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segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

7 conselhos de Dom Bosco para pais e professores

 

Conselhos úteis para disciplinar as crianças

Uma das coisas mais desafiadoras no processo de criação de um filho é saber como e quando dar a disciplina correta, não é mesmo?

Dom Bosco sabe exatamente o que você está passando, ao dedicar toda a sua vida à formação de jovens rebeldes. Ele acolheu centenas de jovens carentes, educando-os e exercendo toda a sua energia para transformar esses meninos em homens justos, que serviriam ao bem maior da sociedade.

À medida que seus esforços cresceram, Dom Bosco precisou da ajuda de outras pessoas. Isso significava formar novos professores também.

Em suas cartas aos professores, Dom Bosco expõe um detalhado “Sistema Preventivo” de educação que procura dispor “os alunos a obedecer não por medo ou compulsão, mas por persuasão. Nesse sistema, toda força deve ser excluída e, em seu lugar, a caridade deve ser a força motriz da ação”.

Aqui estão sete dicas que São João Bosco deu aos seus professores. Elas ainda são relevantes hoje em dia e podem ajudar os pais cansados ​​ou professores frustrados a guiar as crianças para o caminho da virtude. Os conselhos foram adaptados para o fim de melhor entendimento por parte de pais e professores:

1

A punição deve ser o último recurso

Na minha longa carreira como educador, quantas vezes isso me trouxe de volta à realidade! Sem dúvida, é dez vezes mais fácil perder a paciência do que controlá-la, ameaçar um menino do que persuadi-lo. Sem dúvida, também, é muito mais gratificante para nosso orgulho punir aqueles que nos resistem do que suportá-los com bondade firme. São Paulo frequentemente lamentava como alguns convertidos à fé retornavam facilmente aos seus hábitos inveterados. Mas ele suportava tudo com paciência tão zelosa quanto admirável. Este é o tipo de paciência de que precisamos para lidar com os jovens.

2

Ser amado para obter o respeito

Todo educador deve se fazer amado, se quiser ser temido. Ele alcançará esse grande fim se deixar claro por suas palavras – e ainda mais por suas ações – que todo o seu cuidado e solicitude estão voltados para o bem-estar espiritual e temporal de seus alunos.

3

Nada de correções em público

Devemos, portanto, corrigi-los com a paciência de um pai. Nunca, na medida do possível, corrija em público, mas em particular. Apenas em casos de prevenção ou remediação-escândalo grave eu permitiria correções públicas ou punições.

4

Evitar excessos

Golpear alguém de qualquer maneira, fazê-lo ajoelhar-se em uma posição dolorosa, puxar seus ouvidos e outras punições similares, devem ser absolutamente evitados. A lei proíbe este tipo de coisa, que também irrita muito as crianças e diminui a reputação do educador.

5

Regras claras

O educador deve observar que as leis da disciplina, as recompensas e punições implicadas são transmitidas claramente aos alunos e filhos, para que ninguém possa dar a desculpa de que eles não sabiam o que era proibido. Em outras palavras, as crianças precisam de limites e respondem bem a elas. Ninguém se sente seguro se estiver voando às cegas.

6

Paciência

Pais e educadores devem exigir quando é uma questão de dever, devem ser firmes na busca do bem, corajosos na prevenção do mal, mas sempre gentis e prudentes. Garanto-lhe que o verdadeiro sucesso só pode vir da paciência. A impaciência simplesmente repugna os alunos e espalha o descontentamento entre os melhores. A longa experiência me ensinou que a paciência é o único remédio até para os piores casos de desobediência e irresponsabilidade entre os meninos. Às vezes, depois de fazer muitos esforços pacientes sem obter sucesso, julguei necessário recorrer a medidas severas. No entanto, eles nunca conseguiram nada e, no final, sempre achei que a caridade finalmente triunfou onde a severidade havia encontrado o fracasso. A caridade é a cura para tudo, embora possa ser lenta na efetivação de sua cura.

