quarta-feira, 19 de setembro de 2018

A maior felicidade que o homem pode experimentar

"(...) Aqueles que amam a Deus, vivem sempre satisfeitos, porque todo o seu prazer é cumprir a divina vontade, mesmo nas coisas que lhe são desagradáveis, tanto que as inquietações se mudam em deleites pelo pensamento de que, aceitando-as voluntariamente, agradam a seu amado Senhor.

"Tudo quanto acontecer ao homem justo, o não entristecerá" (Provérbios, XII, 21). E, com efeito, que maior felicidade pode o homem esperimentar, do que o cumprimento de seus desejos?

Então, quando se deseja o que Deus quer, tem cada um tudo quanto deseja, pois que (exceto o pecado) tudo quanto suceder no mundo é pela vontade de Deus.

As almas resignadas, diz Salviano, quando se sentem humilhadas, confessam a sua humilhação; quando são pobres, sofrem voluntariamente a sua pobreza; em uma palavra, resignam-se a tudo quanto lhes acontece, e por isso são sempre felizes durante a vida.

Se chega o calor, o frio, ou a chuva, aquele que se conforma à vontade do Senhor diz: "Eu desejo que haja calor, e frio, ou chuva, porque esta é a vontade de Deus."

Se a pobreza, a perseguição ou doença o afligem, ou a mesma morte, ele dirá: "eu desejo ser pobre, perseguido ou doente, porque esta é a vontade de Deus." 

É esta a gloriosa liberdade que os filhos de Deus gozam, a qual vale mais do que todos os reinos e principados deste mundo: Esta é a sólida paz que os Santos desfrutam, que excede a toda a compreensão. E todos os prazeres sensuais, festas, banquetes, honras e mundanas gratificações são vaidade e caducidade, e, enquanto que fascinam e entretem por alguns momentos, afligem o espírito,onde só pode haver a verdadeira felicidade.

Aqui exclama Salomão, depois de ter esgotado o gozo das delícias do mundo: "Mas isto é também vaidade e vexação de espírito".

O louco, diz o Espírito Santo, muda como a lua, mas o homem justo continua em seu juízo, assim como o sol. 

O insensato, isto é, o pecador, muda como a lua, hoje está no crescente, amanhã no minguante, hoje está alegre, amanhã triste, hoje meigo, amanhã furioso; e por que? Porque a sua felicidade depende da prosperidade e adversidade que ele pode encontrar, e então muda conforme as circunstâncias.

Mas o homem justo é como o sol, sempre igual na sua serenidade, sejam os sucessos quais forem; porque a sua felicidade está na conformidade com a vontade divina, e por esta conformidade goza uma inalterável paz.


"Paz na terra aos homens de boa vontade", disse o Anjo aos pastores (S. Lucas, II, 14) E quem são estes homens de boa vontade? São aqueles que estão unidos à divina vontade, a qual é sempre soberanamente boa e perfeita.




Excerto do livro "Tratado da Conformidade com a Vontade de Deus",
de Santo Afonso Maria de Ligório.

