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domingo, 9 de agosto de 2015

A Paixão de Cristo na visão de Nossa Senhora

Revelações de Nossa Senhora à Santa Brígida

'' - Quando chegou o momento da paixão de meu Filho, seus inimigos o arrastaram. Golpearam-no na face e no pescoço e lhe cuspiram zombando dele. Quando foi levado à coluna, ele mesmo se desnudou e colocou suas mãos sobre o pilar, e seus inimigos as ataram sem misericórdia. Atado à coluna, sem nenhum tipo de roupa, como quando veio ao mundo, se manteve ali sofrendo a vergonha de sua nudez. Seus inimigos o cercaram e, tendo fugido todos os seus amigos, flagelaram seu puríssimo corpo, limpo de toda mancha e pecado. Na primeira chicotada eu, que estava por perto, caí quase morta, e ao voltar a mim, vi em meu espírito seu corpo chicoteado e chagado até as costelas.

O mais horrível foi que quando lhe retiraram as amarras, as correias grossas haviam sulcado sua carne. Estando aí meu Filho, tão ensanguentado e lacerado que não lhe restou nenhuma área sã sem ser chicoteada, alguém ali presente perguntou: “Vão matá-lo sem estar sentenciado?” e imediatamente lhe cortou as amarras. Então, meu Filho vestiu suas roupas e vi como ficou cheio de sangue o lugar onde havia estado. E, por suas pegadas, pude ver por onde andava, pois o solo ficava empapado de sangue por onde Ele ia. Não tiveram paciência quando se vestia, empurram-no e o arrastaram com pressa. Sendo tratado como um ladrão, meu Filho secou o sangue de seus olhos. 

Quando ele foi sentenciado à morte, lhe impuseram a cruz para que a carregasse. Levou-a um pouco, mas depois veio um que a pegou e o ajudou a carregá-la. Enquanto meu Filho ia até o lugar de sua paixão, alguns o golpearam no pescoço e outros lhe esbofetearam a face. Batiam com tanta força que embora não visse quem lhe batia, ouvia claramente o som da bofetada. 

Quando cheguei com Ele ao lugar da paixão, vi todos os instrumentos de sua morte ali preparados. Ao chegar ali Ele só se desnudou enquanto os carrascos diziam entre si: “Estas roupas são nossas e ele não as recuperará porque está condenado à morte”. Meu Filho estava ali, nu como quando nasceu e nisto alguém veio correndo e lhe ofereceu um pano com o qual Ele contente pode cobrir sua intimidade. Depois seus cruéis executores o agarraram e o estenderam na cruz, pregando primeiro sua mão direita na ponta da cruz onde tinha feito o buraco para o cravo. Perfuraram sua mão no ponto em que o osso era mais sólido. Com uma corda lhe estenderam a outra mão e a pregaram no outro extremo da cruz, do mesmo modo. Continuando, cruzaram seu pé direito com o esquerdo por cima usando dois cravos de forma que seus nervos e veias se estenderam e se romperam. Depois lhe puseram a coroa de espinhos e a apertaram tanto que o sangue que saia de sua venerável cabeça lhe tapava os olhos, lhe obstruía os ouvidos e lhe empapava a barba ao cair. Estando assim na cruz, ferido e sangrando, sentiu compaixão de mim, que estava ali soluçando e, olhando com seus olhos ensanguentados em direção a João, meu sobrinho, me encomendou a ele. Nesse momento pude ouvir alguns dizendo que meu Filho era um ladrão, outros que era um mentiroso, e ainda outros dizendo que ninguém merecia a morte mais do que Ele. Ao ouvir tudo isto se renovava minha dor. Como disse antes, quando lhe fincaram o primeiro cravo, esse primeiro sangue me impressionou tanto que cai como morta, meus olhos cegos na escuridão, minhas mãos tremendo, meus pés instáveis. No impacto de tanta dor não pude olhá-Lo até que terminaram de crucificá-Lo. Quando pude levantar-me, vi meu Filho arfando ali miseravelmente e, consternada de dor, eu sua Mãe tão triste, apenas podia manter-me em pé. Vendo-me a mim e seus amigos chorando desconsoladamente, meu Filho gritou em voz alta e pesarosa dizendo: “Pai porque me abandonaste”? Era como dizer: “Ninguém se compadece de mim senão tu, Pai”. Então seus olhos pareciam meio mortos suas faces estavam afundadas, seu rosto lúgubre, sua boca aberta, e sua língua ensanguentada. Seu ventre estava pressionado na direção das costas, porque todos os líquidos tinham sido perdidos. Era como se não tivesse órgãos. Todo o seu corpo estava pálido e lânguido devido à perda de sangue. Suas mãos e pés estavam muito rígidos e estirados ao terem sido forçados para adaptá-los a cruz. Sua barba e seu cabelo estavam completamente empapados de sangue.

