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terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

Está em dificuldades? Invoque Maria!






Conselhos filiais de São Bernardo de Claraval

O texto a seguir é de um dos santos católicos mais fervorosamente devotos a Nossa Senhora: São Bernardo de Claraval. É especialmente motivador para os momentos de dificuldade de todo tipo.
E o nome da Virgem era Maria (Lc. 1, 27). Falemos um pouco deste nome que significa, segundo se diz, Estrela do Mar, e que convém maravilhosamente à Virgem Mãe. …. Ela é verdadeiramente esta esplêndida estrela que devia se levantar sobre a imensidade do mar, toda brilhante por seus méritos, radiante por seus exemplos.
Ó tu, quem quer que sejas, que te sentes longe da terra firme, arrastado pelas ondas deste mundo, no meio das borrascas e tempestades, se não queres soçobrar, não tires os olhos da luz desta estrela.
Se o vento das tentações se levanta, se o escolho das tribulações se interpõe em teu caminho, olha a estrela, invoca Maria.
Se és balouçado pelas vagas do orgulho, da ambição, da maledicência, da inveja, olha a estrela, invoca Maria.
Se a cólera, a avareza, os desejos impuros sacodem a frágil embarcação de tua alma, levanta os olhos para Maria.
Se, perturbado pela lembrança da enormidade de teus crimes, confuso à vista das torpezas de tua consciência, aterrorizado pelo medo do Juízo, começas a te deixar arrastar pelo turbilhão da tristeza, a despenhar no abismo do desespero, pensa em Maria.
Nos perigos, nas angústias, nas dúvidas, pensa em Maria, invoca Maria.
Que seu nome nunca se afaste de teus lábios, jamais abandone teu coração; e para alcançar o socorro da intercessão dela, não negligencies os exemplos de sua vida.
Seguindo-A, não te transviarás; rezando a ela, não desesperarás; pensando nela, evitarás todo erro.
Se ela te sustenta, não cairás; se ela te protege, nada terás a temer; se ela te conduz, não te cansarás; se ela te é favorável, alcançarás o fim.
E assim verificarás, por tua própria experiência, com quanta razão foi dito: “E o nome da Virgem era Maria“.
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São Bernardo de Claraval, em Louvores da Virgem Maria, Super missus, 2ª homilia

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

A Virgem santa: humilde e confiante, como virgem e mãe


Maria é bem-aventurada, como lhe diz sua parenta Isabel, não apenas porque Deus a olhou, mas porque acreditou.
A sua fé é o mais belo produto da bondade divina. Mas, foi necessário que a arte inefável do Espírito Santo pousasse sobre Ela, para que tanta grandeza de alma se unisse a tanta humildade no segredo do seu coração virginal.
A humildade e a grandeza de alma de Maria são, como a sua virgindade e a sua fecundidade, semelhantes a duas estrelas que se iluminam mutuamente, porque em Maria a profundidade da humildade em nada prejudica a generosidade da alma, e reciprocamente. Julgando-se a si mesma de forma tão humilde, Maria nem por isso foi menos generosa na sua fé na promessa que lhe tinha sido feita pelo anjo.
Ela que apenas se considerava uma pobre serva, não duvidou de que tivesse sido chamada a este mistério incompreensível, a esta união prodigiosa, a este segredo insondável E acreditou imediatamente que se tornaria de fato a Mãe do Deus encarnado.
É a graça de Deus que produz esta maravilha no coração dos eleitos; a humildade não os torna receosos e timoratos, como a generosidade de alma os não torna orgulhosos. Pelo contrário, nos santos, estas duas virtudes reforçam-se uma à outra.
A grandeza de alma, não só não abre a porta ao orgulho, como é sobretudo ela que permite avançar no mistério da humildade. Com efeito, os mais generosos ao serviço de Deus são também os mais penetrados pelo temor do Senhor e os mais reconhecidos pelos dons recebidos.
Reciprocamente, quando está em jogo a humildade, covardia alguma se insinua na alma. Quanto menos tem o hábito de presumir das suas próprias forças, mesmo nas coisas mínimas, mais a pessoa se confia ao poder de Deus, mesmo nas maiores.
(Sermão de São Bernardo de Claraval sobre a Virgem Maria)

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

E O NOME DA VIRGEM ERA MARIA (Por São Bernardo de Claraval)



« Permiti-me que diga algo em referência a este nome a que se atribui o significado de “Estrela do Mar” e se adapta admiravelmente à Virgem Mãe.

