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quinta-feira, 11 de junho de 2026

Uma alma que estava no purgatório por te recebido a Santa Comunhão sem preparação





 


O Venerável Luís de Blois, conta que um piedoso servo de Deus foi visitado por uma alma do purgatório que lhe fez conhecer os tormentos horríveis que padecia. Estava sofrendo muito por ter recebido a Santa Comunhão sem preparação devida.
– “Meu amigo, diz a pobre alma num gemido, eu te rogo que faças por minha alma uma Comunhão bem fervorosa”
O amigo piedoso assim o fez e sem demora. Esta boa Comunhão obteve o que havia pedido a pobre alma, que se viu livre do suplício. Apareceu cheia de gratidão a feliz alma salva (liberta do estado de purificação).
– “Graças, mil graças, meu querido amigo. Vou contemplar a face de meu Deus para sempre!”
Assim...
Uma Comunhão recebida com humildade, mesmo na fraqueza, pode transformar a alma profundamente. Mas uma Comunhão recebida com indiferença e sem preparação, Cristo vem, mas encontra o coração como uma porta fechada.
De forma direta, a Igreja sempre destacou três passos fundamentais para uma boa Comunhão:
1. Estar em estado de graça:
Sem isso, não há verdadeira disposição. Se a pessoa tem consciência de pecado grave, deve primeiro buscar a confissão. São Paulo Apóstolo já advertia com clareza: quem come e bebe, O Corpo e o Sangue do Senhor indignamente, come e bebe a própria condenação (cf. 1Cor 11,27-29).
2. Ter fé e intenção reta:
Preparar-se é reacender a consciência: “Quem eu vou receber?” — não algo, mas Alguém. É saber Quem está recebendo: o próprio Cristo. Não é um gesto meramente automático, a pessoa está presente com o corpo, mas ausente com o coração. Basta um ato interior simples e sincero: crer, desejar e querer receber com amor.
3. Preparar-se com reverência (antes e depois):
Antes: recolhimento, oração, evitar distração.
Depois: ação de graças, permanecer alguns minutos com Cristo, agradecendo e se unindo a Ele.
Preparar-se não exige longos discursos interiores. Às vezes, basta algo muito simples e muito sério: parar, silenciar, reconhecer e amar.
Por outro lado, no relato, há um ponto de grande importância: uma única Comunhão bem feita, com fé e caridade, tem um valor imenso, não só para quem recebe, mas até para o auxílio das benditas almas do Purgatório. Se a Comunhão é o maior encontro que podemos ter nesta vida, então ela também é uma das maiores responsabilidades. Comungar bem é, antes de tudo, um ato de amor a Deus. Pois,
• ajuda a ordenar a nossa própria alma, curando, fortalecendo e purificando;
• e, ao mesmo tempo, podemos por caridade oferecer os frutos espirituais da comunhão pelas as almas do purgatório.
Que cada Comunhão nossa possa ser um ato de reparação, de caridade e de intercessão, tanto para nós e pelas almas do purgatório.
— Referência:
[BRANDÃO, Monsenhor Ascânio. Tenhamos Compaixão das Pobres Almas! 30 Meditações e Exemplos sobre o Purgatório e as Almas]
E as almas dos fiéis defuntos pela misericórdia de Deus descansem em paz!
℣. Dai-lhes Senhor, o descanso eterno.
℟. E a luz perpétua os ilumine.
Descansem em paz. Amém.
℣. Senhor, escutai a minha oração,
℟. E chegue até vós o meu clamor.
"Para Cristo,
por Maria e José,
em súplicas pelas
almas do purgatório".
🙏🏾
† Jesus e Maria eu vos amo, salvai almas!

terça-feira, 9 de junho de 2026

15 Superstições Contrárias a Doutrina Católica sobre ás almas do Purgatório

 






