sexta-feira, 25 de março de 2022

Anunciação do Anjo a Maria segundo São Bernardo de Claraval

 

Hoje é o dia em que o Anjo Gabriel anunciou a Maria que seria Mãe de Jesus Cristo, Deus feito homem, e Nossa Senhora disse sim a esta incomparável missão de ser a Mãe de Deus:

Ouviste, ó Virgem, a voz do Anjo: Conceberás e darás à luz um filho. Ouviste-o dizer que não será por obra de varão, mas por obra do Espírito Santo. O Anjo aguarda a resposta: é tempo de ele voltar para Deus que o enviou. Também nós, miseravelmente oprimidos por uma sentença de condenação, também nós, Senhora, esperamos a tua palavra de misericórdia.

Em tuas mãos está o preço da nossa salvação. Se consentes, seremos imediatamente libertados. Todos fomos criados pelo Verbo eterno de Deus, mas agora vemo-nos condenados à morte: a tua breve resposta pode renovar-nos e restituir-nos à vida.

Isto te suplica, ó piedosa Virgem, o pobre Adão, desterrado do paraíso com toda a sua mísera posteridade; isto te suplicam Abraão e David. Imploram-te todos os santos Patriarcas, teus antepassados, também eles retidos na região das sombras da morte. Todo o mundo, prostrado a teus pés, espera a tua resposta: da tua palavra depende a consolação dos infelizes, a redenção dos cativos, a liberdade dos condenados, a salvação de todos os filhos de Adão, de toda a tua linhagem.

Dá, depressa, ó Virgem, a tua resposta. Responde sem demora ao Anjo, ou, para melhor dizer, ao Senhor por meio do Anjo. Pronuncia uma palavra e recebe a Palavra. Profere a tua palavra humana e concebe a divina. Diz uma palavra transitória e acolhe a Palavra eterna.

Por que demoras? Por que receias? Crê, consente e recebe. Encha-se de coragem a tua humildade e de confiança a tua modéstia. Não convém de modo algum, neste momento, que a tua simplicidade virginal esqueça a prudência. Virgem prudente, não temas neste caso a presunção, porque, embora seja louvável aliar a modéstia ao silêncio, mais necessário é, agora aliar a piedade à palavra.

Abre, ó Virgem santa, o coração à fé, os lábios ao consentimento, as entranhas ao Criador. Eis que o desejado de todas as nações está à tua porta e chama. Se te demoras e Ele passa adiante, terás então de recomeçar dolorosamente a procurar o amado da tua alma. Levanta-te, corre, abre. Levanta-te pela fé, corre pela devoção, abre pelo consentimento.

Maria disse então: «Eis a serva do Senhor, disse a Virgem, faça-se em mim segundo a tua palavra».

in Homilia 4 sobre o «Missus est», §§ 8-9

quinta-feira, 24 de março de 2022

A Rússia, o Papa e o Imaculado Coração

 

























quinta-feira, 17 de março de 2022

OS PAPAS E A CONSAGRAÇÃO DA RÚSSIA

 

Nossa Senhora, na terceira aparição em Fátima, em 13 de julho de 1917, falou pela primeira vez sobre a consagração da Rússia e a comunhão reparadora. Nestes termos ela oferecia o único remédio decisivo e eficaz contra os males do mundo atual:

Deus quer estabelecer no mundo a devoção ao meu Imaculado Coração. Se fizerem o que Eu vos disser, salvar-se-ão muitas almas e terão paz. A guerra vai acabar, mas se não deixarem de ofender a Deus, no reinado de Pio XI começará outra pior […]. Para a impedir, virei pedir a consagração da Rússia ao meu Imaculado Coração e a comunhão reparadora nos primeiros sábados. Se atenderem a meus pedidos, a Rússia se converterá e terão paz; se não, espalhará seus erros pelo mundo, promovendo guerras e perseguições à Igreja; os bons serão martirizados, o Santo Padre terá muito que sofrer, várias nações serão aniquiladas; por fim, o meu Imaculado Coração triunfará. O Santo Padre consagrar-Me-á a Rússia, que se converterá, e será concedido ao mundo algum tempo de paz.

