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domingo, 27 de maio de 2018

Efeitos verdadeiramente admiráveis da Contrição Perfeita


QUE EFEITOS PRODUZ A CONTRIÇÃO PERFEITA?
Efeitos verdadeiramente admiráveis!
Se és pecador, perdoa-te imediatamente os pecados e isto de cada vez e ainda antes de receberes o sacramento da Confissão; necessário é, porém, que tenhas vontade de confessá-los mais tarde (vontade esta que já está incluída na contrição perfeita). E este efeito é produzido pela contrição perfeita e verdadeira não só em perigo de morte, mas sempre e quando a excitamos no coração; de modo que o pecador, ao mesmo tempo que lhe são remitidas as penas do inferno, recobra os méritos passados e, de inimigo de Deus, se faz seu filho e herdeiro do Céu.
Se és justo, a contrição perfeita assegura-te e aumenta-te o estado de graça, apaga-te os pecados veniais que, pelo ato de contrição de caridade, detestaste; perdoa-te, sobretudo, as penas dos pecados, firmando e robustecendo-te no verdadeiro e sólido amor de Deus.
Tais são as maravilhas que o amor e a misericórdia de Deus obram na alma do cristão pela contrição perfeita.
Tão grandes são que, talvez, te pareçam incríveis; tratando-se do perigo de morte, já terás ouvido que se devem pedir a contrição e a dor; mas que também, em tempo de saúde e em qualquer tempo, a contrição perfeita obre tais maravilhas, mal te atreverás a acreditá-lo.
— Será, pois, certa e segura esta doutrina da contrição perfeita?
Digo-te que é tão firme e tão segura como a própria palavra de Deus.
No Concilio ecumênico de Trento, onde a Igreja declarou e explicou os principais ensinamentos divinos que já eram correntes nela e eram combatidos por muitos hereges, diz-se na Sessão 14, cap. 4: “A contrição perfeita, a contrição que procede do amor de Deus, justifica o homem e reconcilia-o com Deus ainda antes de receber o sacramento da Confissão”.
Como o Concilio não diz que isto seja só em tempo de necessidade e em perigo de morte, segue-se que a contrição perfeita produz sempre este efeito. E, para o afirmar, apoia-se a Igreja na palavra e ensino de Jesus Cristo, que diz entre outras coisas: “Se alguém me ama (e isto só o faz o que tem verdadeira contrição no coração), meu Pai o amará e Nós viremos a ele e faremos nele morada” (I Jo 14,23).
Para que, porém, Deus possa habitar na alma, é preciso que o pecado tenha desaparecido; logo, o apagar o pecado é um dos efeitos da contrição perfeita, da contrição de caridade.
Assim também o tem declarado sempre a Igreja infalível, chegando a condenar como herege, Baio, por dizer o contrário.
O mesmo ensinam os Santos Padres e Doutores sagrados sem exceção e o mesmo confirma a razão, porque se, como já disse, tão grandes efeitos produzia a verdadeira contrição no Antigo Testamento, quando ainda imperava a lei do temor, quanto maior produzirá no Novo, em que impera a lei do amor!
— Dir-me-ás, talvez, porém, se a contrição perfeita destroi os pecados, a que vem confessá-los depois?
Sim, é verdade; a contrição perfeita faz o mesmo que a Confissão, faz com que desapareçam da alma os pecados; não o faz, porém, com independência do sacramento da Confissão, porque é necessário ter vontade de confessar mais tarde os pecados destruídos ou apagados pela contrição perfeita. E isto porque é lei de Jesus Cristo que se confessem todos os pecados, pelo menos todos os mortais, e esta lei, de forma alguma, se pode mudar. Verdade é que, se alguém não quisesse depois confessar os pecados que lhe foram perdoados pela contrição perfeita, não os contrairia novamente; mas é certo que perderia de novo o estado de graça, precisamente por faltar à obrigação de confessá-los.
— E devemos confessar os pecados logo que o possamos fazer depois da contrição de caridade?
— Em rigor, não é necessário; porém, de todo o coração, aconselho-te e recomendo-te que o faças; assim estarás mais seguro de ter alcançado o perdão e conseguirás, por sua vez, as grandes graças que traz consigo o sacramento da Confissão e que se chamam graças sacramentais.
Talvez que alguém, tentado pelo demônio, vendo os grandes efeitos da contrição perfeita, diga: “Pois se é tão fácil alcançar o perdão dos pecados com a contrição perfeita, já não preciso mais me confessar; peco quanto quiser, arrependo-me depois com contrição perfeita, e estou pronto. Não é assim?”
Não, de forma alguma; porque quem assim pensa não tem nem sombra de contrição.
Não ama a Deus sobre todas as coisas logo que não queira em tudo e por tudo romper com o pecado mortal, nem trata seriamente de emendar a sua vida, coisa que tanto se requer para a Confissão como para a contrição perfeita; em uma palavra, falta-lhe boa vontade e, faltando-lhe esta, faltar-lhe-á a graça de Deus, sem a qual a contrição perfeita é absolutamente impossível.
Poderá enganar-se a si mesmo, jamais, porém, enganará a Deus Nosso Senhor. Aquele que tem contrição perfeita, está inteiramente resolvido a romper com o pecado mortal; receberá logo que possa e com mais fervor do que dantes, os santos sacramentos, e com a sua boa vontade, ajudada da graça de Deus, conservar-se-á livre de pecado e se firmará mais e mais no feliz estado de filho de Deus.
A quem, de modo especial, a contrição perfeita auxilia, é aos que leal e sinceramente querem adquirir e conservar o estado de graça e, sobretudo, aos que pecam por costume, isto é, aos que, ainda que tenham boa vontade, a força dos maus hábitos e a própria fraqueza os fazem cair de vez em quando; porém, de forma alguma, a contrição perfeita ajuda aos que se acolhem a ela para pecarem mais à vontade. E estes convertem o celestial remédio do perfeito arrependimento em narcótico fatal e em infernal veneno.
Não sejas, pois, destes, leitor amado; não consintas, incauto, que graça tão preciosa como a contrição perfeita te sirva para o mal, senão para o bem, já que tão grandes bens produz na alma do cristão.
— E que bens são esses que produz a contrição perfeita?
A contrição perfeita, uma chave de ouro do Céu – J. de Driesch