terça-feira, 18 de setembro de 2018

VANTAGENS DAS TENTAÇÕES

Resultado de imagem para bem e malFidelis Deus est, qui non patietur vos tentari supra id quod potestis; sed faciet etiam cum tentatione proventum— “Deus é fiel, e não permitirá sejais tentados mais do que podem as vossas forças; antes fará que tireis proveito da tentação” (I Cor. 10, 13).
Sumário. É, sobretudo, por três motivos que o Senhor permite que as suas mais queridas almas sejam mais freqüente e fortemente tentadas: para as conservar na humildade, para as desapegar da terra e para as enriquecer de merecimentos. Cada tentação vencida é uma pedra preciosa engastada em nossa coroa celestial. Nem por isso devemos desejar as tentações; mas quando o demônio nos assalta, sem que lhe tenhamos dado ocasião, entreguemo-nos a Deus e não temamos; pois, se Ele nos lança ao combate, dar-nos-á também com a tentação a força para resistir.
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I. Para as almas que amam a Jesus Cristo não há trabalho maior que as tentações; porquanto todos os outros males as levam a unir-se mais a Deus, aceitando-os com resignação, ao passo que as tentações as levam a separar-se dele. — Saibamos, porém, que muito embora todas as tentações que induzem ao mal não venham nunca de Deus, mas do demônio ou de nossas más inclinações, todavia permite às vezes o Senhor, que as suas mais queridas almas sejam mais tentadas.
E permite-o por vários motivos. Primeiramente, afim de que pelas tentações conheçam mais claramente a sua fraqueza. Quando uma alma se acha favorecida de consolações divinas, julga-se apta para sustentar qualquer assalto e para executar qualquer empresa. Mas quando se sente fortemente tentada e se vê à borda do precipício, então é que conhece melhor a sua miséria e a sua impotência para resistir, se Deus a não socorresse.
Mais: as tentações desprendem a alma do mundo e fazem-na desejar a morte, para se ver livre de tantos perigos de ofender a Deus. Assim aconteceu a São Paulo, que, sendo assaltado por uma tentação sensual, afim de que se não vangloriasse de suas revelações, exclamou: Infelix ego homo! Quis me liberabit de corpore mortis huius? (1) — “Infeliz homem que sou! Quem me livrará do corpo desta morte?
Finalmente, Deus permite que sejamos tentados para mais nos enriquecer de merecimentos. A água estagnada corrompe-se facilmente. Assim a alma, estando quieta sem combate, acha-se em perigo de se perder por alguma vã complacência em seus merecimentos. — Quando é, porém, agitada pelas tentações, recorre a Deus e à divina Mãe; renova a sua resolução de antes morrer do que pecar; humilha-se e lança-se nos braços da misericórdia divina; numa palavra, é então que pratica as virtudes mais agradáveis ao Coração de Deus e adorna mais a sua própria coroa. Cada vez que vencemos uma tentação, ganhamos uma nova coroa, diz São Bernardo: Quoties vincimus, toties coronamur.
II. Por serem as tentações vantajosas, não se conclua que devamos desejar tentações. Antes devemos pedir a Deus que nos livre delas, especialmente daquelas nas quais vê que seríamos vencidos. É isto o que significa esta petição do Pai Nosso: Et ne nos inducas in tentationem — “Não nos deixeis cair em tentação”. Mas quando Deus permite que nos assaltem, é mister que, sem nos inquietarmos, confiemos em Jesus Cristo e lhe peçamos socorro, e Ele de certo não deixará de nos dar força para resistirmos. Diz Santo Agostinho: Entrega-te a Deus e não temas; pois se Ele te expõe ao combate, por certo não te deixará só, para que caias.
Não nos assustemos, pois, por vermos que um mau pensamento, uma sugestão do mal, não se afasta de nosso espírito e continua a atormentar-nos; basta que os detestemos e procuremos desviá-los. Santa Joanna Francisca de Chantal foi por mais de quarenta anos atormentada de mil tentações; apesar disso fez-se santa. Numa palavra, persuadamo-nos do que diz o Apóstolo: Deus é fiel e não permitirá sejais tentados mais do que podem as vossas forças; antes fará que tireis proveito da tentação, para que possais resistir.
Ó Jesus meu Redentor, espero pelos méritos de vosso sangue que já me tereis perdoado as ofensas que Vos tenho feito; espero ir dar-Vos graças para sempre no paraíso. Vejo que pelo passado desgraçadamente caí e tornei a cair, não tanto pela força das tentações, mas porque me descuidei de Vos pedir a santa perseverança. Esta perseverança Vos peço agora: Ne permittas me separari a te – “Não permitais que me separe de Vós.” — Assim o proponho e prometo. Mas de que me servirá esta minha promessa se me não derdes a graça de recorrer a Vós? Ah! Pelos merecimentos de vossa Paixão, concedei-me a graça de sempre me recomendar a Vós em todas as minhas necessidades. — Maria, minha Rainha e minha Mãe, pelo muito que me amais a Jesus Cristo, rogo-vos que me alcanceis a graça de sempre recorrer a vosso Filho e a vós por toda a minha vida. (*I 838.)
  1. Rom. 7, 24.
Meditações: Para todos os Dias e Festas do Ano: Tomo III – Santo Afonso

Fonte
http://catolicosribeiraopreto.com

segunda-feira, 17 de setembro de 2018

Você não tem o costume de rezar o terço? Nessa matéria você irá entender a importância desse hábito

Nossa Senhora recomendou rezar o terço todos os dias, independente de você ser atendido ou não
Nossa Senhora recomendou rezar o terço todos os dias, independente de você ser atendido ou não
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Em todas as aparições de Fátima, Nossa Senhora repetiu:
“Rezai o Rosário todos os dias” 
.Com os dias atuais, correrias do dia-a-dia, trabalho, cuidar de casa, estudos, o tempo de se parar e estar em oração para muitos é precário, não é verdade?

