terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

A Mortificação Externa - Parte I

Por Santo Afonso de Ligório

Necessidade da mortificação Externa




A mortificação externa consiste em se fazer e sofrer o que contraria os sentidos exteriores e em se privar daquilo que os lisonjeia. Enquanto ela é necessária para evitar o pecado, é de obrigação absoluta para cada cristão. Se se trata de coisas que licitamente se podem desfrutar, a mortificação não é obrigatória, mas é muito útil e meritória. Contudo, deve-se notar aqui que, para aqueles que tendem à perfeição, a mortificação nas coisas lícitas é absolutamente necessária.

Como pobres filhos de Adão, devemos lutar até a nossa morte, pois "a carne deseja contra o espírito e o espírito contra a carne" (Gál 5, 17). É próprio dos animais seguir os seus sentidos, enquanto que aos anjos compete cumprir a Vontade de Deus; disso conclui um ilustre escritor que nos tornamos anjos, esforçando-nos por cumprir com a Vontade de Deus, e irracionais, se procuramos satisfazer os nossos sentidos. Ou a alma subjuga o corpo, ou o corpo escraviza a alma.

Em vista disso, devemos tratar o nosso corpo como um cavaleiro trata um cavalo bravio, puxando-lhe fortemente a rédea para que não o derrube, ou como o médico que, estando a tratar de um doente, prescreve remédios que lhe são desagradáveis e proíbe-lhe comidas e bebidas nocivas, que ele apetece. Sem dúvida alguma, seria cruel um médico que permitisse ao doente deixar os remédios prescritos por serem amargos e tomar outros, nocivos, por lhe agradarem. Quanto maior não é, pois, a crueldade de um homem sensual, que quer poupar a seu corpo todos os desgostos nesta vida, e expor, assim, sua alma e seu corpo, ao perigo de ter que sofrer por toda a eternidade penas imensamente maiores.

Esse falso amor, diz São Bernardo (Apol. ad Guil., c. 8), destrói o verdadeiro amor que devemos ter para com o nosso corpo; uma tal compaixão com o corpo é, antes, uma grande crueldade, porque, poupando-se o corpo, mata-se a alma. O mesmo Santo dirige aos mundanos, que zombam dos servos de Deus por mortificarem sua carne, as seguintes palavras: "Somos em verdade cruéis para com o nosso corpo, afligindo-o com penitências; porém, mais cruéis sois vós contra o vosso, satisfazendo a seus apetites nesta vida, pois assim o condenais juntamente com vossa alma a padecer infinitamente mais na eternidade".

Se queremos, portanto, agradar a Deus e alcançar a salvação, devemos corrigir nosso falso gosto: devemos achar satisfação naquilo que a carne detesta e desprezar aquilo que ela apetece. Isso significou Nosso Senhor a São Francisco de Assis, dizendo-lhe: "Se me desejas ter junto de ti, deves ter como amargo o que é doce e como doce o que é amargo". Não venhas com a objeção que alguns costumam fazer, dizendo que a perfeição não consiste na mortificação do corpo, mas na mortificação da vontade. A isso responde o padre Pinamonti: "Se uma videira não dá fruto [simplesmente] por estar protegida com uma cerca de espinhos, contudo a cerca protege os frutos', pois 'onde não há uma cerca, será roubada a feitoria", diz o Sábio (Ecli 36, 27).

São Luís Gonzaga era de saúde muito melindrosa. Apesar disso, era tão assíduo em crucificar o corpo, que não buscava outra coisa senão mortificação e penitências; e como lhe dissessem uma vez que a santidade não consiste nessas coisas, mas na abnegação de sua vontade própria, respondeu mui sabiamente com as palavras do Evangelho: "Deveis fazer isso e não deixar aquilo" (Mt 23, 23). Com isso queria dizer que, ainda que seja necessário mortificar sua vontade, não se deve deixar de mortificar o corpo, para refreá-lo e submetê-lo à razão. Dizia o Apóstolo: "Castigo o meu corpo e o reduzo à servidão" (I Cor 9, 27). Sem a mortificação da carne, é difícil submetê-la à Lei de Deus.

O mundo e o demônio, são, em verdade, grandes inimigos da nossa salvação; contudo, o maior de todos é o nosso corpo, porque ele mora conosco. "O inimigo que mais nos prejudica é aquele que mora conosco em casa", diz S. Bernardo (Med., c. 13). Os mais perigosos inimigos de uma fortaleza sitiada são aqueles que se acham no seu interior, pois é muito mais difícil se defender contra estes que contra os que estão fora.

Assim como os mundanos só cuidam em lisonjear seu corpo com prazeres sensuais, as almas que amam a Deus só procuram mortificar a sua carne tanto quanto possível. São Pedro de Alcântara assim fala a seu corpo: "Fica certo de que nesta vida não te deixarei descansar; só tribulações serão tua partilha; mas quando estivermos no Céu, desfrutarás de uma paz que não terá mais fim". Nesse mesmo espírito procedia Santa Maria Madalena de Pazzi que, pouco antes de sua morte, podia afirmar que não se lembrava de ter jamais encontrado alegria fora de Deus.

