quarta-feira, 29 de abril de 2020

Catecismo Ilustrado - Parte 61 Os Pecados O Pecado em Geral – O Pecado Original



Catecismo Ilustrado - Parte 61

Os Pecados

O Pecado em Geral – O Pecado Original

1. O pecado é a livre transgressão da lei de Deus; é, pois, qualquer pensamento, palavra, ação ou omissão contra a lei de Deus.

2. Por lei de Deus entende-se não só a lei que Ele mesmo deu, isto é, o Decálogo, mas também qualquer lei humana, tanto eclesiástica como civil, porque Deus deu aos superiores a faculdade de fazerem leis.

3. O pecado é o maior de todos os males, porque ofende a Deus que é o supremo bem, e porque dele provêm todos os males que sofremos nesta vida e na outra.

4. Há duas espécies de pecado, o pecado original e o pecado atual ou pessoal.

5. O pecado original é aquele com que nascemos e que temos como herança do nosso primeiro pai, Adão.

6. Adão e Eva, os nossos primeiros pais, foram colocados no paraíso terrestre, jardim delicioso, cheio de toda a qualidade de árvores e de frutas, onde haviam de passar uma vida venturosa, trabalhando sem cansaço, louvando e engrandecendo a Deus, e serem depois transportados ao Céu sem morrerem, para gozar da eterna felicidade. Os seus descendentes haviam de participar dessa fortuna, mas Adão e Eva perderam este bem tão grande pelo seu pecado e desobediência, comendo do fruto duma árvore, de que Deus lhes tinha proibido comer.

7. Como se predispuseram eles a comer este pecado de soberba e desobediência? Deixou-se Eva enganar pelo demônio, que lhe disse que seriam como deuses, e Adão seguiu o exemplo da mulher, comendo daquele fruto como ela.
Para enganar Eva o demônio serviu-se duma serpente, e o espírito maligno atuou assim por inveja, querendo que os homens fossem infelizes como ele.

8. Por essa desobediência Adão e Eva fizeram-se desgraçados a si e à sua posteridade, ficando submetidos, por causa da sua culpa, a muitas infelicidades. Respectivamente ao corpo, foram reduzidos aos trabalhos penosos, às infelicidades e à morte. Relativamente à alma contraíram a ignorância, a concupiscência, e o império do demônio.
Relativamente a esta vida, foram excluídos do paraíso terrestre, e perderam o domínio que tinham sobre todos os animais. Como se haviam rebelado contra Deus, tudo se rebelou contra eles. Adão e seus descendentes foram condenados a comerem o pão com o suor do seu rosto. No que diz respeito a outra vida, foi-lhes vedada a entrada no Céu e tornaram-se dignos do Inferno.

9. Adão e Eva foram a causa da desgraça dos seus descendentes, comunicando-lhes o seu pecado e as consequências dele.

10. Esta transmissão da culpa original e das suas consequências a todos os homens é um mistério.

11. Encontramos, porém, na justiça humana exemplos de semelhante comunicação. Assim, quando um homem é condenado a perder os seus bens, perde-os para si e para os filhos e descendentes.

12. Por um privilégio especial e para honra de Nosso Senhor que foi o seu Filho, Maria Santíssima foi preservada do pecado original.

13. O sacramento do Batismo lava-nos do pecado original, mas não tira as consequências dele. Ficamos com a ignorância, a fraqueza da vontade para o bem, a concupiscência ou inclinação ao pecado, as misérias da vida e a necessidade de morrer.

Explicação da gravura

14. A gravura representa Adão e Eva desobedecendo a Deus e expulsos por um anjo do paraíso terrestre.

15. No ângulo superior esquerdo, vê-se a morte do Salvador que nos reuniu do pecado e do Inferno.

16. No ângulo superior direito, vê-se um padre batizando uma criança para nos lembrar que o Batismo tira a culpa original.


sexta-feira, 24 de abril de 2020

Irmã Lúcia, de Fátima: “Rosário e escapulário são inseparáveis”







“O Santo Padre o confirmou a todo o mundo, dizendo que o escapulário é sinal de consagração ao Imaculado Coração. Ninguém pode discordar”

