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quinta-feira, 28 de novembro de 2013

As belezas da Ave Maria


Fonte: Livro: O Bom Combate na Alma Generosa


Amados filhos, filhos prediletos, que todos os dias repetis com amor esta encantadora saudação à Virgem Maria, minha celeste Mãe “Ave Maria”.

Eu sou Jesus, o disse Jesus filho desta Mãe amável, da qual vou falar-vos, explicando-vos a Ave Maria.

Desejo-vos explicar a Ave Maria, porque muitos saúdam Minha Santíssima Mãe rotineiramente, sem saberem o que estão dizendo. Desejando que aproveiteis desta belíssima oração, eis o motivo por que desejo hoje explicar-vos quão bela é esta oração composta pelo Pai.

Amados de Meu Coração, o mundo jazia nas trevas do paganismo, o demônio com seus sequazes estavam tomando posse dos corações que foram criados por nós, por isso tor­nou-se necessário que o Verbo Se fizesse carne no seio de uma puríssima Virgem.


Chegando esta hora bendita, como sabeis, foi enviado o anjo a Maria, que, por nossa ordem, saúda esta flor escon­dida na Sua ramagem de virtudes, as mais elevadas.

Ao anjo lhe foi dito: saúda nossa Pomba, nossa Amada: Ave Gratia Plena!

Oh! palavras sublimes, que, compostas por nós, encer­ram tanta grandeza e sublimidade, para saudarmos Aquela que ia ser mais tarde a derrota do inimigo infernal.

Ave, Maria, Gratia Plena. Eu Vos saúdo, ó Maria, porque foste A escolhida para seres o vaso puríssimo, onde vai repousar o Verbo! De graças estais repleta! Eis porque o nosso Deus a ti me enviou para anunciar-te que foste a escolhida para seres a Mãe do Messias prometido. O anjo assim falou, e Maria turbou-Se na Sua grande humildade, porém, sempre obediente às inspirações do céu, pronun­ciou o Fiat. E o anjo lhe anunciou: Bendita serás entre todas as mulheres, porque bendito e sagrado será o Fruto de Vossas puríssimas entranhas!

Amados filhos, quantas vezes não repetis estas tão belas e sublimes palavras compostas por nós, sem saberdes o que estais dizendo! Ah! se os vossos olhos se abrissem e pudes­sem ver como os anjos saúdam a Maria no céu?! Reverentes e em transportes de santa alegria, saúdam a nossa amada: Ave, Maria! Nós vos saudamos, ó Maria, Mãe amável, Mãe puríssima, amabilíssima. Nós vos saudamos com amor e aqui aos Vossos santíssimos pés, nos achamos reverentes para cumprirmos vossas ordens de Mãe amável. Eis amados filhos, que o Coração de Maria se abre e diz a Seus anjos: Vede anjos puríssimos, Meu Coração que vos diz, amo os homens. Amados filhos, Maria quando recebe de Seus anjos veneração e homenagem, imediatamente olhando para vós que ainda estais neste exílio, diz: Ah! se todos os meus filhos do exílio Me louvassem com a Ave Maria, nenhum deles se perderia! Sim, porque quem saúda a Minha Mãe com a Ave Maria predispõe o seu coração para receber as enchentes de Minhas graças.

Filhos amados, saudai a Maria com amor, como os anjos a saúdam. Lembro-vos que Ela é vossa Mãe, Mãe solicita e cari­nhosa sempre pronta em vos socorrer. “Gratia Plena”.

Amados filhos, Maria vossa Mãe, é cheia de graça. Eis como o anjo a saudou: “Ave, Gratia Plena”.

Agora vos pergunto, quando a saudais, refletis no que estais dizendo? Ah! quantos dos que me ouvis, a saudais pensando em vós, nos vossos filhos, vossos amigos, enfim em tudo, menos em Maria. Esta saudação pode ser agradável a Maria? Ah! não. Como um filho pode contentar a sua Mãe, quando lhe fala, não como filho agradecido, mas, sim, como um estrangeiro que jamais a viu? Que dor para esta mãe que ama seu filho, ver que não é reconhecida como tal!