Bom dificilmente temos tempo para certas atividades, mas não rezar nunca irá se encaixar nessa questão.

Um terço, um Pai Nosso, uma Ave Maria, são orações que no cotidiano começam a fazer a diferença em nossas vidas, e não se é necessário estar em casa, ou na Igreja para rezar.

O seu corpo, é a casa do Espírito Santo, onde você estiver, Ele sempre estará com você.

Você já sabia disso?
Você não tem o costume de fazer diariamente, comece a por em prática, seja no ônibus, na rua, no carro, no almoço, em qualquer momento, torne isso hábitos diários e você irá ver que a Graça de Deus e a de Nossa Senhora, vão estar presentes em sua vida.

Não acredita? Veja o que Nossa Senhora de Fátima prometeu a quem rezasse todos os dias:
Estas são as promessas feitas por Maria a todos nós:

1. A todos os que rezarem meu Rosário com devoção, prometo minha proteção especial e grandíssimas graças.
2. Aquele que perseverar na oração de meu Rosário receberá uma graça insigne.
3. O Rosário será uma defesa poderosíssima contra o inferno; destruirá os vícios, libertará do pecado, dissipará as heresias.
4. O Rosário fará florescerem as virtudes e as boas obras, e obterá para as almas a mais abundante misericórdia divina;
Fará que nos corações o amor ao mundo seja substituído pelo amor a Deus, elevando-os ao desejo dos bens celestes e eternos.
Quantas almas se santificarão com esse meio!
5. Quem se confia a mim por meio do Rosário não perecerá.
6. Quem rezar meu Rosário com devoção, meditando seus mistérios, não será oprimido pela desgraça.
Pecador, se converterá; justo, crescerá em graças e se tornará digno da vida eterna.
7. Os verdadeiros devotos de meu Rosário não morrerão sem os Sacramentos da Igreja.
8. Aqueles que rezam meu Rosário encontrarão durante sua vida e em sua morte a luz de Deus e a plenitude de suas graças, e participarão dos méritos dos bem-aventurados.
9. Libertarei muito prontamente do purgatório as almas devotadas a meu Rosário.
10. Os verdadeiros filhos de meu Rosário gozarão de uma grande glória no céu.
11. O que pedirem por meio de meu Rosário, obterão.
12. Aqueles que defenderem meu Rosário serão socorridos por mim em todas as suas necessidades.
13. Obtive de meu Filho que todos os membros da Irmandade do Rosário tenham por irmãos, durante a vida e na hora da morte, os santos do céu.
14. Aqueles que rezarem fielmente meu Rosário serão todos meus filhos amantíssimos, irmãos e irmãs de Jesus Cristo.
15. A devoção a meu Rosário é um grande sinal de predestinação.

sábado, 15 de setembro de 2018

SURPREENDENTE! Nossa Senhora prometeu e cumpriu! Padre Pio foi a prova de sua misericórdia. Você não pode perder esse incrível relato.


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 Nossa Senhora, nas aparições aos três Pastorinhos, pediu para rezarmos o Terço diariamente nas aparições de Fátima, para alcançarmos as graças que Nosso Senhor tem para nós.ara nós

