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sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Sto. Afonso Maria de Ligório dá exemplos da Escritura que mostram que os pecados de um homem são limitados e, em certo ponto, a misericórdia de Deus cessa para o homem e a Sua justiça começa


30moedas
Deus está pronto para curar aqueles que sinceramente desejam mudar suas vidas, mas não pode ter pena do pecador obstinado. O Senhor perdoa pecados, mas Ele não pode perdoar aqueles que estão determinados a ofendê-lo

Querendo ou não, a relativização do conceito de livre-arbítrio da criatura bem como a equivocada concepção de misericórdia e justiça de Deus — disseminados pelas falsas doutrinas da “espiritualidade planetária” neopagã e liberal vigente — sua nefasta influência acabou por contaminar muitos teólogos e peritos progressistas, arquitetos do Concílio Vaticano II. Por isso, em todo lugar se ouve uma estranha e inédita exaltação à misericórdia ilimitada de Deus e que a paciência de Deus não tem limites.
Mas não é isto o que ensina Nosso Senhor, nem o magistério bimilenar, conforme claramente podemos constatar no presente exemplo de pregação do grande Doutor da Igreja, Santo Afonso Maria de Ligório. 
O Fundador dos Redentoristas, em seu sermão do primeiro domingo do Advento, adverte os fiéis de que o homem não deve abusar da misericórdia de Deus e imaginar que sempre haverá tempo para se arrepender e ser salvo. De fato, a misericórdia de Deus não tem limites, até o ponto em que esses limites são exigidos pela Sua sabedoria e justiça. A partir dessa premissa, meditemos nas seguintes e fundamentais advertências de Sto. Afonso Maria de Ligório sobre o verdadeiro conceito de Misericórdia e Justiça de Deus:
* * *
No Evangelho deste dia, lemos que, depois de ter ido para o deserto, Nosso Senhor Jesus Cristo permitiu que o Diabo o colocasse sobre o pináculo do templo e lhe dissesse: “Se és Filho de Deus, lança-te abaixo, pois está escrito: Ele deu a seus anjos ordens a teu respeito; proteger-te-ão com as mãos, com cuidado, para não machucares o teu pé em alguma pedra (Sl 90,11s). ” Mas o Senhor respondeu que nas Sagradas Escrituras também está escrito:.. “Não tentarás o Senhor teu Deus”.
O pecador que se abandona numa vida de pecado sem que se esforce para resistir às tentações, ou sem, pelo menos, pedir a ajuda de Deus para vencê-las, e espera que o Senhor, um dia, o atraia a partir desse abismo, tenta Deus para que faça milagres, ou melhor, para que mostre a ele uma misericórdia extraordinária não estendida à maioria dos cristãos.
Como diz o Apóstolo, Deus “quer que todos os homens sejam salvos ” (I Tim 2: 4.), mas Ele também quer que todos nós desejemos trabalhar para a nossa própria salvação, pelo menos, adotando os meios de superar os nossos inimigos e de obedecê-lo quando Ele nos chama ao arrependimento.
Os pecadores ouvem os apelos de Deus, mas se esquecem desses apelos e continuam a ofendê-lo. Mas Deus não os esquece. Ele contabiliza as graças que nos dispensa, bem como os pecados que nós cometemos. Assim, quando o tempo que Ele fixou se completa, Deus nos priva de suas graças e começa a infligir o castigo.
Pretendo mostrar neste discurso que, quando os pecados alcançam um determinado número, Deus não mais perdoa. Preste atenção.