Estando assim, lacerado e lívido, sua mente e seu coração se mantinham vigorosos, pois tinha uma boa e forte constituição. De minha carne, Ele recebeu um corpo puríssimo e bem proporcionado. Sua pele era tão fina e macia que ao menor arranhão imediatamente lhe saia sangue, que sobressaia sobre sua pele tão pura. Precisamente por sua boa constituição, a vida lutou contra a morte em seu corpo
chagado. Em certos momentos, a dor nas extremidades e fibras de seu corpo lacerado lhe subia até o coração, ainda vigoroso e integro e isto trazia um incrível sofrimento. Em outros momentos, a dor baixava de seu coração para seus membros feridos e, ao suceder isto, se prolongava a amargura de sua morte. 

Submerso na agonia, meu Filho olhou ao redor e viu seus amigos que choravam e que teriam preferido suportar eles mesmos a dor com seu auxilio e ter ardido para sempre no inferno em lugar de vê-Lo tão torturado. Sua dor pela dor dos seus amigos excedia toda a amargura e tribulações que havia suportado em seu corpo e em seu coração pelo amor que lhes tinha. Então, na excessiva angustia corporal de sua natureza humana, clamou a seu Pai: “Pai, em tuas mãos entrego meu espírito”. Quando eu, sua triste Mãe, ouvi essas palavras, todo o meu corpo se comoveu com a dor amarga de meu coração, e todas as vezes que as recordo choro desde então, pois elas permaneceram presentes e recentes em meus ouvidos. Quando se lhe aproximava a morte e seu coração se rompeu com a violência das dores, todo seu corpo se convulsionou e sua cabeça se levantou um pouco para depois cair outra vez. Sua boca ficou aberta e sua língua podia ser vista sangrando. Suas mãos se retraíram um pouco do lugar da perfuração e seus pés suportaram mais com o peso de seu corpo. 

Seus dedos e braços pareceram estender-se e seus ombros ficaram rígidos contra a cruz. Então, alguns me diziam: “Maria, teu Filho está morto”. Outros diziam: ”Está morto, mas ressuscitará”. À medida que tudo seguia veio um homem e lhe cravou uma lança no lado com tanta força que quase saiu pelo outro lado. Quando tiraram a lança, sua ponta estava tingida de sangue vermelho e me pareceu como se me tivessem perfurado o meu próprio coração, quando vi meu querido Filho transpassado. Depois o retiraram da cruz e eu tomei seu corpo sobre meu regaço. Parecia um leproso, completamente lívido. Seus olhos estavam mortos e cheios de sangue, sua boca tão fria como gelo, sua barba
eriçada e sua face contraída.



Suas mãos estavam tão desconjuntadas que não se sustentavam sequer sobre seu ventre. Recebi-o sobre meus joelhos como havia estado na cruz, como um homem contraído em todos os seus membros. Depois disso, o estenderam sobre um tecido limpo de linho e com meu próprio lenço lhe sequei as feridas e seus membros e fechei seus olhos e sua boca que havia ficado aberta quando morreu. Assim o colocaram no sepulcro. De boa vontade me teria colocado ali viva com meu Filho se essa tivesse sido sua vontade! Terminado tudo isto veio o bondoso João e me levou à sua casa. Vê, Filha minha, quanto suportou meu Filho por ti!"

