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quinta-feira, 13 de julho de 2017

Crucifixo é a escola da oração




Crucifixo é a escola da oração.

Santa Teresa, Santa Madalena de Pazzi, São Bruno, São Bernardo, São Francisco de Assis, São Boaventura, todos os grandes contemplativos da idade Média onde terão encontrado as labaredas do amor de Deus?

O Crucificado é para os fiéis manual de meditação quotidiana. Ele abençoa os trabalhos, santifica as conversações, tempera os prazeres e balsamiza os sofrimentos.
Ao pé da Santa Imagem, repete o cristão as palavras de São Paulo:

"Sicut abundant passiones Christi in nobis, ita et per Christum abundat consolatio nostra. - Assim como são abundantes os sofrimentos de Cristo em nós, assim também pelo Cristo é superabundante nossa consolação."

Sofremos todos nós através da vida. O Crucificado, relembra-nos que, unida à Paixão de Cristo, a dor é expiatória e meritória; ensinar-nos-á que a dor é amável em seu exemplar divino.

Perreyve escreve, numa página de emoção:

"O pranto corre bem sobre Vossa imagem, ó Divino Crucificado. As lágrimas do homem conhecem-nO. Há entre a Cruz e as dores humanas eterna conformidade."

"Não posso mais orar, murmurava Lacordaire, nos momentos derradeiros, mas eu O contemplo!" E não tirava os olhos do Crucificado.

No alto da fogueira, prestres a ser devorada pelas chamas, Santa Joana d'Arc cobria de beijos e lágrimas uma cruz de madeira feita, no momento, por um soldado.

Suplicou que lhe trouxessem o Crucificado da Igreja próxima. Foi atendida. Ao religioso, que a acompanhava, pediu que levantasse a Cruz e a conservasse bem alto, enquanto ela estivesse viva; queria contemplá-la até o suspiro extremo. As labaredas envolveram-na. E a heroína francesa morreru com os olhos fixos na imagem de Jesus Cristo pregado à Cruz.

São Francisco Xavier, o general Lamoricière e Pasteur, nos minutos finais, seguravam e beijavam o Crucifixo.

Um poeta do século passado pergunta ao Crucificado, em estrófes sublimes, o que é que Ele murmura aos ouvidos do moribundo:

"Aos lábios dos moribundos colados na agonia - como derradeiro amigo, para iluminar o horror desta passagem estreita, - para soerguer até Deus seus olhares amortecidos, ó Divino Consolador, - cuja imagem osculamos, - responde: que lhe dizes Vós?"

A história da Igreja responde:

"Ao ouvido dos pecadores o Crucificado murmura uma palavra de perdão; aos que tremem, uma palavra de confiança; às almas puras, uma palavra de amor".
(O livro de J. Hoppenot de que colhem esta formosa página intitula-se Le Crucifix dans l'Histoire, dans l'art, dans l'ame des Saints et dans notre Vie.)

Uma alma de virtudes eminentes compôs estas estrófes admiráveis que tecem a mais sentida e a mais fervorosa das preces:

Meu Crucificado!
Eu O levo a toda a parte;
Eu O prefiro a tudo;

Quando caio, Ele me levanta;
Quando choro, Ele me consola;
Quando sofro, Ele me cura;
Quando tremo, Ele me tranquiliza;
Quando chamo, Ele me responde.

Meu Crucificado!
Ele é a luz, que me ilumina;
O sol, que me aquece;
O alimento, que me nutre;
A fonte que me desaltera;
A doçura, que me cura;
O bálsamo, que me cura;
A beleza, que me encanta!

Meu Crucificado!
Ele é a solidão, em que repouso;
O reduto, a que me acolho;
A frágua, que me consome;
O oceano, em que mergulho;
O abismo, em que me perco!

Feliz a inspiração do Revmo. Cônego J.Cabral, no tema escolhido para estas páginas de espiritualidade. É grande, é muito grande, no Brasil, o número de corações, que consagram fervorosa à Sagrada Paixão de nosso Redentor. Com quanto enlevo, com que intenso júbilo, acolherão estas almas o livro precioso do ilustre publicista!

Através destes capítulos enriquecidos, pela mais pura doutrina dos Santos Padres, aprenderemos as lições de Jesus Cristo agonizante.

Quantos e quão preciosos ensinamentos, quantas consolações profundas, iremos encontrar nas palavras que o Mestre Divino pronunciou na agonia do Calvário! Que soma incalculável de benefícios espirituais vão estas páginas espalhar na seara imensa das almas!

Sede bendito, ó Testamento emocionate do Redentor dos homens!
Sede bem-vindas, ó páginas consoladoras!

(Padre Heliodoro Pires, São Paulo, dia do Preciosíssimo Sangue de N.S.Jesus Cristo, 1-VII-1936)



Fonte:

quarta-feira, 23 de julho de 2014

O Sinal da Cruz




1. És cristão?
Sim; sou cristão pela graça de Deus.

2. Qual é o verdadeiro cristão?
Verdadeiro cristão é aquele que é batizado, crê e professa a doutrina e a lei de Jesus Cristo.

