domingo, 29 de março de 2020

O demônio tem um horror medonho ao santo escapulário.



Chamada à vida religiosa, uma moça antes de entrar no convento foi ter com o Santo Cura de Ars para fazer uma confissão geral de toda a vida.

Depois da confissão. O Santo disse-lhe:

– Deve lembrar-se ainda, minha filha, de certo baile que assistiu, há pouco. Encontrou ali um moço desconhecido por todos, mas de modos distintos que parecia o herói da festa.

– Perfeitamente, lembro-me.

– Pois bem; a senhora o invejou; ele porém, não lhe deu o menor olhar, e bailou com todas as moças.

Quando saiu do salão, reparou em duas chamas azuis debaixo de seus pés.

– É tal qual, vi, sim, senhor.

– Este moço, minha filha, era o demônio. Todas aquelas moças, com quem dançou, tem um pé no inferno. E sabes o motivo pelo que a desprezou? É porque a senhora estava revestida do escapulário, o qual, por devoção para Maria Santíssima, trazia. Dê graças a ela pelo grande favor e bondade.

sábado, 28 de março de 2020

OS FALSOS CRISTÃOS QUE ESTÃO NO INFERNO



Um dia São Macário encontrou uma caveira e, depois de rezar, perguntou-lhe de quem tinha sido a cabeça.
A caveira respondeu que fora pagão, e Macário indagou: “onde está sua alma?”
Ela respondeu: “no inferno!”
Ele perguntou então se o local em que estava era muito profundo, e ela respondeu que sua profundidade é igual a distância da Terra ao céu.
Macário: “há outros que estejam mais abaixo?”
Ela: “sim, os Judeus!”
Macário: “e abaixo dos judeus, há alguém?”
E ela: “os mais afundados de todos são os falsos cristãos, que desperdiçam o sangue de Cristo pelo qual foram redimidos!”
Trecho da Legenda Áurea, Vida dos Santos. n. 18, pág 165

Fonte:
http://catolicosribeiraopreto.com/

terça-feira, 24 de março de 2020

Poderosa oração do Escudo do Sagrado Coração contra pandemias e epidemias







No século 18, quem usava o Escudo do Sagrado Coração ficou livre de uma epidemia que atingiu uma cidade da França

Conta a tradição que a oração abaixo, do Escudo do Sagrado Coração de Jesus, livrou toda a cidade de Marseille na França de uma epidemia.

A origem da devoção

À Santa Margarida Maria Alacoque foi revelado um desejo de Jesus. Esse desejo era de que fossem confeccionados escudos com a imagem de seu Sagrado Coração, a fim de que todos aqueles que lhe oferecessem uma homenagem, os colocassem em suas casas e os levassem consigo.
A autorização para tal prática, no início, foi concedida somente aos conventos da Visitação. Depois, foi mais difundida pela Venerável Ana Magdalena Rémuzat
A essa religiosa, também da mesma Ordem da Visitação, falecida em alto conceito de santidade, Nosso Senhor fez saber, antecipadamente, o dano que causaria uma grave epidemia na cidade francesa de Marselha, em 1720, bem como o maravilhoso auxílio que os marselheses receberiam com a devoção a seu Sagrado Coração.
A referida santa fez, com a ajuda de suas irmãs de hábito, milhares desses Escudos do Sagrado Coração e os repartiu por toda a cidade onde grassava a peste. A história registra que, pouco depois, a epidemia cessou como por milagre. Não contagiou muitos daqueles que portavam o Escudo, e as pessoas contagiadas tiveram um extraordinário auxílio com essa devoção.
Em outras localidades ocorreram fatos análogos. A partir de então, o costume se estendeu por outras cidades e países.
Anos mais tarde, ao tomar conhecimento dessa devoção, o Papa Pio IX concedeu uma bênção especial a todos os escudos elaborados segundo o modelo dessa devoção.