Fonte: Revelações de Santa Brígida. Págs 14-15




"Não tinha graça nem beleza para atrair nossos olhares, e seu aspecto não podia seduzir-nos. 
Era desprezado, era a escória da humanidade, homem das dores, experimentado nos sofrimentos; como aqueles, diante dos quais se cobre o rosto, era amaldiçoado e não fazíamos caso dele. 
Em verdade, ele tomou sobre si nossas enfermidades, e carregou os nossos sofrimentos: e nós o reputávamos como um castigado, ferido por Deus e humilhado." 

(Isaías 53, 2-4)

Fonte:

quarta-feira, 30 de abril de 2014

15 Orações de Santa Brígida



Como já há multo tempo Ela (Santa Brígida) desejasse saber o número de golpes que Nosso Senhor rece­beu durante a Paixão, certo dia Ele lhe apa­receu, dizendo:
“Recebi em meu corpo 5.480 golpes. Se de­sejais honrar as chagas que eles me produ­ziram, mediante uma veneração particular, de­veis recitar quinze Pai - Nossos e quinze Ave - Marias, acrescentando as seguintes orações (que Ele lhe ensinou), durante um ano intei­ro; quando o ano terminar, tereis prestado homenagem a cada uma das minhas chagas". Ele acrescentou em seguida que quem recitar essas Orações durante um ano "conseguirá livrar do Purgatório quinze almas de sua famí­lia; quinze justos, também da sua linhagem, serão conservados em graça e quinze pecado­res da sua família serão convertidos.



Mesmo que alguém tivesse passado 30 anos em pecado mortal, logo que reza estas orações ou faz o propósito de rezá-las, o Senhor perdoar-lhe-á todos os seus pecados e defender-lhe-á contra todas as más tentações. Ele proteja seus 5 sentidos e o preserve de uma morte repentina e imprevista e a sua alma da condenação eterna. E tudo  que deseja de Deus e da SS Virgem ser-lhe-á concedido..... (esse parágrafo encontra-se depois das 15 orações, mas como faz parte da mesma promessa, o autor desse artigo achou que deveria colocá-la no inicio.)

A pessoa que as recitar será elevada ao mais eminente grau de perfeição e quinze dias an­tes de sua morte, eu lhe darei meu precioso corpo, para que ele seja livre da fome eterna; eu lhe darei também a beber o meu precioso Sangue, a fim de que não padeça sede eterna­mente; e quinze dias antes de sua morte, ela experimentará uma profunda contrição de to dos os seus pecados e um perfeito conheci­mento deles. Diante deles, eu colocarei o sinal de minha cruz vitoriosa como socorro e defe­sa contra os embustes de seus inimigos. Antes de sua morte, eu virei em companhia de minha muito cara e bem-amada Mãe, para receber benignamente a sua alma e conduzi-la às alegrias eternas; e, tendo-a levado até lá, eu lhe darei a beber um trago singular da fonte da minha Divindade, o que não farei, abso­lutamente, a outros que não hajam recitado as minhas Orações.
Aquele que disser essas Orações pode estar seguro de ser Associado no supremo coro dos Anjos e todo aquele que as ensinar a alguém, terá assegurado para sempre sua felicidade e seus méritos. Sim. eles serão estáveis e dura­rão perpetuamente.
No lugar onde se encontrarem e onde forem recitadas essas Orações, Deus ai estará tam­bém presente com a sua graça.

Todos esses privilégios foram prometidos à Santa Brígida por Nosso Senhor Crucificado, com a condição de que as citadas orações fos­sem recitadas diariamente. São, igualmente, prometidos a todos quantos as recitarem de­votamente, durante um ano inteiro.

Primeira Oraçào.

Pater.... Ave....

