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sábado, 22 de agosto de 2020

Corramos para os irmãos que nos esperam - São Bernardo

 

Hoje é dia de São Bernardo de Claraval, Doutor da Igreja, Pregador das Cruzadas e fundador dos Cistercienses.

Que aproveitam aos Santos o nosso louvor, a nossa glorificação e até esta mesma solenidade? Para quê tributar honras terrenas a quem o Pai celeste glorifica, segundo a promessa verdadeira do Filho? De que lhes servem os nossos panegíricos (discursos de louvor)? Os Santos não precisam das nossas honras e nada podemos oferecer lhes com a nossa devoção. Realmente, venerar a sua memória interessa nos a nós e não a eles.

Por mim, confesso, com esta evocação sinto me inflamado por um anseio veemente. 

O primeiro desejo que a recordação dos Santos excita ou aumenta em nós é o de gozar da sua amável companhia, de merecermos ser concidadãos e comensais dos espíritos bem aventurados, de sermos integrados na assembleia dos Patriarcas, na falange dos Profetas, no senado dos Apóstolos, no inumerável exército dos Mártires, na comunidade dos Confessores, nos coros das Virgens; enfim, de nos reunirmos e nos alegrarmos na comunhão de todos os Santos. 

Aguarda-nos aquela Igreja dos primogénitos e nós ficamos insensíveis; desejam os Santos a nossa companhia e nós pouco nos importamos; esperam-nos os justos e nós parecemos indiferentes.

Despertemos, finalmente, irmãos. Ressuscitemos com Cristo, procuremos as coisas do alto, saboreemos as coisas do alto. Desejemos os que nos desejam, corramos para os que nos aguardam, preparemo-nos com as aspirações da nossa alma para entrar na presença daqueles que nos esperam. Não devemos apenas desejar a companhia dos Santos, mas também a sua felicidade, ambicionando com fervorosa diligência a glória daqueles por cuja presença suspiramos. Na verdade, esta ambição não é perniciosa, nem o desejo de tal glória é de modo algum perigoso.

Ao comemorarmos os Santos, um segundo desejo se inflama em nós: que, tal como a eles, Cristo, nossa vida, Se nos manifeste também e que nos manifestemos também nós com Ele revestidos de glória. É que de momento a nossa Cabeça revela-Se-nos não como é, mas como encarnou por nós, não coroada de glória, mas rodeada dos espinhos dos nossos pecados. Envergonhemo-nos de sermos membros tão requintados sob uma Cabeça coroada de espinhos, à qual por agora a púrpura não proporciona honras mas afronta. 

Chegará o momento da vinda de Cristo; e já não se anunciará a sua morte, para sabermos que também nós estamos mortos e que a nossa vida está escondida com Ele. Aparecerá a Cabeça gloriosa e com ela resplandecerão os membros glorificados, quando Ele transformar o nosso corpo mortal e o tornar semelhante ao corpo glorioso da Cabeça que é Ele mesmo.


Desejemos pois esta glória com total e segura ambição. Mas para podermos esperar tal glória e aspirar a tamanha felicidade, devemos desejar também ardentemente a intercessão dos Santos, a fim de nos ser concedido pelo seu patrocínio o que as nossas possibilidades não alcançam.

in Sermão 2 dos Sermões de São Bernardo, abade

sábado, 18 de julho de 2020

Corramos para os irmãos que nos esperam - São Bernardo

Que aproveitam aos Santos o nosso louvor, a nossa glorificação e até esta mesma solenidade? Para quê tributar honras terrenas a quem o Pai celeste glorifica, segundo a promessa verdadeira do Filho? De que lhes servem os nossos panegíricos (discursos de louvor)? Os Santos não precisam das nossas honras e nada podemos oferecer lhes com a nossa devoção. Realmente, venerar a sua memória interessa nos a nós e não a eles.

Por mim, confesso, com esta evocação sinto me inflamado por um anseio veemente. 