Nossa Senhora retornou anos mais tarde, conforme havia prometido, a fim de pedir a consagração da Rússia. Aconteceu o retorno em 13 de junho de 1929, em Tui, na Espanha, no convento das Irmãs Doroteias, onde Lúcia ingressara:

É chegado o momento em que Deus pede ao Santo Padre fazer, em união com todos os bispos do mundo, a consagração da Rússia ao meu Imaculado Coração, prometendo salvá-la por este meio. São tantas as almas que a Justiça de Deus condena por pecados contra Mim cometidos, que venho pedir reparação; sacrifica-te por esta intenção e ora.

A Santíssima Virgem é clara na indicação de que se não deve consagrar nem o mundo nem outro país qualquer ao Seu Imaculado Coração, mas tão-somente a Rússia.

Não existe outro pedido explícito de consagração nas mensagens de Fátima, Pontevedra e Tui, recebidas entre 1917 e 1929 por Irmã Lúcia, a qual tem absoluta certeza de haver transmitido com fidelidade as palavras de Nossa Senhora. Atesta-o Pe. Alonso, o grande especialista oficial de Fátima:

De fato, Lúcia, em 1917, desconhecia a realidade político-geográfica da Rússia, desconhecia até mesmo o nome do país. Interrogada por seu diretor, o Pe. Gonçalves, para que esclarecesse como chegou ao conhecimento da Rússia ou porque se recordara do nome da Rússia, e para que transmitisse o que Nossa Senhora lhe pedira na aparição de julho, respondeu Lúcia: “Até então, só tinha ouvido falar dos galegos e dos espanhóis, não sabia o nome de nenhum país. Mas o que percebíamos durante as aparições de Nossa Senhora ficava de tal modo gravado em nós que nunca esqueceríamos. Por isso é que eu sei bem, e com certeza, que Nossa Senhora falou expressamente da Rússia em julho de 1917” (Por eso es que yo sé bien, y con certeza, que Nuestra Señora hablo expresamente de Rusia, en julio de 1917).

Clique aqui e leia o estudo completo

terça-feira, 15 de março de 2022

As virtudes presentes na Cruz - S. Tomás de Aquino

Que necessidade havia para que o Filho de Deus sofresse por nós? Uma necessidade grande e, por assim dizer, dupla: para remédio contra o pecado e para exemplo do que devemos fazer. Foi em primeiro lugar um remédio, porque na paixão de Cristo encontramos remédio contra todos os males em que incorremos por causa dos nossos pecados.

Mas não é menor a utilidade que tem como exemplo. Na verdade, a paixão de Cristo é suficiente para orientar toda a nossa vida. Quem quiser viver em perfeição, basta que despreze o que Cristo desprezou na cruz e deseje o que Ele desejou. Nenhum exemplo de virtude está ausente da cruz.

Se queres um exemplo de caridade: Não há maior prova de amor do que dar a vida pelos seus amigos. Assim fez Cristo na cruz. E se Ele deu a vida por nós, não devemos considerar penoso qualquer mal que tenhamos de sofrer por Ele.

Se procuras um exemplo de paciência, encontras na cruz o mais excelente. Reconhece-se uma grande paciência em duas circunstâncias: quando alguém suporta com serenidade grandes sofrimentos, ou quando pode evitar os sofrimentos e não os evita. Ora Cristo suportou na cruz grandes sofrimentos, e com grande serenidade, porque sofrendo não ameaçava; e como ovelha levada ao matadouro, não abriu a boca. É grande portanto a paciência de Cristo na cruz: corramos com paciência a prova que nos é proposta, pondo os olhos em Jesus, autor e consumador da fé, que em lugar da alegria que lhe era proposta suportou a cruz, desprezando-lhe a ignomínia.