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A imagem de Nossa Senhora chegou à Itália para percorrer algumas localidades, e Pe. Pio não poderia estar presente devido uma enfermidade;
Estava com uma doença: pleurisia, e sempre pedirá a Nossa Senhora que lhe concedesse a graça da Cura.
De repente, a programação da peregrinação mudou e a imagem da Virgem foi para San Giovanni Rotondo.
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Padre Pio no encontro com a Imagem de Nossa Senhora
Por suas orações, a Virgem, fez que sua imagem fosse de encontro ao Santo.
Após pedir muito Padre Pio, não poderia perder a oportunidade de estar diante a Imagem de Nossa Senhora, mesmo com sua doença, cansaço, causado por ela, fez um enorme esforço para que não viesse a perder esta chance.
Devemos ter esse mesmo fervor que o santo de Pietrelcina, e não permitir que nada atrapalhe nosso momento de comunhão.
Quando a imagem da Virgem de Fátima estava á rumo de sua peregrinação, o helicóptero que a levava deu três voltas sobre o convento, nem mesmo o piloto soube explicar porque aconteceu.
Naquele momento, Padre Pio lamentou:
“Ó minha Mãe, quando vieste à Itália, encontraste-me com esta doença. Vieste para me visitar aqui em San Giovanni e encontraste-me ainda sofrendo com ela. Agora estais de partida e eu não fiquei livre da minha doença!”
Foi quando se deu a cura do santo. Padre Pio sentiu subitamente um arrepio, seguindo da sensação de calor e bem-estar, ao que o capuchinho exclamou:
“Estou curado! Nossa Senhora me curou!”
As orações deste grande Santo são frutos de uma profunda intimidade com Deus, como podemos perceber em suas palavras:
Assim que me ponho a rezar, logo sinto o coração como que invadido por uma chama de amor; essa chama não tem nada a ver com qualquer chama deste baixo mundo. É uma chama delicada e muito doce, que consome e não causa sofrimento algum. Ela é tão doce e tão deliciosa, que o espírito prova sua complacência e permanece saciado, mas sem perder o desejo – oh Deus! –, algo que me parece maravilhoso e que talvez jamais consiga compreender, a não ser na pátria celeste.
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sexta-feira, 14 de setembro de 2018

A Cruz: nada é tão útil e tão agradável - Como se carrega a cruz

Carregue sua cruz alegremente e você ficará completo
com o amor divino; porque somente sofrendo podemos
residir no puro amor de Cristo.
(...) Mas se, ao contrário, vocês sofrem da forma correta, a cruz se tornará um jugo fácil e leve, visto que o próprio Cristo a carregará convosco. Dará asas a vocês para elevá-los aos Céus; se tornará o mastro do seu navio, conduzindo-os direta e facilmente ao porto da salvação. Carregue sua cruz pacientemente, e será uma luz em sua escuridão espiritual, porque aquele que nunca sofreu provas é ignorante. Carregue sua cruz alegremente e você ficará completo com o amor divino; porque somente sofrendo podemos residir no puro amor de Cristo. Rosas são encontradas somente entre os espinhos. É a cruz sozinha que alimenta nosso amor de Deus, como a madeira é o combustível que alimenta o fogo. Lembre do belo dito na "Imitação de Cristo", "Conforme você faça violência a si mesmo, sofrendo pacientemente, assim você progredirá" no amor divino.

Não espere qualquer coisa daquelas pessoas sensíveis e preguiçosas que rejeitam a cruz quando esta delas se aproxima, e que são cuidadosas em não procurar por cruzes. O que elas são senão uma terra inculta que não produzirá nada a não ser espinhos porque não foi trazida à tona, trabalhada e modificada por um lavrador experimentado? Elas são como água podre, que é inadequada tanto para lavar quanto para beber
Carregue sua cruz alegremente e você encontrará nela uma força toda-poderosa que nenhum de nossos inimigos será capaz de resistir, e você encontrará nela um prazer além de tudo aquilo que você já conheceu. Realmente, irmãos, o verdadeiro paraíso terrestre é encontrado no sofrimento por Cristo. Pergunte a qualquer dos Santos, e eles lhe contarão que eles nunca experimentaram um banquete mais delicioso para o espírito do que o experimentar os graves tormentos.

"Deixe todos os tormentos do demônio virem sobre mim", dizia Santo Inácio, o Mártir. "Deixe-me sofrer ou morrer", dizia Santa Teresa de Ávila. "Não morrer sem sofrer", dizia  Santa Maria Madalena de Pazzi. "Eu posso sofrer e ser desprezado pelo seu propósito" dizia o Bendito João da Cruz. E muitos outros têm falado nos mesmos termos, como nós lemos sobre suas vidas.