Amados filhos, se rezardes sem atenção, sois filhos ingratos, dais a Maria, que é vossa Mãe, uma espada para seu Coração tão delicado e que tanto deseja ver-vos atentos, para poderdes aproveitar de Seus divinos favores.

Maria é cheia de graça, porque foi escolhida para ser Minha Mãe, portanto tem nas Suas mãos os tesouros do Paraíso, dos quais pode dispôr em vosso beneficio. No entanto, quando dizeis Ave, Maria, cheia de graça, porque recebeis tão pouco? É porque rezais mal, sem atenção, maquinalmente! Passais as contas de vosso rosário e quando chegastes ao fim, tudo perdido! Ah! mais vos valeria que rezásseis só uma Ave Maria bem rezada do que um rosário inteiro sem nenhum fruto. Não é a quantidade que agrada a Maria, mas, sim, a qualidade.

Luiz de Gonzaga quando rezava esta saudação encan­tadora, nunca chegava ao fim, porque se mergulhava na contemplação destas admiráveis palavras que encerram tanta sublimidade!

“Ave, Maria, Gratia Plena”. Maria, Eu Vos saúdo porque o Céu Vos cumulou de graças. És o vaso de eleição do Se­nhor! E em transportes de amor, ficava ele dias e dias contemplando as maravilhas operadas por nós neste vaso de eleição destinado, como Mãe carinhosa, a beneficiar os homens.

Amados filhos, é assim que vós fazeis?...

Ah! que dor para Maria ver-vos tão distraídos na oração, pensando em tudo, menos no que estais dizendo. Se assim fazeis, podereis chegar a aproveitar de seus cari­nhos de Mãe? Só um milagre será capaz de tirar-vos desta rotina que tanto mal faz ás almas, privando-as das doçuras e dos carinhos, com que tanto deseja beneficiar-vos.

Oh! filhos meus, se souberdes saudar a Maria, garan­tida está a vossa salvação. Jamais se ouviu dizer que um Seu devoto se perdesse. Ah! não, jamais vi descer um devoto de Maria ao inferno.

Maria, Minha armadíssima Mãe, repleta de caridade, pois em Seu seio Eu Me achava, foi visitar Sua prima Isabel e esta sem saber por criatura o que em Maria se tinha ope­rado, ao recebê-la, por inspiração divina, A saúda, dizen­do-lhe: quem sou eu para que a Mãe do meu Senhor venha me visitar?! Oh! Maria, bendita és entre todas as mulheres, porque bendito é o fruto de Vossas puríssimas entranhas. Amados filhos, quem revelou estas coisas a Isabel? Não a carne, mas, sim, o céu, e eis que, sem ela saber, disse a Maria o que o anjo lhe tinha dito: “Bendita és tu entre as mulheres, ó Maria.”

Amados filhos, bem podeis avaliar quanto esta oração, ou melhor, esta saudação é agradável ao Coração de Maria e ao Meu. Ave Maria, eu Vos saúdo, ó Maria, cheia de graça! Sim, és um vaso cheio de perfume inebriante. O Senhor é conVosco. Sim, ó Maria, a Trindade augustíssima Vos escolheu para seres a portadora de Seus divinos favores. Bendita sois entre todas as mulheres. Sim, ó Maria, entre todas fostes a escolhida para seres a Mãe de Deus. Portanto, bendita sois, e serás sempre proclamada por todos os anjos e santos bendita! Bendito é o fruto de Vossas entranhas. Só Vós, Maria, tens esta honra de haver sido a escolhida para sacrário, onde o Verbo Se fez carne para habitar no meio dos homens!

Amados filhos, eis como deveis rezar a saudação angé­lica. Poderia chamá-la saudação divina, porque toda ela foi ditada pelo nosso amor.

Oh! filhos que me ouvis, se pudésseis compreender o valor desta saudação bem rezada, como serieis felizes! Aproveitai, não desperdiceis vosso tempo em rezar mal e as pressas. Prestai atenção com quem estais falando e o que estais falando. Se assim fizerdes, na hora da vossa morte estareis repletos de graças para poderdes entrar na vossa pátria, que é o Paraíso.

Quando saudais a Maria com a Ave Maria acrescentais, Santa Maria Mãe de Deus rogai por nós pecadores, agora e na hora da nossa morte. Amém.

