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quinta-feira, 21 de julho de 2016

Há dois tipos de arrependimento – O Perfeito: por amor de Deus e o Imperfeito: por medo do inferno.


A confissão é algo essencial para a vida espiritual..

COMO FAZER UM ATO DE CONTRIÇÃO PERFEITO
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ouco antes da eclosão da II Guerra Mundial, São Maximiliano Kolbe escreveu uma carta aos seus dirigidos.
O objetivo desta carta era exortar os seus discípulos a se prepararem para a festa da Imaculada Conceição, 8 de dezembro, que se aproximava.
Mas também mostrou-lhes como receber o perdão para os pecados, na guerra que se avizinhava, onde os padres eram escassos e era difícil receber a confissão sacramental.
Ele escreveu:
“Quem pode, deve receber o sacramento da Penitência. Quem não pode, por causa das circunstâncias que impedem, deve purificar  a sua alma por atos de contrição perfeita.
Isto é, a tristeza de uma criança amorosa que não considera tanto a dor ou recompensa quando ela pede o perdão de seu pai e de sua mãe, a quem ele deu descontentamento.”
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Esta é uma magnífica fórmula e lição sobre como fazer um ato de contrição perfeita.
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Como a maioria das pessoas sabe, existem dois tipos de contrição:
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– Perfeito: por amor de Deus;
– Imperfeito: por medo do inferno.
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A Doutrina católica distingue um duplo ódio do pecado. Um, a contrição perfeita, decorrente do amor de Deus, que foi gravemente ofendido; o outro, a contrição imperfeita.
Esta resulta principalmente por causa de outros motivos, tais como a perda do céu, o medo do inferno, a hediondez do pecado, etc. (Concílio de Trento, Sess. XIV, cap. iv de Contritione). 
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Quando fazemos a confissão sacramental (com um sacerdote), a contrição imperfeita é suficiente para recebermos  o perdão de nossos pecados.
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No entanto, em circunstâncias extraordinárias em que não podemos fazer a confissão sacramental, devemos fazer um ato de contrição perfeita, o que é suficiente para ter nossos pecados perdoados.
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Importante:
 O ato de contrição perfeita inclui o desejo do sacramento da Penitência (ou reconciliação) e da intenção de receber a confissão sacramental na primeira oportunidade.
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NOTA:
 Aquele que está consciente de pecado mortal não pode receber a Santa Eucaristia sem prévia confissão sacramental.
O fato de que podemos sempre fazer um ato de contrição perfeita, em qualquer circunstância e em qualquer momento, é muito consolador e muito importante dele lembrarmos frequentemente.
Sobretudo quando pensamos em nossos soldados que estão em perigo. Eles podem não ter um capelão junto da tropa, antes de entrar em ação.
Nesse caso, eles devem sempre dizer um ato de contrição perfeita.
Na verdade, não é só em circunstâncias extraordinárias que devemos fazer atos de contrição perfeita.
A qualquer momento, se tivermos a infelicidade de cometer um pecado mortal, devemos procurar reconciliar-nos com Deus, logo que possível;
Por um ato de contrição perfeita, antes de ir para o trabalho.
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Além disso, mesmo não tendo incorrido em pecado grave, devemos fazer frequentes atos de contrição perfeita para pedir perdão pelos pecados graves do passado, e dos pecados veniais do presente.
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Ao fazê-lo, manifestamos nosso amor por Deus. E provamos nossa aversão ao pecado, que O ofende. Procedendo assim, certamente receberemos as graças mais abundantes para não mais pecar.
Uma prática altamente recomendada é incluir um ato de contrição em nossas orações de “antes de dormir”.
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Ato de Contrição
Ó meu Deus, sinceramente me arrependo de ter-vos ofendido; detesto todos os meus pecados, porque temo a perda do céu, e as consequentes penas do inferno, mas;
Acima de tudo, porque eles ofendem a Vós, meu Deus, que sois tudo de bom e merecedor de todo o meu amor.
Estou firmemente resolvido, com a ajuda da vossa graça, a confessar os meus pecados, para fazer penitência, e para mudar de vida para não mais pecar. Amém.

sexta-feira, 31 de julho de 2015

Por que os bons sofrem?

Rycerz Niepokalanej, II-1924, ps. 19-20

Anteontem, o senhor N.N. me pôs a seguinte pergunta:
“Normalmente, os bons sofrem, enquanto que, com frequência, os maus levam vida larga. Onde está a justiça?”.

São Maximiliano Kolbe 


“Deus é infinitamente justo, verdade?”.

“Sim, claro”.

“De outro modo não seria Deus. Por conseguinte, Ele tem que recompensar toda obra boa e castigar toda obra má. Nenhuma obra, nenhuma palavra, nenhum pensamento escapará do seu juízo.

Atualmente, existe no mundo uma só pessoa, ainda que seja a pior de todas, que nunca faça algo bom?”.

“Claro que não”.

“Pois bem, ao menos alguma vez cada um cumpre bem seu próprio dever, ou mostra compaixão para com o próximo, ou consegue realizar alguma outra coisa boa. Se este homem viveu tão mal que, depois de sua morte, merece o inferno, quando Deus o recompensará por aquele pouco de bem que fez?…
Quando?…”.

“No outro mundo”.

“Ali, porém, o espera só o inferno”.

“Então neste…”.

“Ademais, existe acaso uma só pessoa, mesmo que seja a melhor de todas, que não tenha feito algum mal?”.