Meus queridos irmãos e irmãs, tenham fé na palavra de Deus, porque o Espírito Santo nos diz que, quando nós sofremos alegremente por Deus, a cruz é a fonte de todo tipo de alegria para toda espécie de pessoas. A alegria que vem da cruz é muito maior que a de um homem pobre que repentinamente herda uma fortuna, ou de um camponês que é levado ao trono; maior do que a alegria de um negociante que se torna milionário; do que a de um líder militar sobre as vitórias que ele obteve; do que a dos prisioneiros libertos de suas correntes. Em resumo, imaginem maior alegria do que a que pode ser experimentada na terra, e entenda então que a felicidade de alguém que tolera seus sofrimentos no caminho da justiça contém, e até sobrepuja, todos elas.


De "Carta aos Amigos da Cruz" - São Luiz de Montfort

quinta-feira, 13 de setembro de 2018

Catecismo Ilustrado - Parte 45 - 7º Mandamento de Deus: Não furtar



Catecismo Ilustrado - Parte 45

Os Mandamentos

7º Mandamento de Deus: Não furtar

1. Por este mandamento, Deus proíbe tomar ou reter injustamente as coisas alheias.

2. Há três espécies de pecados contra este mandamento: 1º tomar os bens alheios contra a vontade do seu dono; 2º reter o alheio injustamente; 3º causar dano ao próximo com malícia e injustiça.

3. Os que tomam injustamente o bem alheio são: os ladrões, os trabalhadores infiéis, os comerciantes sem escrúpulos, os usuários, os litigantes de má fé, e em geral todos os que fazem dano ao próximo.

4. Os filhos que roubam a seus pais pecam contra o 7º mandamento, porque se apoderam dum bem que ainda não lhes pertence.

5. É sempre pecado o apoderar-se dos bens do próximo, mas o pecado é mais ou menos grave conforme o valor do objeto.

6. Há circunstâncias que tornam pecado mortal um roubo pequeno em si, por exemplo, quando um pequeno roubo causa grande prejuízo.

7. Pode-se reter injustamente o bem alheio de vários modos: não pagando as dívidas, não restituindo os depósitos que nos foram confiados, e guardando alguma coisa achada sem se informar de quem seja o seu dono para lhe restituir.

8. Pecam contra este mandamento os que culpavelmente fazem ou causam dano ao próximo.

9. Peca-se contra este mandamento, não só cometendo uma injustiça, mas também participando da injustiça do próximo.

10. Eis aqui os conselhos que dava São João Batista aos que lhe confessavam as suas injustiças: “Por que o machado já está posto à raiz das árvores. Toda a árvore que não dá bom fruto será cortada e lançada no fogo”. As multidões interrogavam-no, dizendo: “Que devemos, pois, nós fazer?” Respondendo, dizia-lhes: “Quem tem duas túnicas, dê uma ao que não tem; e quem tem que comer, faça o mesmo”. Foram também publicanos, para serem batizados, e disseram-lhe: “Mestre, que devemos nós fazer?” Ele respondeu-lhes: “Não exijais nada além do que vós está fixado”. Interrogavam-no também os soldados: “E nós, que faremos?” Respondeu-lhes: “Não façais violência a ninguém, nem denuncieis falsamente, e contentai-vos com o vosso soldo”. Estando o povo na expectativa e pensando todos nos seus corações que talvez João fosse o Cristo, João respondeu, dizendo a todos: “Eu, na verdade, batizo-vos em água, mas virá um mais forte do que eu, a Quem não sou digno de desatar as correias das sandálias; Ele vos batizará no Espírito Santo e no fogo; tomará na Sua mão a pá, limpará Sua eira e recolherá o trigo no Seu celeiro, mas a palha queimá-la-á num fogo inextinguível”.” (Lucas III, 9-18)

Explicação da gravura

11. Vê-se na esquerda, na parte inferior, o velho Tobias pobre e cego, que possuíra grandes bens. Sua mulher trabalhava para o sustentar. Um dia que lhe tinham dado um cabrito, Tobias, ouvindo os gritos do animal, disse: “Tomai conta que não seja fruto de algum roubo.”