quinta-feira, 17 de maio de 2018

Dos pecados que se devem evitar, suas raízes e consequências


Dos pecados que se devem evitar, suas raízes e consequências (Parte 1)

Como ensina São Gregório Magno e, depois dele, Santo Tomás, os pecados capitais de vanglória ou vaidade, preguiça, inveja, ira, gula e luxúria não são os mais graves de todos, pois maiores são os de heresia, apostasia, desesperação e de ódio a Deus; mas são os primeiros a que se inclina nosso coração, levando-nos a nos afastar de Deus e a cometer outras faltas ainda mais graves.

O homem não chega à perversão absoluta de uma vez, mas pouco a pouco.

Examinemos primeiro, em si mesma, a raiz dos sete pecados capitais.


Todos eles se originam no amor desordenado de si mesmo ou egoísmo, que nos impede de amar a Deus sobre todas as coisas e inclina a nos apartarmos dele.

É evidente que pecamos, i. e., que nos desviamos de Deus e nos afastamos dele cada vez que tendemos para um bem criado, indo contra a vontade divina.

Isto é a consequência fatal de um amor desordenado de nós mesmos, que vem a ser a fonte de todo pecado. Por conseguinte, não só é necessário moderar esse amor desordenado ou egoísmo, mas também é preciso mortificá-lo, para que o amor ordenado ocupe seu lugar. Enquanto o pecador em estado de pecado mortal se ama a si sobre todas as coisas, praticamente antepondo-se a Deus, o justo ama a Deus mais que a si e deve, além disso, amar-se em Deus e por Deusamar seu corpo de tal maneira que sirva à alma, não lhe obstando a vida superior; amar a alma convidando-a a participar eternamente da vida divinaamar sua inteligência e vontade, de modo que participem mais e mais da luz e do amor de DeusEste é o sentido profundo da mortificação do egoísmo, do amor e da vontade próprios, opostos à vontade de Deus.

Além disso, não deve permitir que a vida descenda, mas, pelo contrário,que ascenda em direção daquele que é fonte de todo o bem e de toda a beatitude.

Dos pecados que se devem evitar, suas raízes e consequências (Parte 2)

O amor desordenado de nós mesmos leva à morte, como diz o Senhor: “O que ama (desordenadamente) a sua vida perdê-la-á; e quem aborrece (ou mortifica) a sua vida neste mundo, conservá-la-á para a vida eterna” (João 12, 25).

Desse desordenado amor, raiz de todos os pecados, nascem as três concupiscências de que fala São João (I João 2, 16) quando diz: “Porque tudo o que há no mundo é concupiscência da carne, e concupiscência dos olhos, e soberba da vida; e isto não vem do Pai, mas do mundo”.

Observa Santo Tomás que os pecados carnais são mais vergonhosos que os espirituais porque nos rebaixam ao nível do animal; contudo, os espirituais, os únicos que se compartilham com o demônio, são mais graves, porque vão diretamente contra Deus e nos afastam dele.

concupiscência da carne é o desejo desordenado do que é ou parece útil à conservação do indivíduo ou da espécie, e deste amor sensual provêm a gula e a luxúria.

concupiscência dos olhos é o desejo desordenado do que agrada a vista, o luxo, as riquezas, o dinheiro que nos proporciona os bens terrenos; dela nasce a avareza.

A soberba da vida é o desordenado amor da própria excelência e de tudo aquilo que pode ressaltá-la; quem se deixa levar pela soberba, erige-se a si em seu próprio deus, a exemplo de LúciferDaí se vê a importância da humildade, que é virtude capital, tanto quanto o orgulho é fonte de todo pecado.