Leiamos a biografia dos Santos, consideremos suas penitências e envergonhemo-nos de ser tão medrosos e comedidos na mortificação de nossa carne.

Mas eu tenho uma saúde muito fraca, me dirás, e meu confessor me proibiu todas as penitências. Pois bem; em tal caso deves obedecer; mas ao menos aceita resignadamente todos os incômodos que teu estado corporal te ocasionar; suporta alegremente todas as penas que a mudança de frio e calor traz consigo. Se não podes mortificar teu corpo com penitências, ao menos renuncia de vez em quando a um prazer lícito. Quando São Francisco de Borja se achava na caça, fechava os olhos no momento em que o falcão se apoderava de sua presa, para se privar do prazer que essa vista lhe causava. S. Luís Gonzaga também evitava olhar para as representações a que devia, às vezes assistir.

Por que não poderás também tu, alma cristã, praticar semelhantes mortificações? Se negares a teu corpo satisfações lícitas, não ousará reclamar ele outras ilícitas; se, porém, te entregares a todos os prazeres lícitos, te procurarás em breve deleitações ilícitas.

Um grande servo de Deus, o padre Vicente Carafa, da Companhia de Jesus, diz que Deus nos concedeu as alegrias deste mundo não só para que delas desfrutemos, mas também para que tenhamos ocasião de oferecer a Deus um sacrifício, privando-nos delas por Seu amor.

É verdade que algumas inocentes alegrias são mui próprias para auxiliar a nossa fraqueza humana e nos dispôr para os exercícios espirituais; contudo, deves estar persuadido de que os prazeres dos sentidos por si são venenos para a alma, porque eles a prendem às criaturas; por isso se deve gostar desses prazeres como se usa fazer quando se toma veneno. As plantas venenosas, quando devidamente misturadas e tomadas em pequena quantidade, são às vezes úteis à saúde do corpo; mas são sempre e permanecem veneno. É o que se dá com os prazeres mesmo lícitos.

Por essa razão, só com grande precaução e moderação é que se pode desfrutar deles sem apego, e só por necessidade, com a única intenção de se poder servir melhor a Deus.

Além disso, devemos tomar cuidado para que, com o esforço de preservarmos o nosso corpo de doenças, não deixemos desfalecer a nossa alma, que está sempre doente, não se mortificando a carne. "As doenças do corpo me causam compaixão, diz São Bernardo (Ep. 315), porém, maior compaixão me causam as doenças da alma, que são mais perigosas e mais para temer".

Oh! Quantas vezes um mal estar do corpo não nos serve de pretexto para nos concedermos certas liberalidades de que não temos nenhuma necessidade! "Um dia deixamos a oração porque sentimos dor de cabeça, diz Santa Teresa d'Ávila (Cam. da perf. , c. 10), no outro dia porque a tivemos no anterior, e no terceiro dia para que não nos volte a dor de cabeça".


Do livro: Escola da Perfeição Cristã - Santo Afonso Maria de Ligório - Livro de 1955

Fonte:

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Quase tudo e todos estão contra o Catolicismo tradicional, exceto Deus

Forças esmagadoras estão contra nós, incluindo a maioria dos responsáveis da igreja. Isso é porque eles têm orgulho, ou são progressistas ou não têm estudado, portanto, não conseguem entender o que aconteceu com o verdadeiro Catolicismo desde o Vaticano II. Há algumas pessoas muito boas na autoridade da Igreja que não entenderam isso ainda


Nós, católicos tradicionais, só temos o poder de Deus para nos apoiar. E eu diria que, aqui e ali, encontramos algum tipo de apoio na Igreja por parte de algumas pessoas educadas. Mas as forças esmagadoras estão contra nós, incluindo a maioria dos responsáveis pela igreja. Isso é porque eles têm orgulho, ou são progressistas ou não têm estudado, portanto, não conseguem entender o que aconteceu com o verdadeiro Catolicismo desde o Vaticano II. Há algumas pessoas muito boas na autoridade da Igreja que não entenderam isso ainda.