O número de pecados que Deus perdoará é fixo

1. São Basílio, São Jerônimo, São João Crisóstomo, Santo Agostinho e outros Padres ensinam, que, assim como Deus fixou para cada pessoa o número dos dias de sua vida, e os graus de saúde e talento que Ele lhes dará — de acordo com as palavras da Escritura: “Vós ordenastes todas as coisas na medida, número e peso” (Sb 11, 21) — assim também Ele determinou para cada um o número de pecados que Ele perdoaráE quando este número for concluído, Ele não perdoará mais.
2. “O Senhor me enviou para curar os contritos de coração” (Is 61, 1). Deus está pronto para curar aqueles que sinceramente desejam mudar suas vidasmas não pode ter pena do pecador obstinadoO Senhor perdoa pecados, mas Ele não pode perdoar aqueles que estão determinados a ofendê-lo.
Também não podemos exigir de Deus a razão pela qual Ele perdoa uma pessoa de uma centena de pecados, e a outros os arrebata dessa vida, enviando-os para o inferno, logo após três ou quatro pecados. Por Seu Profeta Amós, Deus disse: “Por causa de três transgressões de Damasco, e por quatro, não irei convertê-la” (1:3).
No entanto, devemos adorar os juízos de Deus, e dizer com o Apóstolo: “Ó abismo de riqueza, de sabedoria e de ciência em Deus! Quão impenetráveis são os seus juízos e inexploráveis os seus caminhos!” (Rm 11, 33).
Aquele que recebe o perdão, diz Santo Agostinho, é perdoado pela pura misericórdia de Deus; e os que são castigados, são justamente punidos. Quantos Deus têm enviado para o inferno com a primeira ofensa?
São Gregório relata que uma criança de cinco anos, que havia chegado ao uso da razão, foi arrebatada pelo diabo e levada para o inferno por ter pronunciado uma blasfêmia.
A Santíssima Mãe de Deus revelou a uma grande serva de Deus, Benedita de Florença, que um rapaz de 12 anos, foi condenado após o seu primeiro pecado.
Outro menino de oito anos morreu depois de cometer seu primeiro pecado e se perdeu.
Você diz: “Eu sou jovem; há muitos que cometeram mais pecados do que eu”. Mas, por esse motivo, será Deus obrigado a esperar o seu arrependimento e sua obstinação em ofendê-lo?
No Evangelho de São Mateus (21, 19), lemos que o Salvador amaldiçoou uma figueira na primeira vez em que a viu sem frutos. “Que nenhum fruto cresça em ti doravante para sempre. E imediatamente a figueira secou.”
Você deve, então, tremer só de pensar em cometer um único pecado mortal, especialmente se você já tiver sido culpado de pecados mortais.

Quando a medida da culpa é completada, Deus castiga o pecador com Sua justiça

3. “A propósito de um pecado perdoado, não estejas sem temor, e não acrescentes pecado sobre pecado”.(Eclesiastes 05:05) Por isso — oh pecador! — Não diga: “Uma vez que Deus me perdoou outros pecados, Ele vai me perdoar este se eu cometê-lo.” Não diga isso, pois, se para o pecado que lhe foi perdoado você adiciona outro, você tem razão para temer, pois este novo pecado deve ser unido à sua ex-culpa, e, portanto, o número será completado, e você deve ser abandonado.
Eis como a Escritura se desenvolve essa verdade mais claramente em outro lugar: “Quanto às outras nações, o Senhor espera pacientemente, antes de puni-las, que tenham enchido a medida de suas iniquidades”. (2 Mac 6, 14)
Deus espera com paciência, até que certo número de pecados seja cometido, mas, quando a medida da culpa é completada, ele não mais espera, mas castiga o pecador. “Tu selaste como num saco os meus crimes, puseste um sinal sobre minhas iniquidades”. (Jó 14:17)
Os pecadores multiplicam seus pecados sem fazer-lhes conta, mas Deus contabiliza o número deles; então, quando a colheita está madura, ou seja, quando o número de pecados se completa, Ele pode vingar-se deles. “Tomai as foices, porque a colheita está madura”. (Joel 3:13)
4. Há muitos exemplos desses nas Escrituras. Falando dos hebreus, o Senhor em um só lugar diz: “Nenhum dos homens que viram a minha glória e os prodígios que fiz no Egito e no deserto, que me provocaram já dez vezes e não me ouviram, verá a terra que prometi com juramento aos seus pais. Nenhum daqueles que me desprezaram a verá”. (Num 14: 22-23)
Em outra passagem, Ele diz que conteve sua vingança contra os amorreus, porque o número de seus pecados não fora concluído: “Porque a iniquidade dos amorreus não chegou ainda ao seu cúmulo”. (Gen 15: 16)
Temos novamente o exemplo de Saul, que, depois de ter desobedecido a Deus uma segunda vez, foi abandonado. Ele suplicou a Samuel para interceder perante o Senhor em seu nome: “Agora, peço-te, perdoa o meu pecado, e volta comigo para que eu adore o Senhor”. (1 Sm 15:25) Mas, sabendo que Deus tinha abandonado Saul, Samuel respondeu: “Não voltarei contigo!, exclamou Samuel. Rejeitaste a palavra do Senhor, por isso o Senhor te rejeita, e não quer mais que sejas rei de Israel”, etc (15: 26) Saul, você abandonou Deus, e Ele o abandonou.
Nós temos outro exemplo em Baltazar que, depois de ter profanado os vasos do templo, viu uma mão escrevendo na parede, Juba, Thecel, Farés. Daniel foi chamado para expor o significado dessas palavras. Ao explicar a palavra Thecel, disse ao rei: “Pesado foste na balança, e foste achado em falta” (Dn 5:27) Por esta explicação, deu a entender ao rei que o peso de seus pecados na balança da justiça divina havia pendido desfavoravelmente para ele. “Na mesma noite Baltazar, o Rei caldeu, foi morto”. (Dn. 5:30)
Oh! Quantos pecadores têm encontrado o mesmo destino! Continuando a ofender a Deus até que seus pecados chegaram a certo número, eles têm sido feridos de morte e merecido o inferno! “Passam os seus dias na riqueza, e em um momento são lançados no Inferno”. ( Jó 21:13)
Tremam, irmãos, pois se vocês cometem outro pecado mortal, Deus deveria lançá-los no inferno.
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Alphonsus Liguori, Sermons for All the Sundays in the Year, London: James Duffy & Sons, 1882, pp. 113-115.

