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quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Sua TV está lentamente matando você



Matéria traduzida do site da rede MSNBC, que surpreendentemente deixou passar uma matéria tão crítica da televisão.

Você já deve ter aceito a ideia de que a televisão deixa você mais burro. Você também sabe que há muitas coisas mais edificantes que você poderia fazer com seu tempo ao invés de aplaudir os participantes de "Survivor" ou Big Brother.

E a menos que você esteja malhando na frente de um vídeo de ginástica, você sabe que horas esparramado na frente da TV irá lhe deixar mais gordo - para não mencionar o impacto de todo o lixo comestível que você é tentado a engolir durante a os intervalos comerciais.

Mas você vai se surpreender ao saber a quantidade de outros malefícios a TV pode trazer para você.


1. TV deixa você mais morto


Ver TV é um passatempo bastante mortal, a pesquisa sugere. Não importa quanto tempo você gasta na musculação, cada hora que você gasta em frente da televisão aumenta o risco de morrer de doenças cardíacas, segundo um relatório recente na publicação "Circulação: Jornal da Associação Americana do Coração". Pesquisadores australianos estudaram 8.800 homens e mulheres adultos por uma média de seis anos e descobriram que todas as horas gastas em frente à TV se traduziram em um aumento de 11 por cento no risco de morte por qualquer causa, um aumento de 9 por cento no risco de morte câncer e um aumento de 18 por cento no risco de morte por doença cardiovascular. Assim, em comparação às pessoas que assistiam menos de duas horas de TV por dia, aqueles que assistiram a quatro ou mais horas por dia tiveram um risco 46 por cento maior de morte por qualquer causa e um risco 80 por cento maior de morte por doença cardiovascular. E isso era verdade mesmo entre pessoas que não fumavam, eram magros, comiam dietas saudáveis e tinham baixa pressão arterial e colesterol.

2. TV faz você bêbado

TV faz você beber mais. Quando se trata de beber, estamos aparentemente muito suscetíveis ao que vemos na televisão, segundo um relatório publicado em "Álcool e Alcoolismo". Para descobrir se o que vemos realmente afeta os hábitos de consumo, os pesquisadores pegaram 80 alunos do sexo masculino com idades entre 18 e 29 e colocaram-os em um estúdio/bar onde os alunos puderam assistir a filmes e anúncios publicitários na televisão. Os pesquisadores descobriram que os homens que assistiram a filmes e comerciais em que o álcool foi tema de destaque imediatamente alcançaram um copo de cerveja ou de vinho e beberam uma média de 1,5 copos a mais do que aqueles que assistiram a filmes e comerciais em que o álcool teve um papel menos proeminente.

3. TV pode fazer o seu filho engravidar/ sua filha ficar grávida

Os adolescentes que assistiram a uma série de TV que incluía conteúdos sexuais tinham duas vezes mais probabilidade de engravidar, segundo um estudo publicado na revista Pediatrics. Uma vez por ano durante três anos, pesquisadores da Rand Corporation entrevistaram 1.461 jovens - de 12 a 17 anos no início do estudo - sobre os hábitos de assistir TV e o comportamento sexual. Os meninos foram questionados sobre se já haviam engravidado alguma menina e meninas foram questionados sobre se já haviam estado grávidas. Para ter uma idéia sobre quantos programas de TV sexualmente carregados as crianças estavam assistindo, os pesquisadores pediram aos adolescentes se e quantas vezes assistiam 23 programas específicos.

Outro estudo mostrou que as crianças que assistem duas ou mais horas de televisão por dia começam com o sexo mais cedo, de acordo com um relatório na revista Archives of Pediatric and Adolescent Medicine. Os pesquisadores acompanharam 4.808 estudantes durante um ano. As crianças - todas as idades de 15 anos ou menos - nunca tinha tido relações sexuais no início do estudo. Entre as crianças com pais que não aprovavam o sexo durante a adolescência, aqueles que assistiam duas ou mais horas de TV por dia tinham 72 por cento mais chance de começar a ter relações sexuais até ao final do estudo. Os pesquisadores disseram que não ficaram surpresos ao encontrar nenhum efeito televisão entre as crianças com pais que não se importava com o sexo adolescente, pois as crianças estavam em risco elevado de sexo precoce de qualquer maneira.

