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segunda-feira, 5 de maio de 2025

Motivos que temos de honrar a São José

 

Glorioso São José

Tire o maior proveito desta Meditação seguindo os passos

Constituit eum dominum domus suae, et principem omnis possessionis suae – “Constituiu-o senhor de sua casa, e príncipe de tudo que possuía” (Sl 104, 21)

Sumário. Tomemos a São José por nosso protetor especial e não nos esqueçamos de honrá-lo cada dia e de nos recomendar a ele. Honrando ao santo Patriarca, imitaremos os exemplos de Jesus e Maria, que foram os primeiros a honrarem-no sobre esta terra. Além disso, pelo intermédio do Santo obteremos os favores mais assinalados, porquanto a experiência demonstra que São José obtém de Deus para seus devotos tudo que quer e os socorre em suas necessidades..

I. O exemplo de Jesus Cristo, que nesta terra quis honrar tão grandemente a São José, era bastante para inspirar a todos uma grande devoção a este preclaro Santo. Desde que o Pai Eterno designou São José para fazer as suas vezes juntos de Jesus, Jesus sempre o considerou e o respeitou como pai, obedecendo-lhe pelo espaço de vinte e cinco ou trinta anos: Et erat subditus illis (1) — E lhes estava sujeito. O que quer dizer que em toda aquela série de anos a única ocupação do Redentor foi obedecer a Maria e a José.

A José competia em todo aquele tempo exercer o ofício de governar, como cabeça que era da pequena família; a Jesus, como súdito, o ofício de obedecer. De sorte que Jesus não dava um passo, não praticava coisa alguma, não tomava alimento, não ia repousar, senão segundo as ordens de São José. Punha a mais atenciosa diligência em escutar e executar tudo o que lhe era imposto. — “O meu Filho”, assim revelou o Senhor a Santa Brígida, “era tão obediente, que quando José dizia: Faze isto, ou faze aquilo, logo o executava.” E Gerson acrescenta que em Nazaré “Jesus muitas vezes preparava a comida, buscava água, lavava a vasilha, mesmo varria a casa”.

Esta humilde obediência de Jesus ensina-nos que a dignidade de São José é superior à de todos os Santos, exceção feita da divina Mãe. Pelo que um douto autor escreve com razão: “É justíssimo que seja muito honrado pelos homens aquele que de tal maneira foi elevado pelo Rei dos reis.” (2) — Jesus mesmo recomendou a Santa Margarida de Cortona que fosse particularmente devota de São José, por ser ele quem o alimentou em sua vida: “Eu quero”, disse-lhe (e imaginemos que nos diz o mesmo), “que cada dia pratiques algum obséquio especial a meu amantíssimo pai nutrício, São José.

II. Para compreendermos as grandes mercês que São José faz aos seus devotos, basta referir o que a este respeito diz Santa Teresa:

Não me lembro (é a Santa quem fala) de lhe ter pedido alguma coisa sem que ma tenha obtido. Causaria assombro se eu enumerasse todas as graças que o Senhor me concedeu por intermédio deste Santo, e todos os perigos, tanto para o corpo como para a alma, dos quais me livrou. Aos demais Santos parece que o Senhor lhes deu o serem protetores numa só necessidade particular; a experiência, porém, faz ver que São José é protetor universal. Parece que Jesus nos quer dar a entender que, assim como ele na terra se submeteu voluntariamente a São José, também no céu faz tudo que o Santo lhe pede. O mesmo conheceram também outras pessoas, às quais aconselhei que se lhe recomendassem.

“Quisera persuadir a todos (continua a Santa) a serem devotos deste Santo, pela experiência adquirida dos grandes favores que ele obtém de Deus. Não conheço pessoa que honrando-o de uma maneira particular, não se visse progredir muito na virtude. Desde muitos anos lhe peço na sua festa uma graça especial e sempre a tenho conseguido. A quem não me quiser crer, peço pelo amor de Deus que faça a experiência.

Tomemos pois”, exorta-nos Gerson, “tomemos São José por nosso especial protetor e poderoso intercessor”, e não deixemos de nos recomendar-lhe cada dia e várias vezes por dia. Multipliquemos as nossas orações nestes dias de sua festa, pratiquemos em sua honra alguma mortificação e digamos muitas vezes:

 “Lembrai-vos, ó puríssimo Esposo de Maria Virgem, ó doce Protetor meu São José, que jamais se ouviu dizer que alguém tivesse invocado a vossa proteção, e implorado o vosso socorro, e não fosse por vós consolado. Com esta confiança, venho à vossa presença, a vós fervorosamente me recomendo. Ah! Não desprezeis a minha súplica, pai putativo do Redentor, mas dignai-vos de a acolher piedosamente. Assim seja.” (3)

Referências:

(1) Lc 2, 51
(2) Card. Camer.
(3) Indulg. de 300 dias.

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(LIGÓRIO, Afonso Maria de. Meditações: Para todos os Dias e Festas do Ano: Tomo II: Desde o Domingo da Páscoa até a Undécima Semana depois de Pentecostes inclusive. Friburgo: Herder & Cia, 1921, p. 39-42)

sábado, 16 de março de 2024

Virtudes e dons de São José

 

Brilham nele, sobretudo, as virtudes da vida oculta, em grau proporcionado ao da graça santificante: a virgindade, a humildade, a pobreza, a paciência, a prudência, a fidelidade ― que não pode ser quebrantada por nenhum perigo ― a simplicidade, a fé esclarecida pelos dons do Espírito Santo, a confiança em Deus e a mais perfeita caridade. Guardou o depósito que lhe foi confiado com uma fidelidade proporcionada ao preço desse tesouro inestimável. Cumpriu o preceito: Depositum custodi, guarda o que te foi confiado.

