Oh! Quanto desagrada ao demônio a perseverante devoção de uma alma à Mãe de Deus! Afonso Álvarez, muito devoto de Maria, foi atormentado pelo demônio com violentas tentações impuras, uma vez que estava rezando. Deixa essa tua devoção para com Maria, disse- lhe o inimigo, que eu deixarei de tentar-te. Foi revelado a S. Catarina de Sena, como atesta Luís Blósio, que Deus concedera a Maria, em consideração a seu unigênito, a graça de não cair presa do inferno pecador algum que a ela se recomendar devotamente. O próprio profeta Davi pedia já ao Senhor que o livrasse pelo amor que tinha à honra de Maria: Senhor, eu amei o decoro da vossa casa...; não percais com os ímpios a minha alma (SI 25, 8).
Como Rezar o Santo Rosário: Guia
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terça-feira, 21 de maio de 2013
segunda-feira, 20 de maio de 2013
A devoção a Maria é penhor de eterna bem-aventurança
É impossível salvar-se quem não é devoto de Maria e não vive sob sua proteção, diz S. Anselmo, e também é impossível que se condene quem se encomenda à Virgem, e por ela é olhado com amor. Quase com os mesmos termos isso confirma S. Antonino. Não podem salvar-se aqueles, escreve o santo, dos quais Maria tem afastado seus misericordiosos olhos; mas salvam-se necessariamente os que por ela são vistos com amor e protegidos por sua intercessão. Repare-se, porém, na primeira parte desta proposição e tremam aqueles que fazem pouco caso da devoção à Mãe de Deus, ou que a abandonam por negligência. Estes santos afirmam que não há possibilidade de salvação para quem não é amparado por Maria.A mesma coisa asseveram outros, como S. Alberto Magno: Todos os que não são vossos servos hão de perder-se, ó Maria. E S. Boaventura*: Aquele que se descuida de servir à Santíssima Virgem morrerá em pecado. Em outro lugar: Quem a vós não recorre, Senhora, não entrará no paraíso. No Salmo 99 de seu Saltério Mariano chega até a dizer que não só não se salvará, mas que nem esperança de salvação terá aquele do qual Maria aparta o seu rosto. E primeiro o disse o Pseudo-Inácio, mártir, afirmando que não pode salvar-se um pecador senão por meio da Santa Virgem, cuja misericordiosa intercessão salva muitíssimos que deveriam ser condenados pela justiça divina. O Abade de Ceies repete essas palavras. É nesse sentido que a Igreja aplica a Maria esta passagem dos Provérbios (8, 36): Todos os que me odeiam amam a morte eterna. Sobre o texto: “Ela é semelhante ao navio de um mercador” (Pr 31, 14), diz Ricardo de S. Lourenço: Todos os que não estiverem a bordo desse navio serão submergidos no mar deste mundo. Até o protestante Ecolampádio tinha por indício certo de reprovação a pouca devoção à Mãe de Deus.
domingo, 19 de maio de 2013
3 pistas para reconhecer a ação do diabo (Servo de Deus, Fulton Sheen)
1. Amor pela nudez – Isto é claramente manifestado em vários níveis. Primeiro existe a tendência generalizada de vestir-se imodestamente. Já discutimos a modéstia aqui antes e devemos notar que modéstia vem da palavra “modo”, referindo-se ao meio ou a moderação. Por isso, se por um lado procuramos evitar noções opressivamente puritanas sobre o vestuário que impõem fardos pesados (especialmente sobre as mulheres) e que veem o corpo como algo mau, por outro também devemos criticar muitas das formas modernas de se vestir no outro extremo. Estes “estilos” revelam mais do que razoável e geralmente deveriam, com a pretensão de chamar atenção a aspectos do corpo que são privados e reservados para a união sexual no casamento. Muitos em nossa cultura não veem problema em desfilar vários níveis de nudez, vestindo peças que possuem a intenção de descobrir e chamar atenção em vez de esconder as áreas privadas do corpo. Este amor pela exibição e provocação é seguramente um aspecto do próprio amor do Mal pela nudez. E ele tem espalhado esta obsessão a muitas pessoas no moderno ocidente.
