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segunda-feira, 29 de maio de 2023

EDUCAÇÃO DA SINCERIDADE

 

Imagem relacionadaPodemos considerar a sinceridade:

1º – Nas nossas relações conosco: é a sinceridade propriamente dita, a sinceridade ou a retidão pessoal;

2º – Nas relações com outrem: é a franqueza.

As vantagens da sinceridade

“Em educação, como nas muitas outras coisas, a melhor maneira de ser hábil é ser reto

(F.Kiefer- A autoridade, p.103)

As vantagens:

– A sinceridade embeleza a criança, enobrece o jovem, glorifica o homem maduro.

– A sinceridade constitui a maior honra e o maior prazer dos pais.

– A sinceridade facilita o trabalho da educação. Em certos casos, ela está intimamente ligada à confiança, que é absolutamente necessária aos pais para educarem os seus filhos na pratica da virtude.

– A sinceridade é a pedra de toque das verdadeiras amizades.

A sinceridade obriga a fazer boas confissões, e assegura, por conseqüência, a salvação e a saúde da alma.

Os meios de desenvolver a sinceridade

Que se deve fazer para desenvolver a sinceridade nas crianças?

– Dar o exemplo da sinceridade.

– Inspirar uma profunda estima pela sinceridade.

– Animar todo ato de sinceridade.

Que fará o educador para dar o exemplo da sinceridade?

Seguirá as duas regras seguintes:

– Nunca se deve enganar a criança.

– Nunca se deve mentir diante dela.

É tal a importância de não enganar a criança, que se o educador a não observar, torna-se praticamente professor de mentira. Com efeito, as promessas não efetuadas, as ameaças sem execução, as palavras irrefletidas, por pouco que se repitam, ensinam à criança, desde a mais tenra idade, que as palavras diferem sensivelmente dos atos. A criança a quem se fez tomar algum medicamento, um emético, por exemplo, garantindo-lhe que é excelente, nunca o há de esquecer. E, por seu turno, quando a mentira lhe for útil, quer para chegar aos seus fins, quer para evitar algum castigo, será levada a dissimular.

… Tudo o que é inexistente dever ser suprimido ou explicado: por exemplo, sinos da Páscoa que vêm trazer os ovos…o diabo que aparece no espelho das meninas vaidosas, etc… Nunca se deve enganar as crianças. De mais, há a temer que a criança, piedosamente enganada, quando chegar o dia em que conheça enfim a verdade, não envolva na mesma derrocada das suas ilusões ingênuas os mistérios mais graves da nossa fé. Segunda regra – Para dar bom exemplo: nunca mentir diante das crianças.

Como incutir uma alta estima pela sinceridade?

– Falando-lhes dela sempre com elogio e admiração.

– Censurando-lhes severamente toda a palavra e todo o ato mentiroso.

– Afirmando bem que terão orgulho de seus filhos, se praticarem sempre esta generosa virtude.

Como se pode fortalecer a sinceridade das crianças?

– Pela fé.

Pela lembrança e convicção das grandes verdades. Deus vê tudo; sabe sempre a verdade; a mentira é um pecado; o demônio é o pai dos mentirosos, etc.

– Pela discrição.

Se os pais são discretos nunca mortejarão dos escrúolos e da ingenuidade dos filhos. E, com mais razão, nunca os descobrirão; uma só confidência traída pode fechar o coração para sempre.

– Pela atenuação do castigo ou pelo perdão.
A criança deve sempre notar uma diferença sensível entre a maneira como se trata uma falta confessada, e a maneira como se estabelece o castigo duma falta encoberta. Sem o reconhecimento desta prática, a criança julgará que a sua ingenuidade é a causa do seu desgosto, e nunca mais renovará as sua confidências.

Que se há de fazer, se apesar de todas estas precauções, a criança se deixa arrastar a dizer alguma mentira?

Manifestar-se-á uma surpresa contristada por ser tratar com um pequeno mentiroso.