Lúcia, uma das três crianças que testemunharam as aparições de Nossa Senhora de Fátima em 1917 e que depois se tornou religiosa carmelita, revelou que, na última aparição, em 13 de outubro daquele ano, a Virgem Maria se manifestou como Nossa Senhora do Carmo, fazendo-a concluir que “o escapulário e o rosário são inseparáveis”.
O relato publicado pelo site da Ordem do Carmo em Portugal informa que, naquele 13 de outubro de 1917, a Santíssima Virgem Maria cumpriu a promessa feita aos três pastorinhos no mês anterior: após a sua aparição, as crianças também viram São José e o Menino Jesus e, na sequência, a mesma Virgem Santíssima voltou a se apresentar a eles como Nossa Senhora das Dores e, em seguida, como Nossa Senhora do Carmo.
O fato foi narrado pela própria irmã Lúcia em setembro de 1949 ao padre carmelita Donald O’Callaghan, que a tinha visitado porque, segundo ele mesmo, “estava particularmente interessado em saber qual era o lugar do Escapulário do Carmo nas aparições de Fátima“.
A freira disse ao sacerdote que Nossa Senhora nada falara em específico do escapulário, mas lhe dissera que “viria como Nossa Senhora do Carmo; a sua interpretação era que a devoção do escapulário agradava a Nossa Senhora e que ela desejava a sua propagação“.
Ao perguntar à vidente “se ela pensava que a devoção do escapulário fazia parte da mensagem de Fátima“, o padre carmelita ouviu dela que “o escapulário e o rosário são inseparáveis“, já que “o escapulário é o sinal da consagração a Nossa Senhora“.
No ano seguinte, em 11 de fevereiro, o Papa Pio XII convidou os fiéis a “colocarem em primeiro lugar, entre as devoções marianas, o escapulário que está ao alcance de todos“. No mesmo ano, durante a festa da Assunção de Nossa Senhora, a irmã Lúcia voltou a falar da aparição de Nossa Senhora do Carmo e a mencionar o escapulário ao pe. Howard Raffterty, também carmelita.
Segundo o sacerdote, a vidente reforçou que, “em muitos livros sobre Fátima, os autores não dão o escapulário como parte integrante da mensagem. Ah, fazem mal: Nossa Senhora quer que todos usem o escapulário“.
A religiosa acrescentou:
“Agora já o Santo Padre o confirmou a todo o mundo, dizendo que o escapulário é sinal de consagração ao Imaculado Coração. Ninguém pode discordar”.
E reafirmou:
Sem dúvida, o terço e o escapulário são inseparáveis“.

quinta-feira, 23 de abril de 2020

Por que Nossa Senhora insiste tanto na Oração do Rosário?



Depois de conhecer esta história, você jamais vai duvidar do poder do terço

São Luís Maria Grignion de Montfort (1673 –1716), grande apóstolo de Maria Santíssima, escreveu:
A Santíssima Virgem revelou ao Bem-aventurado Alain de la Roche que, depois do Santo Sacrifício da Missa, que é o primeiro e mais vivo memorial da Paixão de Jesus Cristo, não havia devoção mais excelente e meritória que o Rosário, que é como que um segundo memorial e representação da vida e da Paixão de Jesus Cristo”.
Em 1945 os americanos lançaram a bomba atômica sobre duas cidades japonesas: Nagasaki e Hiroshima. Nesta última, num raio de um quilômetro e meio do centro da explosão, ficou tudo arrasado e todos os habitantes morreram carbonizados. A casa paroquial, com oito moradores jesuítas, que distava apenas 800 metros da explosão, ficou de pé e os seus moradores ficaram ilesos.
Pe. Hubert ShifferO Pe. Hubert Shiffer era um deles e tinha então 30 anos. Depois viveu mais 33 completamente com saúde e nenhum dos moradores da casa sofreu as conseqüências da radioatividade. Ele contou a sua experiência no Congresso Eucarístico da Filadélfia (EUA) em 1976. Então todos os membros daquela comunidade ainda viviam.
O Pe. Shiffer foi examinado e interrogado por mais de 200 cientistas e não puderam explicar como, no meio de milhares de mortos, ele e seus companheiros tinham podido sobreviver. O Pe. Shiffer afirmou que centenas de cientistas e pesquisadores por vários anos continuaram a investigar por que a casa paroquial não foi atingida quando tudo ao redor ficou arrasado. E o padre explicou, dizendo: “Naquela casa se rezava todos os dias, em comum, o Santo Rosário. Por isso, foi protegida por Nossa Senhora”.
Casa Paroquial em Hiroshima 1945
Nossa Senhora, a partir principalmente de Lourdes, dá uma ênfase toda especial à oração do Rosário. Em Lourdes aparece sempre com o ROSÁRIO. Em outras aparições, pede sempre que se reze o Rosário. Em Fátima, em cada uma das aparições, ela insiste: “Rezem o ROSÁRIO DIARIAMENTE”.
 Hiroshima

quarta-feira, 22 de abril de 2020

A ORAÇÃO - “'É CERTO QUE QUEM REZA SE SALVA, QUEM NÃO REZA SE CONDENA”.