ò Jesus Cristo, doçura eterna para aqueles que vos amam, alegria que ultrapassa toda alegria e todo o desejo, esperança de salva­ção dos pecadores que declarastes não terdes maior contentamento do que estar entre os homens, até ao ponto de assumir a nossa na­tureza, na plenitude dos tempos, por amor deles, lembrai-vos dos sofrimentos, desde o primeiro instante de vossa Conceição e sobre­tudo durante a vossa Santa Paixão, assim co­mo havia sido decretado e estabelecido desde toda a eternidade na mente divina. Lembrai- vos, Senhor, que, celebrando a Ceia com os vossos discípulos, depois de lhes haverdes la­vado os pés, destes-lhes o vosso Sagrado Cor­po e precioso Sangue e consolando-os doce­mente lhes predissestes vossa Paixão iminente. Lembrai-vos da tristeza e da amargura , que experimentastes em vossa alma, como o testemunhastes, Vós mesmo, por estas pala­vras; "Minha alma está triste até à morte”. Lembrai-vos, Senhor, dos temores, angústias e dores que suportastes em vosso corpo deli­cado antes do suplício da cruz, quando, depois de ter rezado por três vezes, derramando um suor de sangue, fostes traído por Judas, vosso discípulo, preso pela nação que esco­lhestes, acusado por testemunhas falsas, in­justamente julgado por trés juizes, na flor da vossa juventude e no tempo solene da Páscoa. Lembrai-vos que fostos despojado das vossas proprias vestes e revestido das vestes de irrisão; que vos velaram os olhos e a fa­ce, que vos deram bofetadas, que vos coroa­ram de espinhos, que vos puseram uma cana na mão e que, atado a uma coluna, fostes des­pedaçado por golpes e acabrunhado de afron­tas e ultrajes. Em memória dessas penas e do­res que suportastes antes da vossa Paixão sobre a cruz, concedei-me, antes da morte, uma verdadeira contrição, a oportunidade de me confessar com pureza de intenção e sin­ceridade absoluta, uma adequada satisfação e a remissão de todos os meus pecados. As­sim seja.

Segunda Oraçào.

Pater.... Ave....

O Jesus, verdadeira liberdade dos Anjos, pa­raíso de delicias, lembrai-vos do peso acabru­nhador de tristeza que suportastes, quando vossos inimigos, quais leões furiosos, vos cer­caram, e por meio de mil Injúrias, escarros, bofetadas, arranhões e outros inauditos suplí­cios, vos atormentaram à porfia. Em conside­ração desses insultos e desses tormentos, eu vos suplico, Omeu Salvador, que vos digneis libertai-me dos meus inimigos visíveis e in­visíveis e fazer-me chegar, com o vosso auxi­lio, à perfeição da salvação eterna. Assim seja.

Terceira Oraçào.

Pater.... Ave....

O Jesus, Criador do Céu e da terra, a quem coisa alguma pode conter ou limitar, vós que tudo abarcais e tendes tudo sob o vosso poder, lembrai-vos da dor, repleta de amargura, que experimentaste quando os soldados, pregando na cruz vossas sagradas mãos e vossos pés tão delicados, transpassaram-nos com grandes e rombudos cravos e não vos encontrando no estado em que teriam dejado para dar largas à sua cólera, dilataram as vossas chagas, exacerbando assim as vos­sas dores. Depois, por uma crueldade inaudi­ta, vos estenderam sobre a cruz e vos viraram de todos os lados, deslocando, assim, os vos­sos membros. Eu vos conjuro, pela lembran­ça desta dor que suportastes na cruz com tan­ta santidade e mansidão, que vos digneis con­ceder-me o vosso temor e o vosso amor. As­sim seja.

Quarta Oraçào.

Pater.... Ave....

Ó Jesus. médico celeste, que fostes elevado na Cruz a fim de curar as nossas chagas por meio das vossas, lembrai-vos do abatimento em que vos encontrastes e das contusões que vos ínflingiram em vossos sagrados membros, dos quais nenhum permaneceu em seu lugar, de tal modo que dor alguma poderia ser comparada à vossa. Da planta dos pés até o alto da cabeça nenhuma parte do vosso cor­po esteve isenta de tormentos; e, entretanto, esquecido de vossos sofrimentos, não vos can­sastes de suplicar a vosso Pai pelos Inimigos que vos cercavam, dizendo-lhe: “Pai, perdoai- lhes, porque não sabem o que fazem”. Por esta grande misericórdia e em memória desta dor, fazei com que a lembrança de vos­sa Paixão. tão Impregnada de amargura, ope­re em mim uma perfeita contrição e a remis­são de todos os meus pecados. Assim seja.


Quinta Oraçào.

Pater.... Ave....

