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terça-feira, 16 de junho de 2026

São Poemen: aprendeu a guardar o coração antes de julgar o próximo

 






São Poemen, cujo nome significa “pastor”, nasceu por volta de 340 d.C., foi um dos mais importantes mestres espirituais entre os monges do deserto do Egito. Viveu na região de Scetis, em meio a uma comunidade de monges dedicados à oração, ao silêncio e à luta interior. Após a destruição de Scetis por invasores, Poemen e seus irmãos foram obrigados a deixar o lugar, passando a viver como peregrinos.
Apesar das dificuldades externas, sua vida permaneceu centrada na busca de Deus. Diferente de outros Padres mais rigorosos em penitências exteriores, Poemen destacou-se por sua sabedoria equilibrada e profunda compreensão da fragilidade humana. Segundo os relatos preservados no (Apophthegmata Patrum), muitos monges vinham procurá-lo em busca de orientação espiritual. Certa vez, um irmão perguntou-lhe o que deveria fazer ao ver o pecado de outro.
Poemen respondeu:
“Se vires o pecado do teu irmão, cobre-o. E Deus cobrirá o teu.” — (Apophthegmata Patrum)
Ou seja, para Poemen o necessário é: tratar o pecado do outro como desejas que Deus trate o teu. Pois, o próprio Senhor Jesus Cristo disse:
"Com a medida com que medirdes, sereis medidos” (cf. Mt 7,2)
Para os Padres do Deserto, isso não exclui correção fraterna quando necessária com devida caridade para com o próximo. Mas, nos recorda que a forma como tratamos a fraqueza dos outros influencia como Deus tratará a nossa. Para São Poemen, o maior perigo não era o pecado do outro em si para nossa caminhada espiritual, era o orgulho escondido de quem os observa.
Em outra ocasião, ele disse:
“Não dês ouvidos aos defeitos dos outros, mas guarda teu coração.” — (Apophthegmata Patrum)
Seus ensinamentos eram voltados para a vigilância interior. Ele compreendia que o julgamento do próximo frequentemente nasce do orgulho escondido e faz-nos compararmos em sentirmos superiores ao próximo. Pois, para São Poemen vale recordarmos esta sentença do próprio Senhor Jesus Cristo:
“Por que vês tu o cisco no olho do teu irmão, e não reparas na trave que está no teu próprio olho?
Ou como dirás a teu irmão: ‘Deixa-me tirar o cisco do teu olho’, quando tens uma trave no teu?
Hipócrita! Tira primeiro a trave do teu olho, e então verás bem para tirar o cisco do olho do teu irmão.”— (cf. Evangelho de Mateus, 3–5)
Assim, Cristo nos ensina que devemos corrigir primeiro a nós mesmos, antes de julgar os outros.
O “cisco” representa os pequenos erros alheios, enquanto a “trave” simboliza nossas faltas maiores que muitas das vezes ignoramos.
Com efeito...
Para Poemen, a verdadeira luta espiritual está em purificar o próprio coração. Pois, como ele dizia:
“O homem que ensina deve primeiro curar a si mesmo.”
Outro ensinamento marcante que mostra sua sabedoria prática foi: Um monge lhe perguntou como deveria viver. Poemen respondeu:
“Fica na tua cela, e tua cela te ensinará tudo.” — (Apophthegmata Patrum)
Essa frase tornou-se um dos pilares da espiritualidade monástica. A “cela” não era apenas um lugar físico, mas o símbolo do recolhimento e reconhecimento interior. Era ali, no silêncio e na perseverança, que o monge enfrentava a si mesmo. Apesar de sua autoridade espiritual, Poemen evitava qualquer forma de dureza excessiva. Sabia adaptar seus conselhos conforme a fraqueza de cada um.
E dizia:
“Ensina teu coração a fazer o bem, e não a exigir perfeição imediata.” — (Apophthegmata Patrum)
Para São Poemen a santidade é um processo de aprendizado interior. Em vez de nos preocuparmos apenas em exigirmos perfeição imediata, devemos formar o coração com pequenas escolhas constantes pelo bem. Lembremos que Deus vai transformando o coração de quem persevera, mesmo entre quedas.
Assim, a sabedoria de São Poemen, consistia em voltar sempre para dentro de si, onde acontece o verdadeiro combate. Essa é a chave da vida de São Poemen: a santidade começa quando deixamos de olhar para fora e passamos a vigiar o nosso próprio coração.
— Referências:
[Apophthegmata Patrum]
[Historia Monachorum in Aegypto]
[Patrologia Graeca]
[Enciclopédia Católica]
E as almas dos fiéis defuntos pela misericórdia de Deus descansem em paz!
℣. Dai-lhes Senhor, o descanso eterno.
℟. E a luz perpétua os ilumine.
Descansem em paz. Amém.
℣. Senhor, escutai a minha oração,
℟. E chegue até vós o meu clamor.
"Para Cristo,
por Maria e José,
em súplicas pelas
almas do purgatório".
🙏🏾
† Jesus e Maria eu vos amo, salvai almas!