Sobre essas virtudes da vida oculta, Bossuet faz estas considerações gerais (30): 

“É um vício comum nos homens entregar-se inteiramente às coisas exteriores e desprezar o interior; trabalhar para as aparências e adornos e menosprezar o efectivo e o sólido; preocupar-se com fazer parecer e não com o que deve realmente ser. Por isso são estimadas as virtudes que envolvem negócios e ocupações e exigem o trato com a sociedade; ao contrário, as virtudes ocultas e interiores, que não levam em conta o público, onde tudo se passa entre Deus e a alma, não só não são praticadas, mas não são sequer compreendidas. E, não obstante, nesse segredo reside todo o mistério da virtude verdadeira... É preciso formar um homem em seu verdadeiro sentido antes de pensar que lugar ocupará entre os outros; e se não se trabalhar sobre essa base, todas as outras virtudes, por mais brilhantes que possam ser, não serão mais que virtudes de vã ostentação... elas não formam o homem segundo o coração de Deus. Ao contrário, José, homem simples, buscou a Deus; José, homem desprendido, encontrou a Deus; José, homem reservado, desfrutou de Deus”.

A humildade de José consolidou-se ao considerar a gratuidade de sua vocação excepcional. Ele deve ter dito a si mesmo muitas vezes: por que razão o Altíssimo me deu o Seu Filho Unigénito para custodiá-Lo, a mim, José, antes que a este ou àquele outro homem da Judeia, da Galileia, ou de outra região e de outro século? Foi unicamente o beneplácito de Deus, beneplácito que é por si mesmo a razão e o motivo pelo qual José foi livremente preferido, escolhido e predestinado desde toda a eternidade, antes deste ou daquele outro homem, a quem o Senhor poderia ter concedido os mesmos dons e a mesma fidelidade para prepará-lo para essa excepcional missão. Vemos nessa predestinação um reflexo fiel da gratuidade da predestinação de Cristo e de Maria.

O conhecimento do valor dessa graça e da sua gratuidade absoluta, longe de prejudicar a humildade de José, confirmou-a. Ele pensava no seu coração: “O que tens que não recebeste?”.

José aparece como o mais humilde de todos os santos depois de Maria; mais humilde que qualquer um dos anjos; e se é o mais humilde, é por isso mesmo o maior de todos, porque todas as virtudes estando conexas, a profundeza da humildade é proporcionada à elevação da sua caridade, como a raiz da árvore é tanto mais profunda quanto mais alta ela é: “Aquele dentre vós todos que é o menor”, disse Jesus, “este será o maior” (31).

Como nota ainda Bossuet: “Possuindo o maior dos tesouros por uma graça extraordinária do Pai Eterno, José, longe de vangloriar-se desses dons ou de revelar as suas vantagens, oculta-se o quanto pode dos olhos dos mortais, desfrutando pacificamente com Deus do mistério que lhe é revelado e das riquezas infinitas que o Altíssimo colocou a seu encargo” (32). “José tem em sua casa motivos para atrair todos os olhares da Terra, e o mundo não o conhece; possui um Deus Homem, e não diz nenhuma palavra; é testemunho de um mistério tão extraordinário, e o aprecia em segredo, sem o divulgar” (33).

A sua fé é inquebrantável, apesar da obscuridade do mistério inesperado. A palavra de Deus transmitida pelo anjo esclarece-lhe a concepção virginal do Salvador: José poderia ter hesitado em acreditar em algo tão extraordinário, mas acreditou firmemente com a simplicidade do seu coração. Por sua simplicidade e humildade, ele ascende às alturas de Deus.

A obscuridade não tarda em reaparecer: José era pobre antes de ter recebido o segredo do Altíssimo, mas tornou-se ainda mais pobre ― observa Bossuet ― quando Jesus veio ao mundo, porque Ele veio com Sua abnegação e desprendimento de tudo para unir-Se a Deus. Não há lugar para o Salvador no último dos albergues de Belém. José deve ter sofrido ao ver que não tinha nada para oferecer a Maria e a seu Filho.

A sua confiança em Deus manifestou-se nas provações, pois a perseguição começou logo após o nascimento de Jesus. Herodes pretendia matá-Lo. O chefe da Sagrada Família devia esconder Nosso Senhor, partir para um país distante, onde ninguém o conhecia e onde não sabia como poderia ganhar a vida. Partiu, colocando toda a sua confiança na Providência.

O seu amor a Deus e às almas não cessa de crescer na vida oculta de Nazaré, pela influência constante do Verbo feito carne, o foco de graças sempre novas e sempre mais elevadas para as almas dóceis, que colocam toda a sua confiança em Deus e não põem nenhum obstáculo às graças que Ele lhes quer dar. 

Dissemos antes, a propósito do progresso espiritual em Maria, que a ascensão dessas almas é uniformemente acelerada, quer dizer, que se dirigem tanto mais rapidamente para Deus quanto mais se aproximam d’Ele e Deus as atrai mais a Si. Essa lei da gravitação espiritual das almas realizou-se exactamente em José; a caridade não parou de aumentar nele, sempre mais prontamente até à sua morte; o progresso de seus últimos anos foi mais acelerado que o dos primeiros anos, porque encontrando-se mais perto de Deus, era mais fortemente atraído por Ele.