Então, eles não são contra a tradição, mas a cultura está contra nós, os filmes, as nossas famílias, nossos empregos, nossas escolas, televisão, o governo, todos vão contra o Catolicismo Tradicional.
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Nunca devemos esquecer de que quem é a mente mestre por trás de toda essa oposição: satanás. Aqui estão alguns de seus truques para se opor ao Catolicismo Tradicional:
1.- Orientando as pessoas para o prazer sensual e contra fazer sacrifícios. (Dá-me meu sexo, dinheiro, compras e liberdade para fazer o que sempre eu quero fazer.)
2.- Confundindo as pessoas bem-intencionadas que acham que sabem tudo e que os católicos tradicionais são extremistas e não devem ser levados a sério. (Isso fecha suas mentes para mais informações pertinentes sobre a verdade que poderia ajudá-los a mudar suas mentalidades.)
3.- Dizendo-nos que a Igreja Católica tem de mudar, a fim de caminhar junto com a ciência, a psicologia e o “homem moderno”. (Nem Deus nem o Verdadeiro Dogma Católico não podem mudar.)
4.- Desenvolvendo em cada um de nós um orgulho sutil que nos coloca como critério absoluto para o que é verdade. (Em oposição aos 2000 anos de ensino católico que está fora e independente de nossas opiniões subjetivas.)
5.- Preguiça quando se trata de estudar a Bíblia, a história da Igreja, o desenvolvimento da sagrada liturgia, comparar como a Igreja rezava anteriormente sua liturgia, o texto atual e todos os dogmas da Igreja. (É preciso muito esforço para estudar toda esta informação e podemos facilmente pensar que somos especialistas em todos os assuntos católicos, quando na verdade sabemos muito pouco. Quase ninguém sabe que a Missa em latim foi oferecida por centenas de anos. Como poderia a igreja estar tão errada por tantos anos e, assim, de repente, tão certa?)
6.- Mantendo-nos muito ocupados e, então, sem tempo para rezar. (Sem oração não podemos ser sensíveis à ação do Espírito Santo.)
7.- Mantendo-nos viciados em barulho, música, televisão e estímulo eletrônico. (Achamos muito, muito difícil permanecermos quietos e passivos na presença de Deus. Católicos em geral nunca ouviram falar, ou praticaram, a oração contemplativa.)
8.- Odiando qualquer genuflexão ou receber a Comunhão na língua. (Dizem-nos que somos o povo da ressurreição e não da crucificação. Diz-se que o diabo não tem joelhos para se ajoelhar e adorar diante de Deus.)
9.- Agradando as pessoas e tendo cuidados com o que os outros pensam de nós.
10.- Tendo medo de sermos ridicularizados ou chamados de “mais santos que os outros”.
11.- Não questionando o que é praticado pela maioria dos católicos em todo o mundo e assumindo que isto é o que agrada a Deus. (Cada paróquia e cada Missa são diferentes, como podem todas elas expressar o jeito certo de se adorar a Deus?).
12.- Ficando desanimados e deprimidos. (Isso leva a paixão fora do nosso amor a Deus.)
13.- Dizendo-nos que todos estão bem, elas apenas têm um ponto de vista diferente. (Esse é o problema com o relativismo, onde não há verdade absoluta.)
14.- Todas as religiões são boas, porque eles são espirituais. (A Igreja Católica é a única religião Jesus a iniciou e nós a amamos porque Ele morreu por ela.)
15.- Todas as pessoas são basicamente boas e isso é suficiente para que sejam salvas. (Jesus morreu para salvar toda a humanidade, mas essa salvação se dá na condição de a humanidade aceitar as graças de Jesus através dos Sacramentos da Igreja Católica.)
16.- A Igreja é nova desde o Vaticano II. (Tudo antes está desatualizado com o homem moderno, sua religião e moral.)
17.- Focando na Ressurreição fora do sacrifício de Jesus na Cruz. (O Jesus ressuscitado tem as chagas que São Tomé tocou com seus dedos).
18.- Não ofendendo as pessoas. (Isto coloca as pessoas acima de Deus e Deus é ofendido para não desagradar as pessoas.)
19.- Tendo medo da hierarquia e de irritar as pessoas que têm poder na Igreja para não permitir que o Summorum Pontificum seja implementado conforme permitido pela Ecclesia Dei.
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Assim, aconteça o que acontecer, precisamos permanecer fiéis a Jesus e Maria. Precisamos de Deus e de Maria, porque não podemos travar sozinhos esta batalha contra satanás e todos os seus asseclas. Cada vez que vamos ao Santo Sacrifício da Missa ou rezamos o Santo Rosário, precisamos nos lembrar que Deus e Maria estão trabalhando poderosamente em nosso nome a cada instante da luta. É por isso que estamos felizes e esperançosos.
A morte é a Justiça Final. Aqui não temos justiça. Depois da morte, a justiça será aplicada a todos aqueles que estão somente para a nova Igreja dos últimos 50 anos.
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Nosso trabalho é viver cada dia, sabendo que amamos a Deus e aos outros e que Ele nos dará a graça e a força para sermos fiéis até que a batalha final seja vencida.
De Deus não se zomba. Por esta razão, nós rezamos por todos aqueles que estão cegos pelo diabo e o mundo, para que eles possam ver claramente. Mas, devemos também estar vigilantes, para que menos de nós sejamos também enganados. Por esta razão, pedimos a Deus as graças necessárias para sermos muito humildes e santos.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

O Manuscrito do Purgatório (Le Manuscrit de Purgatoire) versões para leitura on-line e/ou download

A autenticidade’ do ”Manuscrito do Purgatório” não pode ser posta em dúvida. Teve testemunhas certas de pleno acordo e os fatos foram bem examinados. É propriedade da ‘Direction de L’ Associaction de Notre-Dame de La Bonne-mort’, Sainte Marie Tinchebray (Orne) — France, com o Imprimátur do Vigário-Geral de Roma, Monsenhor Joseph Palica — Arcebispo Philipens