segunda-feira, 15 de junho de 2026

O Amor se consome na Cruz




Quem pôde, alguma vez, levar Deus a morrer condenado em uma cruz no meio de dois criminosos, com tanta vergonha para sua grandeza de Deus?
Quem fez isto? Pergunta São Bernardo.
E responde:
— “Foi o amor, que esqueceu sua dignidade”. — (A Prática do Amor a Jesus Cristo - Santo Afonso Maria de Ligório)
Assim...
“Considera, ó homem, quanto te amou aquele que por ti quis morrer.” — (São Gregório Magno -
Homilias sobre os Evangelhos, Homilia 20)
Como dizia Santo Afonso:
“Jesus Cristo nada fez senão por amor; e tudo o que sofreu foi por amor.”— (A Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo)
Pois...
“Cristo na cruz é como um livro aberto, onde podemos ler quanto Deus nos ama.” — (Santa Catarina de Sena - Diálogo da Divina Providência)
E...
“Jamais compreenderemos o amor de Cristo crucificado, enquanto não procurarmos sofrer por Ele.” — (Santa Teresa de Ávila - Caminho de Perfeição, síntese fiel do ensinamento)
"O amor prova-se mais nas obras do que nas palavras.” — (Santo Inácio de Loyola - Exercícios Espirituais)
Com razão devemos dizer sempre:
“Ó caridade incompreensível! Para resgatar o escravo, entregaste o Filho.” — Santo Agostinho
(Sermão 130, sobre a Paixão do Senhor)
“Ó meu Senhor crucificado, quanto mais Vos contemplo, mais Vos amo.” — Santa Gemma Galgani - Diário espiritual)
E as almas dos fiéis defuntos pela misericórdia de Deus descansem em paz!
℣. Dai-lhes Senhor, o descanso eterno.
℟. E a luz perpétua os ilumine.
Descansem em paz. Amém.
℣. Senhor, escutai a minha oração,
℟. E chegue até vós o meu clamor.
"Para Cristo,
por Maria e José,
em súplicas pelas
almas do purgatório".
🙏🏾
† Jesus e Maria eu vos amo, salvai almas!


 

quinta-feira, 11 de junho de 2026

O Inimigos das Almas: Suas Astúcias e a Vitória pelos Nomes de Jesus, Maria e José






