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segunda-feira, 9 de outubro de 2017

PURIFICA PRIMEIRO O INTERIOR




(Uma reflexão de São João Eudes, "Precursor da devoção aos Sagrados Corações de Jesus e Maria")

Dai-nos Senhor Jesus, um coração puro como o vosso sagrado coração!

“Ó meu Deus, quão admirável é o Vosso amor por nós! Sois infinitamente digno de ser amado, louvado e glorificado! Não tendo nós coração, nem espírito, que seja digno deste amor, a vossa sabedoria e a vossa bondade concederam-nos, porém, forma de o sermos: destes-nos o Espírito e o coração do vosso Filho, para que eles fossem o nosso próprio espírito e o nosso próprio coração, segundo a promessa que fizestes pelo vosso profeta: «Dar-vos-ei um coração novo e introduzirei em vós um espírito novo» (Ez 36,26); e, para que soubéssemos que coração e que espírito novos eram estes, acrescentastes: «Dentro de vós porei o meu espírito»(27). Só o Espírito e o coração de Deus são dignos de amar e de louvar a Deus, são capazes de O bendizer e de O amar como Ele deve ser bendito e amado. Foi por isso que nos destes o vosso coração, o coração do vosso Filho, Jesus Cristo, bem como o coração de sua Mãe e o coração de todos os santos e anjos que, em conjunto, formam um só coração, como a cabeça e os membros formam um só corpo (Ef 4,15). […]

Renunciai, pois, irmãos, ao vosso coração e ao vosso espírito, à vossa vontade e ao vosso amor próprio. Dai-vos a Jesus, para entrardes na imensidão do seu coração, que contém o de sua Mãe e o de todos os santos, para vos perderdes nesse abismo de amor, de humildade e de paciência. Se amais o vosso próximo e tendes de fazer um ato de caridade, amai-o o fazei o que deveis no coração de Jesus. Se se trata de vos humilhardes, que seja na humildade desse coração. Se se trata de obedecerdes, que seja na obediência do seu coração. Se tendes de louvar, de adorar, de agradecer a Deus, que seja em união com a adoração, o louvor e a ação de graças que nos são dados por esse grande coração. […] O que quer que façais, fazei todas as coisas no espírito desse coração, renunciando ao vosso, entregando-vos a Jesus, para agirdes no Espírito que anima o seu coração”.




sexta-feira, 26 de agosto de 2016

S. João Eudes, Apóstolo da devoção litúrgica aos sagrados Corações de Jesus e Maria


Compartilhou com Santa Maria Margarida Alacoque a honra de iniciar a devoção ao Sagrado Coração de Jesus e do Sagrado Coração de Maria, e, por este meio oferecido pelo próprio Céu, alcançou grande êxito no combate aos jansenistas e suas ligações profundas com a teologia protestante, especialmente o Calvinismo

S. João Eudes prestou imensos serviços à Igreja através da fundação de seminários e pelas missões que pregou em quase todas as províncias de França com um sucesso verdadeiramente milagroso.

Devoção aos sagrados Corações de Jesus e Maria como meio providencial contra a heresia jansenista

Compartilhou com Santa Maria Margarida Alacoque a honra de iniciar a devoção ao Sagrado Coração de Jesus (foi ele quem compôs a Missa para o Sagrado Coração, em 1668) e do Sagrado Coração de Maria, popularizando as duas devoções e, por este meio, oferecido pelo próprio Céu, alcançando grande êxito no combate aos jansenistas que, em suas raízes, tinha ligações profundas com a teologia protestante, especialmente com o Calvinismo. Em seu rigorismo, consideravam Deus sem misericórdia, o que os levava a combaterem a devoção ao Sagrado Coração de Jesus, que se apresenta justamente como a fonte de misericórdia. A heresia jansenista, inspirada no protestantismo, era contrária ao culto aos santos, e, principalmente, contra a devoção a Nossa Senhora. Muito parecidos com os liturgicistas modernistas atuais, eles se diziam cristocêntricos.

Sacerdote missionário

S. João Eudes nasceu em Ri, Normandia, França, em 14 de novembro de 1601, filho de um agricultor. Aos 14 anos entrou na faculdade jesuíta de Caen. Embora seus pais desejassem seu casamento, o jovem João ingressou-se na Congregação do Oratório da França em 1623. Estudou em Paris e em Aubervilliers, sendo ordenado sacerdote em 1625, trabalhando como voluntário ao cuidar das vítimas de pragas que atingiram a Normandia no período de 1625 a 1631. Durante a década seguinte abraçou com grande ardor a vida missionária, alcançando grande reputação como pregador e excelente confessor ao opor-se à heresia jansenista.