Pornografia – como não há nada de novo neste mundo caído, seguramente alcançou proporções epidêmicas por meio da internet. Qualquer psicoterapeuta, conselheiro ou sacerdote te dirá que o vício da pornografia é um enorme problema entre as pessoas de hoje. Sites pornográficos superam outras categorias dez vezes mais. Milhões de americanos estão consumindo enormes quantidade de pornografia e a “indústria” está crescendo exponencialmente. O que uma vez foi escondido nas livrarias, hoje está à distância de um clique na internet. E a ideia de que os hábitos de navegação podem ser facilmente descobertos pouco importa aos viciados na última das formas de escravidão. Muitos estão sobre uma encosta ingrime a ponto de caírem em formas mais degradantes de pornografia. Muitos acabam em sites ilegais e antes mesmo de saberem o que aconteceu, deparam-se com o FBI batendo em suas portas. O amor de satanás pela nudez possuiu muitos!
A cultura global de sexualização também amarra ao amor satânico pela nudez. Nós sexualizamos a mulher para vender produtos. Nós sexualizamos até mesmo as crianças. Nossas novelas tagarelam excessivamente sobre sexo de um modo muito adolescente e imaturo. Nós somos, coletivamente, tolos e imaturos a respeito do sexo e a nossa cultura vibra como adolescentes fogosos obcecados por algo que eles não compreendem. Sim, o amor satânico pela nudez e tudo o que vem com ela.
2Violência - nós já discutimos antes como nós, coletivamente, transformamos a violência numa forma de entretenimento. Nossos filmes de aventura e video games transformam retaliação violenta numa prazerosa forma de entretenimento e a morte numa “solução”. Os últimos papas têm nos alertado sobre a cultura da morte, na qual a morte é cada vez mais proposta como solução para os problemas. Na nossa cultura a violência começa no ventre, onde os inocentes são atacados. Chamam isto de “direito” e “escolha”.
A violência e a adoção da morte continuam movimentando-se pela cultura por meio da contracepção, atividades violentas de gangues, recursos fáceis para a guerra e pena capital. O século passado talvez tenha sido o mais sangrento já conhecido no planeta e incontáveis pessoas, na casa dos milhões, morreram durante as duas guerras. Além disso, vale lembrar das centenas de conflitos e guerras regionais, terríveis campanhas em favor da fome na Ucrânia, China e outros lugares, genocídios na Europa Central, na África e no sudeste da Ásia. Paul Johnson, em seu livro Modern Times, estima que cerca de 100.000.000 morreram em guerras e de maneiras violentas nos últimos 50 anos do século XX. E a cada morte, satanás faz sua “dança intrometida”. Satanás ama a violência. Ele ama tacar fogo e ver-nos culpando uns aos outros enquanto queimamos.
3- Divisão – Satanás ama dividir. Dom Fulton Sheen diz que a palavra “diabólico” vem de duas palavras gregas “dia+Bolós”, significando separar, dividir. Tendo como base meus próprios estudos de grego, por mais parcos que sejam, diria que os resultados da tradução não seriam os mesmos do bispo. “Dia” significa “através” ou “entre” e bolós “atirar ou arremessar”. Ainda assim, o bom bispo era um homem estudioso e eu peço a vocês, estudantes de grego, que me compreendam e defendam Dom Sheen.
Ainda assim, é claro que o diabo quer nos dividir. Dentro da nossa própria psiquê e entre e os outros. Certamente ele se regozija a cada divisão que provoca. Ele “atira coisas entre nós” (dia+bolós)! Eis o propósito diabólico. E portanto, vemos nossas famílias divididas, a Igreja dividida, nossa cultura e país divididos. Agora nós estamos divididos ao nível máximo: racial, religioso, político e econômico. Nós dividimos nossa idade, raça, região, Estados azuis e vermelhos, liturgia, música, linguagem e demais pormenores sem fim.
Nossas famílias são rachadas, nossos casamentos são rachados. Os divórcios são exaltados e compromissos de quaisquer tipos são rejeitados e considerados impossíveis. A Igreja está rachada e dividida em facções, assim como o Estado, todos os níveis que compõem os conselhos escolares. Ainda assim, mesmo que concordemos com o essencial, verifica-se que até mesmo quando uma verdade é compartilhada somos chamados de intolerantes.
E dentro também, nós lutamos com muitos ímpetos divisivos e formas de esquizofrenia figurativa e literal. Somos puxados para o que é bom, verdadeiro e belo e ainda o que inferior, falso e mau também nos atrai. Sabemos o que é belo, o que é bom, mas desejamos o que é mau. Procuramos amor, mas cedemos ao ódio e à vingança. Admiramos o inocente, mas frequentemente nos alegramos em destruí-lo ou pelo menos em substituir isto pelo cinismo.
E assim satanás dança sua “dança intrometida”.
Três características do diabólico: amor pela nudez, violência e divisão. O que você acha? O príncipe deste mundo está cumprindo com seus compromissos? Mais importante ainda: estamos sendo coniventes? O primeiro passo para vencer os compromissos do inimigo é conhecer seus movimentos, nomeá-los e repreendê-los em Nome de Jesus.