12. No alto da gravura vê-se o rei Acab ferido num combate. Este príncipe desejava obter uma vinha pertencente a Naboth, que não a quis vender. Acab então, de acordo com a sua mulher, mais perversa do que ele, mandou assassinar Naboth e apoderou-se da sua vinha. Elias profetizou-lhe da parte de Deus que o seu sangue seria lambido pelos cães no mesmo lugar onde o fora o de Naboth. Acab, estando em guerra com o rei da Síria, foi ferido por uma seta, e o seu sangue lambido pelos cães, como profetizara Elias.

13. Vê-se na parte inferior, à direita, um israelita de nome Achan que, contra a proibição do Senhor, se apropriara, depois da tomada de Jericó, de grande quantidade de rebanhos, duzentos siclos de prata, uma régua de ouro e um manto de púrpura. Achan foi severamente castigado por ordem de Josué; o povo apedrejou-o e queimou-o juntamente com o que ele roubara.

quarta-feira, 12 de setembro de 2018

SÃO FRANCISCO DE ASSIS: O amor não é amado



O AMOR NÃO É AMADO


Um dia, Frei Leão, o fiel "secretário" do Poverello, sempre atento a tudo o que acontecia na vida do Pai e Irmão Francisco, o ouviu a chorar, a poucos metros desta Basílica, e, mesmo com certa dificuldade, conseguiu ouvir aquelas célebres palavras do “Estigmatizado da Verna”: “o amor não é amado”, “o amor não é amado”. Com muito respeito, como o que tem aquele que entra no santuário da mais profunda intimidade de um homem de Deus, Leão pergunta: “Porque choras, Frei Francisco?”. Francisco não responde, apenas continua a dizer: “o amor não é amado”, “o amor não é amado”…

Leão, talvez para consolá-lo, mas totalmente convencido do que dizia, interrompe o choro de Francisco e lhe diz: “Mas Francisco, não te parece que já fizeste o bastante por Jesus deixando o teu pai e a tua mãe, os teus amigos e um futuro de glória?” E Francisco responde: “Não, não é o bastante”.

“Mas Francisco” - continua dizendo Leão – “não te parece que já fizeste o bastante despindo-te de tuas vestes diante de todos, pedindo esmola pela estradas de tua [própria] cidade, abraçando um leproso... de tal forma a ser considerado um louco?”.  “Não, não é o bastante”, responde de novo Francisco.

Pela terceira vez, Leão insiste: “Francisco, não te parece suficiente sofrer como estás sofrendo por causa dos Estigmas, da rebelião dos Ministros, da enfermidade nos olhos?”. E, mais uma vez, Francisco, desta vez com voz forte, grita: “Não, não é o bastante, não é o bastante, não é o bastante!”. E conclui: “Escreva e guarde em teu coração, Frei Leão, Deus é o ‘nunca é o bastante’...”.

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Visto em:  http://www.facebook.com/notes/io-francesco/lamore-non-%C3%A8-amato/149077661801796.
Tradução: Giulia d'Amore


O POEMA


O Amor não é amado!



O camponês perguntou: Que aconteceu,
irmão, por que estás chorando?

O irmão respondeu:
Meu irmão,
o meu Senhor está na Cruz
e me perguntas por que choras?

Quisera ser neste momento
o maior oceano da terra,
para ter tudo isso de lágrimas.

Quisera que se abrissem
ao mesmo tempo todas
as comportas do mundo
e se soltassem
as cataratas
e os dilúvios
para me emprestarem
mais lágrimas.

Mas ainda que juntemos
todos os rios e mares,
não haverá lágrimas
suficientes para chorar
a dor e o amor
de meu Senhor crucificado.

Quisera ter as asas invencíveis
de uma águia para atravessar
as cordilheiras e gritar
sobre as cidades:

O Amor não é amado!
O Amor não é amado!

Como é que os homens podem amar
uns aos outros se não amam o Amor?