Oração ao Escudo do Sagrado Coração de Jesus

Alto! Detenha-te, demônio; detenha-se toda maldade, todo perigo, todo desastre. Detenham-se todos os assaltos, todas as balas de bandidos, todas as tentações. Detenha-se todo inimigo, toda enfermidade, e detenham-se nossas paixões desordenadas, pois o Sagrado Coração de Jesus está comigo!
Alto! O coração de Jesus está Comigo. Venha a nós o Vosso Reino (3X)

domingo, 22 de março de 2020

OUTRA MEDITAÇÃO PARA O QUARTO DOMINGO DA QUARESMA: TERNA COMPAIXÃO DE JESUS CRISTO PARA COM OS PECADORES

pecadMisereor super turbam — “Tenho pena deste povo” (Marc. 8, 2).
Sumário. O nosso amantíssimo Redentor, movido de compaixão para com os pecadores, baixou do céu para salvá-los da morte eterna, à custa do seu sangue. Jesus Cristo declarou que Ele era aquele bom Pastor que tinha vindo à terra para dar vida a suas ovelhas. Que maior sinal de amor podia dar aos homens o Filho de Deus? Voltemo-nos com confiança para Jesus Cristo, se porventura o temos abandonado.
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I. Diz-nos o Evangelho de hoje que achando-se Jesus num monte com os seus discípulos e uma multidão de povo que O acompanhava, compadeceu-se daquele povo faminto. Sabendo que um moço tinha cinco pães de cevada e dois peixes, tomou-os em suas mãos, e tendo dado graças, mandou distribuí-los. Todos comeram e encheram-se doze cestos com os pedaços que sobejaram. Fez o Senhor este milagre, movido da grande compaixão que teve de tantos pobres; mas muito maior é a compaixão que tem dos pobres de alma, os pecadores.
Movido o nosso amantíssimo Redentor da sua grande compaixão para com os homens que tristemente viviam sob a escravidão do pecado, baixou do céu à terra para salvá-los da morte eterna à custa do seu sangue. Por isso cantou Zacarias, pai de São João Batista: Per viscera misericordiae Dei nostri… visitavit nos oriens ex alto (1) — “Pelas entranhas misericordiosas de nosso Deus, visitou-nos o Sol nascido do alto”.
Jesus Cristo mesmo declarou depois, que Ele era aquele bom Pastor que tinha vindo à terra dar a salvação às suas ovelhas, que somos nós: Ego veni, ut vitam habeant et abundantius habeant (2) — “Eu vim para que as ovelhas tenham vida e a tenham em abundância”. Isso quer dizer que Jesus Cristo veio não só para nos fazer recuperar a vida perdida da graça, mas também para nos dar outra mais abundante e melhor do que a que perdemos pelo pecado.
São Leão diz que Jesus Cristo nos proporcionou maiores bens com a sua morte do que o demônio nos tinha trazido males por meio do pecado. Também o Apóstolo o deu claramente a entender por estas palavras: Quanto mais abundou o pecado, tanto mais superabundou a graça (3). Jesus Cristo mesmo disse que, embora bastasse uma gota do seu sangue, uma simples súplica sua para remir o mundo, não bastava porém para manifestar seu amor pelos homens. Eu sou o bom Pastor, diz Ele, e o bom Pastor sacrifica a sua vida pelas suas ovelhas (4).
II. Que maior sinal de amor podia dar aos homens o Filho de Deus, do que dar a vida por nós, que somos suas ovelhas?
Ó amor imenso de nosso Deus! — exclama São Bernardo, para perdoar aos servos, nem o Pai perdoou ao Filho, nem o Filho perdoou a Si mesmo, mas satisfez com a sua morte à divina justiça, pelos pecados que nós tínhamos cometido.
Com efeito, Jesus Cristo não baixou à terra para condenar os pecadores, mas para livrá-los do inferno, sempre que queiram emendar-se. E quando os vê obstinados na sua perdição, compadecendo-se deles, diz-lhes pelo Profeta: Quare moriemini domus Israel? (5) — “Porque haveis de morrer, ó filhos de Israel?” Como se dissesse: Porque quereis morrer e ir para o inferno, se eu desci do céu para vos livrar da morte com o meu sangue? E depois acrescenta, pela boca do mesmo Profeta: Nolo mortem morientis:… revertimini et vivite (6) — “Não quero a morte do que morre; voltai e vivei”.
Quando os apóstolos São Tiago e São João, indignados pela afronta que os habitantes de Samaria fizeram a seu Mestre por não O quererem receber, disseram a Jesus: Senhor, quereis que mandemos que chova fogo do céu para punir a esses temerários? Jesus, que estava cheio de doçura para com aqueles que O desprezavam, respondeu-lhes: Não sabeis de que espírito deveis estar animados. O Filho do Homem não veio para perder os homens, mas para os salvar (6).
Meu doce Jesus, que reconhecimento Vos devo! Graças aos méritos do vosso sangue, nutro confiança de estar na vossa amizade. Se até hoje os perdi muitas vezes, não quero mais perder-Vos para o futuro. Vós mereceis todo o meu amor; não quero mais viver separado de Vós. Mas, meu Jesus, conheceis a minha fraqueza; dai-me a graça de Vos ser fiel até à morte e de recorrer a Vós na tentação. — Santíssima Virgem Maria, assisti-me, pois que sois a Mãe da santa perseverança; em vós ponho toda a minha esperança.
1. Luc. 1, 78.
2. Io. 10, 10.
3. Rom. 5, 20.
4. Io. 10, 11.
5. Ez. 18, 31.
6. Ez. 18, 32.
7. Luc. 9, 56.
Meditações: Para todos os Dias e Festas do Ano: Tomo I – Santo Afonso