Disponibilizamos ao final do presente artigo um pequeno livro intitulado: “Le Manuscrit de Purgatoire”. Foi traduzido da edição francesa por Mons. Ascânio Brandão e publicado pelas Edições Paulinas em 1953 com Imprimatur de Dom Paulo, Bispo Auxiliar de S. Paulo através da Pia Sociedade de São Paulo. No Brasil, foi publicado também sob o título de “O Manuscrito do Purgatório”.
Este livro tem sido muito difundido em todo o mundo desde o seu aparecimento. É propriedade da ‘Direction de L’ Associaction de Notre-Dame de La Bonne-mort’, Sainte Marie Tinchebray (Orne) — France, com o Imprimátur do Vigário-Geral de Roma, Monsenhor Joseph Palica — Arcebispo Philipens — e narra as aparições feitas a uma religiosa da Ordem de Santo Agostinho, Irmã Maria da Cruz, durante os anos de 1873 a 1890. Esta religiosa deixou um manuscrito em que, por ordem do seu diretor espiritual, foi anotando tudo o que a alma lhe ia dizendo.
A autenticidade’ do ”Manuscrito do Purgatório” não pode ser posta em dúvida. Teve testemunhas certas de pleno acordo e os fatos foram bem examinados. Uma religiosa do convento de V, Irmã M. d. C., falecida em 11 de maio de 1917, ouviu junto dela, de repente, em novembro de 1873, uns gemidos muito prolongados.
Assustada, exclamou:
— “Quem é que me faz assim tanto medo? …
Que não apareça, mas me diga quem é!…” Nenhuma resposta. E os gemidos se aproximavam cada vez mais. A Irmã multiplicava orações, viassacras, comunhões, rosários, e os gemidos não cessavam, e cada vez mais misteriosos. Finalmente, no dia 15 de fevereiro de 1874, uma voz muito conhecida se fez ouvir:
“Não tenhais medo! Eu. sou a Irmã M. G” (uma religiosa falecida em X, com 36 anos de idade, no dia 22 de fevereiro de 1871, vítima da sua dedicação).
E a alma que sofria deu a conhecer à sua antiga companheira, cujos conselhos havia desprezado outrora, que ela havia de multiplicar as visitas para santificá-la, e que, assim santificada, aliviaria a antiga companheira no purgatório.
A Irmã M. d. C. pediu à visitante que desaparecesse e não voltasse mais. Porém, foi em vão. Disse-lhe — em resposta — que deveria suportar quanto tempo Deus quisesse aquilo de que tinha tanto medo.
E foi assim que, durante vários anos, se estabeleceram comunicações entre a alma de Irmã M. G. e Irmã M. d. C. que foram escritas minuciosamente, em precioso manuscrito, de 1874 a 1890.
Eis, pois, a origem do “Manuscrito do Purgatório”.