Uma mãe, tendo surpreendido uma mentira nos lábios da sua filhinha de quatro anos de idade, tomou o ar mais consternado, e pronunciou com um gravidade penetrante:

A minha filhinha mentiu! É a primeira vez que se mente em minha casa! Também a minha filhinha não jantará hoje, por que merece ser castigada, e a mamãe não comerá por causa deste desgosto.” (autêntico)

Que se deve fazer se há reincidência?

Ser-se-á mais severo: poder-se-á, por exemplo, tratar o culpado com desdém durante um certo tempo e não ter com ele mais que as relações necessárias; não acreditar já o que diz. Em seguida, faz-se-lhe-á ver quanto é feia a mentira e como Deus a puniu: os Livros Santos fornecem-nos exemplos fáceis de comentar: a história de Ananias e Safira, por exemplo.

Catecismo da Educação – Abade René de Bethléem


Fonte: http://catolicosribeiraopreto.com/

quinta-feira, 21 de junho de 2018

EDUCAÇÃO SOBRENATURAL

Há duas vidas em teu filho. Sobretudo a vida sobrenatural deve preocupar-te, vivamente. Dela depende a felicidade eterna dos teus. Seguindo o Pe. Bethléem, vamos expor-te o seguinte sobre esse assunto:

Por educação sobrenatural  se deve entender a criação, a iluminação da alma, o amparo, a ressurreição, a frutificação, a extensão e a transformação da vida sobrenatural da graça. O educador precisa satisfazer várias condições para conseguir seu intento. Deve viver no estado de graça, ter um grande espírito de fé, possuir uma sólida instrução religiosa e ser profundamente piedoso.
Do contrário não saberá falar com convicção sobre o amor de Deus e o horror ao pecado. Deixar-se-á guiar pelas praxes pagãs do mundo. Não saberá falar à alma infantil.
Nasce a vida sobrenatural com o batismo. Já dissemos que a mãe cristã deverá guardar a data do batizado do filho, para celebrá-la como “aniversário” do nascimento sobrenatural. Ilumina-se esta vida pela instrução religiosa, que aliás é gravíssimo dever que pesa sobre os pais.
Não se reduz a instrução ao mero conhecimento de rezas e orações. Requer o estudo das verdades do catecismo. Criança que desconhece o catecismo é uma analfabeta nas letras da vida eterna. As lado da instrução vem a formação da consciência, que é a voz de Deus dentro da alma. A educadora prudente pode contribuir para isso, suprindo, esclarecendo, tornando simples, dirigindo, preservando e exercitando a consciência dos filhos.
… De que preservarás a consciência dos teus?
Do pecado, do escrúpulo, das ilusões (sobre as promessas da vida, sobre a retidão das intenções, sobre as confissões, que se devem fazer). Amparos da vida sobrenatural são a oração, a crisma, a comunhão. A primeira traz a graça diária. O sacramento da fortaleza nos confirma na vida e a Eucaristia nutre essa vida…
A vida sobrenatural ressuscita, quando morta pelo pecado, no sacramento da confissão. A assiduidade à confissão é, portanto ótimo fator educativo e de valor sobrenatural. Os frutos desta vida sobrenatural são a fé, a esperança, o amor a Deus, o amor à Igreja Católica, o zelo pela alma do próximo. Quantos horizontes iluminados, leitora!
Realmente, não é pequena a tarefa de uma educadora que quer educar sugundo as intenções de Deus. Mas sua recompensa não fica atrás dos sacrifícios e nem depende dos frutos que conseguir. Por isso, confiança em Deus, muita oração, muito estudo e mãos ao trabalho!
As três chamas do lar– Pe. Geraldo Pires de Souza

Fonte:

quinta-feira, 11 de maio de 2017

Dez boas razões para dizer não à Televisão




1° A televisão certamente é a maior empresa de subversão e de contaminação. Apanha ao homem em seus pontos fracos: seus gostos, sua atração desordenada pela curiosidade e seu incomensurável orgulho. O mundo precipita-se dentro de sua casa, desfila nela durante todo o dia com toda sua violência, seus excessos, suas depravações: é uma verdadeira violação de domicílio. Uma vez apertado o botão de PLAY, se vêem filmes prejudiciais, emissões de “shows de variedades debilitantes”, informações deformadas ou incompletas etc..

