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segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Quaresma de São Miguel Arcanjo



Uma tradição franciscana, a Quaresma a São Miguel Arcanjo é um tempo especial de oração e penitência. Tem início, com a Festa da Assunção de Nossa Senhora 15 de agosto, e termina no dia 28 de setembro, véspera da festa aos Arcanjos Miguel, Gabriel e Rafael dia 29 de setembro.

São Francisco foi um santo que, na sua vida mortal procurava nutrir muito sua alma, para não esfriar o seu amor por Jesus, com um espírito de oração e sacrifício muito grande. Para tanto, ele realizava, por ano, três quaresmas, além de outro período de jejum e oração em honra da Mãe de Deus, pela qual tinha um doce e especial amor, que ia da festa de São Pedro e São Paulo Apóstolos à festa daAssunção de Nossa Senhora. Foi de um modo muito especial que, na Quaresma deSão Miguel Arcanjo, Deus coroou Francisco de graças abundantes, dentre elas a de marcá-lo em seu corpo, pelo profundo desejo de imitar ao seu Filho Jesus Cristo, com os sinais de sua Paixão. Todas essas quaresmas eram realizadas no Monte Alverne. (Alverne: “verna” vem de “vernare”, verbo utilizado por Dante e que significa “fazer frio”; gela.)

São Miguel, sobretudo, a quem cabe o papel de introduzir as almas no paraíso, era objetivo de uma devoção especial, em razão do desejo que tinha o santo de salvar a todos os homens. Era do conhecimento de Francisco a autoridade e o auxílio que o Arcanjo Miguel tem em exercício das almas, em salvá-las no último instante da vida e o poder de ir ao purgatório retirá-las de lá.

Esse era o principal motivo pelo qual Francisco realizava sua quaresma e isso nos é relatado na legenda Terusiana no número 93 de sua biografia, na qual o santo vai dizer no ano de 1224, ano em visita ao eremitério: “Para honra de Deus, da bem-aventurada Virgem Maria e de São Miguel, Príncipe dos Anjos e das almas, quero fazer aqui uma quaresma”.

São Miguel Arcanjo, defendei-nos no combate, sede o nosso refúgio contra as maldades e ciladas do demônio. Ordene-lhe Deus, instantemente o pedimos, e vós, príncipe da milícia celeste, pela virtude divina, precipitai no inferno a satanás e aos outros espíritos malignos, que andam pelo mundo para perder as almas. Amém.
Rogai por nós, santa Mãe de Deus, para que sejamos dignos das promessas de Cristo. Amém.

São Miguel Arcanjo defendei-nos no combate!

Reze a Quaresma de São Miguel Arcanjo
Inicio da Quaresma:

Não podemos esquecer estamos rezando a Quaresma de São Miguel, por isso, você pode providenciar um altar para São Miguel com uma imagem ou uma estampa e também de São Padre Pio. Durante quarenta dias vamos nos unir numa rede de intercessão e clamar pelas nossas famílias e todas as nossas necessidades.

* Acender uma vela diante de uma imagem ou estampa de São Miguel Arcanjo;
* Oferecer uma penitência;
* Fazer o sinal da cruz;
* Rezar estas orações todos os dias:

ORAÇÃO INICIAL PARA TODOS OS DIAS

São Miguel Arcanjo, defendei-nos no combate, sede o nosso refúgio contra as maldades e ciladas do demônio. Ordene-lhe Deus, instantemente o pedimos, e vós, príncipe da milícia celeste, pela virtude divina, precipitai no inferno a satanás e aos outros espíritos malignos, que andam pelo mundo para perder as almas. Amém.
Rogai por nós, santa Mãe de Deus, para que sejamos dignos das promessas de Cristo. Amém.

LADAINHA DE SÃO MIGUEL

Senhor, tende piedade de nós.
Jesus Cristo, tende piedade de nós.
Senhor, tende piedade de nós.
Jesus Cristo ouvi-nos.
Jesus Cristo, atendei-nos.

Pai Celeste, que sois Deus, tende piedade de nós.
Filho, Redentor do Mundo, que sois Deus, tende piedade de nós.
Espírito Santo, que sois Deus, tende piedade de nós.
Trindade Santa, que sois um único Deus, tende piedade de nós.

Santa Maria, Rainha dos Anjos, rogai por nós.