Existe realmente uma maravilhosa propriedade nesta sua comparação a uma estrela, pois assim como uma estrela emite os seus raios sem detrimento próprio, também a Virgem concebeu o seu Filho sem prejuízo para a sua integridade. E assim como os raios emitidos não diminuem o brilho da estrela, tampouco a criança nascida manchou a beleza da virgindade de Maria. Ela é, portanto, aquela estrela gloriosa que, segundo a profecia, surgiu de Jacob, iluminando toda a terra com um esplendor magnificente que sobe aos céus e alcança o próprio inferno; uma estrela que, derramando a sua luz sobre o universo e comunicando o seu calor mais às almas do que os corpos, fortalece a virtude e extingue o vício. Ela, repito, é aquela estrela resplandecente e brilhante colocada como farol necessário sobre o mar extenso e amplo da vida, cintilando com virtudes, luminosa de exemplos para serem imitados. Oh! quem quer que se aperceba durante esta existência mortal de que flutua em águas traiçoeiras, à mercê dos ventos e das ondas, em vez de caminhar com segurança em terreno sólido, nunca afaste os olhos da luz deste farol, a não ser que deseje submergir-se na tempestade.

Quando a tempestade da tentação vos assaltar, quando vos virdes arrastados para os rochedos da tribulação, erguei os olhos para a estrela, chamai por Maria. Quando acometidos pelas vagas do orgulho, da ambição, do ódio ou da inveja, erguei os olhos e chamai por Maria. Se a cólera, a avareza ou o desejo carnal invadirem violentamente a pequena embarcação de vossa alma, erguei os olhos e chamai por Maria. Se, atormentados pela gravidade de vossos pecados, esmagados pelo estado de vossas consciências e aterrorizadas pelo lastimável estado das vossas consciências e aterrorizados pela ideia do julgamento final vos sentirdes prestes a soçobrar no golfo sem fundo da tristeza e ser engolidos pelo abismo negro do desespero, ó, pensai então em Maria! Em perigos, na dúvida, em todas as dificuldades, pensai em Maria, chamai por Maria. Que o seu nome nunca se afaste dos vossos lábios nem permitais que abandone o vosso coração. E, a fim de que possais obter com maior segurança a resposta às vossas preces, nunca deixeis as suas pisadas.

Com ela por guia nunca vos extraviareis; enquanto a invocardes nunca perdereis a coragem; desde que ela permaneça no vosso espírito estareis livres de desenganos; enquanto vos segurar na mão não tropeçareis; sob a sua proteção nada tereis a recear; se caminhar à vossa frente nunca vos cansareis; se vos mostrar a sua preferência alcançareis o vosso fim. Conhecereis assim a verdade do que está escrito:

"E O NOME DA VIRGEM ERA MARIA." (Lucas 1,27) » 

sábado, 8 de agosto de 2015

Os doze graus da Humildade e da Soberba

Os Doze Graus Da Humildade:


I - Abster-se por temor a Deus a todo o momento de qualquer pecado.

II - Não amar a própria vontade.

III - Submeter-se aos superiores com toda a obediência.

IV - Abraçar por obediência e pacientemente as coisas ásperas e duras.

V - Confessar os seus pecados.

VI - Julgar-se indigno e inútil para tudo.

VII - Reconhecer-se como o mais humilde de todos.

VIII - Não sair da norma comum do mosteiro.

IX - Esperar a ser questionado para falar.

X - Não ser de riso fácil.

XI - Expressar-se com parcimônia e judiciosamente sem erguer a voz.

XII - Mostrar sempre humildade no coração e no corpo, com os olhos no chão.

Os Doze Graus Da Soberba:


I - A curiosidade que lança os olhos e demais sentidos a coisas que não lhe interessam.

II - A ligeireza de espírito que se manifesta na indiscrição de palavras, ora tristes, ora alegres.

III - A alegria tonta que estala em riso ligeiro.

IV - A jactância que se torna patente ao muito falar.

V - A singularidade que tudo procura para a sua própria glória.

VI - A arrogância pelo que um se crê mais santo que os outros.

VII - A presunção de quem se intromete em tudo.

VIII - A desculpa para os pecados.

IX - A confissão fingida, que se descobre quando um lhe manda fazer coisas ásperas e duras.

X - A rebelião contra o Mestre e os Irmãos.

XI - A liberdade de pecar.

XII - O costume de pecar.

A HUMILDADE É A VIRTUDE QUE INCITA O HOMEM A MENOSPREZAR-SE ANTE A LUZ DO SEU PRÓPRIO CONHECIMENTO...

São Bernardo de Claraval, sobre os doze graus da humildade e da soberba, segundo São Bento.

Fonte:
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