 A Família é destruída ou dividida: o ritmo de vida de um lar fica totalmente submetido aos horários das transmissões, às que “não se pode perder”. Tudo se organiza em torno do comando do controle remoto, que usurpa o lugar do Rosário em Família.

3° A compra de uma Televisão, a assinatura de TV a cabo... Tanto dinheiro mal gasto, enquanto há tantas boas obras que necessitam de nossa ajuda.

 “Mas às vezes há bons programas!”. Certamente! Como conseguiriam fazer passar todos os demais horrores, sem estes “bons programas” que estão ali como iscas aos recalcitrantes? Além disso, por algo de bom que se possa ver – mas que não é essencial – quantas outra inúteis, insípidas, amorais e imorais,toleram-se? Quantos horrores?

 Não é conforme as necessidades de nenhuma idade ver um espetáculo todas as noites. O filme de todas as noites é a diversão cotidiana que diminui o gosto pelo esforço.

6° Imaginem todas as noites em sua casa um indivíduo desconhecido que falasse sem parar, que monopolizasse todas as conversações, que impedisse todas as respostas, a quem se aceitasse todas suas proposições sem dizer sequer uma palavra, que fosse o “REI” da noite!. Digam- me se este intruso não é, na realidade a deprimente televisão?

 Ainda se fosse boa, ainda que fosse excelente, a televisão sempre seria um perigo, como um corpo estranho à célula familiar.

 A televisão (graças a seu diretor, o príncipe deste mundo, Satanás), sob as aparências de informação, de abertura ao mundo, de amplitude de espírito, contribui poderosamente para solapar as certezas da Fé, arruinar as convicções cristãs, dissolver as consciências, dissecar os corações, as almas e as inteligências.

 A televisão atrai; pois desde o pecado original ao homem é mais fácil esparramar-se em um sofá, com os pés sobre a mesa de centro, com uma vasilha de guloseimas sobre o ventre e um copo de refrigerante na mão, diante de uma tela de TV, sem fazer nada, ao invés de ler e meditar a vida de Nosso Senhor para imitar-lhe melhor, ou rezar de joelhos o Rosário pedindo pela conversão dos pobres pecadores e a salvação das Almas.

10° Reflitam, Rezem e escutem o que veio dizer-nos Nosso Senhor Jesus Cristo, o verbo encarnado, isto é, o próprio Deus: “Eu sou o caminho, a Verdade e a Vida”; “entrai pela porta estreita, pois larga é a que leva à perdição e são numerosos os que passam por ela”; “quão estreita é a porta e o caminho que leva à Vida,e são poucos aqueles que a encontram” “buscai primeiro o reino de Deus e sua justiça, e o resto se lhe dará por acréscimo”

Vamos Famílias Católicas! Sua televisão é para vomitar! Joguem-na fora! 

REVISTA “IESUS CHRISTUS” N° 89(FSSPX DISTRICTO AMERICA DEL SUR)
Tradução – Ir. Pedro Obl. Sec. O.S.B.

FONTE:

terça-feira, 18 de abril de 2017

Um Lar Cristão

A Missa Tradicional construiu a Cristandade, porque, em primeira instância, ela construiu os lares cristãos















É a oração em família que fortalecerá a união de suas almas, que lhes dará força, incentivo e conforto nas dificuldades e provações e que atrairá as bênçãos do céu em seu lar.
“Em nome de nosso Senhor Jesus Cristo, nós lhes suplicamos queridos esposos…” — disse o Papa Pio XII —”… que guardem intacta a bela tradição das famílias cristãs: a oração da noite em família. A família reúne-se, no final de cada dia, para implorar a bênção de Deus e honrar a Virgem Imaculada através da recitação do Santo Rosário… os louvores de todos aqueles que irão dormir sob o mesmo teto … “.