sexta-feira, 20 de março de 2020

Católicos, a hora é grave. A solução é única. Uma nova cruzada, participe!





Buscai primeiro o reino de Deus e tudo mais vos será dado em acréscimo.
Católicos, a hora é grave. A solução é única. Uma nova cruzada, participe!

A hora é grave.

Nós escrevemos com nossas vidas a história do cumprimento da mensagem de Fátima. Fátima, Portugal, 1917. Três pequenos pastores portugueses testemunham ver a Santíssima Virgem na Cova da Iria. Séria, grave, mas com um olhar cheio de misericórdia, ela lhes anuncia um iminente castigo e lhes assegura da autenticidade deste através de um milagre estrondoso do qual assistem 70 mil pessoas [o Sol dança no Céu no dia 13 de Outubro de 1917].

Deus punirá o mundo por seus pecados, e o punirá de uma maneira terrível.

Um pecado em particular pede vingança: Os pecados cometidos contra Nossa Senhora. Nossa Senhora prediz um castigo, castigo que é parte essencial do conteúdo do segredo de Fátima. Este castigo, ademais de incluir adversidades temporais, segundo o testemunho da própria irmã Lúcia,  seria sobretudo de ordem espiritual: Quer dizer, Deus abalaria a face da terra permitindo uma terrível crise de Fé, que provocaria uma desorientação universal, ameaçando a salvação eterna de milhões de almas. O segredo deveria ser revelado, atendendo aos pedidos de Nossa Senhora, segundo a Irmã Lúcia, em 1960.

Os inimigos de Deus tramavam

"É preciso uma revolução vestida de tiara e capa". Os papas denunciavam: "na sede do Bem-Aventurado Pedro, lá, erigem o trono da abominação", do Exorcismo de Leão XIII, "...a seita está escondida dentro da Igreja", afirmava sem hesitar São Pio X, e exigindo uma fidelidade sem limites a Doutrina Revelada ordenava a execução do juramento anti-modernista.

O testemunho do Cardeal Pacelli, futuro Papa Pio XII

Estou obcecado pelas confidências da Virgem à pequena Lúcia de Fátima. Essa obstinação de Nossa Senhora diante do perigo que ameaça a Igreja é um aviso divino contra o suicídio que representaria a alteração da fé, em sua liturgia, sua teologia e sua alma (…) Ouço ao redor de mim os inovadores que querem desmantelar a Capela Sagrada, destruir a chama universal da Igreja, rejeitar seus ornamentos, fazê-la ter remorso do seu passado histórico (…) Estou convicto de que a Igreja de Pedro deve assumir o seu passado ou então cavará sua sepultura (…) Dia virá em que o mundo civilizado renegará seu Deus; em que a Igreja duvidará como Pedro duvidou. Ela será tentada a crer que o homem se tornou Deus, que seu Filho é apenas um símbolo, uma filosofia como tantas outras; e, nas igrejas, os cristãos procurarão em vão a lâmpada vermelha em que Deus os espera. Como Maria Madalena, chorando perante o túmulo vazio, perguntarão: “Para onde O levaram?”
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Monsenhor Georges Roche e Philippe St. Germain, em “Pie XII Devant l’Histoire“. Edit. Laffont, Paris, 1972, págs. 52–53.
Solução: Só há dois remédios

"Para salvar os homens, Deus quer estabelecer no mundo a devoção ao meu Imaculado Coração" anunciava Nossa Senhora. A história humana é o eco daquela batalha travada por Lúcifer e São Miguel. Toda a Tradição testemunha esta guerra, o mundo é o campo de batalha, nossas almas, o objeto de disputa. "O demônio está travando uma batalha final contra a Santíssima Virgem", disse Nossa Senhora a irmã Lúcia, e só há dois remédios: o Rosário e o seu Coração Imaculado. Nossa Senhora pede a consagração da Rússia ao Coração Imaculado dela que deve ser feita pelo Papa e pelos bispos do mundo inteiro, em um ato solene, a fim de que os planos subversivos tramados nesta nação para o estabelecimento de uma reorganização de mundo onde o materialismo ateu seria o evangelho sejam frustrados. Nosso Senhor quer que recorramos a sua Mãe, única que pode esmagar a cabeça da maldita serpente e trazer a paz ao mundo, paz das almas e das armas, paz que é o Reino de Jesus Cristo.