São Francisco de Assis (não comprovado)

segunda-feira, 10 de setembro de 2018

O VÉU EUCARÍSTICO


I

Por que motivo vela-se Nosso Senhor no Santíssimo Sacramento sob as Espécies Santas? Sendo difícil habituar-nos ao estado oculto de Nosso Senhor, precisamos continuamente tornar a esta verdade, pois devemos crer firme, de forma prática, que Nosso Senhor Jesus Cristo, embora velado, se encontra real, verdadeira e substancialmente presente na Santa Eucaristia.
E se assim é, por que presença tão silenciosa, véu tão impenetrável que nos levam a exclamar: “Mostrai-nos, Senhor, vossa Face!”. E, apesar de não ver, de não lhe ouvir as palavras doces e boas, Nosso Senhor faz-nos sentir sua força, atrai-nos, conserva-nos respeitosos em sua presença. Se Ele se mostrasse, e só se mostraria à pessoa amada, que consolação para nós, que certeza de gozar sua amizade!


II


Pois bem, Nosso Senhor oculto é mais amável do que se se mostrasse; silencioso, mais eloqüente do que se falasse, e o que julgamos ser um castigo, é tão-somente um efeito do seu Amor e de sua Bondade.

Ah! Vê-lo seria nossa desgraça. O contraste de suas virtudes e de sua glória, humilhando-nos, nos faria exclamar: “Que bom pai e que miseráveis filhos!”. Não ousaríamos sequer aproximar-nos Dele, a Ele nos mostrar, enquanto agora, conhecendo apenas sua Bondade, chegamos a Ele sem receio.


E assim todos podem vir. Presumindo que Nosso Senhor só aos bons se patenteasse – pois ressuscitado não se pode deixar ver pelos pecadores – quem se julgaria bom? Quem não recearia vir à Igreja, temendo que Jesus cristo, por não o achar bastante bom, a ele se ocultasse? E então surgiriam as invejas. E só os orgulhosos, cheios de confiança de si, se chegariam a Nosso Senhor. Agora, no entanto, todos gozam dos mesmos direitos, todos podem considerar-se amigos.


III

Não nos havia de converter a vista da glória? A glória amedronta e ensoberbece, mas não converte. Os judeus não ousaram aproximar-se de Moisés iluminado pelo raio divino e, aos pés do Monte Sinai em fogo, tornaram-se idólatras. Os próprios Apóstolos, no Tabor, desarrazoaram.

Ah! Jesus, permanecei velado, melhor é assim. Poderei então aproximar-me de Vós e, já que não me repelis, poderei contar com o Vosso amor. Mas sua Palavra, por ser tão poderosa, não nos havia de converter? Os judeus que, durante três anos, ouviram a Nosso Senhor, por acaso se converteram? Alguns poucos. Não é a palavra humana de Nosso Senhor, a que nos é dado ouvir, que converte, mas sim a palavra da Graça. Ora, Nosso Senhor, no Santíssimo Sacramento, fala-nos ao coração. Não nos deve isto bastar, por ser uma palavra verdadeira?


IV

Pudesse eu ao menos sentir palpitar o Coração de Nosso Senhor, sentir o calor de suas chamas ardentes que, modificando meu coração, aumentando-lhe o amor, acabaria por abrasá-lo!

Quando, confundindo o amor com o sentimento, pedimos a Nosso Senhor para amá-lo, queremos que Ele nos faça sentir que, de fato o amamos. Quão triste se assim fosse! Não, o amor é sacrifício, é o dom da vontade, é a submissão ao bel-prazer divino.

Ora, a virtude característica da contemplação da Eucaristia e da Comunhão – união perfeita a Jesus – é a força. A doçura, sendo passageira, só aquela permanece. E do que carecemos para lutar contra nós mesmos e contra o mundo, senão de força? A força é paz.

Não vos sentis tranqüilos em presença de Nosso Senhor? Prova cabal de que o amais. Que mais quereis? Se dois amigos se reúnem e ficam a se olharem um ao outro, dizendo e redizendo seu amor, perdem seu tempo, pois isso de modo algum lhes aviva a amizade. Mas, uma vez separados, se pensarem um no outro, imprimir-se-á reciprocamente na lembrança a imagem do amigo despertando saudades.

Assim também com Nosso Senhor. Em três anos de convivência diária com ele, que fizeram os Apóstolos? Jesus oculta-se para que ruminemos sua Bondade e suas Virtudes e que o nosso amor, tornando-se sério, livre dos sentidos, se contente com a força e a paz de Deus.


