segunda-feira, 16 de março de 2026

𝗔 𝘃𝗶𝘀ã𝗼 𝗱𝗲 𝗱𝗲𝗺ô𝗻𝗶𝗼𝘀 𝗳𝘂𝗴𝗶𝗻𝗱𝗼 𝗱𝘂𝗿𝗮𝗻𝘁𝗲 𝗮 𝗠𝗶𝘀𝘀𝗮 𝗽𝗼𝗿 𝗦𝗮𝗻𝘁𝗮 𝗕𝗿í𝗴𝗶𝗱𝗮.



Entre as revelações registradas nas Revelações de Santa Brígida da Suécia, há um relato espiritual muito citado onde descreve o efeito da Santa Missa sobre os demônios.
Certa vez, enquanto assistia à Santa Missa com grande recolhimento, Santa Brígida da Suécia foi favorecida com uma visão espiritual. Quando o sacerdote iniciou as orações do altar, seus olhos espirituais foram abertos e ela viu algo invisível aos demais fiéis. Ao redor da igreja havia numerosos demônios. Eles estavam próximos das pessoas presentes e tentavam;
distrair os fiéis;
suscitar pensamentos mundanos;
provocar tédio e indiferença durante a celebração.

Alguns se colocavam junto às pessoas para sussurrar distrações ao coração, enquanto outros pareciam observar atentamente aqueles que estavam mais recolhidos. Quando a Missa avançou para a consagração, ocorreu algo impressionante.
No instante em que o sacerdote pronunciou as palavras:

“Hoc est enim Corpus Meum” — (“Isto é o meu Corpo”)

Santa Brígida viu uma luz intensa descer sobre o altar. Nesse momento: muitos demônios começaram a gritar de ódio, outros recuaram imediatamente, vários fugiram para fora da Igreja como se fossem expulsos por uma força irresistível. Ela percebeu que eles não suportavam a presença real de Cristo na Eucaristia. Alguns ainda tentavam permanecer próximos daqueles fiéis que estavam distraídos ou frios espiritualmente, mas não conseguiam aproximar-se das almas recolhidas em oração. Então, O Senhor Jesus Cristo fez Santa Brígida compreender:

“Quando o meu Sacrifício é oferecido, o poder do inferno é enfraquecido. Os demônios temem a presença do meu Corpo e do meu Sangue.”

E acrescentou:

“Mas quando os homens assistem à Missa sem devoção, eles permitem novamente a aproximação daqueles inimigos.”

Santa Brígida entendeu então que a Missa é uma poderosa proteção espiritual, não apenas para os presentes, mas também para o mundo inteiro. Com efeito, na visão, os demônios tentavam distrair os fiéis. Quantas vezes o nosso corpo está na igreja, mas a mente está em outro lugar? Pensamos no trabalho, problemas, celular, compromissos ou até olhamos ao redor para ver quem chegou, e acabamos até pensando na "morte da bezerra". A pergunta que fica é: se eu estivesse diante de Cristo visivelmente, eu estaria assim? A distração constante mostra que, muitas vezes, não percebemos a grandeza do que está acontecendo no altar.

Outro defeito descrito é o tédio ou indiferença. Não deixemos a nossa postura na Missa em algo automático: vamos porque “é obrigação”; repetimos respostas sem pensar; esperamos terminar rápido. A Missa é o mesmo Sacrifício do Calvário tornado presente sacramentalmente. Se ela se torna monótona para nós, é devido ao coração que perdeu a capacidade de adorar em Espírito e em verdade ao Sagrado. Por isso, o combate contra o tédio começa com pequenas atitudes: recordar sempre que Cristo me vê, e eu o vejo presente na Santíssima Eucaristia.
Na visão também, os demônios não conseguiam aproximar-se das almas recolhidas em atenção e oração. O recolhimento cria uma espécie de fortaleza espiritual. O silêncio, atenção, piedade e oração, cria uma espécie de proteção espiritual. Quando a alma está voltada para Jesus Cristo, unida ao mistério da Eucaristia, ela fica menos vulnerável às distrações, tentações e sugestões que afastam o coração de Deus. Por isso, o inimigo tenta primeiro roubar o recolhimento. Ele não começa com grandes pecados, mas com coisas pequenas:

pensamentos dispersos;
curiosidade sobre tudo ao redor;
impaciência;

olhar constante desordenado para outras pessoas, para o relógio e pior ainda o celular, sem motivos de extrema importância;
Quando a pessoa entra nesse estado de dispersão, a alma perde a vigilância interior. E por isso, muitos “assistem” à Missa como quem assiste a algo externo. Mas participar DELA é diferente, pois significa:
Unir a própria vida ao sacrifício de Cristo. Por isso, cada fiel é chamado a participar com atenção e recolhimento. Um coração em oração, mesmo simples, torna-se um lugar onde Deus encontra espaço para agir e o demônio para fugir.
Eu tenho dado espaço para bem participar da Santa Missa em minha caminhada?