terça-feira, 21 de junho de 2016

Sobre a Misericórdia e Justiça Divina

Misericordia enim et ira ab illo cito proximant, et in peccatores respicit ira illius — «A sua misericórdia e a usa ira chegam rapidamente, e em sua ira olha para os pecadores» (Eclo 5,7).

"De dois modos o demônio engana os homens e arrasta muitos consigo ao inferno. Depois do pecado arrasta-os ao desespero, por meio da justiça divina; e antes do pecado excita-os a cometê-lo pela esperança da divina misericórdia. Se quisermos desfazer a arte do inimigo, façamos o contrário: depois do pecado, confiemos na misericórdia divina, mas, antes do pecado, temamos a sua justiça inexorável. Como poderia confiar na misericórdia de Deus quem abusa da mesma misericórdia para o ofender?

I. Diz Santo Agostinho que o demônio engana os homens de dois modos: pelo desespero e pela esperança. Quando o pecador caiu, arrasta-o ao desespero, representando-lhe o rigor da divina justiça; mas antes do pecado, excita-o a cometê-lo pela confiança na divina misericórdia. — Com efeito, será difícil encontrar um pecador tão desesperado que se queira condenar por si próprio. Os pecadores querem pecar, mas sem perderem a esperança de se salvar. Pecam e dizem: Deus é misericordioso; cometerei este pecado e depois irei confessar-me dele. Mas, ó Deus! é assim que falaram tantos que agora estão condenados!

Avisa-nos o Senhor: «Não digas: são grandes as misericórdias de Deus; por muitos pecados que eu cometa, obterei o perdão por um só ato de contrição» (Eclo 5, 6). Não digas assim, avisa-nos Deus; e por quê? Porque a sua misericórdia e a sua justiça vão sempre juntas; e a sua indignação se inflama contra os pecadores impenitentes, que amontoam pecados sobre pecados e abusam da misericórdia para mais pecares: A sua misericórdia e a sua ira chegam rapidamente, e a sua indignação vira-se contra os pecadores. — A misericórdia de Deus é infinita, mas os atos dessa misericórdia são finitos. Deus é misericordioso, mas também é justo. «Eu sou justo e misericordioso», disse um dia o Senhor a Santa Brígida; «mas os pecadores julgam-me somente misericordioso».

Não queiramos, escreve São Basílio, considerar só uma das faces de Deus. E o Bem-aventurado João Ávila acrescenta que tolerar os que abusam da misericórdia de Deus, para mais o ofenderem, não seria mais ato de misericórdia, mas falta de justiça. A misericórdia é prometida ao que teme a Deus, não ao que dela abusa: Et misericordia eius timentibus eum (Luc 1, 50). A justiça ameaça os pecadores obstinados; e assim como Deus, observa Santo Agostinho, não falta às suas promessas, tão pouco faltará a suas ameaças.