O objetivo desta catequese é conscientizar os fiéis católicos sobre erros e superstições que podem se infiltrar na devoção às almas do purgatório, ajudando-os a viver essa devoção de acordo com a fé da Igreja. Pois, tudo o que transforma essa devoção em magia, medo, adivinhação ou comércio espiritual afasta-se da autêntica doutrina católica sobre.
— Lista de Superstições Contrárias à Fé Católica:
(0) Acreditar que as almas do purgatório são iguais aos fantasmas das lendas populares. Esse erro nasce quando se mistura a doutrina católica com crenças folclóricas, histórias de assombração ou superstições populares. A Igreja ensina que as almas do purgatório são almas de pessoas salvas, que morreram na graça de Deus e estão sendo purificadas devido ao dano de seus pecados cometidos que não foram reparados, antes de entrar na visão beatífica do Céu. Por isso, não se deve imaginar as almas do purgatório como "fantasmas errantes", "espíritos presos a casas", "almas penadas" ou seres que vagueiam pela terra causando medo. Essas imagens pertencem mais ao imaginário popular do que à doutrina fiel Católica. É verdade que, na vida de alguns santos, há relatos de aparições de almas pedindo orações, mas tais casos são extraordinários, dependentes da permissão Divina e não constituem a condição normal das almas do purgatório. A Igreja nunca ensinou que elas vivem perambulando pelo mundo como figuras assustadoras.
Outro ponto...
(1) Acreditar que só se pode rezar pelas almas do purgatório apenas dentro da igreja ou no cemitério, e não pode orar em ajuda a elas dentro de casa. Essa crença de que "as almas não devem ser lembradas em casa" ou que "rezar por elas dentro de casa atrai espíritos" é mais uma superstição popular do que um ensinamento Católico. Pelo contrário, muitos santos cultivaram uma intensa devoção às almas do purgatório em seus próprios conventos e lares. Entre eles estão Santa Catarina de Gênova, São Nicolau de Tolentino e Santa Faustina Kowalska. Então, podemos sim, ajudar elas com nossas orações em nossas casas.
O que Não pode para o Católico:
(2) Pensar que rezar pelas almas em casa atrai espíritos ou assombrações.
(3) Tentar invocar ou chamar as almas do purgatório para conversar com elas.
(4) Recorrer a médiuns ou sessões espíritas para obter notícias dos falecidos.
(5) Acreditar que as almas do purgatório aparecem para revelar números de loteria ou segredos ocultos.
(6) Tratar orações, medalhas, velas ou sacramentais como objetos mágicos que produzem efeitos automaticamente.
(7) Pensar que determinada oração obriga Deus a libertar uma alma imediatamente.
(
😎
Acreditar que as almas do purgatório vagam livremente pela terra assustando pessoas.
(9) Supor que toda manifestação estranha em uma casa é causada por almas do purgatório.
(10) Fazer promessas às almas em troca de favores materiais, como se fossem uma negociação mágica.
(11) Acreditar que as almas do purgatório podem amaldiçoar ou prejudicar os vivos por não receberem orações.
(12) Inventar datas exatas para a saída de uma alma do purgatório sem fundamento na doutrina da Igreja.
(13) Dar mais importância a revelações privadas sobre o purgatório do que ao ensinamento oficial da Igreja.
(14) Achar que basta acender uma vela, sem fé e sem devoção, para garantir a libertação de uma alma.
(15) Negligenciar a Santa Missa e os sufrágios recomendados pela Igreja, substituindo-os por práticas supersticiosas ou esotéricas.
A finalidade desta reflexão é conscientizar os fiéis Católicos para que evitem superstições e falsas crenças relacionadas às almas do purgatório, cultivando uma autêntica devoção baseada na doutrina da Igreja, na oração, nos sufrágios, nas indulgências, nas obras de caridade e, sobretudo, no Santo Sacrifício da Missa por elas.
— Referência:
[Catecismo da Igreja Católica (nn. 1030-1032; 1371; 1667-1679; 2111; 2115-2117), Concílio de Trento (Sessões XXII e XXV)]
E as almas dos fiéis defuntos pela misericórdia de Deus descansem em paz!
℣. Dai-lhes Senhor, o descanso eterno.
℟. E a luz perpétua os ilumine.
Descansem em paz. Amém.
℣. Senhor, escutai a minha oração,
℟. E chegue até vós o meu clamor.
"Para Cristo,
por Maria e José,
em súplicas pelas
almas do purgatório".
🙏🏾
† Jesus e Maria eu vos amo, salvai almas!