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A JESUS E A MARIA
Vós, Verbo encarnado, destes o sangue e a vida a fim de obter para as nossas orações, como prometestes, um valor tão grande que elas nos alcançam tudo que pedimos. E nós, ó Deus, somos tão descuidados da nossa salvação, que nem pedir queremos as graças necessárias para nos salvar! Por este meio, pela oração, nos destes a chave de todos os vossos divinos tesouros. E nós, porque não pedimos, queremos permanecer em nossas misérias. Ah, Senhor! Iluminai-nos e fazei-nos conhecer quanto valem, perante o Pai eterno, as orações feitas em vosso nome e por vossos merecimentos.
Consagro-Vos este meu livrinho. Abençoai-o e fazei com que todos quantos o tiverem em suas mãos, resolvam a orar sempre e se esforcem por despertar também o fervor nos outros, a fim de que empreguem este grande meio de salvação.
Também a Vós, Maria, grande Mãe de Deus, consagro esta obra. Protegei-a e abençoai a todos que a lerem com espirito de oração, para recorrerem em todas as necessidades ao vosso Filho e a Vós, Despenseira das graças e Mãe de misericórdia, Vós que não sabeis deixar partir desalentados os que se encomendam a Vós. Sois a Virgem poderosa, alcançais de Deus para os vossos servos tudo o que pedis para eles.
INTRODUÇÃO
1. Publiquei várias obras espirituais. Penso, entretanto, não ter escrito obra mais útil do que esta, na qual trato da oração, porque a oração é o meio necessário e certo de alcançarmos todas as graças necessárias para a salvação. Se me fosse possível, faria imprimir tantos exemplares deste livro quantos são os fiéis de todo o mundo. Daria um exemplar a cada um, afim de que todos pudessem compreender a necessidade que temos de orar para nos salvar.
2. Falo assim porque vejo, de um lado, a absoluta necessidade da oração, tão altamente recomendada pelas Santas Escrituras e por todos os santos Padres. E, de outro lado, vejo que poucos cuidam de empregar este grande meio de salvação. E, o que mais me causa dor é ver que os pregadores e confessores tão pouco se lembram de recomendar a oração aos seus ouvintes e penitentes! Mesmo os livros espirituais, que hoje em dia andam nas mãos dos fiéis, não tratam suficientemente deste assunto, quando é certo que todos os pregadores e confessores e todos os livros não deveriam incutir nada com mais empenho e afinco do que a necessidade de rezar.
Ensinam às almas tantos meios de se conservarem na graça de Deus, como fugir das ocasiões, frequentar os sacramentos, resistir às tentações, ouvir a Palavra de Deus, meditar nas verdades eternas e outros tantos meios, todos eles certamente de muita utilidade. Digo, porém: de que servem as
pregações, as meditações e todos os outros meios aconselhados pelos mestres da vida espiritual, se faltar oração, quando é certo que o Senhor diz não “conceder suas graças, senão a quem pedir?” “Pedi e recebereis” (Mt 7, 7).
Sem a oração, segundo a providência ordinária de Deus, serão inúteis todas as meditações, todos os propósitos e todas as promessas. Se não rezarmos, seremos infiéis a todas as luzes recebidas e a todas as nossas promessas. A razão é a seguinte: para fazer atualmente o bem, para vencer as tentações e para praticar a virtude, numa palavra, para observar inteiramente todos os preceitos divinos, não bastam as luzes recebidas anteriormente, nem as meditações e os propósitos que fizemos. É necessário ainda o auxílio de Deus. E este auxílio atual, como logo veremos, Deus não o concede senão a quem reza e reza com perseverança. As luzes recebidas, as considerações e os bons propósitos que fazemos, servem para que rezemos nas ocasiões iminentes de desobedecer à lei divina e, assim, possamos obter o socorro divino, que nos conservará incólumes do pecado. Sem isto, sucumbiremos.
3. Eu queria, amigo leitor, antes de tudo o que vou dizer aqui, explicar esta minha sentença, para agradecerdes a Deus que, por meio deste meu livrinho, vos dá a graça de refletir mais profundamente sobre a importância deste grande meio da oração, pois todos os que se salvam, falando dos adultos, ordinariamente só por meio da oração é que conseguem salvar-se. Por isso, repito, agradecei a Deus, pois muito grande é a sua misericórdia concedendo-nos a luz e a graça de rezar.
Espero, irmão caríssimo, que depois de terdes lido esta obra, não vos esquecereis de recorrer sempre a Deus pela oração, quando fordes tentado a ofendê-lo. E, se alguma vez sentirdes a consciência gravada com muitos pecados, sabei que a causa disto é a falta de oração e de pedir a Deus os
auxílios necessários para resistir às tentações que vos assaltam. Peço-vos, portanto, que leiais este livrinho e o torneis a ler, com toda atenção, não por ser trabalho meu, mas sim, porque é um meio que Deus vos concede para conseguirdes a vossa salvação eterna, dando-vos assim a entender, de modo particular, que vos quer salvar. E, depois de o terdes lido, peço-vos que, sendo possível, o façais ler a vossos conhecidos e amigos.
Comecemos, pois, em nome do Senhor!
4. Escrevendo a Timóteo, o Apóstolo diz: “Rogo-te, antes de tudo, que se façam pedidos, orações, suplicas e ações de graças” (1Tm 2, 1). Santo Tomás, o Doutor Angélico, explica essas palavras dizendo que a oração consiste propriamente na elevação da alma a Deus. A prece consiste em pedir a Deus coisas, quer particulares e determinadas, quer indeterminadas, por exemplo quando dizemos: Senhor, vinde em meu socorro! O pedido consiste em impetrar a graça. Assim como quando dizemos: Por vossa paixão e cruz, livrai-nos, Senhor!
A ação de graças, enfim, consiste em agradecer os benefícios recebidos, pelo que, como diz Santo Tomás, merecemos receber benefícios ainda maiores. A oração no sentido estrito, diz o Santo Doutor, significa recorrer simplesmente a Deus. Mas, em sua acepção geral, compreende todas as outras espécies acima mencionadas. Deste modo nós a entendemos e neste sentido é que, daqui por diante, empregaremos a palavra “oração”.
Para concebermos um grande amor à oração e para usarmos com fervor deste grande meio da salvação, consideremos, antes de tudo, quanto ela nos é necessária e quão poderosa é para nos obter todas as graças, que desejamos de Deus, se pedirmos como devemos.
Por isso, na primeira parte, trataremos da necessidade e do valor da oração e, depois, das qualidades que a oração deve ter, para ser eficaz diante de Deus.