Os pedidos de Nossa Senhora não foram atendidos

Os pedidos de Nossa Senhora não foram atendidos, a Rússia espalha seus erros pelo mundo, promovendo guerras e perseguições a Igreja, mas o pior estava por 
vir.

1962

O segredo não é revelado. Ângelo Roncalli, um conhecido modernista é eleito soberano Pontífice com o nome de João XXIII, e não tarda em anunciar a abertura de um Concílio. A face da Igreja seria mudada. O ecumenismo, a liberdade religiosa e a colegialidade causariam enfim a apostasia das nações, o abandono do julgo suave do Cristo Rei, apostasia tão desejada pelos inimigos de Deus. O desejo dos inimigos de Deus de eliminarem o nome de Nosso Senhor da sociedade era bem conhecido, e o desejo destes de utilizarem o papado como instrumento chave, já havia sido denunciado por Pio IX. "Nós não descansaremos a ter ver desaparecido da face da terra este louro cabeludo e barbudo", "esmaguemos o infame [segundo eles, o Cristo]". 

Morto João XIII, um outro cardeal modernista é eleito, Mgr. Montini, sob o nome de Paulo VI. Prosseguindo e terminando o Concílio, é ele mesmo abalado pela fumaça de satanás que parece entrar na Igreja de Deus.

O pós concílio: Um repeteco diabólico.

A Igreja assiste a um repeteco diabólico: Padres e religiosos em nome do Concílio abandonam a batina e o hábito religioso, destroem altares, imagens, queimam paramentos, abraçam a revolução em nome da igualdade, enfim, realiza-se segundo o testemunho mesmo de bispos conciliares: A revolução francesa da Igreja.  Conseqüências: A laicisação completa e o abandono da Tradição provoca irremediavelmente a multiplicação das seitas, a diminuição da prática religiosa e o abandono do sacerdócio. O abandono por parte das nações de suas constituições católicas dá ao erro e as falsas religiões a liberdade de se propagarem. As almas estão ameaçadas como nunca. Uma nova missa e novos sacramentos, longe de professarem a fé autêntica, realizam o sonho, enfim, de Lutero.

A batalha continua

Uma linha até agora ininterrupta de papas continuam os ideais do concílio. E pior, suas ações coincidem em uma oposição diametralmente oposta a mensagem de Nossa Senhora. O pobre papa Francisco, longe de atender aos pedidos de reparação ao Coração Imaculado de Maria pelas ofensas que lhe são feitas, recebe no dia mesmo do centenário do milagre do Sol, no Vaticano, uma estátua de.... Lutero. Inacreditável. Lutero, o pai do protestantismo. Do protestantismo que repugna a devoção a Nossa Senhora, a sua Conceição Imaculada, sua Virgindade Perpétua, sua Maternidade Divina, que semeia no coração das crianças ódio para com tão bondosa mãe, protestantismo que...quebra suas imagens. Séria inacreditável se não fosse evidente. Nossos sentidos não nos enganam. A hora é grave. O braço de Deus pesa sobre a Terra.

CORONAVÍRUS

Este vírus que sacode o mundo foi curiosamente batizado com o nome de Coronavírus. Corona, corona... curiosamente ele recebe o mesmo nome do Rosário. O Rosário é a Corona Beatae Mariae Virginis. Fruto do acaso? Deus sabe. O que é fato é que nós devemos e podemos opor-nos a este flagelo, a Santa Coroa do Rosário.   

O que fazer?