VALOR DESTE MANUSCRITO

Da confidente da falecida
Este valor se deduz da pessoa da própria Irmã M. d. C., confidente da falecida. Todos os que a conheceram — sem uma nota discordante — atestam que ela nunca deixou de praticar todas as virtudes cristãs até ao heroísmo, muitas vezes. Era ótima religiosa. Como diretora de um pensionato, exerceu ela uma grande influência sobrenatural sobre as alunas, e todas a chamavam de verdadeira santa.
Todas as testemunhas atestam unanimemente que era dotada de um juízo muito reto, era muito equilibrada e de muito bom senso. Além do mais, nunca desejou vias extraordinárias, ao contrário, procurou até se convencer de que era duvidoso o que era obrigada a ouvir, e alegava ser coisa diabólica, declarando que não queria sair da via comum: ser como as demais e passar desapercebida.
Enfim, com isto, ela aproveitou muito na vida espiritual e todos testemunham quanto se santificou com estas visitas do purgatório.
Testemunhos de autoridades
Em primeiro lugar declaramos que a Irmã M. d. C. tinha um diretor espiritual, o Rev. P. Prevol, dos padres de Pontigny, e que mais tarde foi superior geral da Congregação. Este sacerdote esteve a par de todos os acontecimentos.
O Rev. Cônego Dubosq, ex-superior do seminário Maior de Beyeux, autor de várias obras e promotor da fé no processo de canonização de Santa Teresa do Menino Jesus.
O Rev. Cônego Contier, censor oficial dos livros da diocese de Beyeux e autor de muitas obras, entre elas a “Explication du Pontificar”, “Reglement de vie sacerdotal e”, etc., um grande mestre da espiritualidade, cujo nome é mister fique no anonimato e que mereceu este elogio de Pio X: “Homem esclarecido pela sua ciência e experiência.”
Depois de maduro exame destes relatos, estes mestres não hesitaram em declarar que o manuscrito nada continha contra os ensinamentos da fé e estava de perfeito acordo com os princípios da vida espiritual, e podia edificar muito às almas.
Além disso, notaram que a Irmã M. d. C. não possuía imaginação viva e perigosa para se iludir facilmente. Ela considerava estas aparições um verdadeiro castigo, e nelas não se comprazia; pedia até a Nosso Senhor que a libertasse destas visitas que a importunavam.
Todos se impressionam bem com:
1 — A grande lição de caridade cristã que contém. A Irmã falecida tinha feito sofrer muito a Irmã M. d. C. e a ela justamente veio pedir socorro depois de morta, para se livrar do purgatório.
2 — Quanto mais vivas eram as luzes adquiridas pela Irmã M. d. C. tanto mais se purificava a Irmã falecida e progredia na santificação da Irmã M. d. C.
Finalmente, os teólogos que foram consultados deram o seu parecer de que o manuscrito tinha o selo de uma perfeita autenticidade e por conseguinte
tinha pleno valor, quer quanto à autenticidade, quer quanto à sua origem.
Confira um pequeno trecho do livro e, em seguida, a disponibilização das versões para leitura on-line e/ou download.
— Conheceis as coisas da terra?
Resposta: — Eu não as conheço senão enquanto Deus o quer, e meu conhecimento é muito restrito. Conheço alguma coisa da Comunidade e é só. Não sei o que se passa na alma das outras pessoas, à exceção do vosso, e isto porque Deus o permitiu, para vossa perfeição. O que vos digo algumas vezes de pessoas particulares, e ainda vos direi, Deus mo fez conhecer no momento, mas fora disto não sei mais de coisa alguma. Certas almas têm conheci­mentos mais e mais extensos do que eu. Tudo isto ó propor­cionado ao mérito.
Quanto aos graus do purgatório, eu vos posso falar deles, pois eu passei por lá. No Grande Purgatório há di­ferentes graus. No mais profundo e baixo, no que mais se sofre, e que é um inferno momentâneo, lá estão os pecadores que cometeram enormes crimes durante a vida, e que a morte os surpreendeu neste estado sem que tives­sem tempo de se penitenciarem. Salvaram-se por mila­gre, muitas vezes pelas orações dos parentes e de pessoas piedosas. Algumas vezes nem puderam se confes­sar, e o mundo os julgou condenados, mas o bom Deus, cuja misericórdia é infinita, lhes deu no momento da morte a contrição necessária para se salvarem, tendo em vista algumas ações boas que praticaram na vida. Para estas almas o purgatório é terrível! É um inferno, exce­to isto, que no inferno se amaldiçoa a Deus, enquanto que no purgatório O bendizem e agradecem por terem sido salvos. Logo em seguida, vêm as almas que, sem terem cometido grandes crimes, foram indiferentes para com Deus. Não cumpriam o dever pascal, e convertidas na hora da morte, nem puderam às vezes comungar, e no pur­gatório se encontram em penitência da sua longa indi­ferença. Sofrem penas inauditas, abandonadas, sem ora­ções, e se fazem orações por ela não as podem aproveitar.
Depois enfim há ainda o purgatório das religiosas e dos religiosos tíbios, que se esqueceram dos seus deve­res. Indiferentes para com Jesus, padres, que não exer­ceram seu ministério com a reverência devido à Majesta­de Divina e não fizeram as almas que lhe foram confia­das amar bem a Deus.
Eu estou neste grau. No segundo purgatório se en­contram as almas que morrem culpadas de pecados ve­niais não expiados antes da morte, ou então, em pecados mortais perdoados, mas dos quais não satisfizeram intei­ramente à Justiça Divina. Há também no purgatório di­ferentes graus, segundo os méritos das pessoas.
Assim, o purgatório das pessoas consagradas e que receberam maiores graças, é mais longo e mais penoso do que o das pessoas do mundo.
Finalmente, o purgatório do desejo, que se chama o Átrio ou Vestíbulo do céu. Poucas pessoas o evitam. Para o evitar é mister ter desejado ardentemente o céu, e ten­do em vista Deus, a presença e a visão de Deus. E é ra­ro isto, porque muitas pessoas, mesmo muito piedosas, têm medo de Deus e não desejam bastante o céu com ardor. Este purgatório tem seu martírio bem doloroso como os outros. Estar privado da visita do bom Jesus, que sofrimento!
(“O Manuscrito do Purgatório”, pp. 45-47. Mons. Ascânio Brandão. Ed. Paulinas).
Una-se à Associação pelas Santas Almas do Purgatório (Purgatorial Society), uma iniciativa de Rorate Caeli que já se estende por alguns anos. Atualmente há 73 sacerdotes oferecendo Missa Tradicional para as almas associadas, e milhares inscritas. As inscrições são sempre gratuitas, não há nenhum tipo de finalidade econômica — nem sequer na forma de donativo — na Associação. Saiba como se inscrever gratuitamente.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Três Práticas anticatólicas que talvez você esteja cometendo sem perceber ...




"A Sociedade está paganizada, está as avessas" 



Certamente todos vocês que estão começando ler esse artigo concordam comigo se forem realmente cristãos católicos fiéis e autênticos. Entretanto essa frase é tão profunda e engloba tantas coisas que estive pensando e resolvi me aprofundar um pouco sobre isso. 

