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segunda-feira, 12 de setembro de 2016

E O NOME DA VIRGEM ERA MARIA (Por São Bernardo de Claraval)



« Permiti-me que diga algo em referência a este nome a que se atribui o significado de “Estrela do Mar” e se adapta admiravelmente à Virgem Mãe.

Existe realmente uma maravilhosa propriedade nesta sua comparação a uma estrela, pois assim como uma estrela emite os seus raios sem detrimento próprio, também a Virgem concebeu o seu Filho sem prejuízo para a sua integridade. E assim como os raios emitidos não diminuem o brilho da estrela, tampouco a criança nascida manchou a beleza da virgindade de Maria. Ela é, portanto, aquela estrela gloriosa que, segundo a profecia, surgiu de Jacob, iluminando toda a terra com um esplendor magnificente que sobe aos céus e alcança o próprio inferno; uma estrela que, derramando a sua luz sobre o universo e comunicando o seu calor mais às almas do que os corpos, fortalece a virtude e extingue o vício. Ela, repito, é aquela estrela resplandecente e brilhante colocada como farol necessário sobre o mar extenso e amplo da vida, cintilando com virtudes, luminosa de exemplos para serem imitados. Oh! quem quer que se aperceba durante esta existência mortal de que flutua em águas traiçoeiras, à mercê dos ventos e das ondas, em vez de caminhar com segurança em terreno sólido, nunca afaste os olhos da luz deste farol, a não ser que deseje submergir-se na tempestade.

Quando a tempestade da tentação vos assaltar, quando vos virdes arrastados para os rochedos da tribulação, erguei os olhos para a estrela, chamai por Maria. Quando acometidos pelas vagas do orgulho, da ambição, do ódio ou da inveja, erguei os olhos e chamai por Maria. Se a cólera, a avareza ou o desejo carnal invadirem violentamente a pequena embarcação de vossa alma, erguei os olhos e chamai por Maria. Se, atormentados pela gravidade de vossos pecados, esmagados pelo estado de vossas consciências e aterrorizadas pelo lastimável estado das vossas consciências e aterrorizados pela ideia do julgamento final vos sentirdes prestes a soçobrar no golfo sem fundo da tristeza e ser engolidos pelo abismo negro do desespero, ó, pensai então em Maria! Em perigos, na dúvida, em todas as dificuldades, pensai em Maria, chamai por Maria. Que o seu nome nunca se afaste dos vossos lábios nem permitais que abandone o vosso coração. E, a fim de que possais obter com maior segurança a resposta às vossas preces, nunca deixeis as suas pisadas.

Com ela por guia nunca vos extraviareis; enquanto a invocardes nunca perdereis a coragem; desde que ela permaneça no vosso espírito estareis livres de desenganos; enquanto vos segurar na mão não tropeçareis; sob a sua proteção nada tereis a recear; se caminhar à vossa frente nunca vos cansareis; se vos mostrar a sua preferência alcançareis o vosso fim. Conhecereis assim a verdade do que está escrito:

"E O NOME DA VIRGEM ERA MARIA." (Lucas 1,27) » 

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Festa do Santíssimo Nome de Maria

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Nós veneramos o nome de Maria porque ele pertence àquela que é a Mãe de Deus, a mais santa das criaturas, a Rainha do Céu e da Terra, a Mãe da Misericórdia.

O objeto da festa é a Santa Virgem que traz o nome de Mirjam (Maria). A festa comemoratodos os privilégios dados a Maria por Deus e todas as graças que temos recebido através de sua intercessão e mediação
 

HISTÓRIA DA FESTA

Ela foi instituída em 1513 em Cuenca, na Espanha, e estabelecida para o dia 15 de setembrocom Ofício próprio, o dia da oitava da Natividade de Maria. Depois da reforma do Breviário porSão Pio V, por um decreto de Sixto V (16 de janeiro de 1587), ela foi transferida para 17 de setembro. Em 1622, foi estendida para a Arquidiocese de Toledo por Gregório XV. Depois de 1625, a Congregação dos Ritos hesitou por um tempo antes de autorizar que se estendesse mais (cf. os sete decretos "Analecta Juris Pontificii", LVIII, decr. 716 sqq.). Mas era celebrada pelostrinitarianos espanhóis em 1640 (Ordo Hispan., 1640). Em 15 de novembro de 1658, a festa foi concedida ao oratório do Cardeal Berulle sob o título: Solemnitas Gloriosae Virginis, dupl. cum. oct., em 17 de setembro. Trazendo o título original, "SS. Nominis B.M.V.", ela foi concedida a toda a Espanha e ao Reino de Nápoles em 26 de janeiro de 1671.