São Miguel, rogai por nós.
São Miguel, cheio da graça de Deus, rogai por nós.
São Miguel, perfeito adorador do Verbo Divino, rogai por nós.
São Miguel, coroado de honra e de glória, rogai por nós.
São Miguel, poderosíssimo Príncipe dos exércitos do Senhor, rogai por nós.
São Miguel, porta-estandarte da Santíssima Trindade, rogai por nós.
São Miguel, guardião do Paraíso, rogai por nós.
São Miguel, guia e consolador do povo israelita, rogai por nós.
São Miguel, esplendor e fortaleza da Igreja militante, rogai por nós.
São Miguel, honra e alegria da Igreja triunfante, rogai por nós.
São Miguel, Luz dos Anjos, rogai por nós.
São Miguel, baluarte dos Cristãos, rogai por nós.
São Miguel, força daqueles que combatem pelo estandarte da Cruz, rogai por nós.
São Miguel, luz e confiança das almas no último momento da vida, rogai por nós.
São Miguel, socorro muito certo, rogai por nós.
São Miguel, nosso auxílio em todas as adversidades, rogai por nós.
São Miguel, arauto da sentença eterna, rogai por nós.
São Miguel, consolador das almas que estão no Purgatório, rogai por nós.
São Miguel, a quem o Senhor incumbiu de receber as almas que estão no Purgatório,
São Miguel, nosso Príncipe, rogai por nós.
São Miguel, nosso Advogado, rogai por nós.
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, perdoai-nos, Senhor.
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, atendei-nos, Senhor.
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós.
Rogai por nós, ó glorioso São Miguel, Príncipe da Igreja de Cristo, 
para que sejamos dignos de Suas promessas.

Oração: 

Senhor Jesus, santificai-nos, por uma bênção sempre nova, e concedei-nos, pela intercessão de São Miguel, esta sabedoria que nos ensina a ajuntar riquezas do Céu e a trocar os bens do tempo pelos da eternidade. Vós que viveis e reinais em todos os séculos dos séculos.

Ao final, reza-se:

Um Pai Nosso em honra de São Miguel Arcanjo.
Um Pai Nosso em honra de São Gabriel.
Um Pai Nosso em honra de São Rafael.

Gloriosíssimo São Miguel, chefe e príncipe dos exércitos celestes, fiel guardião das almas, vencedor dos espíritos rebeldes, amado da casa de Deus, nosso admirável guia depois de Cristo; vós, cuja excelência e virtudes são eminentíssimas, dignai-vos livrar-nos de todos os males, nós todos que recorremos a vós com confiança, e fazei pela vossa incomparável proteção, que adiantemos cada dia mais na fidelidade em servir a Deus.

V. Rogai por nós, ó bem-aventurado São Miguel, príncipe da Igreja de Cristo.
R. Para que sejamos dignos de suas promessas.

Oração: 

Deus, todo poderoso e eterno, que por um prodígio de bondade e misericórdia para a salvação dos homens, escolhestes para príncipe de Vossa Igreja o gloriosíssimo Arcanjo São Miguel, tornai-nos dignos, nós vo-lo pedimos, de sermos preservados de todos os nossos inimigos, a fim de que na hora da nossa morte nenhum deles nos possa inquietar, mas que nos seja dado de sermos introduzidos por ele na presença da Vossa poderosa e augusta Majestade, pelos merecimentos de Jesus Cristo, Nosso Senhor.

Consagração a São Miguel Arcanjo


Ó Príncipe nobilíssimo dos Anjos, valoroso guerreiro do Altíssimo, zeloso defensor da glória do Senhor, terror dos espíritos rebeldes, amor e delícia de todos os Anjos justos, meu diletíssimo Arcanjo São Miguel, desejando eu fazer parte do número dos vossos devotos e servos, a vós hoje me consagro, me dou e me ofereço e ponho-me a mim próprio, a minha família e tudo o que me pertence, debaixo da vossa poderosíssima proteção. É pequena a oferta do meu serviço, sendo como sou um miserável pecador, mas vós engrandecereis o afeto do meu coração; recordai-vos que de hoje em diante estou debaixo do vosso sustento e deveis assistir-me em toda a minha vida e obter-me o perdão dos meus muitos e graves pecados, a graça da amar a Deus de todo coração, ao meu querido Salvador Jesus Cristo e a minha Mãe Maria Santíssima, obtende-me aqueles auxílios que me são necessários para obter a coroa da eterna glória. Defendei-me dos inimigos da alma, especialmente na hora da morte. Vinde, ó príncipe gloriosíssimo, assistir-me na última luta e com a vossa alma poderosa lançai para longe, precipitando nos abismos do inferno, aquele anjo quebrador de promessas e soberbo que um dia prostrastes no combate no Céu.
São Miguel Arcanjo, defendei-nos no combate para que não pereçamos no supremo juízo.
IMPORTANTE:
Sugestão de oferecimento das dezenas de dias.
Primeira dezena de dias: Em honra da Mãe de Deus , pelo triunfo de seu Coração Imaculado.
Segunda dezena de dias: Pela conversão dos Pecadores
Terceira dezena de dias: Pelas almas do Purgatório
Quarta dezena de dias: pela nossa conversão, mudança de vida e necessidade particular.