Complementando essa vida de oração, o lar também encontrará sua força para frequentar os sacramentos: a confissão frequente, especialmente em momentos de tentações e dificuldades, e também para frequentar o Sacramento da Eucaristia e a Santa Missa, enquanto renovação do Sacrifício Calvário. Porque a união de Nosso Senhor com a humanidade (da qual o matrimônio é a imagem) foi realizada sobre a Cruz, não devemos esquecer. É nesse momento que Nosso Senhor deu sua vida por sua Esposa Mística nascida do sangue e da água vertidos de seu Coração trespassado. Então, é a assistência frequente e fervorosa ao Santo Sacrifício da Missa que manterá e ressuscitará a graça de seu matrimônio. A Santa Missa é a pedra angular da família cristã e, portanto, ela é a fonte da civilização cristã.
Como a Missa nova atenuou de forma alarmante tudo o que pode lembrar-nos que a Missa é realmente o Sacrifício da Cruz, é preciso fundamentar seus lares na Missa Tradicional, não se pode construir sobre a areia… deve-se construir sobre a rocha. Sua fidelidade e esforços para participar da Missa Tradicional (mesmo que seja necessário levantar cedo e percorrer muitos mais quilômetros) obterão as graças de paz e bem-aventuranças em seus lares, fundamentados na Cruz de Jesus Cristo.
Pe. M.D. Roulon, O.P., Les Sacraments

sexta-feira, 22 de julho de 2016

Orientações para Boa Educação dos Filhos - Por Santo Afonso Maria de Ligório



"É obrigação dos pais vigiar também seus filhos; devem sempre saber onde se acham e com quem andam os filhos. De forma alguma pois, se poderá desculpar aqueles mães que, para verem suas filhas em breve casadas, consentem que sejam visitadas a toda hora por seus namorados que pouco se importam que vivam em estado de pecado ou de graça de Deus. Estas são aquelas mães de que fala David, que sacrificam suas filhas ao demônio por proveitos materiais. ´E imolaram ao demônio seus filhos e suas filhas' (Sl 105, 37). Algumas mães introduzem pessoalmente rapazes em suas casas, para que se entretenham com suas filhas, e, finalmente, emaranhados nas redes do pecado, vêem-se obrigados a contrair casamento com elas. Estas mães infelizes não veem que assim se acorrentam ao inferno com outras tantas cadeias quantos sãos os pecados cometidos nestas ocasiões. (...) Os pais são igualmente obrigados a dar bom exemplo a seus filhos. Estes principalmente quando pequenos, imitam tudo o que veem, com a agravante de seguirem mais facilmente o mal, ao qual nos sentimos inclinados por natureza, que o bem, que contraria nossas inclinações perversas. Como poderão os filhos comportar-se irrepreensivelmente se ouvirem seus pais blasfemar a miúdo, falar mal do próximo, injuriá-lo e desejar-lhe mal, prometer vingar-se, conversar sobre coisas indecentes e defender máximas ímpias, como estas: Deus não é tão severo como dizem os padres; ele é indulgente com certos pecados, etc? O que se tornará a filha que ouve sua mãe dizer: 'É preciso deixar-se ver no mundo e não se enclausurar como uma freira em casa? Que bem se pode esperar dos filhos que veem seu pai o dia inteiro sentado na taberna e, depois chegar bêbado a casa, ou então visitar casas suspeitas, confessando-se uma só vez no ano ou só muito raramente? S. Tomás diz que tais pais, de certo modo, obrigam seus filhos a pecar. Este é um sinal de que se origina a perdição de muitas almas, pois os filhos imitam o mau exemplo dos pais e dão, mais tarde, por sua vez, mau exemplo a seus filhos, e desta maneira pais, netos e gerações inteiras perdem-se miseravelmente.