“Tampouco existe uma pessoa assim”.

“E é a verdade, já que ‘o justo cai sete vezes’ [Pr 24,16] ao dia. Por isso, se Deus quer abreviar-lhe o Purgatório ou conceder-lhe de imediato o Paraíso, quando terá lugar o ‘saldo da conta’?”.

“Ah, deve ser precisamente assim!…”.

“Deus manifesta um amor particular precisamente àqueles que castiga já neste mundo, pois no Purgatório só há um longo e pesado castigo, enquanto que, se aceitamos voluntariamente as cruzes neste mundo, mereceremos uma glória ainda maior no Paraíso. Daqui também o ditado: Deus ama àquele que faz sofrer”.

Não se deve invejar, pois, àquelas pessoas más que desfrutam de uma vida feliz; estes, antes, deveriam temer que isso possa ser já a recompensa pelo pouco de bem que realizaram.

M.K.

quinta-feira, 23 de julho de 2015

São Maximiliano Maria Kolbe e a Medalha Milagrosa

São Maximiliano Maria Kolbe – Fundador da Milícia da Imaculada
Onde estiver, difunda a Medalha milagrosa…
A essência da Milícia da Imaculada (MI) é constituída da oferta total de nós mesmos, sem limite e nem condições à Imaculada como propriedade, a fim de que Ela faça de nós aquilo que seja do seu agrado e possa agir por meio de nós aos outros.
A segunda condição, o sinal externo desta oferta de si à Imaculada pela vida, morte e eternidade, é a Sua medalha Milagrosa, que os membros da MI carregam sobre o peito.
Tornando-se de tal modo instrumentos nas mãos da Imaculada, todos os dias dirigem-se a Ela com ardente fervor, repetindo as palavras que Ela mesma demonstrou impressa, na aparição, sobre SuaMedalha Milagrosa
“Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós…”; recordando-se também daqueles a quem desejam a salvação se unem nesta frase: “e por todos quantos não recorrem a vós, especialmente pelos inimigos da Santa Igreja”.
Por fim intercedendo por aquelas pessoas que o trabalho de conversão está particularmente no coração, denominando-os com uma frase genérica: “e por todos quantos são a vós recomendados”. 
A Imaculada prometeu derramar muitas graças sobre aqueles que levam consigo a Sua medalha, por isso os membros da MI utilizam a medalha como “balas” (de munição) na luta de conquistar as almas à Imaculada.
Seguros de que quanto mais sincera e profundamente o reino da Imaculada tome posse do mundo, tanto mais isto se transformará em um Paraíso sobre a terra.”
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Retirado de: (Escritos de São Maximiliano – SK 1046)
Fonte: escritosdossantos.blogspot

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

O ecumenismo de São Maximiliano Maria Kolbe

São Maximiliano Maria Kolbe.
São Maximiliano Maria Kolbe.
“Não há maior inimigo da Imaculada e de Seu Reinado que o ecumenismo de hoje, o qual todo Cavaleiro [da Imaculada] deve não só combater, mas também neutralizar, por uma ação diametralmente oposta e, finalmente, destruir” (S. Maximiliano Maria Kolbe).

Créditos: A Catholic Life


Fonte:

sábado, 11 de dezembro de 2010

São Maximiliano Kolbe e o Rosário

“O Santo Rosário é a espada do mílite da Imaculada” (SK 1127)

 

 

Padre Kolbe escreveu este artigo quando estava no Japão, como missionário da Imaculada. O seu intuito era mostrar aos japoneses a riqueza e a importância da oração do Santo Rosário na vida do verdadeiro cristão.

“Em todas as casas católicas, inclusive na mais pobre, é possível encontrar um terço. Principalmente na hora da reza, na igreja ou num enterro, pode-se perceber que os fiéis têm um terço nas mãos.

Nos momentos de alegria ou de tristeza, quando os fiéis se dirigem a Deus para invocá-lo, rezam o terço e são muito afeitos a ele. O rosário é semelhante ao ‘juzu’ dos budistas, mas a sua substância é totalmente diferente. A quantia de contas do terço é maior do que a do ‘juzu’ e há uma certa distância entre uma conta e outra.

Cada dezena é composta por uma conta maior e por dez menores, enquanto que o rosário todo se compõe de quinze dezenas. Geralmente os fiéis usam uma forma reduzida do rosário, composta de cinco dezenas, o terço.

(...) o rosário é uma oração muito fácil. É fácil entender como as crianças, e também as pessoas simples que não são levianas, podem facilmente se servir do terço como um meio de oração.

Além disso, as pessoas cultas, se refletirem a fundo sobre esses mistérios, compreendem mais facilmente a devoção do terço e, além disso, mediante a reza do terço, podem impetrar para si mesmos a graça da verdade perfeita e da fé. A Igreja estabeleceu que o mês de outubro seja o mês da reza do terço. Desde há muito tempo, os fiéis têm o costume de rezar o terço durante este mês, seja na igreja, seja em casas de famílias devotas.

Em suas aparições em Lourdes, no ano de 1858, a Mãe de Deus segurava o terço nas mãos e, através de Bernadete, recomendou que rezássemos. Por isso, podemos terminar dizendo que a oração do terço causa muita alegria à Imaculada. Além disso, com essa oração podemos facilmente obter grandes graças e benção divina.”.

São Maximiliano Kolbe
(Revista japonesa “Mungezai no Seibo no Kishi” Agosto de 1993)

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