sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

Os assombrosos diálogos entre o diabo e um exorcista do Vaticano

 Exorcista padre Gabriele Amorth

Seus confrontos com Satanás foram o tema de muitas entrevistas concedidas por ele ao longo da vida. Eis alguns trechos

Durante 36 anos, o padre Gabriele Amorth foi o principal exorcista do Vaticano e da diocese de Roma. Até falecer em setembro de 2016, aos 91 anos, ele enfrentou ao longo do seu ministério incontáveis “encontros” com Satanás, que foram tema de muitas entrevistas concedidas pelo padre a meios de comunicação do mundo inteiro.

A nossa época tem graves dificuldades para aceitar tal hipótese. Por trás da dimensão obscura e perturbadora das histórias reveladas pelo padre Amorth, porém, resta a lição de que o mal pode ser combatido – e derrotado.

Eis alguns trechos de entrevistas com o exorcista mais famoso do mundo:

Ao site italiano Libero, em 3 de fevereiro de 2012, o padre Amorth relatou lembranças do seu primeiro encontro com o diabo durante um exorcismo:

“De repente, eu tive a nítida sensação de uma presença demoníaca na minha frente. Senti o demônio me olhando, me examinando, se movimentando ao meu redor. O ar ficou frio. Um amigo exorcista já tinha me falado dessas mudanças bruscas de temperatura. Mas é uma coisa é ouvir falar e outro é viver a experiência. Eu tentei me concentrar. Fechei os olhos e continuei a minha oração, de coração: ‘Sai, rebelde. Sai, sedutor, cheio de armadilhas e mentiras, inimigo da virtude, perseguidor dos inocentes. Deixa este lugar para Cristo, em quem não há nenhuma das tuas obras’”.

O site Luce di Maria, em maio de 2015, também publicou interessantes informações sobre o padre Amorth e sobre o seu ministério. Por exemplo: os exorcistas interrogam o diabo, mesmo sabendo que ele é mentiroso; mas por que falar com ele se já se sabe que a resposta provavelmente será mais uma mentira? O padre Amorth esclareceu:

“Temos que filtrar as respostas do diabo. O Senhor às vezes impõe que ele diga a verdade, para mostrar que Satanás foi derrotado por Cristo e que ele é obrigado a obedecer aos discípulos que agem em nome do Senhor”.

De fato, acrescentou o padre Amorth, o diabo às vezes declara que é forçado a falar e que faz de tudo para evitá-lo. Ser forçado a revelar seu nome, por exemplo, é para ele uma grande humilhação, um sinal de derrota. Ele procura vingança nesses casos e a conversa tende assim a se tornar ainda mais perigosa. O exorcista precisa limitar-se às questões autorizadas pelo Rito e não se deixar conduzir pelo diabo.

Em outra entrevista, concedida à Urlo Magazine em 2009, o padre Amorth contou:

“Certa vez, me aconteceu de perguntar a um demônio por que, apesar da sua inteligência superior, ele preferiu descer ao inferno. Ele respondeu: ‘Eu me rebelei contra Deus e mostrei que sou mais forte do que Ele’. Para eles, a rebelião é um sinal de vitória e de superioridade”.

O poder do rosário

Em seu livro “Eu, o último exorcista”, o padre Amorth relata um diálogo que testemunha a força da Virgem Maria:

Pe. Amorth: “Quais são as virtudes de Nossa Senhora que mais te enraivecem?”


Satanás: “Ela me enfurece porque é a mais humilde de todas as criaturas e porque eu sou o mais orgulhoso. Porque ela é a mais pura de todas as criaturas e eu não sou. Porque ela é a mais obediente a Deus e eu sou o rebelde!”

Pe. Amorth: “Por que temes mais quando eu digo o nome de Maria do que quando digo o nome de Jesus Cristo?”

Satanás: “Porque me humilha mais ser derrotado por uma mera criatura do que por Ele”

Pe. Amorth: “Existe uma quarta qualidade de Maria que te enfurece?”

Satanás: “Ela sempre me frustra porque nunca foi tocada por mancha alguma de pecado!”

O sacerdote recordou também:

“Durante um exorcismo, Satanás me disse por meio da pessoa possuída: ‘Cada Ave-Maria do rosário é para mim um golpe na cara. Se os cristãos conhecessem o poder do rosário, seria o meu fim”.


https://pt.aleteia.org/2020/09/18/os-assombrosos-dialogos-entre-o-diabo-e-um-exorcista-do-vaticano/ 

Como a Couraça de São Patrício pode proteger nossos filhos

 SAINT PATRICK

Esta antiga oração poderá proporcionar aos nossos filhos confiança, fé e força para enfrentar quaisquer dificuldades

Milhões de pessoas em todo o mundo celebram o Dia de São Patrício em 17 março. O que poucos sabem é que os pais podem aproveitar a oportunidade para compartilhar a história do santo, bem como sua oração especial, com seus filhos.

A Couraça de São Patrício é uma oração que o bispo irlandês escreveu em 433 para pedir proteção antes que ele conseguisse converter o rei Leoghaire e seus súditos ao cristianismo.

A oração em si é bem longa, especialmente para para as crianças. Mas há uma parte dela que ajudará as crianças a sentir que têm a proteção de Deus em quaisquer lutas que possam enfrentar, lembrando-as de que nunca estão sozinhas.