II. Meu irmão, escuta o belo conselho que te dá Santo Agostinho: Post peccatum spera misericordiam. Depois do pecado, confia na misericórdia de Deus; mas antes do pecado, receia a sua terrível justiça: Ante peccatum pertimesce iustitiam. Sim, porque é indigno da misericórdia de Deus quem dela abusa para o ofender. Aquele que ofende a justiça, diz Afonso Tostato, pode recorrer à misericórdia; mas a quem poderá recorrer o que ofende a própria misericórdia? Seria zombar de Deus querer continuar a ofendê-lo e desejar depois o paraíso. Avisa-nos, porém, São Paulo, que Deus não consente que zombemos dele: Deus non irridetur (Gal 6, 7).

Ah, meu Jesus, eu sou um daqueles que Vos ofenderam, porque Vós éreis tão bom. Esperai, Senhor, não me abandoneis ainda, já que pela vossa graça espero nunca mais dar-Vos motivo para que me abandoneis. Pesa-me, ó bondade infinita, de Vos ter ofendido e abusado tanto da vossa paciência. Graças Vos dou por me terdes esperado até agora. No futuro, não mais Vos quero trair como no passado.

Vós me suportastes tanto tempo, afim de me verdes um dia cativo amorosamente da vossa bondade. Esse dia já chegou, como espero. Amo-Vos, ó bondade infinita. † Jesus, meu Deus, amo-Vos sobre todas as coisas; estimo a vossa graça mais que todos os reinos do mundo; antes perder mil vezes a vida que perder a vossa afeição. — Meu Deus, pelo amor de Jesus Cristo, dai-me, com o vosso amor, a santa perseverança até à morte. Não consintais que eu torne a trair-Vos, e deixe jamais de Vos amar. — Ó Maria, sois a minha esperança; obtende-me a perseverança e nada mais vos peço. (*II 76.)

Santo Afonso Maria de Ligório. Meditações: Para todos os Dias e Festas do Ano: Tomo Terceiro: desde a duodécima semana depois de Pentecostes até ao fim do ano eclesiástico. Friburgo: Herder & Cia, 1922, p.81-83.

Fonte:
http://floresdamodestia.blogspot.com.br/

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Terço da Misericórdia

O Rosário Convencional não pode ser substituído pelo Terço da Misericórdia

Veja alguns Católicos que, por não conhecer a grandeza do Rosário, acabam deixando de rezá-lo, e as vezes até substituindo pelo terço da misericórdia, ou por outra oração. Quero aqui tentar explicar os motivos, com base nos escritos dos Santos, o quanto a oração do rosário é grandiosa, e não há devoção maior neste mundo, depois da Santa Missa que a devoção ao Rosário de Nossa Senhora.

Não é em vão que Nossa querida Mãe do céu, apareceu tantas vezes insistindo para que rezassem ao menos o terço todos os dias, pela conversão dos pecadores e salvação de suas almas. Muitos santos dizem que através do Rosário podemos obter tudo de nossa Senhora. E portanto ele não é substituível. Mais triste ainda é quando ele é substituído pelo terço da misericórdia, por ele ser mais curto e mais rápido terminar, infelizmente já vi isso em algumas pessoas e imagino que Nossa Senhora deve ficar realmente muito triste com estas atitudes de pouca devoção e pouco amor por ela. 

É vontade de Maria que rezemos o Rosário



"A Santíssima Virgem lhe disse (ao Bem-aventurado Alano de la Roche) também um dia a fim de o inspirar a pregar o Santo Rosário mais e mais: "Tu fostes um grande pecador na juventude, mas eu obtive de meu FILHO a graça da tua conversão. Se fosse possível, gostaria eu de ter passado por todos os tipos de sofrimentos a fim de salvar-te, pois a conversão dos pecadores é uma glória para mim. E eu pedi, também, que tu fosses digno de pregar o Rosário por toda a parte." [1]

São Domingos disse ao Bem-aventurado Alano: “Vede os maravilhosos resultados que tive ao pregar o Santo Rosário! Tu e aqueles que amam Nossa Senhora devem fazem o mesmo, por meio do santo exercício do Rosário, atraireis todos à verdadeira ciência das virtudes.” [1]

Nossa Senhora abençoa não somente aqueles que propagam seu Rosário, mas ela recompensa copiosamente à aqueles que com seu exemplo atrai os demais a esta devoção.