Fonte: https://www.facebook.com/ApostoliPurgatoriorum

quinta-feira, 24 de agosto de 2023

A oração pelas almas do purgatório revelada a Santa Gertrudes por Jesus

 

purgatório

Fr Lawrence Lew OP/Flickr


A cada vez que ela a rezasse, Ele poderia libertar mil almas do purgatório

Santa Gertrudes foi uma mística do século XIII que, muito tempo antes das aparições de Jesus a Santa Margarida Maria Alacoque, já recebeu a graça extraordinária de viver experiências místicas com o Seu Sagrado Coração.



Em uma das visões místicas que teve ao longo da vida, Santa Gertrudes foi instruída por Jesus a fazer a seguinte oração sabendo que, a cada vez que ela a rezasse, Ele poderia libertar mil almas do purgatório:

Eterno Pai, ofereço-Vos o Preciosíssimo Sangue de Vosso Divino Filho Jesus, em união com todas as Missas que hoje são celebradas em todo o mundo; por todas as santas almas do purgatório, pelos pecadores de todos os lugares, pelos pecadores de toda a Igreja, pelos de minha casa e de meus vizinhos. Amém.

quarta-feira, 23 de agosto de 2023

A visão de Santa Gertrudes comprova o poder da oração pelas almas do Purgatório

Gertrude the Great

Wellcome Collection | CC BY 4.0


Santa Gertrudes viu Jesus levar almas do Purgatório ao Céu de acordo com o número de orações feitas por elas

Santa Gertrudes foi uma santa mística do século XIV, uma freira beneditina que recebeu muitas visões celestiais. Entre suas numerosas revelações privadas estavam breves cenas do Purgatório.

Uma dessas visões é descrita no livro The Life and Revelations of Saint Gertrude (“A Vida e as Revelações de Santa Gertrudes”). A obra destaca o poder da oração pelas almas no Purgatório:

Na quarta-feira, na elevação da Hóstia, ela suplicou a Nosso Senhor pelas almas dos fiéis do Purgatório, que as libertasse de suas dores em virtude de Sua admirável Ascensão. E ela viu Nosso Senhor descendo ao Purgatório com uma vara de ouro em Sua mão, que tinha tantos ganchos quantas orações haviam sido feitas por aquelas almas. Por isso, ele parecia atraí-las para um lugar de repouso. Ela entendeu, portanto, que sempre que alguém reza – geralmente por motivos de caridade – pelas almas do purgatório, é libertada a maior parte daquelas [almas] que durante a vida fizeram obras de caridade.”

As almas do Purgatório

A Igreja Católica ensina que as almas do Purgatório ainda estão, de alguma forma misteriosa, conectadas à Igreja na terra, e que as nossas orações têm um efeito sobre o tempo gasto nesta fase final de purificação.

Santa Gertrudes é uma das mais conhecidas santas que defenderam essas almas sagradas no Purgatório, e a Igreja frequentemente se refere a ela e suas visões para ajudar a explicar o conceito desse “lugar” de purificação. 

terça-feira, 15 de agosto de 2023

A Visão do Purgatório segundo Santa Francisca Romana

 


A Visão do Purgatório segundo Santa Francisca Romana Este vídeo apresenta a concepção de Santa Francisca Romana sobre o Purgatório. De acordo com ela, cada pecado mortal adiciona sete anos de purificação.

A REALIDADE ASSUSTADORA do PURGATÓRIO: Veja esse relato de SANTA MARGARIDA MARIA ALACOQUE

  

 


A REALIDADE ASSUSTADORA do PURGATÓRIO: Veja esse relato de SANTA MARGARIDA MARIA ALACOQUE Neste vídeo, exploramos as visões de Santa Margarida Maria Alacoque do Purgatório. Ela fala sobre como ela orou a Jesus Cristo para aliviar as dores de uma freira no Purgatório. Este é um assunto impactante que mostra a importância da vida dedicada a Deus e a gravidade de negligenciar nossa vocação.



sexta-feira, 6 de janeiro de 2023

As santas almas do purgatório

 



Há na celebração da Missa, para os mortos, um rito muito instrutivo e tocante. Estando o Sacerdote prestes a comungar, depois de ter falado à Augusta Trindade, aos Anjos e Santos, se dirige pela primeira vez, a Vítima divina, que se acha presente no altar. Inclinando, em sinal de respeito, dirige-Lhe, por três vezes, estas palavras:

"Cordeiro de Deus que apaga os pecados do mundo, dá-lhes o descanso..."