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terça-feira, 21 de abril de 2020

Catecismo Ilustrado - Parte 60 Os Últimos Fins do Homem - O Juízo – O Juízo Particular





Catecismo Ilustrado - Parte 60

Os Últimos Fins do Homem

O Juízo – O Juízo Particular

1. O Juízo particular é o que se faz na hora da morte. Segundo a opinião comum, este Juízo faz-se no próprio lugar onde morremos.

2. Depois da morte, a nossa alma estará na presença de Jesus Cristo para ser julgada pelas suas obras, e ouvir pronunciar a sentença que há de fixar a sua sorte eterna.

3. O Evangelho ensina o quão necessário é pensar no Juízo particular.

4. Como se tivesse juntado à roda de Jesus muita gente, de forma que uns e outros se atropelavam, começou Ele a dizer aos seus discípulos: “Guardai-vos do fermento dos fariseus, que é a hipocrisia. Nada há oculto que não venha a saber-se. Por isso as coisas que dissestes nas trevas serão ouvidas às claras, e o que falastes ao ouvido no quarto será apregoado sobre os telhados. A vós, pois, Meus amigos, digo-vos: Não tenhais medo daqueles que matam o corpo e depois nada mais podem fazer. Eu vou mostrar-vos a Quem haveis de temer: Temei Aquele que, depois de matar, tem poder de lançar no inferno; sim, Eu vos digo, temei Este. Não se vendem cinco passarinhos por dois asses? Contudo nem um só deles está em esquecimento diante de Deus. Até os cabelos da vossa cabeça estão todos contados. Não temias pois; vós valeis mais que muitos passarinhos. Digo-vos: Todo aquele que Me confessar diante dos homens, também o Filho de Homem o confessará diante dos anjos de Deus. Mas quem Me negar diante dos homens, será negado diante dos anjos de Deus. Todo aquele que falar contra o Filho do Homem, ser-lhe-á perdoado; mas aquele que blasfemar contra o Espírito Santo, não lhe será perdoado”. (Lucas XII, 1-10) “... Estejam cingidos os vossos rins e acesas as vossas lâmpadas, fazei como os homens que esperam o seu senhor quando volta das núpcias, para que, quando vier e bater à porta, logo lha abram. Bem-aventurados aqueles servos, a quem o senhor quando vier achar vigiando. Na verdade vos digo que se cingirá, os fará pôr à sua mesa e, passando por entre eles, os servirá. Se vier na segunda vigília, ou na terceira, e assim os encontrar, bem-aventurados são aqueles servos. Sabei que, se o pai de família soubesse a hora em que viria o ladrão, vigiaria sem dúvida e não deixaria arrombar a sua casa. Vós, pois, estai preparados porque, na hora que menos pensais, virá o Filho do Homem. Pedro disse-lhe: “Senhor, dizes esta parábola só para nós ou para todos?” O Senhor respondeu: “Quem é o administrador fiel e prudente que o senhor estabelecerá sobre as pessoas as sua casa, para dar a cada um, a seu tempo, a ração alimentar? Bem-aventurado aquele servo a que o senhor, quando vier, achar procedendo assim. Na verdade vos digo que o constituirá administrador de tudo quanto possui. Porém, se aquele servo disser no seu coração: “O meu senhor tarda em vir, e começar a espancar os criados e as criadas, a comer, a beber e a embriagar-se, chegará o senhor desse servo, no dia em que ele não o espera, e na hora em que ele não sabe; castigá-lo-á severamente e pô-lo-á à parte com os infiéis”.” (Lucas XII, 35-47)