Com as virtudes teologais, cresceram também incessantemente nele os sete dons do Espírito Santo, que são conexos com a caridade. Os dons de inteligência e de sabedoria tornavam a sua fé viva cada vez mais penetrante e deleitável. Com fórmulas extremamente simples, mas muito elevadas, a sua contemplação dirigia-se à infinita bondade do Altíssimo. Essa foi, na sua simplicidade, a contemplação sobrenatural mais sublime depois da de Maria.

Essa contemplação amorosa lhe era muito doce, mas exigia a mais perfeita abnegação e o mais doloroso dos sacrifícios, quando recordava as palavras do velho Simeão: “Este menino será um sinal de contradição”, e as dirigidas a Maria: “Uma espada de dor transpassará a tua alma”. A aceitação do mistério da Redenção por meio do sofrimento apareceu para José como a consumação dolorosa do mistério da Encarnação, e ele necessitava de toda a generosidade do seu amor para oferecer a Deus, no sacrifício supremo, o Menino Jesus e a sua Santíssima Mãe, a quem amava infinitamente mais do que a sua própria vida.

A morte de São José foi uma morte privilegiada; assim como a da Santíssima Virgem, foi ― disse São Francisco de Sales ― uma morte de amor (34). O santo admite também, com Suárez, que José estava entre os santos que, segundo São Mateus (35), ressuscitaram após a Ressurreição de Nosso Senhor e manifestaram-se na cidade de Jerusalém; ele argumenta que essas ressurreições foram definitivas e que José entrou no Céu em corpo e alma. Santo Tomás é muito mais reservado sobre esse ponto: depois de ter admitido que as ressurreições que se seguiram à de Jesus foram definitivas (36), mais tarde, examinando as razões contrárias aduzidas por Santo Agostinho, concluiu que estas são muito mais sólidas (37).

Padre Réginald Garrigou-Lagrange, O.P. in 'A predestinação de São José e sua eminente santidade'

Notas:
30. Segundo panegírico de São José, exórdio.
31. Lc 9, 48.
32. Primeiro panegírico de São José, exórdio.
33. Segundo panegírico de São José, ponto terceiro.
34. Tratado do Amor de Deus, 1. VII, c. XIII.
35. Mt 27, 52 ss.
36. IV Sent. 1. IV, dist 42, q. 1, a. 3
37. Cf. IIIª, q. 53, a. 3, ad 2.

quarta-feira, 15 de março de 2023

Da glória de São José, Esposo da Virgem Maria

 

Glorioso São José

Tire o maior proveito desta Meditação seguindo os passos

Qui custos est Domini sui, glorificabitur – “O que é o guarda do seu Senhor, será glorificado” (Pv 27, 18)

Sumário. Devemos ter por certo que a vida de São José, sob a vista e na companhia de Jesus e Maria, foi uma oração contínua, cheia de fé, de confiança, de amor, de resignação e de oferecimento. Visto que a recompensa é proporcionada aos merecimentos da vida, considera quão grande será no paraíso a glória do santo Patriarca. Com razão se admite que ele, depois da Bem-aventurada Virgem, leva vantagem a todos os demais Santos. Por isso, quando São José quer obter alguma graça para seus devotos, não tanto pede, como de certo modo manda a Jesus e Maria.

I. A glória que Deus confere no céu a seus Santos é proporcionada à santidade de vida que eles levaram em terra. Para termos uma idéia da santidade de São José, basta que consideremos unicamente o que diz o Evangelho: Ioseph autem vir eius, cum esset iustus (1) — “José seu esposo, como era homem justo”. A expressão homem justo significa um homem que possui todas as virtudes; porquanto aquele a quem falta uma delas, não pode ser chamado justo.

Ora, se o Espírito Santo chamou a São José justo, na ocasião em que foi escolhido para Esposo de Maria, avalia, que tesouros de amor divino e de todas as virtudes o nosso Santo não devia auferir dos colóquios e da contínua convivência com a sua santa Esposa, que lhe dava exemplos perfeitos de todas as virtudes. Se uma só palavra de Maria foi bastante eficaz para santificar ao Batista e para encher Santa Isabel do Espírito Santo, a que alturas não pensamos que deve ter chegado a bela alma de José pela convivência familiar com Maria, da qual gozou pelo espaço de tantos anos?

Além disso, que aumento de virtudes e de méritos não deve ter adquirido São José convivendo continuamente por tantos anos com a própria santidade, Jesus Cristo, servindo-O, alimentando-O e assistindo-Lhe nesta terra?

Se Deus promete recompensar aquele que por seu amor dá um simples copo de água a um pobre, considera quão alta glória terá dado a José, que O salvou das mãos de Herodes, Lhe forneceu vestidos e alimentos, O trouxe tantas vezes nos braços e carregou com tamanho afeto. — Devemos ter por certo que a vida de São José, sob a vista e na companhia de Jesus e Maria, foi uma oração contínua, cheia de atos de fé, de confiança, de amor, de resignação e de oferecimento. Se, pois, a recompensa é proporcionada aos merecimentos ajuntados na vida, considera quão grande será a glória de São José no paraíso!