ó Jesus, espelho do esplendor eterno, lembrai-vos da tristeza que sentistes, quando, con­templando à luz da vossa divindade a predestinação daqueles que deviam ser salvos pelos méritos de vossa santa Paixão, contem­plastes, ao mesmo tempo, a multidão dos ré­probos que deviam ser condenados por causa de seus pecados e lastimastes amargamente a sorte desses infelizes pecadores, perdidos e desesperados. Por este abismo de compaixão e de piedade e. principalmente, pela bondade que manifestastes ao bom ladrão, dizendo-lhe: “Hoje estarás comigo no Paraíso”, eu vos su­plico, ó doce Jesus, que na hora de minha morte, useis de misericórdia para comigo. Assim seja.


Sexta Oraçào.

Pater.... Ave....

ó Jesus, Rei amável o todo desejável, lembrai vos da dor que experimentastes quando, nú e como um miserável, pregado e levantado na cruz, fostes abandonado por todos os vossos parentes e amigos, com exceção de vossa Mãe bem-amada, que permaneceu, em compa­nhia de São João, muito fielmente junto de vós na Agonia, lembrai-vos de que os entre­gastes um ao outro, dizendo: “Mulher, eis ai o teu filho!” e a João: "Eis ai a tua Mãe!” Eu vos suplico, ó meu Salvador, pela espada de dor que entào transpassou a alma de vossa santa Mãe, que tenhais compaixão de mim em todas as minhas angústias e tribulações, tanto corporais como espirituais e que vos digneis assistir-me nas provações que me so­brevierem, sobretudo na hora de minha morte. Assim seja.

Sétima Oraçào.
Pater.... Ave....
Ó Jesus, fonte inexaurível de piedade que, por uma profunda ternura de amor, dissestes so­bre a Cruz ' Tenho sede!", mas, sede da sal­vação do género humano. Eu vos suplico, ó meu Salvador, que vos digneis estimular o desejo que meu coração experimenta de ten­der a perfeição em todas as minhas obras e extinguir, por completo, em mim, a concu­piscência carnal e o ardor dos desejos mun­danos. Assim seja.


Oitava Oraçào.

Pater.... Ave....

ó Jesus, doçura dos corações, suavidade dos espíritos, pelo amargo sabor do fel e do vi­nagre que provastes sobre a cruz por amor de todos nós, concedei-me a graça de receber dignamente vosso Corpo e vosso preciosíssi­mo Sangue durante minha vida e na hOra de minha morte, a fim de que sirvam de re­médio e de consolo para a minha alma. As­sim seja.


Nona Oraçào.

Pater.... Ave....

ó Jesus, virtude real, alegria do espirito, lembrai-vos da dor que suportastes, quando, mergulhado na amargura ao sentir aproximar-se a morte, insultado e ultrajado pelos homens, julgastes haver sido abandonado por vosso Pai, dizendo-lhe: "Meu Deus, meu Deus, por que me ahandonastes?” Por essa angústia eu vos conjuro, ó meu Salvador, que não me abandoneis nas aflições e nas dores da mor te. Assim seja.


Décima Oraçào.

Pater.... Ave....

Ó Jesus, que sois em todas as coisas começo e fim, vida e virtude, lembrai-vos de que por nós fostes mergulhado num abismo de dores. da plantas dos pés até o alto da cabeça. Em consideração da extensão de vossas chagas, ensinai-me a guardar os vossos mandamen­tos, mediante uma sincera caridade, manda­mentos esses que são caminho espaçoso e agradável para aqueles que vos amam. As­sim seja.



Décima Primeira Oraçào.

Pater.... Ave....

Ó Jesus, profundíssimo abismo de misericór­dia, suplico-vos, em memória de vossas cha­gas que penetraram até a medula de vossos ossos e atimgiram até vossas entranhas, que vos digneis afastar essa pobre pecadora do lodaçal de ofensas em que está submersa, con­duzindo-a para longe do pecado. Suplico-vos também esconder-me de vossa Face irritada, ocultando-me dentro de vossas chagas até que vossa Justa indignação tenham passado. Assim seja.


Décima Segunda Oraçào.

Pater.... Ave....