São Gregório e Santo Tomás ensinam que a soberba é mais que um pecado capital: é a raiz da qual procedem mormente quatro pecados capitais: vaidade, preguiça espiritual, inveja e ira.

vaidade é o amor desordenado de louvores e de honras; a preguiçaespiritual se entristece pensando no trabalho requerido para santificar-se; a ira, quando não é uma indignação justificada e sim um pecado, é um movimento desordenado da alma que nos inclina a rechaçar violentamente o que nos desagrada, de onde se seguem as disputas, injúrias e vociferações.

Estes pecados capitais, sobretudo a preguiça espiritual, a inveja e a ira,engendram tristezas amargas que afligem a alma e são totalmente contrários à paz espiritual e ao contentamento, ambos frutos da caridade.

Não deve o homem apenas contentar-se em moderar tais germes de morte, senão também mortificá-los.

Dos pecados que se devem evitar, suas raízes e consequências. Parte 3

prática generosa da mortificação dispõe a alma para outra purificação mais profunda que Deus mesmo realizacom o fim de destruir completamente os germes de morte que ainda subsistam em nossa sensibilidade e faculdades superiores.

Mas não basta considerar as raízes dos sete pecados capitais; é preciso analisar suas consequências.

Como consequências do pecado se entendem geralmente as más inclinações que os pecados deixam em nosso temperamento, mesmo depois de apagados pela absolvição.

Entretanto, também pode entender-se como consequências dos pecados capitais os demais pecados que têm sua origem neles.

Os pecados capitais assim se chamam porque são um como princípio de muitos outros; temos, em primeiro, inclinação para eles e depois, por meio deles, para outras faltas às vezes mais graves.

É dessa forma que a vanglória gera desobediência, jactância, hipocrisia, disputas, discórdia, afã de novidades, pertinácia.

preguiça espiritual conduz ao desgosto das coisas espirituais e do trabalho de santificação, em razão do esforço que exige, engendrando a malícia, o rancor ou a amargura contra o próximo, a pusilanimidade ante o dever, o desalento, a cegueira espiritual, o esquecimento dos preceitos, a busca do proibido.

Igualmente, a inveja ou desagrado voluntário do bem alheio,bem que temos como mal nosso, engendra o ódio, a maledicência, a calúnia, a alegria do mal alheio e a tristeza por seus triunfos.

Por sua vez, a gula e a sensualidade geram outros vícios e podem conduzir à cegueira espiritual, ao endurecimento do coração, ao apego à vida presente até à perda da esperança da vida eterna, ao amor de si mesmo até ao ódio de Deus e à impenitência final.

Dos pecados que se devem evitar, suas raízes e consequências (Parte 4)

Frequentemente, os pecados capitais são mortais. Podem existir de uma maneira muito vulgar e baixa, como em muitas almas em pecado mortal, ou bem podem também existir, nota São João da Cruz, em uma alma em estado de graça, como outros tantos desvios da vida espiritual. Por isso se fala às vezes da soberba espiritual, da gula espiritual, da sensualidade e da preguiça espiritual.

A soberba espiritual inclina, por exemplo, a fugir daqueles que nos dirigem reprimendas, ainda quando tenham autoridade para isso e no-las dirijam justamente; também pode levar-nos a guardar-lhes certo rancor em nosso coração.

Quanto à gula espiritual, poderia fazer-nos desejar consolos sensíveis na piedade, até o ponto de buscarmos nela mais a nós mesmos que a Deus. É o orgulho espiritual a origem do falso misticismo.

Felizmente, diferentemente das virtudes, estes vícios não são conexos, ou seja, pode-se possuir uns sem os outros, e muitos são até contrários entre si: assim, não é possível ser avaro e pródigo ao mesmo tempo.

A enumeração de todos estes tristes frutos do exagerado amor de si deve levar-nos a um sério exame de consciência e nos ensina, ademais, que o terreno da mortificação é muito extenso, se quisermos viver uma vida cristã profunda.

Dos pecados que se devem evitar, suas raízes e consequências. Parte 5

O exame de consciência, longe de apartar-nos do pensamento de Deus, aponta-nos para ele. Deve-se inclusive pedir-lhe luz para enxergar um pouco a alma como o próprio Deus a vê, para enxergar o dia ou a semana que passaram como se os víssemos escritos no livro da vida, à maneira de como os veremos no dia do Juízo Final.

Por isto temos de repassar cada noite, com humildade e contrição, as faltas cometidas de pensamento, palavra, ação e omissão.

No exame deve-se evitar a minuciosa investigação das menores faltas, tomadas em sua materialidade, pois semelhante esforço poderia fazer-nos cair em escrúpulos e esquecer coisas mais importantes.

Trata-se menos de uma completa enumeração das faltas veniais que da investigação e acusação sinceras do princípio de onde geralmente procedem.

A alma não deve se deter em demasia na consideração de si mesma, deixando de olhar para Deus. Pelo contrário há de se perguntar, tendo os olhos fitos em Deus:
·        Como julgará Deus este dia ou semana que agora termina?
·        Foi este dia meu ou de Deus?
·        Busquei a ele ou a mim?