— Referências:
[Revelações de Santa Brígida - Livro IV]
E as almas dos fiéis defuntos pela misericórdia de Deus descansem em paz!
℣. Dai-lhes Senhor, o descanso eterno.
℟. E a luz perpétua os ilumine.
Descansem em paz. Amém.
℣. Senhor, escutai a minha oração,
℟. E chegue até vós o meu clamor.
"Para Cristo,
por Maria e José,
em súplicas pelas
almas do purgatório".
🙏🏾
† Jesus e Maria eu vos amo, salvai almas!

[Sermão] Se você está doente ou tem algum familiar doente, então você precisa ouvir isto

 


Sermão para o IV Domingo da Quaresma

Domingo Lætare

Pe. Luiz Fernando Karps Pasquotto, IBP

15-03-26

Capela Nossa Senhora das Dores

Brasília-DF



Combo Confissão (2 livros)


Meios para alcançar o amor de Deus e a santidade

 

Carregando Cruz

Tire o maior proveito desta Meditação seguindo os passos

Desideria occidunt pigrum… qui autem iustus est tribuet, et non cessabit – “Os desejos matam o preguiçoso; porém, o que é justo dará e não cessará” (Pv 21, 25-26)

Sumário. Quem quiser ser santo não se deve contentar com o desejo, mas deve resolver-se a por depressa mãos à obra, porque o demônio não teme as almas irresolutas. Os meios para chegar a um fim tão sublime, são particularmente dois: a oração, que faz o amor divino entrar no coração, e a mortificação, que dele remove a terra e o torna apto a receber o fogo divino. Ganhemos ânimo; comecemos desde já a empregar estes meios e nós também chegaremos a ser santos.

I. Quem mais ama a Deus é mais santo. Dizia São Francisco Borges que a oração faz entrar o amor divino no coração, ao passo que a mortificação dele remove a terra e fá-lo apto a receber aquele fogo sagrado. Quanto mais espaço a terra ocupa no coração, tanto menos lugar achará ali o santo amor: Sapientia… nec invenitur in terra suaviter viventium (1) — “A sabedoria… não se acha na terra dos que vivem em delícias”. — Por isso é que os Santos sempre procuraram mortificar, o mais possível, o seu amor próprio e os seus sentidos. “Os santos são poucos, mas devemos viver com os poucos, se nos quisermos salvar com os poucos”, escreve São João Clímaco: Vive cum paucis, si vis regnare cum paucis. E São Bernardo diz:

Romance

“Quem quer levar vida perfeita, deve levar vida singular: Perfectum non potest esse nisi singulare.”

Para sermos santos, devemos, antes de mais nada, ter o desejo de nos tornarmos santos: desejo e resolução. Alguns sempre desejam, mas nunca começam a por mãos à obra. “De semelhantes almas irresolutas”, dizia Santa Teresa, “o demônio não tem medo. Ao contrário, Deus é amigo das almas generosas.”

É, pois, um engano do demônio, no dizer da mesma seráfica Santa, fazer-nos pensar que há orgulho em se querer tornar santo. Seria orgulho e presunção se metêssemos a nossa confiança em nossas obras ou resoluções; mas não, se esperamos tudo de Deus, que então nos dará a força que nos falta. — Desejemos, portanto, e ardentemente, chegar a um grau sublime de amor divino e digamos com coragem: Omnia possum in eo qui me confortat (2) — “Eu posso tudo naquele que me fortalece”. Se não achamos em nós tão grande desejo, peçamo-lo instantemente a Jesus Cristo, que não deixará de no-lo dar.

II. Devemo-nos, portanto, alentar, tomar uma resolução e começar; lembrando-nos de que, na perfeição cristã, segundo a expressão de São Francisco de Sales, vale muito mais a prática do que a teoria. O que não podemos fazer com as nossas próprias forças, ser-nos-á possível com o auxílio de Deus, que prometeu dar-nos tudo o que Lhe pedíssemos: Quodcumque volueritis, petetis, et fiet vobis (3).