Sim, a sociedade está paganizada, é difícil encontrar hoje um bom católico, fiel a sã doutrina. E esse paganismo, esses costumes pagãos estão até mesmo enraizados nos que se dizem católicos e  tem boa vontade agradar a Deus! Como assim? É o que pretendo explicar no decorrer desse texto. 

O Catolicismo puro, simples, genuíno, tradicional, está tão escondido quanto um diamante, ou outra pedra preciosa. Quem achou, encontrou um tesouro! Fato tão grande que muitos de nós demoramos anos e anos até conseguir crescer espiritualmente e abandonar as práticas erradas que tivemos durante nossa vida. 


Quem não tem alguma história para contar do seu passado? "Ah eu não era católica, me converti por tal e tal pessoa..." "Eu era católica não praticante..." "Eu não sabia o que era castidade..." "Eu era adepta a práticas protestantes pentecostais (rcc)... " etc etc. Dentre tantas outras coisas que ocorrem em nossas vidas até finalmente encontrarmos a fé católica, pura e autêntica! E não falo apenas de doutrina, mas de moral, de costumes católicos, de pureza, de valores que já quase nem existem na sociedade. Falo de coisas que quase não encontramos mais em lugar algum, apesar de boa parte da população se dizer católica. 

Quero fazê-los refletir sobre o estado atual de nossa sociedade e certas práticas nossas que devem ser abandonadas se quisermos realmente agradar a Deus. 

A sociedade hoje vive um ateísmo prático, não se nega a existência de Deus abertamente, mas vivem como se ele não existisse. Ao redor das mesas pessoas riem quando alguém fala do inferno "Ah eu vou pra lá encontrar meus amigos", ou então fazem piada quando alguém cita o paraíso, falando de São Pedro na porta do céu, ou de algum outro conto para rirem e levar tudo aquilo na brincadeira. Enquanto lá no inferno milhares de pessoas estão condenadas, estão sofrendo tormentos terríveis por terem ofendido a Deus. É uma cena bem comum em nossas famílias. Não lhe parece um tanto trágico por exemplo, uma pessoa sendo torturada, sofrendo enquanto outras riem e fazem pouco caso? Porque não fazem isso com situações do nosso cotidiano, mas fazem com o inferno? Certamente é porque levam a doutrina e as coisas de Deus na brincadeira. Não levam a sério! O céu, o inferno, o purgatório se tornaram lendas para nossa sociedade, que zomba de Deus, o ofende, brinca com coisas sérias, não creem na Igreja e vão a missa nos domingos para manter suas consciências tranquilas. Porque no fundo sabem que vivem uma vida de pecado, mas não querem sair do lamaçal. Nossa Senhora de Fátima também disse que muitos são os que estão no inferno e mostrou aos pastorinhos os pecadores sofrendo lá. Mas quem a escuta?

Uma pessoa que fala na existência do céu, nas penas do purgatório é tida como louca, insana. Você por exemplo que está lendo esse artigo, tem coragem de falar abertamente da existência do céu ou do purgatório? Das penas que as almas sofrem? Do limbo? Vocês tem coragem de falar abertamente sobre estas verdades em uma sala de aula? Em uma universidade? No mínimo as pessoas vão te olhar estranho e dizer que você é doida, fanática ou lunática. É. As pessoas não negam abertamente a existência de Deus, mas vivem como se Ele não existisse, como se nada existisse, apenas seu umbigo.

E esta sociedade pagã e anticatólica tem muitas práticas também pagãs e anticatólicas, que infelizmente estão enraizadas em nossas famílias, até mesmo nas que dizem ser devotas. Eis abaixo, listo algumas práticas que muito prejudicam a sociedade, prejudicam nosso crescimento espiritual, faz perder almas e ofendem a Deus. Peço que reflitam cada um delas. Listo apenas ALGUMAS, que julgo ser mais importantes.

1 . O Abandono do Lar pela mulher


Esse assunto já foi postado em nosso blog, sugiro a leitura do artigo sobre a mulher trabalhar fora de casa, clique neste link para acessar. Nele tem um texto de um sacerdote da Fsspx: Padre Peter Scott e como complemento dois discursos do Papa Pio XII sobre a mulher moderna. 

Aqui o referido sacerdote diz que é inadmissível a mulher sair do lar, abandonar os filhos com terceiros para competir com o marido no mercado de trabalho. E para isso cita uma encíclica do Papa Pio XI de 1930, chamada "Casti Connubii" dentre outros argumentos sobre o tema.

Peço que o leitor antes de postar algum comentário aqui dizendo que "é preciso trabalhar fora" "quero ter meu próprio dinheiro", e tantos outros argumentos a favor de tal ato, peço que antes de fazer isso reflitam nas consequências que tal ato irá trazer a sua vida e a de outras pessoas. 