Se queres um exemplo de humildade, olha para o crucifixo: Deus quis ser julgado sob Pôncio Pilatos e morrer.

Se procuras um exemplo de obediência, segue Aquele que Se fez obediente ao Pai até à morte: assim como pela desobediência de um só, isto é, Adão, muitos foram constituídos pecadores, assim também pela obediência de um só muitos serão justificados.

Se queres um exemplo de desprezo pelas honras da Terra, segue Aquele que é Rei dos reis e Senhor dos senhores, no qual se encontram todos os tesouros de sabedoria e de ciência e que na cruz está despojado dos seus vestidos, escarnecido, cuspido, espancado, coroado de espinhos e dessedentado com fel e vinagre.

Não te preocupes com trajes e riquezas, porque repartiram entre si as minhas vestes; nem com as honras, porque troçaram de Mim e Me bateram; nem com as dignidades, porque teceram uma coroa de espinhos e puseram-Ma sobre a cabeça; nem com os prazeres, porque para a minha sede Me deram vinagre.

in 'Collatio 6 super Credo in Deum' 

segunda-feira, 14 de março de 2022

São Leão Magno explica-nos a Quaresma

 

Há muitas batalhas dentro de nós: a carne contra o espírito, o espírito contra a carne. Se, na luta, são os desejos da carne que prevalecem, o espírito perderá vergonhosamente a sua dignidade própria e isto será uma grande infelicidade. De rei que deveria ser, torna-se escravo. Se, ao contrário, o espírito se submete ao seu Senhor, põe a sua alegria naquilo que vem do céu, despreza os atractivos das volúpias terrestres e impede o pecado de reinar sobre o seu corpo mortal, a razão manterá o ceptro que lhe é devido. 

Nenhuma ilusão dos maus espíritos poderá derrubar os seus muros; porque o homem só tem paz verdadeira e a verdadeira liberdade quando a carne é regida pelo espírito, seu juiz, e o espírito governado por Deus, seu mestre.

É, sem dúvida, uma preparação que deve ser feita em todos os tempos: impedir, através de vigilância constante, a aproximação dos espertíssimos inimigos. Mas é preciso aperfeiçoar essa vigilância com ainda mais cuidado, e organizá-la com maior zelo, nesta época do ano, quando os nossos pérfidos inimigos redobram também a astúcia das suas manobras. Eles sabem muito bem que esses são os dias da santa Quaresma e que passamos a Quaresma a castigar todas as molezas, a apagar todas as negligências do passado; usam então todo o poder da sua malícia para induzir em alguma impureza aqueles que querem celebrar a santa Páscoa do Senhor; mudar para ocasião de pecado o que deveria ser uma fonte de perdão.

Meus caros irmãos, entramos na Quaresma, isto é, numa fidelidade maior ao serviço do Senhor. É como se entrássemos e num combate de santidade. Então preparemos as nossas almas para o combate das tentações e saibamos que quanto mais zelosos formos pela nossa salvação, mais violentamente seremos atacados pelos nossos adversários. 

Mas aquele que habita em nós é mais forte do que aquele que está contra nós. A nossa força vem d’Aquele em quem pomos a nossa confiança. Pois se o Senhor se deixou tentar pelo tentador foi para que tivéssemos, com a força do seu socorro, o ensinamento do seu exemplo. Acabaste de ouvi-lo. Ele venceu o seu adversário com as palavras da lei, não pelo poder de sua força: a honra devida à Sua humanidade é maior, maior também é a punição do Seu adversário se Ele triunfa sobre o inimigo do género humano não como Deus, mas como homem.

Assim, Ele combateu para que combatêssemos como Ele; Ele venceu para que também nós vencêssemos da mesma forma. Pois, meus caríssimos irmãos, não há actos de virtude sem a experiência das tentações, a fé sem a provação, o combate sem um inimigo, a vitória sem uma batalha. A vida passa-se no meio das emboscadas, no meio dos combates. Se não quisermos ser surpreendidos, é preciso vigiar; se quisermos vencer, é preciso lutar. 