3. Como é que o homem se faz cristão?
O homem se faz cristão pelo Batismo.

4. Qual é o sinal do cristão?
O sinal do cristão é a cruz.

5. De quantos modos se faz o sinal da cruz?
O sinal da cruz se faz de dois modos: persignando-se e benzendo-se.

6. Que é persignar-se?
Persignar-se é fazer três cruzes com o dedo polegar da mão direita aberta: a primeira na testa; a segunda na boca; a terceira no peito, dizendo: Pelo sinal + da santa cruz, livrai-nos Deus, + Nosso Senhor, dos nossos + inimigos.

7. Para que se fazem estas três cruzes?
Faz-se a primeira cruz na testa, para que Deus nos livre dos maus pensamentos; a segunda, na boca, para que Deus nos livre das más palavras, e a terceira no peito, para que Deus nos livre das más obras, que nascem do coração.

8. Que é benzer-se?
Benzer-se é fazer uma cruz, com a mão direita aberta, da testa ao peito e do ombro esquerdo ao direito, dizendo: Em nome do Pai, e do Filho, + e do Espírito Santo. Amém.

9. Por que o sinal da cruz é o sinal do cristão?
O sinal da cruz é o sinal do cristão: 1º porque serve para distinguir os cristãos dos infiéis, e 2º porque indica os principais mistérios da nossa fé.

10. Quais são os principais mistérios da nossa fé?
O principais mistérios da nossa fé são: 1º Unidade e Trindade de Deus; 2º Encarnação, Paixão e Morte de Nosso Senhor Jesus Cristo.

11. É coisa útil fazer freqüentemente o sinal da Cruz?
Sim; fazer freqüentemente o sinal da cruz é coisa utilíssima, porque este sinal tem a virtude de avivar a fé, repelir as tentações e alcançar-nos de Deus muitas graças.

12. Quando devemos fazer o sinal da cruz?
Devemos fazer o sinal da cruz pela manhã, ao despertar; à noite ao deitar; antes e depois das refeições; no princípio e no fim de qualquer trabalho; antes de começar a oração; nas tentações e nos perigos.

13. Que é o catecismo da doutrina cristã?
O catecismo da doutrina cristã é o compêndio de tudo quanto Jesus Cristo nos ensinou para alcançarmos a salvação.

14. Em quantas partes se divide a doutrina cristã?
A doutrina cristã divide-se em quatro partes principais, a saber: o Credo, a oração, os mandamentos e os sacramentos.

15. É necessário aprender a doutrina cristã?
Sim; é necessário aprender a doutrina cristã, e cometem falta grave aqueles que, por negligência ou má vontade, não a quiserem aprender.

(2º Catecismo da doutrina cristã - para download aqui )

Fonte:

terça-feira, 19 de junho de 2012

Sinal da Cruz - Terror para os inimigos infernais

"É com o Credo e com o Sinal da Cruz que é necessário correr o inimigo. Revestido destas armas, o Cristão sem dificuldade triunfará do antigo e soberbo tirano. A Cruz basta para desfazer todas as maquinações do espírito das trevas." (lib. de Symb., c. I. - Santo Agostinho)

"O Sinal da Cruz torna impotentes todos os artifícios da magia, ineficazes todos os encantos e ao abandono todos os ídolos. Por ele é moderado, abatido, extinto o fogo da voluptuosidade mais brutal; e a Alma, curvada para a terra, levanta-se para o Céu. Outrora os demônios enganavam os homens, tomando diferentes formas; postados à beira das fontes e dos rios, nos bosques e nos rochedos, surpreendiam por artificiosos enganos aos insensatos mortais. Mas, depois da vinda do Verbo Divino, basta o Sinal da Cruz para desmascará-los todos. Quer alguém a prova do que digo? Não tem mais que colocar-se no meio dos artifícios dos demônios, das imposturas dos oráculos e os embustes da magia e, feito o Sinal da Cruz, verá como por virtude dele fogem os demônios, calam-se os oráculos e se tornam impotentes todos os encantos e malefícios." (Lib. de Incarnat. Verb. - Santo Atanásio)

"O Sinal da Cruz é a armadura invencível dos Cristãos. Esta armadura que te não falte ó Soldado de Cristo, nem de dia nem de noite, nem um só instante, seja qual for o lugar em que te aches. Quer durmas, quer vigies, quer trabalhe, quer comas, quer bebas, quer navegues, quer atravesses rios, sempre andarás revestidos desta couraça. Orna e protege teus membros com este Sinal vencedor e nada te poderá fazer mal. Contra as setas do inimigo, não há escudo mais poderoso. A vista deste Sinal, trêmulas e aterradas fugirão as potências infernais." (S.Eph. de Panophia ot de poenitem, apud Gretzer p. 580,581 e 642. - São João Crisóstomo)

(Frases retiradas do livro: O Sinal da Cruz por Monsenhor Gaume, Protonotário Apostólico, livro que de Pio IX mereceu um “Breve” especial, primeira tradução brasileira cuidadosamente calcada sobre a 4ª edição francesa, 1950.)


Fonte:http://a-grande-guerra.blogspot.com


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