ó Jesus, espelho de verdade, sinal de unida­de, laço de caridade, lembrai-vos dos inume­ráveis ferimentos que recebestes, desde a ca­beça até os pés, ao ponto de ficardes dilacerado e coberto pela púrpura de vosso sangue adorável. Ó, quão grande e universal foi a dor que sofrestes em vossa carne virginal por nos­so amor! Dulcíssimo Jesus, que poderíeis fa­zer por nós que não o houvésseis feito? Eu vos conjuro, ó meu Salvador, que vos dig­neis imprimir com o vosso precioso Sangue, todas as vossas chagas no meu coração, a fim de que eu relembre, sem cessar, vossas dores e vosso amor. Que pela fiel lembrança de vossa Paixão, o fruto dos vossos sofrimentos seja renovado em minha alma e que vosso amor vá crescendo em mim cada dia mais, até que eu me encontre finalmente convosco, que sois o tesouro de todos os bens e a fon­te de todas as alegrias, ó dulcíssimo Jesus, concedei-me poder gozar de semelhante ven­tura na vida eterna. Assim seja.


Décima Terceira Oraçào.

Pater.... Ave....

ô Jesus, Fortissimo Leão, rei Imortal e Inven­cível, lembrai-vos da dor que vos acabrunhou quando sentistes esgotadas todas as vossas forças, tanto do coração como do corpo e in­clinastes a cabeça, dizendo: "Tudo está con­sumado!" Por esta angústia e por esta dor, eu vos su­plico, Senhor Jesus, que tenhais piedade de mim quando soar a minha última hora e mi­nha alma estiver amargurada e meu espírito cheio de aflição. Assim seja.

Décima Quarta Oraçào.

Pater.... Ave....

ó Jesus, Filho Únioo do Pai, esplendor e ima­gem da sua substAncia, lembrai-vos da humil­de recomendação que lhes dirigistes, dizendo: "Meu Pai, em vossas mãos entrego o meu es­pirito!" Depois expirastes, estando vosso cor­po despedaçado, vosso coração transpassado e as entranhas de vossa misericórdia abertas para nos resgatar! Por essa preciosa morte, eu vos conjuro, Ó Rei dos Santos, que me deis força e me socorrais para resistir ao de­mônio, à carne e ao sangue, a fim de que, estando morta para o mundo, eu possa viver somente em Vós. Na hora de minha morte, recebei, eu vos peço, minha alma peregrina e exilada, que retoma para Vós. Assim seja.

Décima Quinta Oraçào.

Pater.... Ave....

ó Jesus, vide verdadeira e fecunda, lembrai- vos da abundante efusão de sangue que tão generosamente derramastes de vosso sagrado corpo, assim como a uva é triturada no lagar. Do vosao lado, aberto pela lança de um dos soldados, jorraram sangue e água, de tal mo­do que não retivestes uma gota sequer; e, en­fim, como um ramalhete de mirra, elevado na cruz, vossa carne delicada se aniquilou, fe­neceu o humor de vossas entranhas e secou a medula de vossos ossos. Por esta tão amar­ga Paixão e pela efusão de vosso precioso Sangue, eu vos suplico, ó bom Jesus, que re­cebais minha alma quando eu estiver na ago­nia. Assim seja.



Oração Final.

ó doce Jesus, vulnerai o meu coração a fim de que lágrimas de arrependimento, de compunção e de amor, noite e dia me sirvam de alimento; convertei-me inteiramente a vós; . que meu coração vos sirva de perpétua habitação; que minha conduta vos seja agradável e que o fim de minha vida seja de tal mo­do edificante que eu possa ser admitido no vosso paraíso, onde, com todos os vossos San­tos, hei de vos louvar para sempre. Assim seja.


SOBRE A RECITAÇÃO DAS ORAÇÕES.

PERGUNTA: ‘’ É NECESSÁRIO RECITÁ-LAS TODOS OS DIAS, SEM INTERRUPÇÃO ? ”
RESPOSTA: Faltar o menos possível, todavia, se por um motivo sério, nos vemos forçados a omiti-las, nem por isso ficamos privados dos privilégios que lhes são inerentes, desde que as recitemos 365 vezes no ano. Devemos recitá-las com devoção, esforçando-nos por penetrar no sentido das palavras que vamos pronunciando.

Fonte:
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