"Não é possível expressar quanto a Santíssima Virgem estima o Rosário sobre todas as demais devoções, e quão magnânimo é ao recompensar os que trabalham para pregá-lo, estabelecê-lo e cultivá-lo. Recitado enquanto são meditados os mistérios sagrados, o Rosário é manancial de maravilhosos frutos e depósito de toda espécie de bens. Através dele, os pecadores obtêm o perdão; as almas sedentas se saciam; os que choram acham alegria; os que são tentados, a tranqüilidade; os pobres são socorridos; os religiosos, reformados; os ignorantes, instruídos; os vivos triunfam da vaidade, e as almas do purgatório (por meio de sufrágios) encontram alívio. Perseverai, portanto, nessa santa devoção, e tereis a coroa admirável preparada no Céu para a vossa fidelidade”. (São Luís Maria de Montfort). [3]

O Rosário é a Melhor das devoções, depois da Santa Missa


Isso quem diz é São Luís Maria de Montfort: "O Rosário completo é, pois, uma grande coroa de rosas e o Terço de cinco dezenas é uma pequena coroa de flores ou uma pequena coroa de rosas celestiais que colocamos nas cabeças de JESUS e Maria. A rosa é a rainha das flores, e o Rosário, depois da Santa Missa é a melhor das devoções". [1] 

E continua:

"Não é possível para mim expressar em palavras o quanto Nossa Senhora pensa a respeito do Santo Rosário e de como ela imensamente o prefere em relação a todas as outras devoções. Nem posso eu me expressar de maneira suficiente o quanto ela recompensa aqueles que trabalham, a fim de propagar esta devoção a fim de estabelecê-la e divulgá-la, nem por outro lado, o quanto ela pune aqueles que trabalham contra esta devoção". [1]

O Rosário é uma oração perfeita


É perfeita por que engloba tudo o que é de mais agradável a Deus e Nossa Senhora. Ele possui todas as orações mais agradáveis aos olhos de Deus, segue descrito abaixo:



1 - Possui o símbolo de Nossa Fé. "Credo ou o Símbolo dos Apóstolos que é rezada no crucifixo do Rosário é um santo sumário de todas as verdades cristãs. É uma oração que possui grande mérito porque a fé é a raiz, a base e o começo de todas as virtudes cristãs, de todas as virtudes eternas e também de todas orações que são do agrado do DEUS Todo-Poderoso." (São Luis Maria de Montfrot) [1]

2 - Possui a oração do Pai Nosso, que foi ensinada diretamente por Jesus Cristo. "O PAI Nosso ou a oração do SENHOR possui grande valor acima de tudo por causa de sua Autoria que não é nem humana nem angélica, mas do Reis dos Anjos e dos homens, Nosso Senhor e Salvador JESUS CRISTO. São Cipriano disse que parecia certo que Nosso SENHOR, por quem nascemos para a vida da graça, veio para ser o nosso Mestre celestial e os ensinar a orar" (São Luis Maria de Montfort). [1]

3 - Possui a saudação Angélica, ou Ave Maria. Assim diz São Luis Maria de Montfort: "A Saudação Angélica é o mais ocioso sumário que toda a teologia Católica nos ensina a respeito da Virgem Santíssima. Ela é dividida em duas partes, uma de louvor e a outra de petição: a primeira mostra tudo quanto constitui a verdadeira grandeza de Maria e tudo que necessitamos pedir a ela e tudo o que podemos esperar receber de sua bondade. (...) Através da Saudação Angélica, DEUS se tornou Homem, uma virgem se tornou Mãe de DEUS, as almas dos justos foram libertadas do Limbo, enchendo, no Céu, os tronos vazios. Além disto, o pecado foi perdoado, a graça nos foi dada, os doentes foram curados, os mortos ressuscitaram, os exilados foram trazidos de volta ao seu lar, a ira da SANTÍSSIMA TRINDADE foi apaziguada e os homens obtiveram a vida eterna. Finalmente, a 'Saudação Angélica é um arco-íris nos céus, um sinal de misericórdia e graça que DEUS dá ao Mundo'." (Bem-aventurado Alano de La Roche) [1] Não há nada que agrade mais a nossa Mãe, que recitar a Ave Maria, é como oferecer uma rosa a Nossa Senhora, como foi dito acima.