Se o Sacerdote, por três vezes, junto da Vítima divina, digire-Lhe a mesma súplica, em favor dos mortos, é porque o estado das Almas do Purgatório é infeliz e digno de compaixão.

Vejamos os grandes padecimentos dos prisioneiros da justiça divina e o meio maravilhoso e eficaz do Santo Sacrifício da Missa para salvá-los.

I - As Almas, no Purgatório, estão sujeitas a duas espécies de penas:

a) Pena de danos - que é a privação da visão beatífica e de todos os bens que ela encerra.

- Estando as Almas separadas do corpo, vêm, com fé mais clara e viva, quão precioso é o Sumo bem que deveriam já ter possuído, mas que, por sua culpa, dEle se acham privadas por um certo tempo. Vendo também mais claramente quão bom e amável é Deus têm as Almas desejos veementes para gozar da visão beatífica, mas por estarem dela privada, aumentam-lhes os sofrimentos.

- As Almas do Purgatório, estando livres de todas as distrações, tendem irresistivelmente para o objeto de seu amor que é Deus. Achando-se, porém, separadas do divino bem e não sabendo o dia em que se hão de apresentar na presença de Deus - têm dessa privação e incerteza, grandes sofrimentos.

- Sofrem as Almas do Purgatório por não saberem do dia em que hão de deixar esse lugar de padecimento.

- Sofrem por não verem a Jesus Cristo, Nossa Senhora, os Anjos e os Santos.

b) Pena de sentido é o mal físico que aflige as Almas, com dores e sofrimentos. Os SS. Padres dizem que não há sofrimento nesta vida, que possa ser igualado aos padecimentos do Purgatório.

II - Meio eficaz para livrar as Santas Almas do Purgatório.

Quem dentre os cristãos, se não comoverá vendo as benditas Almas privadas da visão de Deus e arder no fogo vivo e ardente?!

A aliviar as dores das Almas detidas no Purgatório muito concorre o Sacrifício da Missa, que é sempre eficaz às Almas porque estando livres de todo o afeto a culpa e revestidas de caridade, não há para elas, impedimento algum para o perdão das penas.

O sacrifício da Missa dá-lhes alívio e consolação, diminui o tempo das penas e às vezes perdoa-lhes inteiramente.

É fora de dúvida que a Missa suplicada aos mortos muito concorre para aliviar as dores a que estão sujeitos ao Purgatório.

Essa doutrina da Igreja não é de hoje, mas antiga.

Confirmação disso temos na Homilia siriaca feita por Thiago, bispo de Saroug, datada do séc. 5º, na qual declara que a oferta para os mortos consiste, da parte dos fiéis, na oblação do pão e do vinho destinados ao Sacrifício Eucarístico, e da parte do Sacerdote, na aplicação deste Sacrifício as Almas dos mortos.

O Sacerdote tendo no altar o pão e o vinho para oferecer o Sacrifício, comemora a morte e a ressurreição de Jesus Cristo.

Lembra-se de todos os mortos e pede para cada um ser aliviado das dores que estão sofrendo no Purgatório, lembrando-se especialmente das almas que foram encomendadas particularmente. Em nome dos mortos... o Sacerdote oferece o Sacrifício, e o pão e o vinho convertem em Corpo e Sangue de Jesus que tudo santifica.

Por este Sacrifício o Sacerdote faz expiação por todos os mortos. Ao odor da vida que se eleva do grande Sacrifício, todas as Almas se reúnem e vêm para serem perdoadas. Através da virtude vivificante que comunica o Corpo do Filho de Deus, cada dia os mortos sentem o odor de vida e por este meio eles são perdoados.

E se a oblação feita por Judas Macabeu, oferecendo ao Senhor o sangue dos animais era frutuosa aos mortos - quanto mais as oblações feitas pela Igreja, nas quais se não oferecem o sangue dos animais, mas, por meio de sacrifícios que não perecem, ela oferece o Sacrifício imortal, o grande sacrifício do Filho de Deus que tudo purifica - a Santa Missa.