Explicação da gravura

5. A gravura representa o Juízo particular que terá lugar logo depois da morte.

6. À esquerda está o Juízo do justo, e à direita o Juízo do pecador. O tribunal de Cristo vê-se elevado na própria casa onde acabam de expirar.

7. A alma do justo é apresentada a Jesus pelo Anjo da Guarda, precedido da Virgem e de São José. Um anjo sustenta na mão esquerda a coroa para o premiar, e na direita a balança da justiça, onde se pesam os merecimentos do defunto.

8. A alma do pecador comparece também diante do Juiz supremo, mas esconde a sua face. Está acompanhada pelos demônios e ligada por uma cadeia de Lúcifer. Jesus Cristo repele-a e dá contra ela a sentença da eterna condenação.

sábado, 18 de abril de 2020

A incrível história da jovem que se livrou do diabo porque se chamava Maria











Este Santo Nome tem poder!

Santo Afonso Maria de Ligório relata em seu livro “As Glórias de Maria” (Cap. X) que, seguindo as referências de outros dois autores católicos, por volta do ano 1465 vivia em Güeldres (Holanda) uma jovem chamada Maria que foi levar alguns recados à Nimega (Países Baixos) e ali foi tratada grosseiramente pela sua tia.
No caminho de volta, a jovem desconsolada e com raiva invocou a ajuda do demônio e este apareceu em forma de homem e prometeu ajudá-la com algumas condições.
“‘Não lhe peço outra coisa – disse o inimigo – mas de agora em diante não faça novamente o sinal da cruz e mude de nome’. ‘Quanto ao primeiro, não farei mais o sinal da cruz – respondeu-lhe –, mas meu nome de Maria, não mudarei. Gosto muito dele’. ‘Então eu não te ajudarei’, replicou o demônio”.
Certo dia, a jovem disse ao inimigo que desejava ir à sua terra, o demônio odiou essa ideia, mas finalmente consentiu. Ao chegar à cidade de Nimega, descobriram que estava tendo uma apresentação na Praça a vida de Santa Maria.
“Ao ver tal apresentação, a pobre M, por aquela pequena devoção à Mãe de Deus que havia conservado, começou a chorar. ‘O que fazemos aqui? – disse-lhe o companheiro – Você quer que representemos outra comedia?’ Agarrou o seu braço para tirá-la daquele lugar, mas ela resistia, então ao ver que a perdia, enfurecido a levantou e a lançou no meio do teatro”.
Em seguida, a jovem contou sua triste história, foi confessar-se com o pároco, que a remeteu ao Bispo e este ao Papa. O Pontífice, depois de ouvir sua confissão impôs como penitência levar sempre três argolas de ferro: uma no pescoço e uma em cada braço.
A jovem Maria obedeceu e foi para Maestricht (Países Baixos), onde viveu em um mosteiro para penitentes.
“Ali viveu quatorze anos fazendo grandes penitências. Uma manhã, ao levantar-se viu que as três argolas tinham quebrado. Dois anos depois, morreu com fama de santidade; e pediu para ser enterrada com aquelas três argolas que, de escrava do inferno, tinham-na transformado em feliz escrava da sua libertadora”.

sexta-feira, 17 de abril de 2020

Catecismo Ilustrado - Parte 59 - Os Últimos Fins do Homem - A Morte do Justo e a do Pecador



Catecismo Ilustrado - Parte 59

Os Últimos Fins do Homem

A Morte do Justo e a do Pecador

1. Morte boa e feliz é a morte do cristão que está em estado de Graça

2. Morte desgraçada é a do pecador em estado de pecado mortal; é a suprema desgraça para o homem.

3. A Sagrada Escritura diz que a morte dos pecadores é péssima.

4. Péssima é: 1º porque o pecador sente muito deixar os bens temporais aos quais ele unicamente se afeiçoou, e que lhe lembram seus pecados; 2º porque há de sofrer em breve no Inferno o terrível castigo duma vida pecaminosa.