4. TV enfraquece os ossos


Horas gastas assistindo a TV podem resultar em uma criança com os ossos frágeis, de acordo com um estudo publicado no Journal of Pediatrics. Até chegarmos por volta dos 25 anos, nós acumulamos massa óssea em uma espécie de conta poupança. Quanto mais osso que construímos quando somos jovens, menor a probabilidade de que estamos a desenvolver osteoporose.

Para ver se assistir à TV pode impactar o crescimento dos ossos nas crianças, os pesquisadores acompanharam 214 crianças de 3 anos por quatro anos. A altura das crianças e peso foram aferidos a cada quatro meses, juntamente com os seus níveis de atividade. Em cada exame, os pais foram questionados sobre os hábitos de assistir TV de seus filhos. Quanto mais as crianças assistiram TV, menos ossos cresceram, independentemente de quão ativos eles estavam em outros momentos.

5. TV torna você menos empenhado

Um estudo recente descobriu que enquanto a TV está ligada - mesmo que seja apenas de fundo - os pais interagem menos com seus filhos. Para saber mais sobre os efeitos da TV, os investigadores trouxeram 51 crianças e bebês, cada um acompanhado por um dos pais a um centro de estudo da criança, de acordo com o relatório publicado Child Development. Os pais e as crianças foram observados durante meia hora em uma sala sem televisão e, em seguida, por uma meia hora com o televisor ligado com um programa de adultos como "Jeopardy!" Quando a televisão estava ligada, os pais gastaram cerca de 20 por cento menos tempo conversando com seus filhos. E quando os pais prestavam atenção aos seus filhos, a qualidade das interações foi menor. Com a TV de fundo, os pais eram menos ativos, atentos e sensíveis aos seus filhos.


Fontes:
MSNBC: 5 ways your TV is slowly killing you

Tradução por A Nova Ordem Mundial

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Os efeitos entorpecedores da televisão ao cérebro



A televisão está nos convertendo em zumbis

por Wes Moore


A televisão é um narcótico que causa dependência, e um dos mais potentes dispositivos de controle mental já produzidos.  E eu não estou me baseando somente em intuição.  Eu tenho evidência neurológica para prová-lo.

Qualquer comportamento que conduz a uma experiência prazerosa será repetida, especialmente se aquele comportamento requer pouco esforço.  Psicólogos chamam esse padrão de “reforço positivo”.  Isso é o que nós queremos dizer, tecnicamente falando, por vício.  Nesse sentido, a televisão certamente ajusta-se à categoria de um agente que causa dependência.

Quando você liga a TV, a atividade do cérebro transfere-se do hemisfério da esquerda para a direita.  Em verdade, experimentos conduzidos pelo pesquisador Herbert Krugman demonstraram que enquanto espectadores estão vendo televisão, o hemisfério direito está duas vezes mais ativo que o esquerdo, uma anomalia neurológica. [1]

O cruzamento da esquerda para a direita libera uma tempestade de narcóticos naturais do corpo: endorfinas e beta-endorfinas. A endorfina é estruturalmente idêntica ao ópio e seus derivados (morfina, codeína, heroína etc.).

Atividades que liberam endorfinas (também chamadas peptídeos opióides) são freqüentemente formadores de hábito (nós raramente dizemos que causam dependência). Estes incluem estalar os dedos, exercícios tenazes e orgasmo.  Narcóticos externos agem nos mesmos locais receptores (receptores opióides) como endorfinas, de forma que há pouca diferença entre os dois.

Realmente, até espectadores casuais de televisão experimentam tais sintomas de recuo de entorpecimento se eles param de ver TV por um período prolongado de tempo.  Um artigo da Província Herald, no Leste da África do Sul (Outubro de 1975), descreveu dois experimentos em que foi pedido que pessoas de vários segmentos sócio-econômicos parassem de ver televisão.  Em um experimento várias famílias se voluntariaram a desligarem suas TVs por apenas um mês.

As famílias mais pobres cederam em uma semana, e as outras sofreram de depressão, dizendo que se sentiam como se tivessem "perdido um amigo". No outro experimento, 182 alemães ocidentais concordaram em dar um pontapé no seu hábito de ver televisão por um ano, em troca de um acrescido bônus de pagamento. Ninguém pôde resistir ao desejo por mais do que seis meses, e ao longo do tempo todos os participantes demonstraram os sintomas de recuo do narcótico: aumento da ansiedade, frustração e depressão.