Eis por que Salomão, que era sábio, diz: "Meu filho, se entrares para o serviço de Deus, prepara a tua alma para a provação." (Ecl. 2,1). Cheio da sabedoria de Deus, sabia que não há fervor sem combate laborioso; prevendo o perigo desses combates, anunciou-os de antemão para que, advertidos dos ataques do tentador, estivéssemos preparados para aparar os seus golpes.

São Leão Magno, Papa - Sermão sobre a Quaresma

segunda-feira, 7 de março de 2022

O Combate Espiritual

 Revmo. Sr. Pe. José Maria, Priorado de São Pio X, Lisboa no I Domingo de Quaresma sobre a forma como devemos combater as tentações.



sexta-feira, 4 de março de 2022

POR QUE A CONSAGRAÇÃO DA RUSSIA TORNA-SE CADA VEZ MAIS DIFÍCIL?

 

L'obstacle à la consécration de la Russie : Vatican II • La Porte Latine

Por que essa consagração, tão simples em si mesma, é tão difícil de se realizar na prática? Resposta: Vaticano II

Fonte: La Porte Latine – Tradução: Dominus Est

Nossa Senhora pediu que a consagração da Rússia ao seu Imaculado Coração fosse realizada pelo papa e pelos Bispos de todo o mundo(1). Ela explicou que, se isso fosse feito, haveria paz no mundo; caso contrário, a Rússia espalharia seus erros, ou seja, o comunismo, pelo mundo. Esta consagração não foi realizada como pedidda. É por isso que o comunismo se espalhou por toda a terra. Por que essa consagração, tão simples em si mesma, é tão difícil de ser realizada na prática?

Primeira razão. A consagração ao Imaculado Coração de Maria é um ato religioso que incide sobre toda a uma nação, isto é, sobre uma realidade política. É, portanto, contrário ao liberalismo político dos Estados, defendido pelo Vaticano II na Dignitatis humanae.

Segunda razão. Além disso, uma consagração a Maria nada mais é do que uma “preparação para o Reino de Jesus Cristo”(2). No entanto, desde o Concílio, a Roma modernista nunca deixou de desencorajar socialmente Jesus Cristo. De fato, foi ela mesma que sistematicamente organizou a apostasia das nações católicas em nome do Vaticano II(3).

Terceira razão. Esta consagração conduziria ao retorno dos cismáticos à Igreja Católica(4). É, portanto, contrário à teoria conciliar das “igrejas irmãs” (o subsistit in da Lumen gentium), segundo a qual as igrejas católica, ortodoxa e protestante são três partes da Igreja de Cristo.

Quarta razão. Esta consagração é um ato de devoção à Santíssima Virgem. É um apelo à sua mediação universal de todas as graças (veja aqui e aqui). No entanto, desde o Vaticano II, os homens da Igreja pensam que a Virgem é um “motivo de polêmica” em relação os protestantes, o que viria a contrariar o ecumenismo(5).

Quinto motivo. Esta consagração visa uma conversão com vista à salvação. Isto é contrário à doutrina contida nos documentos conciliares Lumen gentium e Unitatis redintegratio que ensinam o valor salvífico das religiões para além dos limites visíveis da Igreja.

Sexta razão. Além da Ortodoxia, três religiões são oficialmente consideradas pertencentes à tradição russa: judaísmo, islamismo e budismo. Buscar a conversão da Rússia é, portanto, contrário à doutrina conciliar contida na Nostra aetate relativa a essas religiões.

Sétima razão. Esta consagração deve ser feita ao Imaculado Coração de Maria. É recordar a Imaculada Conceição e, ao mesmo tempo, o pecado original. É, portanto, denunciar a falsa dignidade humana e o culto do homem promovidos pelo Vaticano II.