Ó meu amado Redentor, Vós desejais o meu amor e me mandais que Vos ame de todo o coração. Sim, Jesus meu, quero amar-Vos de todo o meu coração. Não, meu Deus — assim Vos direi, confiado em vossa misericórdia, — não me assustam os pecados que cometi, porque agora detesto-os e abomino-os mais do que qualquer outro mal, e sei que Vos esqueceis das ofensas da alma que se arrepende e Vos ama. Porque Vos ofendi mais do que os outros, quero, com o auxílio que de Vós espero, amar-Vos mais do que os outros.

Senhor meu, Vós me quereis santo, e eu quero tornar-me santo, não tanto para gozar no paraíso, como para Vos agradar. Amo-Vos, bondade infinita! † Jesus, meu Deus, amo-Vos sobre todas as coisas, e me consagro todo a Vós, vós sois o meu único bem, o meu único amor. Aceitai-me, ó meu amor, e fazei-me todo vosso, e não permitais que ainda Vos dê desgosto. Fazei com que eu me consuma todo por Vós, assim como Vós Vos consumistes todo por mim. — Ó Maria, ó Esposa mais amável do Espírito Santo, e a mais amada, obtende-me amor e fidelidade. Alcançai-me somente, ó minha Mãe, que eu seja sempre vosso devoto servo; porquanto quem se distingue na devoção para convosco, distingue-se também no amor a vosso divino Filho.

Referências:

(1) Jó 28, 13
(2) Fl 4, 13
(3) Jo 15, 7

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(LIGÓRIO, Afonso Maria de. Meditações: Para todos os Dias e Festas do Ano: Tomo I: Desde o Primeiro Domingo do Advento até a Semana Santa Inclusive. Friburgo: Herder & Cia, 1921, p. 360-362)

sexta-feira, 13 de março de 2026

Comemoração das cinco Chagas de Nosso Senhor Jesus Cristo

 

Santas Chagas de Cristo

Tire o maior proveito desta Meditação seguindo os passos

Haurietis aquas in gaudio de fontibus Salvatoris – “Tirareis com alegria águas das fontes do Salvador” (Is 12, 3)

Sumário. As Chagas de Jesus são aquelas benditas fontes preditas por Isaías, das quais podemos tirar todas as graças, se as pedimos com fé. São fontes de misericórdia, fontes de esperança, e sobretudo fontes de amor; porquanto as suas águas, ao passo que purificam a alma das manchas da culpa, abrasam-na no santo amor. Avizinhemo-nos muitas vezes daquelas fontes do Salvador, para apagar a nossa sede das graças.

I. As Chagas de Jesus Cristo são aquelas benditas fontes preditas por Isaías, das quais podemos tirar todas as graças, se as pedimos com fé: Haurietis aquas in gaudio de fontibus Salvatoris — “Tirareis com alegria água das fontes do Salvador”.

São em primeiro lugar fontes de misericórdia. Jesus Cristo quis que lhe fossem traspassados as mãos, os pés e o lado sacrossanto, a fim de aplacar por nós a divina justiça e ao mesmo tempo abrir-nos um asilo seguro, no qual nos pudéssemos subtrair às setas da ira de Deus.

Por isso, o Senhor mesmo nos anima, dizendo no Cântico dos cânticos: Vem, pomba minha, nas aberturas da pedra (1); isto é, na interpretação de São Pedro Damião: vem dentro destas minhas chagas, onde acharás todo o bem para tua alma. — Mais expressivas ainda são as palavras de que se serve na profecia de Isaías: Ecce in manibus meis descripsi te (2) — “Eis aí que te gravei em minhas mãos”. Como se dissesse: Minha pobre ovelha, tem ânimo; não vês quanto me custaste? Eu te gravei em minhas mãos, nestas chagas que recebi por teu amor. Elas me solicitam sempre a ajudar-te e defender-te de teus inimigos; tem, pois, amor e confiança em mim.

As Chagas de Jesus são também fontes de esperança; porquanto, como escreve São Paulo, o Senhor quis morrer consumido pelas dores, a fim de merecer o paraíso para todos os pecadores arrependidos e resolvidos a emendar-se: Et consummatus, factus est omnibus obtemperantibus causa salutis (3) — “E pela sua consumação foi feito autor da salvação para todos os que Lhe obedecem”. — Durante uma enfermidade, São Bernardo se viu certa vez transportado perante o tribunal de Deus, onde o demônio o acusava de seus pecados e lhe dizia que não merecia o céu. Respondeu-lhe então o Santo: “É verdade que eu não mereço o paraíso; mas Jesus tem dois direitos para este reino: um por ser Filho verdadeiro de Deus, outro por tê-lo merecido com a sua morte. Contentando-se com o primeiro, cedeu-me o segundo, em virtude do qual peço e espero a glória celeste”. É isto, meu irmão, o que nós também podemos dizer: As Chagas de Jesus Cristo são os nossos merecimentos, a nossa esperança: Vulnera tua merita mea.

