1. Evitar o pecado mortal e as ocasiões próximas de pecado:
A Quaresma é tempo de conversão. O pecado mortal rompe nossa comunhão com Deus. Evitar situações que nos levam a cair (más companhias, conteúdos impróprios, ambientes nocivos) é atitude concreta de quem quer voltar-se para o Senhor.
2. Fugir da tibieza espiritual:
A tibieza é aquela fé morna, sem fervor. A Palavra de Deus nos chama à decisão. A Quaresma é um “acordar espiritual”, um tempo de intensidade na oração, na penitência e na caridade.
3. Evitar a negligência na oração diária:
Sem oração não há vida espiritual. Inspirados pelo exemplo de Jesus Cristo que passou 40 dias no deserto, somos chamados a intensificar o diálogo e intimidade com Deus, através da: oração do terço, leitura orante da Bíblia, adoração e meditação.
4. Evitar faltar à Missa por comodismo:
A Santa Missa é o centro da vida cristã. Na Quaresma, participar com mais fervor da Eucaristia fortalece a alma e nos une ao sacrifício redentor de Cristo.
5. Evitar adiar a Confissão:
O Sacramento da Reconciliação (Confissão) é essencial nesse tempo. Não se deve evitar a confissão por medo ou vergonha, pois impede a graça de agir. Não deixar para depois. Confessar-se é permitir que Deus cure a alma e restaure a graça santificante em nossa alma.
Pois...
“A misericórdia de Deus é maior que qualquer pecado.” — (Santa Faustina Kowalska, Diário, §1485)
6. Evitar o jejum apenas externo:
Jejuar só de comida, mas não das más atitudes, esvazia o sentido da penitência. O verdadeiro jejum inclui domínio da língua, dos impulsos desordenados e dos maus pensamentos. De evitar o que é mal, e praticar o bem.
7. Evitar a murmuração e a crítica constante:
A murmuração fere a caridade. A Quaresma pede silêncio interior e palavras edificantes. Dominar a língua é uma penitência muito agradável a Deus.
Jejuar não é apenas privar-se de alimento — é também disciplinar a língua.
8. Evitar o apego excessivo às redes sociais e distrações
O excesso de entretenimento pode roubar o tempo de Deus. Reduzir distrações ajuda a criar espaço para a interioridade e o recolhimento. Como dizia Santa Teresa:
O recolhimento é o princípio de todas as virtudes.”
— (Santa Teresa d'Ávila, Caminho de Perfeição)
O excesso de redes sociais, notícias, vídeos e entretenimentos contínuos cria ruído constante na alma. Não se trata de demonizar a tecnologia, mas de reconhecer que o coração humano precisa de silêncio para o encontro pessoal com Deus e ouvi-Lo.
9. Evitar a falta de caridade concreta:
Não basta rezar apenas; é preciso agir. A esmola (caridade) é um dos três pilares quaresmais (oração, jejum e esmola). Ajudar os necessitados é tocar o próprio Cristo chagado na pessoa do necessitado. Disse o Senhor:
“Tudo o que fizestes a um destes meus irmãos mais pequeninos, a mim o fizestes.” (Mt 25,40)
10. Evitar guardar ressentimentos:
Santo Agostinho ensinava que o ódio é como um veneno que primeiro corrói quem o guarda. A Quaresma nos convida a retirar esse veneno pela graça do perdão. Cristo, na cruz, rezou: “Pai, perdoa-lhes” (Lc 23,34). Se queremos caminhar com Ele rumo à Páscoa, precisamos aprender a perdoar como Ele. Perdoar é essencial. A Quaresma é tempo de reconciliação. Guardar rancor endurece o coração e impede a ação da graça.
Como dizia São Francisco de Assis:
“É perdoando que se é perdoado.”
11. Evitar o orgulho espiritual:
O orgulho espiritual transforma a penitência em palco para aplausos. Ele não se manifesta em pecados visíveis, mas na atitude interior de superioridade: jejuar para ser admirado, rezar para parecer piedoso aos olhos dos outros, corrigir os outros com dureza e buscar sentir-se mais avançado(a) que os outros.. O Senhor Jesus advertiu claramente:
“Guardai-vos de praticar vossa justiça diante dos homens para serdes vistos por eles” (Mt 6,1).
Santo Agostinho ensinava que o orgulho foi o pecado que derrubou os anjos e é a raiz de muitos outros pecados. Até as boas obras podem ser corrompidas quando o coração busca aplauso. A Quaresma é tempo de penitência escondida.
Jejum, esmola e oração devem ser feitos “em segredo” (cf. Mt 6,4-6).
12. Evitar relativizar o pecado:
A mentalidade moderna tende a minimizar o pecado. A Igreja ensina que o pecado é ofensa a Deus e precisa ser reconhecido com sinceridade.
“Não chames pequeno aquilo que fez Cristo morrer.” — (Santo Agostinho)
Relativizar o pecado é perder a consciência da gravidade da Cruz. Se o pecado fosse algo pequeno, não teria sido necessário o sacrifício redentor de Cristo.
13. Evitar viver a Quaresma de forma superficial:
Existe o risco de viver a Quaresma apenas como costume externo vago, mas sem mudança interior.. A meta é a conversão do coração e a configuração com Cristo. A Quaresma é escola de transformação, não se trata apenas de “melhorar”, mas de permitir que Cristo viva em nós (cf. Gl 2,20).
14. Evitar a falta de vigilância espiritual:
A Quaresma é tempo de combate interior. Não podemos viver distraídos quanto às tentações e fragilidades pessoais. Pois,
“Vigiai e orai, para não cairdes em tentação.” (Mt 26,41)
“Enquanto vivemos neste mundo, estamos em combate.” — (Santa Catarina de Sena)
São João Maria Vianney ensinava que o inimigo não começa com grandes quedas, mas com distrações e relaxamentos graduais. Ainda ele advertia que as grandes quedas geralmente começam com pequenos relaxamentos espirituais.
Assim...
A Quaresma não é tempo de distração espiritual, mas de consciência desperta e coração atento.
E por fim...
Na Quaresma, não basta mudar hábitos exteriores; não basta parecer convertido; é preciso permitir que Deus cure as intenções do coração e transforme o interior que só Ele vê.
E as almas dos fiéis defuntos pela misericórdia de Deus descansem em paz!
℣. Dai-lhes Senhor, o descanso eterno.
℟. E a luz perpétua os ilumine.
Descansem em paz. Amém.
℣. Senhor, escutai a minha oração,
℟. E chegue até vós o meu clamor.
"Para Cristo,
por Maria e José,
em súplicas pelas
almas do purgatório".
† Jesus e Maria eu vos amo, salvai almas!

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