O bem-aventurado H.Suzo, uma das glória da Ordem de São Domingos, conta que, durante seus estudos em Colonia, fez com um de seus condiscípulos um pacto: - aquele que sobrevivesse deveria, durante um ano, celebrar cada segunda-feira, a Missa dos mortos e cada sexta-feira a da Paixão.

O amigo de Suzo foi o primeiro chamado a aparecer diante de Deus.

Algum tempo depois, o bem-aventurado vê o defunto, apresentando-se a ele todo desfigurado pelo sofrimento e se lamentando amargamente de sua infidelidade em executar o pacto que haviam combinado.

- "Meu amigo, diz Suzo, para se justificar, é verdade que não tenho celebrado as Missas, mas cada dia tenho instantemente recomendado vossa alma a Deus e me imposto penitências para livrar-te quanto antes, desses padecimentos."

- "Como, responde o defunto, é isso justamente o motivo de minha queixa; porque de todos os meios que empregaste para me socorrer, negligenciaste o mais eficaz, o mais poderoso, é o sangue de Jesus Cristo, acrescenta ele, é o sangue de Jesus Cristo que eu peço para acalmar estas chamas que me devoram: é o Santo Sacrifício que me livrará destes tormentos horrorosos."

O bem-aventurado, todo confuso, se apressa em responder a esse infeliz, que iria satisfazê-lo o mais cedo possível e que para reparar sua falta, celebraria ainda mais missas do que prometera.

Com efeito, desde o dia seguinte, muitos Sacerdotes. a pedido de Suzo, sobem o altar com essa mesma intenção e durante muitos dias eles continuaram a celebrar a Missa pelo defunto. E eis que de novo aparece o defunto ao nosso bem-aventurado, com o semblante alegre e com a auréola dos Santos sobre sua cabeça e diz-lhe:

- "Oh! agradecido, meu fiel amigo! eis me aqui, graças ao Sangue do Salvador, livre das chamas expiadoras; eu vou ao céu e não me esquecerei de vós!"

(O Santo Sacrifício da Missa, pelo Pe. Francisco Cipullo, ano de edição: 1916)

quinta-feira, 5 de janeiro de 2023

A Santa Missa é de grande auxílio para as almas do Purgatório

 


Para concluir esta instrução, refleti que não foi premeditado desígnio que disse anteriormente que uma única Santa Missa, tomada em si e em relação ao seu valor intrínseco, basta para esvaziar inteiramente o Purgatório e abrir a todas as almas, que lá se acham, as portas do Paraíso. Com efeito, este Divino Sacrifício vai em auxílio das almas dos falecidos, não só satisfazendo por suas dívidas como propiciatório, mas ainda obtendo-lhes a libertação, como impetratório. Isto decorrente claramente da conduta da Igreja, que não somente oferece a Santa Missa pelas almas sofredoras, como também insere orações para libertá-las.

Ora, a fim de excitar vossa compaixão por essas santas almas, sabei que o fogo em que estão mergulhados é tão devorador quanto o do próprio Inferno. Tal é a opinião de São Gregório. Instrumento da Justiça Divina, ele age sobre as almas com tão grande ardor, que lhes causa dores intoleráveis e superiores a todos os suplícios que jamais se pode ver, experimentar ou sequer imaginar aqui na Terra.

Muito mais, porém, sofrem elas pela pena de dano, e é, a privação da bem-aventurada visão de DEUS. Elas experimentam, diz São Tomás, uma insuportável angústia, causada pelo desejo que têm de ver o Soberano Bem, desejo que não pode ser satisfeito.

Pois bem, consulta-vos intimamente e respondei à pergunta: Se vísseis vosso pai e vossa mãe a ponto de afogar-se num lago e que para salvá-los vos bastasse estender a mão, não seríeis levados, pela caridade e pela Justiça, a socorrê-los!?