O VÍCIO À TV

Os sinais do vício estão ao nosso redor.  O Americano médio assiste mais de quatro horas de televisão todos os dias, e 49% destes continuam a assistir apesar de admitirem fazê-lo excessivamente.  Esses são os indicadores clássicos de um viciado em contradição: viciados sabem que eles estão fazendo o mal para si, mas continuam a usar a droga sem dar a devida atenção.

O aparelho de televisão funciona como um sistema de entrega de droga de alta tecnologia, e nós todos sentimos seus efeitos. A questão é, pode um vício à televisão ser destrutivo?  A resposta que nós recebemos da ciência moderna é um retumbante “Sim!"

Primeiro de tudo, quando você está assistindo televisão, as regiões mais elevadas do cérebro (como o cérebro intermediário e o novo córtex) são desligados, e as principais atividades transferem-se para as regiões mais baixas do cérebro (como o sistema límbico). Os processos neurológicos que tomam lugar nessas regiões não podem exatamente ser chamados de "cognitivos".

Os menores cérebros ou o cérebro do réptil simplesmente permanece equilibrado para reagir ao ambiente usando programas profundamente entalhados de resposta "combater ou fugir". Demais a mais, essas regiões mais baixas do cérebro não podem distinguir a realidade de imagens fabricadas (um trabalho desenvolvido pelo novo córtex), assim eles reagem ao conteúdo da televisão muito embora ele seja real, liberando hormônios apropriados e assim em diante. Estudos têm provado que, ao longo prazo, demasiada atividade no cérebro mais baixo conduz à atrofia nas regiões mais altas.

É interessante registrar que o cérebro baixo/límbico/do réptil correlaciona-se ao circuito de bio-sobrevivência do Modelo dos 8 Circuitos de Consciência Leary/Wilson.

Esse é o nosso principal circuito, a "presença" básica que nós normalmente associamos com a consciência.  Esse é o circuito onde nós recebemos nossa primeira impressão neurológica (a impressão oral), que nos condiciona a avançar rumo a qualquer coisa quente, prazerosa e/ou protetiva no ambiente.  O circuito de bio-sobrevivência é nosso mais infantil, nosso meio mais primário de lidar com a realidade.

EFEITO DO CONTROLE DO CÉREBRO DIREITO

A pesquisa da Herbert Krugman provou que assistir televisão paralisa o cérebro esquerdo e deixa o cérebro direito executar todas as responsabilidades cognitivas.  Isso tem algumas implicações assustadoras para os efeitos da televisão no desenvolvimento e saúde do cérebro. Para uns, o hemisfério esquerdo é a região crítica para organizar, analisar e julgar dados entrantes.  O cérebro direito lida de forma não crítica com dados entrantes, e ele não decifra ou divide a informação em suas partes componentes.

O cérebro direito processa informação em conjuntos, levando a respostas mais emocionais do que intelectuais.  Nós não podemos racionalmente ocupar-se com o conteúdo apresentado na televisão porque essa parte de nosso cérebro não está em funcionamento. É, portanto, sem surpresa que as pessoas raramente compreendem o que vêem na televisão, como foi demonstrado por um estudo conduzido pelo pesquisador Jacob Jacoby. Jacoby descobriu que, dentre 2.700 pessoas testadas, 90% entenderam mal o que observavam na televisão somente cinco minutos antes.  Por enquanto não há explicação por qual motivo nos transferimos para o cérebro direito enquanto assistimos televisão, mas sabemos que esse fenômeno é imune ao conteúdo.

Para um cérebro compreender e comunicar significado complexo, ele deve estar em um estado de "desequilíbrio caótico".  Isso significa que deve haver um fluxo dinâmico de comunicação entre todas as regiões do cérebro, que facilitam a compreensão dos níveis mais elevados de ordem (quebrando limiares conceituais), e levando à formação de idéias complexas.  Altos níveis de atividade cerebral caótica estão presentes durante tarefas desafiadoras como leitura, escrita e equações matemáticas em sua cabeça.  Elas não estão presentes enquanto você vê TV.

PERIGOSO À AUTO-ESTIMA; MANTÉM O STATUS QUO

Em acréscimo a seus efeitos neurológicos devastadores, a televisão pode ser danosa para seu sentido de valor próprio, sua percepção do ambiente, e sua saúde física.  Pesquisas recentes têm demonstrado que 75% das mulheres americanas pensam que estão acima do peso, provavelmente como resultado de assistir cronicamente atrizes e modelos magras quatro horas por dia.

