terça-feira, 21 de julho de 2026

[Sermão] Como ser mais prudente que os filhos desse mundo

 

Santa Brígida e a visão da oração negligente

 




Nas revelações de Santa Brígida da Suécia, encontra-se uma manifestação que lhe foi mostrada acerca da maneira como muitos se apresentam diante de Deus na oração. Viu, em espírito, pessoas que rezavam com os lábios, mas cujo coração estava distante; e suas palavras lhe pareciam como um som vazio, que não encontrava acolhida.
Outras, porém, rezavam com humildade e atenção, e suas vozes eram recebidas com agrado diante de Deus. Ao mesmo tempo, foi-lhe dado a entender o significado dessa visão:
Aqueles que honram a Deus apenas com palavras, mas têm o coração longe, oferecem uma oração vazia; os que rezam com distração e negligência não se elevam verdadeiramente até Deus;
E somente aqueles que unem a voz ao coração apresentam uma oração viva e agradável.
Assim, aprendemos que:
A oração que não nasce do coração não sobe até Deus, mas aquela que une atenção, humildade e amor torna-se viva e agradável diante d’Ele. Pois, quem reza apenas com os lábios fala ao vento; mas quem reza com o coração fala diretamente ao Senhor.
— Referência:
[Santa Brígida da Suécia, Revelações, Livro I]
E as almas dos fiéis defuntos pela misericórdia de Deus descansem em paz!
℣. Dai-lhes Senhor, o descanso eterno.
℟. E a luz perpétua os ilumine.
Descansem em paz. Amém.
℣. Senhor, escutai a minha oração,
℟. E chegue até vós o meu clamor.
"Para Cristo,
por Maria e José,
em súplicas pelas
almas do purgatório".
🙏🏾
† Jesus e Maria eu vos amo, salvai almas!


A inveja, diz Santo Agostinho, é o ódio pela felicidade dos outros. (Homil. XX, inter L.)