II. Santo Agostinho compara os demais Santos com estrelas, mas São José com o sol. O Padre Soares diz que é muito aceitável a opinião que depois de Maria, São José leva vantagem a todos os demais Santos em merecimento e em glória. Donde o Ven. Bernardino de Bustis conclui que São José, de certo modo, dá ordens a Jesus e Maria quando quer impetrar algum favor para os seus devotos.

Meu santo Patriarca, agora que gozais no céu sobre um trono elevado junto do vosso amadíssimo Jesus, que vos foi submetido na terra, tende compaixão de mim, que vivo no meio de tantos inimigos, maus espíritos e más paixões, que me dão combates contínuos para me fazerem perder a graça de Deus. Ah! Pela felicidade que tivestes, de gozar na terra, sem interrupção, da companhia de Jesus e Maria, alcançai-me a graça de passar o resto de minha vida sempre unido a Deus e de morrer depois no amor de Jesus e Maria, para que um dia possa ir gozar, convosco, da sua companhia, no reino dos bem-aventurados.

E Vós, ó meu amado Jesus, meu amantíssimo Redentor, quando poderei ir gozar-Vos e amar-Vos no paraíso face a face, seguro de não Vos poder mais perder? Enquanto viver, estarei exposto a tal perigo. Ah, meu Senhor e meu único Bem, pelos merecimentos de São José, que Vós amais e honrais tanto no céu; pelos merecimentos de vossa querida Mãe; e mais ainda, pelos merecimentos de vossa vida e morte, pelas quais merecestes para mim todo o bem e toda a esperança: não permitais que em tempo algum eu me separe nesta terra de vosso amor, a fim de que possa ir para a pátria do amor, a possuir-Vos e amar-Vos com todas as minhas forças e nunca mais em toda a eternidade afastar-me da vossa presença e do vosso amor.

Referências:

(1) Mt 1, 19

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(LIGÓRIO, Afonso Maria de. Meditações: Para todos os Dias e Festas do Ano: Tomo I: Desde o Primeiro Domingo do Advento até a Semana Santa Inclusive. Friburgo: Herder & Cia, 1921, p. 345-347)

segunda-feira, 14 de maio de 2018

SÃO JOSÉ: UMA VOCAÇÃO À VIRTUDE ESCONDIDA


Fonte: FSSPX/Distrito da Grã-Bretanha – Tradução: Dominus Est
São José, uma vocação oposta a dos apóstolos
Bossuet em seu primeiro panegírico do santo diz: “Dentre as diferentes vocações, noto duas nas Escrituras que parecem diretamente opostas: a primeira é a dos Apóstolos, a segunda a de São José.
  • Jesus foi revelado aos apóstolos para que eles pudessem anunciá-Lo por todo o mundo; Ele foi revelado a São José, para que permanecesse em silêncio e O mantivesse escondido.
  • Os Apóstolos são luzes para fazer o mundo ver Jesus; José é um véu para cobri-Lo; e sob esse misterioso véu estão escondidos de nós a virgindade de Maria e a grandeza do Salvador das almas
  • Aquele que torna os apóstolos gloriosos com a glória da pregação glorifica José pela humildade do silêncio”. A hora da manifestação do mistério da Encarnação ainda não chegara: deveria ser precedida pelos trinta anos de vida escondida.
São José, uma vocação superior a dos apóstolos
A vocação do silêncio e da obscuridade de São José ultrapassou a dos Apóstolos porque se aproximava mais da Encarnação redentora. Depois de Maria, José estava mais próximo do Autor da graça, e no silêncio de Belém, durante o exílio no Egito, e na pequena casa de Nazaré ele recebeu mais graças do que qualquer outro santo.
Dupla era a sua missão. Em relação a Maria, ele preservou sua virgindade contraindo com ela um casamento verdadeiro, mas totalmente sagrado. Maria encontraria ajuda e proteção em São José. Ele a amava com um amor puro e devotado, em Deus e por Deus.
No que diz respeito ao Verbo Encarnado, José vigiava, protegia e contribuía para a Sua educação humana. Ele é chamado Seu pai adotivo, mas o termo não expressa totalmente a misteriosa relação sobrenatural entre os dois. Os Apóstolos temiam o menor perigo, mas Deus lhes deu um novo coração e sua coragem tornou-se destemida… A mesma mão deu a José o coração de um pai e a Jesus o coração de um filho. É por isso que Jesus obedece e José não teme ordenar.
Como ele tem coragem de mandar em seu Criador? Porque o verdadeiro Pai de Jesus Cristo, o Deus que Lhe dá nascimento desde toda a eternidade, tendo escolhido José para ser o pai de Seu único Filho no tempo, infundiu dentro de seu peito algum raio ou alguma centelha de Seu infinito amor por Seu Filho; foi isso que mudou seu coração, foi isso que lhe deu o amor de um pai, e José, o homem justo que sente o coração do pai dentro dele, sente também que Deus deseja que ele use sua autoridade paterna, de modo que ele ousa comandar Aquele que ele sabe que é seu Mestre.
A vocação de São José para o escondimento é também nossa
Bossuet faz essa observação geral sobre as virtudes da vida escondida: “É uma debilidade comum dos homens entregarem-se inteiramente ao que está fora e negligenciar o que está dentro; trabalhar por meras aparências e negligenciar o que é sólido e duradouro; pensar frequentemente na impressão que causam e pouco no que eles deveriam ser.
É por isso que as virtudes mais altamente consideradas são aquelas que dizem respeito à conduta e direção das coisas. As virtudes escondidas, pelo contrário, que são praticadas longe da visão pública e sob o olhar de Deus, não são apenas negligenciadas, mas mal sequer se ouve falar delas.
E, ainda assim, este é o segredo da verdadeira virtude… um homem deve ser interiormente forjado em si mesmo antes de merecer ser posto entre outros; e se esta base estiver faltando, todas as outras virtudes, por mais brilhantes que sejam, serão meras exibições… não farão o homem de acordo com o coração de Deus. José buscou a Deus em simplicidade; José encontrou Deus em desapego; José desfrutou da companhia de Deus na obscuridade.”
Honremos São José
Honremos hoje a São José:
  • buscando a sua proteção – a mesma proteção que ele deu à sua esposa e ao Menino Jesus;
  • rezando para que a mesma centelha de infinito amor paternal por Jesus, no coração de José, estenda-se às nossas almas para também nos comandar;
  • e implorando pela graça, através das mãos de sua esposa, a Santíssima Virgem Maria, para que possamos crescer em virtude escondida neste mundo, a fim de cantar a glória de Deus e São José na próxima. Amém.