Esta bela súplica foi composta por um fiel servo de Maria, quando o demônio se levantou, querendo roubar-Lhe o mais belo título, que possui — “Mãe de Deus”. Sim, o Meu servo divinamente inspirado pelo céu, em entusiasmo próprio dis verdadeiros servos de Maria, prorrompe em nós três preces: Santa Maria Mãe de Deus rogai por nós pecadores agora e na hora de nossa morte. Amados, vede que Ave Maria e Santa Maria não são invenções humanas, mas, sim, divinas, porque estas foram ditadas pelo céu para que assim possais conversar com Maria, pe­dindo-Lhe tudo de que estais precisando. Na verdade, Ela tudo pode, porque tem nas Suas mãos os tesouros de Meu Coração. Ela é a dispensadora de Meus divinos favores. Se alguém prontamente os desejar receber, peça-Me por Maria, porque é por meio dela que dou em abundância meus tesouros. Foi por meio de Maria que desci ao mundo e assim vos abri as portas do Paraíso. É por Maria que dou às almas de boa vontade o que Me pedem. Vinde, portanto, a Maria porque Ela vos conduzirá a Mim.

Amados filhos, exorto-vos a bem rezar a oração ange­lical. Vinde a Maria, com confiança e amor, por meio desta belíssima oração composta pelo nosso amor, para saudar a nossa amada, a nossa Pomba.

Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós pecadores, agora e na hora de nossa morte. Repeti, filhos Meus, esta bela súplica e na hora da morte vereis Maria a vos dizer: Aqui estou, filho Meu, para te assistir nos últimos momentos. Sim, tu, que tanto chamaste por Mim na vida, aqui estou para te ajudar na morte. Vem nos meus braços, vem des­cansar para sempre. Oh! filhos Meus, a vossa morte será nos braços de Maria. Sim, se com Ela souberdes viver na vida, na morte encontrareis Maria.

Rezai, filhos Meus, rezai com amor e alegria, rezai com confiança filial a oração angélica e tereis tudo, que sou Eu mesmo.

Sim, tereis o Meu amor nos vossos corações.
Jesus, o vosso tudo, que eternamente vos abençoará, se souberdes, saudar a Maria.

Devoção das Três Ave-Marias


O PODER DA AVE MARIA

http://osegredodorosario.blogspot.com.br/2010/11/o-poder-da-ave-maria.html

sábado, 22 de junho de 2013

Nossa Senhora das Três Ave Marias

Fonte: Vas Honorabile


A reza da Ave Maria é tão antiga, quanto o culto dedicado à Virgem Maria, Mãe de Deus. A sua veneração faz parte da vida da Cristandade de todos os tempos, como demonstram as tradições, escrita e oral, da Igreja do Oriente e do Ocidente. Com toda razão, é considerado um dos meios mais eficientes para se chegar à Jesus Cristo, nossa salvação e vida eterna.

O amor dos cristãos à Mãe vem desde os monges anacoretas orientais, que consideravam a Ave Maria uma oração com poder de afastar o mal, alegrar os anjos e exultar o coração da Virgem Santa. A primeira parte da oração foi extraída do próprio Evangelho: ‘Ave Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco’, Lc 1, 28. ‘Bendita sois vós entre as mulheres e bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus’, Lc 1, 41 a 42. A segunda parte, que se inicia por ‘Santa Maria’, foi composta pela Igreja, mas veio da Tradição cristã dos primeiros tempos. Nela se pede à ‘Mãe de Deus’ que ‘rogue por nós, os pecadores, agora e na hora de nossa morte. Amem’.

O Angelus, as três Ave-Marias.

Durante muito tempo a oração foi rezada só com a primeira parte. Mais tarde a segunda parte acabou sendo assimilada por toda Cristandade. A sua íntegra como é rezada até hoje apareceu pela primeira vez em um breviário de 1563, num mosteiro dos monges Cartuxos, nos Alpes da França, onde Santo Bruno fundou a Ordem, em 1084.

