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segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

O PRIMEIRO MÁRTIR DA EUCARISTIA


Era nos primeiros tempos do cristianismo. Os cristãos eram perseguidos, lançados às feras, mortos.
Quase todos procuravam antes receber a santa comunhão.
Os sacerdotes tinham de esconder-se porque eram os mais procurados pelos inimigos.
Um dia, depois de celebrar os divinos mistérios nas catacumbas, o padre, voltando-se para os fiéis reunidos, mostrou-lhes a Hóstia e disse:
- Amanhã muitos dos nossos serão conduzidos às feras. Quem de vós, menos conhecido que eu, poderá levar-lhes secretamente o Pão dos fortes?
As estas palavras aproxima-se um menino de dez anos, chamado Tarcísio, que parecia ter roubado aos anjos a pureza da alma e a formosura do rosto; e, ajoelhando-se diante do altar, estendia os braços para o sacerdote sem pronunciar palavra, parecendo querer dizer:- Eu mesmo levarei Jesus aos irmãos encarcerados…
- És muito pequeno – disse o padre – como poderei confiar-te tamanho tesouro?
- Sim, padre; justamente por ser eu pequeno me aproximarei dos mártires sem que ninguém desconfie.
Falava com tanto ardor e candura, que o padre lhe confiou os “Mistérios de Jesus”.
O pequeno, radiante de alegria, aperta ao peito o seu tesouro e diz:
- Antes que me façam em pedaços ninguém mo arrebatará.
Partiu pressuroso para o cárcer Mamertino.
Ao atravessar a praça, eis que um grupo de rapazes o cerca e quer obrigá-lo a tomar parte em seus brinquedos.
- Não posso – dizia Tarcísio – não posso, estou com pressa.
Os outros, vendo que ele conservava as mãos sobre o peito, suspeitaram tratar-se dos mistérios dos cristãos. Gritando como possessos, lançaram por terra o pobrezinho, deram-lhe golpes, atiraram-lhe pedras, deixaram-nos prostrado. O sangue corria-lhe principalmente da boca, mas as mãos não se desprendiam do peito.
Nisto passa por ali um oficial cristão, por nome Quadrato, que, saltando no meio dos rapazes, dá golpes à direita e à esquerda e dispersa a quadrilha malfeitora.
Como uma mãe carinhosa, toma com todo o respeito o pequenino mártir da Eucaristia e leva-o em seus robustos braços até ás catacumbas, onde o sacerdote, ao ver o menino, não pôde conter as lágrimas. Tarcísio, o defensor de Jesus, expirou ali mesmo.
Tesouro de Exemplos – Pe. Francisco Alves
Fonte:

domingo, 14 de dezembro de 2014

VISITANDO O SANTISSIMO

Um sacerdote, que estava a rezar o oficio divino a um canto da igreja sem que o pudessem ver, foi testemunha de uma graciosa visita ao Santíssimo.
Aproximaram-se da grade do altar dois meninos: Lino, de seis anos, e seu irmãozinho, de três. O maiorzinho tomou pela cintura o pequeno, ergueu-o e conservou-o de pezinho sobre a grade. Com a mão livre tomou a mãozinha de seu irmão para persigná-lo e, em seguida, rezou com ele esta breve oração:
“Meu Jesus, eu te amo de todo o meu coração”. E repetiu estas ultimas palavras, pondo a mão sobre o peito para indicar o coração.Terminada a oração, Lino explicou ao irmãozinho:
- Olha, o bom Jesus, está dentro daquela casinha. As imagens que vês em cima são retratos de Jesus e de sua santa Mãe.
O pequenito olhava atentamente com seus olhos grandes e negros para a estátua de Nossa Senhora do Sagrado Coração, e de repente perguntou:
- Lino, Jesuinho quer bem a mim também?
- Sim responde Lino; olha como nos mostra seu coração com a mão esquerda e com a direita nos indica sua Mãe.
- Por quê? insiste o pequeno.
Então Lino, lentamente, indeciso, atreve-se a balbuciar:
- Talvez Jesuinho queira que peçamos a sua mamãe licença para ficarmos com Ele.
Tesouro de Exemplos – Pe. Francisco Alves
Fonte:

sábado, 13 de dezembro de 2014

UM MENINO DISTRIBUI A COMUNHÃO

hostiasNa guerra de 1914, que durou quatro anos, os exércitos italiano e alemão planejavam perto da povoação de Torcegno, no vale de Brenta.
A meia noite entraram os alemães para ocupar a igreja e a torre e levaram consigo prisioneiros os sacerdotes que havia, sem dar-lhes tempo de retirar o Santíssimo da Igreja.
De manhã, antes da aurora o povo recebeu ordem de evacuar o povoado, pois ia dar-se ali a batalha.
Eram os habitantes cristãos fervorosos que amavam muito as suas roças, suas casas e mais ainda sua igreja.
Mas não havia remédio; era preciso fugir.
- Salvemos ao menos o Santíssimo, disseram todos; mas como, se não havia padres?Lembraram-se de escolher o menino mais inocente e angélico para abrir o sacrário e dar a comunhão a todos os presentes, consumindo-se assim todas as hóstias.
Ao sair o sol todo o povo estava na igreja, as velas acesas no altar e o menino revestido de alvas vestes.
Sobe o mesmo com grande reverência os degraus do altar, estende o corporal, abre a portinha, toma o cibório dourado e, tendo todos rezado o “Eu pecador”, desce até a grade e vai dando as hóstias até esvaziar o cibório.
Purificou logo o vaso sagrado com todo cuidado, juntou as mãos e desceu os degraus do altar como um anjo.
Levando Jesus no coração, todo o povo se apressou a fugir para os montes. Corriam lágrimas dos olhos de muitos, é verdade, mas a alma estava confortada com o manjar divino.
Ao pequeno “diácono” enviou o Santo Padre Bento XV sua bênção e suas felicitações.
Tesouro de Exemplos – Pe. Francisco Alves
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