7

Autocontrole

Para sermos pais de verdade, ao lidar com os jovens não devemos permitir que a sombra da raiva obscureça nosso semblante. Se às vezes somos pegos de surpresa, deixemos a serenidade brilhante de nossas mentes imediatamente dispersar as nuvens de impaciência. O autocontrole deve governar todo o nosso ser – nossa mente, nosso coração, nossos lábios. Quando alguém é culpado, desperte simpatia em seu coração e nutra esperança em sua mente por ele; então você vai corrigi-lo com lucro. Em certos momentos difíceis, uma humilde oração a Deus é muito mais útil do que uma violenta explosão de raiva. Seus alunos certamente não tiram proveito da sua impaciência, e você não estará edificando ninguém que possa observá-lo.


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sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

10 conselhos de Dom Bosco aos pais


1. Valorize o seu filho. Quando respeitado e estimado, o jovem progride e amadurece.

2. Acredite no seu filho. Mesmo os jovens mais ´difíceis´ trazem bondade e generosidade no coração.

3. Ame e respeite o seu filho. Mostre a ele, claramente, que você está ao seu lado, olhe-o nos olhos. Nós é que pertencemos a nossos filhos, não eles a nós.

4. Elogie seu filho sempre que puder. Seja sincero: quem de nós não gosta de um elogio?

5. Compreenda seu filho. O mundo hoje é complicado, rude e competitivo. Muda todo dia. Procure entender isto.Quem sabe ele está precisando de você, esperando apenas um toque seu.

6. Alegre-se com o seu filho. Tanto quanto nós, os jovens são atraídos por um sorriso; a alegria e o bom humor atraem os meninos como mel.

7. Aproxime-se de seu filho. Viva com o seu filho. Viva no meio dele.Conheça seus amigos. Procure saber onde ele vai, com quem está. Convide-o a trazer seus amigos para a sua casa. Participe amigavelmente de sua vida.

8. Seja coerente com o seu filho. Não temos o direito de exigir de nosso filho atitudes que não temos. Quem não é sério não pode exigir seriedade. Quem não respeita, não pode exigir respeito.O nosso filho vê tudo isso muito bem, talvez porque nos conheça mais do que nós a ele.

9. Prevenir é melhor do que castigar o seu filho. Quem é feliz não sente a necessidade de fazer o que não é direito. O castigo magoa, a dor e o rancor ficam e separam você do seu filho. Pense, duas, três, sete vezes, antes de castigar. Nunca com raiva. Nunca.

10. Reze com seu filho. No princípio pode parecer “estranho”. Mas a religião precisa ser alimentada. Quem ama e respeita a Deus vai amar e respeitar o seu próximo. “Quando se trata de educação não se pode deixar de lado a religião”.

Fonte:


quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Direção dos Jovens



Porque é particularmente importante a direção da juventude?

1º. - A mocidade é o tempo do entusiasmo. Os generosos ardores que nesta idade refervem no fundo da alma são energia fecunda que não podemos deixar desperdiçar, quanto mais resvalar para o mal... Canalizá-los antes para bem da virtude, será um prodígio de sábia direção.

2º. - A inexperiência fomenta na adolescência inúmeros perigos. Precisa, portanto, de socorro a jovem inteligente para evitar as ciladas, que sob encantadora e falaz aparência, encontra no caminho.

3º. - Diz a Escritura: “adolescens juxta viam suam, etiam - cum senuerit, non recedet ab ea.” A primavera da vida tem sobre a vida inteira repercussão profunda e estende até a extrema senectude a influência da sua orientação. Veja-se, por conseguinte, quanto é necessário estimular para o bem o, ardor e a generosidade dessa quadra da vida. 

4º. - Reservou para si o Senhor em todo o tempo as primícias de todas as coisas. Mais um motivo para consagrar ao Criador as primícias das criaturas mais perfeitas, imagens Suas e semelhanças. 