Fervoroso devoto de Nossa Senhora, o Papa Urbano II, no ano de 1095, decretou 95 a reza da Ave-Maria, três vezes ao dia - pela manhã, ao meio-dia e à noite. Ordenou também que as Igrejas tocassem os sinos em tais períodos para lembrar esta oração aos fiéis.
 
Santo Antônio de Pádua, Santa Matilde de Helfta (como veremos em seguida) e São Boaventura são tradicionalmente considerados como os primeiros promotores da oração do Angelus que, em seguida, foi encorajada por muitos Papas.
 
A devoção das Três Ave Maria para obter a graça de uma boa morte começou no século XIII, em um mosteiro de Rodersdorf, na Alemanha, onde viveu Santa Matilde de Helfta, desde seus sete anos de idade até a morte, em 1297. A prece piedosa das Três Ave Maria praticada por esta Santa nos foi transmitida através do livro ‘Revelações’, que trata de sua vida, rica de experiências espirituais. Nele narrou que, em suas preces à Virgem, sempre pedia seu amparo na hora da morte. Certa noite, Maria Santíssima lhe apareceu em sonho e a tranqüilizou dizendo para rezar todos os dias Três Ave Marias, em louvor à Santíssima Trindade: primeira em honra ao Pai, a segunda em honra ao Filho e a terceira em honra ao Espírito Santo. Assim, teria assegurado uma hora final para a vida eterna cheia de paz e de santa serenidade.

No século XVI, Santo Leonardo de Porto Maurício, este franciscano fervoroso devoto de Maria, e grande pregador missionário, contribuiu muito para difundir a devoção a Nossa Senhora das Três Ave Maria, da qual era assíduo praticante. Mais tarde encontraremos em Santo Afonso Maria de Ligório mais um dos célebres apóstolos seguidores convictos desta invocação. Assim com o singular Santo Cura d’Ars que se valeu da propagação dessa devoção Mariana e restaurou a vida cristã da sua diocese, então afastada dos valores da Santa Igreja.

quinta-feira, 25 de abril de 2013

A Saudação "Salve Maria"



Nada mais suave para os ouvidos de Maria do que a voz de seus filhos, dirigindo-lhe a saudação angélica. Esta saudação faz estremecer-lhe o coração, como no dia da Anunciação. O fato seguinte o prova com evidência, e se deu com São Bernardo, um dos mais ilustres servos de Maria.

No meio do século XII, existia nas florestas que separam as Flandres do Brabante uma ermida de religiosos beneditinos, célebre sob o nome de abadia de Afligem. Bernardo, percorrendo a Alemanha para pregar a segunda Cruzada, foi descansar alguns dias no piedoso convento. Uma estátua de Maria estava no fundo do claustro, na grande galeria. Com o divino filho nos braços, Maria parecia olhar com ternura para os religiosos que ali passavam. Bernardo dirigia-lhe a saudação angélica todas as vezes que passava diante dela:

— Ave, Maria! — dizia ele.

Um dia, ajoelhou-se aos pés da imagem, repetindo com efusão sua saudação favorita. No momento em que acabava de dizer “Ave, Maria!”, da imagem Maria respondeu:

— Ave, Bernardo! — Eu te saúdo, ó Bernardo!

É impossível descrever a impressão que estas palavras produziram nos circunstantes, e em particular na alma de Bernardo. Estremeceu, como Santa Isabel no dia da Visitação, quando Maria a saudou: “E donde me vem esta felicidade — exclamou Isabel — que a mãe de meu Senhor se digne visitar-me?” (São Lucas 1, 43). Sem dúvida, a alma de Bernardo, ouvindo a voz de sua Mãe bem amada, derreteu-se de amor como a da esposa dos cânticos: “Minha alma desfez-se em ternura ao som maravilhoso de sua voz”.

Ao retirar-se, o santo abade de Claraval deixou na abadia a parte superior de seu báculo, como penhor de agradecimento. A estátua conservou-se milagrosamente no claustro até o ano de 1580, época em que foi despedaçada, e o convento saqueado pelos protestantes. Dos pedaços recolhidos, fizeram-se duas novas estatuazinhas à imitação da antiga. Uma delas venera-se ainda, na igreja dos beneditinos de Termonde.

(“Maria ensinada à mocidade” - Livraria Francisco Alves, 1915).

Fonte:
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