Fonte: A divina Eucaristia, Extratos dos escritos e sermões de São Pedro Julião Eymard

Visto em: http://catolicosribeirao.blogspot.com.br/2013/09/o-veu-eucaristico.html




Santa Teresa de Ávila fala sobre a Presença Real



Conheço uma pessoa a quem o Senhor deu uma fé tão forte, que quando ouvia alguém dizer que gostava de ter vivido na época em que Cristo, o nosso Bem, estava neste mundo, se ria consigo mesma. Dado que O possuímos, pensava ela, no Santo Sacramento de um modo tão verdadeiro como naquele tempo, que mais podemos desejar? E deitava-se a Seus pés; aí chorava em companhia de Maria Madalena, como se O tivesse visto com os olhos do corpo em casa do fariseu (Lc 7, 36ss). Mesmo quando não sentia devoção, a fé dizia-lhe que Ele estava verdadeiramente ali.

Com efeito, seria preciso ser-se mais estúpido do que se é e cegar-se voluntariamente para sentir a menor dúvida quanto a isto. Não se trata aqui de um trabalho da imaginação, como quando pensamos no Senhor na cruz ou em qualquer outra circunstância da Sua Paixão; aí representamos a coisa em nós mesmos, tal como ela se passou. Aqui, ela tem realmente lugar; é uma verdade certa, e não é necessário ir procurar o Senhor noutro sítio, bem longe de nós. 

Com efeito, sabemos que enquanto a matéria do pão não for consumida pelo calor natural do corpo, o bom Jesus está em nós; consequentemente, aproximemo-nos d'Ele. Quando Ele estava neste mundo, o simples contacto das Suas vestes curava os doentes; por que duvidar, se temos fé, de que Ele continua a fazer milagres quando está tão intimamente unido a nós? Por que não nos daria Ele aquilo que Lhe pedimos, uma vez que está na nossa própria casa?

in 'O Caminho da perfeição', 34/36

sábado, 8 de setembro de 2018

12 Sinais do anti-Cristo segundo Fulton Sheen



O Arcebispo Fulton Sheen, num sermão proferido via rádio em 1947, fala dos sinais dos tempos, e, mais concretamente, dos sinais que identificam o anti-Cristo:

1. Virá disfarçado sob o título de Grande Humanitário, falando de paz, prosperidade e abundância, não como meios utilizados para nos conduzir até Deus, mas sim como fins em si mesmo; 
2. Escreverá livros a cerca de uma nova ideia de Deus que se adapta à forma como se vive;
3. Irá induzir a fé como se fosse astrologia, responsabilizando as estrelas pelos nossos pecados, em vez da nossa vontade;

4. Fará aumentar a culpa nos corações dos homens, pressionados psicologicamente relativamente à repressão das relações sexuais, fazendo-os encolher de vergonha sempre que os seus amigos, familiares e colegas os acusam de não serem abertos e liberais;
5. Irá definir a tolerância como uma indiferença relativa ao certo e ao errado;

6. Irá promover mais divórcios sob o disfarce de que uma terceira pessoa na relação é fundamental;
7. Aumentará o amor pelo amor, diminuindo o amor às pessoas;
8. Usará a religião para destruir a religião;

9. Falará ainda de Cristo, dizendo que foi o maior homem que alguma vez existiu;
10. A sua missão, ele o dirá, será libertar o homem da escravidão da superstição e do Fascismo, os quais acabará por nunca definir;
11. No meio do seu aparente amor pela Humanidade e do seu discurso eloquente sobre a liberdade e igualdade, terá um grande segredo o qual nunca revelará: ele não acredita em Deus. E, pelo facto da sua religião ser definida por uma irmandade sem a paternidade de Deus, enganará mesmo os eleitos. 

12. Levantará uma contra-Igreja, que será considerada falsificação da própria Igreja uma vez que, o demónio é a falsificação de Deus. Será o corpo místico do anti-Cristo que irá, em todas as suas externalidades, assemelhar a Igreja ao corpo místico de Cristo. Em necessidade extrema de Deus, ele conduzirá o homem moderno, em toda a sua solidão e frustração, a querer mais e mais pertencer a uma comunidade que traga ao homem uma maior ambição de sentido, sem qualquer necessidade de emenda ou reconhecimento de culpa. Estes serão os dias em que será dada ao demónio uma oportunidade particular.
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