A inveja foi, diz Santo Agostinho, o que afastou o Anjo do Céu e ao homem do Paraíso terrestre; foi ela que matou Abel; que muniu aos irmãos de José; lançou Daniel na cova dos leões; crucificou a Jesus Cristo. A inveja continua Ele, é o verme roedor da alma, sua mancha e seu verdugo, é uma víbora (De Morib.).
Pela inveja do diabo entrou a morte no mundo, diz a Sabedoria (Sb 2, 24). São João Crisóstomo chama a inveja de invenção de Satanás, a mais espantosa peste (Homil. XXII, in Gen.). A inveja, diz ainda São João Crisóstomo, é uma espécie de peste; e coloca ao homem na condição em que se encontra o demônio, e faz dele próprio um dos mais cruéis espíritos infernais. A primeira morte foi cometida pelas mãos da inveja; a inveja desconheceu o amor fraternal (Homil. XLI, in Matth.).
O invejoso tem olhos enfermos; tudo o que é brilhante e formoso, ofende-o e prejudica-o; está agitado, atormentado pela glória e a virtude dos demais; e sua inveja aumenta à medida que se acrescentam a glória e a virtude do próximo. A inveja tem por parentes o ódio, a maledicência, a calúnia, a alegria nas desgraças, e a tristeza nas prosperidades alheias. A inveja é um veneno lento que arruína a saúde.
A inveja chega mesmo a abater e consumir o corpo. Assim dizem os Provérbios que a inveja é câncer dos ossos (Pr 14, 30). A inveja é a mais cruel das enfermidades e a mais terrível morte do coração. O invejoso sofre porque outro possua tanto quanto ele; e sente por ter menos que o outro. Ó inveja, exclama São João Crisóstomo, manancial da morte, enfermidade que contém todas as enfermidades, e agudíssima lança que atravessa o coração! (Anton. in Meliss., lib. I, c. XXVI).
Os remédios contra a inveja são:
1.° A humildade:
A humildade faz a alma reconhecer que todo bem vem de Deus. Quem é humilde não sente necessidade de se comparar continuamente com os outros. Em vez de sofrer pelo bem do próximo, alegra-se porque Deus distribui Seus dons como Ele quer, com sabedoria e justiça. O humilde entende que os talentos, as graças, a inteligência, a beleza, os bens materiais e até as virtudes são dons recebidos, e não méritos absolutos próprios.
2.° A modéstia:
Muitas vezes a inveja nasce da vaidade: deseja-se possuir o que o outro possui para ser admirado como ele é admirado. A modéstia impede a alma de buscar constantemente chamar atenção, receber elogios ou exibir superioridade. A alma modesta aprende a contentar-se com o próprio estado de vida, vive com simplicidade e evita alimentar rivalidades inúteis.
3.° O desprezo da glória e dos bens temporais:
O mundo estimula competições constantes: quem possui mais, quem aparece mais, quem recebe mais reconhecimento. Enquanto o coração estiver preso à fama, às honras, ao dinheiro e às vantagens terrenas, estará continuamente exposto à inveja. Quando a alma compreende a vaidade das coisas terrenas, começa a perder o interesse em disputar posições e prestígios. Assim, a inveja perde alimento.
4.° O desejo dos bens eternos:
Quem deseja o Céu, a santidade, a graça divina e a união com Deus começa a olhar para os outros não como rivais, mas como irmãos de caminhada.
5.° A temperança em meio às riquezas exclui também a inveja:
A temperança ensina o uso moderado dos bens materiais. Ela gera equilíbrio interior. A pessoa aprende a usar os bens sem fazer deles sua fonte suprema de felicidade. Mesmo quando alguém possui riquezas ou conforto, deve conservar o coração desapegado. Quem vive dominado pelo desejo de possuir sempre mais inevitavelmente acabará invejando quem tem mais do que ele. Pois, a cobiça alimenta a inveja.
6.° a doçura, a mansidão, a bondade e a caridade também destroem a inveja:
A doçura afasta a amargura interior.
A mansidão impede os ressentimentos.
A bondade leva a desejar sinceramente o bem do outro.
A caridade faz amar o próximo por amor de Deus.
A caridade destrói completamente a inveja porque o amor verdadeiro não suporta entristecer-se com o bem daquele que ama. Como ensina São Paulo na Sagrada Escritura:
“A caridade não é invejosa.” — (1Cor 13,4)
Peçamos ao Senhor Jesus Cristo, por intercessão de Nossa Mãe Maria Santíssima e de nosso pai São José, a graça de um coração humilde, puro e cheio de caridade, para que sejamos livres de toda inveja. Que aprendamos a alegrar-nos com o bem do próximo, a desejar antes os bens eternos do que as glórias passageiras deste mundo, e a viver na mansidão, na bondade e no santo amor de Deus.
— Referência:
[Tesouro do Padre Cornélio a Lápide]
E as almas dos fiéis defuntos pela misericórdia de Deus descansem em paz!
℣. Dai-lhes Senhor, o descanso eterno.
℟. E a luz perpétua os ilumine.
Descansem em paz. Amém.
℣. Senhor, escutai a minha oração,
℟. E chegue até vós o meu clamor.
"Para Cristo,
por Maria e José,
em súplicas pelas
almas do purgatório".
🙏🏾
† Jesus e Maria eu vos amo, salvai almas!


segunda-feira, 20 de julho de 2026

A visão de Santa Madalena de Pazzi sobre Maria Santíssima conduzindo seus filhos num barco.

 





Um dia viu Santa Madalena de Pazzi numa visão uma barquinha no meio do mar. Nela estavam refugiados todos os devotos de Maria, que, fazendo ofício de piloto, seguramente os conduzia ao porto. Compreendeu logo a Santa que quantos no meio dos perigos desta vida vivem sob a proteção de Maria, todos são preservados do naufrágio do pecado e da condenação; porque Maria seguramente os guia ao porto do paraíso (a Jesus Cristo). Tratemos, pois, de entrar nessa bendita nau que é a proteção de Maria; aí fiquemos na certeza da eterna bem- aventurança, como a Igreja canta: Santa Mãe de Deus, todos aqueles que hão de participar dos gozos eternos habitam em vós, vivendo sob a vossa proteção.¹
Oh! quanto desagrada ao demônio a perseverante devoção de uma alma à Mãe de Deus! Por isso o demônio trabalha para que os pecadores, depois de perderem a graça de Deus, percam também a devoção de Maria. O demônio sabe que uma alma verdadeiramente devota de Nossa Senhora recebe graças especiais de Nosso Senhor Jesus Cristo para resistir às tentações, perseverar na oração e retornar a Ele quando cai.
Por isso, o inimigo da alma procura gerar desânimo e desesperança, após o pecado. Após queda, ele tenta convencer a pessoa de que não é mais digna de pedir perdão ao Senhor, devido que já caiu várias vezes no mesmo pecado. E também não é mais digna de recorrer a Nossa Mãe Maria Santíssima para que ela nos auxilie em buscar o perdão divino.
Pois...
Com Maria, todo o império de Satanás é fadado à ruína. Pois, sobre ele, está decretado tal sentença Divina:
'esta te ferirá a cabeça' — (Gênesis 3,15)
Logo, toda a nossa devoção a Maria leva a Cristo. E onde Cristo reina, o reino das trevas é vencido. Por isso o demônio combate tanto a devoção mariana: porque ela conduz as almas à fonte da salvação. Assim como uma mãe segura a mão do filho para que não caia, Nossa Senhora acompanha aqueles que a acolhem com confiança, ajudando-os a evitar a escolha do pecado e a perseverar na graça de Deus.
— Referência:
1- [Glórias de Maria por Santo Afonso Maria de Ligório]
E as almas dos fiéis defuntos pela misericórdia de Deus descansem em paz!
℣. Dai-lhes Senhor, o descanso eterno.
℟. E a luz perpétua os ilumine.
Descansem em paz. Amém.
℣. Senhor, escutai a minha oração,
℟. E chegue até vós o meu clamor.
"Para Cristo,
por Maria e José,
em súplicas pelas
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† Jesus e Maria eu vos amo, salvai almas!

