sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019

Catecismo Ilustrado - Parte 49 - 8º Mandamento de Deus: Não levantar falso testemunho (continuação)...


Catecismo Ilustrado - Parte 49

Os Mandamentos

8º Mandamento de Deus (continuação): Não levantar falso testemunho

A calúnia

1. A calúnia consiste em levantar a alguém falso testemunho de um defeito que não tem ou de uma falta que não cometeu.

2. A calúnia é um pecado horrendo, que não se perdoa sem que restituamos ao próximo o crédito que lhe tiramos com esse falso testemunho.

3. Restitui-se o crédito desdizendo-se o caluniador diante de todas as pessoas que ouviram a calúnia.

Maledicência ou murmuração

4. A maledicência e a murmuração consistem em dizer mal de alguém em sua ausência, e descobrir, sem necessidade, os defeitos, e faltas do próximo.

5. A murmuração é pecado mortal se descobrimos uma falta grave ou que diminui gravemente a reputação do próximo.

6. Quem murmura tem obrigação de restituir a reputação que prejudicou a reparar todo o dano que tiver causado.

7. Se ouvirmos com gosto a murmuração, ou concorrermos para ela com perguntas, é pecado, porque somos cúmplices do mesmo.

8. São Paulo diz que o Céu está fechado para quem murmura.

9. Quando ouvimos caluniar ou murmurar devemos impedi-lo, se for possível, ou ao menos não tomar parte da calúnia ou murmuração.

O juízo temerário

10. Julgar temerariamente é assentar que o próximo fez algum mal sem termos grave fundamento para assim o julgarmos.
11. A suspeita, quando duvidamos se alguém fazia ou não fazia mal, não é juízo temerário, porque na suspeita duvidamos, e no juízo temerário pensamos que o fez.

12. Se tivermos fundamento grave para julgar, nem o juízo é temerário, nem a suspeita é injuriosa para o próximo. Só é pecado quando julgamos sem fundamento um mal grave.

13. Quando é preciso revelar os defeitos do próximo, não os devemos dar a conhecer senão a quem os possa remediar, ou áqueles que fossem prejudicados se não os advertíssemos.

14. Ainda que uma coisa seja verdadeira, será pecado dizê-la, porque a caridade proíbe-nos de tirar ao próximo a boa reputação de que ele goza.

15. Não é murmurar dizer ao próximo uma falta pública e conhecida: mas então é preciso evitar o que da nossa parte poderia revelar malícia.

16. Há circunstâncias que aumentam a gravidade da calúnia e da murmuração, por exemplo, quando dizemos mal dos nossos superiores, das pessoas consagradas a Deus, ou diante de muita gente.

17. Em geral é proibido contar a alguém o mal que se ouviu a seu respeito. A Sagrada Escritura diz que Deus detesta aqueles que, pelas suas intrigas, semeiam discórdia entre os irmãos.

Explicação da gravura

18. A gravura está dividida em três partes. A parte superior representa José conduzido à prisão por ter sido falsamente acusado pela mulher de Putifar.

19. Na parte inferior à esquerda, vê-se o sumo sacerdote Aarão e Maria sua irmã diante da Arca da Aliança. O Senhor aparecendo-lhes censura-os por terem murmurado contra Moisés. Castiga Maria com lepra que durou sete dias.

20. Na parte inferior direita, vê-se São Paulo na Ilha de Malta, onde tinha desembarcado por causa duma tempestade. Os habitantes desta ilha receberam-no afavelmente; acenderam uma fogueira para se aquecerem. Paulo deitou na fogueira alguma aparas que apanhara, saindo delas uma víbora que se lhe enruscou na mão. Os bárbaros, admirados, exclamavam: “Este homem deve ser um assassino, pois a justiça divina o persegue”. Mas Paulo sacudiu a víbora, ficando ileso. (Atos 28, 4-6)

Nenhum comentário:

Postar um comentário