    Fonte:
  • http://www.catolicosribeiraopreto.com

segunda-feira, 19 de março de 2018

19 de Março dia de São José - Grandeza e Bondade de São José


Grandeza e Bondade de São José

  O filho menor de Jacó, acordando uma manhã, dizia a seus irmãos e a seu pai:"Sonhei uma belíssima coisa. Achava-me, não sei por que virtude, suspenso no meio do azul do céu : e eis que o sol, a lua e onze estrelas pararam em torno de mim, e me adoram". Depois de o escutarem, todos arregalaram os olhos e não compreenderam o significado: aquele menino viria um dia a ser o vice-rei do Egito, e seu pai e sua mãe e seus onze irmãos prostrar-se-iam a seus pés implorando um pouco de pão e de misericórdia.

quarta-feira, 7 de março de 2018

DA GLÓRIA DE SÃO JOSÉ, ESPOSO DA VIRGEM MARIA



Qui custos est Domini sui, glorificabitur — “O que é o guarda do seu Senhor, será glorificado” (Prov. 27, 18).
Sumário. Devemos ter por certo que a vida de São José, sob a vista e na companhia de Jesus e Maria, foi uma oração contínua, cheia de fé, de confiança, de amor, de resignação e de oferecimento. Visto que a recompensa é proporcionada aos merecimentos da vida, considera quão grande será no paraíso a glória do santo Patriarca. Com razão se admite que ele, depois da Bem-aventurada Virgem, leva vantagem a todos os demais Santos. Por isso, quando São José quer obter alguma graça para seus devotos, não tanto pede, como de certo modo manda a Jesus e Maria.
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A glória que Deus confere no céu a seus Santos é proporcionada à santidade de vida que eles levaram em terra. Para termos uma idéia da santidade de São José, basta que consideremos unicamente o que diz o Evangelho: Ioseph autem vir eius, cum esset iustus(1) — “José seu esposo, como era homem justo”. A expressão homem justo significa um homem que possui todas as virtudes; porquanto aquele a quem falta uma delas, não pode ser chamado justo.
Ora, se o Espírito Santo chamou a São José justo, na ocasião em que foi escolhido para Esposo de Maria, avalia, que tesouros de amor divino e de todas as virtudes o nosso Santo não devia auferir dos colóquios e da contínua convivência com a sua santa Esposa, que lhe dava exemplos perfeitos de todas as virtudes. Se uma só palavra de Maria foi bastante eficaz para santificar ao Batista e para encher Santa Isabel do Espírito Santo, a que alturas não pensamos que deve ter chegado a bela alma de José pela convivência familiar com Maria, da qual gozou pelo espaço de tantos anos?
Além disso, que aumento de virtudes e de méritos não deve ter adquirido São José convivendo continuamente por tantos anos com a própria santidade, Jesus Cristo, servindo-O, alimentando-O e assistindo-Lhe nesta terra?
Se Deus promete recompensar aquele que por seu amor dá um simples copo de água a um pobre, considera quão alta glória terá dado a José, que O salvou das mãos de Herodes, Lhe forneceu vestidos e alimentos, O trouxe tantas vezes nos braços e carregou com tamanho afeto. — Devemos ter por certo que a vida de São José, sob a vista e na companhia de Jesus e Maria, foi uma oração contínua, cheia de atos de fé, de confiança, de amor, de resignação e de oferecimento. Se, pois, a recompensa é proporcionada aos merecimentos ajuntados na vida, considera quão grande será a glória de São José no paraíso!
Santo Agostinho compara os demais Santos com estrelas, mas São José com o sol. O Padre Soares diz que é muito aceitável a opinião que depois de Maria, São José leva vantagem a todos os demais Santos em merecimento e em glória. Donde o Ven. Bernardino de Bustis conclui que São José, de certo modo, dá ordens a Jesus e Maria quando quer impetrar algum favor para os seus devotos.
Meu santo Patriarca, agora que gozais no céu sobre um trono elevado junto do vosso amadíssimo Jesus, que vos foi submetido na terra, tende compaixão de mim, que vivo no meio de tantos inimigos, maus espíritos e más paixões, que me dão combates contínuos para me fazerem perder a graça de Deus. Ah! Pela felicidade que tivestes, de gozar na terra, sem interrupção, da companhia de Jesus e Maria, alcançai-me a graça de passar o resto de minha vida sempre unido a Deus e de morrer depois no amor de Jesus e Maria, para que um dia possa ir gozar, convosco, da sua companhia, no reino dos bem-aventurados.
E Vós, ó meu amado Jesus, meu amantíssimo Redentor, quando poderei ir gozar-Vos e amar-Vos no paraíso face a face, seguro de não Vos poder mais perder? Enquanto viver, estarei exposto a tal perigo. Ah, meu Senhor e meu único Bem, pelos merecimentos de São José, que Vós amais e honrais tanto no céu; pelos merecimentos de vossa querida Mãe; e mais ainda, pelos merecimentos de vossa vida e morte, pelas quais merecestes para mim todo o bem e toda a esperança: não permitais que em tempo algum eu me separe nesta terra de vosso amor, a fim de que possa ir para a pátria do amor, a possuir-Vos e amar-Vos com todas as minhas forças e nunca mais em toda a eternidade afastar-me da vossa presença e do vosso amor. (II 432.)
  1. Matth. 1, 19.
Meditações: Para todos os Dias e Festas do Ano: Tomo I – Santo Afonso