Muitas vezes queixam-se os pais que os filhos são maus, mas como ser poderá colher uvas de espinhos? pergunta o divino salvador. Como poderão os filhos ser bons, se os pais não prestam? Só por milagre.

Um pai de família que quiser bem governar a sua família deverá, antes de tudo cuidar em afastar o mal de sua casa e em promover o bem. Quanto ao primeiro ponto, atenda ao seguinte: 1) Impeça que os seus filhos convivam com maus companheiros ou criados corruptos, ou que se empreguem em casas de pessoas que não tenham boa fama; 2) Afaste de sua casa todos os criados ou criadas que possam ser ocasião de pecados para seus filhos ou filhas. Um bom pai evita ajustar criadas moças quando tem filho púberes. 3) Não permita em sua casa NENHUM livro que contenha coisas indecentes ou histórias amorosas: tais livros são uma peste para os jovens. Certo rapaz, objeto de admiração e veneração de uma cidade inteira, leu por acaso um livro imoral, e tornou-se tão depravado que, para evitar escândalo público, viu-se o magistrado forçado a desterrá-lo. Um outro jovem, que se esforçava em vão por vencer a virtude de uma moça, conseguiu o seu intento dando-lhe a ler um romance amoroso. - Maior seria ainda a desgraça, se um pai de família permitir em sua casa livros que atacam a fé, e impugnam a Santa Igreja. 4) Retire de sua casa todos os quadros inconvenientes e, particularmente, ou indecentes; 5) Proíba severamente a seus filhos tomar parte em divertimentos que oferecem ocasião de pecado.

Quanto ao segundo ponto, observe o seguinte: 1) Cuide que todos os que lhe são sujeitos peçam a Deus, pela manhã, a graça de não cometerem pecado algum durante o dia e que rezem, nessa intenção três Ave-Marias, pedindo a proteção da Virgem; 2) Cuide que seus filhos se aproximem no tempo conveniente, dos santos sacramentos. Não os obrigue, contudo, a se confessarem e comungarem amiudadas vezes, nem lhes imponha a obrigação de se confessarem com determinado confessor, para se evitarem sacrilégios.

Para que se acostumem a cumprir com o que lhes é rigorosamente prescrito, é muito útil acostumá-los a exercícios de piedade, que não são propriamente de preceito, como a recitação cotidiana do terço e das ladainhas de Nossa Senhora, o exame de consciência, à noite, recitação dos atos de fé, esperança e caridade, visitar o SS. Sacramento, fazer novenas em preparação às festas de Nossa Senhora, praticar pequenas mortificações e privações, como deixar de comer frutas, doces, etc. nos sábados. Não deixe de mandar à Igreja seus filhos, quando há pregações ou exposição do  SS. Sacramento, retiros, ou qualquer outra devoção.

O Espírito Santo diz: "Tens filhos? Instruí-os e dobra-os desde a sua meninice" (Ecle 7,25). S. Luís, rei da França, costumava fazer o sinal da cruz antes de começar qualquer ação. "Isto me ensinou minha mãe, dizia ele, quando era ainda pequeno."

Oxalá que todos os pais incutissem bons costumes a seus filhos; infelizmente cuidam eles mais em procurar para os filhos bens temporais que espirituais e eternos, e, assim perdem uns e outros. 3) Empenhe-se em inculcar a seus filhos máximas cristãs, por exemplo, a necessidade de fugir das más companhias e ocasiões perigosas, a conformidade com a vontade divina, o paciente sofrimento das adversidades da vida, a insignificância das riquezas e prazeres terrestres, etc. Ponha muitas vezes diante de seus olhos a desgraça imensa dos que vivem em pecado mortal e a importância do negócio de nossa salvação. Previna-os contra a vaidade do mundo, lembre-lhes a hora da morte, com a qual tudo se acaba, mostre-lhes a grande importância da devoção a SS. Virgem.