 Fonte: https://www.facebook.com/ApostoliPurgatoriorum

Como é celeste o mistério que Deus Pai, o Filho e o Espírito Santo operam pelo ministério do padre.

 



¹ Santo Agostinho atesta-o:
«Como é alta, — diz ele, — a dignidade do padre, em cujas mãos Jesus Cristo de novo se faz homem! Como é celeste o mistério que o Pai, o Filho e o Espirito Santo operam pelo ministério do padre!»
São João Damasceno professa a mesma doutrina:
«Se alguém preguntar como o pão é Transubstanciado no corpo de Jesus Cristo, responder-lhe-ei: O Espirito Santo vem sobre o padre com a Sua sombra, e atua como atuou no seio da Bem-aventurada Virgem Maria»
São Boaventura é ainda mais afirmativo:
«Deus, — diz ele, — ao descer todos os dias do Céu sobre o altar, não fará menos do que fez, quando se humilhou até revestir natureza humana»
E continua Santo Agostinho:
«Ó grande dignidade dos padres, em cujas mãos Jesus Cristo se encarna de novo! Ó grande dignidade dos fiéis, para cuja salvação o Verbo se faz carne por uma forma mística todos os dias, na Santa Missa!»,¹
Logo, ao meditarmos nessas verdades, cresce em nós a gratidão pelo sacerdócio, o amor à Eucaristia e o desejo de participar da Missa com mais fé, recolhimento e adoração. Quantas vezes assistimos à Missa distraídos, olhando para tudo, menos para o milagre que ocorre no altar?
Agradeço a Deus pelo dom do sacerdócio católico?
Tenho consciência da dignidade e da missão dos Padres?
Demonstro reverência e respeito aos Padres, pedindo a benção?
Tenho mau hábito de criticar os sacerdotes?
Procuro defender a honra dos sacerdotes quando são injustamente atacados?
Demonstro respeito ao sacerdote mesmo quando percebo suas limitações humanas?
Ensino meus filhos e familiares a respeitarem os sacerdotes?
Rezo regularmente pelos sacerdotes da Igreja?
Assim...
Peçamos ao Senhor Jesus que santifique todos os sacerdotes e conceda aos fiéis um coração humilde e agradecido, capaz de reconhecer no sacerdócio um dos maiores dons concedidos à Sua Igreja. Quanto maior for nossa fé no mistério da Santa Missa, maior será também nosso respeito pelos sacerdotes que Deus escolheu para servir ao Seu altar.
— Referência:
¹. [E.D.M, Padre Paul Henry O’Sullivan. As Maravilhas da Santa Missa. Lisboa, 1925, p. 1 - 9]
E as almas dos fiéis defuntos pela misericórdia de Deus descansem em paz!
℣. Dai-lhes Senhor, o descanso eterno.
℟. E a luz perpétua os ilumine.
Descansem em paz. Amém.
℣. Senhor, escutai a minha oração,
℟. E chegue até vós o meu clamor.
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O demônio tenta Santa Gema sob a aparência de Cristo para induzi-la à desobediência ao Padre, (seu confessor)

 