O primeiro desejo que a recordação dos Santos excita ou aumenta em nós é o de gozar da sua amável companhia, de merecermos ser concidadãos e comensais dos espíritos bem aventurados, de sermos integrados na assembleia dos Patriarcas, na falange dos Profetas, no senado dos Apóstolos, no inumerável exército dos Mártires, na comunidade dos Confessores, nos coros das Virgens; enfim, de nos reunirmos e nos alegrarmos na comunhão de todos os Santos.
Aguarda-nos aquela Igreja dos primogénitos e nós ficamos insensíveis; desejam os Santos a nossa companhia e nós pouco nos importamos; esperam-nos os justos e nós parecemos indiferentes.

Despertemos, finalmente, irmãos. Ressuscitemos com Cristo, procuremos as coisas do alto, saboreemos as coisas do alto. Desejemos os que nos desejam, corramos para os que nos aguardam, preparemo-nos com as aspirações da nossa alma para entrar na presença daqueles que nos esperam. Não devemos apenas desejar a companhia dos Santos, mas também a sua felicidade, ambicionando com fervorosa diligência a glória daqueles por cuja presença suspiramos. Na verdade, esta ambição não é perniciosa, nem o desejo de tal glória é de modo algum perigoso.

Ao comemorarmos os Santos, um segundo desejo se inflama em nós: que, tal como a eles, Cristo, nossa vida, Se nos manifeste também e que nos manifestemos também nós com Ele revestidos de glória. É que de momento a nossa Cabeça revela-Se-nos não como é, mas como encarnou por nós, não coroada de glória, mas rodeada dos espinhos dos nossos pecados. Envergonhemo-nos de sermos membros tão requintados sob uma Cabeça coroada de espinhos, à qual por agora a púrpura não proporciona honras mas afronta. Chegará o momento da vinda de Cristo; e já não se anunciará a sua morte, para sabermos que também nós estamos mortos e que a nossa vida está escondida com Ele. Aparecerá a Cabeça gloriosa e com ela resplandecerão os membros glorificados, quando Ele transformar o nosso corpo mortal e o tornar semelhante ao corpo glorioso da Cabeça que é Ele mesmo.


Desejemos pois esta glória com total e segura ambição. Mas para podermos esperar tal glória e aspirar a tamanha felicidade, devemos desejar também ardentemente a intercessão dos Santos, a fim de nos ser concedido pelo seu patrocínio o que as nossas possibilidades não alcançam.

in Sermão 2 dos Sermões de São Bernardo, abade

quinta-feira, 10 de maio de 2018

O zelo da ORAÇÃO



"A virtude da oração é tão eficaz que só ela vence as tentações e armadilhas do inimigo maligno, que é o único a impedir o vôo da serva de Deus ao céu.


Não é de admirar sucumba muitas vezes miseravelmente às tentações quem não nutrir assiduamente o zelo da oração.

Por isso diz Santo Isidoro: "Este é o remédio para quem sente o fogo das tentações dos vícios: quantas vezes é tentado por algum vício, tantas vezes recorra à oração, porque a oração frequente rebate as impugnações dos vícios."

A mesma coisa diz o Senhor no Evangelho: "Vigiai e orai para não cairdes em tentação."

Tanta é a virtude da oração devota, que com ela o homem pode alcançar tudo e em qualquer tempo: no inverno e no verão, nos dias serenos e de chuva, de noite e de dia...

Às vezes, mesmo numa só hora de oração, ganha mais do que vale todo o mundo, porque com módica oração devota, ganha o homem o reino dos Céus."

Excerto do livro "A direção da alma e a vida perfeita"
São Boaventura

quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Escolher o último lugar e evitar comparações


















Se soubéssemos claramente em que lugar Deus coloca cada um de nós, aceitaríamos tal decisão sem nunca nos colocarmos nem acima nem abaixo desse lugar. Mas, no nosso estado presente, os decretos de Deus estão envoltos em trevas e a sua vontade está-nos oculta. 