Disposições que importa inculcar à mocidade cristã 

1º. - A nobilíssima paixão da pureza: é o que basta para preservá-la dos naufrágios fatais que a ameaçam... Despertam impetuosas na puberdade as paixões; os primeiros jatos das suas chamas imundas arremessam-se terríveis e inundam todo o ser com emanações fumegantes asfixiativas. Se não se encontra no seu posto a sentinela, para por embargo ao fogo, que alastra, o incêndio lavrará, de modo inextinguível, e serão, tristes, lúgubres, a derrocada e os escombros...; e sobre os destroços das faculdades devastadas, virão bater em vão os restos da fé e da religião abaladas. 

- Contraria contrariis curantur. Aos ferozes impulsos da paixão impura oponha-se o amor nobilíssimo da virtude da pureza: é entusiasta a alma na mocidade, e abre-se de bom grado a sentimentos generosos... Ao diretor, portanto, compete haver o dom e arte de apresentar as coisas... , de fazer entrever lá no alto, por cima das estrelas, uma virtude que cintila... uma virtude que os Anjos conservam ciosamente como um privilégio da sua natureza... , uma virtude que o Cordeiro Imaculado cobre de honras e felicidade... , que imprime aos hinos do paraíso mais jubilosa harmonia e ao triunfal, cortejo do Rei da glória mais deslumbrante esplendor... , uma virtude que seduz todos os seres, o universo inteiro. 

É uma arte levantar os corações a regiões tão sublimes, arremessar as almas juvenis a cimos tão vertiginosos e, apelando para a sua audácia, fazer vibrar no fundo dos seus corações um retumbante “sursum”!... Avante! conquistemos esse tesouro, levemos até às nuvens o nosso esforço e tragamos de lá, como troféus, as vestes cândidas e fulgurantes da virtude angélica! Jovens houve que, fascinados pela beleza desta virtude, viveram no mundo como Anjos, apresentando aos olhares do céu e da terra o espetáculo sublime, de que o Espírito Santo faz o elogio inflamado: “quam pulchra est casta generatio cum claritate” 

2º. - O valor. Exerce-se e retempera-se nas lutas heróicas da virtude da pureza, mas necessita de mais vasto campo de ação e, mais tangível; necessário não é procurá-lo muito longe... a Igreja, tão atribulada nos tempos que correm, demanda soldados, atletas generosos para defender a sua doutrina, vingar seus direitos e dilatar a sua influência.

Vasta arena, sem dúvida, para a juventude expandir os seus ardores e exercer o seu valor!... Procurem os adolescentes lugar nestas obras admiráveis, que fizeram surgir com uma fecundidade verdadeiramente mágica as modernas necessidades... Conseguirá, portanto, o Diretor dos seus jovens penitentes, que se enfileirem, segundo o talento, as aptidões, a saúde, a influência social no vasto trabalho, que empreende em todos os domínios que confinam com a Religião, a ação católica... E para que seja durável o seu concurso, infunda-lhes na alma, não só o ardor e zelo legítimo, mas também o desinteresse que se sacrifica e desprende. Não compreenderia o seu dever de educador e de apóstolo da Igreja, o padre que deixasse estiolar na inação ou em ação egoísta, os germens de atividade e dedicação, que geralmente distinguem a natureza juvenil. 

3º. - O amor de Jesus Cristo e da Igreja. É este o foco que verdadeiramente alimenta o valor cristão. Sobre o amor de Jesus; escreveu páginas incomparáveis o autor da Imitação de Cristo, que importa leiam e releiam os adolescentes. Jesus ama a juventude:intuitus delexit eum; amem-no por sua vez os jovens e à sua Igreja, com as chamas ardentes do, mais, devotado amor. 

Este será tanto mais espontâneo, quanto mais puro for o coração, donde transborde. E se aprenderem a tomar gosto pelo Evangelho, a saboreá-lo nos seus segredos admiráveis! Tem páginas que cativam, levantam, dilatam e absorvem. 

Eis como, servir a Jesus Cristo e à Igreja se tornará a sua mais veemente ambição, consumir nesta empresa toda a energia e ardor, o mais suave e reconfortante prazer!

(A Arte da Direção das Almas, Versão de A.A.P, com imprimatur, 1925)

Fonte

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