Ouçamos a Irmã Lúcia na entrevista com o Padre Agustin fuentes, 1957

"Não há problema, por mais difícil que seja, que não possamos resolver agora com a oração do Santo Rosário. São dois os meios para salvar o mundo: a oração e o sacrifício. Olhe, Senhor Padre, a Santíssima Virgem, nestes últimos tempos em que vivemos, deu uma nova eficácia à oração do Santo Rosário. De tal maneira que agora não há problema, por mais difícil que seja, seja temporal ou, sobretudo, espiritual, que se refira à vida pessoal de cada um de nós; ou à vida das nossas famílias, sejam as famílias do mundo, sejam as Comunidades Religiosas; ou à vida dos povos e das nações. Não há problema, repito, por mais difícil que seja, que não possamos resolver agora com a oração do Santo Rosário. Com o Santo Rosário nos salvaremos, nos santificaremos, consolaremos a Nosso Senhor e obteremos a salvação de muitas almas."

Não percamos tempo

Uma Cruzada: A hora é grave. Temos os remédios. Filhos do Portugal católico, nós temos o dever de servir de exemplo ao mundo. Recorramos humildemente ao Coração Imaculado de Maria, a fim de que ela seja, segundo os desejos do Coração de Deus, a nossa salvação. Recorramos a Ela em um clamor perpétuo através da oração dos quinze mistérios do Rosário, nas seguintes intenções:

a) Coração Imaculado de Maria, nós vos imploramos a graça do perdão e de nossa conversão.
b) Coração Imaculado de Maria, perdão e misericórdia pela abandono da Tradição por parte do Santo Padre e dos bispos do mundo inteiro, abandono provocado pelo Concílio Vaticano II e tudo o que lhe seguiu. Alcance-nos a graça de vê-los reencontrar a verdade, abandonando os erros que os detém encarcerados e que causam a perda de tantas almas.
c) Coração Imaculado de Maria, alcance-nos a graça de que o papa juntamente com os bispos do mundo inteiro, finalmente consagre a Rússia a vosso Imaculado Coração, em um ato solene, atendendo assim a vossos pedidos e a vontade Divina.

Nós sabemos, Mãe, que não merecemos nada, mas imploramos a vossa misericórdia junto ao trono de vosso Filho, junto ao Trono da Trindade Bem-Aventurada. Só a Senhora nos pode salvar.  Nunca, nunca será tarde para recorrer a Jesus e a Maria. Que venha o triunfo do vosso Doloroso e Imaculado Coração.



Inscreva-se já

Inscreva-se já, enviando-nos seu nome, o(s) dia(s) durante a semana e o horário que você poderá travar esta batalha assumindo a oração dos quinze mistérios do Rosário nestas intenções.

A Cruzada será organizada da seguinte maneira: Turnos de quarenta minutos se seguirão ininterruptamente durante as vinte quatro horas do dia, durante estes quarenta minutos você deverá assumir os quinze mistérios do Rosário. A Cruzada começará neste sábado, dia 20 de Março, a meia noite.

Mas atenção! É de grande importante que se nos sinale de possíveis desistências, a fim de que nós possamos organizar as substituições devidas. Inscreva-se e propague. 



Organização
Confraria Tradicional do Rosário - BRASIL
Capela Nossa Senhora das Alegrias