Após o cerco de Viena e a gloriosa vitória do Rei João III Sobieski da Polônia [e daRepública das duas Nações] sobre os Turcos (12 de setembro de 1683), a festa foi estendida para a Igreja Universal por Inocêncio XI, e marcada para o Domingo depois da Natividade de Maria por um decreto de 25 de novembro de 1683 (duplex majus). A festa foi concedida à Áustria como duplex II classis em 01 de agosto de 1654. Segundo um Decreto de 08 de julho de 1908, sempre que esta festa não puder ser celebrada no próprio domingo, por conta da ocorrência de alguma festa de maior grau, deve-se mantê-la em 12 de setembro, o dia em que a vitória de Sobieski é comemorada no Martirológio Romano. O calendário das Irmãs da Adoração Perpétura, O.S.B., na França, do ano de 1827, possui a festa com um Ofício especial em 25 de setembro

Festa do Santíssimo Nome de Maria é a festa patronal dos Cônegos Regulares das Escolas Pios (padres escolápios) e da Sociedade de Maria (Maristas), em ambos os casos com um ofício próprio. In 1666, os Carmelitas Descalços receberam a faculdade de recitar o Ofício do Nome de Maria quatro vezes por ano (duplex). Em Roma, uma das igrejas gêmeas no Fórum de Trajano é dedicada ao Nome de Maria. No Calendário Ambrosiano de Milão, a festa está marcada para o dia 11 de setembro

É interessante como a Santíssima Virgem é honrada de forma especial no aniversário de duas batalhas entre cristãos e maometanosnas quais saímos vencedores

Que a Bem-aventurada Sempre Virgem Maria, chamada por Pio XII de "vencedora de todas as grandes batalhas de Deus", abençoe a Cristandade e toda a Humanidade nestes tempos em que a paz é duramente ameaçada e a perseguição aos cristãos pelos MUÇULMANOS está cada dia mais feroz e incessante.

A festa hoje é ocasião de recordarmos que ao Nome de Maria, como ao Nome de Jesus, durante as celebrações litúrgicas, faz-se inclinação de cabeça. 
Pela inclinação, se manifesta a reverência e a honra que se atribuem às próprias pessoas ou aos seus símbolos. Há duas espécies de inclinação, ou seja, de cabeça e de corpo (...). Faz-se inclinação de cabeça, quando se nomeiam juntas as três Pessoas Divinas, ao Nome de Jesus, da Virgem Maria e do Santo em cuja honra se celebra a Missa.

É uma prática exterior que deve ser motivada pelo interior reconhecimento da grandeza da Serva do Senhor.

Bendito seja o nome de Maria, virgem e mãe!
 


OBSERVAÇÃO: No período de reformas pós-conciliares a festa foi suprimida do Calendário Romano Geral, em 1969, na publicação do novo Missal Romano, desaparecendo por 33 anos até que a Santa Sé decidiu devolvê-la ao calendário na terceira edição típica do Missal Romano, em 2002. Todavia, nos Países em que as traduções dos livros da terceira edição típica ainda não foram publicados, como no caso do Brasil, a memória facultativa não consta no Missal e permanece esquecida ou desconhecida para muitos.

Fonte: Holweck, Frederick. "Feast of the Holy Name of Mary." The Catholic Encyclopedia. Vol. 10. New York: Robert Appleton Company, 1911. Disponível em:http://www.newadvent.org/cathen/10673b.htm

Visto em: http://ars-the.blogspot.com.br/2013/09/a-festa-do-santissimo-nome-de-maria-12.html.

Revisão e correções: Giulia d'Amore.  
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