Desse modo, sem turbação, a alma julgar-se-á desde um plano elevado, à luz dos preceitos divinos, tal como se julgará no último dia. Mas, como diz Santa Catarina de Sena, não separemos a consideração de nossas faltas do pensamento da infinita misericórdia. Olhemos nossa fragilidade e miséria ao lume da infinita bondade de Deus que nos alevanta. O exame, feito deste modo, longe de desalentar-nos, aumentará nossa confiança em Deus.

Por contraste, a visão de nossos pecados nos esclarece o valor da virtude. O que melhor nos revela o valor da justiça é a dor que a injustiça produz. A imagem da injustiça que cometemos e o pesar de tê-la cometido devem nos despertar a “fome e sede de justiça”. Por contraste, é necessário:
·        que a fealdade da sensualidade nos revele a beleza da pureza;
·         que a desordem da ira e da inveja nos faça compreender o alto valor da mansidão e da caridade;
·        que as aberrações da soberba nos ilustrem acerca da elevada sabedoria da humildade.

Peçamos a Deus inspirar-nos um santo aborrecimento do pecado, que nos separa da divina bondade, da qual tantos benefícios recebemos e esperamos para o porvir.

Esse santo ódio do pecado não é, de certa forma, senão o outro lado do amor de Deus. É impossível amar profundamente a verdade sem detestar a mentira, amar de coração ao bem, e o soberano Bem que é Deus, sem que por sua vez detestemos o que nos separa de Deus.

Dos pecados que se devem evitar, suas raízes e consequências (Parte 6)

A maneira de evitar a soberba é pensar com frequência nas humilhações do Salvador e pedir a Deus a virtude da humildade.

Para reprimir a inveja, temos de rogar pelo próximo, desejando-lhe o mesmo bem que para nós desejamos.

Aprendamos igualmente a reprimir os movimentos da ira, afastando-nos dos objetos que a provocam, trabalhando e falando com doçura.

Esta mortificação é absolutamente indispensável.

Pensemos que temos que salvar nossa alma e que ao nosso redor há muito bem a se fazer, sobretudo na ordem espiritual.

Não esqueçamos que devemos trabalhar pelo bem eterno dos demais e empregar, para consegui-lo, os meios que o Salvador nos ensinou: a morte progressiva do pecado, mediante o progresso nas virtudes e principalmente no amor de Deus.



Excerto do livro "As três idades da vida interior"
do padre Reginald Garrigou-Lagrange

Como Rezar o Terço

http://osegredodorosario.blogspot.com.br/p/como-rezar-o-terco_17.html


sábado, 24 de fevereiro de 2018

A confissão nos dá forças para não cair no pecado



"Cesário conta que um santo sacerdote obrigou ao demônio, da parte de Deus, a dizer o que mais o prejudica, respondendo-lhe ele que dentre todas as coisas o que maiores danos lhe causava e mais o descontentava era a confissão frequente.

Ouçamos o que o Senhor revelou a Santa Brígida: 'Quem desejar conservar o fervor, deverá purificar-se muitas vezes pela confissão e acusar-se frequentemente de suas faltas e negligências no serviço de Deus.' Uma alma que aspira a perfeição, diz Cassiano, deve empenhar-se em ter uma grande pureza de consciência, pois por esse meio alcançará o amor perfeito de Deus, que só é concedido às almas puras, correspondendo a medida do amor à pureza do coração. (...)

Pela confissão a alma purifica-se das faltas cometidas. A este respeito São João Clímaco narra o seguinte: Um jovem desejava entrar num convento para se corrigir da vida pecaminosa que levara no século. O Abade, antes de recebê-lo, quis provar sua vocação, e por isso disse-lhe que para ser admitido deveria confessar publicamente todos os seus pecados. O jovem, que estava sinceramente resolvido a dar-se todo a Deus, obedeceu e, enquanto confessava, diante da comunidade as suas faltas, um dos monges conhecido por sua santidade, viu um homem de aspecto venerável apagando de um papel, à medida que o jovem os declarava, os pecados por ele cometidos, de forma tal que, no fim da acusação estava o papel inteiramente branco. O que não se passou visivelmente, dá-se ainda hoje invisivelmente com todo aquele que, com as devidas disposições, se confessa de seus pecados. 

Pela confissão não só se apagam as manchas do pecado, mas a alma adquire também novas forças para não recair mais neles. (...).

Escola de Perfeição Cristã - Santo Afonso de Ligório.


Texto e Imagem retirado da Página do Facebook: Uma Frase de Santo Afonso por dia.

Visto em:


Leia mais artigos sobre confissão;

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

DA CONFIANÇA EM MARIA, RAINHA DE MISERICÓRDIA

Positusque est thronus matri regis, quae sedit ad dexteram eius — “Foi posto um trono para a mãe do rei, a qual se assentou à sua mão direita” (3 Reg. 2, 19).