Fonte:

terça-feira, 29 de setembro de 2015

São Miguel Arcanjo

http://sacragaleria.blogspot.com/2014/09/sao-miguel-arcanjo.html
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A Igreja Católica tem em alto conceito a devoção aos Santos Anjos. Acredita na sua existência, que é provada por muitas citações bíblicas, tanto no Antigo como no Novo Testamento. Sabe e ensina que os anjos, como Santos Mensageiros de Deus, desempenham uma missão especial em nosso favor. São defensores do corpo e da alma, em todos os perigos,  principalmente na hora da morte.

Como um dos primeiros, senão o primeiro e mais eminente dos espíritos celestiais, os Livros Sagrados nos apresentam o Arcanjo São Miguel.  

O profeta Daniel dá a São Miguel o título de "Príncipe dos Anjos", e a Igreja enumera-o entre os Arcanjos. Seu nome significa “Quem como Deus?”, pois foi São Miguel que se pôs à frente dos anjos fiéis contra Lúcifer, o chefe dos anjos rebeldes, em defesa da autoridade de Deus. São Miguel, portanto, é um Arauto de Deus e Príncipe dos Exércitos Celestiais. 
 
A arte cristã o apresenta como tal, em armadura brilhante, com lança e espada, em voo como de mergulho, se precipitando sobre o dragão infernal, e, investindo fortemente contra ele, fazendo-lhe sentir o vigor irresistível do pé vitorioso, o arremessa às profundezas do Inferno.

São Miguel, para os Judeus era tido como "protetor do povo eleito". Segundo o Apóstolo São Judas (v. 9.), o corpo de Moisés estava entregue aos cuidados do Arcanjo.  



Foi este mesmo Arcanjo quem apareceu a Josué antes da tomada de Jericó e lhe prometeu seu auxílio; foi também São Miguel quem defendeu os israelitas contra as hostes de Senacherib, desbaratando-as; foi ainda São Miguel quem se opôs a Balaam, quando ia amaldiçoar o povo de Deus. Heliodoro experimentou a força vingadora do Arcanjo, quando se preparou para praticar o roubo sacrílego do templo (2Mac. 3,25).

Da sinagoga e do povo eleito, a missão de São Miguel se transferiu à Igreja de Cristo. Numerosas são as suas aparições registradas na História da Igreja. Seu nome é mencionado várias vezes no sacrifício da Santa Missa. No “Confiteor”, o sacerdote se dirige ao Arcanjo São Miguel e invoca sua intercessão junto de Deus. Sobre o incenso, na Missa solene, é invocado seu nome. Ao Santo Arcanjo, o sacerdote logo depois da consagração se dirige, com o pedido de levar o santo sacrifício ao altar sublime de Deus. Terminada a Missa rezada, em uma oração especial (de Papa Leão XIII) o povo pede a São Miguel que o defenda no combate, que o cubra com o seu escudo contra os embustes e ciladas do demônio e que precipite ao inferno a Satanás e aos outros espíritos malignos que andam pelo mundo para perder as almas.  


São Miguel é ainda o patrono dos agonizantes, o guia das almas dos defuntos para o Céu, como faz lembrar o texto do ofertório da Missa de Requiem.