Por isso, o mais seguro, de acordo com o conselho da própria Verdade, é escolhermos o último lugar, de onde nos tirarão depois com honra, para nos darem um melhor. Ao passarmos debaixo de uma porta muito baixa, podemos baixar-nos tanto quanto quisermos sem nada temer; mas, se nos levantarmos um dedo que seja acima da altura da porta, bateremos com a cabeça. É por isso que não devemos recear nenhuma humilhação, mas antes temer e reprimir o menor movimento de auto-suficiência.

Não vos compareis, nem com os que são maiores que vós, nem com os vossos inferiores, nem com quaisquer outros, nem sequer com um só. Que sabeis sobre eles? Imaginemos um homem que parece o mais vil e desprezível de todos, cuja vida infame nos horroriza. Pensais que o podeis desprezar, não só por comparação convosco mesmos, que aparentemente viveis em sobriedade, justiça e piedade, mas até por comparação com outros malfeitores, dizendo que ele é o pior de todos. Mas sabeis se ele não será um dia melhor que vós e se o não é já aos olhos do Senhor? 

Por isso é que Deus não quis que ocupássemos um lugar intermédio, nem o penúltimo, nem sequer um dos últimos, mas disse: «Toma o último lugar», a fim de ficarmos verdadeiramente sós na última fila. Desse modo não pensareis, já não digo em preferir-vos, mas simplesmente em comparar-vos com quem quer que seja.


São Bernardo (1091-1153), monge cisterciense, doutor da Igreja in Sermão 37, sobre o Cântico dos Cânticos 


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O Verbo de Deus virá a nós




quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

O Verbo de Deus virá a nós


Conhecemos uma tríplice vinda do Senhor. Entre a primeira e a última há uma vinda intermediária. A primeira e a última são visíveis, mas a intermediária, não. Na primeira vinda o Senhor apareceu na terra e conviveu com os homens. Foi então, como ele próprio declara, que viram-no e não o quiseram receber. Na última, todo homem verá a salvação de Deus (Lc 3, 6) e olharão para aquele que transpassaram (Zc 12, 10). A vinda intermediária é oculta e nela somente os eleitos o veem em si mesmos e recebem a salvação. Na primeira, o Senhor veio na fraqueza da carne; na intermediária, vem espiritualmente, manifestando o poder de sua graça; na última, virá com todo o esplendor da sua glória.
Esta vinda intermediária é, portanto, como um caminho que conduz da primeira à última; na primeira, Cristo foi nossa redenção; na última, aparecerá como nossa vida; na intermediária, é nosso repouso e consolação.
Mas, para que ninguém pense que é pura invenção o que dissemos sobre esta vinda intermediária, ouvi o próprio Senhor:
“Se alguém me ama, guardará a minha palavra, e o meu Pai o amará, e nós viremos a ele” (Jo 14, 23)
Lê-se também noutro lugar:
“Quem teme a Deus, faz o bem” (Eclo 15, 1)
Mas vejo que se diz algo mais sobre o que ama a Deus, porque guardará suas palavras. Onde devem ser guardadas? Sem dúvida alguma no coração, como diz o profeta:
“Conservei no coração vossas palavras, a fim de que eu não peque contra vós” (Sl 118, 11)
Guarda, pois, a palavra de Deus, porque são felizes os que a guardam; guarda-a de tal modo que ela entre no mais íntimo de tua alma e penetre em todos os teus sentimentos e costumes. Alimenta-te deste bem e tua alma se deleitará na fartura. Não esqueças de comer o teu pão para que teu coração não desfaleça, mas que tua alma se sacie com este alimento saboroso.
Se assim guardares a palavra de Deus, certamente ela te guardará. Virá a ti o Filho em companhia do Pai, virá o grande Profeta que renovará Jerusalém e fará novas todas as coisas. Graças a essa vinda, como “já refletimos a imagem do homem terrestre, assim também refletiremos a imagem do homem celeste” (1 Cor 15, 49). Assim como o primeiro Adão contagiou toda a humanidade e atingiu o homem todo, assim agora é preciso que Cristo seja o senhor do homem todo, porque ele o criou, redimiu e o glorificará.
(Dos Sermões de São Bernardo, abade)