Quando a mulher sai do lar, como bem disse o Papa Pio XII, os filhos ficam a deriva, já não possuem uma mãe em casa para educá-los, para estar com eles o tempo inteiro. Possuem uma avó quem sabe, que ajuda a cuidar, ou uma babá para trocar as fraldas, ou outra qualquer pessoa, mas a mãe não! Porque a mãe está ausente. E isso traz consequências desastrosas à família e a sociedade de forma geral. O Padre Lodi da Cruz (de Anápolis) falou em 2001 que: 

“A condição e a utilização das mulheres nas sociedades dos países subdesenvolvidos são de extrema importância na redução do tamanho da família. Para as mulheres, o emprego fora do lar oferece uma alternativa para o casamento e maternidade precoces, e incentiva a mulher a ter menos filhos após o casamento… As pesquisas mostram que a redução da fertilidade está relacionada com o trabalho da mulher fora do lar…”


Agora vamos a doutrina imutável da Santa Igreja, que diz que: O Fim PRINCIPAL do casamento é a PROCRIAÇÃO. E as pessoas sacrificam o dever primordial do sacramento do matrimônio pelo que? Por DINHEIRO. Por uns trocados para comprar roupas novas, maquiagem, carro e comodidades. Se sacrificassem apenas isso, mas não é só isso, sacrificam a educação dos filhos e o lar! Tudo isso por um sentimento egoísta. Sim essa é uma prática feminista, pagã que está em nossa sociedade e que hoje está sendo bem vista e aceita até pelos que se dizem mais católicos e devotos! E as vezes até pensam estar agradando a Deus por usar o método billings e não anticoncepcionais. Em contrapartida a fé genuína nos ensina que esse método só pode ser usado com motivos GRAVES (miséria extrema ou risco de vida para a mãe com outra gestação por exemplo). Para isso listo aqui o sermão do Padre Daniel Pinheiro sobre o assunto. Clique Aqui para ler.

Só neste ponto já atingimos boa parte da população que se diz católica. Muitos até comungam enquanto usam preservativos ou tomam anticoncepcionais para evitar filhos. Outros evitam sem motivos graves e ferem o primeiro e mais importante fim do casamento: A procriação. E os motivos são sempre os mesmos, fúteis: "A sociedade mudou, hoje é diferente" "não tem como ter tantos filhos" "preciso de dinheiro" "quero ser alguém" "quero viver a vida" etc etc. Mas para ser verdadeiramente católico é preciso remar contra a maré e não se adaptar ao mundo! 

2. A Imodéstia nas vestimentas



O primeiro item é tão importante que posso dizer que ele é causa de quase todos os outros. A mulher que sai do lar, desestrutura sua família, dá mau exemplo aos filhos, os abandona com terceiros. Esta mulher já não pode ser modesta, pois "precisa trabalhar", usar uniforme ou usar calças compridas. Ela precisa estar fora de casa 8 horas por dia ou mais para conseguir dinheiro e ser alguém na vida. Casamento? Isso fica em segundo plano, algum dia se der eu dou um jeito de me virar. E quando esse dia chega, nada muda. Os filhos são poucos, as roupas são masculinizadas, e acabamos por deixar Deus novamente em segundo plano em nossas vidas. Acho ótimo lembrar aqui quando Jesus disse:

"Se alguém vem a mim e ama o seu pai, sua mãe, sua mulher, seus filhos, seus irmãos e irmãs, e até sua própria vida mais do que a mim, não pode ser meu discípulo. E aquele que não carrega sua cruz e não me segue não pode ser meu discípulo." (Lucas 14,26-27).
Jesus com estas palavras foi certeiro. Mesmo que nós não vejamos isso tão claramente, essa frase atinge boa parte de nossa sociedade hoje. Que colocam TUDO na frente, menos Deus. Ir a Missa? A hora que der eu vou. Filhos? Se sobrar tempo, antes minha carreira profissional. Ser consagrada? Freira? Que loucura! Não sirvo pra isso. 

A mulher moderna é imodesta, e na "melhor" das hipóteses se veste como um homem. Agem como homens em busca de regar seu amor próprio e não confiando na providência divina que prometeu nos socorrer e nos ajudar em nossas necessidades. Não tem como separar, portanto, esse item do primeiro. 

3. A Santa Pureza foi esquecida


Não somente nas vestimentas das mulheres, que se tornaram escandalosas (mini saias, leggings, shorts curtos, etc) e também masculinizadas (calças compridas, cabelos curtos). Homens também querem usar brincos, vestir calça skinny, ou falar de forma delicada. Esses problemas são tão enormes que nem pretendo entrar nos temas do homossexualismo, ideologia de gênero que são escândalos tão grandes que atingem até as nossas crianças nas escolas. Vou apenas me limitar a falar de práticas erradas que viraram hábitos entre os próprios Católicos. 

Vamos começar com o namoro. Quem realmente vive um namoro santo, como a Igreja e os santos padres ensinam? Para saber sobre o tema eu aconselho o livro do Padre Lodi da Cruz (Anápolis), que se chama: Descobrindo a castidade. Clique no link para comprar ou baixar em PDF. Também temos como referencia alguns sermões do Padre Daniel Pinheiro sobre o namoro, que aconselho fortemente a leitura: Namoro Católico Parte I. São três partes, eis a primeira apenas. Também cito outro sacerdote bem conhecido que falou sobre o mesmo tema: Padre Paulo Ricardo, ele cita neste vídeo as carícias permitidas no namoro.