Santo Agostinho no-lo responde. O demônio é o doutor da mentira, o preceptor do orgulho, o príncipe da malícia, o autor dos crimes, o príncipe de todos os vícios, o instigador dos vergonhosos deleites (prazeres). Poderia haver algo mais corrompido ou pior que nosso inimigo? (In Serm. Commun., Serm. IV).
Com sua rebelião, o demônio deu-se a morte. Foi homicida do primeiro homem, e o é da raça humana. Até quereria destruir o próprio Deus se lhe fosse possível, a fim de usurpar seu posto. E o que não pode fazer a Deus no Céu, ele o fez na terra, fazendo com que os judeus matassem a Jesus Cristo.
O demônio é o pai da morte; jamais gerou outra coisa além da morte. Não sabe fazer viver. Como um ladrão hábil e feroz, não sabe fazer nada além de despojar, degolar e rir-se dos crimes que pode cometer. O demônio é o autor de todos os crimes, de todas as mentiras e de todos os erros; por isso, é pai dos hereges e das heresias. Sem ele, jamais haveria existido o pecado; e sem ele, por conseguinte, jamais teria havido misérias, enfermidades, morte e Inferno; porque todas essas coisas terríveis são a pena do pecado. Nenhum ser é tão culpável, criminoso, depravado e infame como o é Satanás. Satanás reina sobre todos os filhos do orgulho, diz Jó: Ipse est rex super universos filios superbiae (Jó 41, 25).
Satanás, antes de atacar, examina o vício, a inclinação, a parte mais débil (fraca) de cada um.
Ouçamos a São Leão: Satanás conhece a quem há de abrasar com o fogo da cobiça, a quem há de prender pela gula, a quem há de possuir pela luxúria, em quem há de inocular o veneno da inveja, conhece aquele que há de se turbar pelos arrependimentos, exceder-se pela alegria, sobrecarregar-se pelo temor, e deixar-se seduzir pela administração. Calcula as inclinações de cada um, descobre os cuidados, esquadrinhas os afetos, busca os meios de prejudicar, explorando, sobretudo, as inclinações do homem.
O antigo inimigo, diz São Gregório, é forte contra aqueles que lhe escutam, e débil contra quem lhe opõe resistência. Se cedemos às suas sugestões, é formidável como um leão, é vencedor; porém, se o rejeitamos forte e prontamente, restará esmagado como uma formiga. Assim, pois, para uns é um leão, e para outros, uma formiga. As almas carnais tem trabalho para escapar de sua crueldade, enquanto que as almas puras pisam sua debilidade com o pé da virtude.
E por fim...
São Bernardo assegura que quem invocar os santos Nomes de Jesus, de Maria e de José, será invencível, ainda que todos os demônios lutem contra tal pessoa.
— Referência:
[Tesouros do Padre Cornélio a Lápide]
E as almas dos fiéis defuntos pela misericórdia de Deus descansem em paz!
℣. Dai-lhes Senhor, o descanso eterno.
℟. E a luz perpétua os ilumine.
Descansem em paz. Amém.
℣. Senhor, escutai a minha oração,
℟. E chegue até vós o meu clamor.
"Para Cristo,
por Maria e José,
em súplicas pelas
almas do purgatório".
🙏🏾
† Jesus e Maria eu vos amo, salvai almas!

Fonte: https://www.facebook.com/ApostoliPurgatoriorum
 

Uma alma que estava no purgatório por te recebido a Santa Comunhão sem preparação





 