Sumário. O ofício da Santíssima Virgem no céu é compadecer-se dos miseráveis e socorrê-los, pois que exatamente para este fim o Senhor a constituiu Rainha de Misericórdia. Se nos quisermos salvar, recorramos com confiança a esta amada Mãe. A nossa confiança deve ser tanto maior quanto mais profunda for a nossa miséria, porque os miseráveis são destinados a ser a sua coroa de glória no paraíso. É, porém, mister que tenhamos  a vontade de nos emendarmos.
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Depois que a grande Virgem Maria foi elevada à dignidade de Mãe do Rei dos reis, com justa razão a santa Igreja a honra e quer que todos a honrem, com o título glorioso de Rainha. Mas, não somente de Rainha, senão de Rainha de misericórdia; porque ela é toda doce, clemente e inclinada a fazer bem a nós miseráveis:Salve, Rainha, Mãe de misericórdia!Considerando João Gerson as palavras de Davi: duo haec audivi, etc. (1) — “estas duas coisas tenho ouvido”, diz que, consistindo o reino de Deus na justiça e na misericórdia, o Senhor o dividiu. O reinado da justiça, reservou-o para si, e o reinado da misericórdia, cedeu-o a Maria, ordenando que todas as misericórdias que se concedessem aos homens, passassem pelas mãos de Maria e se distribuíssem a seu arbítrio, de sorte que o oficio da Virgem no céu é compadecer-se dos miseráveis a aliviá-los.
Na Sagrada Escritura se lê que a rainha Ester, com medo de irritar o seu esposo Assuero, se recusou a interceder junto dele a fim de que revocasse a sentença de morte pronunciada contra os Judeus. Mas Mardoqueu repreendeu-a e mandou dizer-lhe que não pensasse só em salvar-se a si, pois o Senhor a tinha posto sobre o trono para bem de todo o seu povo (2).
Não há perigo de que a nossa Rainha Maria jamais se recuse a ajudar os seus filhos; mas se em tempo algum ela recusasse alcançar-nos de Deus o perdão do castigo, de nós bem merecido, poderíamos também dizer-lhe: Ne putes, quod animam tuam tantum liberes — Não cuideis, Senhora, que Deus vos elevou a ser Rainha do mundo só para bem vosso, senão também a fim de que, elevada tão alto, possais compadecer-vos mais dos miseráveis e socorrer a todos os homens que a vós recorrem: quia in domo regis es prae cunctis hominibus.
Refugiemo-nos, pois, mas refugiemo-nos sempre aos pés da nossa dulcíssima Rainha, se seguramente nos queremos salvar. Se nos espanta e nos desanima a vista dos nossos pecados, lembremo-nos que Maria foi feita Rainha de misericórdia a fim de salvar com a sua proteção aos mais perdidos pecadores que a ela se recomendar. Estes hão de ser a sua coroa no céu, como disse o seu divino Esposo; coroa bem digna e própria da Rainha da misericórdia:Coronaberis de cubilibus leonum, de montibus pardorum(3).
Ó Maria, eis aqui a vossos pés um miserável escravo do inferno, que vos pede misericórdia. É verdade que não mereço nenhum favor; mas vós sois Rainha de misericórdia, e a misericórdia é para aquele que não a merece. Todo o mundo vos chama o refúgio e a esperança dos pecadores; sois, portanto, também o meu refúgio e a minha esperança. Sou como ovelha desgarrada, mas foi para salvação das ovelhas desgarradas que o Verbo Eterno desceu do céu e se fez vosso Filho; Ele quer que eu a vós recorra e que vós me socorrais com as vossas orações.
Sancta Maria, Mater Dei, ora pro nobis! Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós! Ó grande Mãe de Deus que por todos rogais, rogai a vosso Filho também por mim! Dizei-Lhe que sou devoto vosso e que vós me protegeis. Dizei-Lhe que em vós pus toda a minha esperança. Dizei-Lhe que me dê o perdão e que detesto todas as ofensas que lhe tenho feito. Dizei-Lhe que pela sua misericórdia me conceda a santa perseverança. Dizei-lhe que me dê a graça de amá-Lo de todo o meu coração. Dizei-Lhe, enfim, que me quereis ver salvo. Jesus faz tudo que vós lhe pedis. Ó Maria, esperança minha, em vós confio, tende piedade de mim. (*I 11.)
  1. Ps. 61, 12.
    2. Esth. 4, 13.
    3. Cant. 4, 8.
Meditações: Para todos os Dias e Festas do Ano: Tomo I – Santo Afonso
Fonte:

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

OS PECADOS QUE CLAMAM VINGANÇA AO CÉU










ALERTA! Há pecados que clamam ao céu!… e são punidos neste mundo. Veremos a seguir o que são e qual o comportamento de um verdadeiro discípulo de Cristo.
“Jesus Cristo é sempre o mesmo: ontem, hoje e por toda a eternidade. Não vos deixeis desviar pela diversidade de doutrinas estranhas. É muito melhor fortificar a alma pela graça do que por alimentos que nenhum proveito trazem aos que a eles se entregam” (Hb 13,8).
Todo homem quer ser feliz e viver em paz. Vive em paz aquele que segue a ordem que Deus colocou no mundo e obedece às leis que regem o mundo para que tudo funcione harmoniosamente. A lei natural é obra de Deus, consiste em fazer o bem e evitar o mal. O bêbado, por não obedecer à lei do seu corpo, com o tempo destrói seu fígado e morre. O motorista que não obedece à lei do trânsito em uma curva perigosa, pode acidentar-se e morrer. Deus criou o homem com inteligência e livre arbítrio. O mau uso da liberdade produz o pecado, e o pecado é a causa de nossos problemas. Hoje, a filosofia liberal subjetivista, fruto do livre exame protestante e maçônico, não leva em consideração as leis da natureza. Os homens que perderam a fé cristã católica, pensam que têm o poder e o direito de transtornar as leis da natureza das coisas; eles pensam que a realidade humana deve obedecer suas ideias, mesmo que sejam falsas. Isso faz com que a sociedade passe a ter sérios problemas. A causa de nossos problemas é o pecado; o remédio é seguir a lei de Cristo e respeitar a lei natural.
O que é o pecado?
O pecado é uma desobediência voluntária à lei de Deus. Existem dois tipos de pecado: pecado grave e pecado leve. O pecado grave é chamado de mortal, o pecado leve é chamado venial. O pecado mortal separa o homem de Deus e o entrega ao poder do demônio; abre diante dele a porta do inferno eterno. O pecado mortal coloca o homem numa situação anormal, destrói a graça santificante e a caridade, e expulsa o Espírito Santo da alma. Se uma pessoa morre em pecado mortal, sem confissão e sem arrependimento sincero, ela cairá no inferno, que é um lugar de fogo e sofrimento eterno. Há três condições para que um pecado seja mortal: matéria grave, plena advertência de que um pecado é grave e pleno consentimento. Isso significa que eu sei que o mal que quero fazer é algo grave, e mesmo assim, quero fazê-lo ou dou o meu consentimento. Por exemplo, matar, fornicar, adulterar, embriagar-se.
Entre os pecados mortais, há quatro que são tão graves que Deus os castiga neste mundo. Estes pecados que clamam ao Céu são:
  1. — Assassinato de inocentes (Gn 4, 10).
  2. — Oprimir as viúvas e os órfãos (Ex 22, 22-23).
  3. — Defraudar o trabalhador de seu salário (Dt 24, 15).
  4. — Sodomia ou homossexualismo (Gn 19, 4-9, 1Cor 6, 9-10).
Vejamos o que diz a Bíblia Sagrada.
1- Derramar sangue inocente é um pecado muito grave
No quinto mandamento, Não matarás (Ex 20:13), Deus nos proíbe de causar a morte a nossos semelhantes ou de golpeá-los ou feri-los; Ele proíbe também de causar-lhes qualquer dano: em sua pessoa, em sua honra e em seus bens materiais. Matar inocentes e abortar crianças é um pecado gravíssimo que clama ao céu. Na Bíblia Sagrada, lê-se que Deus perguntou a Caim: “O Senhor disse-lhe: ‘Que fizeste! EIS QUE A VOZ DO SANGUE DO TEU IRMÃO CLAMA POR MIM DESDE A TERRA'” (Gn 4,10-12). Os homicidas são assediados pelo medo e torturados pelo remorso da consciência, embora nenhum homem os persiga. Três são as causas que tornam lícita a morte de alguém: a autoridade pública, a legítima defesa e a guerra justa. Fora destes três casos, é sempre um pecado matar o próximo assim como feri-lo ou golpeá-lo.
O ABORTO também é um pecado gravíssimo que clama vingança ao céu. O aborto é o assassinato a sangue frio das crianças mais indefesas e inocentes. E é ainda mais grave quando essas crianças são assassinadas precisamente por aquelas pessoas que têm maior obrigação em defendê-los. Deus diz: “Não matarás o inocente e o justo, porque não absolverei o culpado” (Ex 23,7). Ajudar e proteger os assassinos é tornar-se responsável por seus crimes; e isto é precisamente o que fazem os governos que permitem o aborto, e os cidadãos que, com seus votos, ajudam o governo abortista! Isto atrai a maldição de Deus sobre a terra e causa muitos problemas na sociedade. Toda pessoa que colabora em um aborto é excomungada da Igreja Católica.
2- Oprimir viúvas e órfãos
Deus ordena a todos e a cada um de nós: “Não prejudicareis a viúva e o ÓRFÃO. Se os prejudicardes, eles clamarão a mim e eu os ouvirei; minha cólera se inflamará e vos farei perecer pela espada; vossas mulheres ficarão viúvas e vossos filhos, órfãos” (Ex 22, 22-23).
3-  Defraudar o trabalhador de seu salário