Na História da Igreja são mencionadas várias aparições de São Miguel: uma delas ao Papa Gelásio I, no monte Gargano, e a festa de hoje é a comemoração deste fato e da consagração da Igreja de São Miguel naquele lugar. Mais conhecida é a outra, de que foi digno o Papa S. Gregório, o Grande, quando a peste assolou Roma. São Miguel apareceu ao Papa no Castelo de Santo Ângelo e, para cessar a epidemia, meteu a espada na bainha. A epidemia parouimediatamente de fazer vítimas. A terceira, é em uma visão que Papa Leão III teve durante uma Missa, do que surgiu o Exorcismo de São Miguel, que é de obrigação no final de todas as Missas rezadas. 

Aparição de São Miguel Arcanjo no Monte Gargano

Sul Monte Gargano é la venerabile memoria del B. Michele Arcangelo, quando in suo nome fu quivi consagrada una Chiesa di strutura vile, ma di celeste virtù adornata.
Sobre o Monte Gargano encontra-se a venerável memória do Beato Michele Arcanjo, quando in seu nome aqui foi consagrada uma Igreja de estrutura vil, mas de celestes virtudes adornada. (Martirológio Romano - vide no fim da página.)
Antes de Deus ter criado os homens, criou os Anjos, que são Espíritos Puros, isto é, não compostos de matéria, embora por vontade divina, possam, às vezes, apresentar-se aos homens sob formas corporais.

O Senhor Onipotente deu aos Anjos inteligência excelsa e força admirável, muito superior às dos homens; fê-los felizes e elevou-os acima da sua natureza, fazendo-os participantes da vida divina, e Seus filhos. Mas não lhes deu a posse da visão eterna da Divindade sem primeiro os experimentar.

Seres livres, conhecendo a Deus e amparados pela Sua Graça, podiam triunfar da prova a que foram sujeitos. O número dos Anjos é incalculável – milhares de milhões.

Existem nove coros ou categorias de Anjos. Lúcifer, que era o mais belo destes, revoltou-se cheio de orgulho contra o Senhor, e levou atrás de si, nesta revolta, a terça parte dos seus companheiros. São Miguel, embora inferior em categoria a Lúcifer, pôs de alerta os seus irmãos para que ficassem fiéis ao Senhor.  Pela sua fidelidade, foi posto por Deus como chefe dos Anjos, enquanto Lúcifer era precipitado no Inferno com os que o seguiram. Os Anjos fiéis foram, então, confirmados em graça.

Invoquemos São Miguel na luta contra o Demônio, e de modo especial para obtermos a virtude da humildade.

O Apocalipse diz que, no fim dos tempos, surgirá São Miguel que, com os seus anjos, derrotará o Diabo e o sepultará para sempre no Inferno.  Os Anjos são nossos irmãos e amam-nos como amam a Deus, pois somos membros de Jesus Cristo; veem-nos integrados n’Ele.  Por declaração da Igreja, São Miguel é o Seu padroeiro e também o padroeiro dos agonizantes e moribundos; é Ele que introduz as almas dos que deixam este mundo na presença de Deus. Oh! Como ele de modo especial advogará a causa dos que se lhe recomendaram em vida, dedicando-lhe especial culto e propagando a Sua devoção.

A época em que vivemos é caracterizada, no dizer dos últimos Pontífices, a partir de Leão XIII, como a Época da Apostasia, em que Lúcifer e os seus sequazes se lançam contra a Igreja com toda a fúria, procurando substituir a verdadeira Fé, pelo Materialismo, pela corrupção, pelo Espiritismo, a magia negra, numa palavra, pelo culto de Satanás e dos seus princípios. Ao saber disto, por revelação a ele feita, o próprio Papa Leão XIII mandou que no final de todas as Missas (rezadas) se rezasse a São Miguel, para que, com os Seus exércitos celestes, protegesse a Santa Igreja e salvasse os seus filhos da perdição. Esta oração era obrigatória até à nova reforma litúrgica, de fato na missa nova já não se reza mais. Mas na Missa Tridentina, ela continua sendo rezada.

Importa avivar a nossa fé em São Miguel. Que não haja nenhuma casa que não tenha a sua imagem, ao menos, um quadro. Há duas festas de São Miguel para a Igreja Universal, ambas relacionada à sua aparição no Monte Gargano (Itália): uma em 8 de Maio (a aparição) e outra, hoje, 29 de setembro (consagração da Igreja a Ele dedicada). Com a "reforma litúrgica", a igreja moderna reduziu para uma festa em conjunto com São Gabriel e São Rafael, no dia 29 de setembro.