O Venerável Luís de Blois, conta que um piedoso servo de Deus foi visitado por uma alma do purgatório que lhe fez conhecer os tormentos horríveis que padecia. Estava sofrendo muito por ter recebido a Santa Comunhão sem preparação devida.
– “Meu amigo, diz a pobre alma num gemido, eu te rogo que faças por minha alma uma Comunhão bem fervorosa”
O amigo piedoso assim o fez e sem demora. Esta boa Comunhão obteve o que havia pedido a pobre alma, que se viu livre do suplício. Apareceu cheia de gratidão a feliz alma salva (liberta do estado de purificação).
– “Graças, mil graças, meu querido amigo. Vou contemplar a face de meu Deus para sempre!”
Assim...
Uma Comunhão recebida com humildade, mesmo na fraqueza, pode transformar a alma profundamente. Mas uma Comunhão recebida com indiferença e sem preparação, Cristo vem, mas encontra o coração como uma porta fechada.
De forma direta, a Igreja sempre destacou três passos fundamentais para uma boa Comunhão:
1. Estar em estado de graça:
Sem isso, não há verdadeira disposição. Se a pessoa tem consciência de pecado grave, deve primeiro buscar a confissão. São Paulo Apóstolo já advertia com clareza: quem come e bebe, O Corpo e o Sangue do Senhor indignamente, come e bebe a própria condenação (cf. 1Cor 11,27-29).
2. Ter fé e intenção reta:
Preparar-se é reacender a consciência: “Quem eu vou receber?” — não algo, mas Alguém. É saber Quem está recebendo: o próprio Cristo. Não é um gesto meramente automático, a pessoa está presente com o corpo, mas ausente com o coração. Basta um ato interior simples e sincero: crer, desejar e querer receber com amor.
3. Preparar-se com reverência (antes e depois):
Antes: recolhimento, oração, evitar distração.
Depois: ação de graças, permanecer alguns minutos com Cristo, agradecendo e se unindo a Ele.
Preparar-se não exige longos discursos interiores. Às vezes, basta algo muito simples e muito sério: parar, silenciar, reconhecer e amar.
Por outro lado, no relato, há um ponto de grande importância: uma única Comunhão bem feita, com fé e caridade, tem um valor imenso, não só para quem recebe, mas até para o auxílio das benditas almas do Purgatório. Se a Comunhão é o maior encontro que podemos ter nesta vida, então ela também é uma das maiores responsabilidades. Comungar bem é, antes de tudo, um ato de amor a Deus. Pois,
• ajuda a ordenar a nossa própria alma, curando, fortalecendo e purificando;
• e, ao mesmo tempo, podemos por caridade oferecer os frutos espirituais da comunhão pelas as almas do purgatório.
Que cada Comunhão nossa possa ser um ato de reparação, de caridade e de intercessão, tanto para nós e pelas almas do purgatório.
— Referência:
[BRANDÃO, Monsenhor Ascânio. Tenhamos Compaixão das Pobres Almas! 30 Meditações e Exemplos sobre o Purgatório e as Almas]
E as almas dos fiéis defuntos pela misericórdia de Deus descansem em paz!
℣. Dai-lhes Senhor, o descanso eterno.
℟. E a luz perpétua os ilumine.
Descansem em paz. Amém.
℣. Senhor, escutai a minha oração,
℟. E chegue até vós o meu clamor.
"Para Cristo,
por Maria e José,
em súplicas pelas
almas do purgatório".
🙏🏾
† Jesus e Maria eu vos amo, salvai almas!

quarta-feira, 10 de junho de 2026

A Irmã Freira foi ao purgatório por irreverência e por negligência espiritual dentro do lugar Sagrado.

 