“Não prejudicarás o assalariado pobre e necessitado, quer seja um de teus irmãos, quer seja um estrangeiro que mora numa das cidades de tua terra. Dar-lhe-ás o seu salário no mesmo dia, antes do pôr-do-sol, porque é pobre e espera impacientemente a sua paga. Do contrário clamaria contra ti ao Senhor, e serias culpado de um pecado. Não violarás o direito do estrangeiro nem do órfão, e não tomarás como penhor o vestido de uma viúva…” (Deut 24, 14-17).
4-  Os pecados que clamam ao céu: Sodoma e Gomorra
Hoje, a decadência espiritual e moral chegou a tal ponto que as pessoas pensam e agem como os pagãos que praticavam todos os tipos de pecados, incluindo o pecado contra a natureza. Deus criou o homem bom e santo, mas por causa do mau uso de sua liberdade, perdeu a santidade e foi despojado dos dons que o ajudavam a viver com uma alma que possuía total domínio sobre o corpo. Por este motivo, o homem sente tentação ou inclinações para o mal. Mas ser tentado não é pecado; consentir e querer ou praticar o mal é pecado. Mesmo que se sinta tentações, mas se as rejeita, não peca. Portanto, ninguém diga que Deus me criou bêbado ou homossexual. Isso não é assim.
O que diz a Sagrada Escritura acerca do pecado de homossexualismo e outras impurezas?
Na Bíblia lemos que nas cidades chamadas Sodoma e Gomorra, “desde os jovens até os velhos”, eles praticavam de maneira escandalosa o pecado contra a natureza. Deus disse a Abraão: “É imenso o clamor que se eleva de Sodoma e Gomorra, e o seu pecado é muito grande” (Gn 18,20). E apesar da intercessão de Abraão em favor das cidades “o Senhor fez então cair sobre Sodoma e Gomorra uma chuva de enxofre e de fogo, vinda do Senhor, do céu” (Gn 19: 14-25). Por que essa total destruição por fogo e enxofre? Porque não havia nem mesmo 10 justos nas cidades. O exemplo deve nos impulsionar à penitência e ao arrependimento, porque, onde há almas justas e santas, há misericórdia para os demais.
Hoje, devido à apostasia das nações anteriormente cristãs, a impureza passa por algo normal, como se fosse um direito.
Os pecados que excluem do Céu
Falando-nos como embaixador de Deus, São Paulo alerta-nos que existem pecados que excluem do céu e levam ao inferno. “Acaso não sabeis que os injustos não hão de possuir o Reino de Deus? Não vos enganeis: nem os impuros, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os devassos, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os difamadores, nem os assaltantes hão de possuir o Reino de Deus… O corpo, porém, não é para a impureza, mas para o Senhor… Fugi da fornicação. Qualquer outro pecado que o homem comete é fora do corpo, mas o impuro peca contra o seu próprio corpo” (1Cor 6,9-20).
Na carta aos Gálatas (5, 19-24), o mesmo São Paulo fala das obras do homem pecador “fornicação, impureza, libertinagem, idolatria, superstição, inimizades, brigas, ciúmes, ódio, ambição, discórdias, partidos, invejas, bebedeiras, orgias e outras coisas semelhantes. Dessas coisas vos previno, como já vos preveni: os que as praticarem não herdarão o Reino de Deus! Contra estas coisas não há lei. Pois os que são de Jesus Cristo crucificaram a carne, com as paixões e concupiscências”. O católico domina e crucifica os maus desejos com a ajuda de Deus e a prática da luta espiritual.
Como deve ser um discípulo de Cristo?
Diz a carta aos Efésios (5, 1-20) “Sede, pois, imitadores de Deus, como filhos muito amados… Quanto à fornicação, à impureza, sob qualquer forma, ou à avareza, que disto nem se faça menção entre vós, como convém a santos. Nada de obscenidades, de conversas tolas ou levianas, porque tais coisas não convêm; em vez disto, ações de graças. Porque sabei-o bem: nenhum dissoluto, ou impuro, ou avarento — verdadeiros idólatras! — terá herança no Reino de Cristo e de Deus. E ninguém vos seduza com vãos discursos. Estes são os pecados que atraem a ira de Deus sobre os rebeldes. Não vos comprometais com eles. Outrora éreis trevas, mas agora sois luz no Senhor: comportai-vos como verdadeiras luzes. Ora, o fruto da luz é bondade, justiça e verdade. Procurai o que é agradável ao Senhor, e não tenhais cumplicidade nas obras infrutíferas das trevas; pelo contrário, condenai-as abertamente. Porque as coisas que tais homens fazem ocultamente é vergonhoso até falar delas…”
As impurezas e outras injustiças atraem a ira de Deus sobre os homens
“Mortificai, pois, os vossos membros no que têm de terreno: a devassidão, a impureza, as paixões, os maus desejos, a cobiça, que é uma idolatria. Dessas coisas provém a ira de Deus sobre os descrentes. Agora, porém, deixai de lado todas estas coisas: ira, animosidade, maledicência, maldade, palavras torpes da vossa boca, nem vos enganeis uns aos outros” (Cl 3,5-10).
Toda pessoa que pretende ser discípulo de Cristo recebe esta ordem: “Despojemo-nos das obras das trevas e vistamo-nos das armas da luz. Comportemo-nos honestamente, como em pleno dia: nada de orgias, nada de bebedeira; nada de desonestidades nem dissoluções…” (Rm 13,12-13).
