Esse relato de Santa Gertrudes abaixo toca na nossa experiência humana: do desânimo diante das próprias limitações na vida espiritual. Muitas pessoas, ao rezar, participar da missa ou tentar meditar, percebem cansaço, às vezes falta de fervor ou distrações não por vontade própria e concluem que sua oração não tem valor. E às vezes imaginamos que rezar bem significa sentir fervor, consolação ou profunda concentração. A santa vive exatamente esse momento. Por isso, quando percebermos distrações na oração, falta de fervor, não devemos desanimar.
Ocorreu com Santa Gertrudes o seguinte: um dia em que a Santa, estando no coro da Igreja, se dispunha a cantar à Missa, não conseguiu, por humana fraqueza, concentrar a sua atenção. E Desanimada disse consigo mesmo:
— Para que me serve rezar tão distraidamente?
— Mais vale não continuar.
E dispunha-se a retirar-se, quando o Próprio Senhor Jesus lhe apareceu; trazia nas mãos o Seu Coração e disse-lhe:
— Aqui tens o meu Coração que ponho ao teu serviço, para que lhe mandes executar tudo quanto as tuas forças te não permitem realizar. Dessa maneira nada poderás ter de repreensível aos meus olhos.
Santa Gertrudes admirada, parecia-lhe impossível, à Santa, que tão sublime Coração quisesse suprir à sua incapacidade; mas Jesus expôs-lhe a seguinte comparação:
«Se tivesses uma voz e experimentasses grande prazer em cantar, não te pareceria mal que alguma das tuas companheiras, com voz inferior à tua, se quisesse antepor (colocar-se a frente) a ti? Assim do mesmo modo o Meu divino Coração deseja ardentemente que descarregues nEle todos os deveres de que não podes desempenhar-te convenientemente»
Que excelente lição!
Assim como alguém que possui uma bela voz gostaria de cantar em favor de quem canta menos, o Sagrado Coração de Jesus deseja completar aquilo que não conseguimos realizar dignamente. Ele não nos humilha por nossas limitações; Ele nos convida a colocá-las em Seu Sagrado Coração.
Não sentis favor ardente, mas cansaço na devoção? Dizei a Jesus:
«Senhor, eu Vos ofereço as minhas fragilidades. Onde falta meu amor, colocai o Vosso. Onde falta minha atenção e fervor, supram Vossa misericórdia e Vosso Divino Coração.»
Que esta piedosa súplica não impeça porém de recorrer a outros meios que Santa Igreja dispõe.
Lembremos, pois...
Que não é a nossa perfeição que sustenta a vida espiritual, mas a confiança perseverante que depositamos no Coração de Jesus. O perigo não está em sermos fracos, mas em desistirmos por causa da nossa fraqueza. Quem persevera humildemente, mesmo entre fraquezas, quedas e infelicidades, mas se ergue com a Graça, jamais estará sozinho; É Jesus unindo o mais pobre que somos, em o mais Ricos que podemos sermos com Ele. O que mais agrada a Deus não é a perfeição das nossas capacidades, mas a humildade de reconhecer nossa pobreza e confiar n'Ele.
— Referência:
[E.D.M, Padre Paul Henry O’Sullivan. As Maravilhas da Santa Missa. Lisboa, 1925, p. 71-83]
E as almas dos fiéis defuntos pela misericórdia de Deus descansem em paz!
℣. Dai-lhes Senhor, o descanso eterno.
℟. E a luz perpétua os ilumine.
Descansem em paz. Amém.
℣. Senhor, escutai a minha oração,
℟. E chegue até vós o meu clamor.
"Para Cristo,
por Maria e José,
em súplicas pelas
almas do purgatório".
† Jesus e Maria eu vos amo, salvai almas!

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