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

São Bernardo aconselha: Em caso de dificuldade invoca Maria


E o nome da Virgem era Maria (Lc. 1, 27). Falemos um pouco deste nome que significa, segundo se diz, Estrela do Mar, e que convém maravilhosamente à Virgem Mãe. .... Ela é verdadeiramente esta esplêndida estrela que devia se levantar sobre a imensidade do mar, toda brilhante por seus méritos, radiante por seus exemplos.

Ó tu, quem quer que sejas, que te sentes longe da terra firme, arrastado pelas ondas deste mundo, no meio das borrascas e tempestades, se não queres soçobrar, não tires os olhos da luz desta estrela.

Se o vento das tentações se levanta, se o escolho das tribulações se interpõe em teu caminho, olha a estrela, invoca Maria.

Se és balouçado pelas vagas do orgulho, da ambição, da maledicência, da inveja, olha a estrela, invoca Maria.

Se a cólera, a avareza, os desejos impuros sacodem a frágil embarcação de tua alma, levanta os olhos para Maria.

Se, perturbado pela lembrança da enormidade de teus crimes, confuso à vista das torpezas de tua consciência, aterrorizado pelo medo do Juízo, começas a te deixar arrastar pelo turbilhão da tristeza, a despenhar no abismo do desespero, pensa em Maria.

Nos perigos, nas angústias, nas dúvidas, pensa em Maria, invoca Maria.

Que seu nome nunca se afaste de teus lábios, jamais abandone teu coração; e para alcançar o socorro da intercessão dEla, não negligencies os exemplos de sua vida.

Seguindo-A, não te transviarás; rezando a Ela, não desesperarás; pensando nEla, evitarás todo erro.

Se Ela te sustenta, não cairás; se Ela te protege, nada terás a temer; se Ela te conduz, não te cansarás; se Ela te é favorável, alcançarás o fim.

E assim verificarás, por tua própria experiência, com quanta razão foi dito: "E o nome da Virgem era Maria."

São Bernardo de Claraval in 'Louvores da Virgem Maria', Super missus, 2ª homilia

quarta-feira, 7 de setembro de 2016

São Bernardo, explica porquê o Rosário é composto de quinze orações

Na visão tida por São Bernardo, a divina revelação o explicou: aquele que cada dia, por um ano inteiro, rezar quinze Pater noster, igualará o número das feridas da Paixão de Cristo. As quais todos os Cristãos devem honrar sumamente e adorar



Contemplativo, mas nem por isso alheio a história do seu tempo

Na breve biografia, o Missal Quotidiano define S. Bernardo como um grande contemplativo. Contemplativo, sim, mas, que nem por isso se alheou das questões da história do seu tempo. Diz o Missal: “Foi um dos que imprimiram ao século XII o seu caráter tão profundamente cristão. Pôs fim ao cisma de Anacleto, que perturbava o clero e o povo de Roma. Refutou a heresia de Abelardo no Concílio de Sens, e desmascarou os erros de Arnaldo de Bréscia. Pregou a segunda cruzada. S. Bernardo morreu em Claraval em 20 de agosto de 1153; seu corpo foi colocado aos pés do altar da Virgem. Deixava atrás de sí 165 mosteiros. Os seus escritos, cheios duma doutrina inspirada pela sabedoria divina, fizeram-no alinhar entre os doutores da Igreja”.
E acrescenta: “Nascido em 1090 em Fontaine-lez-Dijon, entrou no mosteiro de Cister aos 22 anos, levando consigo quatro de seus irmãos e trinta nobres da sua idade. A Ordem Cisterciense, ramo saído do velho trono beneditino, adquire então um novo vigor que lhe permite cobrir com seus rebentos a Europa inteira. Bernardo fundou, em pouco tempo, a grande abadia de Claraval a que ficou ligado o seu nome. Derramou sobre mais de setecentos monges os tesouros de doutrina e sabedoria que Deus lhe tinha confiado”.