Impressas no espírito ou coração dos filhos estas verdades, começarão a agir conforme elas e acostumar-se-ão a regular cristãmente sua vida.

Santo Afonso de Ligório - Escola de Perfeição Cristã.


sábado, 2 de julho de 2016

A BELEZA DA VIRTUDE DA PUREZA

A)Bem-aventurados os corações puros!”
A gente se sente imediatamente empolgado por esta palavra. Só um Deus podia usar semelhante linguagem. Ouvindo estas palavras divinas, a alma delicada sente em si a necessidade de realizar essa bem-aventurança. Ver a Deus! sim, ver a Deus de algum modo, mesmo desde este mundo! e é essa a recompensa prometida aos que são puros!
“Bem-aventurados os corações puros, porque verão a Deus.” Como dizer a beleza dessa virtude celestial, semelhante ao lírio branco, embalsama os que a possuem e espalha em volta deles  um perfume indefinível.
Ela é bela! porque dá à fisionomia um não sei quê que cativa, que atrai, que subjuga, que faz nascer uma simpatia respeitosa.
É bela! O Próprio Deus sente-lhe o encanto. Ele chama a alma pura sua “Amiga“: “Sois toda bela, ó minha bem-amada, e em vós não há mancha!” Chama-a “sua esposa“: “Vem, minha Esposa, vem, serás coroada!”
É bela! Jesus quis achá-la na terra. Aparecendo na terra, enveredou por uma trilha de humilhação e de opróbrios; mas, do começo ao fim, arrogou-se, como uma compensação, a pureza que sempre o cercou.
Assim, para se encarnar, Ele prepara para si um tabernáculo; Maria lá está! Ele não a deixa antes da idade de trinta anos … e ainda assim será só para encontrar outra alma pura: São João! E essas duas almas virgens segui-Lo-ão até ao pé da Cruz. Quando Ele quiser morrer, quando tudo Lhe faltar, até mesmo a consolação de se sentir objeto das complacências de seu Pai, nos seus derradeiros instantes, a pureza estará e ficará perto Dele!
É bela! É a virtude trazida por Jesus! Só Ele podia fazê-la florescer nos lodos humanos. Semeou-a na terra e, depois, legiões de virgens vieram embalsamar o nosso exilio.
É bela! No Céu tem ela um lugar à parte. As almas virgens, diz o Apocalipse, “seguem o Cordeiro aonde quer que Ele vá!” E São João contempla a legião delas triunfante, cantando um cântico novo que ninguém mais pode aprender.
É bela! A própria impiedade não pode deixar de aplaudi-la. Quantos remorsos, quantas tristezas a vida da pureza não lança no coração das vítimas do prazer! E, enquanto o mundo repele com desprezo aquelas a quem polui, olha com olhos de inveja as nobres almas que atravessam a lama sem se macularem.
B) É a virtude mais bem recompensada! E isso não somente no céu, mas já na terra.
Ela dá ao semblante uma modéstia serena que tem qualquer coisa de angélico.