Oitava razão. Esta consagração é anunciada como remédio para o comunismo ” intrinsecamente perverso”(6). No entanto, o Vaticano II, por razões “pastorais”, recusou-se a condenar o comunismo. Esta consagração é, portanto, contrária à pretensa “pastoral” do Concílio Vaticano II.

Nona razão. Esta consagração visa obter a paz no mundo por outros meios que não os encontros inter-religiosos, cujo protótipo foi o de 27 de outubro de 1986 em Assis . Esta consagração se opõe, portanto, ao que os homens da Igreja chamam de espírito de Assis .

Décima razão. A origem desta consagração é sobrenatural. É exigido do Papa e dos Bispos unidos ao Papa como a sua cabeça. Uma vez que se realizaria hierarquicamente, ou seja, por ordem do Céu, através do Papa, não seria fruto de um processo sinodal e colegial do povo de Deus, tão caro ao atual Papa.

O Vaticano II é, portanto, o principal obstáculo à consagração da Rússia ao Imaculado Coração de Maria. Assim, enquanto Roma permanecer ligada ao Concílio e suas reformas, esta consagração será moralmente impossível…

No entanto, um milagre sempre pode ser obtido através da oração e da penitência(7).

Pe. Guy Castelain, FSSPX

Notas:

  1. Pedido anunciado em 1917 em Fátima, mas exposto em Tuy, em 1929.
  2. Tratado da verdadeira devoção à Santíssima Virgem, n° 227.
  3. Confira os numerosos exemplos dados por Daniel Leroux em Pierre m’aimes-tu? Edições Fideliter, 1988, pp. 20-21.
  4. Esta é a tese do  Pierre Caillon, um renomado fatimologista francês.
  5. Confira no Courrier de Rome, Si Si No Node novembro de 1997, p. 4.
  6. Confira a encíclica Divini Redemptoris de Pio XI, de 19 de março de 1937.
  7. Este foi o objetivo da Cruzada lançada por D. Fellay entre 15 de agosto de 2016 e 22 de agosto de 2017 (12 milhões de rosários e cinquenta milhões de sacrifícios contabilizados).

terça-feira, 1 de março de 2022

Mortificação – Primeiro dia de março

 Meditação para o mês de março

Mortificação

“ Se alguém quiser vir após mim, renuncie a si mesmo. ” — São Mat. 16:24.

PRIMEIRO DIA.

O primeiro passo para quem quer seguir a Jesus Cristo, como Ele mesmo diz, é renunciar a si mesmo, isto é, aos seus sentidos, às suas paixões, à sua vontade, ao seu juízo, enfim, a todo movimento da natureza. Todos esses sacrifícios são agradáveis ​​a Deus e necessários para nós. Aquele que, como ele pensa, já tem um pé no céu, se cair neste exercício, quando chegasse a hora de colocar o outro pé lá, encontraria, em vez de estar seguro, sua salvação em perigo. —  São Vicente de Paulo .

Este santo se destacou na virtude da mortificação. Praticou-o até o último momento de sua vida e, assim, tornou-se mestre de suas paixões a tal ponto que parecia não ter nenhuma.

De acordo com São João Clímaco, os eremitas mais avançados na perfeição tiveram o cuidado de nunca abandonar a mortificação, para que assim não as outras virtudes que haviam adquirido pudessem abandoná-los. Diziam que eram como a terra: por mais rica e fértil que fosse, se parasse de cultivá-la, só produziria espinhos e ervas daninhas.

Oração .

Ó meu Salvador, de todo o coração eu me renuncio, para ser verdadeiramente Teu discípulo. Faço de Ti o sacrifício de meus sentidos, minhas paixões, meu julgamento e minha vontade. Não farei mais nada apenas para minha gratificação.


DEZ REFLEXÕES DO SANTO PADRE PIO SOBRE A QUARESMA