E então! vedes com os olhos da Fé tantas pobres almas de vossos parentes próximos, queimando vivas num lago de fogo, e não quereis impor-vos um pequeno incômodo para assistir devotamente à uma Santa Missa em seu sufrágio. De que é feito o vosso coração? Pois quem pode duvidar que a Santa Missa leve um grande auxílio a essas pobres almas? Quanto a isto, ouvi São Jerônimo. Ele vos dirá claramente que, ao celebrar-se a Santa Missa por uma alma do Purgatório, o fogo tão devorante que ordinariamente a consome, suspende sua ação e ela não sofre pena alguma enquanto dura o Sacrifício. Animae quae sunt in Purgatorio pro quibus solet sacerdos in Missa orare, ínterim nullum tormentum sentiunt dum Missa celebratur.

Além disso, afirma que, a cada Santa Missa, muitas almas ficam livres do Purgatório e voam para o Paraíso. Missa celebrata, plures animae exeunt de Purgatório. Acresce que esta caridade, exercida em favor das pobres almas, redundará inteiramente em vosso proveito.

Infinidade de exemplos poderia eu apresentar-vos em apoio desta afirmação. Contentar-me-ei com um fato perfeitamente autêntico, acontecido com São Pedro Damião. Criança ainda, ele perdeu o pai e foi recolhido na casa de um dos irmãos, que o tratava com muita desumanidade a ponto de deixá-lo andar descalço, em andrajos e lhe faltando tudo.

Sucedeu que um dia o menino achou, na rua, uma moeda qualquer. Imaginai a sua alegria e como lhe pareceu ter achado um tesouro. Mas em que empregá-lo! A pobreza sugeria-lhe mil projetos. Por fim, depois de refletir longamente, decidiu dar o dinheiro a um sacerdote para que celebrasse uma Santa Missa pelas santas almas do Purgatório. Podeis acreditar: desde então a fortuna mudou para ele. Recolheu-o outro dos irmãos, mais compassivo, que o amou como um filho deu-lhe roupas convenientes, enviou-o à escola, contribuindo assim para que ele se tornasse esse grande homem e grande Santo, ornamento púrpuro e forte sustentáculo da Igreja.

Vede como uma única Santa Missa, encomendada com ligeiro sacrifício, se tornou para ele a origem de tão grande bem.

Ó bem-aventurada Santa Missa! Que ajuda ao mesmo tempo os mortos e os vivos, que alcança graças para o tempo presente e para a eternidade. Essas santas almas são tão gratas a seus benfeitores, que chegando ao Céu, elas se constituem seus advogados e jamais os abandonam até que os vejam de posse da glória.

Foi o que verificou uma mulher de má vida em Roma. Inteiramente esquecida de sua salvação, não pensava senão em satisfazer suas paixões, e servia de agente de satanás para corromper a mocidade.

Já não fazia nenhuma boa ação, a não se encomendar quase todos os dias uma Santa Missa pelas almas do Purgatório.

Oh! Essas almas, como se pode crer piedosamente, oraram tão bem por sua benfeitora, que um belo dia, tomada de profunda contrição de suas faltas, ela abandonou sua casa infame, foi prostrar-se aos pés de um zeloso confessor, fez sua confissão geral e pouco tempo depois morreu em consoladoras disposições que todos ficaram persuadidos de sua salvação eterna. Esta graça tão admirável foi atribuída à eficácia das Santas Missas que ela encomendava pelas lamas do Purgatório.

Despertemos também nós, e não deixemos que os publicanos e as mulheres da má vida nos precedam no Reino de DEUS (Mt 21,31).

Se fôsseis dessa raça de ingratos que não só faltam à caridade, que se esquecem de rezar por seus falecidos, e não participam nunca de uma Santa Missa por esses pobres afligidos, mas ainda, violando toda justiça, recusam aplicar os legados piedosos de Missas, indicados no testamento de seus parentes.

Oh! Então eu me inflamaria a vos diria em face: “Retira-vos, sois piores que um demônio, pois, realmente, os demônios só torturam as almas dos réprobos, mas vós, vós atormentais as almas dos eleitos; os demônios exercem sua raiva sobre os condenados, mas vós sois cruéis com os predestinados, os amigos de DEUS. Não, não há para vós, nem confissão que valha, nem padre que vos possa absolver se não fizerdes penitência de tão grande pecado e não solverdes inteiramente as dívidas que tendes com os mortos.”

- Mas, direis, não tenho meios de encomendar essas missas, não é possível.