5. Morte péssima foi a de Herodes que nos é narrada nos Atos dos Apóstolos: “Ora, quando foi dia, houve não pequena perturbação entre os soldados, sobre o que tinha sido feito de Pedro. Herodes, tendo-o mandado buscar e não o encontrando, feito um inquérito aos guardas, mandou-os matar. Depois desceu da Judeia para Cesareia, e aí se demorou. Ora Herodes estava em conflito com os habitantes de Tiro e Sidônia. Mas estes, de comum acordo, foram ter com ele e, com o favor de Blasto, camareiro do rei, pediram a paz, porque o seu país era abastecido pelo rei. No dia marcado, Herodes, vestido de traje real, sentou-se sobre o trono e arengava-lhes; e o povo aplaudiu-o, dizendo: “É voz de um deus e não de um homem!”. Porém imediatamente o anjo do Senhor o feriu, porque não tinha dado glória a Deus e, roído de vermes, expirou”. (Atos XII, 19-24)

6. Péssima também foi a morte de Judas o traidor, cuja narração lemos nos mesmos Atos: “Naqueles dias, levantando-se Pedro no meio dos irmãos (o número das pessoas ali reunidas era cerca de cento e vinte), disse: “Irmãos, é necessário que se cumpra o que o Espírito Santo predisse na Escritura pela boca de David, acerca de Judas, que foi o guia daqueles que prenderam Jesus. Ele era um dos nossos, e tinha recebido a sua parte do nosso ministério. Este homem, depois de adquirir um campo com o dinheiro da sua iniquidade, tendo caído de cabeça, rebentou pelo meio e todas as suas entranhas se derramaram. Este fato tornou-se tão notório a todos os habitantes de Jerusalém, que aquele campo se ficou a chamar, na língua deles, Haceldama, isto é, Campo de Sangue”.” (Atos I, 15-20)
7. A Sagrada Escritura diz que a morte dos justos é preciosa aos olhos do Senhor.

8. A morte do justo é preciosa: 1º porque ela livra o justo de todos os males desta vida; 2º porque o justo ama a Deus e tem a consciência em paz; 3º porque o justo está para receber no Céu o prêmio das boas obras que praticou durante a vida.

Explicação da gravura

9. Representa a gravura a morte do justo, e a morte do pecador. O justo, resignado e sossegado, recebe as últimas consolações da Religião, cercado de parentes e amigos que oram por ele, animado pelo Santo Anjo da Guarda; Jesus Cristo e a Virgem Santíssima o contemplam do Céu, e o demônio, envergonhado e raivoso, foge para o Inferno.

10. O pecador repele com desprezo o sacerdote; o seu anjo da guarda afasta-se chorando, e os demônios cercam a cama, esperando o último suspiro do doente para se apoderarem da alma pecadora.

Índice das sessenta e oito gravuras


Sumário

1.- Introdução

O Símbolo dos Apóstolos


2.- A Santíssima Trindade
3.- A Criação
4.- Incarnação - Transfiguração
5.- Incarnação - Anunciação
6.- A Natividade
7.- A Redenção
8.- A descida aos Infernos
9.- A Ressurreição
10.- A Ascensão
11.- Jesus Cristo à direita de Deus Pai
12.- Juízo Final
13.- Pentecostes
14.- A Igreja
15.- A Comunicação dos Santos
16.- A Remissão dos pecados
17.- A Ressurreição da carne
18.- O Paraíso
19.- O Inferno

Os Sacramentos

20.- A Graça
21.- O Baptismo
22.- A Eucaristia
23.- A Confirmação
24.- A Penitência
25.- A Extrema-Unção
26.- A Ordem
27.- O Matrimônio

Os Mandamentos


28.- Os mandamentos da lei de Deus


29.- 1º Mandamento de Deus: Adorar a um só Deus e amá-Lo sobre todas as coisas


30.- 1º Mandamento (continuação): Adorar a um só Deus e amá-Lo sobre todas as coisas


31.- 2º Mandamento de Deus: Não invocar o Santo Nome de Deus em vão


32.- 2º Mandamento de Deus (continuação): Não invocar o Santo Nome de Deus em vão


33.- 2º Mandamento de Deus (continuação): Não invocar o Santo Nome de Deus em vão


34.- 3º Mandamento de Deus: Santificar os Domingos e Festas de preceito


35.- 3º Mandamento de Deus (continuação): Santificar os Domingos e as Festas de preceito

36.- 4º Mandamento de Deus: Honrar pai e mãe


37- 4º Mandamento de Deus: Honrar pai e mãe


38.- 4º Mandamento de Deus: Honrar pai e mãe

39.- 4º Mandamento de Deus: Honrar pai e mãe

40.- 5º Mandamento de Deus: Não Matar

41.- 5º Mandamento de Deus: Não Matar

42.- 5º Mandamento de Deus: Não Matar

43.- 6º Mandamento de Deus: Guardar a Castidade

44.- 7º Mandamento de Deus: Não furtar

45.- 7º Mandamento de Deus: Não furtar (continuação)