Qual será o lugar dos pecadores mortos em pecado mortal?
“Os tíbios, os infiéis, os depravados, os homicidas, os impuros, os maléficos, os idólatras e todos os mentirosos terão como quinhão o tanque ardente de fogo e enxofre”, ou seja, o inferno eterno (Ap 21,8). Não se pode cuspir no rosto de alguém e receber sua ajuda e favores. Não se pode menosprezar a Deus e sua lei e viver tranquilos na casa de Deus, que é a sua criação. Por esta razão, Cristo avisa a todos no livro de Apocalipse (22, 12-15): “Eis que venho em breve, e a minha recompensa está comigo, para dar a cada um conforme as suas obras. Fora os cães (pecadores desavergonhados como cães), os envenenadores, os impudicos, os homicidas, os idólatras e todos aqueles que amam e praticam a mentira!” Em sua Suma Teológica (II-II 154, 12), São Tomás de Aquino, citando Santo Agostinho, diz que de todos os pecados da luxúria, o pior é aquele que vai contra a natureza. O próprio santo diz: “Em qualquer ordem de coisas, a corrupção do princípio é terrível, porque dela dependem as consequências. Assim, como nos vícios contra a natureza, o homem trabalha contra o que a própria natureza estabeleceu sobre o uso do prazer venéreo, segue-se que um pecado nessa questão é muito grave. Em seguida, vem o incesto, o qual atenta contra o respeito natural que devemos às pessoas próximas a nós. A ordem natural procede de Deus. É por isso que nos pecados contra a natureza, em que a ordem natural é violada, uma injustiça é cometida contra Deus, o controlador da natureza”. São Agostinho diz: “Os delitos contra a natureza são reprováveis e puníveis, sempre e em todos os lugares, assim como o foram os sodomitas”. Mesmo que todos os homens tenham cometido esse mal, continuaria a pesar a mesma pena imposta pela lei divina, que não fez os homens para que agissem assim, pois viola-se a familiaridade com Deus, que se mancha, com a perversidade do prazer, a natureza da qual Ele é autor. (Confesiones III, 8).
Para aqueles que querem um suposto matrimônio entre dois homens, a lei divina diz: “Não te deitarás com um homem, como se fosse mulher: isso é uma abominação” (Lv 18,22).
Os homens contaminados pelo liberalismo pensam que são livres para fazer e decidir o que querem. Deus ameaça severamente aqueles que rejeitam a verdade conhecida e dão sua aprovação ao mal. Em sua carta aos Romanos (1, 18-32), São Paulo, denunciando as ações dos pagãos, dizendo: “A ira de Deus se manifesta do alto do céu contra toda a impiedade e perversidade dos homens, que pela injustiça aprisionam a verdade… de modo que não se podem escusar. Porque, conhecendo a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças. Pelo contrário, extraviaram-se em seus vãos pensamentos, e se lhes obscureceu o coração insensato. Pretendendo-se sábios, tornaram-se estultos… Por isso, Deus os entregou aos desejos dos seus corações, à imundície, de modo que desonraram entre si os próprios corpos… Por isso, Deus os entregou a paixões vergonhosas: as suas mulheres mudaram as relações naturais em relações contra a natureza. Do mesmo modo também os homens, deixando o uso natural da mulher, arderam em desejos uns para com os outros, cometendo homens com homens a torpeza, e recebendo em seus corpos a paga devida ao seu desvario. Como não se preocupassem em adquirir o conhecimento de Deus, Deus entregou-os aos sentimentos depravados, e daí o seu procedimento indigno”.
Deus disse: “Não cometerás adultério” (Ex 20:14). “Não terás comércio com a mulher de teu próximo: contaminar-te-ias com ela” (Lv 18,20). “Deus julgará os impuros e os adúlteros” (Hb 13,4).
Em conclusão: os pecados que cometemos ferem a nós mesmos e toda a sociedade. Sem lutar contra o pecado, não há verdadeira paz. Afastar-se da ocasião de pecado já é uma grande proteção. É necessário rezar, suplicar, fazer penitência. Deus nunca rejeita um coração arrependido. Rezar com confiança e humildade, ouvir missa com devoção, fazer boas obras e dar esmolas atraem a misericórdia de Deus e provocam o arrependimento. Cristo disse: “E eu vos digo: pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e achareis; batei, e abrir-se-vos-á. Pois todo aquele que pede, recebe; aquele que procura, acha; e ao que bater, se lhe abrirá” (Lc 11,9-10). Fazer exercícios espirituais sérios ajuda muito a entender as coisas. Confessar-se bem, liberta do pecado, desde que Cristo deu aos apóstolos, que eram sacerdotes, o poder de perdoar os pecados (Jo 20, 22). Nós temos uma alma, se a perdermos, nunca a recuperaremos, disse o santo Irmão Pedro de Betancourt. Cristo diz a todo pecador arrependido: “Nem eu te condeno. Vai e não tornes a pecar” (Jo 8,1
Distrito do México – Tradução: Dominus Est

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