Se a autoridade dos Sumos Pontífices constituiu São Miguel Padroeiro da Igreja Universal, seria insensatez que houvesse quem não quisesse aproveitar do amplo auxílio que este Príncipe Arcanjo - coroado por Deus como Chefe Supremo das Milícias Angélicas - quer dar 
a todos na luta contra o Demônio. A uma santa religiosa disse São Miguel:  “Diz a todos o muito que eu posso, junto do Altíssimo; diz-lhe que me peçam quanto queiram, pois é grande o meu poder perante Deus”.

DEVOÇÕES A SÃO MIGUEL ARCANJO:

terça-feira, 30 de julho de 2013

Escapulário azul e preto de São Miguel Arcanjo


Este escapulário originou sob o reinado de Pio IX, que o deu a sua bênção, porém foi formalmente aprovado sob o reinado de Leão XIII. Em 1878, a confraria em honra de São Miguel Arcanjo foi fundada na Igreja de St. Eustáquio em Roma, e no ano seguinte na Igreja de Sant 'Angelo em Pescheria (Sancti Angeli no foro Piscium). Em 1880, Leão XIII elevou à categoria de uma Arquiconfraria, que foi expressamente chamado da Arquiconfraria do Escapulário de São Miguel.

Na primeira (Roma - 1878) a confraria recebeu indulgências de Leão XIII por sete anos, o resumo das indulgências da Pia Associação de São Miguel foi aprovado pela última vez para sempre por um Decreto da Congregação das Indulgências, 28 de março de 1903.

O Escapulário é tão associado à confraria que cada membro é investido com ele.A fórmula para abençoar o escapulário, dada no Rituale Romanum foi aprovado pela Congregação dos Ritos em 23 de agosto de 1883.

Em forma externa este escapulário é diferente dos outros, na medida em que os dois segmentos de pano têm a forma de um pequeno escudo, dos quais um é feito de azul o outro de pano preto, e das bandas também uma é azul e a outra preta. Ambas as porções do escapulário contêm a representação conhecida do Arcanjo Miguel  ao dragão, inscrição: "Quis ut Deus".

Quem como Deus?

Pergunta: Como pode um católico participar da Arquiconfraria do Escapulário de São Miguel?

Resposta: Qualquer sacerdote católico pode se inscrever o fiel católico sobre este Escapulário, não há necessidade de procurar um sacerdote que pertence a esta Arquiconfraria, não há necessidade de o padre para pedir autorização de Roma (ou em qualquer outro lugar) porque:

"A Sagrada Congregação dos Ritos determinou que qualquer sacerdote pode abençoar o escapulário de São Miguel. Quanto à adesão à Arquiconfraria, por sua própria constituição, não há inscrição formal é necessária". (Mr. Louis J. Tofari, Assistant Editor & Webmaster do sspx.org ).

Tudo o que é realmente necessário para o Sacerdote a fazer é seguir as fórmulas para a Bênção e Investir deste escapulário, que aparecem no Livro de Bênçãos do "Rituale Romanum" (ou Ritual Romano).



quinta-feira, 11 de julho de 2013

A Moda e a Virtude

O movimento da moda não tem em si nada de mau: brota espontaneamente da sociabilidade humana, segundo o impulso que inclina a encontrar se em harmonia com os próprios semelhantes e com a prática usada pelas pessoas no meio em que se vive.

Deus não pede que se viva fora do tempo, descurando as exigências da moda até tornar se ridículo, vestindo ao oposto dos gostos e dos usos comuns contemporâneos, sem se preocupar jamais com o que lhes agrada. Eis porque mesmo o Angélico Santo Tomás afirma que nas coisas exteriores, que o homem usa, não há vício algum, mas o vício vem da parte do homem que imoderadamente as usa, ou em confronto do costume daqueles com os quais vive, fazendo se estranhamente parte discorde dos outros por si mesmo: ou usando das coisas, segundo o costume ou além do costume dos outros, com desordenado afeto, por superabundância de vestes soberbamente ornamentadas ou complacentemente procuradas com cuidado, enquanto que a humildade e a simplicidade seriam suficientes para satisfazer o necessário decoro.

E o mesmo Santo Doutor chega até a dizer que na ornamentação feminina pode existir ato meritório de virtude, quando for conforme ao mundo, à medida da pessoa, à boa intenção, desde que as mulheres usem ornamentos decentes segundo o estado e a dignidade delas, e sejam moderadas naquilo que fazem de acordo com o costume da pátria: então também o ornar se será um ato daquela virtude da modéstia, a qual põe regra no caminhar, no estar, no hábito e em todos os movimentos exteriores.