Escapulário - Proteção Contra o Demônio - Relatos São João Maria Vianney
Um dia uma jovem, antes de entrar na vida religiosa, foi ver o Santo Cura de Ars, que, durante a conversa, lhe perguntou: “Lembras-te, minha filha, de um certo baile à noite, em que estiveste? Estava lá um jovem desconhecido, muito bem parecido, distinto, admirado, e todas as jovens queriam dançar com ele.” “Sim, e lembro-me que
quando ele não me pediu para dançar, fiquei triste, porque todas as outras jovens tinham tido o privilégio de dançar com ele.” ”Gostarias de ter dançado com ele, não gostarias?”“Sim.” “Recordas-te de que, quando esse jovem ia a sair do salão de baile, viste debaixo
dos pés dele duas chamas azuis? E que pensaste que era uma ilusão dos teus olhos? Quando viste esse jovem deixar o salão de baile, viste fogo debaixo dos pés dele! Não era uma ilusão dos teus olhos, minha filha. Aquele homem era um demónio. e se não foi ter contigo a pedir-te que dançasses, foi por uma razão: estava a usar a veste de Nossa
Senhora do Carmo.”
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quando ele não me pediu para dançar, fiquei triste, porque todas as outras jovens tinham tido o privilégio de dançar com ele.” ”Gostarias de ter dançado com ele, não gostarias?”“Sim.” “Recordas-te de que, quando esse jovem ia a sair do salão de baile, viste debaixo
dos pés dele duas chamas azuis? E que pensaste que era uma ilusão dos teus olhos? Quando viste esse jovem deixar o salão de baile, viste fogo debaixo dos pés dele! Não era uma ilusão dos teus olhos, minha filha. Aquele homem era um demónio. e se não foi ter contigo a pedir-te que dançasses, foi por uma razão: estava a usar a veste de Nossa
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A gula é pecado mortal?
Parece que a gula não é pecado mortal, pois:
1. Todo pecado mortal contraria algum preceito do decálogo, o que não acontece no caso da gula.
2. Todo pecado mortal contraria a caridade. Ora, a gula não se opõe à caridade, nem quanto ao amor de Deus, nem quanto ao próximo.
3. Diz Santo Agostinho: “Todas as vezes que alguém toma, no comer e no beber, mais do que o necessário, saiba ele que isso ficará entre os pequenos pecados.” Ora, trata-se aí da gula. Logo, ela está classificada entre os pequenos pecados, ou seja, entre os pecados veniais.
No entanto, diz São Gregório: “Quando impera o vício da gula, perdem os homens tudo o que fizeram de grande e quando o ventre não é dominado, todas as virtudes são simultaneamente liquidadas.” Ora, só pecado mortal destrói a virtude. Logo, a gula deve ser pecado mortal.
SOLUÇÃO: O vício da gula consiste, propriamente, num desejo desordenado. Ora, a ordem da razão, que rege a concupiscência, pode ser subvertido de dois modos:
1. Primeiramente, quanto aos meios, quando estes não são medidos de modo que sejam proporcionados ao fim;
2. Depois, quanto ao próprio fim, quando a concupiscência afasta o homem do fim devido.
Por isso, se considerarmos a desordem do desejo na gula como algo que afasta do fim último, então a gula será pecado mortal. Acontece isso quando o homem assume os prazeres da gula como fim que o faz desprezar a Deus, dispondo-se a agir contra os mandamentos divinos para se entregar a tais prazeres.
Mas se, pelo vício da gula, entendermos a desordem da concupiscência apenas quanto aos meios, fazendo-nos desejar demasiado os prazeres da mesa, sem agir, porém, contra os mandamentos de Deus, então a gula será pecado venial.
Quanto às objeções acima, portanto, deve-se dizer que:
1. O vício da gula constitui pecado mortal quando nos desvia do fim último. Sob esse aspecto opõe-se, de certa forma, ao preceito da guarda do sábado, que nos prescreve o repouso no fim último. Na verdade nem todos os pecados mortais contrariamdiretamente os preceitos do decálogo.
2. Na medida em que nos desvia do fim último, a gula se opõe ao amor de Deus que, sendo nosso fim último, deve ser amado acima de todas as coisas. Aí a gula só pode ser pecado mortal.
3. As palavras de Agostinho referem-se à gula enquanto implica uma desordem da concupiscência somente em relação aos meios.
(Suma Teológica, II-II, q. 148, a. 2)
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