Dá ao olhar uma limpidez encantadora.
Dá a fisionomia um esplender que irradia, põe o mais belo brilho numa fronte jovem; supre assim os esquecimentos da natureza, e reveste a pessoa de uma beleza especial que faz pensar no céu.
Dá ao coração uma ternura, uma chama sagrada que só ela pode alimentar. Que dedicação, que sensibilidade num coração puro!
Dá à vontade um poder notável pela luta contínua que exige. Quando conseguimos vencer-nos a nós mesmo, são fáceis as outras vitórias.
Dá à vontade um poder tanto maior quanto, vivendo numa luta contínua, ela haure aí uma energia viril só conhecida dos que souberam vencr-se a si mesmos.
Dá à inteligência esses remígios, esses olhares de águia que confundem. “Bem-aventurados os corações puros, porque verão a Deus.”
Dá ao próprio corpo, cujas energias conserva, esse vigor especial cuja causa Ricardo Coração de leão assim explicava aos Sarreacenos admirados: “Sou forte porque sou puro.”
Enfim, dá a liberdade e a alegria.
liberdade, porque um coração mordido pelo vício carrega grilhões; esses grilhões podem ser floridos, mas nem por isso deixam de fazer um escravo.
alegria também, porque, quando se cede à paixão má, acaba-se por ficar triste, tremer e desanimar. 
A pureza, que não se adquire senão por uma série de lutas vitoriosas, dilata o coração e dá-lhe um alegre surto. O vício quebra as asas; a virtude fá-las abrir-se, trazendo arrojo e confiança.
Conservai, pois, filha, a todo custo, apesar de tudo, apesar das lutas e quiçá das agonias do coração, essa virtude tão preciosa, esse “encanto desconhecido de que ninguém se defende“.
Na Idade Média dizia-se: “Deus só fez duas coisas perfeitas neste mundo: a rosa quando é fresca, e a donzela quando é pura!”
Não percais esse encanto único, ele não se torna a achar mais! Se o corpo se torna o senhor, ainda que só um instante, é a subversão da ordem moral. A todo custo evitai situar-vos entre os seres descoroados!
C) É uma virtude angélica
Com esta diferença, entretanto, que aquilo que os anjos são por natureza, a alma pura o é por virtude. Os anjos não têm lutas a sustentar, ao passo que vós vos conservais pura com  a condição de serdes vitoriosa no combate.
D) É um triunfo.
Triunfo da Fé; porquanto a luta nas obscuridades da terra só é sustentada pela esperança das recompensas futuras. Triunfo do amor. Do amor de Deus primeiro, do qual as almas puras são as “jóias“; do amor humano também, pois só os corações puros sabem amar. O amor repousa-lhes no fundo da alma como uma gota de orvalho do cálice de uma flor; a alma tem o brilho, o perfume e a preciosa virtude dessa gota de orvalho.
A formação da Donzela – Pe. José Baeteman