46.- 8º Mandamento de Deus: 8º Mandamento de Deus: Não levantar falso testemunho

47.- 8º Mandamento de Deus: 8º Mandamento de Deus: Não levantar falso testemunho

49.- 8º Mandamento de Deus: 8º Mandamento de Deus: Não levantar falso testemunho

50.- 8º Mandamento de Deus: 9º Mandamento de Deus: Não desejar a mulher do próximo


51 - 10º Mandamento de Deus: Não cobiçar as coisas alheias


52.- Os Mandamentos da Igreja - 1º Mandamento da Igreja: Ouvir Missa inteira nos domingos e dias de guarda


53.- Os Mandamentos da Igreja - 2º Mandamento da Igreja: Confessar-se ao menos uma vez cada ano - 3º Mandamento da Igreja: Comungar pela Páscoa da Ressurreição


54.- Os Mandamentos da Igreja - 4º Mandamento da Igreja: Jejuar quando manda a Igreja - 5º Mandamento da Igreja: Não comer carne nas sextas-feiras e nos sábados


Diversos

55.- A Oração
56 - A Oração Dominical - O Pai Nosso
57.- Ave Maria
58.- Os Novíssimos do homem
59.- A Morte - 
A Morte do Justo e a do Pecador
59.- O Juízo
60.- O pecado original
61.- Os pecados capitais
62.- Os pecados capitais
63.- Os pecados capitais
64.- As Virtudes teologais
65.- As Virtudes cardeais
66.- As Virtudes evangélicas
67.- As obras corporais de misericórdia
68.- As obras espirituais de misericórdia

quinta-feira, 16 de abril de 2020

Catecismo Ilustrado - Parte 58 - Os Últimos Fins do Homem - A Morte



Catecismo Ilustrado - Parte 58

Os Últimos Fins do Homem

A Morte

1. Os últimos fins ou novíssimos do homem são: a Morte, o Juízo, o Inferno e o Paraíso.

2. É bom lembrarmo-nos frequentemente dos nossos últimos fins; esta lembrança afasta o pecado e excita ao fervor e ao zelo no serviço de Deus. Diz a Sagrada Escritura: "Lembra-te dos teus últimos fins e nunca mais hás-de pecar."

A Morte

3. A morte é o fim da vida, a separação da alma do corpo, a passagem da vida à eternidade.

4. Depois da morte o corpo corrompe-se e desfaz-se em pó; mas há-de ressuscitar no fim do mundo.

5. A alma vai comparecer na presença de Deus para ser julgada pelas suas obras.

6. Pelo pecado dos nossos primeiros pais entrou a morte no mundo. Proibiu-lhes Deus que comessem do fruto da árvore situada no meio do Paraíso, ameaçando-os de morte se desobedecessem. Pelos pérfidos conselhos do demônio transgrediram aquele mandamento e foram condenados à morte, eles e todos os seus descendentes.

7. É, pois, certíssimo que todos os homens hão-de morrer. São Paulo diz: "Decretado foi: todos os homens hão de morrer uma vez."

8. Mas quando morreremos? Quando Deus quiser! Incerta é a hora da morte. Por isso Nosso Senhor disse: "Vigiai e orai, porque não sabeis nem o dia nem a hora". Quis Deus que a hora da morte fosse incerta e desconhecida, para que estivéssemos sempre preparados para morrer, já que todos os dias podemos morrer.

9. A melhor preparação para a morte é uma vida cristã.

10. A preparação próxima para a morte é uma boa confissão e a recepção dos últimos sacramentos. É preciso não esperar os últimos dias da enfermidade ou doença para preparar-se para a morte, porque é expor-se à condenação eterna, morrendo impenitente, como o indica Nosso Senhor no Evangelho: "Então disse-Lhe alguém da multidão: "Mestre, diz a meu irmão que me dê a minha parte da herança". Jesus respondeu-lhe: "Meu amigo, quem Me constituiu Juiz ou árbitro entre vós?". Depois disse-lhes: "Guardai-vos cuidadosamente de toda a avareza, porque a vida de cada um, ainda que esteja na abundância, não depende dos bens que possui". Sobre isto propôs-lhes esta parábola: "Os campos de um homem rico tinham dado abundante frutos. Ele andava a discorrer consigo: que farei, pois não tenho onde recolher os meus frutos? Depois disse: Farei isto: demolirei os meus celeiros, fá-los-ei maiores e neles recolherei o meu trigo e os meus bens, e direi à minha alma: Ó alma, tu tens muitos bens em depósito para largos anos; descansa, come, bebe, regala-te. Mas Deus disse-lhe: Néscio, esta noite virão demandar-te a tua alma; e as coisas que juntaste, para quem serão? Assim é o que entesoura para si e não é rico perante Deus". (Lucas. XII, 13-22)

Explicação da gravura

11. A gravura representa São Francisco de Borja, fidalgo da corte do Imperador Carlos V. Tendo falecido a esposa do imperador, foi Francisco encarregado de levar o cadáver da imperatriz a Granada. À chegada do préstito à cidade, abriu-se o féretro ou caixão para que se certificasse que o corpo nele contido era o da imperatriz. À vista do cadáver já podre e desfigurado, tão comovido ficou Francisco de Borja que resolveu renunciar às vaidades e ao mundo. Entrou na Companhia de Jesus, onde se tornou um grande santo.