4 - Possui os 15 Mistérios da vida de Jesus e de Maria: "Um mistério é uma realidade sagrada que é difícil de compreender. As obras de Nosso Senhor JESUS CRISTO são todas sagradas e divinas, porque Ele é DEUS e Homem ao mesmo tempo (...)" [1]

Continua

"São Domingos dividiu a vida de Nosso SENHOR e Nossa Senhora em quinze mistérios que lembram suas virtudes e ações mais importantes. São quinze quadros, cujas cenas devem servir-nos de normas e exemplos de fogo que guiam nossos passos nesta vida terrena". [1]

5 - Possui a Meditação da Paixão e Morte de Nosso Senhor Jesus Cristo, que é o que mais agrada a Deus. Lhe agrada muito meditar o quanto Ele sofreu por nós. E isto novamente, não sou eu quem digo, e sim dois grandes santos da Igreja e a própria Virgem Maria, segue abaixo as devidas citações:

Virgem Maria ensinou ao Bem-aventurado Alano de La Roche e disse-lhe em uma visão: “Quando os fiéis rezem as Cento e cinquenta Ave Marias e os e os Quinze PAI Nossos, muito me agradam e esta devoção é eficaz para se obter graças. Mas a eficácia aumenta muito mais e me agradarão mais ainda se, enquanto se rezar, meditar na Vida, Paixão, Morte e Ressurreição de JESUS CRISTO, pois a meditação é a alma desta devoção.” [1]

Santo Afonso de Ligório, doutor da Igreja, diz o mesmo:

"Quem pode negar que a devoção à paixão de Jesus Cristo é a devoção mais útil, a mais terna e a mais cara a Deus? Devoção que mais consola os pecadores e mais anima as pessoas que amam? De onde recebemos tantos bens, senão da paixão de Cristo? De onde temos a esperança de perdão, a força contra as tentações, a confiança de chegar ao paraíso? De onde vem tantas luzes da verdade, tantos convites de amor, tantos estímulos para mudar de vida, tantos desejos de nos doar a Deus, senão da paixão de Cristo? São Paulo tinha razão em chama de condenado aquele que não ama a Jesus Cristo: 'Se alguém não ama o Senhor, seja condenado'. Diz São Boaventura: 'Se quereis progredir no amor de Deus, meditai todos os dias a Paixão do Senhor. Nada contribui tanto para a santidade das pessoas como a Paixão de Cristo'. E dizia já Santo Agostinho: 'Vale mais uma lágrima derramada ao lembrar da Paixão, do que o jejum a pão e água em cada semana.' É por isso que os santos se ocuparam tanto em meditar as dores de Cristo." [2]

Existem certamente uma infinidade de escritos dos Santos a respeito de tão bela devoção, mas vou me conter em postar estas que creio que sejam suficientes para que o leitor compreenda a grandeza de meditar as dores de Cristo e quanto isso agrada nosso Senhor. 

6 - O Rosário é uma oração perfeita por que por ele pedimos a intercessão da Mãe de Deus: Não há no céu nem na terra maior Intercessora que Nossa Senhora, e no rosário nós colocamos tudo nas mãos de Maria, e confiamos a ela nossa oração. Jesus nada nega a sua mãe.

7 - O Rosário é uma oração perfeita também, por que nele pedimos a intercessão dos Santos que estão no céu, para que roguem por nós. 

Considerações finais


Depois dos motivos expostos acima, creio que o leitor possa refletir: O que faltou na oração do rosário? Nada. O Rosário é uma oração completa e a mais perfeita, por isso Nossa Senhora tanto insistiu em todas suas aparições, que rezemos ao menos o terço todos os dias. Nada pode ser substituído pela oração do rosário. Como disse São Luís Maria de Montfort [1], no livro citado , não peca quem reza de outra forma, porém, nada neste mundo, nem uma outra oração é tão grande em méritos e tão querida por nosso Senhor. Aconselhamos fortemente a leitura completa do livro citado que pode ser baixado no link abaixo.


Fontes:
[1] O Segredo do Rosário - Livro escrito por São Luís Maria de Montfort. Baixe o livro completo AQUI.
[2] A Prática do Amor a Jesus Cristo - Santo Afonso de Ligório.
[3] MONTFORT, São Luís Maria Grignion de, Tratado Da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem, Rio De Janeiro: Vozes, 28º edição.

http://pensamentosdedeuss.blogspot.com.br/2014/01/o-terco-da-misericordia-nao-pode-ser.html
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