Devemos tratar os locais e coisas sagradas com santidade: toda irreverência nas práticas religiosas desagrada profundamente ao Senhor. Outra falta, que se deve ter cuidado para evitar, pois é muito fácil cair nela, é a falta de freio na língua no lugar sagrado. Oh! Como é fácil errar na fala! Como é raro falar por muito tempo sem proferir algumas palavras contrárias ao local sagrado.
Foi um fato que ocorreu em um mosteiro cisterciense, viviam duas jovens freiras chamadas: Irmã Gertrudes e a Irmã Margarida. A primeira, embora virtuosa em outros aspectos, não vigiava suficientemente sua língua; ela frequentemente quebrava o silêncio prescrito, ou seja, (como regra), às vezes até mesmo no coro, antes e depois do serviço. Em vez de se reunir reverentemente no lugar sagrado e preparar o coração para a oração, ela dispersava sua atenção dirigindo palavras vãs à Irmã Margarida, que estava sentada ao seu lado; de modo que, além de violar sua regra e demonstrar falta de piedade, ela foi motivo de escândalo para sua companheira.
Passando um tempo, a Irmã Gertrudes morreu ainda jovem; e eis que, pouco depois de sua morte, a Irmã Margarida, chegando ao coro, viu-a também chegar e sentar-se no lugar que ocupara em vida. Ao ver isso, a irmã quase desmaiou. Quando recuperou totalmente os sentidos, contou à sua Superiora o que acabara de ver.
A Superiora disse-lhe para não se alarmar; mas, se a falecida reaparecesse, era para lhe perguntar em nome do Senhor o motivo de sua vinda. Ela de fato reapareceu no dia seguinte, da mesma maneira, e, segundo a ordem da priora, a Irmã Margarida disse-lhe:
"Minha querida Irmã Gertrudes, de onde vens e o que queres?"
— "Vim", disse ela, "para satisfazer a justiça de Deus no lugar onde pequei."
Foi aqui, neste lugar sagrado, consagrado à oração, que ofendi a Deus com palavras vãs, contrárias ao respeito religioso, com a má edificação que dei à comunidade e com o escândalo que causei a vocês em particular. Oh! Se ao menos soubessem, acrescentou ela, o que estou sofrendo: estou consumida pelas chamas, minha língua, em especial, está cruelmente atormentada. Ela desapareceu depois de pedir orações.
Assim, aprendemos uma boa lição com este relato.
Mesmo dentro das Igrejas, deparamos infelizmente com conversas desnecessárias, distrações constantes, risos altos e até, falta de consciência da presença de Deus. Muitos entram diante do altar como quem entra num ambiente qualquer. Perdeu-se o senso do sagrado.
Muitas vezes vemos profanado exatamente o lugar onde deveríamos amar a Deus. Quantos entram na Igreja sem recolhimento e piedade com o sagrado? Quantos conversam inútilmente no templo Sagrado? Quantos transformam o templo em lugar de distração social? Quantos usam a língua para murmuração contra irmãos de Igreja, críticas ou banalidades dentro da Casa de Deus? Quantos, até durante a celebração da Santa Missa ficam de conversão vã e inúteis, com total desrespeito ao Sagrado?
Logo, a língua é pequena, mas pode causar enormes ruínas espirituais. Com ela rezamos, mas também ferimos. Com ela louvamos, ou também profanamos ao Senhor. São Tiago já advertia que a língua é como fogo capaz de incendiar uma floresta inteira. Esse relato nos chama a recuperar três coisas, essências:
1. o temor santo diante da presença de Deus;
2. Evitar conversas inúteis no templo Santo;
3. a vigilância sobre a língua.
Deus permitiu tal visão para despertar em nós, a necessidade de reverência ao seu Templo. Quantas graças talvez perdemos pela irreverência? Por fim, a boa notícia é: ainda há tempo de reparar, ainda há tempo de vigiar a língua, ainda há tempo de transformar novamente a língua e o próprio coração em verdadeiro lugar santo de Deus, em nossa vida e na vida dos irmãos.
— Referência:
[Abbé François-Xavier Schouppe,s.j. (1823-1904) Le Dogme du Purgatoire illustré par des Faits et des Révélations Particulières - Part. I, cap. XXXVII]
E as almas dos fiéis defuntos pela misericórdia de Deus descansem em paz!
℣. Dai-lhes Senhor, o descanso eterno.
℟. E a luz perpétua os ilumine.
Descansem em paz. Amém.
℣. Senhor, escutai a minha oração,
℟. E chegue até vós o meu clamor.
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por Maria e José,
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terça-feira, 9 de junho de 2026

41 Tipos de pecados que não podemos receber a Sagrada Eucaristia

 