12. Nos ângulos superiores, vêem-se um homem e uma mulher mirando-se ao espelho, e vendo a sua caveira. Na cabeça deles está a palavra Hoje, e no espelho a palavra: "Amanhã".

13. Na parte inferior, vê-se um cemitério com cruzes, monumentos funerários e inscrições, e campas abertas deixando ver esqueletos.

Índice das sessenta e oito gravuras


Sumário

1.- Introdução

O Símbolo dos Apóstolos


2.- A Santíssima Trindade
3.- A Criação
4.- Incarnação - Transfiguração
5.- Incarnação - Anunciação
6.- A Natividade
7.- A Redenção
8.- A descida aos Infernos
9.- A Ressurreição
10.- A Ascensão
11.- Jesus Cristo à direita de Deus Pai
12.- Juízo Final
13.- Pentecostes
14.- A Igreja
15.- A Comunicação dos Santos
16.- A Remissão dos pecados
17.- A Ressurreição da carne
18.- O Paraíso
19.- O Inferno

Os Sacramentos

20.- A Graça
21.- O Baptismo
22.- A Eucaristia
23.- A Confirmação
24.- A Penitência
25.- A Extrema-Unção
26.- A Ordem
27.- O Matrimônio

Os Mandamentos


28.- Os mandamentos da lei de Deus


29.- 1º Mandamento de Deus: Adorar a um só Deus e amá-Lo sobre todas as coisas


30.- 1º Mandamento (continuação): Adorar a um só Deus e amá-Lo sobre todas as coisas


31.- 2º Mandamento de Deus: Não invocar o Santo Nome de Deus em vão


32.- 2º Mandamento de Deus (continuação): Não invocar o Santo Nome de Deus em vão


33.- 2º Mandamento de Deus (continuação): Não invocar o Santo Nome de Deus em vão


34.- 3º Mandamento de Deus: Santificar os Domingos e Festas de preceito


35.- 3º Mandamento de Deus (continuação): Santificar os Domingos e as Festas de preceito

36.- 4º Mandamento de Deus: Honrar pai e mãe


37- 4º Mandamento de Deus: Honrar pai e mãe


38.- 4º Mandamento de Deus: Honrar pai e mãe

39.- 4º Mandamento de Deus: Honrar pai e mãe

40.- 5º Mandamento de Deus: Não Matar

41.- 5º Mandamento de Deus: Não Matar

42.- 5º Mandamento de Deus: Não Matar

43.- 6º Mandamento de Deus: Guardar a Castidade

44.- 7º Mandamento de Deus: Não furtar

45.- 7º Mandamento de Deus: Não furtar (continuação)

46.- 8º Mandamento de Deus: 8º Mandamento de Deus: Não levantar falso testemunho

47.- 8º Mandamento de Deus: 8º Mandamento de Deus: Não levantar falso testemunho

49.- 8º Mandamento de Deus: 8º Mandamento de Deus: Não levantar falso testemunho

50.- 8º Mandamento de Deus: 9º Mandamento de Deus: Não desejar a mulher do próximo


51 - 10º Mandamento de Deus: Não cobiçar as coisas alheias


52.- Os Mandamentos da Igreja - 1º Mandamento da Igreja: Ouvir Missa inteira nos domingos e dias de guarda


53.- Os Mandamentos da Igreja - 2º Mandamento da Igreja: Confessar-se ao menos uma vez cada ano - 3º Mandamento da Igreja: Comungar pela Páscoa da Ressurreição


54.- Os Mandamentos da Igreja - 4º Mandamento da Igreja: Jejuar quando manda a Igreja - 5º Mandamento da Igreja: Não comer carne nas sextas-feiras e nos sábados


Diversos

55.- A Oração
56 - A Oração Dominical - O Pai Nosso
57.- Ave Maria
57.- Os Novíssimos do homem
58.- A Morte
59.- O Juízo
60.- O pecado original
61.- Os pecados capitais
62.- Os pecados capitais
63.- Os pecados capitais
64.- As Virtudes teologais
65.- As Virtudes cardeais
66.- As Virtudes evangélicas
67.- As obras corporais de misericórdia
68.- As obras espirituais de misericórdia

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