quinta-feira, 7 de abril de 2016

COMO EDUCAR O FILHO QUE NÃO QUER ESTUDAR

Um momento delicado
Aos 7 anos, a criança deixa o círculo limitado e conhecido da família, e penetra no mundo inteiramente novo da escola. Não são mais os irmãos e os primos: são várias crianças, estranhas e heterogêneas. Não são somente os amiguinhos do edifício ou do quarteirão: são desconhecidos agora os seus companheiros: – nunca se viram, não sabe quem são, nem como se chamam, onde moram, de quem são filhos. Pela primeira vez, ela é uma desconhecida no meio de desconhecidos. A própria professora ela não sabe quem é: sabe-lhe apenas o nome.
Esse novo mundo em que vai viver é muito diferente da família. Em casa eram os outros que procuravam adaptar-se-lhe: ali é ela que deve adaptar-se a tudo. O seu novo mundo tem horários rígidos, marcados pela sirene estridente; tem programas que lhe são impostos; tem lugares certos que lhe são designados. Grande parte de sua liberdade acabou-se. Agora ela deve fazer tudo com os outros e como os outros. Um novo regime de vida. Obrigações, tarefas, exercícios, com prazo determinado, sem aquela ajuda pessoal a que está habituada. Poderá integrar-se com facilidade no ambiente novo; mas poderá encontrar elementos que lhe rompam o equilíbrio eemocional.
Dos colegas e da própria professora receberá talvez impressões que a traumatizarão, criando-lhe dificuldades. Se isto lhe acontecer, e se não encontrar compreensão e amparo em casa, a vida escolar lhe será difícil, com perspectivas até de fracasso.
Como ajudar os filhos
Tanto indireta como diretamente podem os pais ajudar os filhos que vão à escolaI. A ajuda indireta, certamente a mais eficaz, pode ser realizada de vários modos:
– Boa integração social
Habituada a conviver bem com os irmãos e amiguinhos, a respeitar as pessoas mais velhas, a obedecer aos pais, a criança encontrará facilmente para o trato com os colegas e o respeito e obediência à professora.
– Disciplina
Se em casa contraiu os hábitos sadios de
. pôr cada coisa em seu lugar,
. atender com presteza aos horários,
. saber escutar quando outros falam,
. receber e executar ordens,
. prestar atenção ao que se lhe diz,
– a vida escolar não lhe será grande novidade, a criança não estorvará as aulas com conversas, e saberá ouvir e aprender o que diz a professora.
 Auto-suficiência
A criança que, desde cedo, aprende a
. usar do banheiro,
. vestir-se sozinha,
. atar o cadarço dos sapatos,
. servi-se à mesa,
. realizar seus trabalhos sem maior dependência dos adultos,
– sentir-se-á bem na escola, e quase não estranhará o seus regime.
– Curiosidade
Sem em casa
. sempre lhe satisfizeram as justas curiosidades,
. se lhe alimentaram o espírito com interessantes e úteis conhecimentos,
. se lhe responderam devidamente às naturais perguntas,
. se a familiarizaram com livros ilustrados,
. se a levaram a visitar parques e museus, etc.
– ela experimentará natural desejo de aprender, e provará alegria com os conhecimentos que a escola lhe for ministrando.
– Expressão
Se, desde o começo
. lhe ensinam a falar com correção e propriedade,
. se lhe vão aumentando o vocabulário conforme as necessidades,
. se lhe deixam participar (educadamente) das conversas da família, aprendendo assim (insensivelmente) a expressar-se com espontaneidade e desembaraço.
–  grande facilidade encontrará na escola.
– Disposição
. Se lhe falam da escola com simpatia, como de uma atividade agradável e um lugar feliz, e da mestra como pessoa encarregada de ajudar a instruí-la e prepará-la para a vida,
. se nunca a ameaçaram nem amedrontaram com o estudo e a professora,
– ela verá aproxima-se a vida escolar com alegria ou, pelo menos, com calma e segurança.
Esta preparação indireta é a mais vantajosa, porque realiza a integração da criança nas suas atividades estudantis.
Há também a ajuda direta, dada mais propriamente aos estudos. Entre deixar o filho entregue a si mesmo e fazer-lhe os exercícios, há o justo proceder dos pais. Quais será?
– Ajuda nos estudos
Local e horário para os estudos em casa, a fim de estabelecer disciplina e hábito. O tempo de estudo não deve ser tanto que gere enfado, nem tão pouco que não baste às lições e exercícios.
– Ambiente de trabalho
Sem excessivos rigores (contraproducentes), o estudo deve ser levado a sério, não somente para ser eficiente, como também pra educar na seriedade do trabalho. No tempo destinado ao estudo, não se permitam brincadeiras nem conversas, interrupções indébitas, telefonemas proteláveis, etc., a fim de formar nas crianças o senso do dever.
– Verificar os trabalhos
Evitem os pais seguir muito de perto o trabalho da criança, para não torná-la demasiado dependente. Podem ver se os cálculos estão certos, as operações bem feitas; e, se não, devem apontar os erros e mandar corrigí-los. Podem também explicar as dificuldades que ela encontrar nos livros ou nas ordens dos professores; mas não discordem do que lá estiver escrito, para não criar-se confusão na mente do aluno. Ao fim do trabalho, “tomem a lição“, para verificar o que ela fez.
Na prática, esses cuidados caberão antes à mãe que ao pai. Este, porém, não pode desinteressar-se dos estudos dos filhos: informe-se freqüentemente como vão; veja-lhes os cadernos, experimente-os, de quando em quando, verifique-lhes a caderneta de notas ao menos semanalmente, estimule-os com seus conselhos, aplausos e reprimendas.
Corrija seu filho – Pe. Álvaro Negromonte

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