A televisão tem também semeado uma "cultura do medo" nos EUA afora, com seu foco no sensacionalismo amigável do cérebro límbico de programação violenta.  Estudos têm demonstrado que as pessoas de todas as gerações grandemente superestimam a ameaça de violência na vida real.  Isso não é sem surpresa, porque seus cérebros não podem discernir realidade de ficção enquanto assistem TV.

Televisão é ruim para seu corpo também.  Obesidade, privação do sono e desenvolvimento sensorial atrofiado são todos comuns entre viciados em televisão.

Todas as outras drogas aparentemente colocam-se como uma ameaça à ordem social estabelecida.  A televisão, porém, é uma droga que é realmente essencial para manter a infra-estrutura social.  Por quê?  Porque ela lava o cérebro dos consumidores para gastarem dinheiro no vazio escancarado de suas vidas cheias de terror e sem significado. E por lavagem do cérebro, eu quero dizer que elas foram hipnotizadas usando muitas técnicas sutis e estabelecidas que, quando combinadas com os efeitos naturais da televisão nas ondas do cérebro, contribuem para os mais ambiciosos ardis de engenharia psicológica já confeccionados.

O psicofisiologista Thomas Mulholland descobriu que após apenas 30 segundos vendo televisão, o cérebro começa a produzir ondas alfa, que indicam taxas de atividade letárgicas (quase comatosas). Ondas cerebrais alfa são associadas com desconcentrados e excessivos estados receptivos de consciência. Uma alta freqüência de ondas alfa não ocorre normalmente quando os olhos estão abertos.  Em verdade, a pesquisa de Mulholland indica que assistir televisão é neurologicamente análogo a encarar uma parede branca.

Eu deveria registrar que o objetivo dos hipnotizadores é induzir estados de lentas ondas cerebrais.  Ondas alfa estão presentes durante o estado de "luz hipnótica" utilizado por hipno-terapeutas para terapia de sugestão.

Quando a pesquisa de Mulholland foi publicada, ela impactou grandemente em marketing e propaganda.  Percebendo que os espectadores automaticamente entram em um estado de transe enquanto vêem televisão, os marketeiros começaram a esboçar comerciais que produzem estados de inconsciência emocional ou humor com o espectador.

O alvo de comerciais não é apelar para a mente racional ou consciente (que usualmente descarta anúncios), mas de preferência implantar atmosferas que o consumidor associará com o produto quando ele é encontrado na vida real.  Quando nós vemos exposições de produtos em uma loja, por exemplo, aquelas emoções positivas são despertadas. Aprovações de atletas amados e outras celebridades evocam as mesmas associações. Se você já duvidou do poder dos anúncios de televisão, carreguem isso em mente: comerciais funcionam melhor se você não está lhes dando atenção!

Um dispositivo de controle mental que causa dependência . . . o que mais poderia um governo ou uma corporação lucrativa pedir? Mas a coisa realmente triste a respeito da televisão é que ela converte a pessoa num zumbi, ninguém é imune.  Não há nenhuma ordem mais elevada de seres super-inteligentes e nefandos por trás disso.  É o produto de nosso completo desejo humano de modificar nosso estado de consciência e escapar das durezas da realidade.

Eu gostaria de anunciar uma campanha para os meus.  Na próxima semana, nós celebraremos o que eu gosto de chamar de Semana para se livrar da TV.  Eu encorajo a todos vocês venderem suas televisões, e usarem o dinheiro para comprarem alguns livros.

Nós estamos vivendo no Admirável Mundo Novo, somente isso não é tão admirável, ou menos novo.  Em verdade, está parecendo mais e mais com a Idade das Trevas, com massas de zumbis do neolítico obedecendo a autoridade da nova casta sacerdotal: Regis Philbin e Jerry Springer.

Notas:

[1] Krugman, Herbert E. "Brain wave Measures of Media Involvement," Journal of Advertising Research 11.1 (1971): 3-9. Krugman posteriomente se tornou gerente de pesquisa de opinião pública na General Electric.

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Esse artigo é do Vol. 2, Issue No. 2 pages 59-66
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Fonte:
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