O episódio é transcrito a partir de uma carta de Gema ao Padre Germano (seu diretor espiritual), na qual ela narra que, após a confissão, uma falsa aparição de Cristo tentou convencê-la a desobedecer a direção espiritual do Padre e retomar às penitências proibidas. Assim, o objetivo da tentação era muito sutil: o demônio não a induzia diretamente ao pecado evidente, mas procurava levá-la a desobedecer ao Padre, usando a aparência de Cristo e argumentos aparentemente piedosos. Gema discerniu que se tratava de Satanás porque nenhuma inspiração divina leva uma alma a agir contra a legítima obediência espiritual.
— Santa Gema narra o seguinte:
"Algum tempo depois, novo assalto. ‘Ouvi, Padre: escrevia-me Gema, ontem entrava eu em casa, depois de ter me confessado. Aproveitando o momento de solidão, pus-me de joelhos para recitar a Coroa das Cinco Chagas. Ia a chegar à quarta Chaga quando vi diante de mim uma pessoa muito parecida com Jesus. Estava flagelado de há pouco e do seu coração aberto corria sangue em abundância. Disse-me:
‘É assim, minha filha, que me correspondes?
Considera o estado em que me encontro. Vês como sofro por ti?
E não podes continuar a consolar-me com essas penitências? E no entanto era bem pouca coisa; podias muito bem retomá-las.
– Não, não respondi, quero obedecer e desobedeceria se vos atendesse. – Mas enfim, o confessor que proibiu foi esse... Ora, tu de nenhum modo estás obrigada a obedecer-lhe.
– E acrescentou muitas mais coisas. Nestes perniciosos conselhos reconheci satanás, e estava para tomar a disciplina, como das outras vezes em iguais circunstâncias, quando me senti diferentemente inspirada. Levantei-me, lancei-lhe água benta e desapareceu. Recuperei então a paz, não sem ter recebido alguns golpes com que a besta vil me gratifica de tempos a tempos."¹
É importante notar que Deus permitiu essa provação, para tirar um bem maior desse combate para a santificação de Santa Gema.
Logo, não obtendo outra coisa, o espírito do mal por meio da falsa aparição, procurava assim levar Gema, contra a proibição do diretor espiritual, a penitência prejudicial à saúde. Também conosco o demônio pode ocultar suas artemanhas sob a aparência de um falso bem, levando-nos ao orgulho, à autossuficiência ou à desobediência. Por isso, é essencial cultivar o discernimento, a humildade e a fidelidade aos ensinamentos da Igreja e à direção espiritual do Padre.
Pois...
Já me deixei enganar por uma aparência de bem, quando, na verdade, ela me afastava da vontade de Deus por meio da desobediência à sua Igreja e seus legítimos ensinamentos?
Assim como Santa Gema, estou disposto a renunciar às minhas próprias ideias quando a obediência a Deus e à Igreja assim o exige?
Pois, como vimos "nem tudo o que reluz é ouro. Satanás pode disfarçar o erro com aparência de bem. Por isso, o verdadeiro discernimento que é dom do Espírito Santo, não se deixa seduzir pelas aparências, mas permanece firme na humildade, na obediência e na fidelidade ao Senhor por meio direção de seus legítimos Padres, da Igreja e ao Nosso Papa.
Tomemos cuidado com a estratégia de Satanás:
ele pode usar a aparência de um bem como isca, escondendo no fim das contas, o anzol da desobediência à vontade de Deus.
Com efeito, assim...
"A verdadeira santidade consiste no exemplo de Santa Gema, que diante das seduções do inimigo, ela nos ensina que a resposta mais segura não é confiar em nossas próprias impressões, mas permanecer firmes na humildade, no discernimento e na santa obediência."
— Referência:
1- [Edição italiana clássica: P. Germano di San Stanislao, Santa Gemma Galgani (Edizioni Passioniste), Cap. XXVIII]
℣. E as almas dos fiéis defuntos pela misericórdia de Deus descansem em paz!
℣. Dai-lhes Senhor, o descanso eterno.
℟. E a luz perpétua os ilumine.
Descansem em paz. Amém.
℣. Senhor, escutai a minha oração,
℟. E chegue até vós o meu clamor.
"Para Cristo,
por Maria e José,
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A visão dos demônios fugindo durante a Santa Missa por Santa Brígida