São João Eudes, C.J.M. – Presbítero, Pai, Doutor e Apóstolo do culto litúrgico do Sagrado Coração e Fundador da Congregação de Jesus e Maria

Seminários eficazes para a atualização do clero

Em seu zelo missionário interessou-se em ajudar mulheres caídas, e em 1641, com Madeleine Lamy, fundou um refúgio para elas em Caen, sob a direção das Visitandinas. Em 1643 renunciou os oratorianos e fundou a Congregação de Jesus e Maria (Eudistas) em Caen, composta por sacerdotes seculares não vinculados por votos, mas dedicados a atualização do clero, estabelecendo seminários eficazes e missões de pregação. Sua fundação foi rejeitada pelos oratorianos e pelos jansenistas, e ele não conseguiu obter a aprovação papal, mas em 1650, o Bispo de Coutances convidou-o para estabelecer um seminário em sua diocese. No mesmo ano, as irmãs em seu refúgio em Caen deixaram as Visitandinas e foram reconhecidas pelo Bispo de Bayeux como uma nova congregação sob o nome de Irmãs de Nossa Senhora da Caridade.
João fundou seminários em Lisieux em 1653 e Rouen em 1659 e teve sucesso em mais uma tentativa de garantir a aprovação papal de sua congregação, mas em 1666 as irmãs de Nossa Senhora da Caridade receberam a aprovação do Papa Alexandre III como um instituto para recuperar e cuidar de mulheres rebeldes arrependidas. João continuou suas missões e fundando novos seminários em Evreux em 1666 e Rennes em 1670.
O Papa S. Pio X definiu-o como “autor, pai, doutor, apóstolo, promotor e propagandista da devoção litúrgica aos sagrados Corações de Jesus e Maria”.
Foi canonizado em 1925. O dia de sua festa é 19 de agosto.

Oração de São João Eudes ao Coração de Jesus e Maria


Salve, Coração santíssimo,
Coração manso,
Coração humilde,
Salve, Coração puro,
Coração entregue
Coração sábio
Salve, Coração paciente,
Coração obediente
Coração vigilante ;
Salve, Coração fiel,
Coração feliz,
Coração misericordioso ;
Salve, Coração muito amoroso de Jesus e de Maria.
Nós te adoramos,
Nós te louvamos,
Nós te glorificamos,
Nós te damos graças,
Nós te amamos
de todo o nosso coração,
de toda a nossa alma,
com todas as nossas forças ;
Nós te oferecemos o nosso coração,
Nós o entregamos,
Nós o consagramos,
Nós o sacrificamos.
Aceita-o e possui-o totalmente ;
Purifica-o,
Ilumina-o,
Santifica-o,
Para que nele vivas e reines, agora, sempre e por toda a eternidade.
Amém.

segunda-feira, 26 de março de 2012

Quando os sacerdotes são castigo de Deus


São João Eudes:

O maior sinal da ira de Deus sobre um povo e a mais terrível punição que sobre ele pode descarregar neste mundo é permitir que, em castigo dos seus crimes, venha a cair nas mãos de pastores que mais o são de nome do que de fato, que mais exercitam contra ele a crueldade de lobos famintos que a caridade de solícitos pastores, e que, em lugar de o alimentar cuidadosamente, o dilacera e devora com crueldade; que, em vez de levar o povo a Deus, o vende a Satanás; que em lugar de o encaminhar para o Céu, o arrasta com eles para o inferno; e, em vez de serem o sal da terra e a luz do mundo, são o seu veneno e as suas trevas.

Porque nós, sacerdotes e pastores, disse São Gregório, o grande, seremos condenados diante de Deus como "assassinos das almas que, todos os dias, vão para a morte eterna pelo nosso silêncio e nossa negligência". Diz também este mesmo Santo: “Nada há que tanto ultraje a Nosso Senhor (e, por conseguinte, que mais provoque a Sua ira e atraia mais maldições sobre os pastores e sobre o rebanho, sobre os sacerdotes e sobre o povo) como os exemplos de uma vida depravada dados por quem Ele estabeleceu para correção dos demais; quando pecam os que devem reprimir pecados"; quando os sacerdotes não cuidam da salvação das almas, quando não se preocupam mais do que em satisfazer as suas inclinações, quando todas as suas afeições terminam em coisas da terra; quando se alimentam com avidez da vã estima dos homens; quando para satisfazerem as suas ambições abandonam os trabalhos de Deus para se entregarem aos do mundo; quando, ocupando um lugar de santidade, se ocupam de questões terrenas e profanas e não mais pregam a verdadeira fé, a única que indica O Caminho, A Verdade e A Vida.

Quando Deus permite que isto suceda é prova muito certa de que está encolerizado contra o seu povo, sendo este o maior castigo que lhe pode enviar neste mundo. Por isso Nosso Senhor diz incessantemente a todos os católicos: "Convertei-vos a Mim e dar-vos-ei pastores segundo o Meu Coração". O maior efeito da misericórdia de Deus dirigido ao Seu povo e a mais preciosa graça que pode outorgar-lhe é dar-lhe sacerdotes segundo o Seu Coração, que não buscam mais do que a Sua glória e a eterna salvação das almas.




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