Fonte:

terça-feira, 23 de maio de 2017

São José, Pai Virginal de Cristo e Esposo de Maria Virgem

Toda alma católica deve ser devota de São José, em virtude de sua excelência em virtude de sua função enquanto esteve em vida e em virtude de sua função agora no céu, como Patrono da Igreja, principalmente. São imensas as graças que São José pode nos alcançar



Sermão para a Festa de São José, Esposa da Santíssima Virgem Maria
20.03.2017 – Padre Daniel Pinheiro, IBP
Em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo. Amém.
Ave Maria…
Dois títulos de São José demonstram a sua enorme grandeza. Títulos que correspondem, claro, ao que ele foi verdadeiramente. Esposo de Maria Santíssima e Pai Virginal de Nosso Senhor Jesus Cristo. Se consideramos essas duas coisas em São José, podemos entrever a sua grandeza. Sua grandeza que está na sua santidade. Todo o resto em São José decorre de sua paternidade e de seu matrimônio, como a fruta madura decorre da árvore boa. Por ser esposo de Maria Santíssima e Pai Virginal, adotivo, nutrício de Cristo, São José está intimamente ligado ao mistério da encarnação, atrás apenas de Nossa Senhora.
São José exerceu sobre Jesus os direitos de um verdadeiro pai, do mesmo modo que tinha os direitos e deveres de esposo para com Maria, ainda que tenha renunciado ao exercício de alguns direitos próprios do matrimônio. Nossa Senhora, ao encontrar o Menino Jesus no Templo em Jerusalém, depois de três dias buscando-o, diz: “Eis que teu pai e eu te procurávamos.” Nossa Senhora chama São José de pai, prova certa de que Cristo o chama de pai. Que glória a de São José! O Evangelho nos diz claramente que São José era o esposo de Maria, de quem nasceu Jesus, chamado Cristo. Que glória a de São José: pai adotivo de Jesus Cristo e verdadeiro esposo de Maria Virgem.
Considerando essas funções de São José, podemos ter uma pálida ideia do que foi a sua santidade aqui na terra. Deus dá a cada um a graça proporcional para a missão que lhe é confiada. Depois da função de mãe de Deus, a função mais excelsa é a função de esposo da mãe de Deus e de Pai adotivo do Verbo Encarnado. Em razão dessa dupla função, a santidade de São José é imensa, a maior depois da santidade de Nossa Senhora. Além disso, Deus faz as coisas proporcionais: poderia São José ter uma santidade somente grande e conviver tão proximamente coma Santidade Encarnada e com Nossa Senhora? Uma Santidade grande seria ainda desproporcional e daria à Sagrada Família um quê de inconveniente. Portanto, a santidade de São José era imensa, a maior dos homens que já existiram, atrás apenas da santidade de Nossa Senhora. São João Batista é o maior dos homens no sentido de ser o maior dos profetas, como explicado no Evangelho de São Lucas. São José é maior dos homens, sem mais. É o mais santo.
Se o patriarca José, um dos filhos de Jacó guardava os tesouros do faraó, e por isso era estimado e reconhecido por sua sabedoria, quanto mais São José, que guardou o próprio Deus e a Mãe de Deus? Esse argumento da ordem e da proporcionalidade com que Deus faz as coisas nos permite também dizer que São José não era um idoso em idade avançada. Se fosse, a Sagrada Família seria motivo de estranheza, o que não convém. São José era um homem formado, mas com idade conveniente para casar com a jovem Maria.
Tem como descrever o progresso na santidade de São José em virtude do contato com Jesus e com Maria? Ele não recebia os sacramentos. Era o próprio autor dos sacramentos que estava em contato com ele. Que progressos não teria com esse contato tão próximo? São José é o modelo de virtude para o homem. E brilham nele, primeiramente, as virtudes da vida escondida, que levavam em Nazaré: a pureza, a humildade, o desapego dos bens desse mundo, a paciência, a prudência, a fidelidade. A fé vivíssima, a esperança firmíssima e a caridade ardentíssima.
São José, sendo o Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo e o esposo de Maria, é também o patrono da Igreja Universal. Foi proclamado como tal pelo Papa Pio IX no decreto Quemadmodum Deus, em razão dos pedidos insistentes dos bispos reunidos no Concílio Vaticano I. Se ele foi o protetor da Sagrada Família em Nazaré, continua sendo o protetor da família fundada por Jesus Cristo, que é a Igreja Católica. São José prossegue no seu ofício de velar por Cristo, agora em seu Corpo Místico, que é a Igreja.
São José é também o patrono dos agonizantes. Ele teve a morte mais desejável: entre os braços de Cristo e de Maria. A piedade popular rapidamente viu o patrocínio de São José para os moribundos e comprovou a sua eficácia no momento da morte de seus devotos. Na ladainha de São José, aprovada pelo Papa Pio XI, lá está o título de Padroeiro dos agonizantes ou moribundos.
Toda alma católica deve ser devota de São José, em virtude de sua excelência em virtude de sua função enquanto esteve em vida e em virtude de sua função agora no céu, como Patrono da Igreja, principalmente. São imensas as graças que São José pode nos alcançar. Graça de pureza em meio a esse mundo cada vez mais corrompido. Graça de contemplação nesse mundo cada vez mais agitado. Graça do desapego nesse mundo, para buscarmos nosso tesouro em Deus, nesse mundo cava vez mais materialista. Graça de cumprir bem nossos deveres de estado, também o nosso trabalho em um mundo cada vez mais negligente com tudo. Graça de mansidão, de paciência. Devemos, porém, pedir também grandes graças para a Igreja. Muitas vezes, pedimos s São José somente coisas materiais. Não é ruim e o glorioso pai virginal de Jesus nos atende, mas peçamos também graças mais excelentes e peçamos graças para toda a Igreja, sobretudo nesses tempos tão confusos dentro da Igreja. Devemos ser mais generosos nos nossos pedidos a São José e será ele generoso para conosco.
Ite ad Joseph. Era o que diziam no Egito no tempo das vacas magras. Ide a José, filho de Jacó rejeitado pelos seus irmãos, para alcançar aquilo que ele prudentemente guardou da época das vacas gordas. Ite ad Joseph, pois o faraó tinha confiado a administração de seu reino a José, tinha-o constituído o despenseiro de todos os seus bens. A Igreja nos diz agora: Ite ad Joseph. Ide a José. Não ao patriarca para obter somente bens desse mundo, mas ao Pai de Jesus, ao Esposo de Maria Virgem, ao Patrono da Igreja Universal. Ite ad Joseph. Ide a José, com confiança. Ele ajudará nas coisas mais simples e nas coisas mais importantes. Ele ajudará nos bens materiais. Ele ajudará no matrimônio. Ele ajudará na crise da Igreja. Ite ad JosephIte ad Joseph. Ide a José. A São José.
Em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo. Amém.