O objetivo de nossa catequese é conscientizar os fiéis católicos sobre pecados graves que impedem a recepção digna da Sagrada Eucaristia, ajudando-os a compreender melhor os ensinamentos da Igreja e a importância de uma boa preparação para a Santa Comunhão. Esta reflexão não tem a finalidade de julgar, condenar ou apontar pessoas, mas de promover um sincero exame de consciência à luz do Evangelho. Conhecer aquilo que nos afasta da graça de Deus é um passo importante para buscar a conversão e crescer na vida cada vez mais íntima com o Próprio Senhor.
Antes de comungar, é sempre recomendável fazer um sincero exame de consciência e, havendo séria certeza sobre a existência de pecado mortal, não podemos comungar, é necessário procurar um sacerdote para orientação e confissão. Conforme ensina São Paulo Apóstolo:
"Examine-se, pois, o homem a si mesmo, e assim coma deste pão e beba deste cálice" (1 Cor 11,28).
Pois...
"Quem come e bebe indignamente, come e bebe a própria condenação" (1Cor 11,29).
O pecado mortal não é apenas "quebrar uma regra"; é uma escolha que fere profundamente nossa amizade com Deus e a nós mesmos. Além da violação direta dos Dez Mandamentos, a Igreja ensina que existem outros atos que podem constituir pecado mortal, quando envolvem matéria grave, pleno conhecimento e consentimento deliberado. Aqui vai alguns pecados que impedem,
como por exemplo:
0. Receber a Sagrada Comunhão conscientemente em estado de pecado mortal:
Aproximar-se da Eucaristia sem antes buscar a reconciliação sacramental quando se tem consciência de pecado grave.
1. Faltar à Missa dominical sem motivo grave:
Quando deixamos de participar das Missas precetuias e Dominicais por preguiça, desinteresse ou escolha deliberada, colocamos outras coisas acima de Deus.
2. Blasfemar contra Deus:
É usar palavras de desprezo, insulto ou ofensa contra Deus, e seus santos. Deus sempre está disposto a perdoar quem se arrepende sinceramente.
3. Profanar a Eucaristia:
Tratar a Sagrada Comunhão ou objetos sagrados com desprezo ou irreverência grave. A Eucaristia é o maior tesouro da Igreja.
4. Abandonar a fé:
Rejeitar conscientemente a fé cristã recebida no Batismo. Mesmo quem se afastou pode reencontrar o caminho de volta.
5. Negar verdades da fé:
Recusar deliberadamente ensinamentos que a Igreja propõe como verdades reveladas por Deus.
6. Romper a comunhão com a Igreja:
Separar-se conscientemente da unidade da Igreja fundada por Cristo.
7. Homicídio:
Tirar injustamente a vida de uma pessoa. Nenhum pecado é maior que a misericórdia de Deus para quem se converte.
8. Aborto:
Participar voluntariamente de um aborto ou promovê-lo. A Igreja acolhe com grande compaixão aqueles que se arrependem e buscam reconciliação.
9. Eutanásia:
Provocar diretamente a morte de uma pessoa doente ou idosa para eliminar o sofrimento.
10. Desejar gravemente o mal ao próximo:
Cultivar ódio profundo ou desejo deliberado de destruição de outra pessoa.
11. Adultério:
Quando uma pessoa casada mantém relacionamento íntimo com alguém que não é seu cônjuge.
12. Relações sexuais fora do matrimônio:
A intimidade sexual foi criada por Deus para o casamento. Quando vivida fora dele, afasta-se do plano divino.
13. Viver maritalmente sem casamento válido:
Quando um casal vive em sua casa como marido e mulher sem o sacramento do matrimônio reconhecido por Deus e pela Igreja.
14. Atos homossexuais:
A Igreja ensina que toda pessoa possui dignidade e merece respeito. Ao mesmo tempo, considera moralmente desordenados os atos sexuais fora do matrimônio entre homem e mulher. Todos os cristãos, sem exceção, são chamados à castidade e ao esforço contínuo de conversão, cada um enfrentando suas próprias lutas e desafios.
15. Pornografia:
Consumir, produzir ou divulgar pornografia. Ela fere a dignidade da pessoa humana e prejudica a pureza do coração.
16. Masturbação:
Uso voluntário da sexualidade com o próprio corpo fora de sua finalidade própria. Muitas vezes existem fatores que diminuem a responsabilidade moral, por isso é importante buscar orientação espiritual com sacerdote.
17. Abuso sexual:
Toda forma de violência ou exploração sexual é uma grave ofensa contra Deus e contra o próximo.
18. Roubo grave:
Tomar injustamente bens de outra pessoa quando o dano causado é significativo.
19. Fraude e corrupção:
Enganar para obter vantagens injustas, causando prejuízo sério aos outros.
20. Mentira grave:
Mentiras que destroem reputações, prejudicam pessoas ou causam grandes injustiças.
21. Desobedecer gravemente aos pais:
Quando filhos recusam de forma séria e injusta a autoridade legítima dos pais, especialmente enquanto dependem deles.
22. Negligenciar gravemente os deveres familiares:
Abandonar as responsabilidades para com o cônjuge, filhos ou familiares que dependem de nossos cuidados.
23. Escandalizar os outros:
Levar alguém ao pecado por palavras, atitudes ou maus exemplos.
24. Difamar o próximo:
Destruir injustamente a reputação de uma pessoa mediante acusações ou comentários graves.
25. Caluniar:
Atribuir falsamente faltas ou crimes a alguém.
26. Guardar rancor profundo e recusar o perdão:
Recusar-se deliberadamente a perdoar quando se tem condições de fazê-lo.
27. Explorar trabalhadores:
Negar salários justos ou condições dignas de trabalho.
28. Praticar usura:
Cobrar juros abusivos explorando a necessidade do próximo.
29. Embriaguez voluntária grave e gula:
Perder deliberadamente o uso da razão pelo abuso de bebidas alcoólicas. E fazer refeições acima do uso moderado.
30. Uso de drogas recreativas ilícitas:
Consumir substâncias que causam danos graves à saúde e à dignidade da pessoa.
31. Colocar a própria vida ou a dos outros em grave perigo sem necessidade:
Atitudes imprudentes que podem causar sérios danos ou mortes.
32. Desrespeitar gravemente os pobres e necessitados:
Ignorar conscientemente deveres sérios de caridade quando se pode ajudar.
33. Corrupção ativa ou passiva:
Oferecer ou receber vantagens ilícitas para obter benefícios injustos.
34. Falsificar documentos:
Alterar ou criar documentos falsos para enganar ou obter vantagens.
35. Jurar falsamente:
Invocar Deus como testemunha de uma mentira.
36. Práticas ocultistas:
Recorrer à magia, feitiçaria, adivinhação, espiritismo ou outras práticas incompatíveis com a fé cristã. Não é lícito ao Católico.
37. Sacrilégio:
Tratar indignamente sacramentos, igrejas ou coisas consagradas a Deus.
38. Omissão grave diante de uma injustiça:
Permanecer indiferente quando existe obrigação séria de agir para evitar um mal.
39. Exploração sexual ou econômica dos vulneráveis:
Aproveitar-se da fragilidade de crianças, idosos, pobres ou pessoas em situação de dependência.
40. Alimentar deliberadamente pensamentos impuros contra a castidade do pensamento.
Não se trata das tentações que surgem involuntariamente na mente, pois a tentação, por si só, não é pecado. O problema ocorre quando a pessoa acolhe voluntariamente pensamentos, fantasias ou desejos impuros, permanecendo neles com prazer e consentimento deliberado.
Assim, quando alguém reconhece ter cometido um pecado grave, não deve desesperar-se nem abandonar a prática religiosa, mas se arrepender do ato praticado e procurar a Confissão, confiando na misericórdia de Deus, que está sempre pronto a perdoar os que se arrependem sinceramente. Quando há quedas, o Senhor não abandona Seus filhos. A santidade não consiste em nunca ter dificuldades, mas em confiar em Deus e recomeçar sempre que necessário.
Pois, o exame de consciência, a Confissão frequente e a sincera conversão do coração são os meios ordinários para receber dignamente a Sagrada Comunhão.
— Referência:
[Sagrada Escritura: 1Cor 11,27-29. Catecismo da Igreja Católica, §§ 1385, 1415, 1457, 1854-1864 e 2052-2557].
[Código de Direito Canônico, cân. 915 e 916]
E as almas dos fiéis defuntos pela misericórdia de Deus descansem em paz!
℣. Dai-lhes Senhor, o descanso eterno.
℟. E a luz perpétua os ilumine.
Descansem em paz. Amém.
℣. Senhor, escutai a minha oração,
℟. E chegue até vós o meu clamor.
"Para Cristo,
por Maria e José,
em súplicas pelas
almas do purgatório".
🙏🏾
† Jesus e Maria eu vos amo, salvai almas!

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