das mãos das pessoas que o recebem na mão e são pisoteadas por todos os presentes.
  • Todos tomam do cálice dado pelo ministro para receberem o Sangue de Cristo.
  • Muitas vezes o Precioso Sangue de Cristo é derramado sobre as pessoas ou no chão.
  • Somente os sacerdotes devem purificar os vasos sagrados na missa, mas muitas vezes eles são deixados para que os outros os purifiquem.
  • A purificação do cálice é feita apenas com água.
  • É impossível para o sacerdote purificar onde tantas pessoas receberam do cálice, várias vezes sorvido, quando administrado o Preciosíssimo Sangue pelos(as) ministros(as) extraordinários(as).

A última pergunta (e a resposta deve fazer com que todos que leiam este artigo queiram ir apenas para a Santa Missa Antiga em latim) é: nós realmente acreditamos que Deus/Jesus está no Santíssimo Sacramento do Altar? Se assim é, Deus merece toda adoração, respeito e proteção.


Como um padre que diz que a Missa Nova e a Antiga Missa em Latim, a Missa Latina tem, de longe, mais rubricas integradas para proteger o Corpo e Sangue de Jesus de ser profanado de qualquer maneira. A Missa Antiga em Latim tem claramente o forte componente sacrifical, próprio da Santa Missa e do sacerdócio. A Missa Antiga não tem a ênfase protestante na Última Ceia e “fazer isto em memória de mim”, como Lutero defendeu. A Missa Antiga também tem orações e gestos que auxiliam mais facilmente a adoração que Jesus merece de todos nós, Suas criaturas. E, por causa disto, a Missa Antiga em latim agrada muito mais a Deus do que a Missa Nova.