Entre as revelações registradas nas Revelações de Santa Brígida da Suécia, há um relato espiritual muito citado onde descreve o efeito da Santa Missa sobre os demônios.
Certa vez, enquanto assistia à Santa Missa com grande recolhimento, Santa Brígida da Suécia foi favorecida com uma visão espiritual. Quando o sacerdote iniciou as orações do altar, seus olhos espirituais foram abertos e ela viu algo invisível aos demais fiéis. Ao redor da igreja havia numerosos demônios. Eles estavam próximos das pessoas presentes e tentavam:
distrair os fiéis;
suscitar pensamentos mundanos;
provocar tédio e indiferença durante a celebração.
Alguns se colocavam junto às pessoas para sussurrar distrações ao coração, enquanto outros pareciam observar atentamente aqueles que estavam mais recolhidos. Quando a Missa avançou para a consagração, ocorreu algo impressionante.
No instante em que o sacerdote pronunciou as palavras:
“Hoc est enim Corpus Meum” — (“Isto é o meu Corpo”)
Santa Brígida viu uma luz intensa descer sobre o altar. Nesse momento: muitos demônios começaram a gritar de ódio, outros recuaram imediatamente, vários fugiram para fora da Igreja como se fossem expulsos por uma força irresistível. Ela percebeu que eles não suportavam a presença real de Cristo na Eucaristia. Alguns ainda tentavam permanecer próximos daqueles fiéis que estavam distraídos ou frios espiritualmente, mas não conseguiam aproximar-se das almas recolhidas em oração. Então, O Senhor Jesus Cristo fez Santa Brígida compreender:
“Quando o meu Sacrifício é oferecido, o poder do inferno é enfraquecido. Os demônios temem a presença do meu Corpo e do meu Sangue.”
E acrescentou:
“Mas quando os homens assistem à Missa sem devoção, eles permitem novamente a aproximação daqueles inimigos.”
Santa Brígida entendeu então que a Missa é uma poderosa proteção espiritual, não apenas para os presentes, mas também para o mundo inteiro. Com efeito, na visão, os demônios tentavam distrair os fiéis. Quantas vezes o nosso corpo está na igreja, mas a mente está em outro lugar? Pensamos no trabalho, problemas, celular, compromissos ou até olhamos ao redor para ver quem chegou, e acabamos até pensando na "morte da bezerra". A pergunta que fica é: se eu estivesse diante de Cristo visivelmente, eu estaria assim? A distração constante mostra que, muitas vezes, não percebemos a grandeza do que está acontecendo no altar.
Outro defeito descrito é o tédio ou indiferença. Não deixemos a nossa postura na Missa em algo automático: vamos porque “é obrigação”; repetimos respostas sem pensar; esperamos terminar rápido. A Missa é o mesmo Sacrifício do Calvário tornado presente sacramentalmente. Se ela se torna monótona para nós, é devido ao coração que perdeu a capacidade de adorar em Espírito e em verdade ao Sagrado. Por isso, o combate contra o tédio começa com pequenas atitudes: recordar sempre que Cristo me vê, e eu o vejo presente na Santíssima Eucaristia.
Na visão também, os demônios não conseguiam aproximar-se das almas recolhidas em atenção e oração. O recolhimento cria uma espécie de fortaleza espiritual. O silêncio, atenção, piedade e oração, cria uma espécie de proteção espiritual. Quando a alma está voltada para Jesus Cristo, unida ao mistério da Eucaristia, ela fica menos vulnerável às distrações, tentações e sugestões que afastam o coração de Deus. Por isso, o inimigo tenta primeiro roubar o recolhimento. Ele não começa com grandes pecados, mas com coisas pequenas:
pensamentos dispersos;
curiosidade sobre tudo ao redor;
impaciência;
olhar constante desordenado para outras pessoas, para o relógio e pior ainda o celular, sem motivos de extrema importância;
Quando a pessoa entra nesse estado de dispersão, a alma perde a vigilância interior. E por isso, muitos “assistem” à Missa como quem assiste a algo externo. Mas participar DELA é diferente, pois significa:
Unir a própria vida ao sacrifício de Cristo. Por isso, cada fiel é chamado a participar com atenção e recolhimento. Um coração em oração, mesmo simples, torna-se um lugar onde Deus encontra espaço para agir e o demônio para fugir.
Eu tenho dado espaço para bem participar da Santa Missa em minha caminhada?
— Referências:
[Revelações de Santa Brígida - Livro IV]
E as almas dos fiéis defuntos pela misericórdia de Deus descansem em paz!
℣. Dai-lhes Senhor, o descanso eterno.
℟. E a luz perpétua os ilumine.
Descansem em paz. Amém.
℣. Senhor, escutai a minha oração,
℟. E chegue até vós o meu clamor.
"Para Cristo,
por Maria e José,
em súplicas pelas
almas do purgatório".
🙏🏾
† Jesus e Maria eu vos amo, salvai almas!

 

 Fonte: https://www.facebook.com/ApostoliPurgatoriorum



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