sexta-feira, 17 de março de 2017

Grandeza de São José

Um orador famoso tecia um dia, no areópago, o elogio de Felipe o Macedônio. Depois de decantar as nobres origens, as riquezas, o poder, a coragem, as vitorias de seu herói; calou-se um instante como se nada mais tivesse a acrescentar. Mas depois subitamente gritou: "Tudo isto não é nada. Ele foi o pai de Alexandre. o conquistador do mundo: Eis ai a sua gloria imensa".

Eu também, se vos fizesse passar diante dos olhos uma a uma as virtude de São José, poderia no fim concluir: "Tudo isto não é nada; a sua gloria eterna é ter sido o pai custódio de Jesus, salvador do mundo, e ter sido o casto esposo da Virgem Maria, Mãe de Deus". Por isto ele está acima dos Santos. Estes são os seus títulos de nobreza: Consideremo-los um por um.

 a) Esposo de Maria- Se bem que José e Maria permanecessem virgens por toda a vida, vivendo juntos como viveriam os anjos, todavia contraíram um legitimo matrimonio; e assim assim São José foi verdadeiramente esposo de Maria. Ora, a esposa - como diz também São Paulo- é sujeira ao esposo: Maria, pois, foi sujeita a São José. Pensai, quanta honra!
 Esposo de Maria significa esposo da criatura maria que jamais houve no céu e na terra, da criatura que foi mãe de Deus.

 Esposo de Maria significa esposo da rainha dos anjos, dos arcanjos, dos patriarcas, dos profetas, dos apóstolos, dos mártires, da rainha sem macula da rainha da paz.

b) Pai de Jesus- José não foi, é verdade, o pai natural de Jesus, porque o filho o Filho de Deus se fez homem encarnando-se no seio puríssimo de Maria Virgem, por obra do Espirito Santo. Contudo, no evangelho muitas vezes ele é chamado com o nome de pai. Depois de descrever o mistério da apresentação no templo, depois de recordar as profecias de Simeão, o Evangelista acrescenta: "Seu pai e sua mãe estavam maravilhados".(Lc,. II, 33). e a própria Nossa Senhora, na alegria de reencontrar o Menino entre os doutores, lembra S. José  om o nome de pai:"Teu pai e eu chorando, muito te procuramos".

 Mas, se São José não cooperou na geração de Jesus, por que então foi chamado Pai de Jesus ? Por dois motivos: porque foi esposo de Maria, e porque teve toda a autoridade e responsabilidade de pai.