- Não tendes meios? Não é possível? E para manter essa casa confortável, para andar suntuosamente vestido, para gastar loucamente em festins, em recepções de prazer, e, às vezes, em, divertimentos criminosos, tendes meios. Depois quando se trata de pagar vossas dívidas, aos pobres defuntos; não possuís nada! Não é possível?! Ah! compreendo: não há ninguém na Terra para cobrar essas contas. Mas tereis que prestá-las a DEUS.  Continuai, portanto, a comer os bens dos mortos, os legados piedosos, os sacrifícios, mas sabei que é para vós que está escrito nos Profetas uma ameaça de desgraças, de calamidades, de tribulações, de ruína irreparável para vossos bens, vossa honra e vossa vida. Eis a palavra de DEUS que não poderá ficar sem efeito: Comederunt sacrificia mortuorum et multiplicata est in eis ruína – “Comeram os sacrifícios dosmortos e multiplicou-se neles a ruína” (Sl 102, 28-29).

Sim, ruínas, infortúnios, perdas irreparáveis às casas que não se desobrigaram de seus deveres para com os mortos. Vede quantas famílias extintas, quantas casas arruinadas, lojas fechadas, comércio em apuros, falências, quantos males, quantos lamentos! Mas qual é a causa? Um exame atento revelaria que uma das causas principais é a crueldade para com os pobres mortos, recusando-lhes os sufrágios devidos, negligenciando o cumprimento dos legados piedososComederunt sacrificia mortuorum et multiplicata est in eis ruín.

Entretanto, não consiste ainda nisto todo o castigo de DEUS àqueles sem amor a seus falecidos: outro maior lhes está reservado na outra vida. São Tiago assegura que eles serão julgados por DEUS com todo o rigor da justiça, sem misericórdia, pois que eles mesmos foram impiedosos com os pobres mortosJudicium sine misericordia illi qui non fecit misericordiam. (Tg 2, 13).

Permitirá DEUS que seus herdeiros lhes paguem na mesma moeda, e é, que suas últimas disposições não sejam cumpridas, as Missas deixadas em testamento não sejam realizadas: e, se forem celebradas, DEUS não as aplicará a eles, mas a outras almas que nesta vida tiveram compaixão dos mortos.

Isto nos ensinam, outrossim, nossas crônicas, a respeito de um irmão que, após a morte, apareceu a um de seus companheiros, revelando-lhe que no Purgatório sofria dores extremas, especialmente por ter sido muito negligente em rezar por seus irmãos falecidos. Até aquele momento ele não recebera nenhum alívio dos sufrágios e Missas oferecidos em seu favor. Como punição por sua negligência, DEUS os aplicava a outras almas que em vida tinham sido devotas das almas sofredoras.

Ante de terminar esta instrução, permiti-me caro leitor, suplicar-vos de joelhos e mãos postas de não fechar este livro sem tomar a firme resolução de fazer, no futuro, todo o esforço para assistir ou encomendar todas as Santas Missas que vossas ocupações e vossa condição vos permitirem, não só pelas almas dos falecidos, mas também pela vossa, e isto por dois motivos. Em primeiro lugar, para alcançardes uma boa e santa morte, pois é opinião constante dos teólogos que não há meio mais eficaz para se chegar a um bom fim, do que a Santa Missa. Ainda mais, Nosso Senhor JESUS CRISTO revelou a Santa Mectilde que aquele que, durante a vida, tiver tido o hábito de assistir devotamente à Santa Missa, será consolado na morte pela presença dos Anjos e dos Santos protetores, que o defenderão poderosamente contra todos os ataques dos demônios.

Ah! De que bela morte será coroada a vossa vida, se a tiverdes empregado em assistir a todas as Santas Missas que puderdes. Em segundo lugar, par sair prontamente do Purgatório e voar à glória eterna. Já provamos suficientemente a eficácia da Santa Missa para apressar a remissão das penas do Purgatório. Contentai-vos aqui com o exemplo e autoridade do grande servo de DEUS, João d´Ávila, oráculo da Espanha. Encontra-se em artigo de morte e alguém lhe perguntou o que mais queria depois da morte, e ele respondeu: Missas, Missas, - Missas!