Mesmo seguindo a moda, a virtude está no meio. Aquilo que Deus pede é recordar sempre que a moda não é, nem pode ser a regra suprema da conduta; que acima da moda e de suas exigências existem leis mais altas e imperiosas, princípios superiores e imutáveis, que em nenhum caso podem ser sacrificados ao talante do prazer ou do capricho, e diante dos quais o ídolo da moda deve saber inclinar a sua fugaz onipotência. Estes princípios foram proclamados por Deus, pela Igreja, pelos santos e pelas santas, pela razão e pela moral cristãs, assinalados limites, além dos quais não florescem lírios e rosas, nem pairam nuvens de perfumes da pureza, da modéstia, do decoro e da honra feminina, mas aspira se e domina um ar malsão de leviandade, de linguagem dúbia, de vaidade audaz, de vanglória, não menos de espírito que de traje.

São aqueles princípios que Santo Tomás mostra para ornamento feminino e recorda, quando ensina qual deve ser a ordem de nossa caridade, de nossas afeições: o bem da própria alma deve preceder o do nosso corpo, e à vantagem de nosso próprio corpo devemos preferir o bem da alma de nosso próximo. Não se vê portanto que há um limite que nenhuma idealizadora de modas pode fazer ultrapassar, a saber, aquele além do qual a moda se torna mãe de ruína para a alma própria e dos outros?

Alguns jovens dirão talvez que uma determinada forma de vestido é mais cômoda, e também mais higiênica; mas, se constitui para a saúde da alma um perigo grave e próximo, não é certamente higiênica para o espírito: tem se o dever de renunciar. A salvação da alma fez heroínas as mártires como Inês e Cecília, em meio dos tormentos e lacerações de seus corpos virginais.

Se, por um simples prazer próprio, não se tem o direito de colocar em perigo a saúde física dos outros, não é talvez ainda menos lícito comprome¬ter a saúde, até a própria vida de suas almas? Se, como pretendem alguns, uma moda audaz não faz sobre elas impressão alguma, que sabem da impressão que os outros terão? Quem lhes assegura que outros não tenham disto um incentivo mau? Não se conhece o fundo da fragilidade humana, nem de que sangue de corrupção sangram as feridas deixadas na natureza humana pela culpa de Adão com a ignorância no intelecto, com a malícia na vontade, com a ânsia do prazer e a debilidade para o bem, árduo nas paixões dos sentidos a tal ponto que o homem, como cera amoldável ao mal, "vê o melhor e o aprova, e ao pior se apega", por causa daquele peso que sempre, como chumbo, o arrasta para o fundo. Sobre isso justamente se observou que, se algumas cristãs suspeitassem as tentações e quedas que causam em outros com vestes e familiaridades a que, em suas leviandades, dão tão pouca importância, teriam pavor de suas responsabilidades.

Ao que Nós não duvidamos de acrescentar: oh mães cristãs, se soubésseis que futuro de perigos e íntimos desgostos, de dúvidas e irreprimível rubor preparais para vossas filhas e filhos, com imprudência em acostuma los a viver apenas cobertos, fazendo deles desaparecer o sentido ingênuo da modéstia, vós mesmas enrubesceríeis, e vos horrorizaríeis pela vergonha que causareis a vós mesmas e o dano que ocasionareis aos filhos que vos foram confiados pelo céu, para que crescessem cristãmente.

E aquilo que dizemos para as mães, repetimo-lo a não poucas senhoras crentes, e mesmo piedosas, que aceitam seguir esta ou aquela moda arrojada, e com o seu exemplo, fazem cair as últimas hesitações que retêm uma turba de suas irmãs que estão longe daquela moda, a qual poderá tornar se para elas fonte de ruína espiritual. Até certos provocadores ornamentos permanecem triste privilégio de mulheres de reputação duvidosa e quase sinal que as faz reconhecer; não se ousará, pois, usá-los para si; mas no dia em que aparecerem como ornamentos de pessoas superiores a qualquer suspeitas, não se duvidará mais de seguir tal corrente, corrente que arrastará talvez para dolorosas quedas.

PIO XII
 
Discurso às Delegações Juventude Feminina de Ação Católica, 22 de maio de 1941
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