quarta-feira, 18 de março de 2020

O poder de Maria contra os demônios e as tentações













Felizes de nós se recorrermos sempre a esta Mãe divina e imaculada

Santo Afonso Maria de Ligório diz, com muita razão, que a Santíssima Virgem Maria é comparada a um exército em ordem de batalha, porque ela sabe ordenar o seu poder e a sua misericórdia para confusão dos inimigos infernais e benefício dos seus devotos. Felizes de nós, se nas tentações recorrermos sempre a esta Mãe divina e imaculada, invocando o seu doce nome juntamente com o de seu Filho Jesus Cristo.
O ato de benevolência mais agradável a Virgem Maria é recomendarmo-nos muitas vezes a ela e colocarmo-nos debaixo da sua proteção, como faziam os primeiros cristãos: “Sub tuum praesidium confugimos, sancta Dei Genitrix – Sob tua proteção nos refugiamos, ó santa Mãe de Deus!”
O poder da Virgem Maria contra os demônios
Maria Santíssima não é somente a Rainha dos Céus, dos Anjos e dos Santos, mas também, de certo modo, do inferno e dos demônios, pois os venceu intrepidamente com as suas virtudes. Todos os Santos Padres concordam em dizer que a Bem-aventurada Virgem Maria é aquela mulher poderosa, prometida por Deus desde o princípio do mundo, que juntamente com o Filho estará em perpétua inimizade com a serpente infernal e, a seu tempo, haverá de lhe esmagar a cabeça, abatendo-lhe o orgulho: “Inimicitias ponam inter te et mulierem … Ipsa conteret caput tuum – Porei inimizade entre ti e a mulher… Ela te esmagará a cabeça” (Gn 3, 15). Por isso, Satanás se vê constrangido a prostrar-se aos pés da Virgem Maria.
O espírito maligno, para vingar a sua derrota, volta toda a sua fúria contra nós, devotos da Mãe de Deus. A Santíssima Virgem, porém, não permite que este espírito do mal nos cause o menor dano.
Maria foi simbolizada na coluna, ora de nuvem, ora de fogo, que guiava o povo de Israel para a Terra prometida (cf. Ex 13, 21). A coluna representava os dois ofícios que a Virgem Santíssima exercita continuamente em nosso favor. Como nuvem, ela nos protege do ímpeto da justiça divina e, como fogo, nos defende dos demônios. Assim como os homens caem por terra quando um raio do céu parece cair sobre eles, da mesma forma, os espíritos do mal caem abatidos somente ao ouvir o nome de Maria.
Pela mesma razão, a Virgem Santíssima é chamada pelo divino Esposo de terrível contra o poder do inferno, como um exército bem-ordenado: “Terribilis ut castrorum acies ordinata” (Ct 6, 4). Ela sabe ordenar bem o seu poder, a sua misericórdia e as suas súplicas para confusão dos inimigos e benefício dos seus devotos e servos, que nas tentações invocam o seu poderosíssimo socorro.
O auxílio de Nossa Senhora nas tentações
Conforme uma revelação divina a Santa Brígida, o orgulhoso Lúcifer antes quer que se multipliquem as suas penas no Inferno do que ver-se dominado pelo poder de uma Mulher. Felizes seremos nós se, nas nossas lutas contra o Inferno, recorrermos sempre a Maria Santíssima e invocarmos o seu belo e santo nome.
Habituemo-nos à bela prática de invocar sempre os nomes santíssimos de Jesus e Maria em todas as nossas necessidades, nos perigos de ofender a Deus, especialmente nas tentações contra a pureza. Entre todos os favores que possamos prestar a Santíssima Virgem, nenhum agrada mais a nossa Mãe do que recorrermos frequente e insistentemente à sua intercessão e colocarmo-nos debaixo da sua poderosa proteção:
“Sub tuum praesidium confugimus, Sancta Dei Genetrix. Nostras deprecationes ne despicias in necessitatibus, sed a periculis cunctis libera nos semper, Virgo gloriosa et benedicta. Amen.
À vossa proteção recorremos, Santa Mãe de Deus. Não desprezeis as nossas súplicas em nossas necessidades, mas livrai-nos sempre de todos os perigos, ó virgem gloriosa e bendita. Amém”
Oração de Santo Afonso a Maria Santíssima nas tentações
“Eis aqui a vossos pés, ó Maria, minha esperança, este pobre pecador, que tantas vezes por sua culpa se fez escravo do inferno. Reconheço que me deixei vencer pelos demônios, porque não recorri a vós, meu refúgio. Se eu tivesse recorrido sempre a vós, e vos tivesse invocado, nunca teria caído. Espero, Senhora minha amabilíssima, que por vosso intermédio já estou livre das mãos do demônio e que Deus me perdoou. Mas temo que no futuro venha a cair de novo no cativeiro do inferno. Sei que meus inimigos ainda não perderam a esperança de me tornar a vencer. Já me preparam nossos assaltos e novas tentações. Ah! Minha Rainha e meu refúgio, ajudai-me metei-me debaixo de vosso manto; não permitais que torne a ser escravo dos demônios.
Sei que vós me ajudareis e me fareis vitorioso, sempre que eu vos invocar. É este, porém, o meu receio, receio de que nas tentações eu me esqueça de chamar por vós. Eis, portanto, a graça que vos peço e de vós espero, oh Virgem Santíssima, que eu me lembre sempre de vós, especialmente quanto estiver em luta com o demônio. Fazei com que então não deixe de vos invocar frequentemente, dizendo: Maria, ajudai-me, ajudai-me, Maria! – E quando chegar finalmente o dia da minha última contenda com o inferno, na hora da minha morte, ah, Senhora e Rainha, assisti-me então muito mais e lembrai-me de vos invocar então com mais frequência, com os lábios ou com o coração, afim de que, com o vosso dulcíssimo nome e com o de vosso Filho Jesus na boca, possa ir bendizer-vos e louvar-vos, para nunca mais me apartar dos vossos pés por toda a eternidade, lá no paraíso.”