II. As Chagas de Jesus Cristo são, em terceiro lugar, fontes de amor; porque as águas que ali brotam, purificam as almas e ao mesmo tempo abrasam-nas daquele santo fogo que o Senhor veio acender sobre a terra nos corações dos homens. Pelo que São Boaventura exclama:

“Ó Chagas que feris os corações mais duros e abrasais as almas mais frias de amor divino.”

São Paulo protestou solenemente de si: Non enim indicavi scire me aliquid inter vos, nisi Iesum Chistum, et hunc crucifixum (4) — “Não entendi saber entre vós coisa alguma senão a Jesus Cristo, e este crucificado”. Não ignorava, de certo, o apóstolo, que Jesus Cristo nascera numa gruta, que passara trinta anos de sua vida numa oficina, que ressuscitara e subira ao céu. Não obstante isso diz que não queria saber senão de Jesus crucificado, porque este mistério o excitava mais a amá-Lo, visto que as sagradas Chagas lhe diziam o amor imenso que Jesus nos teve. — Recorramos, pois, frequentes vezes por meio de uma meditação atenta a estas fontes divinas do Salvador: Omnes sitientes venite ad aquas (5) — “Todos vós os que tendes sede, vinde às águas”.

Eterno Pai, lançai vossos olhos sobre as Chagas de vosso divino Filho: estas Chagas Vos pedem todas as misericórdias para mim; perdoai-me, pois, as ofensas que Vos fiz; apoderai-Vos de meu coração todo, para que não ame, busque, nem deseje coisa alguma fora de Vós. Ó Chagas de meu Redentor, formosas fornalhas de amor, recebei-me e inflamai-me, não com o fogo do inferno que mereço, mas com a santa chama de amor a este Deus que quis morrer por mim, à força de tormentos. — “E Vós, Eterno Pai, que pela paixão de vosso Filho unigênito e pelo sangue que Ele derramou por suas cinco chagas, renovastes a natureza humana, perdida pelo pecado: concedei-me propício que, venerando na terra estas chagas divinas, eu mereça conseguir no céu o fruto do sangue preciosíssimo de Jesus.” (6) — Fazei-o pelo amor do próprio Jesus Cristo e de Maria Santíssima.

Romance

Referências:

(1) Ct 2, 14
(2) Is 49, 16
(3) 1Cor 2, 2
(4) Is 55, 1
(5) Or. fest. curr.

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(LIGÓRIO, Afonso Maria de. Meditações: Para todos os Dias e Festas do Ano: Tomo I: Desde o Primeiro Domingo do Advento até a Semana Santa Inclusive. Friburgo: Herder & Cia, 1921, p. 349-352)

Padre Pio teve uma ajuda celeste especial durante momentos cruciais de sua santidade

 PADRE PIO

Quem é devoto de Padre Pio ou de São Miguel Arcanjo em algum instante deve ter lido ou visto em rede social a estreita relação do capuchinho com as criaturas celestes. Um dos maiores incentivadores à prática da espiritualidade angélica do nosso tempo, Padre Pio não cansava de exortar seus filhos espirituais e peregrinos a uma aproximação com o mundo preternatural. De fato, o santo do Monte Gargano sempre sentiu a presença do seu anjo guardião e pode contar com seu poderoso auxílio em toda sua vida, nos momentos de dor e aflição e nos momentos de alegria. Era justamente este conselho que despendia aos que se encontravam junto de si, para que compreendessem a importância de rezar e se voltar ao mundo dos espíritos celestiais.

San Giovanni Rotondo, a comuna italiana onde viveu Padre Pio por mais de cinquenta anos, está localizada há vinte cinco quilômetros da Gruta e Santuário de São Miguel Arcanjo, no Monte Sant´Angelo, lugar que deu origem ao culto micaélico no Ocidente.

O próprio capuchinho esteve presente em peregrinação no afamado santuário, conduzindo um grupo de seminaristas sob sua tutela. Dizem que a partir desta peregrinação o santo estigmatizado teve consciência da sua missão. Há na história de Padre Pio um mistério que envolve certo “personagem oculto”; um segredo que ele nunca revelou a ninguém. Trata-se de acontecimentos importantíssimos, como a transverberação e a estigmatização que contaram com a participação do misterioso ser.