Reze com seus filhos:

“Cristo comigo, Cristo à minha frente, Cristo atrás de mim,
Cristo em mim, Cristo embaixo de mim, Cristo acima de mim,
Cristo à minha direita, Cristo à minha esquerda,
Cristo ao me deitar,
Cristo ao me sentar,
Cristo ao me levantar,
Cristo no coração de todos os que pensarem em mim,
Cristo na boca de todos que falarem em mim,
Cristo em todos os olhos que me virem,
Cristo em todos os ouvidos que me ouvirem.
Levanto-me, neste dia que amanhece,
Por uma grande força, pela invocação da Trindade,
Pela fé na Tríade,
Pela afirmação da Unidade,
Pelo Criador da Criação. Amém”.

Clique aqui para rezar a oração na íntegra.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

“Vida e milagres de São Bento”

 Detail of stained glass window depicting face of St. Benedict of Nursia

Logo de início, devemos dizer que esta é a única fonte próxima que temos sobre São Bento. Foi escrita, num estilo histórico-catequético, pelo Papa São Gregório Magno († 604), antigo abade do mosteiro de São Sérgio em Roma.

Ela narra que nosso santo nasceu, no ano 480 aproximadamente, de uma nobre família, na região de Núrsia, e, na idade oportuna, foi enviado pelos pais a Roma a fim de estudar as Letras, como se dizia na época. Temendo, no entanto, os perigos do mundo, retirou-se dele e, logo depois, se fez monge eremita (solitário), numa gruta, em Subiaco. Aí, passou três anos lutando contra as tentações advindas do demônio e da carne, mas ele as enfrentava com o poder da oração (o sinal da cruz contra o maligno) e da penitência (frente aos ataques contra a castidade), até ser encontrado por pastores daquela região, que dele se aproximaram, recebendo belas doutrinas e ofertando-lhe ajuda material.

Fama

Eis que a fama de Bento se espalhou e um grupo de monges não muito distante de Subiaco pediu, com insistência, que ele aceitasse ser seu abade. Depois de muitas recusas, o homem de Deus aceitou, finalmente, a incumbência, mas impôs aos seus novos filhos na vida monástica normas sérias. Os monges acostumados à vida fácil recusaram, no entanto, as diretrizes do novo abade e ainda tentaram matá-lo com uma taça de vinho envenenada. Bento, no entanto, como de costume, com o sinal da cruz, venceu o mal fazendo, a certa distância, o cálice de vinho se espatifar em pedaços.

Diante desse atentado, nosso santo deixou os monges mal intencionados e “retornou então ao lugar de sua amada solidão, pretendendo viver sozinho, sob o olhar de Deus. Mas como ia crescendo em virtudes e milagres, muitos seguidores se congregaram no local para, sob sua direção, se consagrarem ao serviço de Deus; de sorte que com o auxílio de Nosso Senhor Jesus Cristo, foram construídos ali doze mosteiros; para cada um deles Bento designou um abade e designou doze monges; conservou consigo somente uns poucos, que preferiu continuar formando pessoalmente” (p. 13-14).

Atos prodigiosos

Por um tempo, a vida do homem de Deus seguiu o seu curso normal com a realização de impressionantes atos prodigiosos, bem como a formação de seus monges e também de leigos necessitados que, de perto ou de longe, vinham procurá-lo. Eis, porém, que, de novo, a santa fama de Bento causou gratuito incômodo a um clérigo e este se pôs a persegui-lo. Colocou, inclusive, sete moças seminuas para dançarem despudoradamente no jardim do mosteiro a fim de perverterem o próprio santo e/ou seus monges.

O abade, vendo aquilo, decidiu distribuir os integrantes do seu cenóbio nas abadias vizinhas e sair ele mesmo com outro grupo para Monte Cassino – região montanhosa entre Nápoles e Roma, mais precisamente a 138 km de Roma e a 77 km de Nápoles – com a intenção de não mais incomodar o clérigo raivoso. Aí, continuou erigindo, espiritual e materialmente, o mosteiro e realizando prodígios. São Gregório narra até mesmo milagres de primeira grandeza como, por exemplo, a ressurreição de um morto (cf. p. 106-107).

Popularidade

Tendo levado uma vida tão cheia de Deus, escrito a Santa Regra, feito milagres e realizados fatos providenciais, anunciou aos monges, seis dias antes, a sua própria morte. Mandou cavar a sepultura e, no dia marcado para entregar sua alma a Deus, quis ir à capela. Ali, sustentado pelos braços dos irmãos, de pé, rezando entre eles, exalou o seu último suspiro. Foi sepultado na cova que pedira para abrir junto à igreja de São João Batista, logo tornada local de peregrinações e onde, por sua intercessão, Deus opera milagres de curas e de libertações dos mais diversos males que acometem os seres humanos de todos os tempos e lugares (cf. p. 117-120).

São Bento, inspirador de numerosas fundações monásticas, também goza de grande popularidade entre o Povo de Deus, que o invoca – junto com São José – como padroeiro da boa morte, além de recorrer à sua já célebre medalha usada no combate às maldades espirituais e humanas, contra doenças, especialmente as contagiosas, contra picadas de serpentes e de outros animais peçonhentos ou na proteção de animais domésticos, de veículos etc.

Ante tudo isso, pedimos: São Bento, rogai por nós que recorremos a vós!