12 importantes proveitos da Oração Mental

Os proveitos que se tiram de exercitar a oração mental são tantos, e tão importantes, que para os declarar seriam necessários muitos livros. Nós neste lugar, para tocarmos alguma parte de seus louvores, somente compararemos a Oração à Árvore da vida, que São João viu no Paraíso celestial; e da qual diz, que produzia doze géneros de frutos. Porque verdadeiramente a Oração Mental é uma árvore plantada pela mão de Deus no Paraíso da Igreja para sustento da vida espiritual: sua é aquela grande excelência de ser um colóquio da alma com o mesmo Deus; e daqui procedem seus copiosíssimos, e dulcíssimos frutos, que podemos reduzir aos doze seguintes:

I. A Oração Mental reforma eficazmente a vida, e arranca de raiz os vícios, que com nenhum outro remédio se podiam arrancar: e cada dia nos está mostrando a experiência, que pecadores, mui envelhecidos em seus maus costumes, com pouco tempo, que usaram este exercício, se tornaram tão outros, que o mesmo Confessor os desconhece. E também purga os pecados da vida passada; porque o pecador os chora novamente cada dia, e quando chega ao Sacramento da Confissão, leva deles exame mais cuidadoso, e contrição mais viva.

II. Alcança grande luz das verdades, e mistérios de nossa Santa Fé, conforme aquilo do Salmo: "Chegai-vos a Deus, e sereis alumiados" (Salmo 34). Donde vem, que um rústico, ou uma mulher simples com oração, entende às vezes estes pontos com maior firmeza, e clareza, que um Teólogo sem oração: verificando-se a sentença de Cristo, falando com Seu Eterno Pai: "Escondestes estas coisas aos sábios, e as revelastes aos pequenos"

III. Faz que saibamos discernir as inspirações da graça Divina, e moções do Espírito Santo: coisa, que sendo tão importante para o governo da vida cristã, os mundanos a não entendem, nem observam, e assim andam às escuras.

IV. Purifica, e endireita a intenção, com que fazemos as obras boas, (como o leme endireita toda a nau) e por conseguinte as faz mais agradáveis a Deus, mais rendosas para nós, e mais exemplares para o próximo. Porque quem obra depois que ora, não segue tanto os impulsos da natureza, como os ditames da razão, e luz da graça; e o concerto de suas acções, e honesto fim, que com elas pretende, lança de si certo resplendor, que bem se deixa conhecer de fora.

V. Despega o coração das coisas transitórias, e o levanta às eternas; porque o amor a qualquer criatura segue o conhecimento que dela temos; e como com a luz da Oração se descobre a vileza dos bens caducos, e a excelência dos eternos, a estes vai buscar o coração, desprezando aqueles.

VI. Consola, e fortalece nas tribulações; e por isso os Santos em todos seus trabalhos se acolhem a esta cidade de refúgio, e dela saem tão animosos, que não só rebatem, mas ainda desafiam o Mundo, e o Inferno. Santo Inácio de Loyola dizia, que se alguma coisa lhe poderia dar pena, seria o desfazer-se a Companhia; mas que com meia hora de Oração ficaria sossegado.

VII. Amedronta grandemente os demónios, e descobre as ciladas, que nos armam; porque a oração dá asas ao espírito, o põe em lugar alto, donde as possa descobrir; e como diz o Espírito Santo: "Debalde se lançam as redes à vista dos que têm asas" (Prov. 1,17). Dá também esforço para vencermos suas tentações: "Orate ne intretis in tentationem". Por onde disse S.João Clímaco: "Qui baculum orationis jugiter tenet non offendet; sed si offendere eum contigerit, non penitus cadet"- Quem tem na mão o báculo da Oração continuamente, não tropeçará; e se suceder que tropece, não cairá de todo.

VIII. Desterra as tristezas do coração. Sente-se triste algum de vós outros? (diz o Apostólo S.Tiago 5,13) Pois ore. E esta alegria, que aqui se comunica, não é exterior, e falsa, como a que causam as criaturas; senão interior, e verdadeira: porque enfim é causada do Espírito Santo, consolador óptimo, doce hóspede, e doce refrigério das almas.

IX. Adoça, e facilita o exercício da mortificação: o qual por uma parte é necessário para despirmos o amor próprio, causa de todas nossas misérias; e por outra é muito amargoso, e contrário à natureza: e querer dobrar, e amoldar esta sem primeiro meter o espírito na forja da Oração, seria bater em ferro frio.