 O primeiro motivo é explicado por São Francisco de Sales, dizendo:"suponde que uma pomba, voando deixe cair do bico uma tâmara num jardim. O fruto caído do alto se enterra, e sob a ação da água e do sol germina, cresce e torna-se uma bela palmeira, Esta palmeira de quem será ? Evidentemente do dono do jardim, como dele é qualquer outra coisa que ali nasça. Ora, essa pomba figura o Espirito Santo, que deixou cair a tâmara divina- O Filho de Deus-  no Jardim fechado onde toda virtude é florida- o seio de Maria; mas, pertencendo ela, de pleno direito, ao seu castíssimo esposo, também Jesus - palmeira celeste- ao menos de algum modo pertence a José ".

 O segundo motivo é explicado por São João Damasceno, dizendo: "Não é apenas a fecundidade no gerar que dá a alguém o direito de se chamar pai, mas também a autoridade no governar, e a responsabilidade da vida". E foi São José que subtraiu Jesus a todos os perigos, que o criou em sua casa, que o fez crescer. Foi São José quem ensinou o oficio ao Filho de Deus, que mandou a ele como a um empregado. E quem sabe como ele tremeria todo no coração, e como os olhos lhe umedeciam, quando Jesus lhe dizia: "PAI".

c) Maior do que os Santos.- Se Deus destina uma pessoa a algum oficio sublime, reveste-a de todas as   para bem cumpri-lo. Assim, tendo ele escolhido Maria para ser sua Mãe, encheu-a de graça acima de todas as criaturas. Do mesmo modo, em proporção, tendo escolhido São José para a dignidade de seu pai putativo e de esposo da Virgem, cumulou-o de graças imensas, como a nenhum outro Santo.

 O Evangelho chama a José "homem justo", E são Jeronimo explica que essa palavra "justo" significa que ele possuía todas as virtudes. Enquanto os outros Santos se assinalaram particularmente um por uma virtude e outro por outra, São José foi perfeito igualmente em todas as virtudes, Por isto, a 31 de dezembro de 1926 na Basílica de São Pedro Pio XI, cantando solenemente as ladainhas dos santos, imediatamente após a invocação a Nossa Senhora acrescentou a invocação a São José: - Sancte Joseph, intercede pro nobis.

(Pensamentos sobre os Evangelhos e sobre as festas do Senhor e dos santos, Pe João Colombo)

Fonte:
http://paramaiorgloriadedeus.blogspot.com.br/

sexta-feira, 10 de março de 2017

São José, Exemplo Para Homens Santos

Em um mundo onde os homens venderam suas almas ao “demônio do sexo”, somos profundamente gratos por ter São José auxiliando os jovens a preservar sua virgindade e socorrendo homens que são verdadeiros pecados vivos da carne resgatando-os de volta à pureza


Tradução: Sensus Fidei — As Escrituras deixam isso muito claro: São José era um homem justo. Ele era virgem, protegeu Jesus e Maria e exercia trabalho manual. Em um mundo onde os homens venderam suas almas ao “demônio do sexo”, somos profundamente gratos por ter São José auxiliando os jovens a preservar sua virgindade e socorrendo homens que são verdadeiros pecados vivos da carne resgatando-os de volta à pureza.


Com o flagelo pandêmico da pornografia, Deus continua a oferecer-nos um auxílio para sairmos desta escravidão terrível em busca de prazer pecaminoso. Deus dispõe pessoas e santos em nossas vidas para nos ajudar a chegar ao Céu. Uma vez que São José é o “Terror dos Demônios”, ele é perfeito para nos socorrer a nos libertar de todas as atividades pecaminosas.
Cada vez que um homem olha para a pornografia, ele está permitindo que legiões de demônios entrem em sua alma, em sua casa e família. São José sabe como satanás opera e está sempre pronto para proteger os homens que supõem proteger suas esposas e filhos. Eles devem, então, protegê-los dos demônios e do mal, ao invés de convidar esses demônios para suas casas assistindo pornografia.
São José é um homem de oração. Ele não era um espetáculo de homem, mas sempre foi fiel às leis de Deus que exigem uma vida de oração e união com Deus. Ele rezou no templo, na sinagoga e em casa. Ele sabia que, sem oração, não seria capaz de cumprir a grande missão que Deus lhe confiara. Basta imaginar essa sua missão: proteger a Deus tornado criança e Sua santa mãe Maria.
Como trabalhador, São José era humilde e bem fazia todas as coisas por amor a Deus. Ele confiava que Deus providenciaria o necessário para Jesus, para Maria e para si mesmo. Ele nunca foi preguiçoso. Mas ele também sabia desfrutar sua vida com Maria e Jesus. Isso significa que ele sabia como priorizar as coisas mais importantes.
Ele não era materialista.

Peçamos a São José que nos ajude a retomar o humilde caminho da união com Jesus através de Maria. Reserve algum tempo para pensar sobre as mudanças que você pode fazer para ser mais parecido com São José e para ser capaz de, mais tarde, ser glorificado eternamente com ele no céu.
São José é também patrono dos moribundos. Que ele nos ajude a morrer uma morte santa, confessada e em oração.
Para todos nós que presenciamos tantos ataques à Igreja, vindo de dentro e de fora, podemos nos tranquilizar sabendo que São José é o Protetor da Igreja Católica. Quando ficarmos com medo e tristes, vamos, em vez disso, recobrarmos o nosso ânimo e rezar a São José para que auxilie a amada Igreja de Deus.

Publicado originalmente em 19 de março de 2014, Pe. Peter Carota, in memoriamTraditional Catholic Priest – St. Joseph, Example For Holy Men

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