As excelências da Santa Missa - Leonardo de Porto Maurício, da Ordem dos Frades Menores, conforme a edição romana de 1737 dedicada a S.S.Papa Clemente XII (Em PDF)

quinta-feira, 1 de dezembro de 2022

DICAS PARA EVITAR O PURGATÓRIO

 




DICAS PARA EVITAR O PURGATÓRIO

Por cada pecado mortal perdoado, uma alma precisaria passar, em média, sete anos no Purgatório. Essa revelação foi feita a Santa Francisca Romana.

A partir das revelações feitas aos santos, percebemos que o Purgatório não é nenhuma colônia de férias, mas um local de intensa purificação quase tão terrível quanto o inferno. “Lá uma hora de tormentos será mais terrível do que uma centena de anos de rigorosa penitência passada aqui” (Imit., I, 24).

A principal diferença com relação ao inferno é que aqueles que vão para o purgatório já estão salvos, isso significa que o sofrimento terá um fim quando as penas devidas forem pagas integralmente (isso pode demorar 1 ano como muitos séculos), enquanto os que são condenados ao inferno sofrerão para sempre.

Por essas e outras revelações percebemos que não é um bom negócio apostar no purgatório, até porque existe o risco de mirar no purgatório mas acertar no inferno. Veja abaixo algumas importantes dicas para se evitar o purgatório:

1 – Elimine as causas do pecado e lute contra qualquer tentação.

2 – Penitência (Oferecer a Deus pequenos sacrifícios).

2 – Aceitar o sofrimento – a vontade de Deus. (Exemplo: Não reclamar calor, frio).

3 – Sacramentos (Confissão, Eucaristia) – Através do Percebemos a malícia do pecado.

5 – Oração (Morte Santa e que eu fique livre do purgatório).

6 – Aceite a morte (Aceitar a morte da maneira que Deus quiser).

SENHOR MEU DEUS, ACEITO DESDE JÁ, DE BOA VONTADE, E RECEBO COM ALEGRIA E RESIGNAÇÃO O GÊNERO DE MORTE QUE VOS PROVER COM VOSSAS DORES E SOFRIMENTOS.

7 – Unção dos enfermos.

8 – Salvar uma alma (Ajudar uma alma a sair do pecado).

9 – Indulgências (Parciais e plenárias).

10 – Difundir a boa imprensa.
(Divulgar a vida dos santos – catolicismo).

Continue lendo essa formação em nosso site e conheça mais revelações dos santos sobre o purgatório e se devemos ou não ter medo de ir para lá:https://osegredodorosario.blogspot.com/2015/12/os-beneficios-de-rezar-pelas-almas-do.html


Imagem 1 de 6 de Kit De 5 Tratados Tratados, De S. Afonso; S. Francisca Romana, S. Catarina De Gênova; Abade Grimes. Editora Santa Cruz, Capa Mole Em Português
Imagem 2 de 6 de Kit De 5 Tratados Tratados, De S. Afonso; S. Francisca Romana, S. Catarina De Gênova; Abade Grimes. Editora Santa Cruz, Capa Mole Em Português


Este combo contém:

- 01 Tratado da Castidade;
- 01 Tratado da Conformidade com a Vontade de Deus;
- 01 Tratado dos Escrúpulos;
.- 01 Tratado do Inferno;
- 01 Tratado do Purgatório.

Adquira pelo link abaixo;

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Descrição

Embora existam muitas obras sobre esse tema – o sacramento da Penitência (Confissão) – este livro tem como fator positivo a simplicidade e a concisão, tratando de uma forma bastante clara e prática sobre o assunto. Também foi escrito em forma de diálogo (assim como Casai-vos Bem e Comungai Bem). O intuito do autor, principalmente, foi o de proporcionar aos fiéis a ocasião de conhecerem, entre outras coisas: - toda a excelência da Confissão; - a importância muito grande de bem se servirem dela; - a necessidade de frequentá-la mais a miúdo. Autor: Padre Luigi Chiavarino Editora: Santa Cruz Número de Páginas: 172 Ano de Lançamento: 2021 ISBN-13: 9786587994291 Edição: 1ª Encadernação: Capa dura Dimensões: 12,5 x 18,5 cm Aviso legal • Idade mínima recomendada: 0 anos.


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