X. Gera grande paz de consciência: porque cessando os pecados, cessão os remorsos, e o Espírito Santo lá dentro da alma dá testemunho, que mora nela. Daqui nasce, que a morte das pessoas habituadas a este Santo exercício é mais desassombrada; por quanto a má consciência é a que nos faz mais horrorosa a passagem para a Eternidade.

XI. Alcança de Deus Nosso Senhor grandes favores, e mercês: porque da Oração nasce o conhecimento de que necessitamos delas, o desejo de as procurarmos, a confiança, resignação, e perseverança para as pedirmos,e a humildade para as conservarmos: e ali se granjeia a devoção com Maria Santíssima, a familiaridade com os Anjos; tudo disposições para sairmos com bom despacho: e assim São João Crisóstomo chamou à Oração 'omnipotente'.

XII. Une os próximos entre si, porque une cada um com Deus: e daqui vem, que nas Comunidades, e famílias, que tem exercício quotidiano de Oração Mental, reina mais a paz do Senhor, e custam menos desvelo a quem as governa.

Padre Manoel Bernardes in 'Tratado breve da Oração Mental'

terça-feira, 17 de março de 2020

Stella Cœli: oração poderosa contra as epidemias, escrita em Coimbra



Na praga que ocorreu em Coimbra, no ano de 1317, as Irmãs do Mosteiro de Santa Clara estavam com muito medo porque as suas celas estavam perto da infecção e, pensando em fugir, ouvem a porta bater, correm até ela e encontram um peregrino que, segundo a descrição, era São Bartolomeu. Sentiram-se consoladas e instadas a recitar frequentemente à Mãe de Deus o que estava escrito num papel que ele lhes deu antes de ir embora. Rezaram todos os dias em coro e em privado esta oração e não foram tocadas pela doença, embora, à sua volta, o fogo tudo queimasse. 

(Tommaso Auriemma SJ, Afectos trocados entre a Santíssima Virgem e os seus devotos, Veneza, 1712)

Latim:

Stella Cœli extirpavit
Quæ lactavit Dominum
Mortis pestem quam plantavit
Primus parens hominum.

Ipsa Stella nunc dignetur
Sidera compescere,
Quorum bella plebem cædunt
Diræ mortis ulcere.

O piissima Stella Maris
A peste succurre nobis;
Audi nos, Domina
Nam Filius tuus nihil negans
Te honorat.

Salva nos Jesu
pro quibus Virgo
Mater te orat.

. Ora pro nobis, Sancta Dei Genitrix.
. Ut digni efficiamur promissionibus Christi.


Oremus.
Deus misericordiae, Deus pietatis, Deus indulgentiae, qui misertus es super afflictione Populi tui, et dixisti Angelo percutienti Populum tuum: contine manum tuam ob amorem illius Stellae gloriosae, cujus ubera pretiosa contra venenum nostrorum delictorum quam dulciter suxisti: praesta auxilium gratiae tuae, ab omni peste, et improvisa morte secure liberemur, et a totius perditionis incursu misericorditer liberemur. Per te Jesu Christi Rex Gloriae, Salvator Mundi: Qui vivis, et regnas in saecula saeculorum. Amen.


Português: 

A Estrela do Céu extirpou,
A que amamentou o Senhor,
A peste da morte que plantou
O primeiro pai dos homens.

A mesma estrela se digne agora
fazer cessar a noite,
cujos exércitos abatem o povo
com a úlcera da temível morte.

Ó piíssima Estrela do Mar
Socorre-nos da peste
Ouve-nos, Senhora
Pois nada negas a um Filho teu
que te honra.

Salva-nos Jesus,
por aqueles que a Virgem
Mãe te ora.

. Rogai por nós, Santa Mãe de Deus.
. Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.

Oremos.
Deus de misericórdia, Deus de piedade, Deus de indulgência, que tendes compaixão das aflições do Vosso povo, e disseste ao Anjo que o trespassava que contivesse a sua mão por amor daquela Estrela gloriosa, de cujo peito precioso contra o veneno dos nossos pecados docemente bebestes, prestai-nos o auxílio da Vossa graça, para que sejamos libertados e seguros de toda a peste, da morte improvisa e livres misericordiosamente de todo o embate da perdição. Por Vós, Jesus Cristo, Rei da Glória, Salvador do mundo, que viveis e reinais pelos séculos dos séculos. Amén.

SEJA UM BENFEITOR!