Em uma visão mística, o Céu revela a S. Bernardo o motivo do Santo Rosário ser composto por quinze orações

Por sua vez, o Beato Alano da Rocha, conforme consta na obra “Saltério de Jesus e de Maria: gênese, história e revelação do Santíssimo Rosário”, ao explicar o motivo de o Saltério de Jesus e Maria, ou Santo Rosário, ser composto de quinze orações, faz referência a uma visão mística de S. Bernardo que providencialmente lhe revelara o seguinte:
Na visão tida por São Bernardo, a divina revelação o explicou: aquele que cada dia, por um ano inteiro, rezar quinze Pater noster, igualará o número das feridas da Paixão de Cristo. As quais todos os Cristãos devem honrar sumamente e adorar. De fato, na Paixão do Senhor são quinze as principais dores que os Cristãos devem contemplar com veneração:
  1. A Ceia dolorosa.
  2. A captura penosa.
  3. O vergonhoso tapa na casa de Anás.
  4. O sarcasmo e a condenação na odiosa casa de Caifás.
  5. O arrastar Cristo em meio aos gritos da multidão até Pilatos.
  6. A injuriosa ironia de Herodes em relação a Cristo.
  7. O flagelo sanguinário de Cristo.
  8. A coroa de espinhos.
  9. A blasfêmia dos soldados.
  10. A condenação vergonhosa.
  11. O fardo da Cruz.
  12. A crucificação dolorosa.
  13. O colóquio virtuoso de Cristo na Cruz.
  14. A comovente morte de Jesus.
  15. A sepultura gloriosa do Senhor.
Na verdade estas dores são, cada uma, de tão grande valor que, como o Senhor Jesus revelou algumas vezes a São Bernardino e à Santa Brigite, cada uma destas supera grandemente todo o valor do mundo inteiro e do universo criado. Por isso, é justo e sagrado que os cristãos recordem e venerem estas dores nas quinze Orações do Senhor no Saltério. Do momento em que:
  1. Esta oração foi confiada aos Apóstolos pelo Senhor Jesus (Mt.6).
  2. No passado, na Igreja, o rito da Missa se concluía com esta única oração, como testemunham as regras canônicas de São Gregório.
  3. A Igreja durante as horas canônicas antepõe esta Oração, como princípio e fundamento das orações da Igreja.
S. Bernardo foi também eminentemente dotado com o dom dos milagres. Nesse seu dia, tomemos por exemplo e inspiração sua determinação na defesa da verdadeira fé católica e seu extraordinário amor a Santa Igreja, a Santíssima Virgem, o recolhimento interior e, sobretudo, ao Santo Rosário, onde sempre encontrou consolo, perseverança e coragem em seus inúmeros e grandiosos empreendimentos.
Fontes de consulta:
Missal Romano Quotidiano
“Saltério de Jesus e de Maria: gênese, história e revelação do Santíssimo Rosário”, pelo Beato Alano da Rocha O.P. (1464 d.C.)

segunda-feira, 12 de maio de 2014

O melhor lugar para se estar...




"É melhor para mim, Senhor, ser atribulado, contanto que estejas comigo, do que reinar sem ti, banquetear-me sem ti, ser glorificado sem ti. É melhor para mim, Senhor, abraçar-te na tribulação, ter- te comigo no meio do fogo, do que estar sem ti, ainda que fosse no céu: 'o que há no céu fora de ti? Se estou contigo nada mais me atrai na terra' [Sl 72, 25]. 'A fornalha prova o ouro, e a tribulação prova os justos' [Pr 17,3]"(São Bernardo)

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