Estudiosos acreditam se tratar de São Miguel Arcanjo. Os episódios aconteceram em 05 de agosto e 18 de setembro de 1918, tanto que Padre Pio se referia a esse ano como sendo angustiante, do ponto de vista espiritual e místico.

A transverberação

Conta-se que na noite de 05 de agosto de 1918, o capuchinho passou pelo sofrimento da transverberação – fenômeno em que apareceu-lhe o personagem oculto, penetrando-lhe o peito com uma lança de ponta extremamente fina. A transverberação é um evento de origem sobrenatural, raríssimo na história da Igreja, famoso sobretudo por ter ocorrido com São Francisco de Assis, Santa Teresa de Jesus e São Padre Pio. O fenômeno ocorre na alma do sujeito, porém as dores se tornam físicas também, como se fosse um ferimento de um amor inflamado por Deus, tanto que se relata haver uma espécie de fogo na ponta da lança/dardo.

Quarenta e cinco dias depois da transverberação, Padre Pio recebia o mesmo personagens misterioso, mas desta vez para receber os sinais da Paixão. É o próprio capuchinho que, ao pai espiritual Padre Benedetto, revela o que lhe acontecera nas datas supracitadas:

"[...] O que posso dizer sobre o que você me pergunta, sobre como aconteceu a minha crucificação? Foi na manhã do dia 20 do mês passado , após a celebração da Santa Missa, quando fui surpreendido pelo descanso, semelhante a um doce sono. Todos os sentidos internos e externos, bem como as próprias faculdades da alma, encontraram-se num silêncio indescritível. Em tudo isto houve um silêncio total ao meu redor e dentro de mim. Uma grande paz e abandono imediatamente tomou conta [...]. E enquanto tudo isso acontecia, vi um personagem misterioso diante de mim, semelhante ao visto na noite de 5 de agosto, que se diferenciou só porque este tinha as mãos e os pés e o lado pingando sangue. Vê-lo me aterrorizou; Eu não saberia dizer o que senti naquele momento. Eu senti como se estivesse morrendo e teria morrido se o Senhor não tivesse intervindo para apoiar meu coração, que eu sentia que estava batendo forte no meu peito. A visão do personagem recua e notei que minhas mãos, pés e flanco estavam perfurados e pingavam sangue [...]”.

Estímulo à devoção

Era comum Padre Pio estimular peregrinos a conhecer a Gruta do Monte Sant´Angelo. Ele mesmo dizia “Vá até lá cumprimentar o Arcanjo”. Aos seus filhos espirituais, incutiu no coração a devoção ao anjo mais importante do Céu, inclusive repetia que São Miguel estava sempre por lá. O capuchinho, que em vida foi rechaçado física e moralmente pelo demônio, certamente contou com a ajuda de São Miguel nos momentos mais cruciais da sua santidade.

O diabo não dava trégua, visto que o compromisso do santo com os desígnios de Deus era de caráter extraordinário. Quando lemos a declaração de São Gregório Magno sobre o Arcanjo, na Homilia 34, entendemos o quanto Padre Pio se valeu da proteção de São Miguel para concluir sua missão: “Todas as vezes que se trata de fazer coisas maravilhosas, o enviado é Miguel, para dar a entender por suas ações e por seu nome que ninguém pode fazer aquilo em que só Deus é eficiente”.

Exposição

Há na Itália, o professor universitário Vincenzo Comodo, que criou uma exposição fotográfica itinerante - arte digital manipulada – sobre a devoção de Padre Pio ao Arcanjo Miguel, intitulada “La speciale devozione di Padre Pio per San Michele Arcangelo”.

A mostra já percorreu diversas cidades italianas, e em seus quadros estão unidas a imagem de Padre Pio e a de São Miguel, ora na igreja de Santa Maria das Graças em San Giovanni Rotondo, ora no Santuário e Gruta de São Miguel, no Monte Sant´Angelo.

Padre Pio e São Miguel
Imagem da exposição "La speciale devozione di Padre Pio per San Michele Arcangelo".

O objetivo de Vincenzo é evangelizar e promover a cultura católica através desta exposição. Cada quadro oferece uma explicação da vida de Padre Pio e sua devoção à poderosa criatura celeste. Quem quiser conhecer o trabalho de Vincenzo, é só clicar aqui!

Padre Pio e São Miguel
Padre Pio venera São Miguel Arcanjo.

https://pt.aleteia.org/

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