Faço questão de citar o que a Igreja ensina sobre o tema e sermões de bons sacerdotes para evitar que as pessoas pensem que estou apenas dando minha opinião. Bem, vamos resumir um pouco sobre o assunto citado. A Igreja ensina que o prazer a dois só é lícito entre marido e mulher. Deus colocou o prazer em duas principais ocasiões em nossa vida: Primeiro na alimentação, para sobrevivência. Segundo no ato sexual para procriação. 

Ora, se o ato sexual só é lícito entre marido e mulher casados na Igreja, sentir qualquer tipo de prazer carnal só é lícito depois de casados também. Sendo assim, é pecado qualquer coisa que faça ambos sentirem prazer fora desta união. Não é lícito beijar na boca, nem ter nenhum tipo de contato que cause excitação. O que o Padre Paulo Ricardo diz no vídeo é isso, se você não vai terminar o ato sexual, não tem porque iniciá-lo. Iniciando já estão pecando, pois estão fazendo algo que só é lícito entre marido e mulher, estão começando o ato sexual sem o fim. O namoro é uma época para conhecer a alma do outro e não o corpo. Agora me digam quantos casais vocês conhecem que seguem o que foi dito acima? Pouquíssimos.

Seguido de namoros nada santos, vem também práticas que deveriam ser evitadas pelos católicos:

- Ficar sozinhos em ambientes fechados; Andar de carro sozinhos;
- Falar de certos temas com segundas intenções;
- Evitar proximidades que possam provocar o outro (saber se portar); Etc.

O namoro santo forma um casamento santo. Se tudo for feito como Deus quer, ambos casarem virgens por exemplo, muitos problemas atuais que vemos em nossa sociedade seriam evitados. O homem seria fiel a sua esposa, e sua esposa a ele. Ambos não iriam ficar "comparando" parceiros. Como é frequente hoje as pessoas dizerem: "Como vou casar se não sei se eu vou gostar?" Ou seja, precisa provar pra ver se gosta, o casamento se reduz a prazer carnal, a um ato egoísta e sujo e não em amor, companheirismo, uma família. 

Sem contar o namoro santo, também as mulheres deveriam saber se portar como damas. Saber que certas conversas não convém na presença de homens por exemplo. Saber se portar, saber como agir, respeitando a si mesma e sendo caridosa com o próximo, quer nas vestimentas, quer nas atitudes. Vemos mulheres fumando, falando demais, contando piadas sujas, falando palavrões, sendo arrogantes, e o que não existe nelas hoje é pureza e feminilidade. Duas virtudes que são genuinamente femininas, e que foram esquecidas hoje.





Conclusão


Creio que estas são os principais erros modernos que muito prejudicam a sociedade, a família, as crianças e a todos que cometem também. 

Sei que muitos devem estar pensando "isso é muito duro, quem pode escutar"? Foi o que os discípulos que abandonaram Jesus disseram quando Ele disse que teriam que comer seu corpo e beber seu sangue. Acharam muito duro. Mas quem quer seguir verdadeiramente nosso Senhor precisa pensar NELE em primeiro lugar, e não em dinheiro, fama, reconhecimento. Quem ama a Deus faz tudo para agradá-lo, nem que tenha que sacrificar sua vida por isso. Tantos santos morreram mártires, preferiram perder a vida aqui na terra do que ofender o Senhor com o menor pecado que fosse. Enquanto isso nós estamos aqui decidindo se servirmos melhor a Deus ou ganhamos um salário um pouco maior para usufruir das comodidades supérfluas que um dia virarão pó.

Quem quer ser verdadeiramente Católico hoje em dia precisa remar contra a maré, precisa urgente mudar sua maneira de pensar, mudar sua mentalidade, não pensar como pensa a maioria. E ser fiel a Deus e o que ensina a Santa Mãe Igreja. Parece tudo muito difícil de seguir, quase impossível, mas não é para quem ama a Deus de coração sincero. 

Tenho que admitir que em nossa sociedade é algo mais difícil de seguir sim. Porque ela está as avessas: Ninguém segue a doutrina Católica mais!! Vivemos em um mundo que todos te obrigam a fazer o que "todos fazem". E ser diferente hoje causa espanto. Nestas horas se prova a verdadeira fé. Será que Nosso Senhor não merece nosso sacrifício? A quem servimos enfim?

Termino o artigo não apenas com uma frase, mas também com uma Imagem que diz mais que mil palavras:
"Entrai pela porta estreita, porque grande e larga é a estrada que conduz à perdição, e muitos são os que entram por ela. Estreita é a porta e apertado o caminho que conduz à vida, e poucos são os que o encontram." (Mateus 7, 13.14).

Fonte:
http://floresdamodestia.blogspot.com.br/

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